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Rubén Aguirre nega ter se relacionado com Florinda Meza
“Todo mundo andou atrás de mim”, declarou a atriz Florinda Meza ao Programa do Ratinho, no SBT, na última quarta-feira (25).
A atriz e produtora foi convidada para a atração, onde mostrou imagens da casa onde viveu com Roberto Gómez Bolaños, comentou que nunca proibiu que visitassem sua tumba e culpou a imprensa “suja” por tais declarações.
Além de falar sobre Maria Antonieta de las Nieves (Chiquinha) e Carlos Villagrán (Kiko), Florinda assegurou que Rubén Aguirre, o Professor Girafales, andou atrás dela.
Quando lhe perguntaram se foi namorada de Villagrán, Florinda comentou: “Eu já lhes disse que tinha pedacinhos bons, eu era uma jovem atraente. Todos, não só Roberto, todos, todos, todos andavam atrás de mim, mas os homens assim são. Não foi apenas Carlos. Rubén também andou atrás de mim, mas também Horácio Gómez (Godinez), todos”.
Rubén Aguirre, no entanto, negou que tenha se relacionado com Florinda. Em uma entrevista para o programa Ventaneando, da TV Azteca, do México, o ator disse que quando Florinda tinha 22 anos, “parava o trânsito de verdade”.
“Eu sou homem e gosto das mulheres bonitas e a via, mas de andar atrás dela é outra coisa. No máximo lhe disse um elogio, como digo a qualquer mulher bonita, o que se faz um homem quando vê qualquer mulher bonita”, explicou Aguirre, que assegurou que sempre respeitou e foi fiel há sua esposa, Consuelo, com quem é casado desde 1960.
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Texto: El Universal, traduzido e adaptado por Antonio Felipe
Chapolin sai do ar no SBT na segunda-feira
A partir da próxima segunda-feira, o Chapolin Colorado sai do ar no SBT, dando lugar à série “As Visões da Raven”, segundo anunciou o canal através de sua assessoria de imprensa.
Chapolin vinha registrando uma média de 6 pontos no SBT, a mesma de “Um Maluco no Pedaço”, que o antecedia na grade.
O seriado de Chespirito vinha sendo exibido desde 5 de janeiro, apenas com episódios clássicos. No entanto, o canal transmitiu em fevereiro reprises de diversos episódios que passaram em janeiro, deixando de lado as sagas como “Branca de Neve” e “A festa à fantasia”.
Mais uma vez preterido pelo SBT, o Chapolin Colorado pode ser visto nos canais pagos TBS e Boomerang.
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Texto: Antonio Felipe
‘Roberto uniu a América Latina mais do que qualquer político’, diz viúva de Bolaños
Florinda Meza, famosa por interpretar a Dona Florinda do seriado “Chaves”, esteve no Brasil nesta quarta-feira (25) para participar do “Programa do Ratinho” (SBT).
Em conversa com jornalistas antes do programa, Florinda falou sobre a perda do marido, Roberto Bolaños, morto em novembro do ano passado, aos 85 anos.
“Sou eu quem dou as condolências a vocês brasileiros pela perda dele”, respondeu ela ao receber os pêsames de um jornalista.
“Roberto uniu a América Latina mais do que qualquer político”, disse a atriz, que escolheu o Brasil para dar sua primeira entrevista após a morte do marido.
“Escolhi o Brasil porque aqui sempre fomos muito queridos pelos fãs. Roberto sempre foi bem recebido pelos brasileiros, ele ficava muito comovido com o carinho de vocês. Chego a me perguntar se eu realmente mereço tanto carinho!”, se emocionou.
Aos 66 anos recém-completados, ela contou como está sendo difícil superar a morte do comediante, com quem viveu por quase 40 anos.
“Não estou me recuperando. Estou sobrevivendo. E duvido que qualquer pessoa no meu lugar teria conseguido superar. Fomos casados por quase 40 anos e trabalhamos juntos por 45. Passei mais tempo da minha vida com ele do que sem ele”, lamentou ela, que vestia luto para a entrevista.
“Sou atriz, profissão que me permite controlar meus sentimentos. Fico imaginando quem não é ator, como faz para lidar com isso”, continuou Florinda, com lágrimas nos olhos. “E devo dizer… Ele era o melhor homem do mundo”.
‘GRANDE COMPANHEIRA’
Questionada sobre a relação aparentemente conturbada com Maria Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha, Florinda afirmou que nunca foi de fato muito próxima da colega de elenco fora das gravações.
No entanto ela afirma que sempre se deu bem com todos da série no ambiente de trabalho.
“Edgar Vivar (Sr. Barriga) e Ruben Aguirre (Professor Girafales) sempre foram meus amigos mais próximos. Angelines Fernández (Dona Clotilde) também, por ser uma atriz mais velha, sempre foi uma pessoa que respeitei muito”, comentou.
“Já Maria Antonieta, não posso chamá-la de amiga, mas foi uma grande companheira de trabalho. Faz muito tempo que não a vejo”, enfatizou. “Vivemos na ‘era del morbo'”, disse ela, expressão em espanhol que significa espécie de ‘era da maledicência’, culpando a imprensa pelos rumores de que as duas não se dariam bem.
“Mas se não tivéssemos apreço e tolerância um com o outro, como teríamos trabalhado juntos por 25 anos?”.
LEGADO
Três meses após a morte do marido, Florinda já se desfez da casa em que viveu com ele até o fim da vida, em Cancún. Os dois também eram donos de um imóvel na Cidade do México, que também foi vendido.
Sobre as vendas, consideradas precoces, a viúva explicou que tinha vontade há muito tempo de vender as duas casas, mas não o fez pois estava ocupada cuidando de Bolaños, já doente, no final da vida.
“Há muito tempo não íamos para a Cidade do México, porque era impossível viver lá. O clima e a altura da cidade eram uma sentença de morte para o Roberto”, explica ela. “Eu já tinha vontade de vendê-la há muito tempo, mas nos últimos cinco anos não tive cabeça nem tempo para cuidar disso”.
“Já a casa de Cancún era gigante. Acho que exageramos quando construímos a casa, era uma mansão! Ele tinha seis filhos e doze netos, então fizemos aquela casa enorme achando que estaria sempre cheia, mas agora nos últimos anos ela tem ficado bem vazia”.
Cuidando agora dos licenciamentos das marcas de Bolaños, Florinda afirma que está trabalhando em um desenho animado do Chapolin, e que, por enquanto, não há mais projetos em vista.
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Texto: Anahí Monteiro, para a Folha de São Paulo
As Visões da Raven entra no lugar do Chapolin no SBT
A partir da próxima segunda-feira, o seriado “As Visões da Raven” entra no lugar do Chapolin na programação do SBT, segundo anunciou o canal em chamada exibida durante a tarde.
Ainda não se sabe se o Chapolin seguirá na grade da emissora, sendo deslocado para outro horário ou, mais uma vez, sairá da grade após pouco tempo no ar.
Chapolin vinha registrando uma média de 6 pontos no SBT, a mesma de “Um Maluco no Pedaço”, que o antecede na grade. O seriado de Chespirito vinha sendo exibido desde 5 de janeiro, apenas com episódios clássicos.
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Texto: Antonio Felipe e Billy Drescher
Filho de Chespirito preferia outro cemitério para seu pai
No evento que revelou os indicados para os prêmios TV y Novelas, no México, o produtor Roberto Gómez Fernández falou sobre o seu pai, Chespirito, e indicou que seria melhor que seus restos estivessem sepultados em outro cemitério.
“Eu creio que seria bom que estivesse em outro lugar”, manifestou Fernández ao ser perguntado sobre a restrição que existe para visitar a tumba de seu pai, Roberto Gómez Bolaños, no Panteón Francés. Ele esclareceu que não tem gerência nessas decisões, mas entende que não deixam as pessoas passarem por políticas do cemitério e não desse túmulo especificamente.
Sobre a possibilidade de mudar os restos de Chespirito para outro local, afirmou: “Não por agora, é algo que talvez mais adiante, não é o momento para pensar nisso, agora é momento para recordá-lo”.
Gómez Fernández se disse positivo nessa etapa de luto em que se soube lembrar tudo de bom que existe em torno de um dos comediantes mais importantes da América Latina e que lhe deu a vida.
“Primeiro, ser testemunha das manifestações de carinho impressionantes que nunca havia imaginado que fossem tantas, isso recebemos com muito gosto. Nós, como família, temos estado mais unidos do que nunca e isso também é uma benção, recordando e tendo [a Chespirito] todos os dias muito presente”.
No sábado passado se comemoraria um ano mais de vida do também escritor, motivo pelo qual seus filhos tomaram um café da manhã juntos para recordá-lo, afirmou Fernández.
“Nós [os irmãos] fomos tomar café da manhã, somos seis e estivemos juntos. Esse dia seria seu aniversário, mas o recordamos com alegria”.
A respeito de Kiko e Chiquinha, que opinaram sobre seu pai e Florinda Meza, Roberto assegurou que esse tema não é tratado “nem em conversa” porque não vale a pena, mas falou de Rubén Aguirre, o Professor Girafales, a quem considera um grande amigo de seu pai.
“É uma pessoa extraordinária, tinham muito carinho mutuamente meu papai e Rubén, meu pai o respeitava muito, o admirava e ouvi-los conversar era uma delícia, com muitas histórias”.
Ainda que não tenha lido o livro “Después de Usted”, que Rubén acaba de lançar, Fernández disse ter muita vontade de fazê-lo porque é uma pessoa importante para a televisão, que começou uns anos antes de seu pai.
Finalmente, falou dos projetos inconclusos relacionados a Chespirito.
“Temos a série animada do Chapolin Colorado, o processo se deteve por um momento, mas já estamos na metade do caminho e há algumas coisas, mas isso talvez mais adiante”, concluiu.
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Texto: El Universal, traduzido por Antonio Felipe
Há 86 anos nascia Roberto Gómez Bolaños
Hoje é um dia muito especial para toda a América Latina. Há exatamente 86 anos, nascia um dos grandes gênios da cultura de nosso continente: Roberto Gómez Bolaños.
O homem que criou alguns dos personagens mais conhecidos dos povos do Usuhaia até os Estados Unidos. Um escritor, ator, roteirista, diretor, que por mais de 40 anos, fez milhões de pessoas rirem. Formou gerações inteiras de fãs, de pessoas que até hoje se divertem com o Chaves, Chapolin, Chaparrón Bonaparte, Chompiras, Dr. Chapatin, Dom Caveira, Vicente Chambón, e tantos outros. O nosso pequeno Shakespeare.
Este é um dia de muita alegria. Sim, nós não esquecemos aquele 28 de novembro. Mas para nós, que somos fãs, Roberto Gómez Bolaños continua vivo. E assim permanecerá para sempre.
Sim, Chespirito está vivo. Em cada sorriso que damos quando vemos o Chaves aprontar mais uma das suas na vila. Em cada gargalhada quando o Chapolin se mete em uma enrascada. Em cada lágrima que cai quando toca o clipe de Boa Noite, Vizinhança. Em cada bordão que repetimos ao acaso, como “sigam-me os bons”, “isso, isso, isso” e tantos outros. Em cada vez que pensamos nas séries quando vemos coisas tão banais, mas que têm significado todo especial para nós, como tamarindo, churros, sanduíche de presunto ou pirulito gigante. Em todas as vezes que pensamos em viajar para Acapulco e lá nos divertirmos como a turma. Em cada vez que vemos nossos pais e nossos filhos rirem conosco das séries, demonstrando a força que CH tem para superar as barreiras do tempo.
Como diz a música, nós prometemos e nos despedimos de Chespirito. Mas não diremos adeus jamais. Pois nos reunimos todos os dias, quando ficamos juntos – Bolaños na TV, nos divertindo com Chaves e Chapolin, e nós, do outro lado da tela, rindo como sempre. E como, afinal, dizer adeus para quem sempre estará conosco?
A morte não é o fim, mas uma mera transição. O homem Bolaños nos deixou. E de mortal, Chespirito, na forma de sua obra e de seu legado, passou a ser eterno. E assim como em todos os dias nesses mais de 40 anos em que ele esteve por aqui nos divertindo, ele seguirá nos fazendo rir, nos emocionando, nos alegrando, nos encantando. E fazendo novos fãs a cada dia.
Por isso, só temos a dizer hoje: feliz aniversário! E MUITO OBRIGADO, CHESPIRITO! Para sempre te amaremos!
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Texto: Antonio Felipe
Florinda Meza participará do Programa do Ratinho na quarta-feira
A atriz Florinda Meza, viúva do criador de Chaves e Chapolin, Roberto Gómez Bolaños, participará ao vivo do Programa do Ratinho, no SBT, na próxima quarta-feira (25), segundo informa a jornalista Keila Jimenez, da Folha de São Paulo.
Será a primeira entrevista de Florinda desde a morte do marido, que ocorreu em 28 de novembro passado. Desde então, a atriz só se manifestou através do Twitter de Chespirito, onde agradeceu aos fãs pelo carinho e anunciou que venderia suas casas.
Na terça-feira (24), a atriz participa de um link ao vivo no Ratinho. E na quarta, ela estará ao vivo no palco do programa.
A entrevista será uma tentativa de evitar um bom desempenho do retorno do Programa do Gugu, que estreia na quarta-feira pela Record – e que será concorrente direto de Ratinho na disputa pela audiência noturna.
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Texto: Antonio Felipe
Chespirito Day celebra o aniversário de Roberto Gómez Bolaños em São Paulo
Um dia inteiro de homenagem e festa para o criador dos seriados Chaves e Chapolin. É assim que será o Chespirito Day, evento que ocorre amanhã (21), em São Paulo, no dia que o escrito mexicano Roberto Gómez Bolaños completaria 86 anos.
Falecido no dia 28 de novembro de 2014 em Cancún, “Chespirito”, como era conhecido, terá sua vida e obra celebradas em uma festa que contará com brincadeiras e jogos infantis e exibição de episódios clássicos dos seriados que há 30 anos divertem o público brasileiro. Além disso, será realizado um concurso de fantasias e um quiz do Chaves, ambos valendo prêmios.
Uma atração à parte na festa será a presença de Cecília Lemes, uma das dubladoras da Chiquinha no Brasil. Ela estará no evento para conversar com os fãs e celebrar com os chavesmaníacos o legado de Bolaños, que há mais de 40 anos diverte o público de toda a América Latina com seus seriados que, por aqui, seguem em exibição no SBT.
O Chespirito Day será realizado na Rua Fiação da Saúde, 260, na Vila da Saúde, em São Paulo, a partir das 12h. O evento é gratuito. Aos fãs que participem, pede-se que seja levado um quilo de alimento não-perecível ou um brinquedo, os quais serão doados para instituições beneficentes.
SERVIÇO
O quê: Chespirito Day
Quando: 21 de fevereiro, sábado, às 12h
Onde: Rua Fiação da Saúde, 260, Vila da Saúde, São Paulo
Quanto: evento gratuito
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Texto: Antonio Felipe
“Falta talento e sobra tecnologia”, diz Rubén Aguirre sobre a televisão de hoje
“A primeira vez que apareci na televisão, no Canal 10 de Monterrey, me rechaçaram. Mario Quintanilla, o diretor do canal, ao me ver no ar, disse que me via mal: que estava tão grande que nem sequer cabia na tela. É grotesco! Suas mãos parecem luvas de beisebol. Como isso ocorre? Você não serve pata a televisão! Não se dá conta? Veja, vá com o gerente, Juan Garza, e melhor que fique vendendo publicidade”.
As memórias de Rubén Aguirre, o inesquecível Professor Girafales, recentemente editadas no México pela Editora Planeta, são o testemunho de um rechaço que não ficou no não.
Pelo contrário, ainda que o locutor, cronista de touradas, ator e pai de família (teve sete filhos e diz ter plantado mais de mil árvores) nasceu em Saltillo em 15 de junho de 1934, não pôde apagar durante muitos anos o adjetivo de “grotesco”, superou em muito o dito, para se converter, graças ao professor que estava irremediavelmente apaixonado pela Dona Florinda em Chaves, em um comediante de categoria internacional.
Después de Usted é também um livro sobre a história do rádio no México, relato daqueles anos iniciais onde a tecnologia brilhava por sua ausência e tudo o que ia ao ar era fruto exclusivo da criatividade dos locutores.
Entre eles, o mais audaz e sem dúvida engenhoso, Rubén Aguirre, que para matar o aborrecimento quando lhe trabalhava de madrugada, punha-se a inventar radionovelas onde ele fazia todos os sons e vozes.
Estamos em um bonito hotel de Puerto Vallarta. Temos um encontro com o Professor Girafales. Amigos e parentes mandam mensagens com saudações, multiplicando uma expressão eterna: “Tá ta ta tá”, expressão inesquecível que o comediante copiou de um velho professor de escola chamado Wenceslao.
“Era um velhinho que era muito bom professor, muito bom homem, mas que quando lhe fazíamos perder a paciência, saía o ta ta ta tá”, contou Rubén.
Aos 81 anos, Rubén Aguirre conserva o vozeirão. Já não caminha, porque um grave acidente automobilístico lhe afetou a coluna vertebral e sua esposa de toda a vida, Consuelo, ficou sem uma perna.
Foram momentos duros para um homem com alma de viajante e que transita entre a charmosa localidade balneária de Jalisco o inverno de sua vida, rodeado de seus filhos, entre eles Veronica, que o ajudou a revisar e corrigir seu escrito.
No prólogo escrito por Armando Fuentes Aguirre “Catón”, primo de Girafales, destaca-se “sua alegria e sua generosidade”.
Alegre e generoso: efetivamente, se mostra durante a longa entrevista para SinEmbargo, onde entre outras coisas tem bonitas palavras sobre Ramón Valdés, o Seu Madruga, um comediante sem par com quem compartilhou cenários, sonhos e amizade.
Para você, quem é o melhor comediante do México?
Cantinflas, sem dúvida.
Mais que Tin Tan?
Tin Tan era mais completo, cantava, dançava, mas fez também filmes ruins. Bom, claro que Cantinflas fez coisas horríveis ao final de sua carreira. De todos os comediantes atuais, o mais inteligente e que mais gosto é Eugenio Derbez. E das mulheres, Consuelo Duval. Como a admiro, que boa comediante ela é! Atrevo-me a compará-la e a dizer que é superior inclusive a Carol Burnett.
Bons comediantes com roteiros frouxos.
Sim, a verdade é que sim. Não há bons escritores de humor na televisão atual. Ou não há escritores, ou não os pagam, algo passa. A tecnologia cresceu muito, mas o talento não seguiu o mesmo caminho. Repetem novelas que foram sucesso há 30 anos, se uma novela triunfa na Argentina, a trazem ao México, mudam duas ou três coisinhas e a montam aqui. Fazem novas versões para não pensar. Falta talento e sobra tecnologia. Para nós custava muito fazer o Chapolin ficar pequeno em nossa época. Eram horas e horas de trabalho do pobre diretor do programa. Agora, com tanta facilidade, fazem voar os atores, os fazem magros, gordos, das maneiras que querem.
Você diz em seu livro que alguns atores se convertem em monstros sagrados e confundem a ficção com a realidade. Roberto Gómez Bolaños foi um monstro sagrado?
Creio que sim. Creio também que se Roberto tivesse nascido nos Estados Unidos e não no México, que Bob Hope, que nada. Nasceu no México e desgraçadamente aqui os trabalhos de ator sempre são mal pagos e mal difundidos.
Em seu livro, não obstante você se anima a discutir algumas coisas…
Éramos tão amigos que me dava a liberdade de discutir algumas coisas. Se tivesse sido só meu chefe, não teria me atrevido. Por outro lado, cada quem busca os problemas. Nem Edgar Vivar nem eu tivemos problemas alguma vez para usar nossos personagens, por exemplo. Eles (Carlos Villagrán e Maria Antonieta de las Nieves) tiveram algumas questões, não sei se em busca de notoriedade ou de ambição, não sei.
Mas você diz em seu livro que o trabalho é de quem o necessita.
Sim, como diz Neruda em “O Carteiro”: a poesia é de quem a necessita. Assim também é o trabalho. E o personagem, o mesmo, não é de quem o inventa, mas de quem o executa e logo o necessita para trabalhar.
Você foi muito amigo de Roberto Gómez Bolaños, mas foi também da Chiquinha.
E de Carlos Villagrán também. Conheci Maria Antonieta de las Nieves quando era quase uma menina. Logo se casou com um locutor amigo meu e eu fui muito feliz. Cada quem tem seu caráter e ninguém tem a culpa de ser como é. Há muita gente tosca, eu não sou. Minha forma de ser busca o menos possível o conflito e se dar bem com todo mundo.
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