http://rioshow.oglobo.globo.com/cinema/ ... 13473.aspx
Mais trapalhadas do que inspiração
Projeto cinematográfico concebido a partir de conhecida novela, “
Carrossel, o filme” talvez faça o público evocar trabalhos destinados à plateia infantojuvenil, como “Esqueceram de mim” (1990), de Chris Columbus, e “Menino maluquinho” (1995), de Helvécio Ratton.
No que diz respeito ao primeiro, assumido como referência pelos diretores Alexandre Boury e Mauricio Eça,
a conexão se dá por meio das ações dos desastrados vilões — Gonzáles (Paulo Miklos), determinado a provocar o fechamento do acampamento Panapaná, onde os alunos da Escola Mundial vão passar as férias, para instalar uma fábrica, e Gonzalito (Oscar Filho).
Em relação ao segundo, o elo longínquo decorre do ambiente bucólico escolhido para a história.
Mas o resultado alcançado aqui é distante do obtido com essas produções dos anos 1990.
“Carrossel” sofre com as
exageradas atuações do elenco adulto (as trapalhadas realizadas por Miklos e Filho não se tornam engraçadas em momento algum, e a composição de Márcia de Oliveira, como Graça, bate na tela de forma estereotipada).
A artificial inclusão da mensagem transmitida pelo senhor Campos (Orival Pessini), que se mantém no comando do acampamento, às crianças (“A vida de vocês vai ser cheia de dificuldades. Nessa hora vocês irão precisar de amigos”) denuncia o
roteiro (de Márcio Alemão, Mirna Nogueira e Erez Migron)
pouco inspirado.
Os atores mirins demonstram certa desenvoltura, qualidade insuficiente, porém, para fazer com que o filme fique menos rotineiro. Deve, em todo caso, agradar aos fãs do programa de TV. Os demais podem encontrar melhores opções no circuito.