Nesse link são citadas somente vagas sazonais que surgem em época de safra agrícola e em época de turismo em lugares muito específicos. Não se trata de emprego fixo de CLT pelo Brasil.
Isso é normal e esperado... Ou seria desejável uma massa de desempregados nessas cidades específicas esperando o ano inteiro por 2 ou 3 meses de trabalho nesses picos sazonais?
Por essa lógica, vale lembrar que a escala dos trabalhadores livres europeus era bem reduzida em comparação à dos escravos brasileiros... Então, se fosse questão de horas trabalhadas, o brasileiro deveria ser mais rico que o inglês.
A questão é que o inglês participava da produção de industrializados, e o brasileiro plantava e colhia agro para exportação (além de não poder consumir nem herdar, pois era escravo).
É claro que a Islândia é minúscula. O Brasil é muito diferente da Islândia... O Brasil foi planejado para ser um terrenão de onde se extrai produtos agrícolas ou mineração para a Europa consumir. Por isso estamos aqui. Melhorou um pouco quando a Inglaterra interviu na nossa economia, pressionando o Estado Brasileiro a proibir o direito de ter escravos (e assim, formando um mercado consumidor que trabalhava menos horas e comprava produtos ingleses).
Compare a Islândia com a própria Islândia, Inglaterra com a própria Inglaterra: quanto mais ricos foram ficando com o consumo interno (e também externo no caso da Inglaterra), mais foram reduzindo suas jornadas de trabalho.
Está na hora de o Brasil pensar para dentro do Brasil também.
Não entendi o contexto... Qual país subdesenvolvido enriqueceu sem "torrar dinheiro"? O que seria torrar dinheiro?Barbano escreveu: ↑03 Dez 2024, 16:34Só para começar precisaríamos de um governo que torrasse menos dinheiro com assistencialismo e alocasse mais recursos para desenvolver a infra-estrutura do país. Também precisaríamos de mais segurança jurídica, redução da burocracia e dos impostos sobre o setor produtivo, etc. Medidas essenciais para o país se desenvolver Não tem como um país sub-desenvolvido querer torrar dinheiro como se fosse um país rico.
Esses argumentos sempre na direção de "corte de gastos" servem para acionista, investidor, especulador em bolsa de valores. Mas para a economia real, principalmente comércio e serviços, não é simples assim. A mão-de-obra em Moçambique é muito mais barata que a do Brasil. Então, montar um salão de beleza em Maputo em regime 7x0 gera mais dinheiro que um 5x2 em São Paulo? Não, porque a demanda é São Paulo é muito maior.
Vale relembrar o exemplo da faxineira com carro próprio que você citou. Isso é exceção da exceção na América Latina. Será que é porque "o carro é mais barato em São Paulo"? Ou será que é porque existem tantas pessoas dispostas (e com renda) para pagar por uma faxina que é possível cobrar mais caro, e as pessoas aceitam pagar?


