Mundo
- Bgs
- Membro

- Mensagens: 6709
- Registrado em: 12 Dez 2009, 16:55
- Programa CH: Chespirito
- Curtiu: 124 vezes
- Curtiram: 488 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Presidente do Egito deixa o cargo após três décadas
Vice anunciou renúncia de Hosni Mubarak, que foi para balneário no mar Vermelho
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixou o cargo nesta sexta-feira (11), após três décadas no poder. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Omar Suleiman, nomeado por Mubarak após o início dos protestos contra o governo, em 25 de janeiro.
- Nessas difíceis circunstâncias que o país está atravessando, o presidente Hosni Mubarak decidiu deixar sua posição na Presidência. Ele encarregou o Conselho das Forças Armadas de dirigir as questões de Estado.
O pronunciamento de Suleiman, na TV estatal, provocou comoção na praça Tahrir, onde milhares de pessoas se reuniam pedindo a saída do presidente. Mubarak, de 82 anos, governava o Egito desde 1981.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, Sherif El Husseiny, um advogado de 33 anos, comemorava na praça Tahrir emocionado a saída de Mubarak.
- Eu não acredito que vou ver um outro presidente durante minha vida. Eu nasci durante o mandato de [Anwar] Sadat [antecessor de Mubarak], mas tinha apenas quatro anos quando ele morreu. Eu estou emocionado com as notícias da renúncia de Mubarak. Nada poderá jamais parar o povo do Egito agora. É uma nova era para o Egito.
Movimento na Tunísia inspirou egípcios
A saída de Mubarak ocorre quase um mês depois que da queda do presidente da Tunísia, Ben Ali, e reforça a crise por que passam regimes autoritários no mundo árabe. Pressionado por manifestações, o líder tunisiano deixou o cargo em 14 de janeiro, após 23 anos no cargo. A chamada Revolução de Jasmim, na Tunísia, inspirou os manifestantes a saírem às ruas também no Egito.
Milhões de egípcios foram às ruas nesta sexta-feira, aumentando ainda mais a pressão sobre Mubarak deixe o cargo, no 18º dia de protestos contra o governo.Pressionado, o governante deixou a capital Cairo e, acompanhado da família, voou para o balneário de Sharm el Sheikh, no mar Vermelho.
O líder da opositor e ganhador do Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, comemorou a renúncia de Mubarak.
- Este é o dia mais importante da minha vida. O país foi libertado após décadas de opressão.
Assim que o presidente deixou o Cairo, muitos passaram a especular que isso significou que ele estava, na prática, entregando o poder para o vice, Omar Suleiman, nomeado por ele após o início das manifestações em
Nesta quinta-feira (10), Mubarak havia frustrado as expectativas dos opositores em todo o Egito, que esperaram durante todo o dia que ele anunciasse a sua renúncia. Em vez disso, o presidente fez um discurso dizendo que se mantinha no cargo e que transferiria "alguns poderes" para o vice. A fala revoltou os manifestantes, que permaneceram reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo.
Presidente buscava saída honrosa
Horas depois da notícia de que o presidente não estava mais na capital, a TV estatal informou que a Presidência faria um comunicado "importante e urgente".
Antes do anúncio da renúncia, o deputado trabalhista israelense Benjamin Ben Eliezer havia afirmado nesta sexta-feira que o presidente egípcio comentou com ele, em uma conversa por telefone na noite de quinta-feira, pouco antes de seu discurso à nação, que está buscando uma saída honrosa.
- Ele sabe que acabou, que é o fim do caminho. Só me disse uma coisa pouco antes de seu discurso, que procurava uma saída.
Ben Eliezer, que até recentemente foi ministro do Comércio e da Indústria de Israel, é considerado o dirigente israelense mais próximo de Mubarak, a quem visitou em várias ocasiões.
Protestos mobilizam até 10% da população
Diferentes estimativas apontam que entre 1 milhão e 8 milhões de pessoas participam de manifestações nesta sexta-feira. Se o número maior estiver correto, isso significa que um em cada dez egípcios saiu às ruas para protestar.
Além da praça Tahrir, tomada pelos manifestantes, a multidão também está próxima do palácio presidencial e da TV pública. As Forças Armadas apenas fazem barreiras para que não haja invasões.
Além do Cairo, há protestos em Alexandria, Mansura, Damnhur, Tanta, Mahalla, Asuit, Sohag, Bani Sawfi, Suez, Port Said e Damietta, informou o jornal britânico The Guardian.
http://noticias.r7.com/internacional/no ... 10211.html
Grande comemoração dos egípcios depois da saída dele do poderO presidente do Egito, Hosni Mubarak, deixou o cargo nesta sexta-feira (11), após três décadas no poder. O anúncio foi feito pelo vice-presidente Omar Suleiman, nomeado por Mubarak após o início dos protestos contra o governo, em 25 de janeiro.
- Nessas difíceis circunstâncias que o país está atravessando, o presidente Hosni Mubarak decidiu deixar sua posição na Presidência. Ele encarregou o Conselho das Forças Armadas de dirigir as questões de Estado.
O pronunciamento de Suleiman, na TV estatal, provocou comoção na praça Tahrir, onde milhares de pessoas se reuniam pedindo a saída do presidente. Mubarak, de 82 anos, governava o Egito desde 1981.
Em entrevista à agência de notícias Reuters, Sherif El Husseiny, um advogado de 33 anos, comemorava na praça Tahrir emocionado a saída de Mubarak.
- Eu não acredito que vou ver um outro presidente durante minha vida. Eu nasci durante o mandato de [Anwar] Sadat [antecessor de Mubarak], mas tinha apenas quatro anos quando ele morreu. Eu estou emocionado com as notícias da renúncia de Mubarak. Nada poderá jamais parar o povo do Egito agora. É uma nova era para o Egito.
Movimento na Tunísia inspirou egípcios
A saída de Mubarak ocorre quase um mês depois que da queda do presidente da Tunísia, Ben Ali, e reforça a crise por que passam regimes autoritários no mundo árabe. Pressionado por manifestações, o líder tunisiano deixou o cargo em 14 de janeiro, após 23 anos no cargo. A chamada Revolução de Jasmim, na Tunísia, inspirou os manifestantes a saírem às ruas também no Egito.
Milhões de egípcios foram às ruas nesta sexta-feira, aumentando ainda mais a pressão sobre Mubarak deixe o cargo, no 18º dia de protestos contra o governo.Pressionado, o governante deixou a capital Cairo e, acompanhado da família, voou para o balneário de Sharm el Sheikh, no mar Vermelho.
O líder da opositor e ganhador do Nobel da Paz, Mohamed ElBaradei, comemorou a renúncia de Mubarak.
- Este é o dia mais importante da minha vida. O país foi libertado após décadas de opressão.
Assim que o presidente deixou o Cairo, muitos passaram a especular que isso significou que ele estava, na prática, entregando o poder para o vice, Omar Suleiman, nomeado por ele após o início das manifestações em
Nesta quinta-feira (10), Mubarak havia frustrado as expectativas dos opositores em todo o Egito, que esperaram durante todo o dia que ele anunciasse a sua renúncia. Em vez disso, o presidente fez um discurso dizendo que se mantinha no cargo e que transferiria "alguns poderes" para o vice. A fala revoltou os manifestantes, que permaneceram reunidos na praça Tahrir, no centro do Cairo.
Presidente buscava saída honrosa
Horas depois da notícia de que o presidente não estava mais na capital, a TV estatal informou que a Presidência faria um comunicado "importante e urgente".
Antes do anúncio da renúncia, o deputado trabalhista israelense Benjamin Ben Eliezer havia afirmado nesta sexta-feira que o presidente egípcio comentou com ele, em uma conversa por telefone na noite de quinta-feira, pouco antes de seu discurso à nação, que está buscando uma saída honrosa.
- Ele sabe que acabou, que é o fim do caminho. Só me disse uma coisa pouco antes de seu discurso, que procurava uma saída.
Ben Eliezer, que até recentemente foi ministro do Comércio e da Indústria de Israel, é considerado o dirigente israelense mais próximo de Mubarak, a quem visitou em várias ocasiões.
Protestos mobilizam até 10% da população
Diferentes estimativas apontam que entre 1 milhão e 8 milhões de pessoas participam de manifestações nesta sexta-feira. Se o número maior estiver correto, isso significa que um em cada dez egípcios saiu às ruas para protestar.
Além da praça Tahrir, tomada pelos manifestantes, a multidão também está próxima do palácio presidencial e da TV pública. As Forças Armadas apenas fazem barreiras para que não haja invasões.
Além do Cairo, há protestos em Alexandria, Mansura, Damnhur, Tanta, Mahalla, Asuit, Sohag, Bani Sawfi, Suez, Port Said e Damietta, informou o jornal britânico The Guardian.
http://noticias.r7.com/internacional/no ... 10211.html
Power to the people!
#BgsDNV?
- CHarritO
- Membro

- Mensagens: 71645
- Registrado em: 02 Fev 2009, 12:40
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Palmeiras
- Localização: Indaial/SC
- Curtiu: 82 vezes
- Curtiram: 1268 vezes
- Scopel
- Membro

- Mensagens: 6736
- Registrado em: 05 Fev 2009, 16:10
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Curtiu: 4 vezes
- Curtiram: 61 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Sim, agora ele infelizmente terá de passar o resto de sua vida gastando a fortuna de 40 bilhões em nome de sua família, no exílio na Europa. Trágico.CHarritO escreveu:A casa caiu p/ Mubarak.
- E.R
- Colaborador

- Mensagens: 105456
- Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Localização: Rio de Janeiro
- Curtiu: 6359 vezes
- Curtiram: 3919 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Quem vai assumir o poder no Egito é o vice-presidente ?
Quais vão ser os candidatos na eleição do Egito ? E os oposicionistas não tem boa relação com Israel ? (quais deles apoiam a Palestina ?)
Quais vão ser os candidatos na eleição do Egito ? E os oposicionistas não tem boa relação com Israel ? (quais deles apoiam a Palestina ?)



- @EA
- Membro

- Mensagens: 6932
- Registrado em: 30 Mar 2010, 23:47
- Programa CH: Chapolin
- Time de Futebol: São Paulo
- Localização: Via Láctea
- Curtiu: 272 vezes
- Curtiram: 165 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Na verdade são 80 bilhões que ele tem na Suíça que foram bloqueados pelo país europeu. Se ele ficasse com essa grana seria o homem mais rico do mundo.Scopel escreveu:Sim, agora ele infelizmente terá de passar o resto de sua vida gastando a fortuna de 40 bilhões em nome de sua família, no exílio na Europa. Trágico.CHarritO escreveu:A casa caiu p/ Mubarak.
Não, será uma junta militar.E.R escreveu:Quem vai assumir o poder no Egito é o vice-presidente ?
Agente da Coroa a serviço da Rainha


- E.R
- Colaborador

- Mensagens: 105456
- Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Localização: Rio de Janeiro
- Curtiu: 6359 vezes
- Curtiram: 3919 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Obrigado, Erik.
--

. Em discurso pela TV, o ditador da Líbia , Muammar Gaddafi, disse que não deixará o país e que morrerá como "mártir", se for necessário.
No poder desde 1969, Gaddafi conclamou partidários a resistir aos "ratos e mercenários" que tentam derrubá-lo. "Muammar não é presidente para renunciar, Muammar é o líder da revolução para sempre", disse. Relatos indicam que todo o leste da Líbia está sob controle de forças opositoras.

--

. Em discurso pela TV, o ditador da Líbia , Muammar Gaddafi, disse que não deixará o país e que morrerá como "mártir", se for necessário.
No poder desde 1969, Gaddafi conclamou partidários a resistir aos "ratos e mercenários" que tentam derrubá-lo. "Muammar não é presidente para renunciar, Muammar é o líder da revolução para sempre", disse. Relatos indicam que todo o leste da Líbia está sob controle de forças opositoras.




- Antonio Felipe
- Administrador

- Mensagens: 44160
- Registrado em: 29 Jan 2009, 13:37
- Programa CH: Chapolin
- Time de Futebol: Grêmio
- Localização: Porto Alegre - RS
- Curtiu: 312 vezes
- Curtiram: 2966 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Esse aí cai logo logo... E as convulsões sociais não param: Marrocos, Bahrein, Iemen, Jordânia, Argélia...
Administrador desde 2010, no meio CH desde 2003.
- Jean Bruno
- Membro

- Mensagens: 379
- Registrado em: 14 Fev 2009, 16:15
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Localização: Campo Grande - MS
- Curtiu: 0
- Curtiram: 4 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Pergunta: qual presidente brasileiro já chamou Kadafi de "amigo e irmão":
A - ( ) Médici
B - ( ) Geisel
C - ( ) FHC
D - (X) Lula
A - ( ) Médici
B - ( ) Geisel
C - ( ) FHC
D - (X) Lula
- Scopel
- Membro

- Mensagens: 6736
- Registrado em: 05 Fev 2009, 16:10
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Curtiu: 4 vezes
- Curtiram: 61 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Na sua opinião, por que ele não pode ser?Jean Bruno escreveu:Pergunta: qual presidente brasileiro já chamou Kadafi de "amigo e irmão":
A - ( ) Médici
B - ( ) Geisel
C - ( ) FHC
D - (X) Lula
- Chápulo
- Membro

- Mensagens: 4001
- Registrado em: 31 Jan 2009, 23:05
- Programa CH: Chespirito
- Time de Futebol: Barcelona S. C.
- Localização: Manta/Guayaquil, Ecuador
- Curtiu: 134 vezes
- Curtiram: 38 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Muammar Gadafi - Zenga Zenga Song (Noy Alooshe REMIX)
Usuario del Fórum Chaves desde el 31 de enero de 2009
- CHarritO
- Membro

- Mensagens: 71645
- Registrado em: 02 Fev 2009, 12:40
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Palmeiras
- Localização: Indaial/SC
- Curtiu: 82 vezes
- Curtiram: 1268 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Meus títulos e conquistas no FCH:
- @EA
- Membro

- Mensagens: 6932
- Registrado em: 30 Mar 2010, 23:47
- Programa CH: Chapolin
- Time de Futebol: São Paulo
- Localização: Via Láctea
- Curtiu: 272 vezes
- Curtiram: 165 vezes
Re: Debates sobre política internacional
Chávez: capitalismo poder ter destruído vida em Marte
http://www.estadao.com.br/noticias/inte ... 5753,0.htm
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é conhecido por atribuir ao capitalismo a responsabilidade por grande parte dos problemas da Terra. Hoje, ele apontou para outra parte do sistema solar para enfatizar sua opinião. Segundo Chávez, é possível que o capitalismo tenha destruído a vida em Marte.
Na televisão estatal venezuelana, o presidente da nação sul-americana declarou: "Eu sempre disse, e já ouvi dizer, que ninguém estranharia se uma civilização tivesse habitado Marte". Depois de uma pausa, ele prosseguiu: "Mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo tenha chegado lá, e acabado com o planeta". Chávez fez o comentário durante um debate sobre conservação da água. Ele falou sobre Marte depois de abordar a descoberta de vestígios de água no planeta vermelho.
Depois de especular que o capitalismo pode ter sido o responsável pela destruição de alguma antiga civilização marciana, Chávez advertiu que as reservas de água doce do planeta Terra estão diminuindo. "Aqui, em lugares onde havia grandiosas florestas centenas de anos atrás ou menos que isso, hoje há desertos; onde passavam rios, hoje há desertos", lamentou o presidente venezuelano.
Guy Webster, porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato da agência aeroespacial norte-americana (Nasa, por suas iniciais em inglês), confirmou a descoberta de água em Marte pela expedição Phoenix Mars Lander em 2008, mas preferiu não comentar a declaração da Chávez. As informações são da Dow Jones.
Esse aí assinou o atestado de burrice. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é conhecido por atribuir ao capitalismo a responsabilidade por grande parte dos problemas da Terra. Hoje, ele apontou para outra parte do sistema solar para enfatizar sua opinião. Segundo Chávez, é possível que o capitalismo tenha destruído a vida em Marte.
Na televisão estatal venezuelana, o presidente da nação sul-americana declarou: "Eu sempre disse, e já ouvi dizer, que ninguém estranharia se uma civilização tivesse habitado Marte". Depois de uma pausa, ele prosseguiu: "Mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo tenha chegado lá, e acabado com o planeta". Chávez fez o comentário durante um debate sobre conservação da água. Ele falou sobre Marte depois de abordar a descoberta de vestígios de água no planeta vermelho.
Depois de especular que o capitalismo pode ter sido o responsável pela destruição de alguma antiga civilização marciana, Chávez advertiu que as reservas de água doce do planeta Terra estão diminuindo. "Aqui, em lugares onde havia grandiosas florestas centenas de anos atrás ou menos que isso, hoje há desertos; onde passavam rios, hoje há desertos", lamentou o presidente venezuelano.
Guy Webster, porta-voz do Laboratório de Propulsão a Jato da agência aeroespacial norte-americana (Nasa, por suas iniciais em inglês), confirmou a descoberta de água em Marte pela expedição Phoenix Mars Lander em 2008, mas preferiu não comentar a declaração da Chávez. As informações são da Dow Jones.
Agente da Coroa a serviço da Rainha


- E.R
- Colaborador

- Mensagens: 105456
- Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Localização: Rio de Janeiro
- Curtiu: 6359 vezes
- Curtiram: 3919 vezes
Re: Debates sobre política internacional
AFP

. O líder cubano Fidel Castro confirmou sua renúncia à liderança máxima do Partido Comunista de Cuba (PCC), seu último alto cargo político, ao pedir para ser excluído do Comitê Central, principal órgão da formação, em um artigo publicado nesta terça-feira.
"Raúl sabia que eu não aceitaria na atualidade cargo algum no Partido", afirma Fidel, ao explicar em um texto no portal Cubadebate.cu sua "ausência" no novo Comitê Central do PCC, eleito segunda-feira pelo VI Congresso do PCC.
Fidel Castro, 84 anos, ocupava o cargo de primeiro secretário do Comitê Central do PCC - o principal no regime comunista - desde a criação do partido, o único legal em Cuba, em 1965. Seu irmão Raúl é o segundo na hierarquia e provavelmente será o sucessor.
O dirigente comunista confirmou assim o que havia afirmado em março sobre a renúncia ao comando do PCC. Fidel cedeu a Raúl a liderança em julho de 2006, em consequência de uma grave doença, mas continuos sendo chamado de primeiro secretário.
"Ele sempre foi quem me chamava de Primeiro Secretário e Comandante-em-Chefe, funções que como se sabe deleguei na Proclama divulgada quando fiquei gravemente enfermo", reiterou Fidel.
"Nunca tentei, nem podia fisicamente exercê-las, apesar de ter recuperado consideravelmente a capacidade de analisar e escrever. No entanto, ele nunca deixou de transmitir-me as ideias que projetava", completou.
Fidel destacou ter afirmado ao irmão que não desejava ser incluído na lista de candidatos ao Comitê Central, quando Raúl declarou que seria "muito duro" excluir dirigentes "que pela idade ou saúde não poderiam prestar muitos serviços ao Partido".
"Não hesitei em sugerir que não excluísse estes companheiros de tal honra, e acrescentei que o mais importante era que eu não aparecesse na lista. Penso que recebi muitas honras. Nunca pensei em viver tantos anos".
O líder comunista indicou ainda que votou ao meio-dia de segunda-feira, quando recebeu a cédula. O site Cubadebate.cu publica oito fotos de Fidel no momento.
Fidel Castro afirma ainda no artigo que a parte do discurso do irmão, de 79 anos, na abertura do Congresso sábado, que mais chamou sua atenção foi a proposta de limitar a um máximo de dois mandatos consecutivos de cinco anos o período nos cargos governistas, incluindo os de presidente do país e primeiro-secretário do PCC.
"Me agradou a ideia. É um tema sobre o qual eu meditei muito. Devo confessar que nunca me preocupei realmente com o tempo que estaria exercendo o papel de Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e Primeiro Secretário do Partido", revela.
Castro, que longe do poder se dedica a ler e escrever sobre a política internacional, chegou ao poder em 1º de janeiro de 1959 com a revolução que derrubou o ditador Fulgencio Batista e desde então concentrou os poderes no governo.
Além da eleição do novo Comitê Central, os 1.000 delegados do O VI Congresso do PCC aprovaram o programa de reformas de abertura proposto pelo presidente Raúl Castro para atualizar o modelo socialista em vigor há meio século, que pretende deixar para trás o esgotado modelo ultracentralizado soviético.

. O líder cubano Fidel Castro confirmou sua renúncia à liderança máxima do Partido Comunista de Cuba (PCC), seu último alto cargo político, ao pedir para ser excluído do Comitê Central, principal órgão da formação, em um artigo publicado nesta terça-feira.
"Raúl sabia que eu não aceitaria na atualidade cargo algum no Partido", afirma Fidel, ao explicar em um texto no portal Cubadebate.cu sua "ausência" no novo Comitê Central do PCC, eleito segunda-feira pelo VI Congresso do PCC.
Fidel Castro, 84 anos, ocupava o cargo de primeiro secretário do Comitê Central do PCC - o principal no regime comunista - desde a criação do partido, o único legal em Cuba, em 1965. Seu irmão Raúl é o segundo na hierarquia e provavelmente será o sucessor.
O dirigente comunista confirmou assim o que havia afirmado em março sobre a renúncia ao comando do PCC. Fidel cedeu a Raúl a liderança em julho de 2006, em consequência de uma grave doença, mas continuos sendo chamado de primeiro secretário.
"Ele sempre foi quem me chamava de Primeiro Secretário e Comandante-em-Chefe, funções que como se sabe deleguei na Proclama divulgada quando fiquei gravemente enfermo", reiterou Fidel.
"Nunca tentei, nem podia fisicamente exercê-las, apesar de ter recuperado consideravelmente a capacidade de analisar e escrever. No entanto, ele nunca deixou de transmitir-me as ideias que projetava", completou.
Fidel destacou ter afirmado ao irmão que não desejava ser incluído na lista de candidatos ao Comitê Central, quando Raúl declarou que seria "muito duro" excluir dirigentes "que pela idade ou saúde não poderiam prestar muitos serviços ao Partido".
"Não hesitei em sugerir que não excluísse estes companheiros de tal honra, e acrescentei que o mais importante era que eu não aparecesse na lista. Penso que recebi muitas honras. Nunca pensei em viver tantos anos".
O líder comunista indicou ainda que votou ao meio-dia de segunda-feira, quando recebeu a cédula. O site Cubadebate.cu publica oito fotos de Fidel no momento.
Fidel Castro afirma ainda no artigo que a parte do discurso do irmão, de 79 anos, na abertura do Congresso sábado, que mais chamou sua atenção foi a proposta de limitar a um máximo de dois mandatos consecutivos de cinco anos o período nos cargos governistas, incluindo os de presidente do país e primeiro-secretário do PCC.
"Me agradou a ideia. É um tema sobre o qual eu meditei muito. Devo confessar que nunca me preocupei realmente com o tempo que estaria exercendo o papel de Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros e Primeiro Secretário do Partido", revela.
Castro, que longe do poder se dedica a ler e escrever sobre a política internacional, chegou ao poder em 1º de janeiro de 1959 com a revolução que derrubou o ditador Fulgencio Batista e desde então concentrou os poderes no governo.
Além da eleição do novo Comitê Central, os 1.000 delegados do O VI Congresso do PCC aprovaram o programa de reformas de abertura proposto pelo presidente Raúl Castro para atualizar o modelo socialista em vigor há meio século, que pretende deixar para trás o esgotado modelo ultracentralizado soviético.



- E.R
- Colaborador

- Mensagens: 105456
- Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
- Programa CH: Chaves
- Time de Futebol: Flamengo
- Localização: Rio de Janeiro
- Curtiu: 6359 vezes
- Curtiram: 3919 vezes
Re: Debates sobre política internacional
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/ ... stino.html

. O líder da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que persista em seu apoio a um Estado Palestino baseado nas fronteiras de 1967, relatou a agência de notícias estatal egípcia Mena nesta sexta-feira (20).
Obama reafirmou o comprometimento dos EUA com a segurança de Israel na quinta-feira e pediu um acordo de paz que resulte em dois Estados, israelense e palestino, compartilhando a fronteira que existia antes de Israel ocupar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias em 1967.
'A questão palestina está no cerne da instabilidade no Oriente Médio', disse Moussa, solicitando aos Estados Unidos que ajam 'nas próximas semanas e nos próximos meses para estabelecer um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 tendo Jerusalém Oriental como sua capital'.
O apoio de Obama à exigência central dos palestinos sobre as fronteiras de um futuro Estado com Israel marca uma mudança de política, mas não proporcionou medidas claras para um acordo de paz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a proposta de Obama deixaria seu Estado 'indefensável'.
'Os interesses dos EUA estão interconectados com as profundas transformações que a região testemunha', teria dito Moussa, descrevendo a mudança como uma oportunidade para os Estados Unidos adotarem 'políticas novas e equilibradas'.
'Deve haver equilíbrio na conversa sobre segurança de todas as partes, e não somente a segurança de Israel, sem atenção com a segurança de outros', acrescentou.
Obama criticou o plano palestino de buscar o reconhecimento de seu Estado na Assembleia Geral da ONU, mas Moussa declarou nesta sexta-feira que qualquer tentativa de levar a questão palestina a fóruns internacionais é 'uma medida legítima'.
Moussa, que também almeja se tornar o próximo presidente do Egito, acolheu a promessa de Obama de apoiar as economias egípcia e tunisiana, que recentemente depuseram seus líderes.
O presidente norte-americano prometeu o perdão de 1 bilhão de dólares da dívida e outras formas de apoio econômico para o Egito, cuja economia foi duramente golpeada pelo levante que afastou turistas e investidores.

. O líder da Liga Árabe, Amr Moussa, pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que persista em seu apoio a um Estado Palestino baseado nas fronteiras de 1967, relatou a agência de notícias estatal egípcia Mena nesta sexta-feira (20).
Obama reafirmou o comprometimento dos EUA com a segurança de Israel na quinta-feira e pediu um acordo de paz que resulte em dois Estados, israelense e palestino, compartilhando a fronteira que existia antes de Israel ocupar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias em 1967.
'A questão palestina está no cerne da instabilidade no Oriente Médio', disse Moussa, solicitando aos Estados Unidos que ajam 'nas próximas semanas e nos próximos meses para estabelecer um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 tendo Jerusalém Oriental como sua capital'.
O apoio de Obama à exigência central dos palestinos sobre as fronteiras de um futuro Estado com Israel marca uma mudança de política, mas não proporcionou medidas claras para um acordo de paz.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a proposta de Obama deixaria seu Estado 'indefensável'.
'Os interesses dos EUA estão interconectados com as profundas transformações que a região testemunha', teria dito Moussa, descrevendo a mudança como uma oportunidade para os Estados Unidos adotarem 'políticas novas e equilibradas'.
'Deve haver equilíbrio na conversa sobre segurança de todas as partes, e não somente a segurança de Israel, sem atenção com a segurança de outros', acrescentou.
Obama criticou o plano palestino de buscar o reconhecimento de seu Estado na Assembleia Geral da ONU, mas Moussa declarou nesta sexta-feira que qualquer tentativa de levar a questão palestina a fóruns internacionais é 'uma medida legítima'.
Moussa, que também almeja se tornar o próximo presidente do Egito, acolheu a promessa de Obama de apoiar as economias egípcia e tunisiana, que recentemente depuseram seus líderes.
O presidente norte-americano prometeu o perdão de 1 bilhão de dólares da dívida e outras formas de apoio econômico para o Egito, cuja economia foi duramente golpeada pelo levante que afastou turistas e investidores.















