Violência no Futebol
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Re: Violência no Futebol
Sou totalmente contra torcidas organizadas..
Acho um juntamento de vagabundos
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Re: Violência no Futebol


Já não é a primeira vez que a torcida organizada do Fluminense faz isso. Quem não se lembra quando o Romário meteu a porrada em um torcedor que foi lá ofender os jogadores ?




- E.R
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Re: Violência no Futebol
NOTÍCIAS
http://globoesporte.globo.com/

. Integrantes de uma torcida organizada do Coritiba depredaram a sede da 'embaixada' rubro-negra em Curitiba, na noite deste sábado, véspera do jogo entre Coxa e Flamengo, no Couto Pereira, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Após receberem os jogadores do time carioca no Aeroporto Internacional Afonso Pena, flamenguistas que moram na capital paranaense se reuniram em um ponto de encontro localizado no bairro de Cristo Rei e foram surpreendidos por um grupo de cerca de 15 pessoas munidas de pedaços de madeira e tijolos.
Dois torcedores estão feridos - um com pancada no olho e o outro, na nuca. Eles não querem ser identificados, pois temem represálias.

Dono do estabelecimento, chamado de “Casa do Urubu”, João Batista Machado, de 57 anos, explicou o episódio.
- Estávamos fazendo um churrasco para celebrar a presença do Flamengo na cidade, conversando, com uma bandeira pendurada, e, de repente, entraram uns 15 caras da torcida do Coritiba. Copos e garrafas começaram a voar para todo lado. Até tijolo jogaram. Quebraram a lanchonete e apavoraram mesmo. Acertaram os rapazes. Foi uma coisa feia. Estou chocado. A gente fica até sem saber o que fazer.
Segundo o proprietário do local, não é a primeira vez que esse tipo de agressão acontece, e há possibilidade de os flamenguistas do Paraná abrirem mão de sua sede.
- Da outra vez que o Flamengo veio jogar com o Coxa foi a mesma coisa. Jogaram bombas, foguetes e um monte de coisas. Fizemos a ocorrência, mas não deu em nada. Eles sempre avisam que não vão deixar a torcida do Fla se criar em Curitiba. Só a torcida do Coxa faz isso. Estou pensando seriamente em abrir mão do local. Não aguento mais.
O que eu sempre falo... 
. Integrantes de uma torcida organizada do Coritiba depredaram a sede da 'embaixada' rubro-negra em Curitiba, na noite deste sábado, véspera do jogo entre Coxa e Flamengo, no Couto Pereira, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. Após receberem os jogadores do time carioca no Aeroporto Internacional Afonso Pena, flamenguistas que moram na capital paranaense se reuniram em um ponto de encontro localizado no bairro de Cristo Rei e foram surpreendidos por um grupo de cerca de 15 pessoas munidas de pedaços de madeira e tijolos.
Dois torcedores estão feridos - um com pancada no olho e o outro, na nuca. Eles não querem ser identificados, pois temem represálias.

Dono do estabelecimento, chamado de “Casa do Urubu”, João Batista Machado, de 57 anos, explicou o episódio.
- Estávamos fazendo um churrasco para celebrar a presença do Flamengo na cidade, conversando, com uma bandeira pendurada, e, de repente, entraram uns 15 caras da torcida do Coritiba. Copos e garrafas começaram a voar para todo lado. Até tijolo jogaram. Quebraram a lanchonete e apavoraram mesmo. Acertaram os rapazes. Foi uma coisa feia. Estou chocado. A gente fica até sem saber o que fazer.
Segundo o proprietário do local, não é a primeira vez que esse tipo de agressão acontece, e há possibilidade de os flamenguistas do Paraná abrirem mão de sua sede.
- Da outra vez que o Flamengo veio jogar com o Coxa foi a mesma coisa. Jogaram bombas, foguetes e um monte de coisas. Fizemos a ocorrência, mas não deu em nada. Eles sempre avisam que não vão deixar a torcida do Fla se criar em Curitiba. Só a torcida do Coxa faz isso. Estou pensando seriamente em abrir mão do local. Não aguento mais.



- FooCH
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Re: Violência no Futebol
mas agora foi a torcida do Coritiba...
vc sempre critica a do Atlético-PR...
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- Jader
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Re: Violência no Futebol
Uma pena, e olha que Curitiba tem uns dos melhores índices de qualidade de vida do país, é lamentável que vandalos como esses estejam agindo livremente por aí 


- E.R
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Re: Violência no Futebol
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http://globoesporte.globo.com/Esportes/ ... 65,00.html
. A delegação do Flamengo teve uma surpresa desagradável na chegada ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Uma das malas com material esportivo foi arrombada no trajeto de Curitiba. Ainda não se sabe em qual aeroporto ocorreu o incidente. Os funcionários contaram um agasalho e três shorts desaparecidos.
. A delegação do Flamengo teve uma surpresa desagradável na chegada ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Uma das malas com material esportivo foi arrombada no trajeto de Curitiba. Ainda não se sabe em qual aeroporto ocorreu o incidente. Os funcionários contaram um agasalho e três shorts desaparecidos.



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Re: Violência no Futebol
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. Um dos ônibus com torcedores do Grêmio foi apedrejado por cruzeirenses na chegada ao Mineirão. Pedras romperam dois vidros. Os estilhaços feriram levemente dois torcedores - um no braço, outro na perna. Ambos seguiram normalmente para o interior do estádio, sem necessidade de cuidados médicos. Os gaúchos reclamam que a escolta da polícia local não é suficiente para garantir a segurança dos visitantes no trajeto até o estádio. Cerca de 3 mil gremistas devem estar no Mineirão para o jogão das 21:50.
Essas torcidas organizadas do Cruzeiro são nojentas ! No ano passado, no Maracanã, tiveram um comportamento execrável. 
. Um dos ônibus com torcedores do Grêmio foi apedrejado por cruzeirenses na chegada ao Mineirão. Pedras romperam dois vidros. Os estilhaços feriram levemente dois torcedores - um no braço, outro na perna. Ambos seguiram normalmente para o interior do estádio, sem necessidade de cuidados médicos. Os gaúchos reclamam que a escolta da polícia local não é suficiente para garantir a segurança dos visitantes no trajeto até o estádio. Cerca de 3 mil gremistas devem estar no Mineirão para o jogão das 21:50.
Vai Grêmio ! Vai Tricolor !



- Antonio Felipe
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Re: Violência no Futebol
Por isso que em Minas eu apóio o Atlético-MG. Esses cruzeirenses são nojentos, até mataram um atleticano esse ano.
Administrador desde 2010, no meio CH desde 2003.
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Re: Violência no Futebol
como se tb não houvesse torcedores violentos do Atlético...Antonio Felipe escreveu:Por isso que em Minas eu apóio o Atlético-MG. Esses cruzeirenses são nojentos, até mataram um atleticano esse ano.
- Jader
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Re: Violência no Futebol
Os torcedores de Minas Gerais e Paraná conseguem ser mais violentos que cariocas e paulistas 


- Chápulo
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Violência no futebol: Barras bravas
Há algumas semanas, um torcedor do time El Nacional (Quito) foi assessinado à punhaladas por torcedores de Liga de Quito.
Reportagem do diário El Universo:
O que vocês acham das barras bravas e torcedores ultra-fanáticos de um time que chegam à assessinar torcedores de outros times?
Reportagem do diário El Universo:
Usuario del Fórum Chaves desde el 31 de enero de 2009
- Jader
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Re: Violência no futebol: Barras bravas
São todos covardes e vagabundos, os caras não tem o que fazer e sai de casa querendo arrumar confusão, e claro, só em bandoChápulo escreveu:O que vocês acham das barras bravas e torcedores ultra-fanáticos de um time que chegam à assessinar torcedores de outros times?


- E.R
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Re: Violência no Futebol
NOTÍCIAS
CARTA CAPITAL

. Marginais. É assim que muita gente enxerga quem participa de torcidas organizadas de futebol, especialmente se no jogo houve alguma briga, tumulto ou morte. É mais fácil imaginar que sejam vândalos, bárbaros, do que se confrontar com uma realidade que pode surpreender : talvez sejam gente comum. É o que constata em trabalho inédito a pesquisadora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Heloisa Reis. “Os resultados põem por terra a generalização de que torcedores organizados são vadios.”
Para chegar a essa conclusão, a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol fez um perfil minucioso do torcedor organizado. O trabalho, a que CartaCapital teve acesso, será concluído em setembro e pesquisou 813 filiados da maior torcida organizada de cada um dos três principais times da capital paulista (Corinthians, São Paulo e Palmeiras). Além de informar as características sociais, eles opinaram sobre as causas da violência dentro e fora dos estádios. Interessada nesse tema, Heloisa pesquisou apenas o gênero e a faixa etária dos principais algozes e vítimas de atos violentos - homens entre 15 e 25 anos.
Em vez de pobres marginalizados, encontrou rapazes instruídos, de famílias estruturadas. “Os torcedores organizados têm bom nível educacional, moram com os pais e, além disso, têm noção da própria responsabilidade nos acontecimentos violentos”, expõe Heloisa. O próximo passo será pesquisar todo o país. Conhecer a fundo o torcedor é, segundo a pesquisadora, indispensável para enfrentar a violência de forma eficaz. “Na Europa, as mudanças partiram desse diagnóstico.”
Para o ministro do Esporte, Orlando Silva, os resultados reforçam a convicção de que não faz sentido marginalizar o torcedor organizado. “São grupos legítimos com quem o Estado precisa dialogar cada vez mais”, disse à CartaCapital. O ministério financiou o estudo.
Apesar de cores e hinos diferentes, a condição social e as opiniões de palmeirenses, são-paulinos e corintianos são muito parecidas. “As informações se repetem independentemente do time”, diz Heloisa. E morre outro clichê : o de que existem torcidas da elite e outras mais carentes.
O torcedor organizado é solteiro (94%) e católico (62%). Vai ao estádio sempre (40%) ou muito frequentemente (45%) - mesmo que a partida seja televisionada. Neste caso, o faz pela emoção do estádio (52%), por amor ao time (30%) e para torcer em grupo (12%). A maioria trabalha (61%) ou estuda (27%), onde 9% não informou a ocupação e 3% está desempregada, menor que a taxa brasileira, de 8,1%.
No entender desse torcedor, há dois principais motivos para a violência. Em primeiro, fatores ligados ao adversário (rivalidade, fanatismo e provocações), com 31,5% das respostas. Em seguida, com 30%, fatores ligados à própria torcida (falta de educação, vir para brigar, estupidez).
Outros 19,5% dos entrevistados creditam a violência a fatores externos (polícia violenta, mídia, desempenho do time, diretoria dos clubes, falta de estrutura e impunidade). Apenas 6% consideram que o consumo de drogas e álcool leva à violência, enquanto 5% a consideram um reflexo da sociedade, dissociado do futebol.
Heloisa vasculhou em detalhes a contribuição dos jornais, rádios e televisão para o problema. Para 47% dos entrevistados, a mídia estimula a violência ao explorá-la (incentivam a rivalidade, provocam torcedores,- buscam ibope). Para 17%, a mídia contribui ao estigmatizar as torcidas (mostra só o lado ruim, chama de vândalos). Uma proporção parecida, 18%, discorda : considera que a mídia incentiva a paz e mostra a realidade. E 14% criticam a manipulação da informação pela imprensa.
Recentemente, o Brasil foi apontado como líder do ranking de mortes ligadas ao futebol pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj e da Universidade Salgado Oliveira. Ele contabilizou 42 óbitos de torcedores em conflitos dentro ou próximo a estádios de futebol nos últimos dez anos. Em pesquisa semelhante, Heloisa Reis contabilizou 35 vítimas de homicídio no mesmo período.
Os números não batem por diferenças na metodologia e na data exata da contagem. Mas, ao contrário do colega, Heloisa discorda que o Brasil lidere um ranking. “Afirmar isso é temerário e perigoso. Não há levantamentos mundiais confiáveis e, além disso, uma divulgação desse porte pode maximizar um problema já grave e atrair jovens violentos para o futebol”, alerta. Ela diz que a mídia inglesa, ao difundir o vandalismo nos estádios nos anos 1980, só fez aumentar a violência. A tese faz sentido. Tanto que, hoje, na Europa, nem mesmo invasões de campo são mostradas na tevê. Sem repercussão, tendem a diminuir.
Para Murad, mais importante do que constatar a violência é como a sociedade reagirá a ela. E considera exemplar o caso da Argentina. “Basicamente, nos últimos três anos, eles apertaram a legislação, punindo não apenas torcedores como dirigentes (de clube e de torcidas) que incitassem a violência, fizeram campanhas educativas na mídia e controlaram o consumo de álcool.”
Essas medidas são inspiradas no que funcionou na Europa (Itália e Inglaterra) para diminuir o problema.
A elas deveriam se somar, segundo Heloisa, a melhora na venda de ingressos, ampla divulgação do Estatuto do Torcedor, a atuação do Procon e do MP, um código de ética para a mídia divulgar violência, a mudança do horário das partidas para no máximo 19h30, a criação de comissões estaduais e a retomada da Comissão Nacional de Prevenção da Violência (criada em 2004 e estagnada), além de uma polícia especializada em eventos esportivos. “Isso deveria ser feito antes de 2014, mas não acho que ocorrerá”, hesita a professora.
O ministro Orlando Silva se diz ciente da “gravíssima” situação da violência no futebol. Menciona a padronização das normas técnicas dos estádios como um avanço (deve vigorar no Campeonato Brasileiro de 2010) e diz que o Ministério da Justiça começou a treinar policiais militares especialmente para lidar com torcedores. É pouco, tardio, mas um começo.

. Marginais. É assim que muita gente enxerga quem participa de torcidas organizadas de futebol, especialmente se no jogo houve alguma briga, tumulto ou morte. É mais fácil imaginar que sejam vândalos, bárbaros, do que se confrontar com uma realidade que pode surpreender : talvez sejam gente comum. É o que constata em trabalho inédito a pesquisadora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Heloisa Reis. “Os resultados põem por terra a generalização de que torcedores organizados são vadios.”
Para chegar a essa conclusão, a coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisas de Futebol fez um perfil minucioso do torcedor organizado. O trabalho, a que CartaCapital teve acesso, será concluído em setembro e pesquisou 813 filiados da maior torcida organizada de cada um dos três principais times da capital paulista (Corinthians, São Paulo e Palmeiras). Além de informar as características sociais, eles opinaram sobre as causas da violência dentro e fora dos estádios. Interessada nesse tema, Heloisa pesquisou apenas o gênero e a faixa etária dos principais algozes e vítimas de atos violentos - homens entre 15 e 25 anos.
Em vez de pobres marginalizados, encontrou rapazes instruídos, de famílias estruturadas. “Os torcedores organizados têm bom nível educacional, moram com os pais e, além disso, têm noção da própria responsabilidade nos acontecimentos violentos”, expõe Heloisa. O próximo passo será pesquisar todo o país. Conhecer a fundo o torcedor é, segundo a pesquisadora, indispensável para enfrentar a violência de forma eficaz. “Na Europa, as mudanças partiram desse diagnóstico.”
Para o ministro do Esporte, Orlando Silva, os resultados reforçam a convicção de que não faz sentido marginalizar o torcedor organizado. “São grupos legítimos com quem o Estado precisa dialogar cada vez mais”, disse à CartaCapital. O ministério financiou o estudo.
Apesar de cores e hinos diferentes, a condição social e as opiniões de palmeirenses, são-paulinos e corintianos são muito parecidas. “As informações se repetem independentemente do time”, diz Heloisa. E morre outro clichê : o de que existem torcidas da elite e outras mais carentes.
O torcedor organizado é solteiro (94%) e católico (62%). Vai ao estádio sempre (40%) ou muito frequentemente (45%) - mesmo que a partida seja televisionada. Neste caso, o faz pela emoção do estádio (52%), por amor ao time (30%) e para torcer em grupo (12%). A maioria trabalha (61%) ou estuda (27%), onde 9% não informou a ocupação e 3% está desempregada, menor que a taxa brasileira, de 8,1%.
No entender desse torcedor, há dois principais motivos para a violência. Em primeiro, fatores ligados ao adversário (rivalidade, fanatismo e provocações), com 31,5% das respostas. Em seguida, com 30%, fatores ligados à própria torcida (falta de educação, vir para brigar, estupidez).
Outros 19,5% dos entrevistados creditam a violência a fatores externos (polícia violenta, mídia, desempenho do time, diretoria dos clubes, falta de estrutura e impunidade). Apenas 6% consideram que o consumo de drogas e álcool leva à violência, enquanto 5% a consideram um reflexo da sociedade, dissociado do futebol.
Heloisa vasculhou em detalhes a contribuição dos jornais, rádios e televisão para o problema. Para 47% dos entrevistados, a mídia estimula a violência ao explorá-la (incentivam a rivalidade, provocam torcedores,- buscam ibope). Para 17%, a mídia contribui ao estigmatizar as torcidas (mostra só o lado ruim, chama de vândalos). Uma proporção parecida, 18%, discorda : considera que a mídia incentiva a paz e mostra a realidade. E 14% criticam a manipulação da informação pela imprensa.
Recentemente, o Brasil foi apontado como líder do ranking de mortes ligadas ao futebol pelo sociólogo Mauricio Murad, da Uerj e da Universidade Salgado Oliveira. Ele contabilizou 42 óbitos de torcedores em conflitos dentro ou próximo a estádios de futebol nos últimos dez anos. Em pesquisa semelhante, Heloisa Reis contabilizou 35 vítimas de homicídio no mesmo período.
Os números não batem por diferenças na metodologia e na data exata da contagem. Mas, ao contrário do colega, Heloisa discorda que o Brasil lidere um ranking. “Afirmar isso é temerário e perigoso. Não há levantamentos mundiais confiáveis e, além disso, uma divulgação desse porte pode maximizar um problema já grave e atrair jovens violentos para o futebol”, alerta. Ela diz que a mídia inglesa, ao difundir o vandalismo nos estádios nos anos 1980, só fez aumentar a violência. A tese faz sentido. Tanto que, hoje, na Europa, nem mesmo invasões de campo são mostradas na tevê. Sem repercussão, tendem a diminuir.
Para Murad, mais importante do que constatar a violência é como a sociedade reagirá a ela. E considera exemplar o caso da Argentina. “Basicamente, nos últimos três anos, eles apertaram a legislação, punindo não apenas torcedores como dirigentes (de clube e de torcidas) que incitassem a violência, fizeram campanhas educativas na mídia e controlaram o consumo de álcool.”
Essas medidas são inspiradas no que funcionou na Europa (Itália e Inglaterra) para diminuir o problema.
A elas deveriam se somar, segundo Heloisa, a melhora na venda de ingressos, ampla divulgação do Estatuto do Torcedor, a atuação do Procon e do MP, um código de ética para a mídia divulgar violência, a mudança do horário das partidas para no máximo 19h30, a criação de comissões estaduais e a retomada da Comissão Nacional de Prevenção da Violência (criada em 2004 e estagnada), além de uma polícia especializada em eventos esportivos. “Isso deveria ser feito antes de 2014, mas não acho que ocorrerá”, hesita a professora.
O ministro Orlando Silva se diz ciente da “gravíssima” situação da violência no futebol. Menciona a padronização das normas técnicas dos estádios como um avanço (deve vigorar no Campeonato Brasileiro de 2010) e diz que o Ministério da Justiça começou a treinar policiais militares especialmente para lidar com torcedores. É pouco, tardio, mas um começo.



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Re: Violência no Futebol
. A chegada da seleção da Argélia à cidade do Cairo, para disputar a partida contra o Egito, pela última rodada das Eliminatórias da África para a Copa de 2010, já teve mostras do ambiente adverso que a equipe enfrentará. O ônibus que levava a equipe foi apedrejado por torcedores egípcios
, nesta quinta. De acordo com uma rádio egípcia, cerca de 200 pessoas participaram do incidente, ocorrido no hotel em que a delegação argelina se hospedará.
Segundo Hachemi Djiar, ministro do Esporte, três jogadores argelinos foram feridos, e chegaram a ser hospitalizados, mas sem perigo de morte. Os atingidos foram o atacante Rafik Saifi, com ferimentos na mão, o defensor Rafik Halliche e o meio-campista Khaled Lemmouchia, ambos atingidos na cabeça. Saifi filmou o incidente, que pode ser visto logo abaixo.
Em declarações a uma rádio, Hachemi Djiar criticou: "Foi um incidente lamentável. O ônibus foi atacado por um grupo de jovens que atirava pedras." O ministro ainda afirmou que comissários da Fifa já foram informados do incidente, e se encontrarão para definir a melhor medida a ser tomada.
Segundo Hachemi Djiar, ministro do Esporte, três jogadores argelinos foram feridos, e chegaram a ser hospitalizados, mas sem perigo de morte. Os atingidos foram o atacante Rafik Saifi, com ferimentos na mão, o defensor Rafik Halliche e o meio-campista Khaled Lemmouchia, ambos atingidos na cabeça. Saifi filmou o incidente, que pode ser visto logo abaixo.
Em declarações a uma rádio, Hachemi Djiar criticou: "Foi um incidente lamentável. O ônibus foi atacado por um grupo de jovens que atirava pedras." O ministro ainda afirmou que comissários da Fifa já foram informados do incidente, e se encontrarão para definir a melhor medida a ser tomada.









