Finanças dos Clubes

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 04 Mai 2011, 13:01

http://flamengonet.blogspot.com/

. A 1ª coisa que chama atenção no Balanço de 2010 do Flamengo é o aumento substancial do Passivo Circulante, que consiste nos compromissos do Clube com vencimentos em até 365 dias. Tal valor saltou de R$ 151 milhões para R$ 224 milhões em um ano !

A de empréstimos é para mim a pior notícia de todas pois mostra que o CRF correu para bancos tais como o Banco Industrial e BMG para se financiar e com dívidas de curto prazo ! No tal Banco Industrial a dívida foi de R$ 19,5 milhões para R$ 33,9 milhões. E no BMG saltou de R$ 737 mil para R$ 8,4 milhões ! (PS :[/color] Já tô vendo que o BMG vai estampar sua marca na camisa do Fla pelo resto da vida !)

A BWA que aparecia em “outras instituições” na dívida de curto prazo veio para a “receitas a realizar” por se tratar de um adiantamento, mas o valor caiu a metade, de R$ 12 milhões em 2009 para R$ 6 milhões em 2010. O que impressionou foi o aumento do adiantamento das receitas junto a Azaléia (OLK) que saltaram de R$ 8 milhões para R$ 18 milhões.

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Já no passivo com vencimento superior a um ano (não circulante) o maior valor é o Timemania que congrega R$ 170 milhões e está escalonado para pagamento em 20 anos. O destaque fica para receitas diferidas no valor de R$ 29 milhões e uma conta de compensaçãode R$ 7,6 milhões ... Os dois sem qualquer explicação ... Mas, responsáveis por uma “fonte” de R$ 36milhões !

Conclusão o CRF deve ao fim de 2010 R$ 458.501.240, R$ 113.871.321 a mais que no ano de 2009 (R$ 344 milhões) !! A pergunta que se faz é : onde foram usados estes recursos ? Estas fontes de financiamento ?

Esses números tão errados, o clube deve 30 milhões ao C13, então, o valor correto da dívida é de R$ 488.501.240.

--

http://www.lancenet.com.br/flamengo/Rib ... 52575.html

. O presidente do Conselho Fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro, saiu em defesa dos resultados econômicos do clube em 2010. Disse que o Flamengo teve um resultado operacional - sem abatimento de despesas financeiras - de R$ 9 milhões. Porém, deve indicar no parecer do órgão os altos custos dos empréstimos, que fizeram explodir as dívidas bancárias ano passado.


Sem comentários para o que esse filho da p*** disse.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 05 Mai 2011, 19:33

http://www.lancenet.com.br/flamengo/Fla ... 52809.html
. Flamengo e Hyundai mantêm conversas sobre o patrocínio master – frente e costas da camisa – mas os valores envolvidos impedem que ambas as partes cheguem a um denominador comum.

O Fla pediu aproximadamente R$ 23 milhões por um contrato com duração até o fim deste ano. A marca sul-coreana de automóveis, por sua vez, fez uma oferta de cerca de R$ 18 milhões.

As minutas contratuais já passaram pelos departamentos jurídicos do clube e da empresa. O montante e o tempo de contrato, porém, precisam ser alinhavados.

O Flamengo pretende acertar o patrocínio principal de sua camisa até o início do Campeonato Brasileiro. Nos últimos dez dias, entretanto, não houve acordo e as partes não acenaram para algum tipo de acerto.

As cifras pedidas pelo Fla podem render um valor quase 80% superior ao pago pela Batavo, patrocinadora até janeiro, considerando os montantes mensais.

Em um acordo de sete meses com a Hyundai, o clube poderia embolsar R$ 3,2 milhões a cada 30 dias.

No total, considerando os acordos já firmados com o Banco BMG e com a TIM, o clube teria R$ 34 milhões em receita oriundos dos três patrocínios na camisa.

Cauteloso, o departamento de marketing do clube se resguarda e não descarta fazer um vínculo maior com o futuro patrocinador para não incorrer no mesmo episódio que aconteceu este ano.

O vínculo acertado com a Batavo em 2010 terminaria dia 31 de janeiro, mas em outubro o grupo anunciou que não renovaria o contrato.

– O clube pretende fechar para o restante da temporada e para o ano seguinte. Isso dá uma segurança para o clube e para a marca interessada. É uma coisa boa para ambos – explicou Henrique Brandão, vice de marketing do Flamengo.

A NEGOCIAÇÃO

- Valor aproximado pedido pelo Flamengo a Hyundai : R$ 23 milhões

Possibilidade de rendimento mensal : R$ 3,2 milhões ( junho a dezembro de 2011)

- Valor aproximado oferecido pela Hyundai : R$ 18 milhões

Possibilidade de rendimento mensal : R$ 2,5 milhões ( junho a dezembro de 2011)

- Contrato com a Batavo na temporada de 2010 : R$ 22 milhões

Rendimentos mensais pelo patrocínio master com o grupo : R$ 1,8 milhão

- Aumento para 2011, considerando as diferenças pedidas pelo clube e proposta da empresa :

Elevação da receita que varia entre 38,8% a 77%


O QUE O FLA JÁ TEM ACERTADO PARA 2011

- Patrocínio do BMG na manga : R$ 9 milhões (por 12 meses: janeiro a dezembro)
- Patrocínio dentro do número da TIM que rendeu R$ 2 milhões (por três anos, com possibilidade de reajuste por temporada)
- Patrocínio de ocasião para a estreia de Ronaldinho Gaúcho, no dia 2 de fevereiro. A Visa e a Cielo desembolsaram, no total, R$ 900 mil para exibir as
marcas na frente e nas costas da camisa (Visa) e na barra (Cielo).
Vai tomar no c********** diretoria ! Acerta logo essa p*********, se não vai ficar sem patrocínio o ano inteiro !

São tão incompetentes que não não conseguiram nem um "patrocínio de ocasião" para a final da Taça Rio !

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Vai tomar no c****** esse Henrique Brandão, seu m******* !
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 05 Mai 2011, 19:49

http://www.lancenet.com.br/fluminense/C ... 52679.html
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. O presidente da Unimed, Celso Barros, abriu o jogo sobre o momento da parceria com o Fluminense.

A eliminação nas oitavas de final da Libertadores foi a gota d'água para o executivo e conselheiro tricolor, que assistiu ao jogo em local separado da diretoria. O maior reflexo do fracasso na competição sul-americana será a redução dos investimentos em contratações para o Campeonato Brasileiro. Afinal, como ele mesmo disse, "houve sérios abalos na relação da patrocinadora com o clube".

Como você está analisa a eliminação do Fluminense da Libertadores ?

Estou muito triste, acho que todos nós estamos muito tristes com o que aconteceu. Agora teremos de pensar no Campeonato Brasileiro, foi o que nos sobrou depois de sermos eliminados também no Campeonato Carioca. Estou decepcionado.

Como explicar uma eliminação prematura diante dos investimentos feitos na contratação de reforços ?

A saída do Muricy Ramalho, a saída de Alcides Antunes, tudo isso interferiu decisivamente na falta de resultados, criaram problemas que acabaram prejudicando o trabalho. Direta e indiretamente. Na verdade, surgiram uma série de notícias tendenciosas que instalaram uma crise no Fluminense. Não sei quem foi o autor disso, mas o time, mesmo eliminado do Carioca e da Libertadores, não era para estar assim, afinal é o atual campeão brasileiro. Não podemos entender isso. Outros clubes também caíram, é verdade, mas isso não é desculpa. O resultado decepcionou muito.

O que o você, na condição de patrocinador, pode fazer a partir de agora para contornar esse e outros problemas ?

É uma situação complicada, o vice de futebol foi retirado do cargo e até agora não foi reposto. Está na hora de conversarmos com a diretoria, de forma tranquila, para tentarmos entrar nos eixos novamente. Temos de focar uma maneira de o clube se acertar. Problemas sempre vão existir, como no caso dos jogadores, a questão é a forma como você lida com eles.

Diante desses problemas em relação a forma de trabalho da diretoria, o patrocinador cria algum tipo de receio em relação aos investimentos futuros ou para o Campeonato Brasileiro o trabalho será o mesmo ?

Faz com que fiquemos mais cautelosos, não tenha dúvida quanto a isso. Temos de ter mais cautela na hora de investirmos. Até porque a relação foi abalada nesses quatro meses. Houve sérios abalos na relação da patrocinadora com o clube.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Seu Madruga Veste Preto » 06 Mai 2011, 02:33

Eu sinceramente fico meio puto de ver o dinheiro que meu pai paga de plano de saúde, indo para esse mecenas financiar o tricolor.

O foda é que não dá pra mudar, pois é o plano da empresa :(
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 13 Mai 2011, 15:36

http://globoesporte.globo.com/futebol/n ... inios.html

. A cada ano que passa, o hábito de vender jogadores vem perdendo espaço na gestão dos clubes brasileiros. De acordo com a auditoria da BDO RCS, a prática diminuiu pelo terceiro ano consecutivo e significa, agora, apenas 15% das receitas. Por outro lado, arrecadar com patrocínio e publicidade está ficando mais importante. Essa parcela, que em 2009 representava 14% das receitas, pulou para 17%. As cotas de televisão continuam em primeiro lugar no ranking, mas mantendo o percentual : 28%.

Em 2009, a queda da arrecadação com a venda de jogadores foi resultado, segundo a BDO RCS, da crise econômica na Europa. Entretanto, em 2010 já existem outros motivos que contribuem para isso.

- É uma soma de fatores. A Europa sofre com a desaceleração de um mercado em crise. Mas vender jogadores também ficou menos atrativo por causa dos fundos de investimento (os clubes negociam parte de seus jogadores para eles). O dólar também está mais barato. A gente percebeu que em 2009 era só a crise, mas em 2010 teve outros fatores. Os clubes também passaram a investir, trazer jogadores de nome - explicou Amir Somoggi, diretor da área Esporte Total da BDO.

As maiores fatias dessa pizza são as receitas com TV e publicidade, dominadas principalmente pelos quatro grandes de São Paulo e o Flamengo. O Corinthians, por exemplo, lidera os dois quesitos no país. Só com cotas de TV, saltou de R$ 29 milhões arrecadados em 2009 para R$ 55 milhões em 2010.

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Para quem acha que os clubes brasileiros já exploraram tudo o que tinha para ser explorado no que diz respeito a patrocínio e publicidade, Somoggi avisa que não é bem por aí. A BDO apresenta uma previsão de arrecadação nos próximos anos, com o montante podendo chegar a R$ 1,094 bilhão em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, contra os R$ 565 milhões alcançados em 2010.

- No Brasil, mais de 90% dos homens acompanham futebol de alguma forma na mídia. As empresas sabem que investir no futebol é um porto seguro. Os números podem crescer ainda mais se os clubes passarem a investir em novas alternativas de marketing. Eles precisam aprender o que é o marketing esportivo, ser mais ambiciosos, diversificar mais as ações. Há uma gama enorme de operações que podem ser feitas neste setor e que devem ser mais bem exploradas - disse Amir Somoggi.

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Amir Somoggi aponta três pontos para serem melhor explorados : em relação aos estádios, os clubes devem deixar de viver da venda dos ingressos e começar a enxergar os jogos como uma real oportunidade para alavancar as receitas com bares, restaurantes, camarotes, venda de produtos, etc. Na Europa, essa receita mais ampla se chama matchday revenue; o marketing precisa deixar de viver da negociação de contratos de patrocínio e alavancar a marca do clube, através de mais ações, projetos de ativação com patrocinadores, etc; e as diretorias têm que perceber que todo o negócio depende muito do relacionamento estreito e contínuo com o torcedor. O futuro do marketing dos clubes depende diretamente de uma respeito maior a eles, que devem ser tratados como verdadeiros clientes.

Há também quem sobreviva, e muito bem, sem contar com os pomposos patrocínios que os clubes de São Paulo e Rio conseguem. O Internacional, segundo clube brasileiro que mais arrecadou no ano passado, é o que mais ganha dinheiro com sócios. Entretanto, a BDO RCS diz que o Colorado precisa continuar investindo nessa área para não ficar para trás.

Em 2010, por exemplo, o Inter teria menos receita do que em 2009 se não fosse a venda do estádio dos Eucaliptos.

- Como não tem maior publicidade, maior bilheteria, o Internacional tem que transformar os R$ 39 milhões ganhos com os sócios em R$ 80 milhões para poder crescer ainda mais. O modelo a seguir é o do Manchester United, que também não tem a maior torcida na Inglaterra e mesmo assim consegue as maiores receitas. Tem que investir no torcedor, nos serviços e campanhas para eles.

Entre os grandes clubes, o Vasco não aparece nos gráficos apresentados por não divulgar em seu balanço anual a divisão detalhada das fontes de receita.

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 13 Mai 2011, 15:39

http://www.lancenet.com.br/de-prima/Div ... 52121.html

. O Botafogo com R$ 361,7 milhões lidera o ranking do endividamento do futebol brasileiro.

A pesquisa Parker Randall, divulgada com exclusividade pelo LANCE!, revela um aumento de 20% no consolidado de débitos do time da Estrela Solitária. A maior parte correspondente às obrigações fiscais : R$ 170,3 milhões, quase a metade do total.

Logo atrás no total de dívidas vem o Fluminense : R$ 358,2 milhões. Apesar do esforço para honrar os compromissos, o Tricolor acumula saldo negativo em empréstimos, dívidas fiscais e acordos cíveis (especialmente de direitos trabalhistas).

O terceiro lugar cabe ao Atlético-MG. Isso sem considerar todo o passivo, já que parte dele não significa necessariamente a dívidas, a análise contábil aponta R$ 316,1 milhões a quitar.

O quarto posto cabe ao Flamengo, com R$ 304,4 milhões. Destes, R$ 172,3 milhões correspondem ao assumido no consolidado da Timemania.

O Vasco é o quinto com R$ 298,3 milhões no total.

Tal como mostrou o Lance! na edição desta sexta-feira, as dívidas se devem ao fato de os clubes gastarem mais do que arrecadam. Na definição dos pagamentos, o privilégio é dado aos salários e direitos de imagem, deixando os impostos em segundo plano. Sem a cobrança firme da Receita Federal e penas atribuídas pela Justiça, os dirigentes seguem uma prática que parece sem solução.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 13 Mai 2011, 16:38

Dos 5 clubes que mais devem no Brasil, 4 são cariocas :unsure:
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 14 Mai 2011, 09:33

http://extra.globo.com/esporte/gilmar-ferreira/

. Sabe-se que o Flamengo tem sérias dificuldades no caixa e dívidas importantes a serem pagas este mês — inclusive com a Fifa, referente ao acordo firmado na entidade para o cumprimento de compromissos não honrados com clubes europeus.

Os dirigentes rubro-negros tentam um adiantamento das cotas de TV para reforçar o time que disputará o Brasileiro e devem fechar a toque de caixa, nos próximos dias, o contrato com a Hyundai que já se dispõe a pagar US$ 16 milhões anuais (cerca de R$ 23 milhões anuais - um total de US$ 32 milhões) por um contrato até dezembro de 2012.
--
http://www.lancenet.com.br/flamengo/Fla ... 52292.html

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. Flamengo e Hyundai mudaram os rumos das conversas que já vinham acontecendo e, agora, acenam para um possível acordo pelo patrocínio master da camisa.

O Fla poderá fechar com a marca sul-coreana de automóveis por um ano e meio, tempo que coincide com o término do
mandato da presidente Patricia Amorim no clube.

A Hyundai aguarda pela definição, por parte do clube, do contrato dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A empresa quer avaliar qual o tipo de retorno terá. O Flamengo ainda não assinou com a TV Globo para 2012-2015 (o Conselho Fiscal pediu para analisar o contrato).

A Traffic terá direito a 10% do total do valor conversado e garantido por cláusula prevista no acordo entre a empresa e o clube, caso o contrato de patrocínio não atingisse o valor mínimo de R$ 30 milhões.

O grupo é o responsável por captar e negociar o patrocínio para o Flamengo. O acordo aconteceu no início do ano, quando Ronaldinho Gaúcho foi contratado e teve o aporte financeiro da Traffic.

O LANCE!NET entrou em contato com o presidente do grupo, Júlio Mariz, e ele não confirmou a informação, afirmando não ter tido
qualquer contato com os responsáveis pelo marketing do Flamengo nos últimos dias.

O clube, por meio do vice de marketing Henrique Brandão, admitiu que o Fla conversa com a Hyundai, mas também há negociações com outras empresas, cujos nomes não foram revelados pelo dirigente.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 17 Mai 2011, 01:49

http://globoesporte.globo.com/platb/olh ... esportivo/

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. Algum tempo atrás soube que o Fla atravessou 2010 sem um contador em seu quadro de funcionários. Apesar da seriedade e conhecimento da fonte que revelou-me essa informação, achei-a incrível – no sentido de algo não crível, difícil de acreditar. Mas, acreditei, claro, pois minha fonte é séria e conhece bem esse clube e outros mais. Passado algum tempo, outras pessoas disseram-me a mesma coisa, só confirmando o absurdo de tal fato.

Não creio que esse buraco no quadro funcional tenha prejudicado a elaboração do balanço, pois um contador sem vínculo empregatício com o clube respondeu pela contabilidade, mas esse é um fato que merece reflexão.

Estrutura não é somente meia dúzia de tijolos e uma fachada bonita. Ela é muito mais que isso e, podemos dividi-la em infra e superestrutura. As construções, campos, meios de transporte, entre outras coisas, fazem parte da infraestrutura, enquanto direção, quadro de pessoal, filosofia de trabalho, ordenamento político e outras mais são parte da superestrutura. E, francamente, a superestrutura de um clube de futebol, sobretudo da grandeza do Flamengo, movimentando enorme volume de recursos, não pode, sob nenhuma hipótese, prescindir do trabalho de um profissional qualificado nessa área. Isso é básico e, confesso, tomar conhecimento desse fato foi uma surpresa desagradável.

Antes de falar das complicações, vou passar rapidamente pelo caminho para resolver complicações, as receitas. Elas são a solucionática necessária para enfrentar a problemática criada pelos dirigentes.Depois de ler o balanço, a primeira coisa que fiz foi levantar o ponto central da vida financeira de toda instituição: o comportamento de suas receitas operacionais nos últimos anos. Esse é o quadro de cinco anos:

As receitas rubro-negras, apesar dos muitos pesares, dão ao torcedor um certo alento e podem dar condições aos gestores para, lentamente, buscar a consolidação e sustentabilidade do clube.

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Nesse sentido, não posso deixar de citar que durante a gestão Márcia Braga mais recente, o montante de dívidas do clube foi reduzido em apreciáveis 75 milhões de reais.

Esse volume de receitas, contudo, é muito baixo para o porte e para o desempenho esportivo do clube.

O quadro de receitas mostra o já esperado crescimento do marketing em função do bom patrocínio máster assinado no final de 2009, que deu uma injeção razoável de recursos para o clube (e a ausência de um patrocinador master na presente temporada, já perdido o primeiro quadrimestre e caminhando para o fim do semestre, vai complicar as contas ainda mais). Ao mesmo tempo, uma receita sempre importante para o Flamengo, a bilheteria, teve redução apreciável, reflexo do desempenho do time em campo, apesar da participação na Copa Libertadores e, não podemos esquecer, também provocado pelo fechamento do Maracanã. E o pior, nesse caso, é que vem mais dois anos, com sorte, sem poder jogar no seu local predileto.

O balanço não discrimina as receitas com o licenciamento da marca Flamengo, que podem estar embutidas na conta Marketing. Tampouco mostra as receitas com o programa de sócio-torcedor, o que nos deixa sem saber se o programa existe e fatura ou se foi abandonado. De um jeito ou de outro, cada clube precisa encontrar seu caminho próprio e aumentar suas receitas com o quadro de sócios-torcedores. O exemplo do Internacional está aí para ser visto e analisado – mas não copiado, pois cada programa deve ter a “cara” e o espírito do clube e de seu torcedor, não é uma receita de bolo que basta ser copiada.

A verdade é que, embora venham crescendo de forma regular e consistente, mesmo com alguns percalços, as receitas operacionais do futebol do Flamengo estão abaixo do que poderiam e deveriam ser. Não ter um estádio próprio contribui para esse quadro, mas não justifica tudo.

Outro ponto importante para os clubes brasileiros : formação de jogadores. Essa não é uma receita operacional, eu não a considero como tal nas minhas análises, mas sem ela os clubes passam dificuldades e, se o desafio para alguns é lançar as bases para se manterem sem recorrer a essa receita, para o Flamengo o momento é diferente : é reforçar e retomar algo que era tradicional no clube : a formação de bons jogadores. Não só para fornecer à equipe, mas também, e fundamentalmente, para gerar recursos financeiros. Realisticamente, é isso.

O futebol do Flamengo em 2010 gerou uma receita bruta de 110,3 milhões de reais, contra uma despesa total de 69,3 milhões de reais, gerando um superávit de 41 milhões de reais. A folha de pagamento caiu de 67,6 para 52,6 milhões, uma redução de nada menos que 22,2%. Lembro que em 2008, até o começo de 2009, o clube gastava, somente em salários diretos de 5 ou 6 jogadores um total que passava de 2 milhões de reais todo mês. Isso, naturalmente, não contando encargos sobre esse montante. Um enxugamento na folha era necessário e o time que foi campeão em 2009 já não contava com alguns dos jogadores que contribuíam para esse valor. Fica difícil julgar até que ponto a redução na folha influenciou a ausência de grandes resultados em 2010, dado o ano atípico vivido pelo clube e pelo futebol em particular, mas, de maneira geral, foi uma redução salutar.

Cabe aqui uma observação : o balanço não discrimina os valores pagos, portanto não sabemos a quanto montou o total pago em direitos de imagem, e se esses valores estão incluídos na folha ou na rubrica “despesas gerais”. Essa falta de informações mais completas e, principalmente, mais discriminadas, é um dos problemas desse balanço.

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Se o futebol, que é, sem a menor dúvida, a grande “vaca leiteira” do Clube de Regatas do Flamengo, gastou menos, os esportes amadores tiveram uma explosão em seus gastos de pessoal, passando de 12,8 milhões em 2009 para 22,9 milhões de reais em 2010. :chocado: Um assombroso crescimento de 78,9%. A despesa total da área evoluiu de 25,4 milhões para 45,5 milhões de reais, ou 79,1% de crescimento :chocado: . Enquanto isso, a contrapartida das receitas dos esportes amadores evoluiu um percentual ainda mais impressionante: 122,3%. O único problema é que o valor saltou de 3,1 para 6,9 milhões de reais, gerando um déficit operacional de portentosos 16 milhões de reais, 131,9% maior que a receita.

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Olha a palhaça querendo aparecer ao lado do Lula, olha a "cara de felicidade" do nosso desmemoriado presidente. :duh:



Podemos deduzir pelas ausências do balanço, que esses valores de despesas incluem outras áreas que não somente os esportes amadores propriamente ditos. Todavia, o que está escrito, aprovado e assinado é o que foi relatado. Um balanço com informações incompletas ou agrupadas demais, sem discriminação, dificulta um melhor entendimento do que se passou e do que poderá acontecer.

Aliás, como planejar alguma coisa em cima desses números? Se há números internos melhor discriminados, e eu acredito que haja, deveriam, portanto, estar no balanço, facilitando nosso entendimento do que é e como funciona o clube.

Em outras palavras: não dá para saber quanto custou a área de esportes amadores, assim como não dá para ter certeza sobre o valor da folha de pagamentos do futebol.

O Passivo Circulante compreende os valores a serem pagos no decorrer dos doze meses seguintes à data de fechamento do balanço, ou seja, o decorrer do ano de 2011. Temos aqui um salto de 48,9%, explicado em boa parte pelos aumentos nos itens “Impostos e contribuições sociais a recolher” (de 34,2 para 52,0 milhões), “Empréstimos em instituições bancárias” (de 23,5 para 43,9 milhões) e “Contas a pagar” (de 26,3 para 51,1 milhões).

O Passivo Não Circulante inclui valores que serão pagos a partir de doze meses da data de fechamento do balanço, ou seja, de 1º de janeiro de 2012 em diante; são os compromissos de longo prazo. Também aqui temos um salto expressivo, da ordem de 20,7%, originado, sobretudo, por 29,2 milhões de “Receitas diferidas”, sem uma nota explicativa a respeito.

Com isso, o Passivo Total atinge o valor de 458,5 milhões de reais, crescendo 33%, bem acima dos exercícios anteriores, exceção feita a 2007, por conta do já citado acordo Timemania.


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E esse canalha não falou nada na imprensa, nada ! :lingua:

Li um excelente texto do economista Rafael Strauch, em dois posts publicados no site Flamengonet, e ele levanta várias dúvidas e indagações sobre esse balanço. Como, por exemplo, entre outras, os 29 milhões de receitas diferidas. Eu acredito que esse valor, assim os valores listados em empréstimos bancários, correspondam a adiantamentos de cotas de TV, mesmo porque tenho dúvidas a respeito da aprovação de empréstimos bancários para a maioria dos clubes brasileiros, caso não existam garantias sólidas de terceiros. Na prática, cota adiantada nada mais é que um empréstimo bancário garantido pelas cotas correspondentes.

Ainda na vida real, isso significa que almoço e o jantar de depois de amanhã foram vendidos para pagar o jantar de ontem e, se a administração não for das piores, o almoço de hoje. Com alguns agravantes: taxas e juros sobre o valor. Ou seja, você empenha 100 do futuro e recebe 80 hoje, para pagar a despesa já ocorrida ontem, que custou 60, mas, atrasada, passou a custar 80.

Só o Clube de Regatas do Flamengo comete tal loucura? Infelizmente, não. Todos, em maior ou menor grau fazem a mesma coisa. E digo infelizmente porque se fosse só o Flamengo e mais um ou dois seria um problema limitado. Como é geral, temos um problema sistêmico, que ataca todo o setor. E por que? Por que o setor é ruim e não permite a sobrevivência? Ou será que isso ocorre porque as gestões do futebol, de maneira geral, são ruins e ninguém paga nada por isso?

Opa, alguém paga por isso: o torcedor de cada clube e o conjunto da sociedade.

A síntese desse balanço pode ser descrita com apenas dois vocábulos: muito preocupante. A ausência de notas explicativas sobre pontos importantes, diferenças entre valores lançados, a própria forma do balanço, parecendo antes um rascunho do que o trabalho definitivo, tudo isso dá margem a perguntas, a dúvidas e, no torcedor, a temores.

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 17 Mai 2011, 13:59

Flamengo está dando muita bobeira de ficar sem um patrocinador master, igual ao SPFC ano passado.
E essa foto da Piscina Amadorim lembra muito aquele cachorro de um desenho animado que esqueci :lol:

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Silvester » 17 Mai 2011, 14:23

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 17 Mai 2011, 14:37

Isso, valeu hahaha :risos:
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Felipe Alves » 18 Mai 2011, 10:05


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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Barbano » 18 Mai 2011, 10:12

O ideal é fazer uma relação dívida / faturamento. Assim dá para ter uma boa noção do quanto cada clube está comprometido financeiramente.

Um clube que fatura 200 milhões por ano e tem dívida de 150 milhões tá em situação financeira melhor do que um que fatura 100 milhões e tem dívida de 120 milhões, mesmo com dívida maior.
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Felipe Alves » 18 Mai 2011, 10:17

Na matéria diz que apenas 4 clubes terminaram o ano no "azul". O que me surpreendeu foi o Atlético-PR, tem uma dívida quase nula em relação aos outros clubes.

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