
Depois de Lost, mais uma série que conquistou fãs ao redor do mundo chega ao derradeiro episódio em 2010. Trata-se de 24 Horas, programa protagonizado pelo agente Jack Bauer, vivido pelo ator Kiefer Sutherland.
No último capítulo da série, que irá ao ar amanhã, às 23h, na Fox, o telespectador acompanhará a última hora do oitavo dia da rotina, repleta de violência, de Bauer. Vale lembrar que “24 Horas´´ inovou por acompanhar, em tempo real, a vida de seu herói -ou seria um anti-herói?
Ao longo dos anos em que esteve no ar, Bauer se caracterizou por ser um personagem bastante polêmico. O motivo é simples. No decorrer das oito temporadas da atração, ele torturou, foi torturado, ameaçou presidentes e correu o risco de ser morto várias vezes. Os métodos utilizados por ele para obter informações precisas e derrotar seus inimigos — muçulmanos, russos, chineses etc. — também não foram politicamente corretos.
24 Horas estreou em novembro de 2001 — dois meses após a queda do World Trade Center, no dia 11 de setembro — e foi considerado um reflexo da doutrina do ex-presidente americano George W. Bush (2001-2009). Seu governo, que antecedeu o de Barack Obama, valia-se de métodos muito controversos para alcançar os seus objetivos.
Premiada no Globo de Ouro e também no Emmy, em categorias como melhor série dramática e melhor ator, 24 Horas ainda originou um filme (24 Horas: Redenção) produzido para a TV. E pode ser que a saga de um agente em busca de justiça a qualquer preço não termine definitivamente. No último ano do programa, o ator Freddie Prinze Jr. entrou para o elenco fixo da série, interpretando um ex-fuzileiro naval que quer seguir os passos de Jack Bauer.
FolhaPress
Tendo Daniel, que dirigiu os dois também na novela de Gilberto Braga de 1978, como testemunha, os atores se abraçam, trocam beijos e afagos e colocam o papo em dia. “Cacá e Júlia, Júlia e Cacá!”, cantarola Daniel, diante da dupla renascida diante de seus olhos. O clima de alegria é generalizado, contagiante. Cacá e Júlia também serão os nomes do casal em As Cariocas, inspirada no livro homônimo de Sérgio Porto de 1967, e que estreia só em outubro (ainda não está certo em qual dia da semana). É uma brincadeirinha de Daniel, que os escolheu para estrelar A Adúltera da Urca, da qual participa também Regina Duarte — a atriz vive Malu, a amiga saidinha de Júlia.
São dez episódios independentes, tendo Daniel como narrador-comentarista. O elenco é eclético: vai da estreante Cintia Rosa, do grupo Nós do Morro, que vive Gleyci, ´A Internauta da Mangueira´, até Fernanda Torres (Cris, ´A Invejosa de Ipanema´). Numa tarde fria de julho, um dia depois de Fagundes gravar a última cena da novela Tempos Modernos, a reportagem acompanhou gravações nos estúdios Tycoon, na Barra da Tijuca. No galpão que abrigava o apartamento de Cacá e Júlia, o clima era quentinho, de família. “São saudades de 32 anos sem trabalhar com Sônia”, contabilizava o ator. “Só aceitei fazer porque era com ela, O cansaço da novela ficou em segundo plano.”
Muitas mulheres – Passaram-se 43 anos, e, como era de se supor, levando-se em conta que o programa se passa no século 21, do original de Sérgio Porto restaram apenas ´A Desinibida do Grajaú´ e ´A Noiva do Catete´. ´A Grã-fina de Copacabana´, ´A Donzela da Televisão´, ´A Currada de Madureira´ e ´A Desquitada da Tijuca´ sobraram; deram lugar, pelas mãos de Euclydes Marinho e outros roteiristas, a oito textos novinhos. O humor cínico e a verve do cronista, de pseudônimo Stanislaw Ponte Preta — saudado por Jorge Amado, quando do lançamento de As Cariocas em 67, como “o recriador da vida carioca, dono e senhor de sua língua viva, dos sentimentos, dos dramas, das alegrias, desesperos e tristezas da gente carioca” — estarão na tela, diz Daniel Filho, que divide a direção com Amora Mautner e Cris D´Amato.
“O jeito irônico e gozador que existe no Sérgio/Stanislaw é o molho destes contos. Comédias de comportamento são de todas as épocas”, acredita Daniel, para quem voltar a trabalhar com Sônia Braga e Antônio Fagundes é uma alegria. “Continua a mesma química. Pena que foram apenas dois dias.” Casada há 30 anos, Júlia, ´A Adúltera da Urca´, descrita pelo narrador como “de uma fidelidade à prova de bala”, que, “como o metrô, nunca saía da linha”, de uma hora para outra se vê às voltas com a desconfiança do marido, que está certo de que está sendo passado para trás. O telespectador também é tomado pela dúvida. O clima lembra o de A Vida Como Ela É…, série baseada em Nelson Rodrigues, também com adaptação de Euclydes Marinho e direção de Daniel Filho.
Além de Sônia, Fernanda Torres e Cintia Rosa, Daniel chamou para viver as mulheres atrizes da nova geração de estrelas da Globo: Alinne Moraes (Nádia, ´A Noiva do Catete´), Paola Oliveira (Clarissa, ´A Atormentada da Tijuca´) e Deborah Secco (Alice, ´A Suicida da Lapa´). Adriana Esteves faz Celi, ´A Vingativa do Méier´; Alessandra Negrini, Marta, ´A Iludida de Copacabana´. No total, o elenco conta 150 nomes. A série já está toda gravada. É curioso pensar que ´A Desinibida do Grajaú´, vivida num Caso Especial de 1994 pela ex-pantera Andrea Guerra, que causava furor ao aparecer de microshort, dessa vez caiu no colo da comportadinha Grazi Massafera. O papel de ´A Traída da Barra´ coube à apresentadora Angélica — que, a propósito, vai contracenar com o marido, Luciano Huck, como já fizera no cinema, antes do casamento. O detalhe: na vida real, o casal mora na mesma Barra.
Desavergonhadas, recatadas, adúlteras, corneadas, inocentes, ardilosas. Na tela, as personagens vão refletir as múltiplas facetas femininas que Sérgio — um “perito em mulher”, como é apresentado na primeira edição — mapeou. Na série, a personalidade delas dialoga com a geografia do bairro em que estão inseridas, as características das ruas. Em ´A Noiva do Catete´, por exemplo, antes de apresentar Luci Maria Simões, 24 anos, solteira, “carioca e bonitinha”, o autor fala da “velha Rua do Catete”, “a conservar ainda alguns sobradões de outrora, que resistem heroicos à fúria imobiliária”, Luci (na TV, Nádia), parece uma mocinha solitária, para quem a única companhia constante é a do gatinho Pelé. Mas logo se sabe que de santa ela nada tem.



















