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Um seminário do governo federal com empresas de radiodifusão, de tecnologia, fabricantes de televisores e pesquisadores discutiu em Brasília, a criação da chamada TV 3.0, que vai permitir mais interatividade, mantendo a gratuidade da TV aberta.
Já pensou em assistir ao jogo de futebol por seu ângulo favorito ? Ou participar de enquetes e chats usando apenas o controle remoto ? E que tal poder comprar a roupa do personagem da novela ou alguma peça de decoração que você gostou ?
Tudo isso com uma definição quatro vezes maior que a atual. Imagens com mais contraste e riqueza de detalhes e cores, além de um som que envolve todo o ambiente.
A TV 3.0 é a TV do futuro e que já está a caminho de se tornar uma realidade na casa de milhões de brasileiros. Ela vai unir os sinais da TV aberta com o da internet e, com isso, gerar muito mais possibilidades : mais conforto, qualidade, praticidade e interatividade.
Na hora de assistir um jogo do Brasil, por exemplo, é possível buscar informações da partida e até rever o gol a qualquer momento do jogo.
É uma TV aberta que se comportará de forma semelhante aos aplicativos de celular.
O presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, Raymundo Barros, destaca que tudo isso continuará de graça, como é hoje.
“A TV aberta não abre mão dos seus principais atributos. O principal deles, a gratuidade. Ela segue sendo uma mídia gratuita. O que ela passa a oferecer adicionalmente: esta personalização, esta interatividade, e a possibilidade de você ter todo o universo de conteúdos da sua emissora preferida integrada em uma experiência de consumo única em qualquer tela que você tenha”, explica.
Com a TV 3.0, além da programação da TV aberta, o telespectador também terá acesso ao streaming no mesmo lugar.
Dispositivos interligados e telas sincronizadas vão dar maior controle ao usuário - que terá um conteúdo personalizado, de acordo com o que ele mais gosta de assistir.
Cada consumidor será atendido em suas preferências. A TV 3.0 terá tecnologia para reconhecer individualmente cada usuário. Será uma TV para cada um chamar de sua.
No seminário no Ministério das Comunicações com empresas de radiodifusão, de tecnologia, fabricantes de televisores, universidades e centros de pesquisa, o ministro Juscelino Filho disse que estuda oferecer linhas de crédito para a implantação da TV 3.0.
“Vamos estar lado a lado com o setor buscando construir mecanismos, dialogando com os bancos públicos, vendo se de alguma forma a gente consegue, sim, linha de crédito ou alguma forma de ajudar o setor para que acelere a implantação, para que o setor tenha condição de fazer com que essa televisão chegue o mais rápido possível para um número maior da população brasileira”, disse.