Jornalismo

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Re: Jornais

Mensagem por CHarritO » 18 Jun 2013, 09:40

Bela capa do Diário Catarinense de hoje:

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:joia:
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Re: Jornais

Mensagem por E.R » 22 Jun 2013, 12:11

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Re: Jornais

Mensagem por E.R » 14 Jul 2013, 07:57

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Re: Jornais

Mensagem por Furtado » 26 Jul 2013, 14:59

Você costuma ler jornais? Quais? Com que frequência?

Eu leio diariamente a Zero Hora, jornal que assino. Também leio com alguma frequência o Correio do Povo, Jornal do Comércio e O Sul.
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Re: Jornais

Mensagem por Antonio Felipe » 26 Jul 2013, 19:47

Eu só leio a Zero Hora.
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Re: Jornais

Mensagem por Furtado » 26 Jul 2013, 22:01

Ué, você não assina O Sul? :P

E os outros jornais? Não lê? Eu que não faço Faculdade leio tudo e você que faz, não lê. :p
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Re: Jornais

Mensagem por Antonio Felipe » 26 Jul 2013, 23:24

Não leio O Sul, só minha mãe.

E não tenho tempo pra ler mais de um jornal, no momento. E fazendo faculdade, tendo que ler um monte de textos todos os dias, fica difícil.
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Re: Jornais

Mensagem por Furtado » 26 Jul 2013, 23:27

Antonio Felipe escreveu:Não leio O Sul, só minha mãe.

E não tenho tempo pra ler mais de um jornal, no momento. E fazendo faculdade, tendo que ler um monte de textos todos os dias, fica difícil.
Ah sim, agora entendi.
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Re: Jornais

Mensagem por Victor235 » 26 Jul 2013, 23:50

Furtado falando igual meu pai, que quem faz faculdade tem que ler os jornais :P.

Aqui também tem um jornal chamado Jornal do Comércio.
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Re: Jornais

Mensagem por E.R » 02 Ago 2013, 11:57

FOLHA DE S.PAULO

O número de assinantes digitais de jornais do grupo New York Times Company (que edita o "New York Times" e o "International Herald Tribune) cresceu 35% no segundo trimestre deste ano ante igual período de 2012.

No total, a empresa tinha no segundo trimestre 699 mil assinantes das versões digitais.

No primeiro trimestre, eram 676 mil.

O número se aproxima da circulação da versão impressa do "New York Times", que é de 730 mil exemplares na semana.

O "New York Times" adotou em 2011 o sistema de "paywall poroso" (que passa a cobrar depois de um número máximo de cliques).

No Brasil, a Folha foi o primeiro jornal a adotar o "paywall poroso", em 2012.

O aumento no número de assinantes digitais permitiu que o empresa tivesse lucro líquido de US$ 20 milhões no segundo trimestre, ante prejuízo de US$ 88 milhões no mesmo período de 2012.

Segundo Mark Thompson, presidente da empresa, a estratégia de não oferecer conteúdo gratuitamente está tendo sucesso e deve ser reforçada.

Em junho, o jornal passou a cobrar dos leitores que acessam mais de três artigos por dia por meio de smartphones.
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Re: Jornais

Mensagem por Furtado » 02 Ago 2013, 18:01

Esse sistema de "muro de cobranças" é um grande anti-marketing. Cria uma enorme rejeição ao veículo. Choveram críticas quando a Folha implantou este modelo.
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Re: Jornais

Mensagem por Billy Drescher » 06 Ago 2013, 00:35

Presidente da Amazon vai comprar o 'Washington Post'
O presidente da Amazon, Jeff Bezos, vai comprar o “Washington Post”, um dos principais jornais dos Estados Unidos. A confirmação foi publicada no site do próprio jornal. Segundo o “Post”, Bezos vai pagar US$ 250 milhões em dinheiro pelo jornal e publicações afiliadas.

Segundo o texto, a Amazon não terá papel na compra, feita diretamente pelo próprio Bezos, que será seu único proprietário quando a transação estiver completa, “provavelmente em 60 dias”. A compra vai tirar do comando do jornal a família Graham, após quatro gerações. Fundado em 1877, o Post é controlado desde 1933 pelos herdeiros de Eugene Meyer, financista de Wall Strett que comprou a publicação por US$ 825 em um leilão de falências durante a Grande Depressão.

“O negócio representa uma súbita e chocante mudança para o ‘Post’, o jornal líder de Washington por décadas e uma força poderosa na determinação das políticas da nação”, diz a publicação. “Poucas pessoas estavam sabendo que uma venda estava a caminho para o jornal”.

A própria reportagem, no entanto, admite que, pela maior parte da última década, o jornal não foi capaz de escapar da crise financeira que engolfou jornais e outras organizações de mídia.

“Cada membro da minha família começou com a mesma emoção – choque – ao sequer pensar em vender o ‘Post’”, afirma, no texto, o presidente do jornal, Donald Graham. “Mas quando a ideia de uma transação com Bezos apareceu, mudei meus sentimentos”.

A divisão de jornais da empresa Washington Post Co., empresa que atualmente controla o jornal de mesmo nome, sofreu uma queda de 44% no faturamento nos últimos seis anos. A circulação caiu 7% no primeiro semestre do ano.

A venda envolve o "Post" e sua página na internet, além dos jornais Express, Gazette e Southern Maryland, de Washington; Fairfax County Times; El Tiempo Latino; e a fábrica de Robinson Terminal. Bezos também vai adquirir a gráfica de Gaithesburg, responsável por várias publicações militares. A operação não envolve, no entanto, o edifício-sede da empresa, em Washington, a revista Foreign Policy nem as publicações Slate.com, Root.com, a operação de desenvolvimento digital WaPo Labs ou imóveis do Post em Alexandria.

http://g1.globo.com/economia/midia-e-ma ... -post.html
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Re: Jornais

Mensagem por E.R » 14 Ago 2013, 20:56

Furtado escreveu:Esse sistema de "muro de cobranças" é um grande anti-marketing. Cria uma enorme rejeição ao veículo. Choveram críticas quando a Folha implantou este modelo.
Concordo com você.

Eu acho que o futuro do jornalismo é vender a edição digital do jornal pela internet, por todas as formas de pagamento (inclusive boleto bancário).

Aqui no Brasil a assinatura digital de jornal (que, na minha opinião, vale muito a pena) é um produto muito melhor do que a assinatura de revista digital (que não vale a pena).

Outra tendência são os jornais no formato Berliner, populares e que custam menos de 1 real.

Os grandes jornais só vão sobreviver por meio de assinatura digital e assinantes do jornal de papel. Empresas como O Globo e Folha já entenderam o novo modelo de negócios. Só o grupo Estado não entendeu ainda e ainda não oferece assinatura via boleto.
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Re: Jornais

Mensagem por Furtado » 18 Ago 2013, 22:07

O GLOBO lança acervo digital com 88 anos de História
O GLOBO

RIO - Quando chegou às bancas no início da noite de 29 de julho de 1925, O GLOBO trazia a manchete “Voltam-se as vistas para a nossa borracha!” e mais uma penca de assuntos em sua primeira página: a descoberta de arquivos secretos sobre a queda do Império, o “assombroso augmento dos automóveis” e a façanha de três jovens que tentavam atravessar o Canal da Mancha a nado. Sim, os jornais eram, em sua maioria, vespertinos, e empilhavam, na capa, muitas notícias misturadas, uma rara foto ou outra e algumas ilustrações. Bem diferente do moderno jornalismo, que pode ser lido no papel, no computador, no tablet ou no celular. Agora, as páginas do tempo em que arquivo se escrevia com “ch” também estão ao alcance de um clique: o site Acervo O GLOBO permitirá ao internauta navegar pelas edições do jornal desde sua fundação. E consultar tanto as páginas quanto as matérias ou artigos, que foram digitalizados um a um. No total, são mais de 11 milhões de documentos, entre páginas e artigos. E é muito fácil navegar pelo acervo.

— Desde o início do projeto, em 2011, não queríamos apenas entregar a digitalização do acervo, mesmo sabendo que seria um rico material de pesquisa. Fomos além, indexando todo o conteúdo por matérias, trazendo inúmeras alternativas, para que os usuários possam ter uma experiência única, simples e de grande utilidade. Foram mais de 125 profissionais envolvidos. Estamos orgulhosos e felizes. Será um presente para nossos assinantes e uma oportunidade enorme para os que têm interesse em conhecer, através desse conteúdo de alto valor, fatos atuais e históricos do Rio, do Brasil e do mundo — afirma o diretor-geral da Infoglobo, Marcello Moraes.

Consultando o Acervo, será possível saber que ruas malconservadas já preocupavam os cariocas em 1925. Tanto que, em sua estreia, O GLOBO fez mais do que denunciar o recapeamento ineficiente. Simplesmente contratou uma equipe para tapar provisoriamente uma cratera no Engenho Novo, chamada, ironicamente, na manchete, de “S.M. o rei dos Buracos” (S.M. quer dizer Sua Majestade). Esse DNA carioca, que nasceu com o jornal, inspirou uma das seções do Acervo. Em Rio de Histórias, o internauta poderá saborear episódios da vida da cidade da década de 1920 até os dias de hoje. Os fatos foram selecionados por um time de jornalistas e colunistas da casa: Luiz Paulo Horta, George Vidor, João Máximo, José Casado, Zuenir Ventura, Artur Xexéo, Arthur Dapieve, Flavia Oliveira, Ancelmo Gois e Agostinho Vieira. E os curadores foram buscar tanto um Rio idílico — como o Píer de Ipanema, lembrado por Xexéo — quanto dramático. Ancelmo citou a morte de Tim Lopes, e Zuenir, a assinatura do AI-5.

— O Acervo O GLOBO nasce dinâmico e se renovará diariamente como documento vivo da História, tal qual o jornal. Além da busca por fatos, será possível compartilhar frases de personalidades, acessar fotogalerias e saber mais sobre a História do Rio de Janeiro. Queremos, dessa forma, ampliar o acesso da sociedade a esse conteúdo histórico e privilegiar a experiência dos leitores — diz a diretora da Unidade o GLOBO, Sandra Sanches.

Além de Rio de Histórias, o site Acervo O GLOBO tem outras cinco seções: Em Destaque, Charges e Humor, Fatos Históricos, Frases e Fotogalerias. Elas contemplam as mais de 1 milhão e 700 mil páginas e 9,2 milhões de artigos, ao longo dos 88 anos do jornal. Esse material foi digitalizado de agosto de 2011 a abril de 2013. O diretor de Redação do GLOBO, Ascânio Seleme, destaca:

— Estamos oferecendo aos leitores 88 anos de História, contada diariamente com riqueza de detalhes. A partir de hoje, o leitor poderá navegar pelo acervo que O GLOBO construiu em oito décadas de intensa e dedicada cobertura jornalística.

Em Destaque é a seção “viva” do Acervo: ela servirá para conectar os fatos do dia a dia com o material do arquivo do jornal. Com isso, o leitor poderá lembrar que, já nos anos 50, eventos católicos mobilizavam a cidade: o Congresso Eucarístico Internacional, em 1955, reuniu milhares de fiéis na área onde hoje existe o Aterro do Flamengo. Em Charges e Humor, o melhor da produção de chargistas, cartunistas, desenhistas e humoristas que passaram — e ainda passam — pelas páginas do GLOBO. Na estreia do jornal, em 1925, a primeira charge, de Raul Pederneiras, já lamentava o déficit das contas públicas. De lá para cá, craques como Theo (que retratou Getúlio Vargas como ninguém), Otelo, Henfil, Marcelo Monteiro, Lan, Aroeira e Miguel Paiva, entre outros, dão o ar de sua graça em centenas de trabalhos. Chico Caruso mostra o melhor de sua produção, desde sua chegada ao jornal, em 1984.

Fatos Históricos oferece um resumo do que aconteceu no país e no mundo nestes 88 anos, com perspectiva jornalística. Estão lá as guerras; as grandes conquistas tecnológicas; os artistas, filmes, livros e músicas que fizeram sucesso em quase um século de História. Os eventos esportivos e as grandes transformações da economia também aparecem nessa seção. Em Frases, fica um apanhado do que personalidades disseram no GLOBO. São tiradas de escritores como João Ubaldo Ribeiro e Luis Fernando Verissimo — ambos colunistas da casa — pérolas de políticos, pensamentos de intelectuais e artistas. Em Fotogalerias, estão reunidas séries de fotos, que tratam de assuntos variados. O acervo terá acesso gratuito por tempo limitado.

http://oglobo.globo.com/pais/o-globo-la ... ia-9596934
Acesse: http://acervo.oglobo.globo.com/
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Re: Jornais

Mensagem por Antonio Felipe » 31 Ago 2013, 20:52

Histórico editoral de O Globo:
Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro

Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: “A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura”. De fato, trata-se de uma verdade, e, também de fato, de uma verdade dura.

Já há muitos anos, em discussões internas, as Organizações Globo reconhecem que, à luz da História, esse apoio foi um erro.

Há alguns meses, quando o Memória estava sendo estruturado, decidiu-se que ele seria uma excelente oportunidade para tornar pública essa avaliação interna. E um texto com o reconhecimento desse erro foi escrito para ser publicado quando o site ficasse pronto.

Não lamentamos que essa publicação não tenha vindo antes da onda de manifestações, como teria sido possível. Porque as ruas nos deram ainda mais certeza de que a avaliação que se fazia internamente era correta e que o reconhecimento do erro, necessário.

Governos e instituições têm, de alguma forma, que responder ao clamor das ruas.

De nossa parte, é o que fazemos agora, reafirmando nosso incondicional e perene apego aos valores democráticos, ao reproduzir nesta página a íntegra do texto sobre o tema que está no Memória, a partir de hoje no ar:

1964

“Diante de qualquer reportagem ou editorial que lhes desagrade, é frequente que aqueles que se sintam contrariados lembrem que O GLOBO apoiou editorialmente o golpe militar de 1964.

A lembrança é sempre um incômodo para o jornal, mas não há como refutá-la. É História. O GLOBO, de fato, à época, concordou com a intervenção dos militares, ao lado de outros grandes jornais, como “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S. Paulo”, “Jornal do Brasil” e o “Correio da Manhã”, para citar apenas alguns. Fez o mesmo parcela importante da população, um apoio expresso em manifestações e passeatas organizadas em Rio, São Paulo e outras capitais.

Naqueles instantes, justificavam a intervenção dos militares pelo temor de um outro golpe, a ser desfechado pelo presidente João Goulart, com amplo apoio de sindicatos — Jango era criticado por tentar instalar uma “república sindical” — e de alguns segmentos das Forças Armadas.

Na noite de 31 de março de 1964, por sinal, O GLOBO foi invadido por fuzileiros navais comandados pelo Almirante Cândido Aragão, do “dispositivo militar” de Jango, como se dizia na época. O jornal não pôde circular em 1º de abril. Sairia no dia seguinte, 2, quinta-feira, com o editorial impedido de ser impresso pelo almirante, “A decisão da Pátria”. Na primeira página, um novo editorial: “Ressurge a Democracia”.

A divisão ideológica do mundo na Guerra Fria, entre Leste e Oeste, comunistas e capitalistas, se reproduzia, em maior ou menor medida, em cada país. No Brasil, ela era aguçada e aprofundada pela radicalização de João Goulart, iniciada tão logo conseguiu, em janeiro de 1963, por meio de plebiscito, revogar o parlamentarismo, a saída negociada para que ele, vice, pudesse assumir na renúncia do presidente Jânio Quadros. Obteve, então, os poderes plenos do presidencialismo. Transferir parcela substancial do poder do Executivo ao Congresso havia sido condição exigida pelos militares para a posse de Jango, um dos herdeiros do trabalhismo varguista. Naquele tempo, votava-se no vice-presidente separadamente. Daí o resultado de uma combinação ideológica contraditória e fonte permanente de tensões: o presidente da UDN e o vice do PTB. A renúncia de Jânio acendeu o rastilho da crise institucional.

A situação política da época se radicalizou, principalmente quando Jango e os militares mais próximos a ele ameaçavam atropelar Congresso e Justiça para fazer reformas de “base” “na lei ou na marra”. Os quartéis ficaram intoxicados com a luta política, à esquerda e à direita. Veio, então, o movimento dos sargentos, liderado por marinheiros — Cabo Ancelmo à frente —, a hierarquia militar começou a ser quebrada e o oficialato reagiu.

Naquele contexto, o golpe, chamado de “Revolução”, termo adotado pelo GLOBO durante muito tempo, era visto pelo jornal como a única alternativa para manter no Brasil uma democracia. Os militares prometiam uma intervenção passageira, cirúrgica. Na justificativa das Forças Armadas para a sua intervenção, ultrapassado o perigo de um golpe à esquerda, o poder voltaria aos civis. Tanto que, como prometido, foram mantidas, num primeiro momento, as eleições presidenciais de 1966.
O desenrolar da “revolução” é conhecido. Não houve as eleições. Os militares ficaram no poder 21 anos, até saírem em 1985, com a posse de José Sarney, vice do presidente Tancredo Neves, eleito ainda pelo voto indireto, falecido antes de receber a faixa.

No ano em que o movimento dos militares completou duas décadas, em 1984, Roberto Marinho publicou editorial assinado na primeira página. Trata-se de um documento revelador. Nele, ressaltava a atitude de Geisel, em 13 de outubro de 1978, que extinguiu todos os atos institucionais, o principal deles o AI5, restabeleceu o habeas corpus e a independência da magistratura e revogou o Decreto-Lei 477, base das intervenções do regime no meio universitário.

Destacava também os avanços econômicos obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara a sua crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia e, depois, para conter a irrupção da guerrilha urbana. E, ainda, revelava que a relação de apoio editorial ao regime, embora duradoura, não fora todo o tempo tranquila. Nas palavras dele: “Temos permanecido fiéis aos seus objetivos [da revolução], embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir a autoria do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o marechal Costa e Silva, ‘por exigência inelutável do povo brasileiro’. Sem povo, não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento’ ou ‘golpe’, com o qual não estaríamos solidários.”

Não eram palavras vazias. Em todas as encruzilhadas institucionais por que passou o país no período em que esteve à frente do jornal, Roberto Marinho sempre esteve ao lado da legalidade. Cobrou de Getúlio uma constituinte que institucionalizasse a Revolução de 30, foi contra o Estado Novo, apoiou com vigor a Constituição de 1946 e defendeu a posse de Juscelino Kubistchek em 1955, quando esta fora questionada por setores civis e militares.

Durante a ditadura de 1964, sempre se posicionou com firmeza contra a perseguição a jornalistas de esquerda: como é notório, fez questão de abrigar muitos deles na redação do GLOBO. São muitos e conhecidos os depoimentos que dão conta de que ele fazia questão de acompanhar funcionários de O GLOBO chamados a depor: acompanhava-os pessoalmente para evitar que desaparecessem. Instado algumas vezes a dar a lista dos “comunistas” que trabalhavam no jornal, sempre se negou, de maneira desafiadora.

Ficou famosa a sua frase ao general Juracy Magalhães, ministro da Justiça do presidente Castello Branco: “Cuide de seus comunistas, que eu cuido dos meus”. Nos vinte anos durante os quais a ditadura perdurou, O GLOBO, nos períodos agudos de crise, mesmo sem retirar o apoio aos militares, sempre cobrou deles o restabelecimento, no menor prazo possível, da normalidade democrática.

Contextos históricos são necessários na análise do posicionamento de pessoas e instituições, mais ainda em rupturas institucionais. A História não é apenas uma descrição de fatos, que se sucedem uns aos outros. Ela é o mais poderoso instrumento de que o homem dispõe para seguir com segurança rumo ao futuro: aprende-se com os erros cometidos e se enriquece ao reconhecê-los.

Os homens e as instituições que viveram 1964 são, há muito, História, e devem ser entendidos nessa perspectiva. O GLOBO não tem dúvidas de que o apoio a 1964 pareceu aos que dirigiam o jornal e viveram aquele momento a atitude certa, visando ao bem do país.

À luz da História, contudo, não há por que não reconhecer, hoje, explicitamente, que o apoio foi um erro, assim como equivocadas foram outras decisões editoriais do período que decorreram desse desacerto original. A democracia é um valor absoluto. E, quando em risco, ela só pode ser salva por si mesma.”
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