Mario Jr. escreveu:Minha opinião sobre o especial:
Prós:![]()
- A vila estava IDÊNTICA (muuuuuito mesmo) à versão de 75/76, tanto é que tem o quarto da Chiquinha construído. Foi um belíssimo traabalho da equipe de cenografia em geral. Nem versões internacionais de réplicas da vila original ficaram tão perfeitas. Os quadros na parede da Casa do Seu Madruga, os botijões de gás, o chão, os números das portas, o barril, os brinquedos, etc. Merecem os parabéns.![]()
- Respeitaram bem até o roteiro original. Isso foi fundamental para não descarrilar a história e deformar o especial. As adaptações ficaram excelentes, tanto é que todo mundo da minha família riu muito com as piadas "a lá praça". Ficou bom, e na quantidade certa.
- A adição de personagens não surtiu muito efeito negativo, tanto é que a bruxa do 71 (Christina Rocha) ficou um pouco deslocada, mas, em compensação, o Senhor Barriga (Ratinho) fez uma atuação, que de certo modo, ficou engraçada, ainda mais que ele levou os cacoetes ao pé da letra, como ficar com a mão toda hora levantada, como um "papa-aluguel". Chegou a ser risível.![]()
Nota-se, obviamente, que foi adicionado mais personagens, por causa da abertura, onde se usam ao todo 9 personagens. Assim não faltaria "cabeças" brasileiras para pôr na vinheta.![]()
- A atuação dos atores, em geral, foi boa. Destaque para Marlei Cevada (Devassa?), que deixou a Chiquinha muito fiel a original, mas nem por isso menos engraçada. Felipe Levoto deu um show como seu Madruga, mesmo que tenha faltado as caras e bocas que apenas Ramón Valdés sabia fazer, inigualavelmente. Até o jeito de falar de Felipe deixou o personagem mais "medonho", no bom sentido.
Renê Loureiro foi uma boa escolha para interpretar Chaves, que é, diga-se de passagem, um personagem "difícil", como o próprio Bolaños admitiu. O único "pecado", foi falar como o dublador Tatá Guarnieri (notava-se que, de vez em quando, o ator dava um destaque muito grande a certas palavras). Os trejeitos do garoto órfão foram bem aproveitados, sem mudar muito do original, o que apenas foi complementado deixando Chaves "um pouco muito" triste durante o especial.
Lívia Andrade, sem dúvidas, foi a grande revelação do programa. Foi um feito único: Fundir a voz e a personagem. Lívia conseguiu unir a voz de Martha Volpiani, com os trejeitos de Florinda Meza, o qual o resultado foi nada menos do que Dona Florinda versão 2011, isso dentro de seu corpo (e que corpo). Simplesmente fantástica. Salvou o grupo de atores.
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- A vinheta de "abertura" foi outro ponto forte, principalmente para os que gostam da abertura com contagem regressiva (que, misteriosamente, pára no 2), juntamente com a Música "Aí vem o Chaves". Mesmo com a barreira que se chama "Mário Lúcio de Freitas" (um grande homem) impedindo o uso da música que identifica nacionalmente o seriado, o SBT deu a volta por cima, e, não obviamente por esse motivo, criou uma música nova, nos mesmos arranjos da original da abertura, a qual canta "Ele é o Chaves, Chaves, Chaves, nos 30 anos do SBT!", ficando com a mesma magnetude da original. A música "cola" no seu cérebro.
A parte gráfica da vinheta não é novidade, pois é igual a da versão de 92/93, Apenas com algumas adições, como o nome dos atores do especial, e as palavras "30 anos de [Chaves]". Tudo permaneceu fiel a versão exibida atualmente: Os números, as cores, as cabeças flutuantes, e o famoso chapéu. Destaque para a trajetória do chapéu, o qual pára, desta vez, em cima do "E" de "CHAVES". Bem que o SBT poderia "revitalizar" a vinheta de abertura do seriado. Ficaria tão bonita quando a do especial.![]()
Pontos fracos:
- Vestuário: Notoriamente, um dos pontos mais observados por todos nós. Não é novidade que a Chiquinha estava com o visual de 1990, nem que o boné do Chaves era horrível (parecia um boné de idoso com orelhas). Mas vamos analisar:
- Chaves: Boné estranho, calça grande e de cor estranha (laranja), suspensório solto, camisa não muito parecida. SApatos de cor diferente (marrons).
- Chiquinha: Vestuário invertido (O episódio é de 77 e as roupas de 1990??), óculos exageradamente estranhos.
- Seu Madruga: Chapéu muito escuro. A equipe podia dar uma "desbotadinha".
- Dona Clotilde: Os detalhes do vestido e do chapéu eram um tanto estranhos. Passou bem, no entanto.
- Professor Girafales: Passou bem.
- Quico: Boné virado ao contrário, aba vermelha, sem "chifrinhos" cabelo corretamente, terninho de mangas curtas, gravata pequena, algumas linhas estavam faltando. O vestuário, notoriamente, foi baseado no mais conhecido, entretanto, não o mais exibido nos episódios ( o vestuário mais conhecido é o de 78 [o chapéu muda] desde 74 a 77).
- Seu Barriga: óculos MUITO estranho (pareciam binóculos Hahaha), muito cabelo (hahaha²).
- Dona Florinda: Passou bem, embora as cores do vestido fossem diferentes. Não é um detalhe muito válido.
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cenografia:
- Alguns objetos eram muito atuais ( triciclo, cadeira de balanço).
- As casas eram muitissíssimo altas ( no original, dava para ver o fim do cenário e do teto rrsrsrs).
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Sonoplastia:
- Usaram poucas BGM`s da Maga, algumas, até em momentos inoportunos.
- O som de pancada poderia ser recriado como a Televisa fazia no original. Riparam e ficou um tanto desleixado.
- As risada ao estilo "Praça" não agradaram. mas passou bem.
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Atores:
- Zé Américo: O que mais se destacou por "distorcer" o personagem original, Quico. Zé adicionou algumas características ao menino, como chorar "baixinho", falar olhando pra câmera, voz do Bob Esponja (hahah), e mostrar a língua. Não creio ter sido uma atuação ruim, pelo contrário, eu gostei muito. Quico pode ter ficado um retardado, mas ficou um retardado legal e engraçado.
- Carlos Alberto (Felchado!) de "Nóóbeerreeegaaa": Ficou muito preso, com sua personalidade pessoal. Não podia se movimentar muito, devido estar em cima de caixotes, para parecer mais alto. O personagem ficou perdido.
- Christina Rocha: Distorceu um pouquinho a imagem da senhor "bem-comportada" do 71. Ficou muito oferecida, e andava de um jeito muito tosco. Assim mesmo, ficou engraçado, de tão tosco.
- Renê Loureiro: Chaves dos anos 90?? Estou vendo o garoto do oito mais gordinho... E muito triste em alguns momentos. Mas não tirou o brilho do protagonista.
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Imagem:
- Qualidade: Realmente, foi o ponto mais fraco do especial. Não precisava diminuir a qualidade da imagem deste jeito. Mesmo que tenha sido dito que era "em respeito", Não foi uma boa tacada. Cuidado.![]()
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Revisão final:
O especial SIM, vale a pena, e muito. Eu não hesitaria em pedir outro. Foi uma inicativa merecedora de congratulações, que necessita de continuação, mesmo que com vários melhoramentos. O SBT finalmente aprendeu onde é o lugar e qual o valor das séries de Chespirito.
Nota final: 9,0. Aprovadíssimo.
Pow sério mesmo cara??
Vimos o mesmo programa?
9?
Tá ok.
Sei q cada um tem seu gosto.
Tranquilo mano!!














