Finanças dos Clubes

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 11 Fev 2010, 22:47

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. O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou na noite desta quinta-feira o patrocínio para as mangas do uniforme de futebol e da frente e costas do time de basquete. O clube fechou por um ano com o Banco BMG.

O valor inicial do acordo é de R$ 8 milhões (R$ 8 mi para o futebol e R$ 500 mil para o basquete). No entanto, há uma cláusula em que o dinheiro arrecadado pode subir para até R$ 10,5 milhões em caso de título da Taça Libertadores.

- Hoje temos o melhor contrato de patrocínio do Brasil. O valor da Batavo junto com o do BMG soma 30,5 milhões e isso é uma grande vitória para a nossa gestão. E desta vez, ainda conseguimos envolver além do futebol um esporte olímpico. Este será sempre o nosso objetivo - disse o vice-presidente de marketing do Flamengo, Henrique Brandão.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 13 Fev 2010, 22:53

Esse sim é o maior patrocinador que um TIME do Brasil vai receber, o do Corinthians não é, já que a parte do Ronaldo tirada sobra menos do que esse valor aí.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 19 Fev 2010, 05:45

PAINEL FC - FOLHA DE S.PAULO

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. O Santos fechou ontem acordo com a Seara, empresa do ramo alimentício, para o patrocínio das mangas de seu uniforme. O acerto é válido até o final deste ano.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 19 Fev 2010, 13:25

Globo Esporte.com

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. A diretoria do Guarani fechou mais um patrocinador. A Amuage, empresa de confecção de moda jovem, estampará a sua marca na camisa do Bugre até o final da temporada 2010.

O departamento de marketing do clube não divulgou os valores do acerto. A Amuage será a quinta patrocinadora da equipe. O uniforme verde já conta com as marcas Cabrino, Seller, Idealax e Lupo.
--
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. O Grêmio fechou nesta quinta-feira com a Midea, fabricante de ar-condicionado chinesa com filial em Santa Catarina, o patrocínio para a clavícula do uniforme. O contrato tem duração de 10 meses e o valor do negócio, não confirmado pela diretoria gremista, gira em torno de R$ 5 milhões. O anúncio oficial da parceria será feito na próxima terça-feira.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 19 Fev 2010, 13:52

Certeza que é 5 milhões pela clavícula? Parece que o Grêmio recebe isso da Banrisul, que é o principal :ponder:
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Antonio Felipe » 19 Fev 2010, 14:07

Diferença é que o Banrisul patrocina praticamente todas as equipes do Estado na primeira divisão...
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por FooCH » 19 Fev 2010, 15:01

"patrocínio para a clavícula do uniforme" huauhauhahuauhhuauhahua... :lol:

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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 19 Fev 2010, 15:02

Antonio Felipe escreveu:Diferença é que o Banrisul patrocina praticamente todas as equipes do Estado na primeira divisão...
Tudo bem, mas o estranho é o patrocinador ali na "clavícula" ser igual (valor) que o patrocínio central :huh:
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 19 Fev 2010, 20:56

Após faturar com shows, São Paulo planeja workshop para fechar patrocínio
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O departamento de marketing do São Paulo prepara para o início de março um evento com o objetivo de atrair potenciais patrocinadores. Será uma espécie de workshop com empresas de vários ramos para mostrar os benefícios de investir no clube.

“Será uma novidade. Vamos convocar empresas e agências de marketing para mostrar o case de sucesso do São Paulo com a LG, números e as propriedades de se associar a nós”, informou o vice-presidente de marketing Julio Cesar Casares.

Até lá, a equipe tricolor segue faturando com os shows realizados no estádio do Morumbi e mantém a camisa limpa, sem marcas no peito e nas costas, para os jogos pelo Campeonato Paulista e a Copa Libertadores.

Segundo Casares, a situação financeira do clube permite um trabalho a longo prazo para acertar com novos parceiros. Ele fala em obter R$ 40 milhões anuais – R$ 30 milhões para peito e costas e R$ 10 milhões para manga – e um contrato longo, de três anos.

“Temos uma situação financeira equilibrada com o que é arrecadado no Morumbi hoje. Cada show nos rendeu R$ 1 milhão, além do lucro com venda de bebidas”, explicou o responsável pelo marketing tricolor. Com as apresentações de Metallica, Beyoncé e Coldplay, cerca de R$ 5 milhões engordaram os cofres tricolores neste início de ano.

O vínculo com a antiga parceira, a LG, obriga o São Paulo a submeter à multinacional sul-coreana qualquer proposta de patrocínio que receba até março. Esse é outro motivo para o clube postergar as negociações. “Não seria ético negociar com uma empresa e depois levar a proposta para a LG analisar”, argumentou o cartola.
Legal a idéia, espero que dê certo e por esse valor de R$40 milhões seria espetacular! :)
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 24 Fev 2010, 13:34

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. O Corinthians deve anunciar em breve um novo acordo de patrocínio. Dessa vez para a barra da camisa, único espaço que ainda faltava ser comercializado pelo clube. :o

O contrato é com o Banco Pan-Americano, por R$ 7 milhões até o final da temporada.

Nesse caso, do montante, nada vai para o bolso do atacante Ronaldo. Para o jogador, “apenas” R$ 13 milhões do acordo de R$ 38 milhões com a Hypermarcas, patrocinadora majoritária do Timão.

Agora, portanto, o Corinthians chega à soma de R$ 45 milhões, se aproximando da meta de ultrapassar os R$ 50 milhões. Em caso de algum título, por sinal, isso pode acontecer, já que está prevista uma premiação no contrato com a Hypermarcas.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por KRCH » 24 Fev 2010, 13:44

Banco Pan-Americano,denovo <_<
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Antonio Felipe » 24 Fev 2010, 13:51

O Corinthians nessa balada vai vender patrocínio até pros pinos da chuteira.
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por Jader » 24 Fev 2010, 14:33

Logo logo vão ter tirar o escudo para estampar mais alguma coisa...
Felizmente os dirigentes do São Paulo não fazem essas loucuras por dinheiro, ao menos preservam a tradição da camisa.

E parece que camisa é uma coisa que esse pessoal do Corinthians não liga muito, além de enfeiar com monte de marca, fizeram aquela camisa-caixão :P
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por KRCH » 24 Fev 2010, 14:43

Camisa com muito patrocinador é feio,mas se tratando do todo poderoso Corinthians quanto mais melhor :lol:
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Re: Finanças dos Clubes

Mensagem por E.R » 24 Fev 2010, 18:26

EXAME

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. Em uma tarde no final de janeiro, o presidente do conselho de administração da Gol, Álvaro de Souza, participava de uma reunião em seu escritório, no sétimo andar de um edifício comercial na avenida Juscelino Kubitschek, na capital paulista. Era a quinta vez, em menos de um mês, que se reunia para tratar do mesmo tema com um grupo de homens de negócios que incluía banqueiros, empresários e executivos de grandes companhias. Ao contrário do que se possa imaginar, o assunto não era a segunda maior empresa aérea do país.

Acomodados ao seu lado, ou por teleconferência, todos acompanhavam o relato do vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues Filho, e do gerente de Marketing do clube, Armênio Rodrigues Neto. Despachados à Inglaterra para negociar com o Manchester City o retorno do atacante Robinho ao Brasil, ambos expunham por telefone os termos que a equipe inglesa exigia para liberá-lo - o principal era que não pagariam um tostão de seu salário enquanto estivesse emprestado à Vila Belmiro. Um salário, diga-se, de 1 milhão de reais mensais, dos quais o Santos só conseguiria bancar 160.000 reais. Após uma hora de debates, os participantes concluíram que era possível repatriar o jogador. Odílio recebeu o sinal verde para assinar o acordo. Para comemorar, o presidente alvinegro, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presente à reunião, estourou uma champagne e brindou com Souza e os demais.

A volta de Robinho é considerada a primeira grande vitória de um grupo de homens de negócio que tentava, havia quase 20 anos, influenciar os rumos do Santos. "Eles foram absolutamente decisivos neste episódio", afirma Ribeiro. O embrião da turma se formou em 1992, com Álvaro de Souza, que na época era um executivo em ascensão no Citibank do Brasil - e viria a presidir o banco no ano seguinte. Inconformados com a estiagem de títulos - o último havia sido conquistado em 1984 - uma trupe de executivos santistas começou a discutir como fazer o clube voltar aos bons tempos. A idéia era colocar sua experiência corporativa a favor da diretoria da equipe - já comandada, naquela época, por Marcelo Teixeira - para melhorar a gestão, captar recursos e investir em bons jogadores.

As conversas com a diretoria do time não foram adiante, mas o grupo nunca mais se separou. Em 2002, no mesmo ano em que o Santos conquistou o Campeonato Brasileiro e revelou a geração de Robinho, Diego e Elano, a turma de torcedores engravatados ganhou ares de torcida organizada. Os empreendedores alvinegros fundaram a Resgate Santista, uma agremiação com a qual colaboram mensalmente e que se reúne sem muita periodicidade na casa ou no escritório de quem estiver disponível. No ano passado, para eleger Ribeiro presidente do clube e encerrar a hegemonia de Marcelo Teixeira, a Resgate entrou em campo com um time de peso, reunido na Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos (Guia). Entre seus 22 integrantes, figuram nomes como o de Álvaro Simões (presidente da incorporadora Inpar); Celso Loducca (da agência de publicidade Loducca); Fábio Barbosa (presidente do Santander e da Febraban); Guilherme Leal (um dos donos da Natura); Luiz Eduardo Falco (presidente da Oi); e Pedro Mello, presidente da KPMG.

O objetivo desses pesos-pesados do mundo corporativo é promover uma verdadeira reviravolta na situação do clube. "Hoje, dos quatro grandes clubes paulistas, o Santos é o que possui a situação mais delicada", afirma Claudinei Santos, coordenador do Núcleo de Negócios do Esporte da ESPM. Ninguém sabe o tamanho da dívida do clube - nem mesmo seus atuais dirigentes, que evitam falar em cifras publicamente. "Os números estão sendo auditados pela KPMG", afirma Ribeiro. De concreto, o balanço de 2008 (último disponível) mostra uma dívida de 45 milhões de reais. Parte desse compromisso é de empréstimos bancários cujo avalista é a Universidade Santa Cecília, controlada pelo ex-presidente do Santos, Marcelo Teixeira. O cartola também teria alegado que aplicou 12 milhões de reais do próprio bolso no time. No final do mandato, ameaçou vender jogadores como Neymar, Rodrigo Souto e Paulo Henrique Lima para quitar parte das dívidas da equipe consigo mesmo.

Agora, o Santos quer trocar os tempos da cartola pelos do terno e gravata. Os executivos e empresários não apenas ajudaram a eleger Ribeiro mas também estão participando da administração da Vila Belmiro. Álvaro de Souza, da Gol, José Berenguer Neto (vice-presidente do Santander), Walter Schalka (presidente da Votorantim Cimentos), e Eduardo Vassimon (membro do conselho de administração do Itaú BBA) tornaram-se, oficialmente, assessores especiais da direção. No organograma do clube, reportam-se a Ribeiro. Na prática, porém, eles são os representantes de um comitê gestor que é o verdadeiro órgão de decisão do clube. Além dos quatro, essa instância é integrada ainda por Álvaro Simões, da InPar; Fernando Silva (diretor de negócios da Time For Fun); Fernando Martins (diretor de Marcas e Estratégia do Santander); o advogado Luiz Eduardo Lucas; Ribeiro (presidente do Santos) e Odílio Rodrigues Filho (vice-presidente do clube).

O comitê reúne-se durante duas horas a cada 15 dias, mas vários e-mails e telefonemas são trocados nesse meio-tempo. Como a grande maioria dos integrantes mora na capital paulista, os encontros costumam ser na casa de algum deles. Além de questões administrativas de rotina, são discutidas as estratégias do clube. Todas as decisões são tomadas por consenso, segundo Ribeiro. Depois de trazer Robinho de volta, o próximo passo dos novos dirigentes santistas é preparar o clube para a criação de um fundo de investimentos de 40 milhões de reais. Os recursos serão aplicados na compra dos direitos econômicos de jogadores em ascensão.

A intenção é lançar o fundo ainda neste ano, mas, para tanto, o clube passará por um verdadeiro choque de governança corporativa. A reestruturação soa quase como uma abertura de capital. Primeiro, renegociar a dívida e alongar seu perfil – algo a cargo dos executivos de finanças que se tornaram assessores especiais. Segundo, profissionalizar a gestão. A diretoria e os assessores especiais não são remunerados. Já os gerentes executivos, que ganham para trabalhar no clube, foram selecionados com critérios de mercado. Alípio Labão, novo gerente administrativo, por exemplo, possui mestrado e doutorado na área. Armênio Neto, responsável pelo Marketing, tem curso de especialização em Marketing esportivo. Tudo isso deve ser formalizado por um novo estatuto, que a diretoria espera aprovar no primeiro semestre. O documento deve estabelecer limites para a reeleição dos dirigentes; direito de voto mais amplo para os associados; e a obrigação de auditar os balanços do clube.

Arrumar a casa é uma das condições indispensáveis para lançar o fundo de investimentos. O motivo é o modelo que o time quer adotar. Ao contrário dos demais, o fundo alvinegro passará por toda a tramitação de um produto financeiro convencional, incluindo o registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). É provável, porém, que a aplicação seja oferecida apenas a investidores qualificados - aqueles que, no jargão do mercado, desembolsam no mínimo 300.000 reais. Sua elaboração é acompanhada mais de perto por Álvaro de Souza, Berenguer e pelo advogado Luiz Eduardo Luca.

Fundos de investimento em jogadores de futebol não são propriamente uma novidade. Há pelo menos quatro no Brasil, que administram um patrimônio total de 250 milhões de reais. O Cedro, por exemplo, é o principal veículo de investimento da Traffic no Palmeiras. Mas, antes mesmo antes de sair do papel, o fundo santista já é considerado uma inovação. "Será a primeira vez que o futebol irá ao mercado de capitais de verdade", afirma o advogado Ivandro Sanchez, especialista em Esportes e sócio do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Ópice. A grande inspiração da Vila Belmiro são, obviamente, os clubes europeus. O Benfica e o Barcelona, por exemplo, já contam com fundos de investimento públicos, com gestores profissionais, prospectos de investimento e expectativa média de retorno.

É claro que os times brasileiros ainda estão bem distantes de, literalmente, lançar ações na bolsa, como já fizeram o inglês Manchester United e o espanhol Real Madrid. Mas a entrada em campo de empresários e executivos de peso é um sinal da vontade de profissionalizar esse esporte. "A participação de pessoas deste nível é muito saudável, porque ajuda a melhorar o ambiente do futebol", afirma Sanchez, da Machado, Meyer, Sendacz e Ópice Advogados. Resta saber se Álvaro de Souza, Walter Schalka e companhia conseguirão repetir, fora de campo, as jogadas rápidas e as pedaladas que levaram o Santos à atual liderança do campeonato paulista.
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