Chaves
. 1974 - Um triângulo amoroso (
Los cursis): Episódio longo, e é um dos poucos com essa característica que eu não curto tanto. Chespirito podia ter tirado o começo do episódio, até para não se tornar cansativo e repetido futuramente, já que está presente no episódio “Vamos todos a Acapulco” (1977). O melhor seria seguir a segunda versão, sendo que até saberíamos como é o começo da mesma, que é perdida mundialmente.

Do mesmo jeito de “O surto de catapora” (1973), onde dá para ter a noção de como é a cena perdida da segunda versão. A cena em que o Chaves e o Quico ficam sabendo do romance entre o Seu Madruga e o Professor Girafales, que não passa de um engano, é claro, é inferior à versão de 1977, assim como o final, que apesar de engraçado (Dona Florinda jogando o presente do Senhor Barriga no lixo

), não ganha da música clássica de “O professor apaixonado”, que combina bem com a história.
Nota: 7
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. 1974 - Os remédios do Quico (
Quico está enfermo): Sensacional, mas perde por pouco, mas muito por pouco da segunda versão, que é “rica” em vários pontos, assim como essa.

Talvez se tivesse sido feita no final da temporada de 1974, ou se a aparição do Nhonho, Pópis e Godines tivesse acontecido antes desse episódio, Chespirito podia acrescentar uma criança na história, mas sem descartar o Seu Madruga, que faz diferença nessa versão, principalmente no final, onde eu não vejo outro personagem passando por aquilo.

E por falar nesse final, ele consegue ser melhor que o da segunda versão, mas que eu não posso deixar de citar os olhos de peixe morto do Quico.

E falo mais: a versão de 1979, com a Dona Florinda doente, não é de todo mal. Apresenta situações e piadas novas, que garantem umas risadas.

É claro que não chega aos pés das versões anteriores, mas eu não daria uma nota abaixo de 7. Uma nota 8 seria justo. Já essa versão, merece uma nota acima de 9, sem dúvidas, portanto:
Nota: 9,5
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. 1974 - A troca de chapéus (
El chicle): Outro sensacional! Vai lá se saber porque o SBT engavetou esse ótimo episódio... Eu preciso ver completa a segunda versão, de 1976, pois quero compará-la com essa. Gostaria saber que tipo de trabalho o Seu Madruga tem, já que ele menciona o seu patrão...

A terceira versão, de 1979, é bem ruim, assim como o remake de “Os campeões de ioiô”.

Bem que a Televisa podia ter mandado o “Prêmio Heraldo” para o SBT, que é um bom especial, assim como “México 73”.

Gosto quando o Seu Madruga compara o Quico com o Flipper.

Quanto ao episódio, minha cenas preferidas são do Seu Madruga brigando com o Professor Girafales, o Quico quando é jogado no chão pelo professor e o Chaves falando com o chiclete na boca.

Ramón e Rúben estão ótimos nesse episódio.
Nota: 10
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. 1974 - A Cruz Vermelha (
La Cruz Roja): Mais um episódio sensacional! A segunda versão, de 1976, me agrada um bocado, mas essa é bem melhor. Quanto a versão de 1979, ela é fraca, mas não chega ao extremo. A 3ª versão não tem tanto sentido, pois a Dona Neves fala para Dona Florinda que o Senhor Barriga diz que é ela louca, mas em nenhum momento o pançudo disse isso. “Dona Neves d’Arc” é muito bom (Chiquita Bacana, tempo em que se fazia boas marchinhas de carnaval), assim como o “Seu Madruga Bonaparte”.

Gosto do momento em que o Quico pensa no plano de curar a loucura, onde toca a sinfonia de Beethoven. Muito engraçado!

A dublagem de 84 acrescenta mais brilho ainda.
Nota: 9
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. 1974 - Quem convida, paga / Quem baixa as calças, fica sem elas (
La cuenta / Los pantalones de Don Ramón): O esquete de Chompiras e Peterete (na dublagem MAGA, Rabanete para o último) é muito bom!

É meio estranho ter sido reprisado no final de 1974, acompanhando o episódio “Natal na casa da Dona Florinda” (1973). Graças a isso, nós sabemos que o SBT possui o episódio de Natal dublado, mas não passa de jeito nenhum...

O final é muito engraçado, onde os ladrõezinhos se dão mal, como sempre.
O episódio principal é muito bom também! A dublagem de 90 não ficou ruim não. Nem cheguei a conferir a versão de 1976, que não deve ser excelente como essa. A dancinha do Seu Madruga, ao som daquela música, é hilária.

Gosto quando o Professor Girafales cita o ator Marlon Brando. Aqui, o final também é muito engraçado, onde o Seu Madruga de terninho de marinheiro do Quico é o destaque.
Notas: 9 /
10 -
Total: 9,5
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. 1974 - O festival da burrice (El alumno más inteligente): Excelente episódio! A dublagem poderia ter dado um outro título, mas até que caiu como uma luva para os alunos da escolinha do Professor Girafales, tirando a superdotada Elizabeth, é claro. Malicha, a chatinha, Cândida, a ingênua, e Elizabeth, a menina estranha, poderiam ter sido aproveitadas nos episódios da escolinha.

Eu até que gosto da versão de 1976, sendo que o final é muito bom, mas essa de 1974 continua sendo a minha preferida. Foi um episódio muito bom para a estreia do Nhonho, Pópis e Godinez, mas eu acharia melhor se a estreia deles fosse em uma história que se passasse somente na vila. A única coisa que eu gosto mais na versão de 1979 é o Godinez respondendo a pergunta das pérolas.
Nota: 10
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. 1974 - O homem invisível (
El hombre invisible): Gosto bem mais dessa versão, que é ótima. A subestimada versão de 1976 não é ruim também não. Até do desenho eu gosto, principalmente o final.

As BGMs foram muito bem utilizadas para as situações do episódio, e conta com uma boa dublagem de 90. Chespirito conseguiu encaixar bem a Chiquinha na segunda versão, de uma maneira em que o Seu Madruga não sobra. Eu até prefiro a baixinha de óculos fazendo as travessuras com os meninos, mas isso não quer dizer que o Seu Madruga se saiu mal, apenas não combinou muito com ele. A melhor parte e a mais engraçada é cara do Senhor Barriga depois de ter recebido um vaso na cabeça.

É um ótimo episódio, mas não chega a ser perfeito, portanto, a nota não será 10.
Nota: 9
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. 1974 - O caçador de lagartixas (
La resortera): A qualidade dos episódios cai um pouco com a presença da Malicha. Foi muito interessante a inserção dela nos episódios da vila, entretanto, essa temporada é apenas do Chaves e do Quico, não tem jeito. Ah, essa temporada também é do grande Madruga, onde o trio mais famoso da TV se consolida de vez.

Mas não é de todo o ruim a participação dela. A versão de 1976, que além de contar com cenas novas, é melhor do que essa. O que vale mais na versão de 1979 é o final. Bem, continuando na de 1974, as cenas da apresentação da Dona Clotilde para Malicha, ficaram melhores que as da saga das vizinhas, de 1978. Percebemos no final, com a fala do Seu Madruga, que esse episódio tem muito mais cara de “a primeira aparição de Malicha”, que o episódio “O festival da burrice”.
Nota: 8
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. 1974 - Sujando a roupa do Quico (
Quieren ensuciar a Quico): Mais um dessa avaliação que não sabemos o título MAGA, enfim... Como eu disse no episódio “O festival da burrice”, Malicha, Cândida e Elizabeth deviam ser ter sido aproveitadas somente nos episódios da escolinha. É difícil imaginar essa versão com o Nhonho, ou com a Pópis, ou com o Godines, mas a primeira versão de “O caçador de lagartixas”, por exemplo, daria muito bem para ter a participação da Pópis.

Essa versão de “Querem sujar a roupa do Quico”, foi essencial a participação da Malicha. Eu já gostei mais desse episódio, mas, hoje, eu prefiro a versão de 1972, que é direta ao ponto.
Nota: 8
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. 1974 - As férias dos folgados / A casinha do Chaves (
Las Islas Marías / La casita del Chavo): “As férias dos folgados” é o melhor esquete dos ladrões!

Não tem outro que o supere. A história é muito criativa, sendo que chega ser melhor que alguns episódios de “Chaves” e “Chapolin Colorado”. Gostaria de vê-lo como um episódio. Certamente eu daria umas belas risadas ao longo de 20 minutos.

Se não me engano, foram poucas as regravações desse esquete. Mas assim é melhor, é claro.
“A casinha do Chaves” é um bom episódio. Gosto da BGM do começo, combina bem com o Chavinho montando a sua casinha.

O que irrita um pouco são as risadas. A dublagem exagerou nisso. A melhor parte é a guerra de travesseiros, que foi bem utilizada na segunda versão de “Os remédios do Quico” (1976). Rio muito com o Nhonho apanhado do Quico e do Chaves.

Bem que poderia ter o final da versão de 1981, onde o Nhonho insiste em cobrar o aluguel do Chaves. Ficaria bom, e até diferenciaria um pouco da versão de 1977.
Notas: 10 /
8,5 -
Total: 9
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Chapolin
. 1974 - Expedição arqueológica (
Lo malo de los fósiles es que son muy difósiles de encontrar): Pouco tempo atrás, conferi a versão de 1977. Percebi que nessa temporada, Chespirito começou a introduzir o Rubén nos remakes e substituir outros atores por ele. Na segunda versão de “Expedição arqueológica”, Rubén foi introduzido, e não ficou de todo mal. Se adaptou bem ao roteiro, e não deixou que outro ator sobrasse, ou seja, não assumiu grande parte das falas.

Só que ainda, sim, prefiro a versão de 1974, menos o final, onde eu prefiro o da segunda versão, com o Chapolin explodindo o caminhão.

Até que fizeram uma explosão bem feita, diferente do episódio “Os insetos do Chaves” (1975), que é muito engraçada!
Nota: 9
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. 1974 - Em casa de fantasmas até os mortos se assustam (
En la casa del fantasma hasta los muertos se asustan): Excelente, assim como a sua versão de 1976. Eu deixo em um belo empate, não acho que uma supera a outra. Tomara que com a volta do Chapolin, o SBT retorne com esse belo episódio.

Tanto a Angelines de louca dos dinossauros e o Ramón de mordomo quanto o Rubén de mordomo e o Ramón de louco dos dinossauros são ótimos, se igualam na atuação.

Só acho o final da versão de 1976 um pouco batido. Foi utilizado no episódio “Noite de espantos” (1973) e “A mansão dos fantasmas” (1978), apesar de ser um pouco diferente. Até mesmo na abertura de “Chespirito clássico”. Mesmo assim, eu o acho engraçado.
Nota: 10
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. 1974 - Silêncio no estúdio / Goteiras (
Interrupción de filmación / No es lo mismo "Chapulínes con agua" que "agua con los Chapulínes"): O do Dr. Chapatin é longo, mas é bem engraçado. Segue os moldes do esquete pré-histórico “Interrompendo a filmagem”. O doutor está bem danadinho nesse esquete. Pede o autógrafo e pensa que é outra coisa.

Piada de duplo sentido, mas que Chespirito a moderou para não se tornar bem maliciosa. O interessante é aparição do Chapolin nesse cenário.

É mostrado isso na abertura do episódio. Conferi a versão de 1978, e eu não curti tanto assim.
“Silêncio no estúdio” é um bom episódio. Toso nós pensávamos ser uma história original de 1974, até que aparece a versão perdida mundialmente de “De gota em gota, a minha mãe fica louca”, de 1973. Mesmo assim, o final é original dessa temporada (ou não...), sendo que está presente no episódio de Chaves “O castigo do Quico”, de 1976. A melhor parte é o Chespirito rindo da cara do Ramón.

Se eu fosse o Roberto, certamente eu riria também. O estranho são algumas cenas da abertura que não estão presentes no episódio, como a do Chapolin caindo da mesa.
Notas: 9 /
8,5 -
Total: 8,5
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. 1974 - Uma conferência sobre o Chapolin (
Conferencia sobre un Chapulín): É um bom resumo das histórias que o Chapolin já passou, e ninguém melhor para apresentar que o Dr. Chapatin.

É muito interessante os itens que eram vendidos (ou ainda são vendidos) naquela época. Bonecos, gibis, decalcomanias, enfim... Só que o mais interessante são as cenas dos episódios perdidos mundialmente, que não são poucos: “O bandido do hospital”, “Coleção de ladrões”, “Mais vale uma mulher jovem, rica e bonita, que uma velha, pobre e feia”, “Salvem o meu bebê” e uma possível primeira versão de “O necrotério”. A Televisa bem que podia liberar esses episódios, mas...
Nota: 10
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. 1974 - Por favor, é aqui que vive um morto? (
¿Perdón, aquí es donde vive el muerto?): Subestimado pelo pessoal, mas não acho aquela coisa fantástica. As histórias de suspense de Chespirito são muito boas, mas essa não é a melhor. Tem quase que uma primeira versão em 1972, com uma trama que envolve uma das lendas do México, a Chorona. Eu preciso ver ainda a versão de 1990, que foi mostrado dublado até pouco tempo, graças a Netflix. O ruim dessa versão é o final, que é bem fraquinho. Se o SBT exibisse os créditos... O final da segunda versão é melhor. Se essa de 1974 tivesse o final da de 1977, teria até uma nota maior.
Nota: 8
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. 1974 - Não se enrugue, Couro Velho que te quero para tambor (
No te arrugues, Cuero Viejo que te quiero pa' tambor): O título já é pra lá de engraçado!

Gosto mais ainda com o Luis Manuel dizendo. Tem uma história que prende a atenção do telespectador, de tão boa que é. A boa piada do “cachorro de água”, extraída de uma maneira diferente do filme de Chaplin “O Grande Ditador” (1940), já que é com um bebê, está presente aqui, sendo que seria utilizada futuramente em outros episódios. Um dos destaques desse episódio é o papagaio, sem dúvidas. Ele atua muito bem.

Não tem como não rir de: “Uma droga” e “Ai, que bruto!”.

É claro, os atores também dão um show! A minha parte favorita é a briga entre o Chapolin e o guarda florestal.

E tem o mais estranho: o episódio termina com cara de continuação...
Nota: 10