Educação

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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 14 Nov 2011, 21:39

Don Juan Thiago escreveu:Quer discutir a questão da legalização da maconha, beleza, todo mundo é (mais ou menos) livre pra isso. Mas esse debate não supera a questão legal.

Enquanto a lei não muda, quem usa maconha deve ser levado à delegacia para a assinatura do termo circunstanciado (Lei 11.343/06), seja uspiano ou não. O debate é bacana, mas não tira esses indivíduos do olhar da Justiça.
Exato. Mas o fato é ilustrativo do quão anacrônica é esta lei. Que os policiais fizeram o que deveriam fazer quanto a isso, não se discute. Eis o problema.



Mais sobre o caso da USP:
João Grandino Rodas “deu uma mãozinha” aos carrascos de Zuzu Angel

http://www.viomundo.com.br/denuncias/ro ... angel.html
Só para ilustrar que algumas acusações contra ele têm alguma base pelo menos histórica.

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Re: Educação

Mensagem por Barbano » 16 Nov 2011, 10:47

NOTÍCIAS
Professora pede que aluna converse com pedófilo na internet

Uma professora de português de uma escola estadual de São Carlos (232 km de São Paulo) pediu que uma aluna de 12 anos acessasse a internet para conversar com um pedófilo, como parte de uma tarefa escolar.

O pedido foi registrado pela professora no caderno da estudante, em forma de um bilhete para os pais, segundo a família da garota.

O Conselho Tutelar da cidade fez uma cópia do bilhete para encaminhá-lo ao Ministério Público Estadual. A Secretaria de Estado da Educação vai afastar a docente.

O caso ocorreu na escola estadual Professora Maria Ramos, no bairro Boa Vista. A classe foi dividida em grupos, e o tema do trabalho da aluna era sobre pedofilia.

O bilhete, mostrado à Folha pelo Conselho Tutelar e pela família, orienta a garota a entrar "numa sala de bate-papo com nome fictício, mas idade real", com o objetivo de tentar atrair um pedófilo para a conversa on-line.

O texto ainda orienta a aluna a imprimir a conversa para anexá-la ao trabalho.

Aos pais a orientação do bilhete era que vigiassem a conversa online da filha, porque o "único objetivo é mostrar a eles [alunos] o risco desse tipo de conversa".

Além do bilhete, a mãe da aluna, uma autônoma de 37 anos, conta que a professora ainda pediu que, após a conversa, a menina marcasse um encontro com o pedófilo em frente à catedral da cidade.

O encontro, afirma a mãe, seria "flagrado" pela própria professora, que estaria escondida com uma câmera fotográfica nas mãos --o pedido para marcar o encontro não consta do bilhete.

A autônoma diz que a filha chegou em casa, na última quarta-feira, assustada com a tarefa e que lhe mostrou o bilhete da professora.

A menina temia que, se não fizesse o trabalho, seria prejudicada nas notas do final de ano na escola.

"Fiquei revoltada. Como se pede isso a uma menina dessa idade? Ela acha que a pessoa do outro lado ia falar: 'Oi, tudo bem' para minha filha? Não. Ia usar palavras de baixo calão", disse a mãe.

No dia seguinte, a autônoma diz que cobrou explicações da direção da escola e da professora, que, segundo a mãe, se manteve calada.

TAREFA 'NORMAL'

A direção da escola defendeu a professora, dizendo que o trabalho escolar era normal, segundo a mãe.

"Normal? Isso me revoltou. Então se forem sugerir um trabalho sobre drogas vão mandar minha filha ir a uma biqueira comprar droga?"

A conselheira tutelar Rose Helena Aparecida Polese disse que o órgão vai notificar a escola para prestar esclarecimentos. O caso será depois encaminhado à Promotoria da Infância e da Juventude.

Por causa da tarefa e da reação da escola, a mãe disse que pretende transferir a filha --a menina não vai às aulas desde quinta-feira.

A reportagem da Folha não conseguiu localizar a professora --seu nome não foi revelado pelo Estado. Não foi possível ontem localizar a direção da escola.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ ... rnet.shtml
A escola fica a 500 metros da minha casa... :duh:

A professora foi inconsequente. Um pedófilo é, antes de mais nada, um criminoso, um bandido. Orientar uma criança a manter qualquer tipo de contato, mesmo que virtual, com uma pessoa assim, ainda que com acompanhamento dos pais, é absurdo.

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Re: Educação

Mensagem por Antonio Felipe » 16 Nov 2011, 10:52

Eu vi essa notícia ontem... Não dá pra acreditar, como que a professora foi ter essa ideia insana?

O exemplo da mãe foi perfeito:
"Então se forem sugerir um trabalho sobre drogas vão mandar minha filha ir a uma biqueira comprar droga?"
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Re: Educação

Mensagem por Rafinha » 16 Nov 2011, 13:51

Caralho, que absurdo. Essa professora merece uma punição severa, no mínimo revogar a carteira dela. E a escola dando apoio.

Queria ver se a garota fizesse mesmo esse trabalho e fosse estuprada... Com certeza essa educadora de quinta não iria assumir a culpa.
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Re: Educação

Mensagem por @EA » 17 Nov 2011, 01:37

O pior é que ela sugeriu um encontro real! Dependendo do pedófilo a menina poderia até morrer se ele estivesse armado.

Deve ter se inspirado na matéria do CQC.
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Ouça Don Cristóvão quero avisar que a tripulação está com fome!
E por que não comem?
Porque não há comida!
E por que não há comida?
Porque acabou!
E por que acabou?
Porque comeram!
E por que comeram?
Porque tinham fome!
Tá vendo, deveriam ter esperado!



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Dá licença, gente! Tô passando pelo tópico!!!
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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 18 Nov 2011, 11:03

Entrevista completa com estudantes da USP que o Fantástico não mostrou:


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Re: Educação

Mensagem por Antonio Felipe » 18 Nov 2011, 16:07

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral ... 66454.html

Greve bem no final do ano, de novo, pra fuder com os alunos antes do vestibular e ferrar com as famílias antes das férias. Esse CPERS é uma piada, é abjeto... Parabén$ aos envolvidos.
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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 19 Nov 2011, 11:54

As greves são votadas em assembleias gerais, ao que consta a minha experiência em universidades. Em escola publica eu não sei como é.

Seu raciocínio beira a tolice. Acho que só você não percebeu o tamanho da luta aqui e que as questões são muito mais importantes que meras férias... sobre o vestibular, infelizmente é um efeito adverso. Mas a universidade são os estudantes, se eles estão mal, a universidade está mal e isso influencia mesmo aos ingressantes e pretendentes. Vamos apoiar e lutar então para que isso não precise acontecer.




Poxa, eu não entendo como um cara pode se dedicar a defender com tanto afinco o status quo, a tentar criminalizar os movimentos populares, a defender esse estado de coisas e não ficar do lado de quem está lutando contra os poderosos. Nem sempre os meios são os mais racionais ou adequados, mas toda luta, toda oposição, todo protesto que visa denunciar a podridão desse estado de coisas e o definhamento do mundo (em todas as esferas) e das relações humanas é legítimo e merece meu apoio.

Você está contra a sua própria classe, você não se reconhece dentro do que você mesmo é.

Proletários de todo o mundo, uni-vos...

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Re: Educação

Mensagem por Antonio Felipe » 19 Nov 2011, 12:20

A greve foi decidida em uma assembleia que não reuniu em 5% dos professores do Estado (foi por volta de 4.000, o Estado tem mais de 84.000 professores). Uma assembleia esvaziada, uma minoria, que decreta uma greve que vai atingir centenas de milhares de alunos. Pior ainda: bem no período pré-vestibular, o que vai prejudicar muitos terceiristas, prejudicando o ritmo de estudos, especialmente com a recuperação das aulas. E ainda pior: pode dificultar a obtenção do certificado de conclusão do Ensino Médio, dependendo da duração da paralisação. E para todo o universo de alunos, afeta as férias, prejudica as famílias.

O sindicato dos professores do RS é de um sectarismo absurdo. Em 2009, foi enviado um projeto à Assembleia Legislativa, que faria com que nenhum professor do Estado recebesse menos do que o piso nacional. Os professores receberiam R$ 1.500 pelo menos. O que o CPERS fez? Atacou o projeto e impediu sua aprovação, vez que esse valor seria alcançado por meio de completivos e não de reajuste sobre o vencimento básico. Preferiram ver os professores que recebem menos continuar com um salário pífio. Fora a rejeição à meritocracia, avaliação dos estudantes e qualquer avanço que os sucessivos governos queiram dar à educação no Rio Grande do Sul. Já poderiam estar há dois anos recebendo acima do piso. Uma minoria impediu o avanço da categoria por puro ranço ideológico.

O CPERS já virou motivo de chacota, já perdeu toda a sua credibilidade no Estado. São movidos apenas por ódio, por sectarismo, por intransigência. Não estão preocupados com os rumos da educação, com os alunos. Querem engessamento do sistema, do plano de carreira. Querem apenas bagunça.

Esse CPERS já é um movimento criminoso, por tudo que fizeram nos últimos anos (especialmente no governo Yeda, durante a sórdida campanha de linchamento moral que promoveram). Tanto que estão sendo processados e já foram condenados em algumas ações.

Estou falando isso tudo por que conheço muito bem essa podridão que é o CPERS. Blá blá blá de luta contra os poderosos não cabe aqui. Só querem atraso e baderna.
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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 19 Nov 2011, 12:24

Achei que estava falando de greve em universidade... ah, sobre escola pública eu estou por fora. Prefiro me abster de tecer comentários.

Mas a greve é um direito e uma forma de luta legítima. É preciso ponderar os ganhos e os efeitos adversos. Fazer greve agora causa mais efeito, causa mais visibilidade e ajuda a causa. Se os estudantes fossem conscientes e o mundo não exigisse que se pense constantemente apenas em curto prazo, deveria haver adesão total. No mundo como está, e pensando em curto prazo, certamente prejudica mesmo os vestibulandos.


Só querem atraso e baderna? Oi? Atraso é baderna é bem um meio para se conseguir um fim. Pode-se criticar isso, mas nunca reduzir os fins ao meio. Isso me parece mais com o querem eles [inimigos pagadores] que pensemos [inimigos pagos]... nossa, me surpreendo cada dia mais com seu raciocínio. Encerro aqui, triste.


Skinheads colam cartazes com ameaças a estudantes na USP
"Atenção drogado: se o convênio USP-PM acabar, nós que iremos patrulhar a Cidade Universitária!"

Cartazes como esses, com ameaças contra usuários de maconha e frases anticomunistas, foram afixados anteontem por skinheads na USP.

Os panfletos foram colados em pontos de ônibus na Cidade Universitária, à tarde.

A Folha encontrou restos dos papéis em dois pontos: na entrada da Faculdade de Educação e no portão principal da universidade.

A PM diz ter apreendido os cartazes com dois jovens. Eles foram abordados e tiveram os dados registrados para apuração, segundo o coronel Wellington Venezian, que comanda o policiamento na região oeste de SP.

Não foi confirmado se eles são ou não alunos da USP. Nos dias de semana, o campus tem acesso livre.

A Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) afirma investigar o caso e ter identificado os responsáveis.

Segundo a delegada Margarette Barreto, o grupo foi identificado como sendo um dos "movimentos de intolerância" que atuam na cidade.

Em um dos cartazes, um grupo de skinheads aparece sobre a frase: "maconheiro, aqui você não terá paz".

No segundo, uma referência ao CCC (Comando de Caça aos Comunistas, organização de extrema-direita que atuou no regime militar) aparece com a imagem do jornalista Vladimir Herzog, morto nos porões da ditadura. Na versão dos militares, divulgada à época, Herzog se matou.

Estudantes relataram que foram ameaçados por dois skinheads anteontem, diante da Faculdade de Educação. "Vieram querendo intimidar, perguntaram se éramos contra a polícia", afirma o aluno H., 30.

A crise da USP foi deflagrada após três alunos serem pegos com maconha. Colegas tentaram impedir a prisão. Houve confronto com a PM e os prédios da FFLCH e da reitoria foram invadidos.
Imagem
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ ... -usp.shtml


Maria Izabel Noronha: Lei do piso salarial dos professores, aplicação já
Pela aplicação imediata da lei do piso salarial nacional dos professores


por Maria Izabel Azevedo Noronha

Matérias recentes divulgadas nos meios de comunicação mostram com clareza o descumprimento da lei 11.738/08 (Piso Salarial Profissional Nacional dos Professores) por parte de 17 estados, incluindo Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul e outros grandes estados.

No Estado de São Paulo, embora sejam pagos salários-base ligeiramente superiores aos estipulados na lei do piso, não se cumpre a parte da lei que determina que no mínimo 1/3 da jornada de trabalho dos professores sejam destinados a atividades extraclasses, como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no próprio local de trabalho e outras. No nosso Estado, apenas 17% da jornada de trabalho são cumpridos fora da sala de aula.

Nós, da APEOESP, e o conjunto dos professores da rede estadual de ensino vimos lutando para que o Governo Estadual cumpra a lei, mas até o momento a posição da Secretaria Estadual da Educação tem sido evasiva, referindo-se a “estudos” que estariam sendo realizados. Ora, como as próprias reportagens informam, o Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que a lei tem aplicação imediata.

Recorde-se que cinco governos estaduais (MS, RS, SC, CE. PR), com apoio de outros governadores, ingressaram em 2008 com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei 11.738/08 e perderam. O STF confirmou que a lei é constitucional, deve ser aplicada e que os professores devem recorrer à justiça caso isto não ocorra. É o que pretendemos fazer se o Estado de São Paulo não a aplicar na forma adequada.

Há ainda um terceiro aspecto da lei 11.738/08, que obriga Estados e Municípios a instituirem planos de carreira para os professores. O prazo para tanto já venceu: 31/12/2009 e muitos sindicatos, inclusive nós, da APEOESP, têm acionado as autoridades por improbidade administrativa, pelo descumprimento da legislação.

A lei 11.738/08 é resultado de uma luta de dois séculos dos professores. Hoje, nossa categoria luta em todo o Brasil pelo seu integral cumprimento. No último período, muitas greves foram realizadas com esse objetivo e foram duramente reprimidas pelos governos estaduais que descumprem a lei.

Por isso é muito importante que a imprensa reconheça e divulque que os professores têm razão em sua luta, embora a cobertura que os grandes meios de comunicação tenham realizado das longas greves realizadas em Minas Gerais, Ceará e outros estados tenha sido apenas superficial.

O Brasil tem caminhado de forma constante no sentido de valorizar seus profissionais da educação e de universalizar e melhorar a qualidade do ensino. Tais avanços são resultado das lutas dos educadores, dos movimentos sociais e de todos os segmentos comprometidos com a escola pública inclusiva, de qualidade. A lei 11.738/08 é parte importante dessas mudanças. É lamentável que os governos de grande parte dos estados e municípios se recusem a cumprir uma legislação que beneficia os professores, ao mesmo tempo em que são ágeis em aplicar outras que ferem nossos direitos ou, até mesmo, nos atacam sem qualquer amparo legal.

Nós, professores, não vamos ceder. Vamos continuar lutando e insistindo até que a lei do piso salarial profissional nacional seja integralmente aplicada, em todos os entes da federação. Para isso, esperamos contar com o apoio da sociedade, pois a educação pública só tem a ganhar com professores bem remunerados e valorizados.

Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da Apeoesp (Sindicato Professores do Ensino Oficial de São Paulo) e membro do Conselho Nacional de Educação e do Fórum Nacional de Educação.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve ... ao-ja.html



Estou me tornando especialista no caso. Mais sobre o caso da USP:
Luisa Paiva e Lira Alli: A fascistização oculta da sociedade

por Luisa Paiva e Lira Alli, em Brasil de Fato, sugestão de Ricardo Musse

A Universidade de São Paulo é conhecida internacionalmente pela excelência acadêmica. Todos os anos, rankings internacionais situam a USP na lista das melhores do mundo. Se houvesse, no entanto, um ranking que apontasse o caráter antirepublicano e antidemocrático das universidades brasileiras, a USP certamente ficaria em primeiro lugar.

A USP é a universidade mais antidemocrática do Brasil. Antidemocrática porque é dirigida por um pequeno círculo de poder, que se perpetua nas instâncias de decisão na base da troca de favores.

Antidemocrática porque restringe o acesso a milhares de jovens que vêm da escola pública, aptos a estudar na USP tanto quanto os jovens de classe média que nela estudam. Antidemocrática porque, salvo exceções, a pesquisa atende demandas privadas, alheias às reais necessidades da população. Antidemocrática porque nela o ensino é alienante e despolitizador.

Há quem argumente que uma universidade não pode ser democrática por causa do mérito acadêmico. No entanto, na USP, a eleição para Reitor não tem nada a ver com mérito acadêmico, mas sim com interesses pessoais de poder e prestígio. A eleição ocorre num colegiado onde têm direito a voto menos de 1% da comunidade universitária. O atual Reitor, João Grandino Rodas, sequer foi eleito nesse colegiado. Em 2009, ele ficou em segundo lugar. Tornou-se Reitor porque o então Governador José Serra o nomeou. Rodas é um interventor, representante de um partido político na Reitoria da USP.

Na condição de Reitor, Rodas teve a proeza de superar o autoritarismo de seus antecessores. Vale lembrar que Gama e Silva, Ministro da Justiça na ditadura e autor do AI-5, também havia sido Reitor da USP. Assim como Gama e Silva, Rodas foi diretor da Faculdade de Direito, cuja Congregação esse ano o agraciou com o título inédito de persona non grata, por todo o desserviço prestado e pelos atos arbitrários, tanto na diretoria da Faculdade como na Reitoria. Nem Gama e Silva recebeu tal título.

A lembrança de Gama e Silva é oportuna neste momento, na abordagem dos acontecimentos recentes. Ao contrário do que os grandes veículos de imprensa têm maliciosamente noticiado, a causa do protesto estudantil não é pelo direito de fumar maconha. Estigmatizar o movimento dessa maneira é mais do que antiético; é ridículo. A revolta surgiu de um sentimento de indignação contra os abusos e as arbitrariedades de uma estrutura de poder antidemocrática e antirepublicana, e que nas últimas semanas materializou-se para os estudantes, docentes e trabalhadores na prática dos “enquadros” policiais.

Como comprova a pesquisa de Denise Carvalho dos Santos Rodrigues, feita no âmbito do Núcleo de Estudos da Violência da USP, a abordagem policial “reproduz um padrão arcaico e discriminatório de classificação dos indivíduos”. Além de arbitrária, a abordagem policial é uma forma de tortura psicológica e é também a ante-sala da corrupção policial.

Embora a imprensa insista em apresentar dados manipulados, o fato é que, desde que a PM passou a fazer rondas ostensivas no campus Butantã, a única coisa que mudou é que os “enquadros”, sempre truculentos e arbitrários, tornaram-se recorrentes. Enquanto isso, a insegurança persiste no campus, porque as reais causas de insegurança não foram resolvidas: o campus permanece fechado à comunidade, com áreas desertas e mal iluminadas; a Guarda Universitária e a guarda terceirizada sucateadas e desarticuladas.

A greve estudantil tem demandas e reivindicações concretas. Mas, se olharmos bem, veremos que existe algo na revolta dos estudantes que vai além das reivindicações. No fundo, o foco do protesto estudantil é o caráter inconcluso da transição democrática no Brasil. São as estruturas mesmas da sociedade que estão sendo questionadas.

Saímos da ditadura, mas as relações e as estruturas da ditadura não saíram da universidade, da sociedade e das consciências. Esse é o ponto. Afinal, se estamos num regime democrático, por que a estrutura de poder da universidade concentra as decisões nas mãos de um pequeno círculo de poder?

Por que não há participação nas decisões? Por que o Reitor da USP é imposto por um partido político? Por que os conflitos são encarados como caso de polícia? Por que ainda existe a prática da abordagem policial? Por que a polícia é militar?

Essas questões apontam para o que Florestan Fernandes chamou em fins da década de 80 de “fascistização sem fascismo” da sociedade brasileira. Os estudantes tomaram consciência disso. Foram empurrados a questionar as estruturas arcaicas da sociedade e do Estado, da qual as maiores vítimas são os jovens pobres e negros que vivem nas periferias urbanas. Cabe agora ao movimento estudantil manter viva e levar adiante essa luta, em aliança com os movimentos sociais.

Luisa Paiva é estudante de Direito da USP e Lira Alli, de Artes Cênicas.

http://www.viomundo.com.br/politica/lui ... edade.html

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Re: Educação

Mensagem por Don Juan Thiago » 20 Nov 2011, 19:17

Na Faculdade de Direito, da qual faço parte, há sim uma grande preocupação com a discussão sobre a atuação da PM no campus e, sobretudo, com as atitudes do Reitor; existe muita coisa escondida ou feita de forma arbitrária. Porém, assim como a Poli, a FEA, e outras faculdades menos "partidarizadas", a maioria da São Francisco é contra greve, invasão de reitoria, etc.
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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 24 Nov 2011, 22:15

Após passeata pela Av. Paulista, estudantes se concentram no Masp
Os dois sentidos da avenida começaram a ser liberados a partir das 18h45. Estudantes farão aula pública sobre democracia no vão do museu.
Imagem
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2 ... -masp.html

______________________________________________


A propósitos de reitores e alunos descontentes: o reitor de nossa universidade propôs mudar o nome da universidade. Entre os motivos estão que a universidade está se expandindo para além dos vales e o nome não mais se justifica. Outro é que os alunos de Diamantina, que são predominantemente de outras regiões, não se identificam com o nome da universidade: Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Acho que essas duas não merecem nem comentários.

Deixa eu só dizer: a nossa universidade é sediada em Diamantina e tem um campus avançado em minha cidade e está se expandindo [sempre precária e eleitoreiramente] para outras localidades.

O fato é que o reitor já está no segundo mandado e nenhum reitor pode se eleger pela terceira vez consecutiva numa mesma universidade. O interessante é que ele poderia ser reeleito caso a universidade mudasse de nome, uma vez que tecnicamente seria uma outra universidade. Ou algo assim. Eu sei que esta é a brecha que ele encontrou. A consulta aos funcionários, docentes e discentes ocorreu hoje. Resta esperar os resultados.

Portanto, se eu aparecer por ai como aluno de outra universidade, saibam que é mesma que infelizmente mudou de nome. Parece pesado demais o nome de uma das regiões mais pobres do mundo ficar tão a vista.

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Re: Educação

Mensagem por FooCH » 24 Nov 2011, 22:41

pois é... hoje, umas mil pessoas participaram da passeata na Avenida Paulista contra a PM na USP, colaborando para atrapalhar ainda mais o trânsito...

isso mesmo, de 80 mil alunos da USP, conseguiram juntar somente mil pessoas hahaha... sendo q com certeza tinha muita gente de partidos políticos, sindicatos e o caralho a 4...

esses esquerdopatas estão muito fracos huauhahuahua... :lol:

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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 24 Nov 2011, 23:13

Interessante é que se você fosse partidário de Collor chamaria de esquerdopatas também aos caras-pintadas, assim como fizeram os partidários do regime militar, notadamente a Rede Globo [a mesma que está mostrando como está o movimento na USP], quanto ao movimento das Diretas Já.

Malcolm X é categórico: "se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar os que estão sendo oprimidos e amar os que que estão oprimindo".

A história pode não se repetir. Mas ela rima.

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Re: Educação

Mensagem por FooCH » 24 Nov 2011, 23:30

Scopel escreveu:Interessante é que se você fosse partidário de Collor chamaria de esquerdopatas também aos caras-pintadas, assim como fizeram os partidários do regime militar, notadamente a Rede Globo [a mesma que está mostrando como está o movimento na USP], quanto ao movimento das Diretas Já.
ah, é? e como vc sabe?

q péssima comparação, Scopel... então, pra vc, toda e qquer manifestação de esquerda é igual... pra vc, todas estão certas, todas estão com a razão...

olha a diferença... olha o quanto de gente a "Diretas Já" mobilizou... agora compara a essa aí... de 80 mil alunos, não conseguem juntar nem mil...

a maioria não passa de baderneiros q acham q ainda estamos na década de 60...

Scopel escreveu: Malcolm X é categórico: "se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar os que estão sendo oprimidos e amar os que que estão oprimindo".
e se vc não for cuidadoso, vai ficar sempre nessa daí de achar q os manifestantes são coitadinhos...

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