Dirigentes, federações e confederações esportivas

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CHarritO
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 22 Mai 2012, 15:54

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GLOBOESPORTE.COM: Presidente, qual sua primeira memória como torcedor?
PETER SIEMSEN: Minha primeira memória como torcedor é de quando era muito pequeno, jogando futebol em Petrópolis, vestido de Fluminense da cabeça aos pés. Meu pai e meu tio, tricolores fanáticos. Lembrança forte mesmo é quando comecei a frequentar estádio. A primeira vez foi em 1975, no Maracanã, justamente contra o Botafogo. O Flu perdeu por 1 a 0, mas, como tinha a vantagem de poder perder por 4 a 0, foi campeão carioca. O primeiro campeonato que me lembro mais ou menos foi o de 1973.

Como é o Peter torcedor? Xinga muito?
O Peter torcedor mudou muito. Teve fases extremadas, outras mais calmas... Na final (do Carioca 2012) eu estava tenso. É um título que nos dá uma maior tranquilidade. Nosso foco tem a ver com estrutura, reorganização das finanças e aproximação da torcida com clube, é longo prazo. Você conseguir um título respalda e permite que continue trabalhando a longo prazo. Em geral, fico tenso, mas levo numa boa, sem xingamentos e sem chutes. Mas tenho histórias duras no passado. Em 1984, após o título (carioca) com o gol do Assis de cabeça sobre o Flamengo, tirei a bandeira do Brasil do Iate Clube e coloquei a do Fluminense. Descobriram, e ganhei uma suspensão. Em 1996, após sofrermos uma goleada histórica do Palmeiras (o time paulista venceu por 5 a 1 pelo Campeonato Brasileiro), chutei a janela e tomei seis pontos no pé.

O Peter torcedor já deixou de ir a algum evento familiar para assistir a um jogo?
Já deixei de ir a alguns eventos familiares para ir a jogo, isso é normal. Flu tem preferência. Evento familiar x jogo, o jogo sempre prevaleceu. Na final (do Carioca deste ano) eu apenas jantei rapidamente com a minha mãe após o jogo (Nota da redação: a partida decisiva foi disputada no dia das Mães).

Seus filhos já são tricolores?
Tenho três filhos, um de cinco anos, um de três e o mais novo tem um ano. Todos são tricolores. O de um ano, inclusive, está me dando um problema. Ele não tira a camisa tricolor de jeito nenhum. Não aceita trocar. Os outros também gostam. Quando passamos em frente à sede do Flamengo, na Gávea, todo mundo vaia de dentro do carro. É ótimo, uma alegria só. O primeiro jogo do meu filho de cinco anos foi naquela reta final de 2009, uma recuperação histórica. Ele ficou uma série de 11 jogos sem derrota. E um amigo dele, da mesma idade, cujos pais não são tricolores, também virou tricolor.

Recuperar a hegemonia do Carioca é uma meta de curto prazo do Fluminense?
(O Flamengo, em 2009, ultrapassou pela primeira vez o Flu em número de títulos estaduais, e depois chegou a fazer 32 a 30. Com a conquista deste ano, o Tricolor encostou no Fla, com 31 estaduais).
A luta é para recuperar o Fluminense como um todo. Ficar só comparando Carioca é pouco. Seria melhor comparar título brasileiro. Temos de ganhar mais três. A hegemonia seria legal? Sim, mas é pouco. Temos de buscar a hegemonia nacional e ganhar títulos internacionais também.

Presidente, qual o dia mais triste que você viveu como torcedor?
A maior tristeza, sem dúvida alguma, foi o primeiro rebaixamento (Nota da redação: rebaixamento no Brasileiro de 1996. Porém, por conta da descoberta de um escândalo de manipulação de resultados, o Fluminense foi mantido na Série A em 1997). Foi um baque. Nascer tricolor, escutar histórias, ler nos livros, testemunhar como o Fluminense é um clube grandioso e depois passar por algo tão terrível... Isso nos faz fraquejar e parecer tão frágeis. A forma foi muito dura, foi um nocaute, um momento sofrido. Eu estava escutando o jogo no rádio, passando pela praia do Leblon, e depois que caiu escutei um dirigente do clube, que não era o presidente, falando que os culpados eram os jogadores, o árbitro e o mundo, mas que eles tinham feito tudo certo. Nunca concordei com isso. Achei muito absurdo e fora de contexto. O culpado é sempre o comandante. Aquilo mexeu tanto comigo que resolvi virar sócio.

Já havia o sentimento de ser presidente do Fluminense?
Não. Ali surgiu um sentimento solidário e coletivo de querer ajudar. Nunca tive ambição de ser presidente. Primeiro, ajudava apenas torcendo. Depois fui ajudar na administração, e as coisas caminharam por um lado que nunca imaginei na minha vida. Achava que ser presidente era algo muito distante. Mas a vida nos prega peças, para o bem e para o mal, e surgem momentos incríveis. Está sendo uma experiência única, algo inacreditável e fora de série, nas alegrias e nas dificuldades.

Qual o momento mais feliz, a sua maior alegria como torcedor?
É difícil eleger apenas um momento de alegria. O tempo muda a percepção das coisas. Tive momentos muito bons. Na década de 80 foi tanta coisa legal. Em 1980 mesmo, um título maravilhoso pela idade que eu tinha, pelo momento da minha vida... (Peter Siemsen tinha 13 anos). Depois, o tri carioca de 1983/84/85.
Mas acho que o gol do Renato Gaúcho em 1995 foi algo que me deixou em estado de êxtase maior pelas condições. Era o centenário do Flamengo, o nosso maior rival durante muitos anos. O Flamengo causou muitos danos ao Fluminense em termos de perda de torcida e de opressão, o nome Flamengo foi muito usado... Havia pressão muito grande para crianças serem torcedoras do Flamengo. Nas escolas, as pessoas, os professores… Ganhar daquela maneira mostrou que realmente o Fluminense é um time de superação, de guerreiros. Foi muito bacana aquela vitória, um momento espetacular.
Mas senti alegrias enormes também nos jogos da Libertadores contra São Paulo e Boca Juniors (respectivamente, quartas e semifinal da Taça Libertadores de 2008). Não foram um campeonato, mas foi quase como se ganhar o campeonato. A recuperação de 2009 (o Fluminense escapou do rebaixamento ao ficar invicto nos 11 últimos jogos do Brasileiro, com sete vitórias e quatro empates) valeu como um campeonato. Foi melhor do que muitos títulos.

E o título de 2010 foi o auge da recuperação de um clube e que consolidou a marca tricolor como uma grande força. O clube já vinha nesse trabalho de recuperação e aquele momento fez o Fluminense voltar a sentir que é muito forte. Só precisa mesmo de um bom trabalho de organização e gestão. O senhor vê como o papel da torcida nisso tudo?
A torcida vem dando show de alguns anos para cá. As ações que temos feito junto aos torcedores têm dado retorno extraordinário. Para a eleição, falamos para o torcedor se associar, para tornar o futebol politicamente importante dentro do clube. Mais de mil pessoas se associaram na campanha, só por causa do futebol, não por causa do social. Depois que ganhamos a eleição, quase 900 torcedores se associaram. Depois, lançamos o plano para o torcedor do clube pagar mais R$ 10 e ter direito aos ingressos dos jogos como mandante. Mais três mil torcedores se associaram. Desde que assumimos a presidência, foram quase cinco mil novos associados através do futebol e de programas que custam R$ 120 por mês. É um valor individual alto, mas para algo que dá direito a ir a todos os jogos usando a própria carteira de sócio. Se você cria algo legal, o torcedor vem junto.
O projeto do livro 110 anos serve para reforçar essa imagem de superação. O Fluminense hoje tem a imagem do povo brasileiro, tem essa faceta democrática. É um clube de superação, que lembra o povo que cai, mas levanta, abre o sorriso e segue em frente. A gente queria criar algo assim, então desenvolvemos o projeto que vai retratar 110 jogos do Flu com este espírito guerreiro. Aí pensamos: "Como vamos fazer?". O momento ainda é de austeridade. Estamos longe do equilíbrio. Aí o marketing veio com o projeto de "crowdfunding", que vocês chamaram de vaquinha coletiva. Em oito dias alcançamos o valor. Ou seja, é um projeto auto-sustentável. A torcida acredita. Temos também o "Tricolor em toda a Terra", que freta aviões para a torcida acompanhar o time. O retorno é maravilhoso. Para o jogo contra o Boca, a gente programou e organizou com a polícia de Buenos Aires um tratamento especial para o torcedor. Em função dessa organização, quatro mil tricolores se movimentaram de algum ponto do Brasil, e até do mundo, para Buenos Aires. Tudo isso foi organizado, sem qualquer tipo de confusão. Foi marcante. Ou seja, a torcida do Fluminense compra a ideia, acredita, está junto. Mas precisa confiar. E eles sabem que é algo de longo prazo, mas que estamos construindo passo a passo.

Há algo a mais previsto para os torcedores?
Estamos enviando três propostas de mudanças no estatuto do clube para o Conselho Deliberativo. Além da liberação da terceira camisa em outras cores que não sejam de rivais, estamos com um novo plano de associação. O torcedor pagaria algo em torno de R$ 40 para frequentar o futebol do clube sem ter direito à parte social. Ele não teria o benefício de pagar mais R$ 10 e ter direito aos jogos, como é o programa novo que lançamos, mas teria direito a ter meia-entrada. E o mais importante: ele vai poder votar. Todo sócio deve poder votar. Esperamos a aprovação para dar um passo significativo na democratização do clube. O último ponto é para simplificar a apresentação do balanço. Quem não é contador tem uma compreensão difícil. Queremos obrigar a apresentar também o fluxo de caixa. Só assim se consegue ver com detalhes a distribuição de cada verba. É algo que vai simplificar para os 300 conselheiros poderem entender o que foi feito com as receitas do clube.

O Fluminense sempre teve um discurso e até uma pecha de elitista. Seu discurso agora parece apontar um caminho oposto. É isso mesmo ou apenas uma impressão?
Não, é isso mesmo. O Fluminense tem uma tradição de ser uma torcida de elite, mas quem olhar no passado, quando o Fluminense nasceu, era o primogênito dos clubes de futebol do Brasil. Durante muitos anos, o Fluminense teve todo tipo de torcedor. Ele passou por um processo de se tornar meio elitizado, essa é a minha visão, porque durante muitos anos o Fluminense foi um clube muito forte do ponto de vista social. Para o cara se associar ao clube, era muito caro do ponto de vista de comprar o título, pagar a mensalidade. Acabou que os frequentadores do clube nas décadas de 40 e 50 eram muito elitizados. Isso acabou se transformando na imagem do clube. Mas clube de futebol popular com milhões de torcedores não dá para ficar restrito a uma classe social. Tem que ser um clube dos milhões de torcedores e tratá-los por igual. O Fluminense, por tudo que passou na década de 90, tem mais do que o direito de se sentir um clube popular, de se sentir um clube igual à população do Brasil ou até àquela população que mais sofre. Porque o Fluminense teve uma queda, mas superou-a. E continua superando. O Fluminense, toda vez que tem uma dificuldade, ele renasce. Ele luta, desafia, briga com os números, cria novidade. O Fluminense, de um tempo para cá, tem a torcida mais inovadora do Rio de Janeiro e certamente uma das mais inovadoras do Brasil. A torcida, desde 2007, vem criando uma mentalidade de não usar o clube, não precisar do clube para desenvolver. Cria megafestas, músicas criativas, mosaicos lindos. O Fluminense cada dia se associa mais e mais a um clube popular, um clube de todos. Primeiro, a imagem de superação, de garra, do que é a luta do povo brasileiro pelo crescimento econônico, pela melhoria de vida, da briga contra a corrupção, a violência. A gente vê o Rio de Janeiro se transformado, e o Fluminense está dentro desse miolo. O Fluminense e sua torcida têm a ver com essa mudança na história, o Rio de Janeiro está mudando e o Fluminense está mudando junto.

Mas essa imagem de elitista, que viria do passado, pode atrapalhar os planos do clube?
Não, temos de saber usar isso. Se a torcida do Fluminense, como vi numa pesquisa, é 57% formada por membros das classes A e B, ótimo. Usamos isso para o bem. Do ponto de vista econômico, quando lançar um produto, quando se associar à marca Fluminense, está se associando a uma parcela de 57% com alto poder aquisitivo de compra. A gente quer aproximar essa torcida do clube e criar um canal direto de comunicação. Então toda nossa ação pontual, de marketing ou de comunicação, vai lidar com o público comprador com alto poder aquisitivo. O lado ruim é que o ideal mesmo é o clube estar formado em todas as faixas das classes da população. Até porque o Fluminense, hoje, é um clube democrático. Tanto que essa associação em alto número é um convite do Fluminense à democracia, a seu sócio, ao torcedor de futebol a se associar, a ter direito à cidadania tricolor. Se a gente é brasileiro e vota, quem é Fluminense tem que votar também. Quantas pessoas dizem que o Fluminense é minha nação? Então, se é sua nação, entra de sócio e vota. Não é votar no Peter ou Joãozinho. Entra, vota, fiscaliza. E se tiver um tempo, ajuda. Assume cargo, função, vem trabalhar junto.

Grande parcela dos novos sócios é influenciada pelo resultado do futebol. Isso de alguma forma preocupa?
Ninguém pode fugir da realidade. Ela é essa. Quem vem tem de saber lidar com ela. Esse é o meu papel, não adianta querer enganar ou evitar. A primeira luta dos torcedores é o resultado. Mas não é só isso que define. Fui eleito com a oposição campeã do Brasileiro cinco dias antes. Se achasse que só o resultado fosse valer, dificilmente eu teria sido eleito. O que pesou foi a defesa para que o clube voltasse a ser Fluminense Football Club (Peter dá ênfase à palavra futebol). Tem de ter carinho pelos esportes olímpicos e pelo social, mas o foco principal é o que dá o nome ao nosso clube: o futebol. Na minha opinião, é importante trazer o torcedor para ser sócio e garantir um Fluminense forte. O Internacional fatura R$ 4 milhões só com os associados. O Grêmio, R$ 3 milhões. O Coritiba faz R$ 2 milhões. Quando assumimos, o Fluminense rendia R$ 400 mil. Agora chegamos a R$ 1 milhão e temos muito potencial para chegar lá no topo. O Fluminense vai se tornar financeiramente forte se chegar até esse valor. Hoje não é.

A Unimed, hoje, é parceira. Se amanhã Celso Barros se candidatar ou apoiar outro nome, o que você faria?
O Celso teria meu voto.

Você e Celso Barros foram os primeiros a levantar a taça pelo título carioca de 2012, uma cena representantiva. Como vê isso e qual é a relação hoje com a Unimed?
Eu adorei. Fui eu que botei a taça na mão dele. O Celso é a pessoa que mais merece essa taça. Nada mais justo para quem lutou durante tantos anos nesta fase de reerguer a marca. Hoje, lutamos para reerguer o clube, que ficou muito para trás. Esse trabalho é embrionário. O dele (Celso Barros) já está estabelecido. Um dos pontos fortes do Fluminense são os grandes elencos há muitos anos. Existem alguns escorregões? Claro. Mas sempre que era derrubado, o Fluminense voltava. E o clube passou a ter uma imagem forte fora do Brasil. É para reconhecer, elogiar e premiar um patrocinador que esteve ao lado em vários momentos. O Celso e a Unimed têm, da minha parte, o maior reconhecimento. Eu fiz questão de que ele levantasse a taça. Quero fortalecer a parceria e tocar as duas marcas em uma unidade ainda maior se possível.

É possível a vida sem Unimed?
Ainda seria muito difícil a vida sem a Unimed. Mas o clube vem sendo trabalhado para poder viver sem. Prefiro que esse dia nunca chegue. A Unimed também tem um retorno legal. Todos associam o Fluminense com a Unimed. É um "top of mind" incrível. É difícil ver um sucesso tão grande em uma empresa que coloque uma marca por apenas seis meses. Ninguém fica com aquilo associado. Só mesmo se for algo desconhecido. Aí é legal. Mas o que agrega uma marca tradicional se associar a uma camisa por um curto espaço de tempo? Em São Paulo, um minuto de publicidade é mais caro que no Rio. Então o patrocinador tem uma maneira diferente de encarar. De repente vale mais expor a marca no backdrop ou em um comercial. Mas aqui, não. Além da Unimed, que entrou no fim de 1998, temos também a Adidas, conosco desde 1996. É incrível a associação dessas marcas.

A Unimed tem parcela de direitos federativos de algum jogador? Ela influencia na hora de negociar algum atleta?
Não é participação. A Unimed tem algumas garantias dos jogadores que ela ajudou a trazer. É uma garantia para que possa ter o retorno do investimento. É como uma ação de marketing. A empresa compra uma campanha de publicidade para veicular em um meio de comunicação. Se o veículo rescindir, existe uma multa. Se o jogador não completar o período, a Unimed tem uma multa para receber o direito da indenização. Não é a Unimed comprando ou vendendo jogadores. As pessoas confundem isso. Qualquer outro teria direito a essa indenização em caso de antecipação do fim do contrato.

O Conca foi assim, a Unimed não influenciou na venda dele para a China?
O Conca e o Mariano foram assim. Eles tinham contratos de longo prazo de imagem.

Sobre a Adidas, a relação pode ser considerada satisfatória?
Estamos construindo uma relação diferente com a Adidas. Vamos ter cinco uniformes do Flu no mercado esse ano, é inédito. Vamos ter os dois modelos novos, a grená, a dos 110 anos, que será um kit em edição limitada, e a atual tricolor seguirá à venda. Como a nova número 1 será um pouco mais ousada, para os tradicionalistas não ficarem sem a camisa tricolor, a atual seguirá à venda. Teremos mais opções para crianças, trabalhamos na criação de novos produtos, trabalhamos na modelação de uma nova loja junto com a Adidas, da construção de uma nova loja do clube. Tem muita coisa para acontecer.

Sobre o balanço econômico de 2011. Pelo documento divulgado, a arrecadação com marketing teria crescido, de 2010 para 2011, 105%. Essa era uma das bandeiras de sua campanha. Como analisa esses números?
O nosso marketing cresceu em muitas coisas e em outras, nem tanto. Mas isso demorou um pouquinho. Em 2010, um mês antes da eleição, houve uma cessão do marketing por dez anos em troca de um adiantamento de R$ 5 milhões. Assumimos o clube com um contrato danoso, remodelamos e hoje estamos com vida nova. Mas sofremos seis meses com aquele acordo. Eles foram bacanas (Nota da Redação: Peter Siemsen se refere à Traffic). Nós fomos abertos e repaginamos o acordo. O Fluminense tinha recursos parcos, tentando trabalhar, e nesse cenário ficou uma equipe jovem com quatro ou cinco pessoas. E era barata. Ficamos catando profissionais para contratar, mas a dificuldade era grande. E com o passar do tempo essa equipe foi mostrando que não precisava ir atrás de outros profissionais. O nosso vice, Idel Halfen, não está aqui todo dia, mas é um cara muito bom de mercado e de licenciamento. Esse crescimento foi uma surpresa para mim. O departamento teve uma queda, parecia que estávamos no caminho errado. Mas houve uma série de rescisões de contratos prejudiciais e depois veio o processo de crescimento, provando que o caminho está correto. Nossa equipe é muito legal, são torcedores. Eles trabalham como se fossem para eles. São garotos alcançando resultados que eu mesmo não acreditava. Nós contratamos uma empresa de comunicação que estruturou tudo também. O Fluminense não tinha Facebook, isso é inacreditável no mundo atual. Hoje são 323 mil seguidores em menos de um ano. É o maior crescimento do mundo, pois saímos do zero. Antes, tínhamos apenas o assessor do futebol. Agora, quem trabalha no futebol também gera conteúdo para o clube. Todos no marketing têm dupla função. Temos fotógrafo, assessor que trabalha com rede social... Mas nossa experiência de uma equipe de marketing jovem com uma equipe que é uma grife de comunicação está sendo sensacional. Gerenciar futebol não é fácil. Hoje além dos jornais, são dezenas de canais ávidos por informação. Atender a isso e também aos torcedores nos faz tomar decisões que são duras para o clube. Mas temos de ter austeridade e não se perder com a euforia. A torcida entende isso e sabe que o clube tem um potencial enorme. Mas avançamos.

Ficou assustado quando assumiu o cargo e tomou ciência da situação do clube?
Assustado é uma palavra forte. Sabia de problemas crônicos e graves. Não que eles estejam solucionados. Temos um caminho longo pela frente. Algumas coisas são piores do que eu imaginava. O Flu entrou no Timemania em 2007 e, até dezembro de 2010, não pagou um tributo (Nota da Redação: a gestão anterior, de Roberto Horcades, saiu em dezembro de 2010). Temos um hiato para lidar, que está sendo dificílimo, que é o não pagamento de tributos quase por três anos, que somam R$ 16 milhões em aberto. Seguimos no Timemania, só fomos excluídos do FGTS, pois repactuamos com a Caixa Econômica Federal. Mas temos esse hiato de INSS e Imposto de Renda, que é apropriação indébita retida na fonte, que não foi repassado e que temos de pagar alguma hora. Esses dois (INSS e Imposto de Renda), somados, dão R$ 10 milhões, mas não temos agora. Era algo não tão inesperado, mas não estava no visual dessa forma.

E quanto a Xerém e as divisões de base?
Xerém foi uma coisa que nos assustou, realmente. Eu fiquei muito assustado com o nível do tratamento. Os campos estavam muito ruins, tudo em um nível inaceitável para que crianças e adolescentes morassem ali. O projeto Xerém foi o primeiro implementado na sua plenitude. Fizemos mudanças nas pessoas, captação de novos atletas, e a melhoria do que era inaceitável. Tudo ocorreu e começamos a colher frutos. Quem já estava produziu ainda mais, além dos outros que trouxemos. Estamos colocando jogadores no mercado inteiro, no Brasil e no mundo. O potencial de receita futura além do fortalecimento da marca é enorme. A parte 2 em Xerém é construir uma área técnica. O custo sai em torno de R$ 3,5 milhões. Ainda estamos tratando para ver como faremos, porque o custo é alto.

Há quem diga que a Unimed pode atrapalhar o desenvolvimento dos jogadores de Xerém, já que a patrocinadora contrata jogadores que, teoricamente, tiram espaço para o desenvolvimento de quem vem da base. Concorda?
Não concordo de jeito nenhum. O responsável pelas decisões do Fluminense sempre foi o Fluminense. Se no passado vendeu algum jogador de maneira prematura é uma questão do próprio Flu, assim como hoje o clube tem ao seu lado a Unimed. É fantástico para o projeto mesclar a experiência de grandes jogadores, nos quais o patrocinador investe, com os mais jovens. São ídolos que trazem referências e convivem com quem vem da base, com relação quase umbilical. Garotos que crescem dentro do clube e entram para o elenco com essas referências. É o melhor caminho, pois os garotos ganham uma visibilidade maior.

E a respeito da venda de jogadores da base?
Estamos trabalhando para evitar vendas prematuras. Mas por enquanto não dá, o Fluminense não fecha o ano sem vender. Aí acaba tendo de negociar um ou dois por ano, até ter o equilíbrio financeiro para apenas vender quando o valor for irrecusável. Aí você pega o dinheiro e, em vez de usar no fluxo de caixa, usa em estrutura, em compra de dívida trabalhistas. Fazendo isso, você saneia o clube em pouco tempo. É importante a torcida ter essa visão de que um é vendido para cinco atletas permanecerem. Se você produz em quantidade e qualidade, pode e deve fazer isso. É saudável para o clube.

Há algum nome para ser negociado agora?
Não entro em nomes porque temos propostas por vários jogadores. Tem proposta de investidores para mantê-los também. Mas a realidade é que, sem vender, o Fluminense não fecha o ano com a receita regular. Esquece. Em dois ou três anos, talvez, mas hoje não é possível.

A Unimed não poderia investir em jogadores da base, que já teriam uma identificação imediata com clube e torcida? O Wellington Nem não poderia ser trabalhado como um possível ídolo?
O Fred, por exemplo, é um jogador já tarimbado. Ele chega como referência. O Nem não chegou assim. Ele agrega com velocidade, juventude, tem um espírito legal, traz orgulho para a torcida. A convocação para a Seleção é muito legal. É o que nos possibilita continuar construindo. Mas não é só ele. Temos o Marcos Junior, o Wallace, o Patinho, que está indo para o Sporting-POR, emprestado. Estamos em um momento que não precisamos vender o Nem, mas, se chegar uma proposta, avaliamos. Já vimos clube recusar uma proposta e o jogador crescer, mas também vimos descer, jogador se machucar. O clube tem de entender isso e saber lidar. Agora, quando já há uma referência de ídolo, é preciso trabalhar para ele não ser vendido. Aí pode ser o caso de se mexer em outros jogadores para manter um por mais tempo. A Unimed já investe no Fluminense. No caso do Nem não é necessário, ele tem mercado, a Unimed já tem direito de imagem dele. Já o Deco, por exemplo, não tem mercado de venda. Ele é uma referência indiscutível, mas qual o valor de mercado? Não tem. Seu ganho é exclusivamente em campo. Mas o valor dele para o Fluminense é mil vezes maior do que o valor de venda dele. Seria um absurdo a gente querer fazer uma transação com Deco, não faz sentido.

É verdade que houve uma proposta pelo Wellington Nem? E que Abel Braga teria batido pé para que ele não saísse?
Não foi assim. O que houve foi uma proposta muito boa para um jogador que não tinha nem jogado no profissional do Fluminense. Na época, era uma proposta relevante. Estávamos propensos a aceitá-la, e o jogador tomou a decisão de não ir. Na mesma hora o Fluminense acatou, eu fiquei orgulhoso. Fiquei feliz por ver um jogador que mostrou vontade de ficar, que valoriza o Fluminense como instituição e que vai jogar com vontade triplicada depois de uma situação como essa. O Fluminense teve de se virar com as finanças em função disso. Talvez, na frente não vá ser ele (o negociado), vai ser outro, mas é aquilo… temos de trabalhar com a venda de jogadores. Ninguém tem mais de R$ 400 milhões em dívidas com uma estrutura ainda antiquada e fica impune a isso. Agora, se conseguirmos aprovar essa nova categoria de sócio e a torcida entrar em peso, vamos superar o problema de fluxo de caixa, antecipamos o equilíbrio financeiro e aí a venda só será concretizada por um valor irrecusável. Se a torcida apoiar, a gente encontra o equilíbrio financeiro e escolheriámos a hora de vender. Se a gente conseguir mais R$ 2 milhões de mensalidade, a gente encontra o equilíbrio financeiro e não venderia mais nenhum jogador por problema de caixa. É uma promessa.

Sobre a questão do CT, uma promessa de campanha, há novidade?
Prefiro não falar. Antes de mais nada, continuo torcedor antes de ser presidente. Eu mesmo me frustro por estar demorando tanto. Não quero mais tocar no assunto, o trabalho está em curso, há dificuldade em face do alto custo imobiliário no Rio de Janeiro. O clube não tem recursos para o projeto, tem de ser autossustentável e estamos trabalhando para que ele aconteça. Mas não há prazo.

Sobre a Timemania, há informações de que haveria um reescalonamento das dívidas, pois a loteria não estaria cumprindo sua função de reduzir as dívidas dos clubes em virtude do volume de apostas abaixo do esperado. Ouviu algo a respeito?
Não sei, a única pessoa com que conversei sobre isso foi com Marco Polo del Nero (presidente da Federação Paulista de Futebol). Ele disse no sentido de os clubes se unirem para tentar mudar a situação das dívidas tributárias. Isso é chave. Agora, só para as pessoas entenderem, há muita injustiça quando analisam os balanços. Lendo a análise do balanço do Flamengo, acheia-a muito injusta. "Ah, a presidente lá falou que a dívida ia reduzir, e a dívida cresceu para caramba". A análise não é essa. A dívida tributária não deve ser mexida. Você mexer no seu fluxo de caixa para pagar dívida tributária, fora pagar a mensalidade da Timemania, é jogar dinheiro pela janela. É uma dívida complexa, todos clubes têm, e ela precisa ser tratada em conjunto. Tem de ser, sim, um projeto do Congresso, do governo e dos clubes para resolver isso. Se a solução for muito onerosa, muitos clubes não vão aguentar. Não adiantaria de qualquer maneira. Ela não sendo tão pesada, permitirá maior capacidade econômica do mercado, que vai conseguir investir melhor em jogadores e infraestrutura. A única coisa que acho é que a solução dessa dívida deve vir acompanhada de contrapartida. Que os clubes tenham a obrigação de uma meta fiscal, de não poder gastar mais do que recebem, não podem gastar xis porcento do orçamento com folha salarial em relação à receita. Seria preciso haver um arcabouço de contrapartidas para que a gente partisse da estaca zero com responsabilidades.
Por exemplo, a mesma questão do Flamengo é a do Fluminense. Houve uma correção da dívida, correção de R$ 41 milhões, parte dela trabalhista, parte tributária. A primeira, pagamos o valor de face no ato trabalhista. No dia em que o Fluminense encontrar o equilíbrio financeiro, haverá a possibilidade de, quando houver receita extraordinária, pegar minha dívida trabalhista e comprá-la mais barato. Às vezes até 50%, 60% mais barato do que o valor de face. Pegar uma dívida parcelada em dez, 12 anos, e reduzir o tempo dela. Quanto mais rápido pagarmos essa dívida trabalhista, mais rápido haverá poder de investimento do clube. Clube com capacidade de investimento é a receita do sucesso. Mas a dívida tributária é outra coisa.

O que pensa sobre a hipótese de o clube ser punido por não cumprir metas fiscais, por não pagar dívidas acordadas na Justiça, inclusive com punições esportivas?
Apoio. A punição teria de ser o dirigente deixar de ocupar o cargo passando até pelo rebaixamento de divisão do clube. O clube só voltaria quando se enquadrasse nas regras fiscais e financeiras do programa. Só uma coisa, eu penso assim, mas não lidero nenhum movimento. Não tenho condições de trabalhar nisso, hoje meu foco é 100% o Fluminense. Agora, se alguém levantar essa bandeira, tem o meu apoio.

Sobre a dívida do Fluminense, a relação entre receita e dívida bruta realmente cresceu?
Na nossa gestão, não geramos nenhuma dívida trabalhista nova, mas cresceu por causa da correção. Geramos pouquíssima dívida fiscal e tributária nova. Pelo contrário, fizemos um acordo com a Caixa Econômica Federal, pois estávamos excluídos do parcelamento do FGTS. Junto com esse novo parcelamento, fizemos um trabalho de avaliação dos débitos. Fizemos um cruzamento de informações e conseguimos reduzir cerca de R$ 3,5 milhões em dívidas. Porque o clube fez acordos trabalhistas no passado e não deu baixa na Caixa. Pelo que reduziu de acordos e pelo que conseguimos de vitórias na Justiça, acabamos diminuindo a dívida em si. Mas, obviamente, pagamos um preço que que é a correção da dívida, que foi, repito, de R$ 41 milhões. Isso é metade do faturamento do clube. Temos de lidar de uma forma pontual. Não vamos tocar na dívida tributária, o tratamento dela é junto ao mercado. O foco para pagamento é na trabalhista.

Como está a relação com o Flamengo após a questão do Thiago Neves?
Cada um cuidando mais da sua vida, com pouco contato. Tem a comissão "Os Cariocas", criada pelo presidente do Botafogo, que trabalha em projetos e sugestões para melhorar o Campeonato Carioca. É a única relação mais próxima com o Flamengo.
Sobre o Maracanã, havia uma conversa de Flamengo e Fluminense se associarem...
Ainda não saiu o processo de concessão. Está se especulando a IMX associada à Odebrecht. Temos contatos e conversas com a IMX, até em outras questões. Temos uma relação fantástica com a IMX. Não sabemos se ela será a concessionária, mas se ela vier a ser, certamente que a relação com o Fluminense tende a ser estreitada.

O Flamengo estaria junto?
O Flamengo pode ou não ter uma participação. Cada um cuida da sua relação. Essa pergunta tem de ser feita para o concessionário. Quer ter como parceiro um, dois, três, quatro clubes, vai ter eventos, shows? Os interesses deles, concessionários, precisam ser vistos. O Flamengo resolveu trilhar o caminho sozinho. Não tem problema. Hoje, o Fluminense é extremamente pragmático e trabalha em cima do que existe. Caso seja a IMX, estamos confiantes de que o Fluminense estará nesse projeto. O Fluminense já é usuário do Maracanã há 63 anos, por direito. Foi o Fluminense quem fez o primeiro gol do Maracanã. A única coisa que eu garanto é que não há concessionária que assuma o Maracanã e vá se livrar do Fluminense. A disputa é boa. O Flu e o Maracanã nasceram unidos e vão continuar assim.

Sobre a promessa de campanha de um fundo de investimento dos jogadores?
Está acontecendo, mas é um assunto tratado sob sigilo, até porque envolve investidores. Vamos testar para, quem sabe, um dia ter um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) de jogadores. Uma coisa é ter uma empresa de jogadores, com poucos investidores de muita grana. Botafogo faz isso bem feito, Vasco fez alguma coisa recentemente, e o Flu pode trabalhar para ter isso. Outra coisa é ter um fundo FIDC, que tem um custo anual de R$ 400 mil. Não sei se isso seria viável, é um custo alto. Mas nada é impossível, com queda de juros, a remuneração do dinheiro fica mais complicada. Mercado imobiliário no topo, dinheiro parado no banco com remuneração de taxa selic pagando cada vez menos... Talvez um fundo FIDC possa ser atraente, até porque o mercado de direitos federativos, no Brasil, está consolidado. Quando houver a primeira opção, ela tiver sucesso e credibilidade, acho que pode explodir. Mas, no momento, é um sonho, pois o custo anual é muito alto. Acho que teria de funcionar com cesta de jogadores, não com todos. Mas, por ora, é um sonho.

Qual sua avaliação sobre o elenco do Flu? Independentemente do resultado da Libertadores, é preciso se reforçar para o Brasileiro?
O elenco é muito forte, nosso comandante está dando um show. Reforços, só mesmo se for uma questão de oportunidade. É difícil hoje olhar uma posição em que faltem boas opções.Temos o melhor goleiro do país. Para a Copa de 2014, já tenho o meu favorito: Diego Cavalieri. Na lateral, o Bruno tem uma experiência boa e vem crescendo ao longo do ano. Além dele, temos o Wallace, que é uma promessa, acabou de completar 18 anos e já jogou em todas as seleções de base. Vai subir também o Julião, outro com potencial imenso. Na lateral esquerda, temos o Carlinhos jogando futebol de Seleção Brasileira. Na reserva tem o Carleto, que quando entra parece titular. Fiquei feliz de vê-lo na festa com a bandeira de uma torcida. Ele criou um laço em tão pouco tempo. No meio é muita qualidade. Os volantes são todos maravilhosos, cada um com sua característica. O Diguinho vinha sendo um dos melhores do time. Saiu e entrou o Jean, que manteve o alto nível. Na frente, temos o Deco, que dispensa comentários, e ainda quer jogar por mais uma temporada. O Wagner sofreu com um período de adaptação, mas entrou bem na final e vai nos ajudar.
No ataque é brincadeira. Fred, Rafael Sobis, Rafael Moura, Samuel, que é uma promessa muito boa. Pelos lados o Wellington Nem e o Marcos Junior. Foi o que disse, se houver uma oportunidade, como foi o Thiago Neves, por exemplo, quando contamos com a Unimed, vamos atrás. O Thiago foi a melhor aposta que poderíamos ter feito. Uma garra e humildade incríveis.

Mas e a zaga, setor tão questionado pela torcida tricolor?
No evento Tricolor em Toda a Terra, na Argentina, todos me questionavam: "Zagueiro?". Os zagueiros que todos vivem questionando, confio muito neles. Ainda temos um da base com potencial imenso, que está voltando agora, o Elivélton. A zaga campeã brasileira em 2010 é uma tremenda zaga, Gum e Leandro Euzébio. O Anderson cresce com o grupo, o Digão sempre prova o seu valor quando entra, contra o Boca talvez tenha sido o melhor jogador, ao lado do Deco. Se houver uma oportunidade de mercado, o Rodrigo Caetano está trabalhando, seja qual for a posição.

Última pergunta: o Fluminense é campeão mundial? Se ganhar a Libertadores significaria buscar o bicampeonato?
O sonho é ganhar a Libertadores e buscar o bicampeonato mundial! É claro que 1952 é o nosso Mundial. Ninguém pode diminuir o passado. O brasileiro teve um momento de apagar o passado. Resgatar a história é um ponto-chave para entender qualquer coisa. Não é justo não dar ao Flu o que ele fez e construiu na história. Foi o primeiro clube a receber uma medalha olímpica, com o tiro, em 1920, na Antuérpia. Temos ainda a bola do primeiro jogo da Seleção Brasileira, que foi disputado nas Laranjeiras, onde a Seleção foi formada. O Brasil precisava de um estádio para disputar o Sul-Americano, o primeiro campeonato internacional de seleções no Brasil? Os sócios do Fluminense se cotizaram e construíram o estádio, que é o das Laranjeiras, onde o Brasil conquistou seu primeiro título. Temos João Havelange e Carlos Nuzman, que nasceram aqui para o esporte. O Fluminense tem tanta coisa que ele contribuiu na história do Brasil como sociedade e esporte.
Temos um grupo de quatro pessoas totalmente focado na reconstrução da história tricolor. O campeonato mundial de 1952 foi tratado assim, e assim é tratado pelo Fluminense. Para mim, pouco importa se a Fifa não considera. O Flamengo não disputou o campeonato de 1981 e sua torcida não considera um título mundial? E também não está nos anais da Fifa? Para nós, 1952 é a mesma coisa. Ganhamos o campeonato e temos, sim, o direito a ser reconhecidos como campeões mundiais. Como nós nunca deixamos de nos considerar campeões brasileiros em 1970. Os jornais sempre nos trataram assim. Porque mudou de nome do torneio, não temos direito? E quem foi lá pagar ingresso? E quem jogou? As pessoas são injustiçadas, mas aqui isso não vai acontecer. Somos campeões mundiais.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / 2016 à 2020)
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Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Barbano » 24 Mai 2012, 09:06

NOTÍCIAS
Presidente da CBF dá aumento de salário a aliados

O presidente da CBF, José Maria Marin, aumentou, em menos de dois meses no cargo, o seu próprio salário e o dos principais integrantes da cúpula da entidade. Ele recebe R$ 160 mil mensais desde abril -- seu antecessor, Ricardo Teixeira, ganhava R$ 98 mil.

Essas informações estão na reportagem assinada por Sérgio Rangel. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

O texto publicado neste sábado também informa que, com o cargo de assessor especial da presidência, Marco Polo Del Nero, dirigente da Federação Paulista de Futebol, ganha um salário da CBF: R$ 130 mil por mês.

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ENTIDADE DIZ NÃO FALAR SOBRE RENDIMENTOS

Via assessoria de imprensa, a CBF informou que não comentaria o valor dos salários dos seus profissionais. A entidade se limitou a declarar que não existe equiparação salarial entre os diretores. José Maria Marin está fora do Brasil. Ele assiste hoje a decisão da Copa dos Campeões na Alemanha
Notícia da Folha.

E o pessoal comemorando a queda do Ricardo Teixeira...

O rendimento oficial desses caras é absurdo, sem contar o que devem tirar por fora. E sai do nosso bolso, dos torcedores.

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 31 Mai 2012, 08:51

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 01 Jun 2012, 00:01

http://globoesporte.globo.com/futebol/t ... tinho.html

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O voo de volta de Teresina deverá ser o último de Paulo César Coutinho como vice-presidente de futebol do Flamengo. Algumas horas depois da chegada da delegação ao Rio, marcada para as 6h desta sexta-feira, o dirigente vai se apresentar ao lado do diretor de futebol do clube, Zinho, para uma reunião com a presidente Patricia Amorim, na Gávea. O encontro está marcado para o meio-dia e tudo indica que vai sacramentar a saída de Paulo César Coutinho. :tchau:

O vice-presidente do Fla-Gávea, Cacau Cotta, é o mais cotado para assumir o posto. Marcos Braz, até o momento inimigo político de Patricia, também já foi cogitado.

A decisão da presidente Patricia Amorim tem como razão principal o desgaste provocado pela conversa do dirigente com torcedores de Teresina que foi registrada em vídeo nas primeiras horas desta quinta-feira. Nas imagens registradas por um dos rubro-negros, Coutinho diz que, depois de uma conversa com a mandatária, Ronaldinho Gaúcho será afastado por não ter dado explicações para não ter embarcado com o grupo ao Piauí, onde a equipe disputa um amistoso contra a seleção local na noite desta quinta. Apesar de não ter se pronunciado sobre o episódio, Patricia já deixou claro que não gostou de ter sido citada por Coutinho na conversa com os rubro-negros.

Horas depois da divulgação do vídeo, Coutinho voltou atrás em entrevista na concentração da equipe pela manhã e disse que errou ao decretar o afastamento de Ronaldinho. A direção do clube já pensava em agir contra o atacante. As palavras do vice de futebol refletiram o pensamento de muitos, mas de maneira antecipada. Coutinho pagou o pato.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 12 Jun 2012, 01:28

http://globoesporte.globo.com/futebol/t ... e-flamengo

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O ano de eleições presidenciais no Flamengo começa a fervilhar. Na noite desta segunda-feira, o Movimento Ocupe o Flamengo – Central de oposições, idealizado por Márcio Braga, ocupou o Teatro Leblon, na zona sul do Rio, com o objetivo de tentar lançar uma candidatura única para concorrer contra a atual presidente, Patricia Amorim.

Diversas correntes políticas do clube se reuniram para traçar planos para o pleito que será realizado em dezembro. Nomes como os ex-presidentes Kleber Leite e Delair Dumbrosck, o ex-vice de futebol Marcos Braz, o pré-candidato Ronaldo Gomlevsky, o técnico Andrade, o ex-judoca Frederico Flexa, entre outros, marcaram presença. Novas reuniões estão previstas para que se chegue ao consenso de um nome para representar a oposição.

- A situação está muito grave. Aquele que lá chegar vai encontrar o Flamengo destruído como aconteceu em 2004, quando não tinha nem talão de cheques. Tendo várias candidaturas vamos ter um conflito grande de ideias. Temos de nos unir – afirmou Márcio Braga, que abriu a reunião e esclareceu que não se candidatará.

Ao ser anunciado, Andrade foi aplaudido por todos os presentes.

Marcos Braz anunciou que não será candidato à presidência do Rubro-Negro.

Depois, Kleber Leite discursou :

- Esta senhora que está na presidência no Flamengo, tenho todos os motivos para ter problemas pessoais com ela. Temos de usar a cabeça, ter sensibilidade. Primeiro, temos de tentar ajudar até o fim do ano. O momento é delicado. Vamos tentar costurar o terno exato para o Flamengo.

As principais diretrizes e queixas do movimento foram estampadas no prospecto distribuído para os membros da oposição: “A situação do Flamengo é muito grave. A direção atual perdeu o controle da administração. O futebol está enfraquecido. Não há transparência na gestão”; “O Movimento Ocupe o Flamengo propõe a união das oposições ao atual governo do clube em busca de compromissos comuns e de um candidato de unidade e competitivo capaz de vencer as eleições que se aproximam. Esta união é indispensável para estabelecer um programa de emergência capaz de tirar o Flamengo da crise atual”.

Políticos, empresários e conselheiros lotaram o Teatro Leblon. No fim, as cerca de 250 pessoas presentes cantaram o hino do clube.
Até que enfim ! :)
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 21 Jun 2012, 04:45

PAINEL FC - FOLHA DE S.PAULO

Um acordo entre as federações paulista e fluminense de futebol vai consumar Marco Polo Del Nero como vice do Sudeste na assembleia da CBF, no dia 29.

Ao ser nomeado como representante do Sudeste na CBF, Marco Polo Del Nero, 71, se tornará o vice-presidente mais velho da entidade. Assim, na ausência do presidente, será ele quem ficará à frente da confederação - foi assim que José Maria Marin assumiu o posto de Ricardo Teixeira.
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Eu abomino o Marco Polo Del Nero (provável presidente da CBF, depois do mandato tampão do Marin). A fórmula do Campeonato Paulista é ridícula e ele, Marco Polo Del Nero, disse que, se dependesse dele, os estaduais durariam por mais tempo e teriam mais clubes. Marco Polo Del Nero é um representante do atraso, certamente vai fazer agrados aos presidentes de Federações e deixar os clubes grandes mais fracos.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 26 Jun 2012, 22:23

http://globoesporte.globo.com/futebol/n ... -vice.html

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira o edital de convocação para as eleições à vice-presidência (região Centro Sul). O pleito está marcado para a próxima sexta-feira, às 16h (de Brasília), na sede da entidade, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Um nome é certo entre os candidatos: o presidente da Federação Paulista, Marco Polo del Nero, que também é membro do Comitê Executivo da Fifa e da Conmebol. Já o outro concorrente...

Mário Jorge Lobo Zagallo seria o nome indicado pela Federação Carioca de Futebol (Ferj) para concorrer contra os paulistas, mas nem o Velho Lobo tinha conhecimento se o seu nome havia sido inscrito para disputar as eleições.

- Até agora não me comunicaram nada. O Rubens Lopes ficou de falar comigo, mas não nos falamos ainda. Teríamos uma reunião na segunda-feira, mas precisei ir a São Paulo. Por enquanto, nada foi comunicado - afirmou Zagallo, por telefone ao GLOBOESPORTE.COM.

De acordo com o edital publicado pela CBF, as chapas interessadas em concorrer à vice-presidência da região Centro Sul precisariam ter sido inscritas até cinco dias antes das eleições. Até o momento, apenas Del Nero teve o nome oficializado.

Vale lembrar que os presidentes das 27 federações filiadas à CBF e os 20 clubes da Série A estão aptos a participar das eleições. O mandato do vice-presidente vai até o início de 2015, quando acontecerá um novo pleito para a presidência da entidade.

Questionado sobre uma possível participação no conselho de notáveis da CBF, ideia levantada pelo presidente José Maria Marin, Zagallo preferiu não se aprofundar no assunto.

- Ainda não vi essa ideia divulgada em nenhum lugar. Ainda tenho que amadurecer essa função na minha cabeça. Não sei do que se trata ainda - disse o Velho Lobo.

A briga pela vice-presidência da região Centro Sul começou após a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF. Alegando domínio paulista na confederação, a Federação Carioca de Futebol se mostrou disposta a ter um representante na entidade.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por Barbano » 27 Jun 2012, 08:48

Qual é o pré-requisito para se candidatar? Ter mais de 70 anos?

Eu acho que esse pessoal todo (Zagallo, Del Nero, Marin, etc) devia era se aposentar de vez. Menos o Juvenal... :anjo:

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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 20 Jul 2012, 17:11

http://www.futebolinterior.com.br/news/ ... no_do_STJD

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O Pleno do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) tem um novo presidente. Nesta quinta-feira, Flávio Zveiter, filho do polêmico Luiz Zveiter, foi eleito como novo presidente da casa. Caio Rocha será o vice-presidente e Paulo Schmitt seguirá como Procurador-Geral.

Há 12 anos trabalhando na Justiça Desportiva, Zveiter filho é o presidente mais jovem da casa, com 31 anos. Ele ocupava a vaga de aditor do Tribunal do Pleno e assume no lugar de Rubens Aprobatto, que presidiu a instância nos últimos seis anos.

Ele assume o Tribunal cerca de seis anos depois que seu pai comandou o Pleno. Entre aparições e polêmicas, o desembargar Luiz Zveiter, que hoje é presidente do Tribunal Eleitoral do Rio de Janeiro, pediu a anulação de onze partidas do Campeonato Brasileiro, que foram apitadas por Edílson Pereira de Carvalho, durante a máfia do apito.

Já Flávio é figura presente nas revistas de fofocas por suas conquistas fora do Tribunal. Entre as personalidades que estiveram casos com o advogado estão a modelo e apresentado Daniela Cicarelli e a atriz Fiorela Mattheis. Hoje em dia, ele é caso com a atriz Luiz Mariani.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 21 Jul 2012, 04:44

http://www.lancenet.com.br/flamengo/Tor ... 26169.html

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Os torcedores do Flamengo, indignados com a presidente do clube, Patricia Amorim, promoveram na noite desta sexta-feira um protesto na rede social Twitter. Com a hashtag #ImpeachmentNaPatriciaAmorim, que chegou aos assuntos mais comentados da rede, a torcida publicou tweets contra a mandatária rubro-negra.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 21 Jul 2012, 10:30

http://globoesporte.globo.com/futebol/t ... gedia.html

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Além do fraco desempenho do time no Campeonato Brasileiro, a gestão de Patricia Amorim tem sido criticada pela dificuldade nas contratações. Na última quinta-feira, após ser comunicada pelo diretor de futebol Zinho sobre o insucesso na tentativa de fechar com o meia Riquelme, a presidente mostrou-se desnorteada com o fracasso da negociação e tentou argumentar, dizendo até que o clube poderia abrir o cofre e aumentar a oferta. O dirigente, que havia cumprido todas as exigências do argentino, avisou que não adiantaria insistir.

Além da questão técnica, a chegada de um camisa 10 serviria também como trunfo político da presidente. Desde a saída conturbada de Ronaldinho Gaúcho, Patricia Amorim tenta dar uma resposta, tentando trazer um jogador de nome. A dirigente se aproximou do futebol nos últimos dias, alimentou esperança, mas acabou por amargar mais um "não". Além de Riquelme, o zagueiro Juan, que trocou o Roma-ITA pelo Inter, e o meia Diego, do Wolfsburg-ALE, foram tentativas frustradas.

- Me preocupo em fortalecer o trabalho do Zinho. Quem fala pelo futebol é o Zinho. A gente tem vice-presidentes que o acompanham, ele é um executivo atuante. Se as coisas não saíram, não era para sair mesmo. No caso do Riquelme, o Flamengo deu todas as garantias e fez todo o trabalho necessário. E a gente leu na imprensa hoje (sexta-feira) que o Boca (Juniors) só liberaria por empréstimo. Em relação ao trabalho com o agente dele foi tudo bem feito. No caso do Juan, a gente gostaria muito, mas temos um teto (salarial), temos uma realidade. Procuro passar essa segurança para o trabalho dele (Zinho), para que ele tenha autonomia e força para trabalhar. Não tem tragédia alguma, algo absurdo.

A avaliação que a presidente faz do elenco rubro-negro é positiva.

- Eu penso que o nosso time é extremamente capaz, um time bastante razoável. Temos jogadores experientes como o Léo Moura, Ibson, Vagner Love, o Cáceres chegou agora. E se quiser tem Adryan, Mattheus, Thomás. A gente tem peças de reposição. Está bom. Os resultados não vieram, por isso a gente tem que se preocupar. Temos sempre a intenção de reforçar o nosso time. Bons jogadores sempre interessam ao Flamengo. Pelo que o Zinho me passa, não tem nada fechado. Fechou a janela internacional, mas tem o mercado nacional – disse Patricia.

No caso de atletas da Série A, o Flamengo pode contratar aqueles que ainda não passaram o limite de seis jogos por seus clubes, mas nomes de peso não estão disponíveis. Ao longo da sexta-feira, último dia da janela de transferências internacionais, os dirigentes tentaram contratar o meia Diego Morales, do Tigre-ARG. O vice de futebol Paulo César Coutinho foi a Buenos Aires, mas passou em branco. O zagueiro Sidnei, do Benfica-POR, também entrou na lista de possíveis reforços, mas não passou disso.

- Para jogar no Flamengo tem que de fato ter muita disposição. O Flamengo é sempre um clube muito visado. A gente não sabe o que acontece nos outros clubes, mas no Flamengo tudo é uma notícia, um acontecimento. Às vezes isso pode assustar alguns jogadores. Não assustou o Love, o Ibson. Estou tentando reproduzir palavras do próprio Zinho. Não é fácil. Ser presidente de um clube menor é mais fácil que ser presidente do Flamengo. A gente vai trabalhando, temos trabalhado. Ano passado foi um ano que ficamos um bom tempo invictos, chegamos à Libertadores. Esse ano está mais difícil, às vezes as coisas não fluem. Continuo muito confiante no grupo. Claro que sempre que chega mais uma peça soma. Às vezes o resultado não acontece, chega uma peça nova e traz um comportamento mais solto - comentou a presidente.

Assim como Zinho e o técnico Joel Santana, a mandatária aposta nos garotos revelados na base para a sequência da temporada.

- Se não vier ninguém, a gente vai jogar de igual para igual com todos os times com o grupo que temos, revelando os meninos, que são a marca do nosso trabalho. Do Paulo Victor ao Marllon, passando por Thomás, Negueba, Adryan, Mattheus, Diego Maurício, Muralha, Luiz Antonio. É um momento mais delicado, mais difícil. Vamos ver se o Flamengo joga bem contra o Cruzeiro e consegue trazer uma vitória para que a gente possa ter uma semana mais tranquila. Cada rodada é uma novela, uma emoção.

Patricia Amorim pediu licença da presidência do Flamengo e vai viajar na próxima quinta-feira para Londres para descansar e acompanhar a participação dos atletas rubro-negros nos Jogos Olímpicos. Ela ficará por lá até o dia 3 de agosto. Na ausência dela, o vice-presidente Hélio Paulo Ferraz assume.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 10 Ago 2012, 13:44

http://blogs.lancenet.com.br/deprima/20 ... marketing/

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O São Paulo deve contratar em breve um profissional para a área de marketing.

Ele ficará abaixo do diretor da área que substituirá Roger David, que pediu para sair alegando falta de tempo. O seu substituto também será um conselheiro.

O São Paulo está há mais de sete meses sem patrocinador master de camisa, recorde na história do clube.
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por E.R » 13 Ago 2012, 10:33

http://espn.estadao.com.br/blog/maurocezarpereira

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Satisfeitos. É assim que se dizem os comandantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ao atingirem a meta de pelo menos 15 medalhas, marca alcançada quatro anos antes, na China. Desta vez chegaram a 17 medalhas. Em Pequim foram três ouros, quatro pratas e oito bronzes. Em Londres, a diferença ficou em uma prata e um bronze a mais.

Mas há oito anos, nos Jogos de Atenas, foram 10 medalhas, cinco de ouro, duas de prata e três de bronze. E o 16º lugar, contra o 23º em solo chinês e o 22º desta vez, em Londres. Os resultados PIORARAM. Isso, mesmo, a passos de siri, andaram para trás.

E Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo do COB, se irritou quando Jorge Luiz Rodrigues, de O Globo, apresentou números.

— Nós tivemos seis vezes mais dinheiro público investido, entre Lei Piva. Só de Lei Piva o COB ganhou R$ 970 milhões... - disse o jornalista, quando o dirigente o interrompeu.

— Quem ganhou ?

— Desde 2001 o COB recebeu R$ 970 mlihões da Lei Piva para dividir com as Confederações - acrescentou o repórter do jornal carioca, antes de a temperatura subir com o cartola "cobiano" nitidamente irritado em plena entrevista coletiva.

Mais adiante, Marcus Vinicius disse: "Recurso não compra medalha, se você tiver o endereço me dá que eu vou lá e compro".

Cazaquistão, Cuba, Irã, Jamaica, Nova Zelândia e Coréia do Norte, por exemplo, ficaram à frente do Brasil. Será que esses países têm o... "endereço". Certamente sim. O endereço da formação de atletas. Em alguns casos da formação de pessoas, de cidadãos por meio do esporte. É possível priorizar isso e ganhar medalhas em consequência.

No blog do jornalista José Cruz, uma conta interessante é apresentada por Sebastião Alfredo Jr. Ele desconsidera as duas medalhas conquistadas pelo futebol em Pequim e a de prata obtida em Londres, já que a modalidade não recebe verbas da Lei Agnelo Piva com patrocínio das estatais. Sem essas três medalhas, o Brasil ganhou em 2012 a mais do que em 2008 somente duas de bronze e uma de prata, cotadas em R$ 1 bilhão. Sim, pois "esse foi o acréscimo de investimento de dinheiro público em relação ao investido no ciclo olímpico anterior", ele destaca.

Mas os dirigentes do COB estão satisfeitos. Parecem viver num universo paralelo. No reino da "Nuzmanlândia", onde R$ 1 bilhão não devem significar tanto assim. Como diz o jormalista Mateus Benato, do Diário Lance!, o Brasil é uma "PREPOTÊNCIA OLÍMPICA".
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por CHarritO » 18 Ago 2012, 09:49

http://esportes.terra.com.br/vasco/noti ... Vasco.html

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Na última quarta-feira, estourou a notícia de que Romário havia ganhado a causa levada à Justiça Trabalhista em relação aos R$ 58 milhões devidos pelo Vasco da Gama. Em entrevista à Rádio Tupi, Eurico Miranda, ex-presidente do clube, contou detalhes sobre as negociações da dívida com o ex-atleta e acusou veementemente a atual gestão do time carioca, comandada por seu desafeto Roberto Dinamite.

"Deixaram que uma dívida que era na época de R$ 14 milhões, ou com alguma correção ou outra de R$ 15 milhões, virar hoje R$ 58 milhões. Nós temos aí a história do mau pagador: eles alegam que não têm documento, aí os advogados apresentaram os documentos, e agora começaram a duvidar das assinaturas. Isso é negócio de mau pagador, o cara que não quer pagar. O prejuízo que deram ao clube não tem reparação", disparou.
Como consequência da decisão da justiça, o Vasco será obrigado a repassar 5% do valor de possíveis negociações que envolvam o zagueiro Dedé, os volantes Fellipe Bastos e Nilton e o atacante Éder Luís. Cotas pagas pelo patrocinador master do clube também serão utilizadas para quitar a dívida. Segundo o ex-mandatário, o problema poderia ter sido evitado.

"O balanço foi aprovado no final de 2008 e a dívida reconhecida. O conselho se reuniu e, em 2009, tiraram do balanço na caneta essa e outras dívidas. As que eles acharam que não deviam pagar, tiraram na caneta, como se pudessem fazer isso", denunciou.

Eurico também aproveitou para explicar como a dívida havia sido negociada com o Romário. "Ficou acertado que a dívida, que era de R$ 22,5 milhões, seria paga com correção de juros pequenos, em 150 parcelas. As parcelas seriam pagas todo mês com o valor proveniente dos direitos de TV, no Clube dos 13, assumindo o compromisso de descontar todos os meses. Foi sendo assim até junho de 2008, quando saí da administração do clube. A primeira coisa que fizeram quando assumiram foi enviar um expediente para o Clube dos 13 para não descontar mais", disse.

Apesar de Dinamite argumentar que não teria documentos registrando a dívida, Eurico afirmou que as provas estão no balanço vascaíno de 2004 a 2008. "Esses balanços não são fabricados na esquina. Quando essa administração assumiu, no ano de 2008, quando fizeram só seis meses, publicou o balanço e foi aprovado. O Romário peitou por diversas vezes para se fazer um acordo, mas eles empurraram, as pessoas fingem desconhecer. Pior, foi insinuado que isso foi um negócio, como se fosse uma fraude. Chegaram a insinuar que o acordo visava a beneficiar a mim, que estaria levando algum nisso. Mas como se forja uma dívida dessa?", indagou.
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / 2016 à 2020)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
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Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
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Campeão do Foot Beting (2014)
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Re: Dirigentes, federações e confederações esportivas

Mensagem por André-Luiz » 20 Ago 2012, 11:46

Esse Eurico Miranda acha que o Vasco é propriedade dele, o time é do povo, não de um ancião que fez várias viradas de mesa para interesses próprios e ainda é puxa saco do "comentarista língua presa" Romário.
ANDRÉ-LUIZ
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Campeão do 14° Torneio GUF - Série B [2014].
Moderador Global do FCH desde 04 de Novembro de 2014 até 04 de Maio de 2015.
Ainda não sei dizer, o que me completa
Ainda não sei por que, eu te amo a beça
Mas de uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

Ainda não decidiu se você vai ou fica
Eu só sei te incluir de vez da minha vida
De uma coisa eu sei
O que me faz falta é o seu amor

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