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E.R
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Mensagem por E.R » 05 Jan 2023, 14:58

Barbano escreveu:
04 Jan 2023, 15:02
Qual o problema de defender o aborto nos casos já previstos em lei?
Ela não está defendendo apenas os casos previstos em lei. E ela fala com o aval do Lula, não é apenas uma opinião dela, é uma opinião que tem o aval do Lula.

O Lula antes tinha dito que era a favor do aborto, depois no período da eleição, pelo visto, mentiu dizendo que era contra o aborto.

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NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano ... eres.shtml

A ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves, 60 anos, negou que o tema do aborto seja um tema interditado no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O que for possível avançar, nós vamos avançar".
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Mensagem por Barbano » 05 Jan 2023, 17:23

A entrevista deixa claro que a preocupação dela hoje é não perder os direitos já conquistados. Relaxa, não vai ter aborto generalizado no Brasil.

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Mensagem por Enzodel8 » 07 Jan 2023, 14:13

Barbano escreveu:
05 Jan 2023, 17:23
A entrevista deixa claro que a preocupação dela hoje é não perder os direitos já conquistados. Relaxa, não vai ter aborto generalizado no Brasil.
Exatamente.

Eu prefiro MIL VEZES o aborto legalizado para os casos específicos, como risco de morte da mãe e estupro de menor, do que o aborto clandestino matando e infectando as mulheres pobres.

"Ah, mas e se prevenir? E a camisinha? E o PrEP, e o PEP?" Tá, mas o estuprador vai querer saber disso? Uma criança precisa fazer esse tipo de procedimento? Além disso, uma coisa jamais justificará a outra.
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Mensagem por CHarritO » 07 Jan 2023, 22:43

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Mensagem por Dias » 08 Jan 2023, 12:33

Esse foi um dos acertos do Lula na composição ministerial. Já aquela tal de Daniela foi um erro total e munição para a oposição.
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Mensagem por Chespolin Chavolorado » 20 Jan 2023, 12:52

No Fórum Chaves desde 27/01/2020: 3 anos
Chapeta escreveu: É, pois é, é que eu não tomei banho desde que voltei pra casa de madrugada, aliás, bonito o quarto da sua irmã.

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Mensagem por Dona Clotilde » 24 Jan 2023, 01:56

Dias escreveu:
08 Jan 2023, 12:33
Esse foi um dos acertos do Lula na composição ministerial. Já aquela tal de Daniela foi um erro total e munição para a oposição.
Nem tanto, é voltar as velhas origens de ter picaretas na composição ministerial. Amo a ironia poética do Freixo estar no ministério de uma miliciana que ele tanto diz combater.
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Mensagem por Dias » 24 Jan 2023, 12:49

Jezebel do Canto e Mello escreveu:
24 Jan 2023, 01:56
Dias escreveu:
08 Jan 2023, 12:33
Esse foi um dos acertos do Lula na composição ministerial. Já aquela tal de Daniela foi um erro total e munição para a oposição.
Nem tanto, é voltar as velhas origens de ter picaretas na composição ministerial. Amo a ironia poética do Freixo estar no ministério de uma miliciana que ele tanto diz combater.
O Silvio não é picareta. Essa foi uma nomeação técnica, de fato. Nome muito bom, uma grande diferença do câncer ignominioso, desgraçado e maldito da Damares.

Freixo tá jogando toda a história dele no lixo. Muda o tempo todo de opinião pra ter relevância política atual. Queria ver a esquerda criticando ele nisso, mas foram poucos os que vi fazendo isso. Mas agora há tópicos mais importantes a serem focados.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Fev 2023, 04:15

NOTÍCIAS
GOVERNO PRÓ-IMPERIALISTA?
Lula e o não alinhamento do governo com o imperialismo
Muito diferente do que pensam determinados setores da esquerda nacional, o governo Lula não está alinhado com a politica do imperialismo

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Uma questão que precisa ser esclarecida e discutida com profundidade diz respeito ao caráter do governo Lula. Setores da esquerda insistem em rotular o governo como pró-imperialista. Eles se especializaram em criticar o governo Lula na mesma linha de ataques que faz à direita. Mais ainda, esses mesmos setores buscam insinuar críticas ao PCO, sugerindo a ideia de que nós apoiamos um governo pró-imperialista. Nada mais falso ou grotesco. A desorientação da esquerda brasileira, dessa forma, não está limitada somente às questões de natureza interna, do país, mas se estende ao plano da política e das relações que dizem respeito aos grandes temas internacionais.

No plano da política interna, a questão do posicionamento do governo em relação ao Banco Central (Lula criticou abertamente a independência do BC); as privatizações, o teto de gastos e a lei de responsabilidade fiscal são elementos que indicam claramente que a postura do governo Lula não é de alinhamento, mas de confronto com o imperialismo.


De um ponto de vista geral faz-se necessário compreender que o governo Lula não está alinhado com a política do imperialismo, nem nas questões que dizem respeito à política interna e também externa. O que deve ser visto em primeiro lugar é a problemática da economia e do alinhamento internacional, no plano concreto, e desse ponto de vista o governo não pode ser caracterizado como pró-imperialista. Obviamente que em algumas outras questões de natureza geral, como a participação em organismos internacionais, pedido de ingresso na OCDE e outras situações, não há como se eximir, mas isso não é o determinante.


Sobre a política externa petista, um fato marcante foi a recusa do governo em enviar armas para a Ucrânia. Os europeus procuram apresentar a luta do povo ucraniano como a defesa da democracia, dos direitos dos povos, questões de natureza humanitária e outros apelos emotivos, supostamente contra a “ditadura” dos russos. A declaração de Lula onde ele diz que o presidente ucraniano (Zelensky) é tão culpado pela guerra quanto Putin é a prova cabal do não alinhamento ao discurso do imperialismo, que busca, de todas formas, criminalizar o governo russo pelo início do conflito armado. Isso por si só já seria o suficiente para entendermos que o governo Lula não tem compromissos de alinhamento mais direto com o imperialismo; ao contrário, pois do ponto de vista das recentes declarações do mandatário nacional, a política externa do governo é e provavelmente será de confronto com o imperialismo e não de alinhamento, como muitos setores da esquerda querem fazer crer.


Ora, para que haja esse compromisso e/ou alinhamento o governo teria que adotar uma política neoliberal. No entanto, não há qualquer elemento que indique ou acene nesse sentido, ao contrário. O que precisa ficar compreendido é que do ponto de vista geral, a politica econômica do governo é de tipo nacionalista e não de submissão aos ditames do imperialismo.

O problema central, portanto, diz respeito ao fato de que sob determinadas condições, como é o caso do governo Lula, que não é um governo operário e menos ainda revolucionário, o que precisa ser analisado são as questões fundamentais, determinantes, aquelas que verdadeiramente têm importância e repercutem do ponto de vista da política geral. Dessa forma, mesmo com todas as limitações intrínsecas a um governo composto por elementos pequeno-burgueses e até mesmo burgueses (setores da direita estão na composição do ministério Lula), o governo Lula 3 vem se colocando como independente do imperialismo internacional em questões fundamentais, tanto no que diz respeito aos grandes temas nacionais (privatizações, Banco Central, etc), como internacionais (Cuba, Venezuela, Ucrânia, etc).

Essa política de não alinhamento é, em um sentido geral, progressista e deve ser apoiada na perspectiva da sua ampliação. Daí a necessidade de impulsionar a mobilização da classe operária e dos setores populares para exigir do governo medidas ainda mais ousadas e profundas de enfrentamento ao imperialismo.

https://causaoperaria.org.br/2023/lula- ... erialismo/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 07 Fev 2023, 04:20

NOTÍCIAS
POLARIZAÇÃO
Lula: “Brasil tem que ser governado para a maioria do povo”
Na posse de Mercadante no BNDES, Lula discursou para aumentar a polarização, buscando aproximar o empresariado para o enfrentamento aos banqueiros e ao imperialismo


Ontem, dia 6 de fevereiro, tomou posse no Rio de Janeiro para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o economista Aloizio Mercadante (PT). A cerimônia foi marcada pelo discurso do próprio Mercadante e por uma fala do presidente Lula, que em diversos pontos demonstrou novamente o caráter político de seu governo, ainda confuso para muitos setores, com declarações categóricas sobre a situação política e econômica do Brasil.

No início de sua fala, Lula denunciou a campanha de difamação, uma série de mentiras contadas a respeito do BNDES, denunciando ainda os meios de comunicação da burguesia, que “muitas vezes preferem privilegiar a mentira do que tentar procurar saber a verdade.” Ressaltou o papel do banco no desenvolvimento nacional e internacional, tendo financiado “serviços de engenharia de empresas brasileiras em nada menos que 15 países da América Latina e do Caribe entre 1998 e 2017.” Além de apontar que de R$10,5 bilhões financiados, o banco já recebeu R$12,8 bilhões, dando lucro além de gerar empregos e desenvolvimento econômico. O presidente também indicou que 97% do investimento indireto por meio da rede bancária se direcionou a pequenas e médias empresas, ao mesmo tempo declarando ser necessário aumentar significativamente o volume dedicado a esse setor, além de declarar ser necessário privilegiar as micro e pequenas empresas. Indicou ainda que a inadimplência para com o BNDES ao final de seu segundo governo era de 0,01%, enquanto a média no setor financeiro era de 2,9%. Ao fechar esse ponto, colocou que a partir da fundação do banco, em 1952, prestou enormes serviços ao povo brasileiro — que foram destacados durante a fala de Aloizio Mercadante, o qual falou sobre o papel central do BNDES na industrialização do Brasil — e ressaltou que o banco continuará prestando esses serviços e desempenhando esse papel durante seu governo.

A responsabilidade social é mais importante

Após essa introdução, Lula iniciou a polêmica com o setor financeiro: “a palavra estabilidade é importante, a palavra previsibilidade é importante, a palavra responsabilidade fiscal é importante, a palavra responsabilidade social é mais importante ainda e a responsabilidade política é importante”, e disse ainda que o central é saber qual delas se vai privilegiar, “decidir pra que lado a balança vai pender em determinado momento”. E que “se nós temos uma dívida fiscal de 20 anos, 30 anos, 40 anos, nós temos uma dívida social de 100 anos, de 200 anos, uma dívida social impagável. Impagável se a gente não colocar como prioridade essa dívida social.”

A explicação é: o golpe

A situação do país também foi denunciada de maneira frontal pelo presidente, e sua visão de que só é possível a economia crescer se o povo crescer, ou seja, que o crescimento econômico é o desenvolvimento do país, e não o aumento dos lucros de banqueiros e especuladores financeiros. A calamidade em que o povo foi jogado e a destruição econômica, ambos fruto do Golpe de 2016 e da Farsa Eleitoral de 2018, ainda que sem mencionar tais acontecimentos diretamente, foram denunciados. “Vamos analisar uma coisa: todos nós festejamos que em 2012 o País saiu do mapa da fome indicado pela ONU. Qual é a explicação de 10 anos depois a gente voltar a ter 33 milhões de pessoas passando fome? Qual é a explicação de a gente ter pelo menos 105 milhões de pessoas com algum problema de ausência de proteína no corpo? Qual é a razão de esse país ter sido a sexta economia do mundo e ter voltado para a décima terceira economia do mundo?”

A denúncia da destruição do golpe ainda abordou a diminuição gigantesca no volume de investimentos do BNDES, que em 2013 chegou a R$190 bilhões e, em 2021, R$64 bilhões.

Capital financeiro, entrave para o desenvolvimento

O presidente foi claro a respeito ainda da questão salarial, com destaque para o mínimo: “É possível a economia crescer se o povo continua pobre e miserável? Sabe quantos anos faz que não aumenta o salário mínimo? Sete anos!” Lula ainda denunciou a questão do piso das categorias, como dos professores e enfermeiras, além da defasagem salarial no setor público em geral e a pressão contra os aumentos que vem, em especial, do capital financeiro.

Lula centralizou o papel de sabotagem econômica dos bancos e do capital financeiro em geral durante o discurso, e deu destaque para o problema da taxa de juros, que trava o investimento: “É para isso que o BNDES pode contribuir para fazer com que a taxa de juros caia […] porque não tem explicação para que a taxa de juros esteja a 13,5%!” Adicionando: “como os empresários […] vão investir se não conseguem tomar dinheiro emprestado?” E reforçou: “o juros alto não combina com a necessidade de crescimento que nós temos.”

O papel dos bancos públicos

Não apenas o papel dos bancos públicos para o desenvolvimento industrial, mas também na infraestrutura foi destacado, apontando a necessidade de o BNDES ter participação ativa nos estados e municípios, que contam com “quase 14 mil obras paradas, das quais 4 mil só na área da educação, além de várias estradas que estão paradas, adutoras”.

“O BNDES precisa urgentemente, companheiro Aloizio, […] que você faça esse banco voltar a ser o banco indutor do desenvolvimento, do crescimento econômico desse país.”


“Eu acho que esse banco, que o Banco do Brasil, que a Caixa Econômica, que o BNB [Banco do Nordeste] e o Basa [Banco da Amazônia] foram criados exatamente para isso.”

A crise de 2008 foi um exemplo dado por Lula da importância desses investimentos, que permitiram ao Brasil passar pela crise sem nem perto do impacto sofrido por outros países.

Contra a pressão golpista

Sobre o ato do dia 8 de janeiro, em Brasília, Lula disse que foram realizados por ricos que não aceitaram perder a eleição e arrematou com uma declaração de gelar qualquer banqueiro: “nós não podemos brincar, porque um dia o povo pobre pode se cansar de ser pobre e pode resolver fazer as coisas mudarem nesse país. Eu ganhei as eleições exatamente para fazer as mudanças que não eram feitas. Se nós conseguirmos decepcionar esse povo e o povo passar a desacreditar em nós, eu fico pensando no que será desse país. Esse país não pode continuar sendo governado para uma pequena parcela da sociedade, esse país precisa ser governado para a grande maioria do povo brasileiro.”

Polarização aumenta

A última parte do discurso foi centralizada no papel dos empresários e como seus interesses estão contrários ao do setor financeiro, novamente batendo na tecla dos juros.

“A classe empresarial precisa aprender a reivindicar, precisa aprender a reclamar dos juros altos, porque quando o Banco Central era dependente de mim todo mundo reclamava. O único dia que a Fiesp falava era quando aumentava os juros.” Denunciando ainda que: “Agora eles não falam, no meu tempo 10% era muito, hoje 13,5% é pouco. Se a classe empresarial não se manifestar, se as pessoas acharem que vocês estão felizes com 13,5%, eles não vão baixar os juros.” E arrematou: “Não existe nenhuma justificativa para que a taxa de juros esteja nesse momento a 13,5%. É só ver a carta do Copom [Comitê de Política Monetária] para a gente ver que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que eles deram à sociedade brasileira.”


Lula buscou polarizar o empresariado nacional contra o imperialismo e os banqueiros, uma colocação positiva, especialmente com a denúncia do mercado financeiro. Ainda assim, ele não pode se apoiar nessa consideração, é necessário cuidado, pois os empresários são um setor que muito facilmente muda seu alinhamento.

Uma política nacionalista

O fechamento do discurso de Lula reiterou seu compromisso com o desenvolvimento da economia nacional, recolocando o papel dos investimentos. “A economia brasileira precisa voltar a crescer, é urgente ela voltar a crescer, e só tem dois jeitos de ela voltar a crescer: ou a iniciativa privada faz investimento, e ela só faz investimento se tiver demanda, ou o Estado incentiva a iniciativa privada a fazer colocando primeiro a mão na massa. E é esse o papel do nosso governo, colocar a mão na massa para o País voltar a crescer.” Novamente se demonstra que os setores que acusam Lula de alinhamento ao imperialismo fazem, esses mesmos setores, a política do imperialismo na busca de enfraquecer o governo, que precisa do apoio do movimento popular organizado para conseguir se manter frente à ameaça golpista, e para levar, sob a pressão das massas, as suas reivindicações à frente.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 08 Fev 2023, 21:47

Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 09 Fev 2023, 19:05

NOTÍCIAS
​NOTÍCIAS
ANÁLISE POLÍTICA DA 3ª
Rui Pimenta analisa crise de Lula com especuladores


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No último programa da Rádio Causa Operária, o companheiro Rui tratou de questões como a onda de greves na França, a declaração de Lula sobre a Eletrobras e sobre o Banco Central

Nesta última terça (7), ocorreu o programa Análise Política da 3ª, transmitido pelo canal da Rádio Causa Operária no YouTube. O programa é uma entrevista com o companheiro Rui Costa Pimenta, que comenta os principais acontecimentos dos últimos dias. O formato também traz uma grande participação do público, que muitas vezes é quem acaba conduzindo a própria pauta do programa.

Como é usual, diversos temas foram abordados no programa. Primeiramente, o companheiro Rui tratou de questões internacionais. Tratou do tema da onda de greves na França, onde se demonstra uma clara disposição de luta da população contra o presidente neoliberal, Emmanuel Macron.

O companheiro Rui destacou que isso já se expressou no primeiro mandato de Macron na luta dos “coletes amarelos”, que foi algo gigantesco, e, agora se espalha para a classe operária francesa. Governos como o de Macron só sobrevive porque a esquerda francesa não apoia os movimentos que se colocam contra o mesmo. No caso dos coletes amarelos, houve uma insinuação de que seria um movimento de extrema-direita. Se houvesse ocorrido uma organização juntamente com eles, chamando por “fora, Macron”, isso teria impulsionado a luta e este talvez ele nem tivesse sido reeleito.

O movimento atual também erra em não colocar o “fora, Macron” em primeiro plano. A esquerda, por estar com a ideia falsa da luta da democracia contra o autoritarismo, não vai com tudo para cima do governo por medo da extrema-direita. Trata-se de uma demonstração do perigo de submeter toda a luta política a essa falsa dualidade por medo da extrema-direita.

Outro tema tratado com bastante destaque foi a questão do salário-mínimo. O companheiro Rui destacou que, enquanto a esquerda fica numa luta contra a história do Brasil, denunciando uma escravidão que ocorreu há centenas de anos, a maior parte da população brasileira está vivendo como escrava nos dias atuais. O salário-mínimo atual é muito inferior ao que se precisaria gastar para manter a sobrevivência de um escravo. Uma demonstração disso é a própria situação dos presídios, que gasta cerca de quatro vezes o valor de um salário-mínimo para manter um preso. O companheiro Rui diz, sobre isso:

“Os empresários, que vieram muito depois dos senhores de engenho, recriaram a escravidão no Brasil. Esse salário-mínimo é escravidão! A cesta básica em São Paulo custa 750 reais. A pessoa compra uma cesta básica e sobram 500 reais por mês”

A crise envolvendo o governo e o Banco Central “independente” também foi comentada. O companheiro Rui colocou claramente que o correto é que o BC se submeta aos interesses do governo eleito, ou seja, aos interesses do povo. Rui destacou que Lula ainda não tem o poder necessário para conseguir a exoneração de Campos Neto, presidente atual do BC, e reverter a lei do período Bolsonaro, que torna o BC independente. No entanto, Lula tem dado declarações bastante duras, numa ativa campanha política contra essa situação do Banco Central, a fim de pressionar a própria burguesia.

Também foi comentada a declaração que Lula deu durante entrevista para os canais de internet da imprensa independente, quando o presidente disse que a privatização da Eletrobras foi uma “bandidagem” e será questionada pela AGU. Segundo o companheiro Rui, é tarefa de toda a esquerda nacional apoiar essa posição de Lula e exigir, de imediato, a reestatização da Eletrobras, cuja privatização foi levada adiante por Bolsonaro durante o fim de seu mandato, num dos esquemas mais criminosos que já seu viu na história. O Partido da Causa Operária e toda sua imprensa têm total concordância com a afirmação de Lula e apoia integralmente a luta pela reestatização de todas as empresas privatizadas.

Outra declaração comentada foi a do Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que falou que irá passar a cobrar direitos trabalhistas das empresas de aplicativo, dizendo, inclusive, que se a Uber ou qualquer outra empresa não estiver disposta a isso, pode sair do Brasil que pode-se chamar os Correios ou alguma outra empresa nacional para fornecer um serviço parecido.

O companheiro Rui comenta que colocações como essa e outras de Lula jamais seriam esperadas de governos anteriores do PT. Segundo ele, é uma linguagem totalmente nova vinda do partido. É algo que se poderia esperar do Lula, caso ele tivesse sido eleito em 1989.

Muitos outros temas foram abordados pelo companheiro Rui ao longo do programa, sobre o eixo do debate a respeito da crise de Lula com os especuladores. Sempre destacando que todas as declarações e toda a política de ofensiva contra esse setor que Lula procura levar adiante só dará certo com o povo mobilizado nas ruas. A classe operária é o único setor que tem o poder de efetivamente enfrentar os representantes do imperialismo e os banqueiros. Para acompanhar de forma detalhada a discussão, basta assistir o programa pelo vídeo abaixo:

 

 https://causaoperaria.org.br/2023/rui-p ... culadores/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 10 Fev 2023, 20:29

NOTÍCIAS
LEONARDO ATTUCH
Lula pegou leve no tema Eletrobrás: foi bandidagem completa
"Presidente deve reverter a entrega da maior empresa de energia brasileira aos tubarões envolvidos na quebra das Americanas", escreve Leonardo Attuch

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Brasil 247
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva foi excessivamente moderado, na entrevista coletiva concedida nesta terça-feira 7 a vários veículos de comunicação da mídia independente, entre os quais o Brasil 247 e a TV 247. Ao falar sobre a privatização da Eletrobrás, ele afirmou que o processo de venda, realizado por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro, foi “errático” e “quase uma bandidagem”.

Lula pegou leve. O que aconteceu foi uma bandidagem completa, que, em países que zelam pelo patrimônio público, já teria terminado em cadeia e confisco do patrimônio dos envolvidos. Para refrescar, a maior empresa de energia do Brasil foi entregue de bandeja aos seus acionistas minoritários, na calada da noite, em junho de 2022.


Um mês antes da negociata, a Procuradora Geral da Fazenda Nacional alertou o Ministério da Fazenda que a venda significava dano ao erário público e parecia doação aos sócios privados.

De fato, foi isso o que aconteceu. De acordo com a modelagem feita por Paulo Guedes, as ações ordinárias da Eletrobrás, com direito a voto, foram convertidas em preferenciais. Assim, o governo federal abriu mão do prêmio de controle da companhia, causando danos econômicos ao povo brasileiro, que era controlador da empresa e deixou de ser, numa simples tacada financeira. Além disso, mesmo ficando com 40% das ações da empresa, o governo federal só pode votar nas assembleias como se tivesse apenas 10%. E uma “pílula do veneno” praticamente impossibilita a recompra da empresa pelo governo federal, ao tornar excessivamente onerosas as ações para o antigo controlador.


Com isso, o controle passou a ser diluído entre seus minoritários, entre os quais o grupo 3G, controlado pelos bilionários Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, que acabam de protagonizar a maior fraude corporativa da história do Brasil, no calote de R$ 43 bilhões das Americanas. Uma fraude que abala a confiança no mercado de capitais, no sistema de crédito e causa prejuízos generalizados aos gestores da Faria Lima, como aconteceu como o Fundo Verde.

O risco de entregar uma empresa estratégica como a Eletrobrás a tubarões do mercado financeiro, que agora são publicamente conhecidos como caloteiros, não poderia ser mais evidente. No dia de ontem, a Light, que foi privatizada da mesma forma e também tem entre seus acionistas Beto Sicupira, comunicou a Agência Nacional de Energia Elétrica que não terá recursos para manter a concessão. Ou seja: depois de sucatear a empresa, os acionistas privados da Light entregarão o bagaço ao estado.

Por isso mesmo, vem em boa hora a iniciativa do governo Lula de questionar a privatização da Eletrobrás. Mas não basta que a Advocacia-Geral da União conteste algumas cláusulas da negociata. É preciso seguir o caminho apontado pelo professor Gilberto Bercovici, da Universidade de São Pauloo, que defende a anulação completa do crime contra o povo brasileiro cometido por Guedes e Bolsonaro, em favor de personagens como Lemann, Sicupira, Telles e companhia. Antes que a empresa seja sucateada e o Brasil fique no escuro, como ficou no fatídico apagão de 2002.

https://causaoperaria.org.br/2023/lula- ... -completa/
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Lula

Mensagem por Ramyen » 11 Fev 2023, 21:42

NOTÍCIAS

Lula diz que prioridade da viagem aos EUA era restabelecer 'relações democráticas' com o país

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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Fev 2023, 05:54

NOTÍCIAS
NOS EUA
Lula diz que Brasil é soberano sobre a Amazônia
Em coletiva de imprensa após reunião com Biden, Lula defendeu soberania sobre território amazônico

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Opresidente Lula se encontrou com Joe Biden, nessa sexta-feira, dia 10, em viagem oficial aos Estados Unidos, e defendeu a soberania do Brasil sobre a Amazônia. Antes disso, seguindo o cronograma oficial, do presidente brasileiro deu entrevista à repórter Christiane Amanpour da CNN, reuniu-se com o senador democrata Bernie Sanders e com representantes da AFL-CIO, a maior central sindical norte-americana.

Durante sua passagem pelos Estados Unidos, os principais temas tratados foram a questão da guerra russa contra a Ucrânia, da inclusão dos EUA no Fundo Amazônia e da ampliação do Conselho de Segurança da ONU. Durante sua entrevista na CNN, Lula também criticou a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro; já durante sua coletiva de imprensa após a reunião com Biden, anunciou que pretende visitar três países africanos nas próximas viagens internacionais, aprofundando as suas relações com o Brasil.


A principal questão da viagem foi o Fundo Amazônia. Durante sua entrevista coletiva após a reunião com Joe Biden, Lula anunciou que o presidente norte-americano tinha a intenção de integrar o Fundo. Um pouco depois, o democrata confirmou que os EUA iriam entrar na iniciativa, que já existe há 15 anos, sobre o pretexto de “garantir a preservação ambiental”.


No entanto, há diferenças fundamentais no posicionamento de Lula para com a Amazônia em relação a outros setores da esquerda brasileira e da direita pró-imperialista. O presidente brasileiro anunciou, na coletiva de imprensa, que, mesmo com a participação dos Estados Unidos no Fundo, o território era brasileiro. Nas palavras do petista, “O Brasil não quer transformar a Amazônia em um santuário da humanidade, nem quer abrir mão de que a Amazônia é um território do qual o Brasil é soberano”.


Ou seja, apesar da política errônea de aceitar a existência de um fundo internacional de doação para a Amazônia, Lula defendeu que esse fundo não possa ir além da mera ajuda econômica. Disse, de maneira clara, que quem manda no Brasil são os brasileiros – trata-se, certamente, de uma posição muito diferente do restante da esquerda. Além do mais, disse que não concorda que o território vire santuário da humanidade, mas que seja usado para pesquisas científicas que possam fomentar o progresso do país, mais uma política que é a oposta da política da esquerda pró-imperialista e do próprio Biden.


Outro tema que ocupou a ordem do dia da visita do presidente brasileiro aos Estados Unidos foi a questão da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Em entrevista à Amanpour, comentando sobre ela, Lula se posicionou de maneira firme, chegando a lembrar à repórter que os norte-americanos também invadiram o Vietnã. O presidente defendia a tese de que era preciso, no cenário internacional, ter alguém “falando em paz”, apesar do que classificou como erro de Putin.


É natural que, nos Estados Unidos, Lula adotasse uma política moderada em relação à guerra, apesar de se tratar de um equívoco. No entanto, isso é acessório, visto que o essencial é a defesa que o presidente fez da Rússia. Ele se opôs a política de sanções e de envio de armas para os ucranianos e desmascarou a farsa imperialista: um pacifista legítimo, ou seja, aquele preocupado com a paz, não só não poderia sustentar o aparato de guerra ucraniano, como deveria dar condições e garantias para Putin encerrar a guerra pelo lado russo.

O discurso de Lula na CNN foi um duro golpe na propaganda norte-americana sobre a guerra. Além de ter denunciado a hipocrisia do imperialismo nos ataques à Rússia, próprios de quem não busca defender a paz, tratou Zelensky como tão culpado pela guerra quanto Putin – como quando disse que era tão preciso mostrar para o presidente russo que não se podia violar a integridade territorial da Ucrânia, quanto era preciso ensinar a Ucrânia a conversar mais. Apesar de ser uma postura moderada, trata-se de um golpe muito forte na propaganda imperialista.

Na entrevista, Lula foi além e, apesar do tom moderado, se posicionou duramente: “Nós temos que ter um grupo de pessoas que falem em paz e que mostre que a paz é a única coisa que pode reestabelecer a dignidade da vida humana, o direito de trabalhar e de viver dignamente. É isso que os russos têm que compreender, e é isso que os ucranianos têm que compreender. […] É preciso construir uma narrativa que dê a eles (russos) o mínimo de condições de parar (a guerra). Como os Estados Unidos pararam a Guerra do Vietnã”.

Também foi tratada a questão do Conselho de Segurança da ONU. Durante a coletiva de imprensa, Lula defendeu a ampliação do órgão máximo da entidade para assuntos de guerra, cujos países-membros tem poder de veto nas decisões. Tal política é uma política antiga de Lula, que, por diversas vezes, defendeu a entrada do Brasil na instituição.

Caso o Brasil viesse a fazer parte, teria o poder de impedir o apoio da ONU a determinadas guerras. A entrada do Brasil ou de qualquer outro país atrasado – e, em sua entrevista, Lula falou no plural de garantir assentos permanentes para países da África, América Latina e Caribe – criaria uma contradição com o imperialismo, dificultando, ao menos no meio jurídico, a participação em suas guerras de pilhagem. Obviamente, isso não resolverá problema algum, mas cria entraves para a aplicação da política mais reacionária ao redor do mundo.

Ainda no tema sobre a integração dos países atrasados, Lula disse que pretende fazer as próximas três viagens internacionais a países da África, com os quais manifestou interesse em firmar parcerias. De acordo com o presidente brasileiro, é seu dever humanitário auxiliar tais países a se desenvolverem.

Em que pese o caráter moderado da maioria das declarações – algumas delas poderiam ter ido um pouco além, outras deveriam ter ido muito além –, todas elas deixam, sem sombra de dúvidas, isto muito claro: o eixo de gravidade fundamental do governo Lula não é a política imperialista. No fundamental, Lula não tem acordo com Biden. Sobre a Amazônia, defende a soberania brasileira; sobre a guerra contra a OTAN, opõe-se duramente à qualquer auxílio à Ucrânia ou a qualquer sanção à Rússia – e é nisso que consiste a política do imperialismo; sobre a ONU, defende a ampliação de seu Conselho de Segurança, o que, por mais que seja uma medida moderada, certamente não agrada aos norte-americanos; sobre a África, defende uma maior integração do continente com os BRICS, mesmo que por uma perspectiva do nacionalismo burguês.

Finalmente, apesar de que se deva exigir mais, apesar de as declarações de Lula serem moderadas e não levarem os problemas às últimas consequências, são importantes, pois mostram que o governo não agrada o imperialismo. Enquanto a política do imperialismo segue uma linha, a política de Lula segue outra – e suas declarações nos Estados Unidos deixaram isso mais do que claro. Pode ser que, em determinados aspectos, siga-a de maneira não consequente, de maneira relativamente conciliadora, como é característica do nacionalismo burguês; mas, indubitavelmente, é a política oposta do imperialismo. E isso é o essencial. Quem não entendeu isso precisa voltar para o bê-á-bá da análise política.

https://causaoperaria.org.br/2023/lula- ... -amazonia/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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