Dirigentes, federações e confederações esportivas

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Arkantos
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Arkantos » 20 Ago 2012, 23:50

Dinamite não é preparado para o cargo que exerce, mas é bem menos nocivo (pelo menos até o momento) do que o Eurico.
Só de lembrar os tempos de Eurico já me dá coisas. :pancada:

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 04 Set 2012, 09:17

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Vereadora há 12 anos, candidata a mais uma reeleição pelo PMDB e presidente do Flamengo, Patrícia Amorim nomeou 25 pessoas que trabalham no clube para seu gabinete na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A lista inclui até o presidente do Conselho Fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro.

O levantamento foi feito pela ESPN Brasil.

"Eu não preciso abrir mão do trabalho de uma pessoa bacana", declarou a dirigente carioca à emissora.

À Folha a assessoria de imprensa do clube informou que Patrícia Amorim não vai mais se pronunciar sobre o tema.

Responsável por fiscalizar os gastos do Flamengo, Leonardo Ribeiro foi assistente da vereadora de 2003 a 2007, período em que o cartola recebeu até R$ 7.000 mensais da Câmara.

Ao ser exonerado do cargo, o ex-chefe de uma torcida organizada indicou quem seria seu sucessor: o sócio dele na empresa Leson Auditoria e Contabilidade, Nelson Santos de Souza.

Patrícia Amorim negou que haja conflito de interesses ou que sinta desconforto com o tema, porém reconheceu ter ficado "muito zangada" com o questionamento.

Também do Conselho Fiscal flamenguista, Izamilton Mota Gois recebeu R$ 5.200 por mês durante um ano.

O diretor de basquete do clube, Arnaldo Szpiro, ganha R$ 5.000. A vice-presidente de esportes olímpicos na Gávea, Cristina Callou, R$ 9.700.

A mãe, a irmã e o marido de Patrícia Amorim recebiam salários entre R$ 5.000 e R$ 13.000, quando empregar parentes ainda era permitido.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 23 Set 2012, 05:03

http://www.lancenet.com.br/flamengo/Par ... 22411.html

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A participação de Vagner Love no horário eleitoral gratuito da vereadora e presidente do Flamengo, Patricia Amorim, poderá culminar em punições para a mandatária, dentre as quais, a de um processo de impeachment ou até mesmo de exclusão do quadro associativo rubro-negro.

O estatuto do clube proíbe usar o nome do Flamengo em prol de campanhas políticas ou de interesses pessoais. Como o atacante tem direitos de imagem pagos pelo clube, Patricia Amorim poderá ser enquadrada. No vídeo veiculado na televisão, Patricia Amorim evitou usar a roupa vermelha e preta, como de costume, e apareceu de azul, uma tentativa de desvincular sua imagem a do clube.

Conforme o artigo 24, capítulo XIII do estatuto do Flamengo, o sócio, além de outros deveres firmados nas normas internas, tem por obrigação "abster-se de usar ou envolver o nome do Flamengo em campanha, de qualquer natureza, estranha aos objetivos do clube". As infrações geradas pela desobediência às regras poderá acarretar em advertência, suspensão, indenização, perda de mandato, desligamento, eliminação ou exclusão.

- Esse artigo é expresso. Nenhum sócio pode beneficiar-se do clube. E o membro que usar o nome do Flamengo deverá sofrer punições - explicou o desembargador Walter Felippe D’Agostino, membro da comissão do estatuto do Flamengo.

Como presidente do Flamengo, Patricia Amorim é membro do conselho diretor e, segundo o artigo 35, capítulo III, do estatuto do Flamengo, "ser o infrator membro de algum dos Conselhos ou da Mesa Diretora da Assembléia Geral", são circunstâncias que agravam a penalidade.

- A qualquer momento pode ser pedido algum tipo de punição para a presidente Patricia Amorim. Ela faz parte do conselho diretor do Flamengo - confirmou Walter D’Agostino.

A reportagem do LANCENET! entrou em contato com a assessoria da presidência, mas a presidente Patricia Amorim não quis se posicionar sobre a possibilidade de punição pelo descumprimento das regras do estatuto.

Grupos de oposição já se articulam para cobrar uma medida para punir a presidente Patricia Amorim. Alguns conselheiros acreditam que, caso a mandatária consiga ganhar as eleições em dezembro deste ano no Flamengo, ela poderá ter o mandato cassado por transgredir as regras do estatuto. Isso, inclusive, foi denunciado por um grupo e protocolado na 23º Zona Eleitoral, na quinta-feira.

– Usar a imagem de Vagner Love é um absurdo. Vamos querer que a Patricia Amorim responda por isso – afirmou um conselheiro.

Uma comissão do Conselho Deliberativo do Flamengo, com cinco membros, analisa o pedido de impeachment de Patricia Amorim, em nome do ex-presidente Márcio Braga, no fim de julho, baseado no artigo 27 da Lei Pelé, que trata de gestão temerária. A defesa da mandatária já foi ouvida e os conselheiros vão começar a chamar as testemunhas para tomar uma decisão.

Internamente, contudo, uma decisão radical como destituir Patricia Amorim do cargo de presidente a três meses das eleições é pouco provável, segundo algumas correntes políticas. Na propaganda eleitoral, o atacante faz gesto de coração, que ele já usou em diversos momentos na carreira.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Chad' » 23 Set 2012, 13:08

E.R comemora.

Se bem que por tudo que ela já fez pelo Flamerda já era hora de cair. Aquele tal do Dumbrosck poderia muito bem voltar a presidência do clube.
Títulos e posições de destaque:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves 4 :campeao:
1º no Foot Betting 2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - dezembro/2015 :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - setembro/2016 :campeao:
1º no Torneio GUF 19 - Série A :campeao:
1º em A Fazenda do Fórum Chaves Segunda Chance :campeao:
1º na eleição de usuário do mês - junho/2019 :campeao:
2º na eleição de usuário do mês - agosto/2012 :vice:
2º na eleição de usuário do mês - outubro/2013
2º no XIV Concurso de Piadas
2º no Trivia Fórum Chaves 3
2º na A Casa do Chavesmaníacos 14
2º no Foot Betting 2017
3º na eleição de usuário do mês - setembro/2013 :terceiro:
3º no Torneio GUF Série B 14
3º na eleição de usuário do mês - outubro/2015
3º no Torneio GUF Série A 18
3º na eleição de usuário do mês - janeiro/2016
3º na eleição de usuário de 2016
3º na eleição de usuário do mês - novembro/2017
3º na eleição de usuário do mês - março/2019
3º no Bolão do Brasileirão 2019
4º na III A Fazenda do Fórum Chaves Imagem
4º na eleição de usuário do mês - abril/2015
4º na eleição de usuário do mês - novembro/2015
4º no Bolão da Copa América 2019
4º na eleição de usuário do mês - setembro/2019

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Baixinho » 23 Set 2012, 19:23

Arkantos escreveu:Dinamite não é preparado para o cargo que exerce, mas é bem menos nocivo (pelo menos até o momento) do que o Eurico.
Só de lembrar os tempos de Eurico já me dá coisas. :pancada:
Dinamite é 10000000000000000000000000000000000000000000 de vezes pior que Eurico

E um autentico BABACA

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 23 Set 2012, 22:55

http://esportes.terra.com.br/volei/noti ... Volei.html

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Comandante da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) há 15 anos, Ary Graça foi eleito presidente da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) nesta sexta-feira. O brasileiro ficará no comando da entidade pelos próximos quatro anos.

A eleição do novo comandante da federação aconteceu em Anaheim, nos Estados Unidos. Com 103 votos, Ary Graça derrotou o americano Doug Beal, com 86 votos, e o australiano Chris Schacht, que recebeu 15 votos.

"Durante a minha campanha, eu falei muito pouco. Eu queria ouvir vocês, entender as suas necessidades, as suas realidades. Vocês sempre terão voz comigo", afirmou Graça durante sua apresentação.

Comandante também da CSV (Confederação Sul-Americana de Voleibol), Ary Graça será o segundo brasileiro a presidir uma federação internacional. O outro foi João Havelange, que dirigiu a Fifa (Federação Internacional de Futebol) por 24 anos.

O brasileiro será o quarto presidente da história da FIVB. Antes, estiveram no comando o francês Paul Libaud (1947 a 1984), o mexicano Rubén Acosta (1984 a 2008) e o chinês Jizhong Wei (2008 a 2012).

Ary Graça, 69 anos, assumiu a presidência da CBV em 1997. Ex-jogador de vôlei e formado em Direito, foi diretor de bancos e também vice-presidente da confederação de 1975 a 1983.

A partir a primeira metade dos anos 2000, o vôlei brasileiro passou a assumir um protagonismo no mundo. Tanto o time masculino quanto o feminino brigaram por títulos mundiais e olímpicos. A Seleção Masculina venceu os Jogos Olímpicos de 2004 e foi medalhista de prata em 2008 e 2012, enquanto a equipe feminina conquistou a medalha de ouro nas últimas duas Olimpíadas.

Além disso, a equipe feminina venceu seis Grand Prix e o time masculino foi campeão de oito edições da Liga Mundial. Além disso, os homens dirigidos por Bernardinho são tricampeões mundiais consecutivos.

O Brasil também conquistou, em sua gestão, nove medalhas olímpicas no vôlei de praia, sendo uma de ouro, cinco de prata e três de bronze.

Em 2003, foi inaugurado o Centro de Desenvolvimento do Voleibol, que tem sua sede em Saquarema, no Rio de Janeiro. O local abriga as seleções de vôlei de quadra e de praia, tanto os times profissionais quanto as categorias de base.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / 2016 à 2020)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Hexacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017, 2019 e 2020)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
Campeão do Bolão da Copa América (2019)

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Igorkk33 » 26 Set 2012, 13:02

NOTÍCIAS
http://globoesporte.globo.com/futebol/t ... remio.html

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O associado definirá quem será o primeiro presidente da "era Arena". Fábio Koff (candidato da Chapa 1), Homero Bellini (Chapa 3) e Paulo Odone (Chapa 4) ultrapassaram a cláusula de barreira, de 20%, e disputarão a preferência dos 40 mil torcedores aptos a escolher o mandatário que comandará o Grêmio no biênio 2013-2014. O segundo turno, ou decisão "no pátio", como também é chamado, ocorrerá no dia 20 de outubro. Além do voto presencial, os sócios poderão escolher o seu candidato por correspondência.

Dos 314 votos, Paulo Odone amealhou 151 votos. Depois, veio Fábio Koff, com 93. Uma surpresa até para o grupo do ex-presidente, que esperava ficar entre 70 e 80 votos. Homero Bellini somou 67. Eldir Antonini, que não passou ao segundo turno, ficou com dois votos - um foi nulo. Ao término da votação, foi tocado o hino do clube e os candidatos se abraçaram.

Apesar do cumprimento cordial, a rivalidade não foi deixada de lado. Odone alfinetou Koff. O atual mandatário entende que o ex-presidente do Clube dos 13 precisa esperar o dia da eleição para saber quem comandará o Grêmio nas próximas temporadas. O preferido entre os conselheiros ainda prometeu manter o técnico Vanderlei Luxemburgo e disputar a Libertadores no primeiro ano da Arena:

- Eu acho que essa afirmação (que Koff vence na votação dos associados) antes de uma eleição é de muita arrogância. Isso já deu errado no passado. Não se ganha eleição antes de ela ocorrer. Temos que levar o debate ao associado para ele decidir. Nunca duvidamos dos números. Achávamos que ficaríamos entre os 150 votos. Fizemos 151. A chapa do Bellini passou. Estava dentro da minha previsão. Vamos à luta com o nosso torcedor. Queremos dar a continuidade do projeto, seguir com o Vanderlei e disputar a Libertadores na Arena.

Alvo de Odone, Koff evitou falar sobre os adversários. O histórico dirigente acredita que o time, pela boa campanha que realiza no Brasileirão (onde ocupa a terceira posição), disputará a Libertadores no ano que vem. E ele espera que o associado lembre de seu passado vitorioso no clube para elegê-lo para que possa alcançar o topo do continente novamente:

- A nossa expectativa (de votos) foi ultrapassada. Nosso objetivo é o tri da Libertadores, esse é o meu apelo. Posso fazer a diferença com meu passado de vitórias. Quero a mobilização do torcedor. Acho um pleito difícil, mas vou ao torcedor. Acho bom que o associado seja o juiz. Espero que o torcedor corresponda a minha expectativa e embale o sonho da terceira Libertadores.
Nome menos conhecido em meio aos históricos dirigentes, Bellini mantém a confiança. O conselheiro fez questão de vibrar com o número atingido no pleito. Para fazer a diferença "no pátio", ele entende que é o momento de uma modificação política, tanto em relação aos dirigentes quanto à filosofia:

- Ficamos dentro do que imaginávamos. Fizemos dois votos a menos do que a nossa programação. O número mostra a força do nosso movimento. Era só um movimento político contra dois grandes nomes da história do Grêmio apoiados por vários grupos. Estou muito satisfeito. É uma grande vitória. Mas foi só o primeiro passo para a vitória no dia 20 de outubro. Temos um projeto a ser apresentado. Para que o futebol seja bem sucedido, o clube todo precisa avançar. Durante este mês faremos chegar ao associado o nosso plano de gestão. Nós queremos apresentar um projeto efetivo.
É Odone, pode ir dando tchauzinho. :tchau:
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 10 Out 2012, 01:46

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 19 Out 2012, 15:39

http://globoesporte.globo.com/futebol/t ... fazer.html

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GLOBOESPORTE.COM: Você perdeu a eleição para vereadora. Como reagiu diante do voto popular, que não a credenciou à reeleição?
Patricia Amorim: Reagi como acontece quando você perde um jogo. É muito ruim, doloroso. Hoje, perder um jogo é até pior do que uma eleição. Apesar de ser uma coisa pessoal, ter uma relação direta com as pessoas que trabalham comigo, com a família que sente muito, atualmente sinto muito mais perder um jogo, um campeonato, do que a eleição. As coisas se misturaram, minha vida com o Flamengo. O momento do Flamengo era ruim no futebol, isso teve um reflexo grande. E teve uma coisa interessante que ficou provada: as pessoas acham que apenas o clube em si elege muito, mas não elegeu ninguém. O que eu sinto, como vereadora, é que a Câmara perde uma pessoa que milita pelo esporte num momento crucial de Copa e Olimpíadas. A leitura que faço é que as pessoas não acham que isso seja importante.

Logo em seguida, vem o processo eleitoral do clube, no qual os sócios elegem o presidente. O que acha que a credencia a ser reeleita no Flamengo?
Organizei um clube que estava abandonado. O Flamengo cresceu como instituição, você tem o respeito do seu funcionário. O clube não se fortalece externamente se internamente não estiver muito sólido. Agora, tivemos questão de penhora por conta de impostos de 2007, 2008 e 2009 que não foram pagos na gestão anterior, do presidente Márcio Braga. Tínhamos que escolher entre pagar funcionários ou jogadores. Pagamos a folha dos funcionários, que é bem menor. Até porque um jogador com um salário mais alto ganha praticamente a metade da folha dos funcionários. E precisamos do clube funcionando. O sócio, que é quem vota, pode avaliar o que foi feito. As evoluções patrimonial e esportiva são notórias. No futebol, principalmente em 2012, foi um ano em que a gente errou, tenho humildade de falar isso. E precisa acertar. O ano passado foi bom, mas, na avaliação geral, temos que melhorar no futebol. Mas é uma instituição que não funciona apenas com o resultado de futebol. Não sou eu que estou dizendo que é assim, isso acontece há 116 anos.

Você sempre teve sua vida ligada a esportes olímpicos, diz que o clube não funciona apenas com futebol...
(Interrompe a pergunta) Sim, e ganhei uma eleição no dia seguinte ao Flamengo ser campeão nacional, o que não acontecia há 17 anos. Isso foi uma resposta que o clube deu, reagiu aos desmandos e abandono da instituição. Como fui eleita por esse segmento, procurei tratar o clube da forma como o associado queria. E tratei muito bem.

Mas se arrepende de não ter ficado mais próxima ao futebol?
O futebol não tem uma lógica. Tem o Campeonato Brasileiro, que é muito equilibrado, em que acontece de o líder perder para o lanterna. Os times se equivalem. Os que erraram menos marcaram o maior número de pontos. Nós erramos muito, dentro e fora de campo. Por isso, não tivemos os pontos que sonhávamos. A culpada não é a presidente. Erramos todos, dentro e fora de campo. Perdemos gols que não podíamos perder, falhamos em trocas que não deveríamos ter feito, ou, se fizemos, foi no tempo errado. Hoje fazemos essa avaliação. Seguimos caminhando, não podemos errar de novo.

Quando você assumiu o clube...
(Interrompe) Eu me assustei porque não tinha um jogador, não tínhamos salário de dezembro pago, não tínhamos 13º. O dinheiro do prêmio sumiu. O capitão na época era o Bruno, que veio cobrar. E simplesmente não tinha dinheiro. Anteciparam R$ 80 milhões do outro ano, empréstimos, dívidas e dívidas. O que fizemos: pagamos 34 meses de salários em dia, atrasamos 15 dias agora por questão de penhora. Temos jogadores que são nossos, podemos vender, negociar, são patrimônio do clube, como o CT, o Morro do Viúva. O título de sócio-proprietário teve uma valorização. Hoje não se ouve falar de dinheiro desviado, paraíso fiscal como já teve, não tem esse desconforto. O que podem falar é se um contrato foi bom ou não, a saída do treinador, de um jogador, isso é de cada um. Quem fala mal, quem joga pedra e não vem ao clube, não vai a um jogo, não vem em reunião de conselho, não tem credibilidade para falar. As pessoas que batem e se dizem oposição estão fora do clube. Vem para o clube fazer, vem. Ando de cabeça erguida no clube. De uma forma ideológica, alguns podem até não concordar, querem só futebol, é uma linha. Só que não sou presidente de um time de futebol, e sim de uma instituição.

Reeleição é diferente de uma eleição. Num primeiro momento, o candidato eleito precisa arrumar a casa...
E arrumei muito bem.

Mas um segundo mandato é completamente diferente, não?
No primeiro mandato, você deixa de fazer muitas coisas ou pisa em ovos porque existem elos com o passado, grupos políticos. Entendo que fui destruída externamente porque internamente estava sólida e forte, as pesquisas apontam, o clube funciona bem. Mas não destrói uma história, uma pessoa. A pancada é forte, dói muito. Às vezes, se sente muito solitária. Quem está fora não sabe o que é o clube. O que me regenera é que no meio do futebol - não da imprensa esportiva do futebol - e do esporte sou bastante reconhecida, escuto isso dos treinadores que saíram, que estão aqui, presidentes de clubes, de federações. Sou respeitada porque sou uma pessoa direita, honesta, correta e digna. Tenho família consolidada, não tive quatro, cinco, dez casamentos. Frequento o Flamengo diariamente há 35 anos, vou continuar frequentando o clube, reuniões do conselho. Algumas pessoas não conhecem o clube, mas acham que são dignas de serem presidentes do Flamengo. Se eu for para um debate, eles não vão saber do que estou falando. Eles falam do Flamengo como uma empresa, mas não é, pois não visa a lucro. Visa a resultados esportivos. Se tiver lucro financeiro... não pode continuar dando o prejuízo que dava, sei a quantidade de dívida que paguei. Tem que fazer esporte, essa é a história do Clube de Regatas, de Regatas do Flamengo. Como podem ter candidatos que não cumprem o estatuto, sequer têm condições de serem candidatos, chapas com problemas?

A sua preocupação com a parte social do clube e a postura em certos momentos de tensão provocam críticas. Como reage quando é chamada de presidente do parquinho e ouve a crítica de que se omite em momentos de pressão e crise?
Olha, isso foi construído atrás de uma imprensa que não disse ao que veio. Existem pessoas que sonham ser presidentes do Flamengo e querem ser de fora. Vem aqui ver se ganham uma eleição. Eu ganhei, realizei o meu sonho e estou há três anos dando minha contribuição. Falar é fácil, vem aqui fazer. Quero ver fazer, vem fazer. Vem me enfrentar aqui, não na covardia, pois não sou covarde. Eu enfrento, ando na rua, escuto torcedor reclamando, tenho carinho e paciência de escutar. Apanho porque sou mulher, porque a minha origem é esporte olímpico. Apanho porque sou elegante e educada, e essas pessoas não são. Mas uma grande parte é frustrada. Imagina passar a vida falando do que as pessoas realizam, já que elas mesmo não realizaram nada. Quem são essas pessoas que não realizaram nada para o Flamengo? Quando não estava nos poderes do Flamengo, eu comprava meu ingresso. Vejo filhos e netos de ex-presidente que ficam pedindo ingresso aqui, e não é pouco, não. Quase uma torcida organizada. Acho surreal. Tenho orgulho (de ser chamada de presidente do parquinho). As famílias se encontram no Flamengo, têm uma área de lazer. É inveja, pois nem o parquinho conseguiram fazer. Patrimonialmente, nem o parquinho conseguiram fazer. Não fiz só o parquinho, reformei os ginásios, estou fazendo o CT, resolvi o problema do Morro da Viúva. Problema pontual é o futebol. Se a bola entrasse, estaríamos falando em outro tom, de outra forma. Como sou jovem, mulher e vim de esporte olímpicos, eu não posso dar certo. Tolerância é zero. Mas trabalho pelo Flamengo. Eles vão trabalhar fora.

Concorda que a torcida se ressente de uma conquista maior no futebol...
(Interrompe) O Flamengo ficou 17 anos sem ganhar um título nacional, parece que ganha todo ano, pelo amor de Deus. Título mundial comemorou 30 anos. Então... nunca gerei uma expectativa em quem votou em mim de que eu resolveria o futebol. Tínhamos uma linha, mas o ano de 2010 foi louco, nos restabelecemos, fizemos a maior contratação do futebol brasileiro trazendo o Ronaldinho em 2011, de derrubarem o portão.Tinha aprovação externa, interna, era um bom contrato. Depois...

(Patricia entra em outro assunto)
Entendemos que o Vanderlei Luxemburgo é importante em qualquer time, o Ronaldinho, o Deivid está fazendo gols no Coritiba e era um líder. Trouxemos todos esses personagens, e todos os outros. Só que esses personagens estão funcionando bem separados, achávamos que eles funcionariam bem juntos, a resposta está aí, porque essas lideranças deram curto-circuito no Flamengo. Foi nosso maior erro: achávamos que tínhamos que ter o maior jogador do mundo, o treinador com maior numero de títulos brasileiros. Eu penso o Flamengo grande, só que foi muito cacique para pouco índio, ou os bicudos não se beijam. A gente começou a ter problema em setembro do ano passado por conta dos conflitos. Saí bem com Luxemburgo e Deivid, eles não falam mal. Estamos pagando a dívida, com Joel também. Reconhecemos erros, cumprimos com compromissos. Pergunta ao Romário como foi recebido no Flamengo. Uma das críticas é que o acordo da dívida com ele não foi bom. Vasco está brigando, já penhoraram não sei lá o que, isso é uma barbaridade. Há um mês pagamos R$ 4 milhões ao Marítimo (ainda por conta de Souza). Essas dívidas não são minhas, não fui eu que fiz. Trouxemos Dorival, bom treinador. Elenco às vezes funciona, os meninos nem sempre são regulares. Quando trouxemos o Joel e não trouxemos o Paulo Angioni, ficamos sem uma interlocução. Na saída do Vanderlei, que não tem problema com Flamengo, nem comigo, foi um amigo que fiz no futebol. De repente, erramos na forma (da demissão), no tempo, ouvimos muita gente. Isso vai fazendo parte, mas fazer análise só pontual é até covardia. Tive títulos na base, no futebol, CT é uma realidade. “Ah, você é paternalista, amadora”, dizem. E a estrutura do comando é amadora, assim é o estatuto.

Você destacou que arrebentaram o portão para receber o Ronaldinho, depois ele arrebentou os cofres com pedido de R$ 40 milhões na Justiça. É inegável que o clube falhou com ele, assumiu um pagamento que não conseguiu honrar. Mesmo assim...
(Interrompe) Não vejo dessa forma. O clube falhou porque assumiu uma dívida que era da Traffic. Depois, tivemos dificuldade mesmo. O jogador não estava de acordo, ou o irmão, isso nunca foi conversado. Não é só a presidente ou o lado financeiro. Ele veio para o clube porque quis, conseguimos fazer com que voltasse à Seleção, que chegasse a 9,5% de percentual de gordura. Sempre procurávamos solucionar todos os problemas que ele trazia para o clube. O que a nação fez por ele, nós todos, não era para sair dessa forma. Poderia dizer que não estava satisfeito e chegar a um acordo. Foi assim com Vanderlei, Deivid, Joel. Uma conversa: “Falhei aqui, falhou ali, você sai pela porta da frente”. Todo mundo esperava que o Ronaldo tivesse comportamento diferente, ele foi bem tratado, e nos tratou mal quando saiu. Muito feio, isso. Se foi boa a contratação, é avaliação de cada um, hoje é fácil falar. O Flamengo precisa ter um jogador referência, o Fluminense tem o Fred. Os grandes times têm jogadores de referência. Quem errou com a gente foi ele. Não fiz nada de ilegal. Quando trouxeram Sávio, Romário e Edmundo, deixaram uma dívida de R$ 60 milhões, e nem por isso algum presidente foi cassado. Na condução do processo, quem teve má-fé foi o lado de lá.

Vários setores do clube são questionados. O que acontece, já que foram escolhidos por você, que buscava uma renovação do quadro?
Na terça, fiz reunião de diretoria e fui bem clara com todos os vices: não garanto ninguém, não quero esse compromisso, não tenho isso com absolutamente ninguém. O compromisso é que eles terminem até dezembro o que começaram. Temos que procurar os melhores em cada área, é um clube muito dividido. Quando algumas pessoas não estão no poder, tentam destruir o clube. A proposta era trazer quadros novos. Alguns funcionaram, outros, não. Não tenho compromisso com ninguém, dei oportunidade. Se quiserem contribuir, que venham, está aberto.

Com tanta pressão, críticas, interferência na vida pessoal, por que tentar ser presidente do Flamengo por mais três anos?
Sinto que não terminei o trabalho. Também não estou satisfeita com tudo, tem muita coisa boa, mas as pessoas fazem análise atrás de computador, no ar-condicionado. Ah, dizem que não temos patrocínio master, mas temos R$ 21 milhões sem o master. Mudou essa logística de camisa. Antes era um patrocinador só, agora não é mais assim. O Corinthians está na final do Mundial e não tem patrocinador. Perdi noite de sono, saúde, estou cheia de cabelo branco, que pinto com frequência. O Flamengo não é uma empresa normal. Tem quem diga: “Ah, eu na minha empresa...". Aqui isso não se aplica. Uma hora a torcida endeusa o Ronaldo, depois não quer mais, quer o Adriano, depois não quer.

Ronaldinho, então, tinha razão: “Flamengo é Flamengo”
Flamengo é Flamengo. Muito difícil, cansativo. Tenho uma família diferente. O Mauricio (Assumpção, presidente do Botafogo) é separado, mora com cachorro e diz: “Ele não me critica, não me joga pedra”. Acho um barato.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / 2016 à 2020)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Hexacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017, 2019 e 2020)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
Campeão do Bolão da Copa América (2019)

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Igorkk33 » 21 Out 2012, 19:16

Fábio Koff supera Odone e é eleito pela 3ª vez como presidente de Grêmio
http://espn.estadao.com.br/noticia/2885 ... -de-gremio
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Fábio Koff é novamente o presidente do Grêmio. Ele superou o atual mandatário tricolor, Paulo Odone, em pleito neste domingo e foi eleito para assumir o clube gaúcho pela terceira vez. Cerca de 13500 associados participaram da votação.
A eleição de Koff poderia colocar o futuro de Vanderlei Luxemburgo em risco no Grêmio. Especula-se que o novo presidente tricolor queira a contratação de Felipão para a próxima temporada. Juntos, Koff e Scolari foram campões da Copa do Brasil, da Libertadores e do Campeonato Brasileiro, entre 1994 e 1996.

Luxa faz boa campanha no Brasileirão, mas está fora da briga pelo título e tem contrato com o Grêmio só até o final do ano. Durante a campanha, Koff fez questão de afastar as especulações e disse que só tem um nome para comandar o clube em 2013: Vanderlei Luxemburgo.

Derrotado neste domingo, Odone reconheceu o mérito do adversário na eleição. “Perdi a eleição para uma legenda, para uma pessoa que tem uma história no Grêmio. Nossa chapa reconhece a vitória da Chapa 1, quero cumprimentar os vitoriosos. desejo a ele (Fábio Koff) energia e saúde”, disse.

Koff também havia tido uma boa primeira passagem no comando do Grêmio. Entre 1982 e 1983, conquistou uma Libertadores e um Mundial de clubes. Até hoje, era conselheiro da equipe e presidente do já combalido Clube dos 13.
:vitoria:

Chupa Odone Catraqueiro, já vai tarde! :lingua:
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Antonio Felipe » 21 Out 2012, 20:01

Enfim vai terminar o reinado do Odone. Agora é momento de união de todos os gremistas para voltarmos a trilhar o caminho das conquistas. Grande vitória do Koff!
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 29 Out 2012, 00:06

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Se esses imbecis que aparecem nesta foto não se unirem numa chapa única para enfrentar a Carminha Amadorim, a presidente do parquinho vai ser reeleita por mais 3 anos lá na Gávea.

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 29 Out 2012, 17:10

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultim ... ar-fla.htm

UOL Esporte : A senhora já foi derrotada na eleição para a câmara de vereadores no Rio de Janeiro e pode perder a eleição para a presidência do Flamengo. Caso isso ocorra, o que faria a partir do dia 1º de janeiro de 2013 ? Tem medo de uma nova derrota ?
Patricia Amorim : Nenhum. Se isso acontecer, vou ser a mãe que não consegui ser nos últimos anos. Vou às reuniões da escola, aos jogos do Victor (filho mais velho de Patrícia). Tenho muita coisa para fazer que eu nunca consegui. Passei de atleta para a política do clube, depois para a câmara e nunca consegui parar e viver fora disso. Não sentirei nenhum vazio, até porque terei muita coisa para fazer em casa, com a família. E com o clube também, mas com mais prazer. Vou aos jogos de futebol fora do Rio de Janeiro, aos torneios de natação pelo Brasil. Além disso, vou estudar mais, ler bastante e ver meus filhos crescerem.

UOL : E com tanto desgaste no clube e prazeres fora dele, como a família, por que você ainda quer tanto continuar no comando do Flamengo ?
PA : Porque preciso fechar um ciclo. Tudo tem começo, meio e fim, e eu ainda estou no meio. E seria justo que eu concluísse coisas que comecei. O CT, por exemplo, e o Morro da Viúva mostram bem isso. Ainda estamos no meio das obras do Ninho e resolvendo situações sobre o prédio que vai virar um hotel. Para o ano que vem, vamos receber cerca de R$ 14 milhões para terminar o centro de treinamento e fazer também o CT da base. Quero fazer isso e dar de presente ao clube. Aqui na Gávea, reformei quase a sede inteira, mas ainda falta uma piscina nova, que é o meu maior sonho. E, claro, conseguir os resultados no futebol. Confesso que não foram bons nestes três anos. Quero sair do clube com uns títulos melhores nos próximos três anos.

UOL : A senhora reconhece, então, que a questão do futebol foi uma das falhas da sua gestão ? E justamente onde a torcida mais cobra...
PA : Sei que preciso dar uma resposta no futebol, ganhar um título de expressão, o que não ocorreu nestes três anos. Mas as pessoas também falam besteiras muitas vezes. Até parece que o Flamengo ganhava título todo ano antes da minha entrada. Ganhou em 2009 após 17 anos. Fiz muita coisa. Valorizei a base, assinei contrato com os jovens, que antes pertenciam a empresários, e o clube passou a ter receita com seus próprios jogadores. Em 2012, sei que erramos, principalmente naquele início. E por isso as críticas. Mas é injusto não lembrar dos outros anos. E sobre a cobrança da torcida, é natural. Em 2011, gritavam meu nome nas arquibancadas. Um ano depois, o resultado não vem e eu só tomo pancada. Assim é a lógica do futebol.

UOL : Mas você pegou um time campeão brasileiro (Patricia foi eleita um dia após o título brasileiro de 2009) e termina a gestão brigando contra o rebaixamento. Ainda acha o trabalho bom ?
PA : Claro. Peguei um time campeão, mas que nenhum jogador pertencia ao clube. Aquilo era uma coisa fora da realidade. Tivemos que reconstruir tudo. Eu já vi presidente aqui que não ganhou nada. Nós ganhamos estadual, fomos à Libertadores, ganhamos Copa São Paulo, revelamos atletas, temos os direitos sobre eles. O trabalho foi muito bom nestes três anos, mas querem avaliar só a falta de resultados em 2012. Tudo bem, erramos, mas será que foi só isso ? Caramba ! Paguei em dia, trouxe os melhores, mas não posso fazer nada se a bola bate na trave. Foram injustos na avaliação. As pessoas não me respeitaram, principalmente os jornalistas.

UOL : E por que você não se posicionou junto a imprensa para se defender disso ? Por que passou tanto tempo calada, sem dar entrevistas ?
PA : Porque as pessoas formam opinião antes e depois não querem me ouvir. São pessoas alienadas. Peço que os mesmos que me criticam venham conhecer o clube, ver o que mudou além do futebol. Mas isso não interessa. Talvez venda mais falar mal. E eles preferem isso. E eu não vou ficar respondendo e me desgastando mais. O time não vai bem e colocam a culpa em mim. Como assim ?

UOL : Com tantas coisas boas, então, por que entraram com um pedido de impeachment e alegaram que sua gestão era temerária ?
PA : Tentaram fazer algo para desestabilizar. Só fizeram isso para desestruturar. É uma covardia, uma barbaridade. As pessoas têm que discutir o clube, a saúde financeira dele e a satisfação dos seus associados. Eu não me sirvo do clube e vivo com meus rendimentos. Tenho um apartamento, dois carros e nada mais. Minha mãe nem apartamento próprio tem. Como querem falar de enriquecimento, de gestão temerária. Nunca tive meu nome envolvido com roubo, desvio, nada. Pago dívidas hoje de gestões passadas. Tenho que pagar problemas com negociações de Souza, Renato Augusto, primeira venda do Ibson. E querem me criticar ? Fiz tudo muito bem. Até no futebol eu fui bem em alguns aspectos. O Flamengo hoje é um clube com credibilidade, estrutura e reconhecido no meio do futebol. Todos falam isso. Tenho carinho de todos os outros presidentes do Rio de Janeiro e até mesmo de São Paulo. O Luís Alvaro (presidente do Santos), por exemplo, falo constantemente. Me aconselho muito com ele. Falo sempre com ele. Ele tem cinco filhas, e sempre me trata como uma delas. Nas negociações, eu sempre converso com ele, me consulto.

UOL : Como é esta relação com o Luis Alvaro e quais são os principais conselhos que você recebe dele ?
PA : O Santos tem alguns mecanismos que o Flamengo deveria copiar, como o conselho consultivo. As decisões lá são colegiadas. Isto é fundamental. O clube reúne os melhores de cada área e decide o que é melhor. Aqui é tudo ao contrário. O Flamengo se mata nos bastidores para resolver alguma coisa. E o estatuto contribui para isso. É velho, engessado e eu pretendo mudar isso. Quero um novo formato, com conselho consultivo, pessoas que blindem o clube e te ajudem, sem interesses políticos. É isso que quero para a próxima gestão. Em momentos críticos, esta divisão de pensamentos ajuda.

UOL : Você hoje tem ideias para o próximo mandato e está em campanha. Mas chegou a pensar se valeria se candidatar novamente. Por que quase desistiu ?
PA : O desgaste é muito grande. Estou acostumada com essa pressão, mas é muito difícil suportá-la, cumprir uma rotina alucinante e ver que ninguém respeita isso. A opinião pública não quer ver essas coisas e me ataca de graça. A realidade não é o ataque que venho sofrendo. O clube está muito bem. As pessoas ficam sentadas em computador, disparando campanhas em redes sociais, mas não sabem o que se passa. E isso me cansou.

UOL : E com tanto desgaste, como relaxar ? O que fazer fora do clube para manter a cabeça tranquila e ter uma vida saudável ?
PA : Olha... (Patricia para por alguns segundos) Nem sempre eu consigo. É muito difícil. Tem horas que não aguento. São traições, facadas. E ainda tem o problema de chegar em casa e cuidar de quatro filhos e marido. Já tive várias fases e tentativas para superar isso, mas sempre com complicações. Já tentei ler para acalmar, escrever, tomar remédios. Nunca tinha tomado nem refrigerante, mas teve época que bebi algumas coisas.

UOL : E quando foi essa fase dos remédios ?
PA : O início deste ano foi complicado, o episódio Ronaldinho Gaúcho me chateou, mas o que tirou mesmo o meu sono e me fez tomar remédio foi a saída do Vanderlei Luxemburgo. Mandei ele embora chorando. Fiquei muito preocupada. Foi uma fase horrível, uma pressão enorme. Quase não dormia, e só conseguia com remédio. Ele matava os problemas no peito, resolvia e as coisas não chegavam em mim. E eu senti muito essa saída. Mesmo com a chegada do Joel e a contratação do Zinho, eu tomei muita pancada. O Zinho tinha muita boa vontade, mas era novo no cargo, não tinha a experiência do Luxemburgo e deixava algumas coisas chegarem a mim. Eu passei a sentir uma pressão externa muito grande. Com o Vanderlei, eu não tinha isso. Foi o pior período.

UOL : E agora, está mais tranquila ?
PA : Não. É tudo muito conturbado. Emagreci muito, tenho medo de fazer exames médicos e descobrir algo nos resultado. O estresse acaba comigo. Até dentro de casa eu sofro pressão. Marido e os quatro filhos só querem falar de Flamengo. É assustadora essa situação. Nem uma volta tranquila no shopping eu consigo mais. Eu não tenho lazer e sinto falta disso. Quando acende a luz vermelha, eu pego minha sobrinha e vou ao cinema. Ela que me ajuda, é meu refúgio. Pego a Gabriela (Amorim, de 20 anos, sobrinha) no domingo, na última sessão, prendo o cabelo, coloco um óculos e vou embora. Eu não consigo nem ir ao salão direito. Queria ir mais vezes. Chego lá e as pessoas só falam de eleição, Flamengo. Por isso pego a Gabi e vou pro cinema. Lá é escuro e ninguém me vê. Tento me divertir um pouco e conversar com ela sobre outros assuntos. E ela que me ajuda em vários outros aspectos, fica com meus filhos, estuda com eles.

UOL : E encerrando esse lado mãe, família, como cuidar do "filho" Adriano ?
PA : Nem gosto de falar desse jeito, o chamando de filho, senão vão me chamar de paternalista. Eu apenas faço com ele o que sempre procuro fazer com todos os ídolos que escreveram nossa história : dar apoio. (Patricia para e reflete antes de continuar) Mas está chegando um momento decisivo. Às vezes, me sinto impotente. Queria ajudar mais. São muitos problemas. Precisamos resolver isso. Faço tudo o que posso, mas existe um limite. E quem vai decidir essas coisas (limite) é o Zinho. Ele que está perto e vai dar a palavra final.

UOL : O fato do Flamengo não ter um patrocinador master é normal ? O trabalho feito durante estes anos não preocupa ?
PA: Preocupa, sim. Preocupa. Tem um sentimento de que deixamos a desejar nesta área. Eu reconheço isso. Mas as pessoas também precisam entender que o mercado mudou. A dinâmica de patrocínio de camisa mudou. As pessoas querem a camisa dividida, sem grandes valores e por tempos mais curtos. Tudo mudou.

UOL : Sim. E o Flamengo continua sem um patrocínio master há oito meses. O clube não conseguiu entender estas novas tendências e se adequar ?
PA : Pode ser que sim. E até bem provável que seja. Não fomos bem na área de marketing com patrocínios. Precisamos nos adaptar ao mercado e ainda não fizemos isso. Tivemos propostas por valores menores e não aceitamos. Continuamos pedindo muito alto. Talvez isso tenha sido errado. E também temos muitas complicações no conselho para votar certas parcerias. Às vezes, não temos muito dinamismo no marketing por este receio da aprovação do conselho. E precisamos mudar isso.

UOL : Então, pelo cenário descrito, podemos afirmar que teremos mudanças no marketing ? Você pretender mexer nesta pasta caso seja reeleita ?
PA : Sim. É possível. Não é nada pessoal com o Henrique (Brandão, vice de marketing), mas ficou a desejar. Até porque o clube tinha uma dúvida muito grande sobre o que era marketing e o que era comunicação, licenciamento e vendas. O marketing acabou sendo tudo isso, mas faltou em algumas partes. Por isso, entendemos que precisamos dividir essa vice presidência e criar uma de comunicação. E vamos fazer isso na próxima gestão : separar comunicação de marketing e criar um departamento de vendas, que será responsável por avaliar os valores corretos de patrocínio.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 29 Out 2012, 17:10

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultim ... ar-fla.htm

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UOL Esporte : A senhora já foi derrotada na eleição para a câmara de vereadores no Rio de Janeiro e pode perder a eleição para a presidência do Flamengo. Caso isso ocorra, o que faria a partir do dia 1º de janeiro de 2013 ? Tem medo de uma nova derrota ?
Patricia Amorim : Nenhum. Se isso acontecer, vou ser a mãe que não consegui ser nos últimos anos. Vou às reuniões da escola, aos jogos do Victor (filho mais velho de Patrícia). Tenho muita coisa para fazer que eu nunca consegui. Passei de atleta para a política do clube, depois para a câmara e nunca consegui parar e viver fora disso. Não sentirei nenhum vazio, até porque terei muita coisa para fazer em casa, com a família. E com o clube também, mas com mais prazer. Vou aos jogos de futebol fora do Rio de Janeiro, aos torneios de natação pelo Brasil. Além disso, vou estudar mais, ler bastante e ver meus filhos crescerem.

UOL : E com tanto desgaste no clube e prazeres fora dele, como a família, por que você ainda quer tanto continuar no comando do Flamengo ?
PA : Porque preciso fechar um ciclo. Tudo tem começo, meio e fim, e eu ainda estou no meio. E seria justo que eu concluísse coisas que comecei. O CT, por exemplo, e o Morro da Viúva mostram bem isso. Ainda estamos no meio das obras do Ninho e resolvendo situações sobre o prédio que vai virar um hotel. Para o ano que vem, vamos receber cerca de R$ 14 milhões para terminar o centro de treinamento e fazer também o CT da base. Quero fazer isso e dar de presente ao clube. Aqui na Gávea, reformei quase a sede inteira, mas ainda falta uma piscina nova, que é o meu maior sonho. E, claro, conseguir os resultados no futebol. Confesso que não foram bons nestes três anos. Quero sair do clube com uns títulos melhores nos próximos três anos.

UOL : A senhora reconhece, então, que a questão do futebol foi uma das falhas da sua gestão ? E justamente onde a torcida mais cobra...
PA : Sei que preciso dar uma resposta no futebol, ganhar um título de expressão, o que não ocorreu nestes três anos. Mas as pessoas também falam besteiras muitas vezes. Até parece que o Flamengo ganhava título todo ano antes da minha entrada. Ganhou em 2009 após 17 anos. Fiz muita coisa. Valorizei a base, assinei contrato com os jovens, que antes pertenciam a empresários, e o clube passou a ter receita com seus próprios jogadores. Em 2012, sei que erramos, principalmente naquele início. E por isso as críticas. Mas é injusto não lembrar dos outros anos. E sobre a cobrança da torcida, é natural. Em 2011, gritavam meu nome nas arquibancadas. Um ano depois, o resultado não vem e eu só tomo pancada. Assim é a lógica do futebol.

UOL : Mas você pegou um time campeão brasileiro (Patricia foi eleita um dia após o título brasileiro de 2009) e termina a gestão brigando contra o rebaixamento. Ainda acha o trabalho bom ?
PA : Claro. Peguei um time campeão, mas que nenhum jogador pertencia ao clube. Aquilo era uma coisa fora da realidade. Tivemos que reconstruir tudo. Eu já vi presidente aqui que não ganhou nada. Nós ganhamos estadual, fomos à Libertadores, ganhamos Copa São Paulo, revelamos atletas, temos os direitos sobre eles. O trabalho foi muito bom nestes três anos, mas querem avaliar só a falta de resultados em 2012. Tudo bem, erramos, mas será que foi só isso ? Caramba ! Paguei em dia, trouxe os melhores, mas não posso fazer nada se a bola bate na trave. Foram injustos na avaliação. As pessoas não me respeitaram, principalmente os jornalistas.

UOL : E por que você não se posicionou junto a imprensa para se defender disso ? Por que passou tanto tempo calada, sem dar entrevistas ?
PA : Porque as pessoas formam opinião antes e depois não querem me ouvir. São pessoas alienadas. Peço que os mesmos que me criticam venham conhecer o clube, ver o que mudou além do futebol. Mas isso não interessa. Talvez venda mais falar mal. E eles preferem isso. E eu não vou ficar respondendo e me desgastando mais. O time não vai bem e colocam a culpa em mim. Como assim ?

UOL : Com tantas coisas boas, então, por que entraram com um pedido de impeachment e alegaram que sua gestão era temerária ?
PA : Tentaram fazer algo para desestabilizar. Só fizeram isso para desestruturar. É uma covardia, uma barbaridade. As pessoas têm que discutir o clube, a saúde financeira dele e a satisfação dos seus associados. Eu não me sirvo do clube e vivo com meus rendimentos. Tenho um apartamento, dois carros e nada mais. Minha mãe nem apartamento próprio tem. Como querem falar de enriquecimento, de gestão temerária. Nunca tive meu nome envolvido com roubo, desvio, nada. Pago dívidas hoje de gestões passadas. Tenho que pagar problemas com negociações de Souza, Renato Augusto, primeira venda do Ibson. E querem me criticar ? Fiz tudo muito bem. Até no futebol eu fui bem em alguns aspectos. O Flamengo hoje é um clube com credibilidade, estrutura e reconhecido no meio do futebol. Todos falam isso. Tenho carinho de todos os outros presidentes do Rio de Janeiro e até mesmo de São Paulo. O Luís Alvaro (presidente do Santos), por exemplo, falo constantemente. Me aconselho muito com ele. Falo sempre com ele. Ele tem cinco filhas, e sempre me trata como uma delas. Nas negociações, eu sempre converso com ele, me consulto.

UOL : Como é esta relação com o Luis Alvaro e quais são os principais conselhos que você recebe dele ?
PA : O Santos tem alguns mecanismos que o Flamengo deveria copiar, como o conselho consultivo. As decisões lá são colegiadas. Isto é fundamental. O clube reúne os melhores de cada área e decide o que é melhor. Aqui é tudo ao contrário. O Flamengo se mata nos bastidores para resolver alguma coisa. E o estatuto contribui para isso. É velho, engessado e eu pretendo mudar isso. Quero um novo formato, com conselho consultivo, pessoas que blindem o clube e te ajudem, sem interesses políticos. É isso que quero para a próxima gestão. Em momentos críticos, esta divisão de pensamentos ajuda.

UOL : Você hoje tem ideias para o próximo mandato e está em campanha. Mas chegou a pensar se valeria se candidatar novamente. Por que quase desistiu ?
PA : O desgaste é muito grande. Estou acostumada com essa pressão, mas é muito difícil suportá-la, cumprir uma rotina alucinante e ver que ninguém respeita isso. A opinião pública não quer ver essas coisas e me ataca de graça. A realidade não é o ataque que venho sofrendo. O clube está muito bem. As pessoas ficam sentadas em computador, disparando campanhas em redes sociais, mas não sabem o que se passa. E isso me cansou.

UOL : E com tanto desgaste, como relaxar ? O que fazer fora do clube para manter a cabeça tranquila e ter uma vida saudável ?
PA : Olha... (Patricia para por alguns segundos) Nem sempre eu consigo. É muito difícil. Tem horas que não aguento. São traições, facadas. E ainda tem o problema de chegar em casa e cuidar de quatro filhos e marido. Já tive várias fases e tentativas para superar isso, mas sempre com complicações. Já tentei ler para acalmar, escrever, tomar remédios. Nunca tinha tomado nem refrigerante, mas teve época que bebi algumas coisas.

UOL : E quando foi essa fase dos remédios ?
PA : O início deste ano foi complicado, o episódio Ronaldinho Gaúcho me chateou, mas o que tirou mesmo o meu sono e me fez tomar remédio foi a saída do Vanderlei Luxemburgo. Mandei ele embora chorando. Fiquei muito preocupada. Foi uma fase horrível, uma pressão enorme. Quase não dormia, e só conseguia com remédio. Ele matava os problemas no peito, resolvia e as coisas não chegavam em mim. E eu senti muito essa saída. Mesmo com a chegada do Joel e a contratação do Zinho, eu tomei muita pancada. O Zinho tinha muita boa vontade, mas era novo no cargo, não tinha a experiência do Luxemburgo e deixava algumas coisas chegarem a mim. Eu passei a sentir uma pressão externa muito grande. Com o Vanderlei, eu não tinha isso. Foi o pior período.

UOL : E agora, está mais tranquila ?
PA : Não. É tudo muito conturbado. Emagreci muito, tenho medo de fazer exames médicos e descobrir algo nos resultado. O estresse acaba comigo. Até dentro de casa eu sofro pressão. Marido e os quatro filhos só querem falar de Flamengo. É assustadora essa situação. Nem uma volta tranquila no shopping eu consigo mais. Eu não tenho lazer e sinto falta disso. Quando acende a luz vermelha, eu pego minha sobrinha e vou ao cinema. Ela que me ajuda, é meu refúgio. Pego a Gabriela (Amorim, de 20 anos, sobrinha) no domingo, na última sessão, prendo o cabelo, coloco um óculos e vou embora. Eu não consigo nem ir ao salão direito. Queria ir mais vezes. Chego lá e as pessoas só falam de eleição, Flamengo. Por isso pego a Gabi e vou pro cinema. Lá é escuro e ninguém me vê. Tento me divertir um pouco e conversar com ela sobre outros assuntos. E ela que me ajuda em vários outros aspectos, fica com meus filhos, estuda com eles.

UOL : E encerrando esse lado mãe, família, como cuidar do "filho" Adriano ?
PA : Nem gosto de falar desse jeito, o chamando de filho, senão vão me chamar de paternalista. Eu apenas faço com ele o que sempre procuro fazer com todos os ídolos que escreveram nossa história : dar apoio. (Patricia para e reflete antes de continuar) Mas está chegando um momento decisivo. Às vezes, me sinto impotente. Queria ajudar mais. São muitos problemas. Precisamos resolver isso. Faço tudo o que posso, mas existe um limite. E quem vai decidir essas coisas (limite) é o Zinho. Ele que está perto e vai dar a palavra final.

UOL : O fato do Flamengo não ter um patrocinador master é normal ? O trabalho feito durante estes anos não preocupa ?
PA: Preocupa, sim. Preocupa. Tem um sentimento de que deixamos a desejar nesta área. Eu reconheço isso. Mas as pessoas também precisam entender que o mercado mudou. A dinâmica de patrocínio de camisa mudou. As pessoas querem a camisa dividida, sem grandes valores e por tempos mais curtos. Tudo mudou.

UOL : Sim. E o Flamengo continua sem um patrocínio master há oito meses. O clube não conseguiu entender estas novas tendências e se adequar ?
PA : Pode ser que sim. E até bem provável que seja. Não fomos bem na área de marketing com patrocínios. Precisamos nos adaptar ao mercado e ainda não fizemos isso. Tivemos propostas por valores menores e não aceitamos. Continuamos pedindo muito alto. Talvez isso tenha sido errado. E também temos muitas complicações no conselho para votar certas parcerias. Às vezes, não temos muito dinamismo no marketing por este receio da aprovação do conselho. E precisamos mudar isso.

UOL : Então, pelo cenário descrito, podemos afirmar que teremos mudanças no marketing ? Você pretender mexer nesta pasta caso seja reeleita ?
PA : Sim. É possível. Não é nada pessoal com o Henrique (Brandão, vice de marketing), mas ficou a desejar. Até porque o clube tinha uma dúvida muito grande sobre o que era marketing e o que era comunicação, licenciamento e vendas. O marketing acabou sendo tudo isso, mas faltou em algumas partes. Por isso, entendemos que precisamos dividir essa vice presidência e criar uma de comunicação. E vamos fazer isso na próxima gestão : separar comunicação de marketing e criar um departamento de vendas, que será responsável por avaliar os valores corretos de patrocínio.
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Debate entre os candidatos à presidência do Flamengo, que será realizada em dezembro :



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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 30 Out 2012, 16:49

http://www.lancenet.com.br/vasco/Dinami ... 19967.html

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Em meio à crise pela qual passa o Vasco, o presidente Roberto Dinamite concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira e abordou vários assuntos, como as saídas de jogadores durante a temporada, programa de sócios, centro de treinamento, categorias de base do Cruz-Maltino e salários atrasados. O dirigente prometeu uma equipe mais competitiva no próximo ano.

O mandatário chegou a lembrar que quando era jogador também conviveu com atrasos de salários, mas ressaltou que isso não justifica a falta de cumprimento com as datas do atual elenco.

Roberto Dinamite voltou a falar após mais de um mês sem se pronunciar. A última vez em que ele havia aparecido em público foi na inauguração do CT da base, em Itaguaí, no fim de setembro.

Desde o meio do ano que o presidente vem enfrentando críticas vindas das arquibancadas. Os torcedores contestam, principalmente, a atitude da diretoria em ter se desfeito de jogadores importantes e não contratado, segundo os cruz-maltinos, à altura.

Veja abaixo a coletiva de Roberto Dinamit e:

Esse momento é um momento importante para o nosso clube, importante para as pessoas que vivem o Vasco diretamente no nosso dia a dia. Sentido de esclarecer alguns pontos que foram importantes nessa relação clube, instituição e imprensa do modo geral. Sempre pautei, na minha vida que é uma troca, e quando tem essa troca se tem o respeito e vai e vai bem, e nesse sentido que eu quero, nesse momento, me colocar e falar para vocês algumas coisas para que não continuemos a cair na mesmice. Seria muito fácil falar que não é o meu perfil. Nessa troca o mínimo de respeito. Como ao longo da minha carreira de atleta e agora presidente sempre tratei todos com respeito. Vi aqui para acabar um pouco com essa coisa de disse me disse e cada um externar posições. O regime é presidencialista, mas quem convive comigo no dia a dia sabe do meu jeito de ser. Todos os profissionais têm autonomia. Quero colocar alguns pontos e tópicos que são importantes para mostrar algumas coisas que estão sendo feitas ou foram realizadas dentro da nossa administração. Tem coisas que interessam a uns e outros, de repente a ninguém, mas é importante colocar para todos. Vou estar aqui para responder o que eu acho que é correto responder e não vou me alongar muito.

DIEGO SOUZA E FAGNER

Diego Souza veio para o Vasco em uma situação em que o Vasco adquiriu 33% desse jogador e numa parceria com a Traffic e o Atlético-MG. Tínhamos o direito de exercer agora, nesse período de setembro, mais 20% que seriam 50%, pagaria mais 1,2 milhões euros. Ele recebeu uma proposta no período próximo a janela, conversei com o jogador, conversei também com as pessoas que estavam diretamente. Falei da importância que tem pro Vasco, mas sempre tem a realização que financeiramente seria bom para ele. No primeiro momento não fizemos a operação e ele foi para o jogo com o Figueirense, e no segundo momento veio a mesma proposta pelo procurador e a partir dai não teve mais o contato que tínhamos anterior e o jogador optou por sair. Eu fui a pessoa que falei para o Diego Souza que a saída dele não seria boa, mas ele tinha um contrato firmado, e por esse motivo ele optou em sair e saiu do Vasco e foi para o mundo árabe. Nesse meio tempo o presidente que tem que assinar, ele que faz a liberação e foi o que aconteceu. O jogador viajou, tinha o prazo de encerramento da janela, foi feito isso. o jogador viajou, assinou o contrato. Presidente tem um limite até onde pode chegar.

A informação que nós temos, junto com a Traffic e o Fernando Lamar, já foi feito um encaminhamento que o Vasco não recebu 1,6 milhão de euros. A equipe onde o Diego Souza está já foi notificada e dentro da resposta do que foi conferida ao Vasco junto com a Traffic, nós temos até o próximo dia 8 de novembro a palavra final com relação ao Diego Souza. (mostrou o documento encaminhado a FIFA)

E aí dou exemplo hoje, estão falando da possível saída do Dedé, e ele só está no Vasco porque quer estar no Vasco. Quer disputar Copa e por isso está aqui.

No caso do Fagner, um jogador importante mas que dentro daquele momento que o Vasco viveu 2008, 2009, não tínhamos condições de trazer grandes jogadores, o Fagner foi apresentado ao Vasco através do empresário, 80% dele e 20% praticamente dado ao Vasco. Teve contusões e depois virou um jogador importante dentro do grupo. E aí veio a proposta e depois ele achou que seria bom financeiramente para ele. Tentamos convencê-lo a ficar, mas ele quis sair.

RÔMULO

Rômulo teve uma proposta muito boa para ele e para o Vasco. Foi feita a operação e o Vasco cumpriu com aquilo que tinha que ser feito e os investimentos e recursos foram investidos em pagamentos e outros compromissos que são diários praticamente.

SALÁRIOS ATRASADOS

Vasco está em atraso ? Está. Posso dizer que dentro do futebol brasileiro, é um atraso. Não digo que tenham que entender, o ideal é que esteja pagando todo mundo dia 5, mas quem vive no futebol sabe que as parcerias, principalmente da TV, os recursos saem também depois do dia 20. Um fala dois meses, outro um, o Vasco está em atraso de um mês com os nossos profissionais, com relação a salários. Temos outras independências mas que são diretamente ligadas aos nossos atletas.

CT DO PROFISSIONAL

Existe já um documento com a Prefeitura e aí não é só o do Vasco, mas vou falar do Vasco que é a parte que interessa. Esse espaço é na Barra. Aproveitando a oportunidade em cima disso soube, ou saiu em algum jornal, de que o Vasco cederia o espaço do Calabouço e não é verdade. Não existe nenhum documento, não existe nada que foi conversado o que se levantou com relaçao ao Vasco ter esse CT na Barra e em contrapartida ceder a sede do Calabouço.

PROBLEMAS INTERNOS

O clube está praticamente bloqueado 100% com a Receita Federal. Estamos trabalhando com o advogado e mostrando que estamos querendo cumprir. Na área trabalhista nás assinamos o TAC em que hoje todo mês estamos cumprindo com todos os nossos funcionários de hoje e de outros períodos. Nós não estamos nos omitindo, estamos cumprindo.

Vou respeitar e estou com 58 anos e o que eu quero dentro desse processo é um jogo bem aberto, bem verdadeiro. Para que amanhã, quando sairmos daqui, possamos olhar um para a cara do outro com respeito e não com dúvidas.

Se falou em centralização, mas o Vasco é o clube mais descentralizado possível. Todo mundo tem autonomia em suas respectivas áreas.

VICES QUE SAÍRAM

Com relação a essa posição dos vice-presidentes e ninguém está obrigado a permanecer. A participação está dentro de um entendimento. Hoje, para mim, os meus vices estão aqui para dar continuidade ao trabalho. Com relação a Sao Januário de fazer aqui uma arena. Esse é um ponto, agora são essas coisas que às vezes eu coloco aí dizem "Vasco vai ser demolido". Essa colocação deixa no ar" Vasco vai acabar?", não está trabalhando um projeto para fazer todo esse anel, junto com uma empresa, inicialmene o Nelson (Rocha) teve autonomia e o Fred (Lopes) também teve autonomia nesse processo. Eu só fui participar da terceira reunião com a empresa que estava projetando. Conversamos e entendi esse primero momento por isso o Nelson estava e num segundo momento aconteceram outras reuniões e não só a técnica. A política com relação ao Prefeito, Governador, porque para fazer uma arena tem que melhorar e muito o entorno e aí passa por esse caminho, principalmente entre o Prefeito e o próprio Governador. Então o trabalho do Vasco com relação ao projeto de ter a arena é um e ter o Vasco como sede do rugbi é uma outra situação que passa pelo nosso Nuzman, que lá atrás tinha feito a colocação de não ser em São Januário e esse processo está aí, amanhã vamos entregar um documento para que ele possa ser viabilizado. Eu estou oferecendo São Januário para o rugbi, mas tem um projeto maior que tenha uma arena para atender melhor o torcedor, e para que isso aconteça é necessário essa parceria da Prefeitura com relação ao entorno.

EURICO MIRANDA

Vou até falar sobre isso logo porque realmente incomoda. Minha relação com o ex-presidente é institucional. Ele detém um poder dentro do clube, e qualquer votação lá não necessariamente tem que falar ou conversar com pessoas. Ele tem a visão dele, eu tenho a minha e eu sou uma pessoa que respeita todo mundo, mas tenho a minha opinião e meu ponto de vista. Eu quis fazer essa reunião porque as coisas estão se invertendo. As pessoas falam que o Roberto está junto com o Eurico e fica por isso mesmo. Não existe a mínima possibilidade, neste momento ou em momento algum, com relação a isso. Eu sou uma pessoa simples, mas os meus valores têm que ser respeitados. E uma das coisas que aconteceram aqui, eu separo bem isso. Uma coisa é institucional e outra é pessoal. O que eu passei aqui com meu filho eu não vou passar mais (emocionado). Não tenho dúvidas com relação a isso. Hoje estou tendo que responder uma coisa que colocaram no jornal.

ELETROBRAS

Tem coisas boas acontecendo também. Em relação ao sócio, a gente em curto prazo, espera aumentar o número. Mas temos de investir no clube, no time. A finalidade maior é essa trilhar um bom caminho. Pra todo mundo é difícil, mas o Vasco tem condições de vencer e sair. Em reção a Eletrobras, é uma parceira, a possibilidade existe, mas entra um pouco em relação das certidões, que é séria, mas estamos buscando novos caminhos para chegarmos ao patamar de alguns clubes que pagam no dia primeiro. Um clube como o Vasco não aguenta ter 600 funcionários, pois tudo vem do futebol.
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