Táxi e aplicativos de transporte
Uber , 99 , Táxi.Rio , SP Táxi , etc.
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Victor235
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Re: Uber / Táxi
E logo agora que vai mudar o prefeito.
"Se aproveitaram da minha astúcia" - VELOSO, Caetano
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Re: Uber / Táxi
Tentei me cadastrar ontem nesse tal Uber, e tive a pior 1ª impressão que poderia ter.
Em primeiro lugar o aplicativo é uma tremenda bosta, o serviço até pode ser bom, mas o app é imprestável.
Baixei ontem o aplicativo para Android, me cadastrei tudo certinho, porém os problemas começaram na hora de confirmar a conta. Me mandavam um código via SMS que simplesmente não funciona. Tentei colocar o código dezenas de vezes no app, e simplesmente não acontece nada, kkkkkkkk, o aplicativo não sai do lugar. Solicitei e recebi códigos diferentes, mas nenhum funcionava. Cansei de tentar e fui dormir. Hoje voltei a tentar e: NADA! Pensei que talvez meu celular que não estivesse colaborando, então instalei o aplicativo num tablet e tentei confirmar a minha conta por lá, e adivinha só: NADA! Cheguei a baixar até um emulador de Android pra PC na esperança de conseguir e: NADA!
De tanto tentar e tentar, o sistema do Uber resolveu me dar uma "ajudinha", e desativaram minha conta. kkkkkkkkkkk
Aí lá vou eu procurar alguma forma de contato, e descubro que o Uber simplesmente não oferece suporte NENHUM. Não existe nenhum canal de comunicação.
Pesquisando a fundo na internet descobri dois endereços de e-mails, escrevi para os dois, mas ambos e-mails retornaram.
Então é isso. O serviço começou como uma proposta legal, parecia ter futuro. Mas hoje em dia parece que foi largado às moscas.
Os donos da Uber devem estar extremamente bilionários, pois ficam com uma boa parcela das viagens feitas pelos motorista, e não investem em nada.
Enfim, vou precisar ir a um lugar no próximo Sábado, e terei que pagar TAXI.
Parabéns Uber.
Em primeiro lugar o aplicativo é uma tremenda bosta, o serviço até pode ser bom, mas o app é imprestável.
Baixei ontem o aplicativo para Android, me cadastrei tudo certinho, porém os problemas começaram na hora de confirmar a conta. Me mandavam um código via SMS que simplesmente não funciona. Tentei colocar o código dezenas de vezes no app, e simplesmente não acontece nada, kkkkkkkk, o aplicativo não sai do lugar. Solicitei e recebi códigos diferentes, mas nenhum funcionava. Cansei de tentar e fui dormir. Hoje voltei a tentar e: NADA! Pensei que talvez meu celular que não estivesse colaborando, então instalei o aplicativo num tablet e tentei confirmar a minha conta por lá, e adivinha só: NADA! Cheguei a baixar até um emulador de Android pra PC na esperança de conseguir e: NADA!
De tanto tentar e tentar, o sistema do Uber resolveu me dar uma "ajudinha", e desativaram minha conta. kkkkkkkkkkk
Aí lá vou eu procurar alguma forma de contato, e descubro que o Uber simplesmente não oferece suporte NENHUM. Não existe nenhum canal de comunicação.
Pesquisando a fundo na internet descobri dois endereços de e-mails, escrevi para os dois, mas ambos e-mails retornaram.
Então é isso. O serviço começou como uma proposta legal, parecia ter futuro. Mas hoje em dia parece que foi largado às moscas.
Os donos da Uber devem estar extremamente bilionários, pois ficam com uma boa parcela das viagens feitas pelos motorista, e não investem em nada.
Enfim, vou precisar ir a um lugar no próximo Sábado, e terei que pagar TAXI.
Parabéns Uber.
- Fellipe
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Re: Uber / Táxi
Eu usei pela primeira vez com um amigo no Sábado. Era um cara que usava o próprio carro, nem era preto. Na hora meu amigo não teve problemas pra usar o app, e o motorista, por sorte, morava no mesmo condomínio que eu, então sabia o caminho direitinho.
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Re: Uber / Táxi
http://oglobo.globo.com/rio/paes-nao-di ... o-20484694
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ainda não decidiu se vai ou não vetar o projeto de lei, de autoria da vereadora Vera Lins (PP), que proíbe o funcionamento do aplicativo Uber no Rio de Janeiro.
A proposta foi aprovada na quarta-feira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro por 32 votos a zero.
Através de sua assessoria, Eduardo Paes alegou que não conhece o texto.
Em ocasiões anteriores, no entanto, o prefeito Eduardo Paes se manifestou a favor da proibição do aplicativo e tentou reprimir o serviço na cidade.
A data em que o projeto chegará ao prefeito Eduardo Paes ainda está indefinida, já que a Comissão de Justiça e Redação da Câmara precisa preparar a versão final do texto.
Caso o prefeito Eduardo Paes sancione o projeto, ele poderia entrar em vigor ainda este ano.
Mas em caso de veto, não está descartado, devido a prazos regimentais, que o veto só seja discutido no legislativo carioca a partir de fevereiro de 2017, já na gestão do novo prefeito, Marcelo Crivella.
Isso porque, caso não haja atrasos na votação do Orçamento da prefeitura para 2017, os vereadores entram em recesso a partir do dia 15 de dezembro.
Em caso de veto do prefeito, os vereadores poderão mantê-lo ou derrubá-lo, convertendo o texto em lei.
A sessão que aprovou a nova lei foi acompanhada anteontem por dezenas de taxistas. A categoria, que vem perdendo passageiros para o aplicativo, fez no ano passado manifestações contra o aplicativo que pararam a cidade.
Se a lei for sancionada, o imbróglio em torno da circulação do Uber poderá continuar.
O aplicativo está em operação no Rio por força de uma sentença, que proibiu a prefeitura e o Departamento Estadual de Transportes Rodoviários (Detro) de apreender veículos de sua frota. O município recorreu, mas ainda não há data para o julgamento em segunda instância.
Na quarta, logo após a conclusão da votação, o Uber divulgou nota afirmando que decisões judiciais confirmam a legalidade do aplicativo e que o serviço não será suspenso: “Como o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já decidiu, o serviço prestado pela Uber e pelos motoristas parceiros tem fundamento na Constituição Federal e previsão expressa em lei federal. Ressalta-se que por diversas vezes os tribunais brasileiros afastaram as tentativas de proibição da Uber, confirmando a constitucionalidade das atividades da empresa e dos motoristas parceiros”, diz a nota.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ainda não decidiu se vai ou não vetar o projeto de lei, de autoria da vereadora Vera Lins (PP), que proíbe o funcionamento do aplicativo Uber no Rio de Janeiro.
A proposta foi aprovada na quarta-feira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro por 32 votos a zero.
Através de sua assessoria, Eduardo Paes alegou que não conhece o texto.
Em ocasiões anteriores, no entanto, o prefeito Eduardo Paes se manifestou a favor da proibição do aplicativo e tentou reprimir o serviço na cidade.
A data em que o projeto chegará ao prefeito Eduardo Paes ainda está indefinida, já que a Comissão de Justiça e Redação da Câmara precisa preparar a versão final do texto.
Caso o prefeito Eduardo Paes sancione o projeto, ele poderia entrar em vigor ainda este ano.
Mas em caso de veto, não está descartado, devido a prazos regimentais, que o veto só seja discutido no legislativo carioca a partir de fevereiro de 2017, já na gestão do novo prefeito, Marcelo Crivella.
Isso porque, caso não haja atrasos na votação do Orçamento da prefeitura para 2017, os vereadores entram em recesso a partir do dia 15 de dezembro.
Em caso de veto do prefeito, os vereadores poderão mantê-lo ou derrubá-lo, convertendo o texto em lei.
A sessão que aprovou a nova lei foi acompanhada anteontem por dezenas de taxistas. A categoria, que vem perdendo passageiros para o aplicativo, fez no ano passado manifestações contra o aplicativo que pararam a cidade.
Se a lei for sancionada, o imbróglio em torno da circulação do Uber poderá continuar.
O aplicativo está em operação no Rio por força de uma sentença, que proibiu a prefeitura e o Departamento Estadual de Transportes Rodoviários (Detro) de apreender veículos de sua frota. O município recorreu, mas ainda não há data para o julgamento em segunda instância.
Na quarta, logo após a conclusão da votação, o Uber divulgou nota afirmando que decisões judiciais confirmam a legalidade do aplicativo e que o serviço não será suspenso: “Como o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro já decidiu, o serviço prestado pela Uber e pelos motoristas parceiros tem fundamento na Constituição Federal e previsão expressa em lei federal. Ressalta-se que por diversas vezes os tribunais brasileiros afastaram as tentativas de proibição da Uber, confirmando a constitucionalidade das atividades da empresa e dos motoristas parceiros”, diz a nota.



- Chokito Cabuloso
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Re: Uber / Táxi
O Uber não reconhece mais meu bairro por causa de 3 assaltos. Um vizinho registrado que disse. Por isto que o Uber de um tempo pra cá parou de funcionar e não aparecia mais nenhum carro.

- E.R
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Re: Uber / Táxi
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/20 ... -paes.html
Pela segunda vez, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes sancionou lei que proíbe o Uber no Rio de Janeiro.
Mas, de novo, a medida não tem efeito, pelo menos no momento.
Liminar proferida em abril já garantia que nem a prefeitura nem o Detro, órgão estadual, impusessem sanções a motoristas de serviços de transporte individuais por aplicativo.
Nesta segunda-feira, uma nova decisão, expedida pela desembargadora Márcia Ferreira Alvarenga, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), reforçou a determinação, estabelecendo multa de R$ 50 mil à prefeitura e ao Detro em caso de desrespeito.
No ponto de Uber no Aeroporto Santos Dumont, a Lei 6.106/16, aprovada em novembro na Câmara e sancionada sexta pelo prefeito, parecia não ter afetado o movimento.
No local, a família Gasparini esperava o motorista depois de uma viagem a São Paulo. “Lá, pegamos Uber o tempo todo”, disse a matriarca, a empresária Glória, de 64 anos. “Costumávamos pagar R$ 125 em um táxi de Santo André para São Paulo. Com o Uber, o valor caiu para R$ 55”, contou ela, que ainda elogia a qualidade do serviço.
O taxista Leonardo Oliveira, de 31 anos, comemorou a sanção de Eduardo Paes. “O Uber nos fez melhorar o serviço, mas a concorrência é muito desleal. Quem ganha é o Uber”, diz
Entre uma corrida e outra, o motorista de Uber Michel Barbosa, de 32 anos, não mostrou preocupação. “Já temos uma liminar, essa lei não vai dar em nada. A Uber já tomou uma proporção muito grande. Sair, não sai”, opinou o ex-representante comercial de materiais cirúrgicos.
Do outro lado do aeroporto, os taxistas comemoravam a lei. “As pessoas não sabem o que a gente sofre. Depois do Uber, só chego em casa 1h, 2h. Tive que mais que dobrar a carga horária para conseguir me manter”, disse o taxista Carlos Barbosa Borges, de 32 anos.
O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella declarou que acompanha a lei federal em discussão no Congresso e vai cumprir a decisão judicial. Ele destacou que a Uber paga 5% de ISS, e que, segundo ele, movimentaria R$ 100 milhões por mês.
Especialistas entendem que a proibição do Uber vai contra os direitos dos usuários. O presidente da Comissão Especial de Acompanhamento e Estudo da Legislação do Trânsito da OAB-RJ, Armando Silva de Souza, diz que é necessário respeitar a decisão judicial. “A atividade da Uber está perfeitamente de acordo com o que garante a Constituição Federal. O que cabe à prefeitura fazer é regulamentar o exercício dessa atividade”.
O advogado acrescenta que vários projetos de regulamentação tramitam no Congresso.
A supervisora institucional da Proteste (entidade de defesa dos consumidores), Sonia Amaro, opina que a decisão do prefeito afeta o direito de escolha dos consumidores. “É importante que a gente tenha mais opções no mercado”.
Já o Procon-RJ, órgão do governo estadual, afirmou que a proibição do serviço não atinge as leis de consumo, porque o serviço ainda não foi regulamentado e funciona a partir de uma liminar. Por isso, não poderia ser fiscalizado pelo Procon.
A lei sancionada por Eduardo Paes estipula multa de R$ 212 até R$ 3,1 milhões para quem descumprí-la, além de penalidades pertinentes ao transporte irregular de passageiros.
Em sua página no Facebook, Eduardo Paes, que está no Japão, para um evento sobre a Olimpíada de Tóquio, recebeu duros comentários contrários à decisão. “Eu, como cidadã e pagadora dos meus impostos, tenho o direito de escolher o transporte que mais me agrada. Realmente fiquei muito decepcionada com esta atitude”, disse uma internauta. “Sr. Prefeito, o senhor irá perder muitos votos da população no futuro”, ameaçou outro.
A Uber respondeu que a decisão ignora o direito dos 1,2 milhão de usuários do serviço no Brasil e o parecer favorável da Justiça, além dos “milhares de parceiros na cidade que usam o aplicativo para gerar renda para si mesmos e suas famílias”. “Reafirmando nosso compromisso com esses usuários e parceiros, Uber continua operando no Rio de Janeiro”, acrescentou.
Pela segunda vez, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes sancionou lei que proíbe o Uber no Rio de Janeiro.
Mas, de novo, a medida não tem efeito, pelo menos no momento.
Liminar proferida em abril já garantia que nem a prefeitura nem o Detro, órgão estadual, impusessem sanções a motoristas de serviços de transporte individuais por aplicativo.
Nesta segunda-feira, uma nova decisão, expedida pela desembargadora Márcia Ferreira Alvarenga, da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ), reforçou a determinação, estabelecendo multa de R$ 50 mil à prefeitura e ao Detro em caso de desrespeito.
No ponto de Uber no Aeroporto Santos Dumont, a Lei 6.106/16, aprovada em novembro na Câmara e sancionada sexta pelo prefeito, parecia não ter afetado o movimento.
No local, a família Gasparini esperava o motorista depois de uma viagem a São Paulo. “Lá, pegamos Uber o tempo todo”, disse a matriarca, a empresária Glória, de 64 anos. “Costumávamos pagar R$ 125 em um táxi de Santo André para São Paulo. Com o Uber, o valor caiu para R$ 55”, contou ela, que ainda elogia a qualidade do serviço.
O taxista Leonardo Oliveira, de 31 anos, comemorou a sanção de Eduardo Paes. “O Uber nos fez melhorar o serviço, mas a concorrência é muito desleal. Quem ganha é o Uber”, diz
Entre uma corrida e outra, o motorista de Uber Michel Barbosa, de 32 anos, não mostrou preocupação. “Já temos uma liminar, essa lei não vai dar em nada. A Uber já tomou uma proporção muito grande. Sair, não sai”, opinou o ex-representante comercial de materiais cirúrgicos.
Do outro lado do aeroporto, os taxistas comemoravam a lei. “As pessoas não sabem o que a gente sofre. Depois do Uber, só chego em casa 1h, 2h. Tive que mais que dobrar a carga horária para conseguir me manter”, disse o taxista Carlos Barbosa Borges, de 32 anos.
O prefeito eleito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella declarou que acompanha a lei federal em discussão no Congresso e vai cumprir a decisão judicial. Ele destacou que a Uber paga 5% de ISS, e que, segundo ele, movimentaria R$ 100 milhões por mês.
Especialistas entendem que a proibição do Uber vai contra os direitos dos usuários. O presidente da Comissão Especial de Acompanhamento e Estudo da Legislação do Trânsito da OAB-RJ, Armando Silva de Souza, diz que é necessário respeitar a decisão judicial. “A atividade da Uber está perfeitamente de acordo com o que garante a Constituição Federal. O que cabe à prefeitura fazer é regulamentar o exercício dessa atividade”.
O advogado acrescenta que vários projetos de regulamentação tramitam no Congresso.
A supervisora institucional da Proteste (entidade de defesa dos consumidores), Sonia Amaro, opina que a decisão do prefeito afeta o direito de escolha dos consumidores. “É importante que a gente tenha mais opções no mercado”.
Já o Procon-RJ, órgão do governo estadual, afirmou que a proibição do serviço não atinge as leis de consumo, porque o serviço ainda não foi regulamentado e funciona a partir de uma liminar. Por isso, não poderia ser fiscalizado pelo Procon.
A lei sancionada por Eduardo Paes estipula multa de R$ 212 até R$ 3,1 milhões para quem descumprí-la, além de penalidades pertinentes ao transporte irregular de passageiros.
Em sua página no Facebook, Eduardo Paes, que está no Japão, para um evento sobre a Olimpíada de Tóquio, recebeu duros comentários contrários à decisão. “Eu, como cidadã e pagadora dos meus impostos, tenho o direito de escolher o transporte que mais me agrada. Realmente fiquei muito decepcionada com esta atitude”, disse uma internauta. “Sr. Prefeito, o senhor irá perder muitos votos da população no futuro”, ameaçou outro.
A Uber respondeu que a decisão ignora o direito dos 1,2 milhão de usuários do serviço no Brasil e o parecer favorável da Justiça, além dos “milhares de parceiros na cidade que usam o aplicativo para gerar renda para si mesmos e suas famílias”. “Reafirmando nosso compromisso com esses usuários e parceiros, Uber continua operando no Rio de Janeiro”, acrescentou.



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Re: Uber / Táxi
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/20 ... umont.html

A disputa entre taxistas e motoristas do Uber acabou em confusão no Aeroporto Santos Dumont. Cerca de 200 taxistas depredaram o lounge do Uber, que serve de apoio para os passageiros, no Shopping Bossa Nova (no aeroporto).
O atendimento foi paralisado por cerca de duas horas.
O grupo de taxistas chegou ao local gritando e destruíram a estrutura.
O gerente-geral da Uber do Rio, que preferiu não ser identificado, disse que eles quebraram carros, que estavam próximos ao local. “Seguiram para um bolsão onde os motoristas esperam. Danificaram seis carros”.
Pelo menos 20 passageiros aguardavam no local.
O motorista do Uber Wellington Abreu, de 37 anos, contou que estava a caminho do lounge quando soube da manifestação. “Cheguei para ajudar os parceiros, porque os taxistas estavam em grande número”.
O presidente do Conselho Nacional dos Taxistas do RJ, Marcos Bezerra, avaliou que o ato foi um desespero dos taxistas. “O taxista está beirando o desespero, e está chegando ao ponto de tomar atitudes radicais”.

A disputa entre taxistas e motoristas do Uber acabou em confusão no Aeroporto Santos Dumont. Cerca de 200 taxistas depredaram o lounge do Uber, que serve de apoio para os passageiros, no Shopping Bossa Nova (no aeroporto).
O atendimento foi paralisado por cerca de duas horas.
O grupo de taxistas chegou ao local gritando e destruíram a estrutura.
O gerente-geral da Uber do Rio, que preferiu não ser identificado, disse que eles quebraram carros, que estavam próximos ao local. “Seguiram para um bolsão onde os motoristas esperam. Danificaram seis carros”.
Pelo menos 20 passageiros aguardavam no local.
O motorista do Uber Wellington Abreu, de 37 anos, contou que estava a caminho do lounge quando soube da manifestação. “Cheguei para ajudar os parceiros, porque os taxistas estavam em grande número”.
O presidente do Conselho Nacional dos Taxistas do RJ, Marcos Bezerra, avaliou que o ato foi um desespero dos taxistas. “O taxista está beirando o desespero, e está chegando ao ponto de tomar atitudes radicais”.



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Re: Uber / Táxi
Nova taxa deixa Uber mais caro
REDAÇÃO OLHAR DIGITAL 06/01/2017 14H40

(Foto: Reprodução)
O Uber vai ficar mais caro a partir dessa sexta-feira, 6. A empresa afirmou que o aplicativo está implementando a cobrança de uma taxa fixa de R$ 0,75 por corrida realizada.
A cobrança será realizada em todas as categorias do aplicativo e sempre no mesmo valor. Chamada de “Custo Fixo”, a taxa foi criada para “ajudar a apoiar iniciativas de segurança para motoristas parceiros e usuários”, conforme relatado pela empresa em posicionamento oficial.
Conforme é possível observar abaixo, os usuários do app já estão recebendo mensagens com o aviso da nova cobrança:

OLHAR DIGITAL
(Foto: Reprodução)
O Uber vai ficar mais caro a partir dessa sexta-feira, 6. A empresa afirmou que o aplicativo está implementando a cobrança de uma taxa fixa de R$ 0,75 por corrida realizada.
A cobrança será realizada em todas as categorias do aplicativo e sempre no mesmo valor. Chamada de “Custo Fixo”, a taxa foi criada para “ajudar a apoiar iniciativas de segurança para motoristas parceiros e usuários”, conforme relatado pela empresa em posicionamento oficial.
Conforme é possível observar abaixo, os usuários do app já estão recebendo mensagens com o aviso da nova cobrança:

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Re: Uber / Táxi
Tive a primeira experiência em um Uber a 1 mês atrás, e gostei muito, o motorista era muito gente boa e você se sentia totalmente confortável no carro, tinha as tradicionais balinhas e aguinhas haha, e passei a usar mais de um tempo pra cá, e a única coisa que não gosto muito, é que eles meio que forçam pra te deixar confortável quando você já está, eles tentam fazer o serviço da melhor forma possível mesmo, e isso as vezes incômoda.. Mas eu me senti seguro que ia pagar sem exagero, como já paguei por Táxi.. Já andei dos dois, e sinceramente, prefiro Uber.
Senna, the best!


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Re: Uber / Táxi
http://vejario.abril.com.br/cidades/rec ... nosamente/
No início, era só alegria. Balas sortidas, chicletes, chocolatinhos, água gelada, sem contar a gentileza à moda antiga : alguém para abrir e fechar a porta do carro.
Hoje, no entanto, o aplicativo de motorista particular Uber, que surgiu como uma alternativa aos táxis, vive uma crise no relacionamento com seu mais de 1,2 milhão de passageiros no Rio de Janeiro.
Após as promessas de conforto, cordialidade e praticidade a preços competitivos, o serviço só piorou ao longo do ano passado.
O fenômeno vem sendo chamado de “taxirização do Uber”, em alusão à má qualidade dos amarelinhos.
Quem começou a recorrer às corridas pelo celular não esconde, por exemplo, a insatisfação com a omissão de detalhes sobre a tarifa dinâmica — o gatilho automático que multiplica o preço da viagem quando a procura é grande e a oferta de veículos é baixa vem surpreendendo muita gente.
Há duas semanas, a empresa anunciou ainda o custo fixo adicional de 75 centavos por corrida.
Há mais, muito mais, quando o assunto é o UberX, que pode custar até 40% menos do que um táxi. As reclamações vão de cobrança incorreta a falta de conhecimento geográfico da cidade, incluindo comportamento inadequado dos motoristas. Estudante de engenharia ambiental, Giulia Borges, 20 anos, já removeu o aplicativo do celular. “Não uso mais Uber desde o ano passado”, afirma, antes de explicar: “Além de motorista entrando na contramão porque não sabia usar o GPS, dois já deram em cima de mim falando da minha roupa e do meu perfume”.
Os números não mentem. Apenas no site Reclame Aqui, exatas 7 028 queixas foram registradas no estado em 2016. Trata-se de um aumento digno de tarifa dinâmica, de quase vinte vezes em relação ao ano anterior, quando houve 354 protestos contra a plataforma americana, introduzida no Brasil em maio de 2014. Com frequência, o aplicativo aparece na lista das empresas que mais recebem reclamações em um único dia — na última terça (17), ocupava a 17ª posição. “Uso a ferramenta desde o começo, e antes não havia nada do que reclamar. Hoje, meu principal problema é a dificuldade de ser ressarcido por um cancelamento que muitas vezes o próprio motorista me obriga a executar, porque está perdido e não consegue chegar até onde estou”, afirma Bruno Costa, 27 anos, empresário do ramo musical.
Esse problema, os desentendimentos com motoristas e a cobrança abusiva brigam pelo alto do pódio no ranking do descontentamento com o Uber na cidade. Não faltam exemplos. Em uma viagem de Botafogo ao vizinho Leme, o casal Paula Bazzo e Ricardo Ourique desembolsou 70 reais — o preço comum para esse trajeto gira em torno de 10 reais. Segundo Ourique, o sistema não indicou na hora a estimativa de preço, e ele só se deu conta mais tarde da quantia cobrada em seu cartão. “Hoje, usamos o Google Maps para verificar o valor médio da corrida. Voltamos até a usar táxi em algumas ocasiões”, completa Paula.
Lançado em 2010 em São Francisco, na Califórnia, e presente em 554 cidades do mundo, o Uber apresenta queda de qualidade no serviço que presta em função do crescimento desordenado da empresa, ao menos no Rio. “O alto índice de desemprego contribuiu para o aumento do número de motoristas e, consequentemente, para a queda do padrão. Muitos estão ali simplesmente fazendo um bico”, afirma o professor de engenharia de transporte da Coppe, Paulo Cezar Ribeiro. Frente à crise econômica, a alternativa aparentemente fácil se torna sedutora. Enquanto no início da implementação do Uber no Brasil era realizado um treinamento com os candidatos a motorista, hoje as exigências se limitam à apresentação de documentos e licenças para o transporte de passageiros e atividade remunerada. O procedimento pode ser realizado on-line, o que dificulta a fiscalização. “Quando quis me cadastrar, passei mais de duas semanas fazendo aulas, provas de conhecimento da cidade e testes psicotécnicos. Era obrigatório o uso de terno e gravata e meu carro sofreu uma vistoria meticulosa. Coisa de primeiro mundo”, lembra Mauricélio Mesquita, técnico de contabilidade e um dos primeiros a aderir à empresa, em 2014, quando ficou desempregado. Por mês, ele tirava entre 9 000 e 10 000 reais. Hoje, percebe os problemas e observa que, da turma de 100 pessoas da qual fez parte, só ele e mais um continuam prestando o serviço. “Não consigo tirar o mesmo salário, e o tratamento do Uber com o motorista piorou muito. Tive meu carro roubado em serviço e fui aconselhado apenas a registrar um boletim de ocorrência.” Seu rendimento médio atual é de 4 000 reais. Segundo o professor Paulo Cezar Ribeiro, a saída estaria na regulamentação da plataforma. “É preciso haver o estabelecimento de políticas públicas para que esses serviços inovadores funcionem de fato, com respeito aos passageiros e também aos motoristas”, conclui.
Inimigo número 1 dos taxistas, responsáveis por uma série de protestos, alguns bem violentos, pela cidade, o Uber começa a ser ameaçado no campo virtual. Já há plataformas rivais em atividade, como a espanhola Cabify, em crescimento no Brasil, o que amplia ainda mais esse nicho de mercado nos grandes centros urbanos.
Os profissionais de táxi também começam a se mexer para tentar recuperar o mercado perdido. Presente em 550 cidades, o aplicativo nacional 99 Táxis, dedicado aos amarelinhos, foi rebatizado de 99 e aposta em promoções competitivas.
No ano passado, registrou um crescimento de 32% no Rio de Janeiro com o modo “desconto”, que faz frente às faixas mais baixas da tarifa dinâmica do Uber.
Após o aporte financeiro de 320 milhões de reais que recebeu recentemente da chinesa Didi Chuxing, uma das principais concorrentes do Uber mundo afora, a startup planeja oferecer a opção de motoristas particulares na cidade ainda em 2017, e testar novidades como tuk-tuks e bike-tuks, que vão circular durante todo o verão carioca.
Segundo pesquisa conduzida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Nova York, os serviços de motorista particular aniquilarão em breve o táxi convencional. Modalidades mais em conta, como o UberX e o Uber Pool, podem absorver 80% da demanda pelo transporte particular convencional. Atento às mudanças, o taxista Pedro Garcês Augusto, 33 anos, tem investido na fidelização da clientela. Em seu Toyota Corolla ano 2015, dispõe de mimos como wi-fi, TV digital e até massageador para os passageiros, bem como aceita pagamento com cartões de débito e crédito. “Tem dado tão certo que me procuram inclusive para fazer viagens a outros municípios, como Angra dos Reis”, conta. Além da “taxirização do Uber”, temos outro fenômeno em curso, a “uberização dos táxis”. Melhor para o passageiro.
No início, era só alegria. Balas sortidas, chicletes, chocolatinhos, água gelada, sem contar a gentileza à moda antiga : alguém para abrir e fechar a porta do carro.
Hoje, no entanto, o aplicativo de motorista particular Uber, que surgiu como uma alternativa aos táxis, vive uma crise no relacionamento com seu mais de 1,2 milhão de passageiros no Rio de Janeiro.
Após as promessas de conforto, cordialidade e praticidade a preços competitivos, o serviço só piorou ao longo do ano passado.
O fenômeno vem sendo chamado de “taxirização do Uber”, em alusão à má qualidade dos amarelinhos.
Quem começou a recorrer às corridas pelo celular não esconde, por exemplo, a insatisfação com a omissão de detalhes sobre a tarifa dinâmica — o gatilho automático que multiplica o preço da viagem quando a procura é grande e a oferta de veículos é baixa vem surpreendendo muita gente.
Há duas semanas, a empresa anunciou ainda o custo fixo adicional de 75 centavos por corrida.
Há mais, muito mais, quando o assunto é o UberX, que pode custar até 40% menos do que um táxi. As reclamações vão de cobrança incorreta a falta de conhecimento geográfico da cidade, incluindo comportamento inadequado dos motoristas. Estudante de engenharia ambiental, Giulia Borges, 20 anos, já removeu o aplicativo do celular. “Não uso mais Uber desde o ano passado”, afirma, antes de explicar: “Além de motorista entrando na contramão porque não sabia usar o GPS, dois já deram em cima de mim falando da minha roupa e do meu perfume”.
Os números não mentem. Apenas no site Reclame Aqui, exatas 7 028 queixas foram registradas no estado em 2016. Trata-se de um aumento digno de tarifa dinâmica, de quase vinte vezes em relação ao ano anterior, quando houve 354 protestos contra a plataforma americana, introduzida no Brasil em maio de 2014. Com frequência, o aplicativo aparece na lista das empresas que mais recebem reclamações em um único dia — na última terça (17), ocupava a 17ª posição. “Uso a ferramenta desde o começo, e antes não havia nada do que reclamar. Hoje, meu principal problema é a dificuldade de ser ressarcido por um cancelamento que muitas vezes o próprio motorista me obriga a executar, porque está perdido e não consegue chegar até onde estou”, afirma Bruno Costa, 27 anos, empresário do ramo musical.
Esse problema, os desentendimentos com motoristas e a cobrança abusiva brigam pelo alto do pódio no ranking do descontentamento com o Uber na cidade. Não faltam exemplos. Em uma viagem de Botafogo ao vizinho Leme, o casal Paula Bazzo e Ricardo Ourique desembolsou 70 reais — o preço comum para esse trajeto gira em torno de 10 reais. Segundo Ourique, o sistema não indicou na hora a estimativa de preço, e ele só se deu conta mais tarde da quantia cobrada em seu cartão. “Hoje, usamos o Google Maps para verificar o valor médio da corrida. Voltamos até a usar táxi em algumas ocasiões”, completa Paula.
Lançado em 2010 em São Francisco, na Califórnia, e presente em 554 cidades do mundo, o Uber apresenta queda de qualidade no serviço que presta em função do crescimento desordenado da empresa, ao menos no Rio. “O alto índice de desemprego contribuiu para o aumento do número de motoristas e, consequentemente, para a queda do padrão. Muitos estão ali simplesmente fazendo um bico”, afirma o professor de engenharia de transporte da Coppe, Paulo Cezar Ribeiro. Frente à crise econômica, a alternativa aparentemente fácil se torna sedutora. Enquanto no início da implementação do Uber no Brasil era realizado um treinamento com os candidatos a motorista, hoje as exigências se limitam à apresentação de documentos e licenças para o transporte de passageiros e atividade remunerada. O procedimento pode ser realizado on-line, o que dificulta a fiscalização. “Quando quis me cadastrar, passei mais de duas semanas fazendo aulas, provas de conhecimento da cidade e testes psicotécnicos. Era obrigatório o uso de terno e gravata e meu carro sofreu uma vistoria meticulosa. Coisa de primeiro mundo”, lembra Mauricélio Mesquita, técnico de contabilidade e um dos primeiros a aderir à empresa, em 2014, quando ficou desempregado. Por mês, ele tirava entre 9 000 e 10 000 reais. Hoje, percebe os problemas e observa que, da turma de 100 pessoas da qual fez parte, só ele e mais um continuam prestando o serviço. “Não consigo tirar o mesmo salário, e o tratamento do Uber com o motorista piorou muito. Tive meu carro roubado em serviço e fui aconselhado apenas a registrar um boletim de ocorrência.” Seu rendimento médio atual é de 4 000 reais. Segundo o professor Paulo Cezar Ribeiro, a saída estaria na regulamentação da plataforma. “É preciso haver o estabelecimento de políticas públicas para que esses serviços inovadores funcionem de fato, com respeito aos passageiros e também aos motoristas”, conclui.
Inimigo número 1 dos taxistas, responsáveis por uma série de protestos, alguns bem violentos, pela cidade, o Uber começa a ser ameaçado no campo virtual. Já há plataformas rivais em atividade, como a espanhola Cabify, em crescimento no Brasil, o que amplia ainda mais esse nicho de mercado nos grandes centros urbanos.
Os profissionais de táxi também começam a se mexer para tentar recuperar o mercado perdido. Presente em 550 cidades, o aplicativo nacional 99 Táxis, dedicado aos amarelinhos, foi rebatizado de 99 e aposta em promoções competitivas.
No ano passado, registrou um crescimento de 32% no Rio de Janeiro com o modo “desconto”, que faz frente às faixas mais baixas da tarifa dinâmica do Uber.
Após o aporte financeiro de 320 milhões de reais que recebeu recentemente da chinesa Didi Chuxing, uma das principais concorrentes do Uber mundo afora, a startup planeja oferecer a opção de motoristas particulares na cidade ainda em 2017, e testar novidades como tuk-tuks e bike-tuks, que vão circular durante todo o verão carioca.
Segundo pesquisa conduzida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Nova York, os serviços de motorista particular aniquilarão em breve o táxi convencional. Modalidades mais em conta, como o UberX e o Uber Pool, podem absorver 80% da demanda pelo transporte particular convencional. Atento às mudanças, o taxista Pedro Garcês Augusto, 33 anos, tem investido na fidelização da clientela. Em seu Toyota Corolla ano 2015, dispõe de mimos como wi-fi, TV digital e até massageador para os passageiros, bem como aceita pagamento com cartões de débito e crédito. “Tem dado tão certo que me procuram inclusive para fazer viagens a outros municípios, como Angra dos Reis”, conta. Além da “taxirização do Uber”, temos outro fenômeno em curso, a “uberização dos táxis”. Melhor para o passageiro.



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Re: Uber / Táxi
http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/ ... s-1.447191
No passado era comum que as famílias elegessem um "taxista de confiança" para fazer deslocamentos frequentes - como levar o filho à aula de inglês duas vezes por semana - ou mesmo corridas até o aeroporto "por fora do taxímetro".
O mesmo fenômeno já ocorre agora com motoristas de plataformas como Uber e Cabify.
Nas últimas três semanas, a reportagem conversou com 23 motoristas do serviço - a maioria sob condição de anonimato. Dezessete deles atuavam por mais de uma das quatro empresas autorizadas a operar em São Paulo. E 19 admitiram ter clientes que os chamam "por fora" do aplicativo. "Quando o passageiro puxa assunto, e eu encontro alguma brecha, acabo passando meu cartão com contatos pessoais e de WhatsApp", conta um deles, que dirige para o Uber há um ano e, no último semestre, também se cadastrou no Easy. Ele conta que costuma levar gente para o Guarujá por R$ 200. "Quando é por fora, posso tirar uns 20% do valor, já que o aplicativo me cobra 25%. Assim, é melhor para mim e também para o passageiro", diz.
Desde que se tornou motorista, há sete meses, o engenheiro civil Jair de Oliveira Junior, de 50 anos, mescla uma rotina de passageiros Uber e Cabify com atendimentos particulares. "Tem uma senhora, por exemplo, que me chama a cada 15 dias e fecha algumas horas", conta. "Geralmente a acompanho ao médico, aguardo a consulta, depois a levo ao supermercado. Ajudo a carregar as coisas, espero o tempo dela."
A prestatividade de Oliveira acaba sempre rendendo outras indicações. "Tenho atendido idosos com problemas de saúde. Em alguns casos, são pessoas que não confiam nos aplicativos e preferem esse contato pessoal."
Motorista do Uber há cinco meses, um ex-vidraceiro que mora em Taboão da Serra, na região metropolitana, incorporou à rotina um trabalho voluntário que já fazia há um ano: levar um vizinho, deficiente visual, ao tratamento médico semanal que faz no Hospital das Clínicas, no bairro paulistano de Cerqueira César. "São 18 quilômetros. Pelo Uber, custaria uns R$ 60 só a ida. Eu cobra R$ 40 ida e volta, todas as sextas", afirma o motorista.
Situação parecida é a de outro motorista, um ex-metalúrgico que mora no Grajaú, na zona sul de São Paulo. Todos os domingos, ele leva uma família vizinha a uma igreja evangélica a 5 quilômetros de sua casa. Fez um pacote em que cobra R$ 180 por mês, ida e volta, todos os domingos. "De vez em quando, eles também querem ir ao culto de quinta-feira. Aí não cobro nada a mais por isso, fica de brinde", conta. Ele também diz que costuma buscar amigos na balada, cobrando por fora.
O músico Luiz Fernando dos Santos Cardoso, de 29 anos, ficou sem carro por quase seis meses. Com shows em bares agendados - ele forma uma dupla chamada Kevin e Nando - praticamente todos os dias de quarta a domingo, passou a se locomover só de Uber. "Aí conheci um motorista gente boa e fechei com ele por fora", afirma. "Ele quebrava vários galhos, pegava os equipamentos de som em minha casa, ajudava a descarregar tudo no bar... Sempre que precisava, ligava para ele e pronto."
No caso do aposentado Ednei da Silva Romeiro, de 68 anos, o jeitinho funciona na hora de ir ao médico. Ele mora em Perus, na zona norte, e a cada 15 dias tem consulta na Vila Mariana, na zona sul. "Minha filha já usava bastante isso de aplicativo e sugeriu encontrar alguém boa praça para fechar um pacote", diz. De táxi, ele costumava gastar R$ 110 por corrida. Agora, paga R$ 70.
Motorista de Cabify e Uber há 11 meses, uma ex-secretária mostrou para a reportagem um grupo de WhatsApp do qual ela participa só para conseguir serviços de transporte "por fora". Até então já eram 28 motoristas cadastrados e um "operador".
"Eles estão montando um concorrente da Uber", exagera ela. Funciona assim: ao fechar uma corrida feita por um dos aplicativos, o motorista que pertence ao grupo envia a localização de onde está. "Se houver algum pedido de transporte da região, eles mandam a mensagem com o endereço", conta ela, que pediu para não ter o nome do grupo revelado e não permitiu que a reportagem fotografasse a tela de seu celular.
As quatro empresas consultadas pela reportagem - Uber, Cabify, Easy e 99 - afirmaram que os motoristas são livres e autônomos para realizar outros serviços que quiserem. Mas ressaltaram que a segurança de passageiros e motoristas está no uso das plataformas oficiais. Os motoristas pedem anonimato com receio de que sofram sanções.
Para Maurício Januzzi, da Comissão de Direito Viário da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP), o serviço "é irregular". De acordo com ele, a legislação federal prevê o transporte individual remunerado de passageiros como atividade privativa de taxistas. Quem oferece a corrida por fora também não pode ser classificado como motorista particular contratado com exclusividade.
No passado era comum que as famílias elegessem um "taxista de confiança" para fazer deslocamentos frequentes - como levar o filho à aula de inglês duas vezes por semana - ou mesmo corridas até o aeroporto "por fora do taxímetro".
O mesmo fenômeno já ocorre agora com motoristas de plataformas como Uber e Cabify.
Nas últimas três semanas, a reportagem conversou com 23 motoristas do serviço - a maioria sob condição de anonimato. Dezessete deles atuavam por mais de uma das quatro empresas autorizadas a operar em São Paulo. E 19 admitiram ter clientes que os chamam "por fora" do aplicativo. "Quando o passageiro puxa assunto, e eu encontro alguma brecha, acabo passando meu cartão com contatos pessoais e de WhatsApp", conta um deles, que dirige para o Uber há um ano e, no último semestre, também se cadastrou no Easy. Ele conta que costuma levar gente para o Guarujá por R$ 200. "Quando é por fora, posso tirar uns 20% do valor, já que o aplicativo me cobra 25%. Assim, é melhor para mim e também para o passageiro", diz.
Desde que se tornou motorista, há sete meses, o engenheiro civil Jair de Oliveira Junior, de 50 anos, mescla uma rotina de passageiros Uber e Cabify com atendimentos particulares. "Tem uma senhora, por exemplo, que me chama a cada 15 dias e fecha algumas horas", conta. "Geralmente a acompanho ao médico, aguardo a consulta, depois a levo ao supermercado. Ajudo a carregar as coisas, espero o tempo dela."
A prestatividade de Oliveira acaba sempre rendendo outras indicações. "Tenho atendido idosos com problemas de saúde. Em alguns casos, são pessoas que não confiam nos aplicativos e preferem esse contato pessoal."
Motorista do Uber há cinco meses, um ex-vidraceiro que mora em Taboão da Serra, na região metropolitana, incorporou à rotina um trabalho voluntário que já fazia há um ano: levar um vizinho, deficiente visual, ao tratamento médico semanal que faz no Hospital das Clínicas, no bairro paulistano de Cerqueira César. "São 18 quilômetros. Pelo Uber, custaria uns R$ 60 só a ida. Eu cobra R$ 40 ida e volta, todas as sextas", afirma o motorista.
Situação parecida é a de outro motorista, um ex-metalúrgico que mora no Grajaú, na zona sul de São Paulo. Todos os domingos, ele leva uma família vizinha a uma igreja evangélica a 5 quilômetros de sua casa. Fez um pacote em que cobra R$ 180 por mês, ida e volta, todos os domingos. "De vez em quando, eles também querem ir ao culto de quinta-feira. Aí não cobro nada a mais por isso, fica de brinde", conta. Ele também diz que costuma buscar amigos na balada, cobrando por fora.
O músico Luiz Fernando dos Santos Cardoso, de 29 anos, ficou sem carro por quase seis meses. Com shows em bares agendados - ele forma uma dupla chamada Kevin e Nando - praticamente todos os dias de quarta a domingo, passou a se locomover só de Uber. "Aí conheci um motorista gente boa e fechei com ele por fora", afirma. "Ele quebrava vários galhos, pegava os equipamentos de som em minha casa, ajudava a descarregar tudo no bar... Sempre que precisava, ligava para ele e pronto."
No caso do aposentado Ednei da Silva Romeiro, de 68 anos, o jeitinho funciona na hora de ir ao médico. Ele mora em Perus, na zona norte, e a cada 15 dias tem consulta na Vila Mariana, na zona sul. "Minha filha já usava bastante isso de aplicativo e sugeriu encontrar alguém boa praça para fechar um pacote", diz. De táxi, ele costumava gastar R$ 110 por corrida. Agora, paga R$ 70.
Motorista de Cabify e Uber há 11 meses, uma ex-secretária mostrou para a reportagem um grupo de WhatsApp do qual ela participa só para conseguir serviços de transporte "por fora". Até então já eram 28 motoristas cadastrados e um "operador".
"Eles estão montando um concorrente da Uber", exagera ela. Funciona assim: ao fechar uma corrida feita por um dos aplicativos, o motorista que pertence ao grupo envia a localização de onde está. "Se houver algum pedido de transporte da região, eles mandam a mensagem com o endereço", conta ela, que pediu para não ter o nome do grupo revelado e não permitiu que a reportagem fotografasse a tela de seu celular.
As quatro empresas consultadas pela reportagem - Uber, Cabify, Easy e 99 - afirmaram que os motoristas são livres e autônomos para realizar outros serviços que quiserem. Mas ressaltaram que a segurança de passageiros e motoristas está no uso das plataformas oficiais. Os motoristas pedem anonimato com receio de que sofram sanções.
Para Maurício Januzzi, da Comissão de Direito Viário da Ordem dos Advogados do Brasil seção São Paulo (OAB-SP), o serviço "é irregular". De acordo com ele, a legislação federal prevê o transporte individual remunerado de passageiros como atividade privativa de taxistas. Quem oferece a corrida por fora também não pode ser classificado como motorista particular contratado com exclusividade.



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Re: Uber / Táxi
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/20 ... o-rio.html
Uma manifestação de taxistas deu um nó no trânsito do Centro do Rio na manhã desta segunda-feira.
Eles protestam contra aplicativos que fornecem transportes com carros particulares, como o Uber, e pedem a regulamentação desses serviços.
Por volta das 8h30, os profissionais fizeram uma carreata na Avenida Infante Dom Henrique, no Aterro do Flamengo, em direção à sede da prefeitura na Cidade Nova.
De acordo com o Centro de Operações, duas faixas da Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Avenida Nilo Peçanha, foram ocupadas pelos manifestantes.
O protesto também congestionou a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira, altura da Candelária. P
or volta das 10h30, a Rua Madre Tereza de Calcutá, ao lado do prédio da prefeitura, foi parcialmente interditada.
Segundo a convocação para o ato, eles passariam por diversos pontos da cidade, como Barra da Tijuca, Méier, Madureira, Copacabana e São Cristóvão.
Uma manifestação de taxistas deu um nó no trânsito do Centro do Rio na manhã desta segunda-feira.
Eles protestam contra aplicativos que fornecem transportes com carros particulares, como o Uber, e pedem a regulamentação desses serviços.
Por volta das 8h30, os profissionais fizeram uma carreata na Avenida Infante Dom Henrique, no Aterro do Flamengo, em direção à sede da prefeitura na Cidade Nova.
De acordo com o Centro de Operações, duas faixas da Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Avenida Nilo Peçanha, foram ocupadas pelos manifestantes.
O protesto também congestionou a pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira, altura da Candelária. P
or volta das 10h30, a Rua Madre Tereza de Calcutá, ao lado do prédio da prefeitura, foi parcialmente interditada.
Segundo a convocação para o ato, eles passariam por diversos pontos da cidade, como Barra da Tijuca, Méier, Madureira, Copacabana e São Cristóvão.



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Re: Uber / Táxi
Melhorar o próprio serviço ninguém quer...
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Re: Uber / Táxi
http://vejasp.abril.com.br/cidades/uber ... ta-um-mes/
Ao abrir o celular para chamar um carro, aparece a mensagem : “Ganhe dinheiro com o Uber”.
Em uma crise que deixou 12 milhões de desempregados, parece atraente a ideia de reforçar a renda com algumas horas de trabalho diárias, em regime flexível.
Quem decide se colocar atrás do volante, no entanto, encara outra realidade.
A imagem do motorista competente e prestativo, que oferece água e bala de hortelã, está ficando para trás.
Foi substituída por pessoas que, para não ficarem no prejuízo, dirigem à exaustão, fazem plantão de doze horas e abordam clientes nas calçadas.
Essas e outras questões fizeram parte do meu dia a dia ao longo do último mês. A convite de VEJA SÃO PAULO, sem me identificar como repórter, trabalhei como motorista do aplicativo.
Aluguei um Renault Sandero e atuei na praça entre 20 de fevereiro e 19 de março.
O cadastro no serviço é bem simples, o que surpreendeu até o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, em reunião com vereadores há duas semanas. “Descobri que os candidatos são aprovados apenas enviando a documentação pelo correio.” A verdade é que nem isso é necessário : fotos do registro do carro e da carteira de motorista podem ser despachadas pelo celular.
Quem nunca trabalhou na direção deve incluir a observação “exerce atividade remunerada” na habilitação.
Isso significa realizar um exame psicotécnico e desembolsar 140 reais em uma unidade do Poupatempo.
Na prática, é possível tornar-se uberista em quatro horas.
Nem é preciso ter veículo próprio. Recentemente, locadoras despertaram para esse filão e passaram a alugar modelos básicos, com motor 1.0, ar-condicionado e quatro portas (perfil para se enquadrar na categoria UberX, a mais simples), por 1 700 reais, em média, a cada trinta dias. A facilidade acaba aí.
No primeiro dia, percebi que não ia ser moleza. Durante cinco horas, realizei catorze viagens em um percurso total de 112 quilômetros, o suficiente para provocar dores nos tornozelos, pela constante troca de marchas, e cansaço mental, culpa do trânsito caótico da metrópole.
O faturamento de 147 reais na jornada de estreia também causou desapontamento. Descontados a taxa de 25% do Uber mais a gasolina e o celular, lucrei 60 reais. Isso sem incluir gastos indiretos, como eventuais multas, manutenção, IPVA e depreciação do automóvel (se for próprio) ou aluguel (caso não seja). “O prestador do serviço é explorado não só na mão de obra, com o desgaste físico, mas também no seu capital”, afirma o economista Paulo Acras, presidente da Associação dos Motoristas Autônomos por Aplicativos.
Recentemente, a entidade realizou um estudo para avaliar os rendimentos de 280 motoristas do Uber e concluiu que boa parte deles trabalha dezesseis horas por dia. A empresa contesta essa conta. De acordo com a contabilidade da companhia, metade dos parceiros atua menos de dez horas por semana.
Em outro resultado da pesquisa, a associação calculou que praticamente todos os consultados terminaram o mês no prejuízo, quando incluídos os gastos indiretos na conta. “Se não ficar pelo menos oito horas na rua, não dá para pagar nem um prato de comida”, diz Acras, que no ano passado apresentou ao Ministério Público do Trabalho uma denúncia de trabalho análogo à escravidão.
Há um exagero evidente na crítica. O faturamento diário pode chegar a 200 reais, por uma jornada de dez horas. Nesse esquema puxadíssimo, sem folgas no mês, os vencimentos chegariam perto de 6 000 reais, com um lucro de 2 000 reais. “Concentro meu turno nas horas do rush, quando a tarifa é mais cara”, explica Richard, uberista desde o ano passado, que pediu para não ser identificado e diz faturar 4 000 reais nos meses mais rentáveis.
Mas a maioria continua no negócio apenas por falta de opção. E, com a dificuldade para conseguir fechar o mês no azul, muitos estão apelando para uma série de artimanhas, dignas dos taxistas mais velhacos. Uma das mutretas mais prosaicas é aceitar uma viagem, mas estacionar a alguns quarteirões de distância do endereço de partida.
Impaciente, o cliente desiste da corrida, e o motorista fatura a taxa de cancelamento, de 7 reais (o usuário pode solicitar o reembolso pelo app). Essa dica me foi dada por colegas logo nos primeiros dias de trabalho. “É uma maneira fácil de ganhar dinheiro sem gastar gasolina”, diz Edson, uberista desde 2015.
A companhia afirma que monitora o movimento e desclassifica motoristas com vários cancelamentos seguidos de corridas, mas não informa quantos foram penalizados por essa prática.
Há locais com esquemas bem mais elaborados, e, nesse aspecto, o Aeroporto de Guarulhos é imbatível.
Trata-se de um ponto onde o Uber funciona de modo diferente. Ao se aproximarem de Cumbica, os motoristas entram em uma fila no aplicativo para pegar passageiros.
Atraídos pela esperança de descolar uma corrida premiada à capital (cerca de 40 reais) ou mesmo ao interior, essa lista não começa com menos de 200 carros, e a espera pode chegar a doze horas.
Os veículos ficam estacionados em três bolsões por um período tão longo que se estabeleceu até uma base de apoio, com barracas de lanches e entregadores de marmitas. A tenda da Tia Rose, por exemplo, serve almoço por 12 reais e oferece carregadores de celular.
Ali, enquanto aguardam, os motoristas comem, batem papo, jogam cartas e alguns até bebem uma cervejinha antes de reassumir o volante. Esse tempo perdido só é compensado se vier um trajeto realmente suculento. Alguns agem de forma a ter certeza de que não vão sair no prejuízo.
Ao chegar a sua vez, o profissional liga para o passageiro a pretexto de combinar um ponto de encontro e tentar descobrir o destino. Se for uma corrida muito curta, o sujeito diz que está a caminho, mas volta ao baralho assim que desliga o aparelho. Cansado de esperar, o cliente cancela o pedido.
Nessa situação, o motorista não perde o lugar na fila e se mantém na luta por uma saída mais lucrativa. Há quem aproveite o tempo livre para realizar corridas paralelas, usando celulares extras. O macete é desativar o sistema de localização do smartphone com o qual se entrou na fila.
Assim, pode-se deixar o local à vontade e voltar ao aeroporto sem perder a vez. “Basta fazer outros cadastros em nome de parentes”, explica o uberista Alexandre, que bate ponto ali.
Com o objetivo de dificultar a vida dos espertalhões, em fevereiro o Uber diminuiu o perímetro da fila virtual e passou a priorizar quem leva passageiros a Guarulhos — eles ganham a preferência para trazer outro à capital. Com essas medidas, diz ter reduzido a espera em 60%.
Outra prática pouco ortodoxa em Cumbica é pescar clientes no desembarque dos terminais. Estacionados em local proibido, os profissionais abordam pessoas e negociam diretamente os valores. Uma corrida para a Vila Maria, na Zona Norte, era oferecida por 30 reais no dia 14. Pouco menos que o normal, mas, sem a taxa do aplicativo, vale a pena. Não é o único lugar onde viagens acertadas por fora se tornaram comuns.
Na saída da casa noturna Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo, vale a máxima “Se organizar direito, todo mundo ganha”. Por ali, é praxe desligar o aplicativo e definir um preço prévio com o usuário. Assim, os uberistas passam a trabalhar como taxistas clandestinos. Ninguém pode furar o esquema.
Na madrugada de 11 de março, um desavisado chegou a aceitar uma corrida pelo celular, mas foi persuadido pelos outros a desistir. Para obterem uma estimativa da quantia a cobrar, muitos motoristas simulam uma corrida pelo aplicativo. Mas, sem que o passageiro perceba, usam como referência a tarifa do UberBag, categoria que cobra mais caro que o UberX.
Os pagamentos são em dinheiro e, caso a pessoa não carregue notas no bolso, passa-se em um posto de gasolina para aplicar o valor em combustível no tanque. Há até um encarregado de organizar a trapaça. O agenciador aborda frequentadores, negocia preços e distribui as viagens. Para realizar a tarefa, ele recebe comissão de 15% por corrida. Menos que os 25% do Uber, afinal.
Outra tática que ouvi sendo comentada pelos colegas é organizar uma espécie de cartel por meio de grupos do WhatsApp. Em locais de grande concentração de público, como na saída de shows, vários profissionais desligam o aplicativo e, simultaneamente, solicitam carros como se fossem passageiros.
Assim, tentam reduzir a oferta e aumentar a demanda de modo artificial, forçando a elevação da tarifa graças a uma das leis básicas do capitalismo (e prevista nas regras do serviço). Na sequência, pegam as corridas a um valor mais alto.
A prática nunca foi comprovada, e o Uber alega ser impossível concretizar essa interferência, pois os preços voltariam imediatamente ao normal assim que os aplicativos fossem religados.
A empresa também informa que tentativas de fraude contra o sistema levam ao desligamento do parceiro.
A situação de penúria enfrentada por muitos uberistas é reflexo de vários fatores. Os principais estão relacionados a dois movimentos adotados pela multinacional americana em 2015.
Em junho daquele ano, foi lançada a categoria econômica UberX, que instituiu a tal taxa de 25% a ser paga pelo motorista a cada corrida. Até então, havia apenas a luxuosa Uber Black, que morde 20%. E, em novembro, a companhia baixou o valor da viagem em 15%.
Ou seja, em um intervalo de cinco meses, os prestadores do serviço começaram a ganhar menos e a pagar mais. E, ainda que a demanda continue alta, a concorrência nas ruas ficou mais acirrada. Em 2014, quando chegou ao país, o Uber tinha 1 000 veículos na capital. Naquela época, os pioneiros da área vangloriavam- se de embolsar até 8 000 reais por mês.
Hoje há 30 000 automóveis cadastrados na praça, e o faturamento dos uberistas caiu à metade. Isso sem falar nos avanços de outras empresas. Em setembro último, a 99 passou a oferecer a versão Pop, cobrando 17% de taxa do motorista com carro particular. “Crescemos 600% desde o início do ano”, afirma o gerente de política e comunicação, Matheus Moraes.
Além de enfrentarem dificuldades financeiras, os profissionais do ramo sofrem com casos de violência, que aumentaram após a adoção do pagamento das corridas em dinheiro, em 2016.
A insatisfação dos prestadores do serviço tem sido canalizada na forma de protestos. Pelo menos dois ocorreram na frente do Estádio do Pacaembu. Todo esse quadro levou a categoria a ser motivo de pena até entre seus maiores rivais. Há dois anos, donos de táxis saíam pelas ruas à caça de uberistas, e os casos de agressão se multiplicavam.
Hoje, a guerra praticamente acabou. Em fevereiro, um boato espalhado em grupos de WhatsApp alertava sobre um protesto que ocorreria em Congonhas. Segundo o relato, vários taxistas pediriam carros do Uber em direção ao aeroporto e roubariam a chave dos veículos, reunindo todas em um ato na área de embarque.
No dia marcado, nada disso aconteceu. “Percebemos que não adianta brigar com o pessoal do Uber, eles são uns coitados”, afirma Natalício Bezerra Silva, líder do principal sindicato dos taxistas, que em 2014 ameaçou incendiar os veículos dos concorrentes.
Nesse cenário, vem crescendo a insatisfação dos passageiros com a precariedade do serviço.
Entre as principais queixas está a falta de senso de navegação dos motoristas. “O que mais ocorre é acompanhar, pelo aplicativo, o carro desnorteado nas imediações”, diz o engenheiro mecânico Dener Marcelo de Oliveira, que pegava um Uber do seu escritório, no Morumbi, até um bolsão na Marginal Pinheiros, onde embarca em um ônibus para casa, em São José dos Campos.
Depois de ter perdido a condução várias vezes por causa desses percalços, ele desistiu do app e agora faz o trajeto de táxi. Outras situações envolvem motoristas que dividem o mesmo cadastro, o que é irregular. “Várias vezes, eu estava esperando uma mulher e, ao entrar no carro, deparei com um homem”, diz a administradora Lívia Marraccini.
“Aí ele explica que está se revezando com ela, pois precisa pagar as contas.” Para evitar esse tipo de fraude, o Uber instituiu, há duas semanas, um teste de “verificação de identidade em tempo real”, em que o profissional é solicitado a tirar selfies periódicas.
A imagem é comparada à do banco de dados e, se houver inconsistência, a conta é bloqueada. Com 90% do mercado de transporte em carro privado via aplicativo, o Uber fez outros movimentos para contra-atacar as críticas. Em janeiro, anunciou a criação de um centro de atendimento, no Morumbi, com 7 000 funcionários, um investimento de 200 milhões de reais, com o objetivo de ampliar a capacidade de resolução de problemas.
E, neste mês, lançou o Select, categoria com preço 20% mais alto e carros mais novos, no mínimo de 2012 (na versão X, a exigência é 2008). Com isso, espera oferecer mais conforto aos usuários e estancar a fúria de motoristas. “Quando começou era uma maravilha, eu tirava 8 000 reais por mês”, afirma o uberista José, que ingressou no UberBlack com um Ford Fusion em 2015.
Em agosto passado, viu-se obrigado a trocá- lo por um Peugeot 2016 e migrar para o UberX. “Hoje, trabalho dez horas por dia, seis dias por semana, e faço 4 000 reais. Se continuar desse jeito, vou vender meu carro e desistir.” Minha impressão final não foi muito diferente.
Durante um mês, rodei 1 583 quilômetros em 131 viagens, passando por diferentes bairros como o Brooklin, na Zona Sul, e a Brasilândia, na Zona Norte, em um esquema de cinco horas por dia, cinco dias na semana.
Nesse período, perdi tempo precioso com voltas desnecessárias pela capital ao seguir o navegador do aplicativo, que avisava conversões em cima da hora, indicava percurso na contramão e ficava sem sinal. Também enfrentei situações que claramente não valiam o esforço, como transportar passageiros bêbados no Carnaval da Vila Madalena e atravessar enchentes na Marginal Pinheiros por 10 reais.
No fim, havia embolsado 1 188 reais. Ao tirar os gastos, o lucro não passou de 500.
Ao abrir o celular para chamar um carro, aparece a mensagem : “Ganhe dinheiro com o Uber”.
Em uma crise que deixou 12 milhões de desempregados, parece atraente a ideia de reforçar a renda com algumas horas de trabalho diárias, em regime flexível.
Quem decide se colocar atrás do volante, no entanto, encara outra realidade.
A imagem do motorista competente e prestativo, que oferece água e bala de hortelã, está ficando para trás.
Foi substituída por pessoas que, para não ficarem no prejuízo, dirigem à exaustão, fazem plantão de doze horas e abordam clientes nas calçadas.
Essas e outras questões fizeram parte do meu dia a dia ao longo do último mês. A convite de VEJA SÃO PAULO, sem me identificar como repórter, trabalhei como motorista do aplicativo.
Aluguei um Renault Sandero e atuei na praça entre 20 de fevereiro e 19 de março.
O cadastro no serviço é bem simples, o que surpreendeu até o secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, em reunião com vereadores há duas semanas. “Descobri que os candidatos são aprovados apenas enviando a documentação pelo correio.” A verdade é que nem isso é necessário : fotos do registro do carro e da carteira de motorista podem ser despachadas pelo celular.
Quem nunca trabalhou na direção deve incluir a observação “exerce atividade remunerada” na habilitação.
Isso significa realizar um exame psicotécnico e desembolsar 140 reais em uma unidade do Poupatempo.
Na prática, é possível tornar-se uberista em quatro horas.
Nem é preciso ter veículo próprio. Recentemente, locadoras despertaram para esse filão e passaram a alugar modelos básicos, com motor 1.0, ar-condicionado e quatro portas (perfil para se enquadrar na categoria UberX, a mais simples), por 1 700 reais, em média, a cada trinta dias. A facilidade acaba aí.
No primeiro dia, percebi que não ia ser moleza. Durante cinco horas, realizei catorze viagens em um percurso total de 112 quilômetros, o suficiente para provocar dores nos tornozelos, pela constante troca de marchas, e cansaço mental, culpa do trânsito caótico da metrópole.
O faturamento de 147 reais na jornada de estreia também causou desapontamento. Descontados a taxa de 25% do Uber mais a gasolina e o celular, lucrei 60 reais. Isso sem incluir gastos indiretos, como eventuais multas, manutenção, IPVA e depreciação do automóvel (se for próprio) ou aluguel (caso não seja). “O prestador do serviço é explorado não só na mão de obra, com o desgaste físico, mas também no seu capital”, afirma o economista Paulo Acras, presidente da Associação dos Motoristas Autônomos por Aplicativos.
Recentemente, a entidade realizou um estudo para avaliar os rendimentos de 280 motoristas do Uber e concluiu que boa parte deles trabalha dezesseis horas por dia. A empresa contesta essa conta. De acordo com a contabilidade da companhia, metade dos parceiros atua menos de dez horas por semana.
Em outro resultado da pesquisa, a associação calculou que praticamente todos os consultados terminaram o mês no prejuízo, quando incluídos os gastos indiretos na conta. “Se não ficar pelo menos oito horas na rua, não dá para pagar nem um prato de comida”, diz Acras, que no ano passado apresentou ao Ministério Público do Trabalho uma denúncia de trabalho análogo à escravidão.
Há um exagero evidente na crítica. O faturamento diário pode chegar a 200 reais, por uma jornada de dez horas. Nesse esquema puxadíssimo, sem folgas no mês, os vencimentos chegariam perto de 6 000 reais, com um lucro de 2 000 reais. “Concentro meu turno nas horas do rush, quando a tarifa é mais cara”, explica Richard, uberista desde o ano passado, que pediu para não ser identificado e diz faturar 4 000 reais nos meses mais rentáveis.
Mas a maioria continua no negócio apenas por falta de opção. E, com a dificuldade para conseguir fechar o mês no azul, muitos estão apelando para uma série de artimanhas, dignas dos taxistas mais velhacos. Uma das mutretas mais prosaicas é aceitar uma viagem, mas estacionar a alguns quarteirões de distância do endereço de partida.
Impaciente, o cliente desiste da corrida, e o motorista fatura a taxa de cancelamento, de 7 reais (o usuário pode solicitar o reembolso pelo app). Essa dica me foi dada por colegas logo nos primeiros dias de trabalho. “É uma maneira fácil de ganhar dinheiro sem gastar gasolina”, diz Edson, uberista desde 2015.
A companhia afirma que monitora o movimento e desclassifica motoristas com vários cancelamentos seguidos de corridas, mas não informa quantos foram penalizados por essa prática.
Há locais com esquemas bem mais elaborados, e, nesse aspecto, o Aeroporto de Guarulhos é imbatível.
Trata-se de um ponto onde o Uber funciona de modo diferente. Ao se aproximarem de Cumbica, os motoristas entram em uma fila no aplicativo para pegar passageiros.
Atraídos pela esperança de descolar uma corrida premiada à capital (cerca de 40 reais) ou mesmo ao interior, essa lista não começa com menos de 200 carros, e a espera pode chegar a doze horas.
Os veículos ficam estacionados em três bolsões por um período tão longo que se estabeleceu até uma base de apoio, com barracas de lanches e entregadores de marmitas. A tenda da Tia Rose, por exemplo, serve almoço por 12 reais e oferece carregadores de celular.
Ali, enquanto aguardam, os motoristas comem, batem papo, jogam cartas e alguns até bebem uma cervejinha antes de reassumir o volante. Esse tempo perdido só é compensado se vier um trajeto realmente suculento. Alguns agem de forma a ter certeza de que não vão sair no prejuízo.
Ao chegar a sua vez, o profissional liga para o passageiro a pretexto de combinar um ponto de encontro e tentar descobrir o destino. Se for uma corrida muito curta, o sujeito diz que está a caminho, mas volta ao baralho assim que desliga o aparelho. Cansado de esperar, o cliente cancela o pedido.
Nessa situação, o motorista não perde o lugar na fila e se mantém na luta por uma saída mais lucrativa. Há quem aproveite o tempo livre para realizar corridas paralelas, usando celulares extras. O macete é desativar o sistema de localização do smartphone com o qual se entrou na fila.
Assim, pode-se deixar o local à vontade e voltar ao aeroporto sem perder a vez. “Basta fazer outros cadastros em nome de parentes”, explica o uberista Alexandre, que bate ponto ali.
Com o objetivo de dificultar a vida dos espertalhões, em fevereiro o Uber diminuiu o perímetro da fila virtual e passou a priorizar quem leva passageiros a Guarulhos — eles ganham a preferência para trazer outro à capital. Com essas medidas, diz ter reduzido a espera em 60%.
Outra prática pouco ortodoxa em Cumbica é pescar clientes no desembarque dos terminais. Estacionados em local proibido, os profissionais abordam pessoas e negociam diretamente os valores. Uma corrida para a Vila Maria, na Zona Norte, era oferecida por 30 reais no dia 14. Pouco menos que o normal, mas, sem a taxa do aplicativo, vale a pena. Não é o único lugar onde viagens acertadas por fora se tornaram comuns.
Na saída da casa noturna Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo, vale a máxima “Se organizar direito, todo mundo ganha”. Por ali, é praxe desligar o aplicativo e definir um preço prévio com o usuário. Assim, os uberistas passam a trabalhar como taxistas clandestinos. Ninguém pode furar o esquema.
Na madrugada de 11 de março, um desavisado chegou a aceitar uma corrida pelo celular, mas foi persuadido pelos outros a desistir. Para obterem uma estimativa da quantia a cobrar, muitos motoristas simulam uma corrida pelo aplicativo. Mas, sem que o passageiro perceba, usam como referência a tarifa do UberBag, categoria que cobra mais caro que o UberX.
Os pagamentos são em dinheiro e, caso a pessoa não carregue notas no bolso, passa-se em um posto de gasolina para aplicar o valor em combustível no tanque. Há até um encarregado de organizar a trapaça. O agenciador aborda frequentadores, negocia preços e distribui as viagens. Para realizar a tarefa, ele recebe comissão de 15% por corrida. Menos que os 25% do Uber, afinal.
Outra tática que ouvi sendo comentada pelos colegas é organizar uma espécie de cartel por meio de grupos do WhatsApp. Em locais de grande concentração de público, como na saída de shows, vários profissionais desligam o aplicativo e, simultaneamente, solicitam carros como se fossem passageiros.
Assim, tentam reduzir a oferta e aumentar a demanda de modo artificial, forçando a elevação da tarifa graças a uma das leis básicas do capitalismo (e prevista nas regras do serviço). Na sequência, pegam as corridas a um valor mais alto.
A prática nunca foi comprovada, e o Uber alega ser impossível concretizar essa interferência, pois os preços voltariam imediatamente ao normal assim que os aplicativos fossem religados.
A empresa também informa que tentativas de fraude contra o sistema levam ao desligamento do parceiro.
A situação de penúria enfrentada por muitos uberistas é reflexo de vários fatores. Os principais estão relacionados a dois movimentos adotados pela multinacional americana em 2015.
Em junho daquele ano, foi lançada a categoria econômica UberX, que instituiu a tal taxa de 25% a ser paga pelo motorista a cada corrida. Até então, havia apenas a luxuosa Uber Black, que morde 20%. E, em novembro, a companhia baixou o valor da viagem em 15%.
Ou seja, em um intervalo de cinco meses, os prestadores do serviço começaram a ganhar menos e a pagar mais. E, ainda que a demanda continue alta, a concorrência nas ruas ficou mais acirrada. Em 2014, quando chegou ao país, o Uber tinha 1 000 veículos na capital. Naquela época, os pioneiros da área vangloriavam- se de embolsar até 8 000 reais por mês.
Hoje há 30 000 automóveis cadastrados na praça, e o faturamento dos uberistas caiu à metade. Isso sem falar nos avanços de outras empresas. Em setembro último, a 99 passou a oferecer a versão Pop, cobrando 17% de taxa do motorista com carro particular. “Crescemos 600% desde o início do ano”, afirma o gerente de política e comunicação, Matheus Moraes.
Além de enfrentarem dificuldades financeiras, os profissionais do ramo sofrem com casos de violência, que aumentaram após a adoção do pagamento das corridas em dinheiro, em 2016.
A insatisfação dos prestadores do serviço tem sido canalizada na forma de protestos. Pelo menos dois ocorreram na frente do Estádio do Pacaembu. Todo esse quadro levou a categoria a ser motivo de pena até entre seus maiores rivais. Há dois anos, donos de táxis saíam pelas ruas à caça de uberistas, e os casos de agressão se multiplicavam.
Hoje, a guerra praticamente acabou. Em fevereiro, um boato espalhado em grupos de WhatsApp alertava sobre um protesto que ocorreria em Congonhas. Segundo o relato, vários taxistas pediriam carros do Uber em direção ao aeroporto e roubariam a chave dos veículos, reunindo todas em um ato na área de embarque.
No dia marcado, nada disso aconteceu. “Percebemos que não adianta brigar com o pessoal do Uber, eles são uns coitados”, afirma Natalício Bezerra Silva, líder do principal sindicato dos taxistas, que em 2014 ameaçou incendiar os veículos dos concorrentes.
Nesse cenário, vem crescendo a insatisfação dos passageiros com a precariedade do serviço.
Entre as principais queixas está a falta de senso de navegação dos motoristas. “O que mais ocorre é acompanhar, pelo aplicativo, o carro desnorteado nas imediações”, diz o engenheiro mecânico Dener Marcelo de Oliveira, que pegava um Uber do seu escritório, no Morumbi, até um bolsão na Marginal Pinheiros, onde embarca em um ônibus para casa, em São José dos Campos.
Depois de ter perdido a condução várias vezes por causa desses percalços, ele desistiu do app e agora faz o trajeto de táxi. Outras situações envolvem motoristas que dividem o mesmo cadastro, o que é irregular. “Várias vezes, eu estava esperando uma mulher e, ao entrar no carro, deparei com um homem”, diz a administradora Lívia Marraccini.
“Aí ele explica que está se revezando com ela, pois precisa pagar as contas.” Para evitar esse tipo de fraude, o Uber instituiu, há duas semanas, um teste de “verificação de identidade em tempo real”, em que o profissional é solicitado a tirar selfies periódicas.
A imagem é comparada à do banco de dados e, se houver inconsistência, a conta é bloqueada. Com 90% do mercado de transporte em carro privado via aplicativo, o Uber fez outros movimentos para contra-atacar as críticas. Em janeiro, anunciou a criação de um centro de atendimento, no Morumbi, com 7 000 funcionários, um investimento de 200 milhões de reais, com o objetivo de ampliar a capacidade de resolução de problemas.
E, neste mês, lançou o Select, categoria com preço 20% mais alto e carros mais novos, no mínimo de 2012 (na versão X, a exigência é 2008). Com isso, espera oferecer mais conforto aos usuários e estancar a fúria de motoristas. “Quando começou era uma maravilha, eu tirava 8 000 reais por mês”, afirma o uberista José, que ingressou no UberBlack com um Ford Fusion em 2015.
Em agosto passado, viu-se obrigado a trocá- lo por um Peugeot 2016 e migrar para o UberX. “Hoje, trabalho dez horas por dia, seis dias por semana, e faço 4 000 reais. Se continuar desse jeito, vou vender meu carro e desistir.” Minha impressão final não foi muito diferente.
Durante um mês, rodei 1 583 quilômetros em 131 viagens, passando por diferentes bairros como o Brooklin, na Zona Sul, e a Brasilândia, na Zona Norte, em um esquema de cinco horas por dia, cinco dias na semana.
Nesse período, perdi tempo precioso com voltas desnecessárias pela capital ao seguir o navegador do aplicativo, que avisava conversões em cima da hora, indicava percurso na contramão e ficava sem sinal. Também enfrentei situações que claramente não valiam o esforço, como transportar passageiros bêbados no Carnaval da Vila Madalena e atravessar enchentes na Marginal Pinheiros por 10 reais.
No fim, havia embolsado 1 188 reais. Ao tirar os gastos, o lucro não passou de 500.










