Tag Archives: recordações
Rubén Aguirre fala de suas recordações da infância
Em entrevista para o jornal Basta!, do México, o ator Rubén Aguirre, intérprete do Professor Girafales, fala sobre como foi sua infância, seus brinquedos, seus castigos, seus atores e cantores favoritos. “Não existia um Dia da Criança, se inventou tempo depois, na minha época não havia esse dia, além disso não havia eletrônica, brincava com ioiôs, piões, aviõezinhos e carrinhos de madeira.
Não havia plástico. Saía para brincar com meus amigos depois de fazer a lição de casa, por volta de 6 ou 7 da tarde até às 9 da noite, na rua jogávamos uma espécie de polo, mas a pé, com varas de cicuta e tampinhas e nos dávamos umas boas varadas, também patinávamos muito, outro dos jogos era ‘quem te picou?’, esconde-esconde, e outras coisas que atualmente já desapareceram, infelizmente.
Para desfrutar sua infância, Rubén Aguirre teve um cúmplice, seu melhor amigo em sua terra natal, Coahuila. “Se chamava Andrés Peña, éramos bons amigos, armávamos aviões de brinquedo, pintávamos, fazíamos muitos trabalhos juntos, passávamos muito bem”, diz enquanto seu olhar se perde na memória.
Rubén recorda que pela situação econômica de seus pais, nem sempre teve o que pedia. “Houve um brinquedo que eu quis e que compraram depois de muito batalhar, uma bicicleta. Ah, como rezei para tê-la! Ao fim a compraram, mas tive que tirar boas notas e terminar o sexto ano, para mim era o máximo, usavam umas que se chamavam Balonas, com pneus muito grossos, por anos estive pedindo e nunca me compraram até que uma vez o fizeram. A estreei indo passear em um lugar que se chama “A goma”, onde havia um rio que se chama Nazas, estava tão longe e quando voltei me deu câimbras terríveis nas pernas, porque as rodas estavam muito grossas, era muito pesada [a bicicleta]”, conta.
Como primogênito e um dos líderes do grupo de amigos, Rubén se definiu como um menino travesso, inquieto, que pagava as travessuras com tremendas surras.
“Sim, fui um menino muito travesso, pra que te digo que não se é sim? No bairro fazíamos muitas travessuras, uma vez fizemos uma bomba, compramos pastilhas de clorato e fizemos uma bomba muito forte, a explodimos em uma colina e meu pai me castigou dando-me uma tremenda surra, não eram frequentes [as surras], mas sim quando tinha razão, uma vez faltei ao respeito com uma de minhas tias, irmã de minha mãe e, bom, foi feio, feio, feio”, recorda.
Rubén também recorda seu primeiro acidente. “Uma vez brincava quando fraturei o nariz, porque me deram uma pedrada, estávamos brincando de guerrinhas, por sorte não foi tão grave. Lembro que quando chegava em casa com a roupa suja e amassada, minha mãe me repreendia, me lembro que minha avó me dizia que parecia voltado do diabo”.
Com mais de 46 anos de trajetória artística, felizmente casado e com uma vida cheia de amor por parte de seus filhos e netos, Rubén Aguirre compartilha que teve uma infância feliz e afortunada graças a seus pais. “Minha mãe, Victoria, era uma mulher muito culta, era professora, sabia muito de pintura, era uma mãe que me ajudava muito e me cultivava, além disso me deu o gosto pela boa música. Gostava de música clássica e ela tocava o piano e me explicava, isso me serviu muito no futuro para ter gosto pela boa música. Me ajudava nas tarefas e além disso, líamos juntos. Eu comecei lendo Emilio Salgari, eram aventuras muito saborosas. Foi uma infância afortunada, feliz, ao lado de dois pais muito compreensivos, boas pessoas, meus irmãos muito inteligentes, na verdade a passei muito bem”, conclui.
Discuta este assunto com outros fãs no tópico no Fórum Chaves!
Texto: Diário Basta!, traduzido por Antonio Felipe







