Excelente as histórias do número 94 da primeira série da Margarida. Apesar disso, de todas elas, apenas uma tirinha foi republicada até hoje.
Em "O fã de quadrinhos", Margarida tenta convencer Donald a ler mais para participar de uma reunião com um escritor, mas ele só consegue demonstrar interesse em ler quadrinhos. No final, descobre que o escritor palestrante também era fã de gibis.
Muito bem bolado o pano de fundo da história, que é mostrar que quem lê gibis na infância acaba desenvolvendo gosto por leitura e continua gostando também de quadrinhos. Assim, Donald desdenha de seus sobrinhos achando que os gibis são "coisas para crianças", até que encontra vários adultos lendo, volta a ler e no final tem a frase "uma vez fã de quadrinhos, sempre fã de quadrinhos".
Já em "Serviço pesado", cheguei a rir alto. O clube feminino de Patópolis faz uma promoção onde a integrante que encontrar o "mais gorducho" irá receber para uma instituição de caridade o peso desta pessoa em ouro. Só que não basta o peso, a pessoa também tem que saber sapatear jazz. Margarida encontra um bom dançarino, mas não tão gordo, chamado Donald Canino.
Donald (o pato) vê vários concorrentes entrando na casa da Margarida e escuta ela dizer que "ficaria mais feliz se o Donald fosse mais pesado", e então começa comer sem parar até ficar obeso, quando volta na casa dela e da calçada a ouve falar que "Donald engordou tanto que nem se mexe", e que só vai servir "se voltar ao peso normal". O pato então faz um grande regime até ficar magro de novo, nisso o concurso é cancelado e o pato fica deprimido ao ouvi-la falar que "agora o Donald não me serve pra nada, gordo ou magro...". Muito engraçado os trocadilhos e situações criadas a partir destes nomes iguais.
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