
Durante toda a vida, Eliana (39) ouviu falar do amor incondicional.
Mas foi com a maternidade que a apresentadora Eliana realmente conseguiu entender o seu significado. “Gerar um filho é a coisa mais linda que uma mulher pode fazer. É um amor que transcende tudo. É avassalador, chega a tirar o fôlego e a encher os olhos de lágrimas”, descreve a mãe de Arthur (1 ano e 10 meses), fruto da feliz relação de cinco anos com o músico João Marcello Bôscoli (43).

“Tudo fica perfeito quando estou com o Arthur e com meu marido, em casa. Claro que existem problemas, mas, da porta para dentro, é o nosso mundo ideal”, exalta a bela, que vive com o clã em São Paulo. Para completar, o destino a presenteou não apenas com realizações pessoais.

Eliana celebra 25 anos de carreira da melhor maneira que poderia imaginar: consagrada como uma das principais comunicadoras do País à frente de seu programa no SBT, por um ano vice-líder de audiência aos domingos. “Fui a primeira mulher a entrar nesse rol, onde só havia homens. Creio que é resultado de dedicação, sorte e seriedade”, exalta a paulistana, que ainda se divide entre a administração de sua Editora Master Books, seu portal feminino DaquiDali e os produtos licenciados. Em papo na Ilha de CARAS, a estrela conta detalhes de sua intimidade que, segundo ela mesma, não costuma compartilhar. Entre eles, Eliana narra pela primeira vez como conheceu o marido, João.

– Você está sempre linda. Existem momentos de insegurança ?
– Como toda mulher, muitas vezes me olho no espelho e falo: ‘Meu Deus, só a maquiagem para me salvar !’ (risos) Mas confesso que em casa fico descalça, de coque. Enfim, sem me preocupar. Depois que Arthur nasceu, minha ‘naturalidade’ aflorou. Eu vejo como meu filho é lindo sendo tão puro e aprendo muito com isso.
– Que balanço pode fazer desses 25 anos de carreira ?
– Foi um caminho de seriedade. O diferencial é que sempre procurei passar mais que entretenimento. Desde o primeiro programa, me preocupei em transmitir informação para as crianças. Quando parti do público infantil para o familiar, esse DNA permaneceu.
– Sempre quis fazer TV ?
– Desde pequena, era ‘superaparecida’. (risos) Adorava dançar, ficar em frente à TV. Nasci para ser artista. Em 1986, fiz a propaganda do primeiro sutiã, um comercial que ficou para a história. Mas considero o início da carreira com o grupo musical A Patotinha, dois anos depois. Foi quando comecei a me profissionalizar. Minha ideia era ser cantora, mas em 1991 surgiu um acaso maravilhoso : o encontro com Silvio Santos, que me convidou para fazer um programa no SBT. Fiquei com medo de largar o que fazia. Mas o tempo mostrou que fiz a escolha certa.
– Ser mãe a fez alguma vez pensar em parar de trabalhar ?
– Não. Minha prioridade é meu filho, mas não vejo necessidade de deixar a profissão, que também me deixa feliz. Não saio de casa escondida, falo: Por mais que chore, ele precisa saber que é importante e que vou voltar. Hoje, tenho a sorte de ser dona da minha agenda, minha manhã inteira é dedicada ao Arthur.
– Como você definiria a personalidade do Arthur ?
– É forte, como a dos pais. Ele é sapeca, mas também carinhoso. Algo encantador que Arthur faz é unir o meu rosto e o do pai para a gente se beijar. Ele adora ver a gente junto, é bacana.
– E um irmãozinho para ele ?
– Quero, mas gostaria que o Arthur tivesse pelo menos três ou quatro anos. Acho uma boa diferença, é importante estar mais próxima dele nesses primeiros anos.
– O que mudou em seu relacionamento com o João Marcello após a chegada do Arthur ?
– Se a relação é boa, filho só melhora, principalmente se são pessoas maduras e a gravidez é desejada. João praticamente engravidou comigo, engordou junto. (risos) Curtiu cada momento. Ficou mais apegado a mim, agradecido por eu ter posto no mundo um nenezinho que é um pouco de nós dois.
– Como se conheceram ?
– Foi quase profissionalmente. A produção do meu programa o convidou para participar de um quadro musical. Ele não podia ir e pediu meu contato para se desculpar. Começamos a trocar e-mails e, de repente, eles se tornaram um pouco mais picantes. (risos) Nós dois sempre muito simpáticos... (risos) E, em meio a tanta simpatia, começamos a nos encantar um pelo outro. Marcamos um encontro e foi assim. Ninguém nos apresentou. Já o tinha visto em uma festa, mas nunca conversara com ele.
– Planejam oficializar a união ?
– Vivo com João há cinco anos, o casamento já existe. É mais que aliança, papel, festa, cerimônia. É o dia a dia, o morar junto, a doação, não deixar a relação cair na monotonia. Há dificuldades, mas temos de releválas em prol da ‘construção’. Disse a mim mesma: ‘Fui competente para construir a carreira. Serei para construir uma família’. O dilema da mulher moderna é trabalhar muito e, às vezes, deixar o resto de lado. No meu caso, consegui recuperar. Me doei demais ao trabalho, mas encontrei alguém bacana para dividir o meu êxito.





















