[2]Rafinha escreveu:Não me surpreendi nem um pouco com a notícia.
Educação
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Re: Educação
Criadora do 'Diário de Classe' é ameaçada de morte pelo Facebook

A estudante Isadora Faber, criadora do Diário de Classe, página que fez no Facebook para cobrar melhorias em seu colégio, foi ameaçada de morte neste sábado. Segundo a jovem, que tem 13 anos e mora em Florianópolis (SC), a mensagem a assustou, principalmente pela onda de violência que invadiu o Estado nas últimas semanas.
"O que estou fazendo para ser ameaçada de morte? Por que quem apoia também é ameaçado? Se isso é brincadeira, é de muito mau gosto. Com essa onda de terror que Florianópolis vive atualmente, é bem assustador. Por que é tão difícil exercer a cidadania?", questionou ela em sua página na rede social.
Na ameaça, o perfil de uma mulher avisa que vai matar não só a dona da página, mas também um amigo dela que a apoia e os pais dos dois. A página da pessoa que ameaçou Isadora não tinha nenhuma publicação e foi criada há 12 dias. Minutos após o comentário da menina, o perfil foi excluido na rede social. Veja a mensagem de ameaça na íntegra:
"Pode indo apagar essa merda de fã clube Isadora Faber porque ela é uma relaxada, porca, ridícula e ela já 'tá' com os dias contado (sic). De você Lucas Alves e outros que cuidam dessa merda 'não deletarem' essa página eu vou mandar matar vocês. Eu sei 'onde' a Isadora Faber e você Lucas Alves moram. Eu já tenho tudo combinado para 'ferar' com vocês seus pirralhos de uma merda.
Vou meter bala bem na testa de suas mães e dos seus pais. Tu e a Isadora são uns ‘FDPs ‘e eu vou pegar vocês na saída da escola. Deleta esse fã clube se não quiser sofrer as consequência. Blz. Se liga, fica bem de olhos abertos quando for sair de casa e da escola"
Após a ameaça, Isadora lembrou que em 2012 a família dela já foi vítima de pessoas que criticam a postura do Diário de Classe. "Ano passado minha casa foi apedrejada e minha vó acabou ferida. Agora isso? Quem faz ameaças assim, só pode ser um covarde acomodado que se contenta com as migalhas que são dadas. Deve achar normal a corrupção, os atentados, a violência", rebateu a menina.
Segundo a própria Isadora, o caso já foi encaminhado para a polícia. Tudo isso acontece no último final de semana de férias da jovem, que volta às aulas nesta segunda-feira, para cursar a oitava série.
http://noticias.terra.com.br/educacao/c ... l#tarticle
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Re: Educação
Só de ver a ortografia da pessoa, percebe que não tem nem cabeça para interpretar suas palavras
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Re: Educação
Me pergunto o que exatamente um cidadão ganha se posicionando contra um movimento em prol dos direitos garantidos pela lei.
Não sou muito de criar idéia conspiracionista, mas, se tiver dedo do governo nessas ameaças... ia ser mto engraçado e faria completo sentido.
Não sou muito de criar idéia conspiracionista, mas, se tiver dedo do governo nessas ameaças... ia ser mto engraçado e faria completo sentido.
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Re: Educação
É uma mulher , Bruna Meneises Silva : Certamente é fake , mas a polícia devia fazer uma visita na casa dela/dele , pois ameaça é crime !
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Re: Educação
Como é sinistra a história toda dessa aluna, desde antes da página no Facebook! As notícias sobre ela só pioram.
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Re: Educação
Nossa...
deve ser uma pervertida que se acha a " Assustadora ". Um cara uma vez fez isto comigo, eles analisam seu perfil, para depois fazer ameaças com provas concretas... mas nunca vi algo parecido com isto.
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Re: Educação
Por isso que defendo o ensino de economia básica no Ensino Médio :
http://exame.abril.com.br/revista-exame ... do-perdido
Os brasileiros não conhecem os princípios básicos do investimento financeiro.
Uma pesquisa encomendada pela BM&F Bovespa — a primeira do gênero já feita no país — mostra um quadro desolador. Feita pelo Instituto de Pesquisas Rosenfield, a pesquisa traz as respostas de 2 000 pessoas ouvidas em 100 cidades no fim do ano passado.Os resultados mostram um universo de gente que ignora mesmo os princípios financeiros mais elementares. Eis um exemplo gritante : para 27% dos entrevistados, a caderneta de poupança, cujo retorno é praticamente o mesmo mês após mês, é o investimento mais arriscado do mercado.
Mais até do que a bolsa !
Ao mesmo tempo, e paradoxalmente, é também a aplicação preferida : 44% disseram ter dinheiro na caderneta — enquanto apenas 4% afirmaram ter recursos na renda fixa e 1% na bolsa. Mas o quadro ganha, ainda, traços surrealistas. Segundo a pesquisa, pode-se dizer que o brasileiro não gosta de arriscar. Mas por que, então, gostam tanto da poupança (tida, erroneamente, como arriscada) ?
Provavelmente, porque é a aplicação mais conhecida : 97% declararam conhecer a caderneta, mas menos de 10% sabem o que é um fundo DI. “Muitas pessoas querem simplificar algo que é complexo, que é escolher aplicações adequadas a seu perfil. Acabam indo nas mais populares, simplesmente porque já ouviram falar”, diz a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, uma das principais estudiosas brasileiras do comportamento dos investidores.
Tamanha ignorância em economia e finanças custa muito caro aos brasileiros. É a explicação mais provável para o fato de a poupança ter batido seu recorde de captação em 2012 — apesar de seu rendimento ter sido o menor em 46 anos. A rentabilidade da “nova” poupança (que tem seu desempenho atrelado ao da taxa básica de juro, a Selic) tem sido inferior à taxa de inflação. Num ambiente de queda dos juros, em vez de reavaliar suas aplicações e direcionar uma parcela de seus recursos para alternativas mais rentáveis do que a renda fixa, para não correr o risco de ver seu patrimônio diminuir em termos reais, a maioria dos investidores está fazendo o exato oposto. É de assustar.
Outros dados inéditos da pesquisa a que EXAME teve acesso mostram que só 17% dos entrevistados entendem o básico sobre o funcionamento de um fundo de investimento — ou seja, sabem que podem aplicar em diferentes ativos, como ações e títulos públicos. As vantagens da diversificação também são desconhecidas da maioria: apenas 24% disseram que aplicar num fundo de ações, que investe em várias empresas, é menos arriscado do que comprar os papéis de uma única companhia.
Os brasileiros só começaram a ter acesso a investimentos um pouco mais sofisticados depois da estabilização da economia. Os fundos multimercados, que existem há 60 anos nos Estados Unidos, foram criados em 1994 aqui. Os títulos públicos só ficaram acessíveis aos investidores individuais há dez anos. Nas décadas de inflação alta, tudo que evitasse que o dinheiro ficasse parado era considerado um investimento: até comprar um carro podia ser um jeito inteligente de “aplicar”. E havia uma preferência por ativos reais, como imóveis, vistos como mais seguros do que qualquer coisa no mercado financeiro.
Para alguns especialistas, o confisco da poupança, no início do governo Collor, em 1990, pode explicar o fato de a caderneta ser considerada arriscada por muitos brasileiros. Depois do Plano Real, os juros altíssimos permitiram que se ganhasse bem mais do que a inflação investindo apenas em fundos conservadores de renda fixa. Ou seja, mesmo com toda ignorância do mundo, era possível ganhar um bom dinheiro.
Mas hoje o cenário é outro — e boa parte da população ainda não se deu conta disso. Os juros caíram quase pela metade em um ano, mas um quarto dos entrevistados pelo Instituto Rosenfield disse que as taxas estão iguais ou maiores hoje do que no passado; 56% não têm a mais vaga ideia do que está acontecendo.
A falta de informação acaba criando um paradoxo. A memória de crises e confiscos faz com que os brasileiros prefiram ser conservadores, mas, por não entender como funciona o mercado, muitos podem ser enganados. “O desconhecimento facilita a aplicação de golpes financeiros e também práticas danosas aos investidores”, diz José Alexandre Vasco, superintendente da Comissão de Valores Mobiliários, órgão regulador do mercado de capitais.
Nos últimos 12 meses, a autarquia suspendeu as atividades de 14 empresas com atuação irregular — elas não eram autorizadas a intermediar ou oferecer produtos financeiros. Eram instituições pequenas, mas atendiam centenas de pessoas. Em janeiro, a CVM multou o banco Santander em 500 000 reais por manter um fundo DI com taxa de administração considerada lesiva, de 6,5% ao ano. “Em geral, o investidor aprende com quem está vendendo, e isso é um perigo”, diz Robert Stammers, diretor do CFA Institute, órgão que certifica profissionais de investimento no mundo.
Caso célebre no Brasil foi a “bolha do boi gordo” nos anos 90. Milhares de investidores foram vítimas de um golpe ao aplicar nas Fazendas Reunidas Boi Gordo, uma espécie de cooperativa financeira que prometia aos investidores retorno de 42% em 18 meses comprando e vendendo bois. No papel, estava tudo certo: havia títulos que representavam os bois e a empresa estava registrada na CVM. Fazendo propaganda no intervalo da novela O Rei do Gado, da Rede Globo, a Boi Gordo conseguiu reunir 32 000 investidores. Mas, em 2001, a empresa quebrou.
A CVM descobriu, então, que o investimento era uma pirâmide financeira que só se sustentava enquanto mais gente estivesse disposta a colocar dinheiro ali. Nas fazendas, não havia nem metade dos bois prometidos. A falência ainda corre na Justiça e, até agora, os investidores não receberam nada de volta — a expectativa da autointitulada Associação dos Lesados pela Fazendas Reunidas Boi Gordo é que haja algum pagamento neste ano.
Timidamente, o governo começa a se preocupar com esse cenário. Lançou em 2010 um programa piloto de educação financeira em escolas públicas que, por enquanto, atende apenas 26 000 crianças e adolescentes, mas já foi elogiado pelo Banco Mundial. Segundo o órgão, trata-se do “maior e mais bem-sucedido programa de educação financeira do mundo”.
Os resultados foram avaliados pela instituição no fim do ano passado, e o grupo de alunos que teve aulas com conteúdo de educação financeira por um ano e meio aumentou a intenção de poupar e passou a participar do orçamento familiar em maior grau. “Quando é uma iniciativa localizada, a educação financeira muda o rumo dos alunos. Mas, em escala, muda o rumo de um país”, diz Arianna Legovini, chefe da área de avaliações de iniciativas de desenvolvimento do Banco Mundial.
Deveria ter uma matéria nas escolas : Princípios básicos de economia e de finanças (o estudo em álgebra deveria ser menos abrangente), os vestibulares tinham que mudar ! Cobrar mais conhecimento em economia e finanças e menos conhecimento em álgebra (claro que a álgebra é importante, mas também é importante termos uma população que saiba investir melhor o seu dinheiro e que entenda mais de economia).Os brasileiros não conhecem os princípios básicos do investimento financeiro.
Uma pesquisa encomendada pela BM&F Bovespa — a primeira do gênero já feita no país — mostra um quadro desolador. Feita pelo Instituto de Pesquisas Rosenfield, a pesquisa traz as respostas de 2 000 pessoas ouvidas em 100 cidades no fim do ano passado.Os resultados mostram um universo de gente que ignora mesmo os princípios financeiros mais elementares. Eis um exemplo gritante : para 27% dos entrevistados, a caderneta de poupança, cujo retorno é praticamente o mesmo mês após mês, é o investimento mais arriscado do mercado.
Ao mesmo tempo, e paradoxalmente, é também a aplicação preferida : 44% disseram ter dinheiro na caderneta — enquanto apenas 4% afirmaram ter recursos na renda fixa e 1% na bolsa. Mas o quadro ganha, ainda, traços surrealistas. Segundo a pesquisa, pode-se dizer que o brasileiro não gosta de arriscar. Mas por que, então, gostam tanto da poupança (tida, erroneamente, como arriscada) ?
Provavelmente, porque é a aplicação mais conhecida : 97% declararam conhecer a caderneta, mas menos de 10% sabem o que é um fundo DI. “Muitas pessoas querem simplificar algo que é complexo, que é escolher aplicações adequadas a seu perfil. Acabam indo nas mais populares, simplesmente porque já ouviram falar”, diz a psicóloga Vera Rita de Mello Ferreira, uma das principais estudiosas brasileiras do comportamento dos investidores.
Tamanha ignorância em economia e finanças custa muito caro aos brasileiros. É a explicação mais provável para o fato de a poupança ter batido seu recorde de captação em 2012 — apesar de seu rendimento ter sido o menor em 46 anos. A rentabilidade da “nova” poupança (que tem seu desempenho atrelado ao da taxa básica de juro, a Selic) tem sido inferior à taxa de inflação. Num ambiente de queda dos juros, em vez de reavaliar suas aplicações e direcionar uma parcela de seus recursos para alternativas mais rentáveis do que a renda fixa, para não correr o risco de ver seu patrimônio diminuir em termos reais, a maioria dos investidores está fazendo o exato oposto. É de assustar.
Outros dados inéditos da pesquisa a que EXAME teve acesso mostram que só 17% dos entrevistados entendem o básico sobre o funcionamento de um fundo de investimento — ou seja, sabem que podem aplicar em diferentes ativos, como ações e títulos públicos. As vantagens da diversificação também são desconhecidas da maioria: apenas 24% disseram que aplicar num fundo de ações, que investe em várias empresas, é menos arriscado do que comprar os papéis de uma única companhia.
Os brasileiros só começaram a ter acesso a investimentos um pouco mais sofisticados depois da estabilização da economia. Os fundos multimercados, que existem há 60 anos nos Estados Unidos, foram criados em 1994 aqui. Os títulos públicos só ficaram acessíveis aos investidores individuais há dez anos. Nas décadas de inflação alta, tudo que evitasse que o dinheiro ficasse parado era considerado um investimento: até comprar um carro podia ser um jeito inteligente de “aplicar”. E havia uma preferência por ativos reais, como imóveis, vistos como mais seguros do que qualquer coisa no mercado financeiro.
Para alguns especialistas, o confisco da poupança, no início do governo Collor, em 1990, pode explicar o fato de a caderneta ser considerada arriscada por muitos brasileiros. Depois do Plano Real, os juros altíssimos permitiram que se ganhasse bem mais do que a inflação investindo apenas em fundos conservadores de renda fixa. Ou seja, mesmo com toda ignorância do mundo, era possível ganhar um bom dinheiro.
Mas hoje o cenário é outro — e boa parte da população ainda não se deu conta disso. Os juros caíram quase pela metade em um ano, mas um quarto dos entrevistados pelo Instituto Rosenfield disse que as taxas estão iguais ou maiores hoje do que no passado; 56% não têm a mais vaga ideia do que está acontecendo.
A falta de informação acaba criando um paradoxo. A memória de crises e confiscos faz com que os brasileiros prefiram ser conservadores, mas, por não entender como funciona o mercado, muitos podem ser enganados. “O desconhecimento facilita a aplicação de golpes financeiros e também práticas danosas aos investidores”, diz José Alexandre Vasco, superintendente da Comissão de Valores Mobiliários, órgão regulador do mercado de capitais.
Nos últimos 12 meses, a autarquia suspendeu as atividades de 14 empresas com atuação irregular — elas não eram autorizadas a intermediar ou oferecer produtos financeiros. Eram instituições pequenas, mas atendiam centenas de pessoas. Em janeiro, a CVM multou o banco Santander em 500 000 reais por manter um fundo DI com taxa de administração considerada lesiva, de 6,5% ao ano. “Em geral, o investidor aprende com quem está vendendo, e isso é um perigo”, diz Robert Stammers, diretor do CFA Institute, órgão que certifica profissionais de investimento no mundo.
Caso célebre no Brasil foi a “bolha do boi gordo” nos anos 90. Milhares de investidores foram vítimas de um golpe ao aplicar nas Fazendas Reunidas Boi Gordo, uma espécie de cooperativa financeira que prometia aos investidores retorno de 42% em 18 meses comprando e vendendo bois. No papel, estava tudo certo: havia títulos que representavam os bois e a empresa estava registrada na CVM. Fazendo propaganda no intervalo da novela O Rei do Gado, da Rede Globo, a Boi Gordo conseguiu reunir 32 000 investidores. Mas, em 2001, a empresa quebrou.
A CVM descobriu, então, que o investimento era uma pirâmide financeira que só se sustentava enquanto mais gente estivesse disposta a colocar dinheiro ali. Nas fazendas, não havia nem metade dos bois prometidos. A falência ainda corre na Justiça e, até agora, os investidores não receberam nada de volta — a expectativa da autointitulada Associação dos Lesados pela Fazendas Reunidas Boi Gordo é que haja algum pagamento neste ano.
Timidamente, o governo começa a se preocupar com esse cenário. Lançou em 2010 um programa piloto de educação financeira em escolas públicas que, por enquanto, atende apenas 26 000 crianças e adolescentes, mas já foi elogiado pelo Banco Mundial. Segundo o órgão, trata-se do “maior e mais bem-sucedido programa de educação financeira do mundo”.
Os resultados foram avaliados pela instituição no fim do ano passado, e o grupo de alunos que teve aulas com conteúdo de educação financeira por um ano e meio aumentou a intenção de poupar e passou a participar do orçamento familiar em maior grau. “Quando é uma iniciativa localizada, a educação financeira muda o rumo dos alunos. Mas, em escala, muda o rumo de um país”, diz Arianna Legovini, chefe da área de avaliações de iniciativas de desenvolvimento do Banco Mundial.



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Re: Educação
O pessoal não conhece por um motivo muito simples: não tem grana para investir. A grande maioria das pessoas ganha, quando muito, para pagar as contas ao longo do mês. Para o pouco que poupam o mais recomendável é a poupança mesmo, por ser uma grana que você pode retirar a qualquer momento. A rentabilidade só aumenta para fundos de prazo maior, de vários anos. E quem tem grana para deixar parada por anos é minoria.
Mas concordo que seria bom que tivesse esse ensino de economia e finanças na escola. Para o pessoal ter uma noção melhor do cálculo de juros, rentabilidade, depreciação, ganho real, etc.
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Re: Educação
Sim, mas, vou te dar um exemplo, existe hoje uma sinalização de o Banco Central pode aumentar um pouco a taxa de juros (principalmente por causa da inflação), então a pessoa poderia pegar um pouco do que poupou e investir em renda fixa e deixar o resto do dinheiro na poupança.




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Educação
Frase do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, para a revista Época desta semana "Nunca entendi por que nós nunca discutimos, a sério, o que se ensina no Brasil. E quanto tempo se leva para ensinar. Ou para aprender. Uma aula antes levava 50 minutos. A criança agora se concentra em sete. Quando vai para a aula, ela não aguenta. Está errada a criança ou está errado o modo de ensinar ?"
Vou postar o link da entrevista aqui :
http://revistaepoca.globo.com/tempo/not ... cista.html
A entrevista é da edição desta semana da revista Época, como falei.
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Re: O Ensino Fundamental de Hoje em Dia. (por Eduardo César)
com erros de gramática ou não,
a educação necessita de uma reforma urgente em nosso país
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Re: Educação
http://revistaepoca.globo.com//tempo/no ... cista.html
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO : Nunca entendi por que nós nunca discutimos, a sério, o que se ensina no Brasil. E quanto tempo se leva para ensinar. Ou para aprender. Uma aula antes levava 50 minutos. A criança agora se concentra em sete. Quando vai para a aula, ela não aguenta. Está errada a criança ou está errado o modo de ensinar ?
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO : Nunca entendi por que nós nunca discutimos, a sério, o que se ensina no Brasil. E quanto tempo se leva para ensinar. Ou para aprender. Uma aula antes levava 50 minutos. A criança agora se concentra em sete. Quando vai para a aula, ela não aguenta. Está errada a criança ou está errado o modo de ensinar ?



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Re: Educação
http://blogs.estadao.com.br/ponto-edu/c ... do-ensino/
Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, falou sobre a School of One, plataforma lançada em 2009, em parceria com a cidade de Nova York, que trabalha a personalização do ensino.
A plataforma é simples : identifica a necessidade do aluno, com base em uma série de dados sobre ele, e verifica em um enorme banco de dados demais alunos que vivenciem a mesma situação. A partir de então, é possível analisar o que foi feito nesses casos e que tipo de atividade funcionaria melhor. “Não só identifica o que o aluno fará em seguida, mas também identifica o perfil do aluno. Aprendemos mais sobre ele, e escolhemos o que melhor podemos aplicar na situação”, explica Joel.
A plataforma multimodal do School of One permite o ensino de múltiplas disciplinas. O sistema é baseado em um mapa de habilidades, elaborado com as respostas de um questionário aplicado aos alunos no começo do ano letivo. Com esses dados em mãos, é possível verificar, por exemplo, de que forma o estudante aprende de modo mais eficaz, seja em aulas presenciais, virtuais, colaborativas ou estudando sozinho. “Criamos um algoritmo de aprendizagem, que cruza dados sobre aluno com informações de milhares de aulas que catalogamos. Do resultado, criamos uma programação excluvisa para cada aluno e professor.” Desta forma, é traçado um plano individual de estudos diariamente, o que aumenta as chances de sucesso no aprendizado.
Com o mesmo sistema, é possível avaliar também a qualidade das aulas do professor, verificando os pontos fortes e o que precisa ser melhorado na hora de transmitir o conhecimento.
“Nós usamos a tecnologia para transformar, e estamos esperançosos e entusiasmados com o futuro”, afirma Joel. A New Classrooms já começou a implantar o modelo em oito escolas públicas das cidades de Nova York, Chicago e Washington.
Joel Rose, cofundador e diretor executivo da New Classrooms Innovation Partners, falou sobre a School of One, plataforma lançada em 2009, em parceria com a cidade de Nova York, que trabalha a personalização do ensino.
A plataforma é simples : identifica a necessidade do aluno, com base em uma série de dados sobre ele, e verifica em um enorme banco de dados demais alunos que vivenciem a mesma situação. A partir de então, é possível analisar o que foi feito nesses casos e que tipo de atividade funcionaria melhor. “Não só identifica o que o aluno fará em seguida, mas também identifica o perfil do aluno. Aprendemos mais sobre ele, e escolhemos o que melhor podemos aplicar na situação”, explica Joel.
A plataforma multimodal do School of One permite o ensino de múltiplas disciplinas. O sistema é baseado em um mapa de habilidades, elaborado com as respostas de um questionário aplicado aos alunos no começo do ano letivo. Com esses dados em mãos, é possível verificar, por exemplo, de que forma o estudante aprende de modo mais eficaz, seja em aulas presenciais, virtuais, colaborativas ou estudando sozinho. “Criamos um algoritmo de aprendizagem, que cruza dados sobre aluno com informações de milhares de aulas que catalogamos. Do resultado, criamos uma programação excluvisa para cada aluno e professor.” Desta forma, é traçado um plano individual de estudos diariamente, o que aumenta as chances de sucesso no aprendizado.
Com o mesmo sistema, é possível avaliar também a qualidade das aulas do professor, verificando os pontos fortes e o que precisa ser melhorado na hora de transmitir o conhecimento.
“Nós usamos a tecnologia para transformar, e estamos esperançosos e entusiasmados com o futuro”, afirma Joel. A New Classrooms já começou a implantar o modelo em oito escolas públicas das cidades de Nova York, Chicago e Washington.





















