. Jô Soares entrevista o ator José Mayer .
Jô Soares
Tópico sobre o saudoso apresentador e humorista Jô Soares
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Re: Programa do Jô
. A humorista Carol Martin faz imitações perfeitas de Gabriela Duarte, Ivete Sangalo e Sandy em entrevista para Jô Soares.



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Re: Programa do Jô
http://diversao.terra.com.br/tv/noticia ... no+Jo.html

Andy Garcia gravou sua participação no 'Programa do Jô', nesta segunda (8)
Assim que colocou os pés no estúdio onde é gravado o Programa do Jô, na Rede Globo, em São Paulo, Andy Garcia arrancou aplausos animados e gritos de "lindo!" até a hora em que se sentou. Simpático e bem humorado, acenou e se mostrou carinhoso com Jô Soares, que não escondia sua admiração pelo ator. Durante a entrevista, falou sobre sua paixão pela música cubana, o início da carreira e sobre os bastidores de seus longas mais famosos, como O Poderoso Chefão.
Garcia veio ao Brasil para gravar as últimas cenas de Open Road, dirigido pelo ator Márcio Garcia. "Ele é meu primo", brincou o astro, que também trabalhou com Camille Belle, Christiane Torloni e Carol Castro, a quem comparou com Brigitte Bardot. "Terminamos as filmagens. Agora vem a parte de edição, montagem", comentou.
Antes de relembrar a infância do ator em Cuba, Jô passou um trecho do longa. Vestido como um morador de rua e barbudo, o personagem que aparece na tela bradando frases sem sentido, em nada se parece com o homem de paletó, que assiste atentamente às imagens. "Camilla e eu somos pessoas que vivem à margem da sociedade e aí se desenrola nossa relação", contou.
Quando perguntado se é muito crítico quando se vê na telona, Garcia garante que não. "Vejo com o olhar mais crítico quando estou fazendo. Depois, tento me enxergar como um personagem", declarou. "Eu, quando estou filmando, me sinto um Deus. Até me vejo gordo", brincou Jô Soares. "Talvez Deus seja gordo", afirmou Garcia, arrancando risos da plateia.
Paixão pela Música
"Atuar é como música para mim", disse o ator, que se mostrou um apaixonado pela música cubana. Garcia falou sobre sua relação com Israel 'Cachao' López, o pai do mambo, e sobre quem gravou um documentário, Cachao: Uno Más.
"Ele estava um pouco esquecido. Dediquei boa parte da minha vida para que ele fosse reconhecido. Cachao era como um pai para mim", revelou.
Em uma das imagens do documentário, aparece tocando um bongô. "Então quer dizer que você é o rei do bongô?", disse Jô Soares, animado. Andy Garcia apenas disse que sim e deu risada.
Improvisação
Durante a gravação do segundo bloco do programa, Andy Garcia assistiu a alguns trechos de seus principais longas. O primeiro foi Os Intocáveis, de 1987. Nas imagens, aparece deitado no chão, segurando um carrinho de bebê com os pés e matando um homem.
Logo depois, foi a vez de O Poderoso Chefão 3. "Não sou gay, mas você está muito lindo nesse filme", disse o apresentador. Nas imagens, ele aparece arrancando a orelha de um personagem com a boca. "Na primeira tomada, eu arranquei uma orelha falsa e fiquei com ela na boca, mas ficou muito sangreta, muito forte. Na segunda, o diretor queria que eu comesse um pedaço de salsicha, para sentir como se fosse a orelha", relembrou.
Na terceira e última cena passada, Garcia aparece velho em Voltar a Morrer, como um paciente que passou por uma traqueostomia. "Quando eu estava visitando as clínicas, alguns pacientes não conseguiam deixar de fumar. Foi aí que descobri que se fuma com a garganta e não com a boca", disse, em referência a cena em que aparece colocando o cigarro no buraco deixado pela traqueostomia. Andy contou que levou a ideia ao diretor e ele incluiu a sequência no longa.
Infância em Cuba
Surpreendentemente, a entrevista foi feita inteiramente em espanhol, língua mãe do ator, que nasceu em Cuba, mas aos cinco anos mudou-se para Miami. Jô afirmou que preparou a entrevista em inglês, mas logo começou a falar espanhol. "O que esse cara está falando?", brincou, antes de começar a entrevista.
"Meu pai era advogado, mas tinha um espécie de mercearia, que vendia legumes, verduras. Mas era advogado de formação", relembrou. "Não havia possibilidades dele exercer a profissão, para que se seja advogado é preciso que exista lei e democracia. Não temos isso em Cuba", disse.
Depois que deixou Cuba, foi morar em Miami e, quando começou sua carreira, só teve oportunidades no teatro.

Andy Garcia gravou sua participação no 'Programa do Jô', nesta segunda (8)
Assim que colocou os pés no estúdio onde é gravado o Programa do Jô, na Rede Globo, em São Paulo, Andy Garcia arrancou aplausos animados e gritos de "lindo!" até a hora em que se sentou. Simpático e bem humorado, acenou e se mostrou carinhoso com Jô Soares, que não escondia sua admiração pelo ator. Durante a entrevista, falou sobre sua paixão pela música cubana, o início da carreira e sobre os bastidores de seus longas mais famosos, como O Poderoso Chefão.
Garcia veio ao Brasil para gravar as últimas cenas de Open Road, dirigido pelo ator Márcio Garcia. "Ele é meu primo", brincou o astro, que também trabalhou com Camille Belle, Christiane Torloni e Carol Castro, a quem comparou com Brigitte Bardot. "Terminamos as filmagens. Agora vem a parte de edição, montagem", comentou.
Antes de relembrar a infância do ator em Cuba, Jô passou um trecho do longa. Vestido como um morador de rua e barbudo, o personagem que aparece na tela bradando frases sem sentido, em nada se parece com o homem de paletó, que assiste atentamente às imagens. "Camilla e eu somos pessoas que vivem à margem da sociedade e aí se desenrola nossa relação", contou.
Quando perguntado se é muito crítico quando se vê na telona, Garcia garante que não. "Vejo com o olhar mais crítico quando estou fazendo. Depois, tento me enxergar como um personagem", declarou. "Eu, quando estou filmando, me sinto um Deus. Até me vejo gordo", brincou Jô Soares. "Talvez Deus seja gordo", afirmou Garcia, arrancando risos da plateia.
Paixão pela Música
"Atuar é como música para mim", disse o ator, que se mostrou um apaixonado pela música cubana. Garcia falou sobre sua relação com Israel 'Cachao' López, o pai do mambo, e sobre quem gravou um documentário, Cachao: Uno Más.
"Ele estava um pouco esquecido. Dediquei boa parte da minha vida para que ele fosse reconhecido. Cachao era como um pai para mim", revelou.
Em uma das imagens do documentário, aparece tocando um bongô. "Então quer dizer que você é o rei do bongô?", disse Jô Soares, animado. Andy Garcia apenas disse que sim e deu risada.
Improvisação
Durante a gravação do segundo bloco do programa, Andy Garcia assistiu a alguns trechos de seus principais longas. O primeiro foi Os Intocáveis, de 1987. Nas imagens, aparece deitado no chão, segurando um carrinho de bebê com os pés e matando um homem.
Logo depois, foi a vez de O Poderoso Chefão 3. "Não sou gay, mas você está muito lindo nesse filme", disse o apresentador. Nas imagens, ele aparece arrancando a orelha de um personagem com a boca. "Na primeira tomada, eu arranquei uma orelha falsa e fiquei com ela na boca, mas ficou muito sangreta, muito forte. Na segunda, o diretor queria que eu comesse um pedaço de salsicha, para sentir como se fosse a orelha", relembrou.
Na terceira e última cena passada, Garcia aparece velho em Voltar a Morrer, como um paciente que passou por uma traqueostomia. "Quando eu estava visitando as clínicas, alguns pacientes não conseguiam deixar de fumar. Foi aí que descobri que se fuma com a garganta e não com a boca", disse, em referência a cena em que aparece colocando o cigarro no buraco deixado pela traqueostomia. Andy contou que levou a ideia ao diretor e ele incluiu a sequência no longa.
Infância em Cuba
Surpreendentemente, a entrevista foi feita inteiramente em espanhol, língua mãe do ator, que nasceu em Cuba, mas aos cinco anos mudou-se para Miami. Jô afirmou que preparou a entrevista em inglês, mas logo começou a falar espanhol. "O que esse cara está falando?", brincou, antes de começar a entrevista.
"Meu pai era advogado, mas tinha um espécie de mercearia, que vendia legumes, verduras. Mas era advogado de formação", relembrou. "Não havia possibilidades dele exercer a profissão, para que se seja advogado é preciso que exista lei e democracia. Não temos isso em Cuba", disse.
Depois que deixou Cuba, foi morar em Miami e, quando começou sua carreira, só teve oportunidades no teatro.
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Re: Programa do Jô
Adorei as entrevistas que o Jô realizou com o Bruno Mazeo, Thiago Leiffert e também uma de especial de aniversário do programa com vários humoristas. Mas na minha opinião uma das mais engraçadas foi com Fabricio Carpinejar:
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Re: Programa do Jô
http://televisao.uol.com.br/colunas/fla ... tebol.jhtm
A Globo confirma para o dia 14, quarta que vem, a gravação do Roberto Carlos no "Programa do Jô".
Mas que será levada ao ar na sexta-feira, 16 de setembro de 2011, em dois ou três blocos.
A Globo confirma para o dia 14, quarta que vem, a gravação do Roberto Carlos no "Programa do Jô".
Mas que será levada ao ar na sexta-feira, 16 de setembro de 2011, em dois ou três blocos.



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Re: Programa do Jô
http://revistaquem.globo.com/Revista/Qu ... HEIRO.html

. A atriz Monique Alfradique contou, no "Programa do Jô" que vai ao ar na madrugada desta segunda (12) para terça-feira (13), que um fã já entrou no banheiro de um avião lhe pedindo autógrafo. “Eu sou muito distraída e não fecho a porta do banheiro. Um cara entrou e nem percebeu que eu estava sentada. Mas ele saiu e disse que esperaria lá fora”, disse, ao risos.
A atriz contou que adorava aprontar quando era criança. “Eu criava personagens. Uma vez inventei de ser cartomante, comprei um tarô e foi um sucesso. Todo mundo do meu condomínio se consultava comigo”, recorda.

. A atriz Monique Alfradique contou, no "Programa do Jô" que vai ao ar na madrugada desta segunda (12) para terça-feira (13), que um fã já entrou no banheiro de um avião lhe pedindo autógrafo. “Eu sou muito distraída e não fecho a porta do banheiro. Um cara entrou e nem percebeu que eu estava sentada. Mas ele saiu e disse que esperaria lá fora”, disse, ao risos.
A atriz contou que adorava aprontar quando era criança. “Eu criava personagens. Uma vez inventei de ser cartomante, comprei um tarô e foi um sucesso. Todo mundo do meu condomínio se consultava comigo”, recorda.



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Re: Programa do Jô
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/20 ... -2012.html

Aos fãs de Roberto Carlos, uma boa notícia : nesta quarta-feira (14) o cantor disse que pretende lançar no ano que vem um disco sobre amor, com músicas inéditas compostas por ele e Erasmo Carlos. “Há três anos, estou tentando lançar um CD com músicas inéditas, mas não deu porque sempre aconteceram outras coisas. Então, o CD de inéditas fica para o ano que vem”, afirmou o artista na saída dos estúdios da TV Globo em São Paulo.
Roberto Carlos participou do Programa do Jô, em gravação de quase duas horas. Ele foi o único convidado, preenchendo os três blocos com histórias sobre o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), momentos de sua carreira e, claro, a recente viagem a Jerusalém. A última entrevista dele ao apresentador tinha sido há 15 anos, no SBT. O programa será exibido nesta sexta-feira (16).
Questionado pelos jornalistas sobre o novo CD, respondeu sem dar mais pistas : “É sobre o amor. É o que eu mais sei cantar, escrever. É um CD de músicas de amor”. De acordo com a assessoria do cantor, desde 1999 ele não lança um álbum com canções desconhecidas.
Roberto Carlos entrou no estúdio às 18:05. O pedido da produção para que a plateia interagisse e se mostrasse animada foi cumprido à risca, pois, assim que ele apareceu, houve longos aplausos e gritos de ‘lindo’. Ao todo, foram seis músicas cantadas pelo artista, que abriu a gravação com “Emoções”. Em seguida, interpretou "Detalhes" em formato acústico. Também cantou "Sentado à beira do caminho", "Café da manhã", "Estrada de Santos" e "Olha", finalizando com "Jesus Cristo". No fim do programa, acostumado a jogar flores para a plateia, o cantor ganhou de Jô Soares uma rosa vermelha.
A conversa sobre a viagem a Jerusalém aconteceu no segundo bloco. Roberto Carlos disse que nunca tinha estado em um deserto antes e que ficou “muito emocionado” ao visitar o local onde, diz-se, foi achada a cruz de Jesus Cristo. “Tudo foi uma emoção, mas (estar) onde encontraram a cruz de Jesus Cristo foi muito emocionante. Chorei muito, me tocou profundamente”, afirmou.
A viagem, como parte do projeto “Emoções em Jerusalém”, durou quase uma semana e terminou com a apresentação de Roberto, no dia 7 deste mês, em um anfiteatro próximo ao Monte Sião, o Sultan´s Pool. No show, exibido pela TV Globo no dia 10, Roberto Carlos cantou 25 músicas em cinco idiomas : português, inglês, espanhol, italiano e hebraico.
Se o assunto pode parecer espinhoso para alguns, Roberto Carlos não deu brechas a polêmicas. Foi questionado sobre o que achava do casamento entre homossexuais. “Todo ser humano tem direito à felicidade, desde que essa felicidade não cause a infelicidade dos outros. Uma pessoa não pode ser julgada pela sua vida pessoal, sexual, e sim pelo seu caráter. Tem que parar esse tipo de preconceito”, afirmou o “Rei”, que foi bastante aplaudido por sua posição. Jô Soares brincou dizendo que estava com medo de fazer essa pergunta e ouvir que, no programa dele, Roberto Carlos resolveu “sair do armário”.
Por diversos momentos durante a entrevista, o cantor falou sobre o TOC, mal que o atormenta há anos. No entanto, apesar de dizer que “é um sofrimento” ter o transtorno, arrancou risos da plateia quando contou histórias que envolvem suas manias. Uma delas ocorreu em Los Angeles (EUA), onde tinha uma gravação (ele não disse a data, mas a assessoria estimou que o episódio tenha ocorrido no fim da década de 1990).
“Eu fazia curso para santo. Era super, super, super praticante da Igreja Católica. Hoje não sou tanto. Em Los Angeles, eu ia à missa todos os domingos e sempre depois da missa eu ficava rezando. O cara fechou a porta pela qual eu tinha entrado.” A partir daí, o cantor reproduziu a conversa que teve com o funcionário da igreja. Uma das manias do artista é sempre sair pela mesma porta em que entrou. “Entrei por aqui, vou ter que sair por aqui. Você pode abrir a porta ?”, disse Roberto.
De acordo com ele, o homem não só negou o pedido porque não entendia o que se passava como também ameaçou chamar a polícia se aquele turista não saísse logo do templo por uma porta aberta do outro lado. Contrariado, o “Rei” teve que acatar a ordem. “Na missa do domingo seguinte, entrei pela porta que saí e saí pela porta em que eu tinha que entrar.”

Aos fãs de Roberto Carlos, uma boa notícia : nesta quarta-feira (14) o cantor disse que pretende lançar no ano que vem um disco sobre amor, com músicas inéditas compostas por ele e Erasmo Carlos. “Há três anos, estou tentando lançar um CD com músicas inéditas, mas não deu porque sempre aconteceram outras coisas. Então, o CD de inéditas fica para o ano que vem”, afirmou o artista na saída dos estúdios da TV Globo em São Paulo.
Roberto Carlos participou do Programa do Jô, em gravação de quase duas horas. Ele foi o único convidado, preenchendo os três blocos com histórias sobre o transtorno obsessivo compulsivo (TOC), momentos de sua carreira e, claro, a recente viagem a Jerusalém. A última entrevista dele ao apresentador tinha sido há 15 anos, no SBT. O programa será exibido nesta sexta-feira (16).
Questionado pelos jornalistas sobre o novo CD, respondeu sem dar mais pistas : “É sobre o amor. É o que eu mais sei cantar, escrever. É um CD de músicas de amor”. De acordo com a assessoria do cantor, desde 1999 ele não lança um álbum com canções desconhecidas.
Roberto Carlos entrou no estúdio às 18:05. O pedido da produção para que a plateia interagisse e se mostrasse animada foi cumprido à risca, pois, assim que ele apareceu, houve longos aplausos e gritos de ‘lindo’. Ao todo, foram seis músicas cantadas pelo artista, que abriu a gravação com “Emoções”. Em seguida, interpretou "Detalhes" em formato acústico. Também cantou "Sentado à beira do caminho", "Café da manhã", "Estrada de Santos" e "Olha", finalizando com "Jesus Cristo". No fim do programa, acostumado a jogar flores para a plateia, o cantor ganhou de Jô Soares uma rosa vermelha.
A conversa sobre a viagem a Jerusalém aconteceu no segundo bloco. Roberto Carlos disse que nunca tinha estado em um deserto antes e que ficou “muito emocionado” ao visitar o local onde, diz-se, foi achada a cruz de Jesus Cristo. “Tudo foi uma emoção, mas (estar) onde encontraram a cruz de Jesus Cristo foi muito emocionante. Chorei muito, me tocou profundamente”, afirmou.
A viagem, como parte do projeto “Emoções em Jerusalém”, durou quase uma semana e terminou com a apresentação de Roberto, no dia 7 deste mês, em um anfiteatro próximo ao Monte Sião, o Sultan´s Pool. No show, exibido pela TV Globo no dia 10, Roberto Carlos cantou 25 músicas em cinco idiomas : português, inglês, espanhol, italiano e hebraico.
Se o assunto pode parecer espinhoso para alguns, Roberto Carlos não deu brechas a polêmicas. Foi questionado sobre o que achava do casamento entre homossexuais. “Todo ser humano tem direito à felicidade, desde que essa felicidade não cause a infelicidade dos outros. Uma pessoa não pode ser julgada pela sua vida pessoal, sexual, e sim pelo seu caráter. Tem que parar esse tipo de preconceito”, afirmou o “Rei”, que foi bastante aplaudido por sua posição. Jô Soares brincou dizendo que estava com medo de fazer essa pergunta e ouvir que, no programa dele, Roberto Carlos resolveu “sair do armário”.
Por diversos momentos durante a entrevista, o cantor falou sobre o TOC, mal que o atormenta há anos. No entanto, apesar de dizer que “é um sofrimento” ter o transtorno, arrancou risos da plateia quando contou histórias que envolvem suas manias. Uma delas ocorreu em Los Angeles (EUA), onde tinha uma gravação (ele não disse a data, mas a assessoria estimou que o episódio tenha ocorrido no fim da década de 1990).
“Eu fazia curso para santo. Era super, super, super praticante da Igreja Católica. Hoje não sou tanto. Em Los Angeles, eu ia à missa todos os domingos e sempre depois da missa eu ficava rezando. O cara fechou a porta pela qual eu tinha entrado.” A partir daí, o cantor reproduziu a conversa que teve com o funcionário da igreja. Uma das manias do artista é sempre sair pela mesma porta em que entrou. “Entrei por aqui, vou ter que sair por aqui. Você pode abrir a porta ?”, disse Roberto.
De acordo com ele, o homem não só negou o pedido porque não entendia o que se passava como também ameaçou chamar a polícia se aquele turista não saísse logo do templo por uma porta aberta do outro lado. Contrariado, o “Rei” teve que acatar a ordem. “Na missa do domingo seguinte, entrei pela porta que saí e saí pela porta em que eu tinha que entrar.”















