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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Nov 2022, 15:27

NOTÍCIAS
NA COP 27
Lula se coloca como líder dos países oprimidos
Discurso de Lula demonstra que quer ocupar papel central na luta dos países oprimidos de todo o mundo contra o retrocesso econômico que lhes é imposto pelo imperialismo

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Nessa quarta-feira (16), Luiz Inácio Lula da Silva, presidente eleito do Brasil, participou da 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), mais conhecida como COP 27. Na ocasião, Lula realizou um discurso acerca das perspectivas e compromissos de seu governo com a questão ambiental e, mais especificamente, a questão da Amazônia.

Durante o seu discurso, Lula, mais uma vez, indicou que manterá a mesma linha política que defendeu durante a sua campanha deste ano. Ao invés de praticar um estelionato eleitoral – como a imprensa burguesa quer que faça -, o presidente eleito se colocou em defesa da soberania nacional. Um progressista por si só quando levamos em consideração que ele estava discursando em um evento da ONU, ou seja, do imperialismo.

O ponto alto de sua defesa da Amazônia como patrimônio nacional, e não global, se deu quando afirmou que “estamos abertos à cooperação internacional para preservar nossos biomas, seja em forma de investimento ou pesquisa científica. Mas sempre sob a liderança do Brasil, sem jamais renunciarmos à nossa soberania”. Ademais, ressaltou que o seu governo trabalhará para que, nos próximos anos, o País restabeleça de maneira ativa a relação de cooperação entre os países latino-americanos.

Aqui, é preciso notar que seu posicionamento de que são os países amazônicos que devem gerir a Amazônia – citando, nominalmente, Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela -, é um posicionamento progressista e correto. Uma política defendida recentemente, inclusive, por Maduro, um dos principais líderes nacionalistas do mundo.

Dessa forma, Lula mostrou que quer ocupar um espaço de liderança na luta dos países da América Latina, África e Ásia. Não é à toa que falou no estreitamento dos laços com os países latino-americanos, atribuiu ao Brasil o papel de motor do desenvolvimento dos países oprimidos, afirmando que o País deve investir na África, transferindo-lhe tecnologia, e na aliança com a Indonésia e o Congo no que diz respeito ao meio ambiente.

Ele indica que quer ser uma espécie de Gamal Abdel Nasser brasileiro, um líder dos países oprimidos na luta contra o atraso econômico desses países causado pelas grandes potências imperialistas, que procuram, principalmente agora, em uma de suas maiores crises, rapinar os oprimidos de todo o seu patrimônio.

Temos aqui mais uma prova de que apoiar Lula nas eleições deste ano era a posição correta diante da situação política pela qual passa o Brasil e o mundo. Acima de qualquer coisa, ele é o maior representante da classe operária do País e, justamente por isso, entra em contradição direta com o imperialismo quando essa classe operária se mobiliza. Afinal, Lula é pressionado pela população que foi absolutamente massacrada pela política imperialista e, portanto, é absolutamente avessa a ela, algo que interfere diretamente no posicionamento que o próximo governo irá tomar.

Ainda, é uma prova cabal de que Lula foi eleito com o apoio do povo, e não da burguesia. Caso contrário, caso fosse, de fato, o “candidato do imperialismo”, como afirma parte da esquerda pequeno-burguesa, não defenderia a política que defende neste momento. É, portanto, produto da luta dos oprimidos contra as garras imperialistas, uma vitória sobre o golpe que tende a render outros frutos ao movimento dos trabalhadores caso continue no mesmo rumo.



https://causaoperaria.org.br/2022/lula- ... oprimidos/
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 20 Nov 2022, 04:32

NOTÍCIAS
UMA ANÁLISE IMPORTANTE
Lula não é um candidato do imperialismo
Um debate com o Nova Resistência

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Oportal na internet do grupo Nova Resistência publicou uma nota oficial sobre resultado da eleição presidencial, assinada por Raphael Machado, em 30 de outubro.

A nota começa falando da polarização no País: “É difícil falar que ‘o povo brasileiro’ se decidiu por Lula precisamente por quão próxima foi a votação. Evidência da extrema polarização e, verdadeiramente, da fratura que rachou o Brasil.” Concordamos com a nota quando diz que a votação próxima demonstra que o país está rachado no meio. Esse fato é importante pois, diferente do que a esquerda pequeno-burguesa tem feito, não dá para considerar os 58 milhões que votaram em Bolsonaro como “gados”, “fascistas” etc. E uma parte considerável do povo, como dito, quase metade. Essa parcela da população, que votou em Bolsonaro por “n” motivos, deve ser considerada.

Como diz a nota, “é necessário dialogar com os bolsonaristas populares que repudiam o neoliberalismo”. Não é exatamente de “diálogo” que precisam os setores populares que votaram em Bolsonaro. É necessária uma política que mostre para esse povo que é a esquerda que defende seus interesses reais. Nesse caso, o governo Lula precisa de uma política econômica que atenda aos interesses da população, dos trabalhadores.

Não é fato, no entanto, que Lula não foi escolhido pelo povo. Essa é uma interpretação equivocada da nota. O correto é dizer que Lula é tão popular que ganhou, apesar das condições adversas. A maior parte da burguesia apoiou Bolsonaro. Latifundiários apoiaram Bolsonaro. A máquina eleitoral nos rincões do País estava nas mãos dos bolsonaristas. Foram inúmeras as denúncias de patrões pressionando e ameaçando trabalhadores.

A ação de setores da burguesia, como a Rede Globo, que por interesses econômicos imediatos estava contra Bolsonaro, e políticos burgueses individuais que apoiaram Lula, não transformam Lula no candidato do imperialismo. Bolsonaro recebeu quase 100 bilhões de reais de doações de empresários, e Lula recebeu cerca de três bilhões. Onde esteva o apoio do imperialismo a Lula onde este mais precisava, ou seja, no financiamento?

O mais correto, inclusive, seria dizer que o segundo turno com Lula e Bolsonaro não agradou os setores mais importantes da burguesia. Mesmo assim, confrontada por essa situação, a maior parte da burguesia foi de Bolsonaro, basta ver o número de doações de campanha no segundo turno muito superior para o candidato da direita.

Lula ganhou a eleição, apesar do golpe, apesar da campanha de calúnias, apesar de sua prisão, conseguiu ganhar, mostrando sua enorme popularidade.

“Bolsonaro, tudo indica, foi derrotado por causa do neoliberalismo econômico de Paulo Guedes”. Vejam que a própria nota admite isso. A maioria do povo votou em Lula porque reconhece no neoliberalismo de Bolsonaro uma política de devastação. Lula era o candidato do povo e Bolsonaro o candidato da burguesia, do neoliberalismo. Machado e a Nova Resistência, assim, entram em uma contradição que não pode ser resolvida. Se a política econômica de Bolsonaro era neoliberal, e o neoliberalismo é precisamente a política oficial imposta pelo imperialismo ao redor do mundo, e, também, o povo votou contra essa política a favor de Lula, como Lula poderia ter sido o candidato do imperialismo?

A nota da Nova Resistência acusa Lula de estabelecer uma frente ampla e ter feito um acordo com o imperialismo para ser solto e para se eleger. Afirma a nota: “Lula foi solto não por ‘pressão popular’ e não teve suas condenações anuladas pela “voz das ruas”, mas por acordos feitos em corredores por personagens que viam um Lula castrado como opção mais segura do que um Bolsonaro instável.”

Como dissemos acima, essa é uma confusão. Se é verdade que setores da burguesia e do imperialismo, diante da difícil situação entre dois candidatos não alinhados com ele, não é verdade que Lula agrada o imperialismo.

A situação atual na equipe de transição é a prova disso. Há uma revolta da burguesia, vista pelos editoriais golpistas e declarações de políticos da chamada terceira via. Lula é um político conciliador, nesse sentido, vai sinalizar para todos os lados, mas sua política está desagradando. Em seus discursos, disse que não vai respeitar o teto de gastos e foi acusado de irresponsável.

A política conciliadora de Lula não deve confundir. Ele não agrada o dito “mercado”, ele não é o homem do imperialismo. O máximo que vai acontecer é que o imperialismo vai tentar contemporizar, ao menos por enquanto. Mas isso não significa que futuramente a burguesia não assuma novamente um papel golpista ─ aliás, pelos ataques a Lula devido às suas declarações sobre os especuladores, pela queda da bolsa e subida do dólar e pelas manchetes do PIB, esse golpe já pode estar começando.

Essa análise é importante pois ajuda a entender como os trabalhadores devem se portar no governo Lula. É preciso empurrar o governo para a esquerda através de mobilização. Se fosse um governo pró-imperialista, a política seria oposta: a de lutar por sua queda.

https://causaoperaria.org.br/2022/lula- ... erialismo/
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Mensagem por E.R » 20 Nov 2022, 10:34

NOTÍCIAS


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"Anticapitalista". :lol:
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 20 Nov 2022, 20:43

Rede Esgoto de Televisão

NOTÍCIAS
VIRA-LATISMO
Globo ataca Lula e diz que Brasil não merece ser uma grande nação
Maior monopólio da comunicação do País é o principal agente do imperialismo no Brasil

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Para quem pensava que a Globo estava com Lula, as manchetes dos últimos dias devem ter sido um banho de água fria. Apenas matérias negativas, destacadamente sobre a questão econômica do futuro governo. O dólar sobe, a bolsa cai, os agentes do mercado financeiro reclamam e os “aliados” de direita mostram decepção.

Um editorial de ontem do jornal O Globo acusou Lula de testar a paciência “dos mercados” e “de todos os brasileiros que sabem fazer contas”, atacando a pretensão do novo presidente de usar o dinheiro público para programas sociais em benefício do povo. A Globo, como representante do imperialismo no Brasil, quer que o dinheiro do povo seja desviado ─ como sempre fizeram os governos brasileiros ─ para a conta dos especuladores financeiros, verdadeiros sanguessugas do Tesouro nacional.

Pior ainda fez o colunista Merval Pereira, conhecido como a “voz de Deus”, isto é, o porta-voz da Família Marinho, dona da Globo. Na quinta-feira (17), criticou o discurso de Lula na COP27 ─ um discurso digno de um líder nacionalista, apresentando-se como liderança dos países oprimidos, reivindicando a completa soberania brasileira sobre a Amazônia, a transferência de tecnologia para a África, afirmando que vai cobrar os países avançados e exigindo a ampliação do Conselho de Segurança da ONU para que os países pobres sejam incluídos. Também denunciou que os países ricos são os responsáveis pela pobreza da maioria das nações do planeta.

Mas, para Merval Pereira ─ ou seja, para os donos da Globo ─ essa posição não passa de “megalomania lulista de querer ser um negociador internacional”. O que isso significa? Ora, simplesmente que a Globo acha que o Brasil não deve ser uma grande nação, não pode aspirar a independência e, muito menos, fazer frente às grandes potências mundiais. O Brasil não pode ter um papel relevante no cenário internacional, tem que ser um país de segunda, terceira, quarta, quinta categoria. Tem que ser um vassalo que apenas segue ordens dos países imperialistas, em particular dos Estados Unidos. Para a Globo, o Brasil não merece nada, o povo brasileiro é um lixo, não somos aptos a aspirar absolutamente nada no mundo.

“Quem o Brasil pensa que é?” ─ é isso o que Merval Pereira e a Globo querem dizer quando chamam Lula de megalomaníaco. O Brasil não pode ser grande, tem que ser pequeno. Porque os pequenos são fracos e mais facilmente oprimidos e castigados. “O Brasil tem que ficar quieto no seu lugar”, pensa a Globo. Aliás, é o que pensa praticamente a totalidade da burguesia brasileira, subserviente aos grandes capitalistas estrangeiros.

É por esse motivo que a Globo, assim como o conjunto da burguesia brasileira, não queria a volta de Lula ao governo. Executaram o golpe de 2016, retiraram Dilma Rousseff do poder, prenderam Lula e elegeram Bolsonaro. Quiseram emplacar uma terceira via neoliberal em 2022, mas falharam miseravelmente. Injetaram quase R$100 bilhões em Bolsonaro e coagiram os trabalhadores de milhares de empresas para evitar a vitória de Lula, mas não adiantou.

No entanto, a sabotagem contra o Brasil continua. A Globo, que parte da esquerda pensa ser uma aliada, não passa de um agente do imperialismo. Foi criada, em 1965, por uma empresa norte-americana, a Time-Life, porque Roberto Marinho havia sido peça-chave no golpe militar. Desde então, a Globo é a maior promotora da propaganda privatista e neoliberal, de entrega dos recursos e riquezas nacionais aos grandes monopólios imperialistas. De submissão do Brasil aos Estados Unidos e à Europa. De promoção da ideologia identitária, antipopular e antinacional.

A Globo é a maior inimiga do Brasil e precisa ser confiscada, sem choro nem vela. Esse monopólio da comunicação é um câncer que precisa ser extirpado. Sua propriedade precisa ser coletivizada e repartida entre os movimentos sociais, sindicatos e demais organizações populares. Por que uma família de grã-finos tem o privilégio de ter uma concessão pública de rádio e TV, enquanto a CUT, o MST, as universidades e demais órgãos representativos não têm direito a nada ou quase nada?


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Mensagem por Barbano » 21 Nov 2022, 09:32

E.R escreveu:
20 Nov 2022, 10:34
NOTÍCIAS
"Anticapitalista". :lol:
Ditador? Foi eleito democraticamente pelo povo brasileiro. Nos 8 anos em que governou, foi um democrata (apesar dos acenos a ditadores amigos de Venezuela e Cuba). E quem gosta ainda mais de lamber ditador é o presidente atual. Só lembrar dele homegeando o Brilhante Ustra na votação do impeachment.

E sim, o Lula é hipócrita pra caramba. Posa de pai dos pobres, mas gosta mesmo é desfrutar do bom e do melhor com o dinheiro dos pagadores de impostos.

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Mensagem por YellowVM » 21 Nov 2022, 11:02

Barbano escreveu:
21 Nov 2022, 09:32
mas gosta mesmo é desfrutar do bom e do melhor com o dinheiro dos pagadores de impostos.
A dúvida é: Quem não gosta(ria)? Se o Lula pode, deixa ele. Só por que o Bolsonaro comia pastel e tomava caldo de cana agora não pode mais gastar para comer? Afinal, ninguém nunca divulgou nenhuma foto da conta do mito quando ele comia em restaurante no exterior, simplesmente por: Ele não tem fama de "pai dos pobres".
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 21 Nov 2022, 13:51

E.R. vamos verificar as fontes da próxima vez pra evitar passar vergonha. :joinha:



NOTÍCIAS
Lula gastou 9.400 euros (R$ 52 mil) em restaurante de Portugal, mostra conta #boato

Boato – Garçom fotografou conta de Lula em restaurante Solar de Presuntos, de Portugal. Presidente eleito gastou 9.400 euros (R$ 52 mil) em um jantar.

A semana está começando com um ritmo de fake news maior do que na semana passada. A prova disso está na quantidade de desmentidos que estamos produzindo no início desta semana. A mais nova aponta para uma suposta gastança de Lula em Portugal.

Uma conta atribuída ao Solar dos Presuntos, em Lisboa (Portugal), de 9.400 euros (equivalente a R$ 52 mil) está sendo atribuída a Lula. Junto à imagem, há uma mensagem que aponta que o garçom resolveu fotografar a conta do restaurante e descobriu a gastança. Leia algumas das mensagens que circulam online:

Versão 1: CINQUENTA E DOIS MIL E TREZENTOS E SESSENTA E UM REAIS E TRINTA E QUATRO CENTAVOS. Esse foi o valor que o “pai dos pobres” gastou num jantarzinho em Lisboa. E o Bonoro era mal falado pq comia pizza na rua em NY

Versão 2: Essa é a conta do restaurante em que Lula jantou. Façam as contas comigo. 1 Euro vale R$5,57 então Eur.9400,60 custou R$52.361,00. Esse foi o valor da janta do pai dos pobres. O que um esquerdista perguntaria se fosse outro? “Quantas famílias daria para alimentar?”. Pois é..

Versão 3: Continha do lazarento em Portugal: paella de lagosta, vinho Château Lafitte (olha o preço) e o escambau. O presidente dos pobres. Os pobres coitados otários.

Versão 4: O garçom tirou cópia da conta do Lula no almoço com seus comparsas, em Portugal. Uma bagatela de 9400 euros, 52.360 reais. Como todo ditador, ele come a melhor comida e toma os vinhos mais caros do mundo. E é o presidente dos pobres, sim dos pobres miseráveis que acreditam

Lula gastou 9.400 euros (R$ 52 mil) em restaurante de Portugal?
Não demorou para a história viralizar com todas as forças na internet e chamar atenção de quem não nutre muita simpatia por Lula. Porém, a informação que aponta que o consumo do restaurante foi do presidente eleito pelo Brasil é falsa.

As mensagens já nos deixam desconfiados da veracidade da informação. Elas têm algumas características de fake news como o caráter vago, o tom alarmista, erros de português e não cita nenhuma fonte confiável que comprove a acusação. Aliás, não há qualquer prova de que Lula, de fato, é a pessoa que gastou.

As desconfianças viram certeza quando buscamos mais detalhes sobre o assunto e olhamos com atenção a conta. Se você for notar, a conta é do dia 16 de novembro de 2022. Neste dia, Lula estava no Egito participando da COP27. Lula só chegou em Portugal no dia 18 de novembro.

Ao procurar mais detalhes sobre o assunto, descobrimos que a fake news sobre o presidente eleito do Brasil surgiu após uma fake da mesma natureza circular sobre o primeiro-ministro de Portugal (algo que foi negado pelo próprio restaurante) ter consumido o montante após ter ido ao local.



Resumindo: é falsa a informação que aponta que Lula consumiu 9.400 euros em um restaurante de Portugal. A conta em questão já foi utilizada em outra fake news e é de uma data anterior à visita de Lula ao país.

https://www.boatos.org/politica/lula-ga ... conta.html
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Mensagem por Chapolin Gremista » 21 Nov 2022, 19:16

NOTÍCIAS
IMPRENSA GOLPISTA
Globo e Folha atacam Lula por não se dobrar aos especuladores
Em editorial, Globo e Folha de SP afirmam que Lula está sendo irresponsável e cansando a população que sabe fazer contas

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Aeconomia aparece na pauta da imprensa constantemente nos últimos tempos. Desencadeado pelo assunto do teto de gastos e pela própria eleição de Lula, o assunto é um fator sensível para a burguesia, uma vez que, com Lula, a tendência haja o retorno das políticas sociais.

O teto de gastos é o maior exemplo disso. Essa política, desde sempre criminosa, limita a quantidade de verbas par um determinado setor da sociedade, como saúde ou educação. Existe um limite, ou seja, um teto, para cada um desses setores, limitando o valor que pode ser gasto com eles em um determinado período.

Lula sabe muito bem disso e de cara já afirmou que esse teto precisaria ser rompido. Não interessa se a burguesia ficará doída com tal atitude, o futuro presidente se propôs, em prol das políticas sociais e da ajuda ao povo, acabar com essa pilantragem a qual representa o teto.

“Eu nunca vi um mercado tão sensível quanto o nosso. É engraçado que esse mercado não ficou nervoso com quatro anos de [Jair] Bolsonaro”, afirmou Lula em um discurso na semana passada.

Dito isso, a burguesia e seu porta-voz, a imprensa burguesa, já fez questão de anunciar suas indignações contra a falta de preocupação de Lula quanto ao assunto. Um desses exemplos é o editorial do portal Folha de SP, que afirma que ”O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), propõe aumento da inflação e dos juros, menos emprego e crescimento econômico, mais ganhos para os rentistas. Esses seriam os efeitos práticos e prováveis da proposta petista para a expansão incondicional do gasto público, enfim apresentada ao Congresso na quarta-feira (16). Não se trata apenas, como Lula diz em tom de desdém, de alta do dólar e queda da Bolsa de Valores”.

O fato é que a imprensa faz uma propaganda desproporcional quando se trata de defender a burguesia. Lula não se curva aos especuladores, não está atendendo ao capital e nem ao imperialismo, desencadeando uma série de ataques baixos por parte desses para tentar desestabilizar suas propostas, mesmo com seu governo nem tendo começado ainda.

Com o fato de já ter sido presidente duas vezes, Lula sabe o que faz. O futuro presidente coloca sua política em favor do povo e o famoso “mercado” está incomodado com este fator. Outra matéria que releva isso, dessa fez um editorial do portal O Globo, faz o mesmo tipo de ataque descarado, insinuando ainda que Lula estaria “testando a paciência do povo, sendo que este sabe fazer contas”. Vale a pena, nesse sentido, que o leitor olhe com os próprios olhos o absurdo da insinuação contra Lula.

“Faltando seis semanas para a troca de poder em Brasília, tem sido decepcionante a reação do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva às críticas. Animado pela vitória, ele tem preferido ouvir as vozes dos aduladores a encarar a realidade da bomba fiscal prestes a cair sobre o país. Ao comentar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição, que amplia de forma irresponsável o gasto do governo a partir de 2023, Lula se saiu mais uma vez com um despropósito: ‘Se eu falar isso, vai cair a Bolsa, o dólar vai aumentar? Paciência’”

[…]

“Paciência, o novo governo tem testado não apenas a dos mercados, mas a de todos os brasileiros que sabem fazer contas. Aumentar gastos sem amparo de receitas nem gestão do passivo levará a um ciclo bem conhecido no Brasil: aumento descontrolado do endividamento, juros elevados, dólar mais caro, inflação alta e menos crescimento econômico. Como sabe qualquer um que já tenha contraído dívidas, países que gastam sem limites têm mais dificuldades para rolar seus compromissos”

Uma declaração dessas é evidentemente absurda. Romper o teto de gastos é ampliar de forma irresponsável os gastos do governo? Gastar o dinheiro com o povo, no meio de uma crise imensa com altos índices de piora na educação, saúde, infraestrutura, saneamento básico e outros, é irresponsabilidade? Desenvolver a indústria nacional, manter uma boa relação com outros países e tentar reerguer o Brasil do zero após anos de um desastre causado pela direita é irresponsabilidade?

A falta de vergonha na cara da imprensa burguesa é assustadora, propondo, abertamente, colocar a burguesia, os bancos, os empresários e o imperialismo na frente do povo, defendendo o dito “mercado” em detrimento da população.

Esse tipo de embate é esperado na medida que a imprensa está, de fato, a trabalho da burguesia, do imperialismo. Os portais O Globo e Folha de SP atacam Lula por não se curvar aos especuladores, ao capital, financeiro, aos bancos. Está certo — Lula deve continuar enfrentando as inúmeras e incansáveis tentativas da burguesia de atacar seu governo, que nem mesmo começou. É preciso se manter firme para que as reivindicações do povo sejam atendidas, sem que se baixe a cabeça para ninguém.



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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Nov 2022, 10:12

Isso incomoda muita gente!

NOTÍCIAS
VITÓRIA DO POVO
Lula recebeu o mandato para governar para os trabalhadores
...E apenas para os trabalhadores

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Um dos mitos mais presentes entre a esquerda pequeno-burguesa, sobretudo durante a eleição, é o de que Lula foi eleito pela burguesia, e não pelos trabalhadores. Esse argumento pode ser desmentido pelo simples fato de que a terceira-via, ou seja, a representante nata da burguesia nas eleições, foi quase completamente incinerada do cenário político, tendo perdido uma série de cargos importantes, sobretudo para o bolsonarismo.

Após isso, a burguesia passou a apoiar, de fato, o bolsonarismo, no segundo turno, contra Lula. Isso fica evidente na medida em que a votação foi muito apertada e que Lula, assim como parlamentares e governadores do PT, ganharam em poucos estados. Os empresários coagiram os funcionários a votarem em Bolsonaro, que recebeu quase 100 bilhões de reais de doações de capitalistas no segundo turno. Lula recebeu cerca de 3 milhões apenas.

O fato é que Lula só foi eleito por conta da mobilização popular e do intenso apoio do povo à sua candidatura — e é por isso, inclusive, que ele recebeu o mandato: para governar para a população. Não para os banqueiros, não para os empresários, não para o imperialismo, mas sim, para o povo. Não interessa o quanto a imprensa ataque, quantas cartas um grupo de banqueiros escreva ou quantas milhares de vezes seu nome será citado no Jornal Nacional por irresponsabilidade econômica, política e social, Lula deve seu mandato ao povo, e apenas ao povo.

Também é por esse motivo que Lula deve ignorar toda a pressão da burguesia para cumprir suas políticas. Um exemplo gritante desse fator é a recente “polêmica” levantada pela burguesia com a questão do furo do teto de gastos — tal medida, que rompe os limites do investimento em saúde, educação e auxílio para população brasileira, afeta também o bolso da burguesia, dos banqueiros e empresários, porque querem o dinheiro público só para eles e que, portanto, realizam uma campanha intensa contra a medida, alegando que as ações “irresponsáveis” de Lula na economia ferem a responsabilidade fiscal e irão transformar o Brasil num inferno na terra — mais do que ele já é com o governo Bolsonaro.

Lula deve sua terceira passagem pela presidência aos trabalhadores. A burguesia de nada tem a ver com isso: muito pelo contrário, são os pais de Bolsonaro e aqueles que o impulsionaram até o último momento que agora cobram Lula de tudo aquilo que ele não prometeu.

Lula não disse que ia servir aos bancos, não disse que ia servir à burguesia nem ao imperialismo. Se propôs, entretanto, a lutar pelos trabalhadores, pela população brasileira. Se propôs a defender a soberania do Brasil e, por mais que tudo isso seja ainda por meio de reformas e outras medidas de conciliação, se propôs a não baixar a cabeça para nenhum inimigo do povo.

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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 23 Nov 2022, 02:07

NOTÍCIAS
BURGUESIA
Família Marinho “aconselha” Lula a ser submisso aos EUA
Por meio de coluna no Globo, porta-voz da família Marinho quer ditar o que Lula pode ou não fazer

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Em uma coluna recente no portal de notícias O Globo, Merval Pereira, conhecido porta-voz da família Marinho — donos da Rede Globo —, atacou Lula na questão da política externa, dando aval, entretanto, para políticas identitárias como a questão ambiental.

Por ocasião da Conferência do Clima (COP 27), muitos países imperialistas têm realizado seus discursos da maneira mais demagógica possível, se comprometendo com uma determinada redução de carbono na atmosfera ou com uma diminuição de desmatamento e um determinado nível de reflorestamento em seus países.

Neste evento, Lula fez um discurso combativo e se comprometeu, além de todas as políticas climáticas já esperadas, a cobrar os países ricos, cobrando uma ONU mais democrática e afirmando que precisamos tratar os países de igual para igual, realizando alianças não só com países desenvolvidos, mas também com Rússia, China, Venezuela, entre outros. Não só isso, mas também propôs, assim como outros chefes de Estado da América do Sul, que a Amazônia, território que possui alta cobiça do imperialismo, deveria ser controlada pelos países a qual ela pertence, criando uma aliança entre esses exclusivamente para a preservação do bioma.

Isso, entretanto, é algo visto por Merval, ou seja, pela Globo, como algo negativo e que não deveria ser feito. Ou seja, muito bem o Brasil ter de volta seu protagonismo na questão ambiental no mundo inteiro, ter de volta sua imagem de grande protetor das matas, uma imagem positiva — agora, nada de querer se intrometer nos assuntos imperialistas, ou seja, nada de alianças com países inimigos da burguesia internacional e que são combatidos pelos países imperialistas de maneira geral.

“Mas é um péssimo sinal a volta da megalomania lulista de querer ser um negociador internacional — na imaginação de alguns petistas mais afoitos, até na guerra da Ucrânia. Não deu certo na negociação nuclear com o Irã e provavelmente não daria certo no atual momento.”, afirma a coluna de Merval.

É evidente que essa é uma patifaria por parte da burguesia brasileira. A família Marinho, assim como outros integrantes da classe burguesa no Brasil querem que Lula continue submisso ao imperialismo e não se “aventure” ao negociar com esses países citados, afirmando que isso seria uma “megalomania lulista”.

Lula deve negociar sim com todos os países que bem entender. O imperialismo faz de tudo para jogá-los na vala devido a suas políticas minimamente nacionalistas para com sua economia, ou seja, não beneficiam o imperialismo como esse gostaria. A Venezuela, por exemplo, um grande extrator de petróleo, é sufocado pelas sanções imperialistas mas, curiosamente, com a guerra contra a Rússia e a crise pela falta de petróleo e gás causada pelas sanções, o país tem sido amplamente assediado pelo imperialismo por conta do petróleo em seu território.

O fato é que o imperialismo quer que o Brasil seja submisso a ele, ou seja, só negocie e realize acordos com esses países, e não com nações minimamente independentes como as já citadas anteriormente. Ou seja, quer isolar essas nações ao máximo para, assim como tem feito há anos com outros países, afundá-las, uma vez que não consegue fazer atrocidades como uma invasão e ocupação, assim como feito no Afeganistão, Iraque, Síria e outros.

Outro ponto levantado por Merval em sua coluna foi uma declaração muito sutil ao final do texto, mas que também representa a opinião da família Marinho sobre o assunto:

“Para tanto, seria bom que não aproveitasse a lua de mel dos eleitos que ainda não assumiram as rédeas do governo para exagerar nos gastos públicos. Uma excepcionalidade que pode ser permanente, como a licença para gastar acima do teto, torna o remédio um veneno.”

A afirmação veio de forma sutil, mas direta: algo que a burguesia não quer de jeito nenhum é a “irresponsabilidade fiscal de Lula”, ou seja, pegar o dinheiro que está indo para o bolso dos capitalistas e entregá-lo ao povo, melhorando empresas estatais e a infraestrutura brasileira, prestando auxílio à população. O famoso teto de gastos não deveria ser rompido, assim como Lula propõe, pois isso afetaria o bolso dos capitalistas.

Felizmente, assim como quando relacionado à alianças externas, Lula não parece ligar muito para isso. Em uma de suas primeiras declarações sobre o rompimento do teto de gastos, o ex e futuro presidente afirmou que nunca viu um “mercado tão sensível” quanto o brasileiro, que tinha altas alterações por declarações tão simples. Também afirmou que, se a bolsa vai cair e o dólar vai subir, devemos ter paciência, pois a tal da responsabilidade fiscal precisa estar atrelada também à responsabilidade social, de acordo com suas palavras.

Lula está certo. É preciso atender primeiramente as reivindicações do povo, não importando de fato o que pensam os banqueiros, capitalistas ou o “mercado”. Quanto mais Lula toma essas atitudes, mais figuras como Merval Pereira, representando a família Marinho, irão atacar esses pontos incansavelmente — mas nem por isso Lula deve se curvar ao imperialismo e abandonar as alianças com os países atacados por estes, como sempre defendeu.



https://causaoperaria.org.br/2022/famil ... o-aos-eua/
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Nov 2022, 07:51

NOTÍCIAS
TETO DE GASTOS
Congresso de pistoleiros já encosta o revólver na testa de Lula
Burguesia tenta fazer Lula de refém para controla-lo no governo

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Ochamado “Teto de gastos” tem sido o tem central em muitos debates nas últimas semanas. Enquanto Lula e sua equipe afirmam que irão romper o Teto, os capitalistas tentam tomar diversas medidas para que isso não aconteça, ou, pelo menos, para tentar deixar a medida menos prejudicial à burguesia.

A PEC da Transição proposta pelo governo prevê pelo menos R$175 bilhões fora do Teto, sobretudo para sustentar a volta do Bolsa Família, programa que irá substituir o atual Auxílio Brasil, aumentando o valor que será recebido pelos beneficiários.

Por alguns dias, a burguesia tentou demonstrar a Lula que essa medida não os agrada: manipularam o mercado financeiro para fazer a Bolsa de Valores cair, assim como para aumentar o preço do dólar, uma espécie de método para demonstrar sua insatisfação sem necessariamente dizer que não gostaram das medidas de Lula, colocado a culpa no misterioso “mercado”.

Mas, no fim das contas, Lula não voltou atrás e continuou insistindo em manter as medidas de rompimento do Teto. A burguesia, então, vendo que não tem muito para onde ir, começou a abordar o assunto por outro ângulo: de que o Teto de gastos tem suas falhas e precisaria ser substituído por algo melhor.

Sem apoio do Congresso devido à sua maioria direitista, a PEC tem tido dificuldade para tramitar. A ideia inicial era manter a permissão do “furo” do Teto por quatro anos, ou seja, o tempo de mandato — entretanto, a burguesia por meio de seus parlamentares e da imprensa golpista vem dizendo que a proposta só terá alguma chance de ser aprovada se tiver duração de dois anos. Alguns integrantes do PT, por sua vez, afirmaram que, se esse for o único jeito de aprovar a medida, então assim será; integrantes não muito confiáveis, visto que deram tais declarações à Folha de S. Paulo.

De acordo com imprensa burguesa, o limite de dois anos faria com que o governo tivesse um tempo para discutir qual será a nova versão do Teto de gastos que seria utilizada. Ou seja, de um jeito ou de outro, a burguesia ainda exige que o governo planeje uma “âncora fiscal”, independentemente da situação do País.

Tudo isso, no fim das contas, significa que o Congresso, e, portanto, a direita e a burguesia, estão querendo manter o governo de refém da sua política e exigências. Após os dois anos de rompimento no Teto de gastos — caso haja de fato essa mudança, pois, a princípio, é só uma pressão da imprensa —, Lula terá que se virar para criar uma nova maneira de limitar os gastos do governo.

“Âncora fiscal”, “responsabilidade fiscal”, nada disso importa. São interesses dos capitalistas para que o dinheiro do Tesouro Nacional vá para o bolso dos banqueiros, para os seus bolsos. A imprensa burguesa, por sua vez, como porta-voz dessa classe, fala apenas que Lula está sendo irresponsável e que suas medidas terão desastrosas consequências para o Brasil, utilizando do famoso “economiquês” para confundir a população, explicando uma série de fatores falsas e de maneira confusa, tentando convencer de que “guardar” o dinheiro do Estado é mais útil do que investi-lo na população.

O fato é que esse dinheiro não será guardado — muito pelo contrário, vai para o bolso dos capitalistas, banqueiros e empresários, sobretudo internacionais. Um fator curioso que não é citado pela imprensa é que metade do orçamento federal está destinado para pagar os juros e amortização da dívida pública com banqueiros e especuladores, dívidas sem sentido e que apenas colocam o dinheiro do povo na mão dos tubarões capitalistas.

Independentemente do que diz a burguesia e a direita, o Teto de Gastos precisa ser extinto imediatamente. Não deve existir nada no Estado que limite seu gasto com a população, seja lá para o que forem essas medidas. O povo deve ser a prioridade no governo, independentemente do que diga a burguesia.

Um exemplo gritante disso é que Lula quer romper o Teto sobretudo para conseguir bancar programas sociais urgentes, como o Bolsa Família, programa essencial frente a destruição no Brasil, que se intensificou desde o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff com os governos de Temer e Bolsonaro, apoiados fortemente pela burguesia.

São anos de sucateamento às empresas estatais, com a inflação nas alturas, serviços de péssima qualidade, além do aumento da violência, da fome, da miséria e do cerceamento aos direitos democráticos dos brasileiros. Lula não deve se curvar à burguesia, uma vez que foi eleito pelo povo — o futuro presidente recebeu seu mandato do povo e, portanto, é a ele que deve seu governo, não à burguesia, não aos banqueiros.

https://causaoperaria.org.br/2022/congr ... a-de-lula/
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 29 Nov 2022, 23:55

Lula e o povo contra a burguesia e o imperialismo.



NOTÍCIAS
BANQUEIROS CONTRA O POVO
Vai ter briga: direita quer amarra Lula no orçamento
Com menos de um mês após as eleições o imperialismo deixa claro que se Lula fizer um governo de esquerda haverá guerra, a esquerda deve preparar suas armas

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Se aproxima a posse de Lula, é uma alternação abrupta no governo, um retorno ao que existia antes do golpe de 2016, mas com tendências ainda mais radicias. Os banqueiros, que abocanham metade do orçamento nacional todos os anos, nem esperaram Lula assumir e já começam a pressionar o presidente eleito por meio da PEC de transição e da escolha do Ministro da Fazenda. É o prenúncio da guerra entre os trabalhadores e o imperialismo que existirá durante o governo Lula.

O governo Lula é uma expressão da luta dos trabalhadores contra a burguesia e o imperialismo, contra o bolsonarismo e o PSBD. A primeira vitória dos trabalhadores foi conquistar o próprio governo federal com a vitória eleitoral de Lula e agora novas lutas serão travadas. A principal delas no que tange os ministérios é o, possivelmente mais importante, Ministério da Fazenda. No governo Bolsonaro Paulo Guedes, o homem dos bancos, se manteve lá quase sem nenhuma crise, é o que a direita quer impor no governo Lula.

A pressão é tão forte que se transformou em uma luta interna dentro do PT. A ala mais direitista do partido, que abandonou Lula quando ele estava preso, que nem mesmo queria lançá-lo como candidato já cedeu a pressão dos bancos e quer indicar alguém da direita neoliberal. O ex governador da Bahia Jaques Wagner indicou a presidenta do PT que é preciso indicar um ministro da fazenda para que avance a PEC de transição. A qual Gleisi Hoffmann desconsiderou, e por isso foi atacada pela imprensa burguesa.

O PT por sua vez se mostrou disposto a ceder até certo ponto, o ex ministro Guido Mantega por exemplo foi tão atacado pela imprensa burguesa que até mesmo renunciou ao cargo na equipe de transição. O PT também indicou economistas neoliberais para participar da equipe e provavelmente do governo Lula, como Pérsio Arida por exemplo. Contudo Lula tem um limite para o quanto irá ceder a direita e ao que tudo indica a Fazendo ficará com algum petista, mesmo que um petista da ala direita como Fernando Haddad.

Foi o que indicou Lula quando foi convidado pela Febraban, federação dos banqueiros, para uma reunião e enviou Haddad para ver a sua reação. Os banqueiros por sua vez deixaram muito claro que Haddad é esquerdista demais para assumir o cargo, criticaram o petista e até a bolsa de valores teve uma queda após o seu discurso. Haddad apenas afirmou que o governo deveria investir em tecnologia e cultura, algo que vai de encontro a política dos banqueiros que é de cortar qualquer gasto possível para aumentar o pagamento da dívida.

Ao que tudo indica há um impasse, Lula não quer um neoliberal controlando a economia, os banqueiros não querem qualquer um que não seja um de seus vampiros entreguistas. A palavra final é do presidente eleito, que tende a indicar alguém de confiança e portanto os banqueiros tendem a iniciar uma verdadeira batalha logo no início do governo. Aquilo que foi feito contra a presidenta Dilma em 2015 tende a se repetir agora em 2023. Mas Lula não é Dilma e o Brasil atual não é o mesmo Brasil, a briga agora tende a se transformar em guerra.

Além do bloco dos banqueiros e da imprensa, isto é, o bloco imperialista começam também os atritos com o bolsonarismo. O presidente do PL, Valdemar Costa, convocou as bancadas do PL no senado e na Câmara para discutir um possível bloqueio da PEC de Transição, que dada as brigas citadas acima, ainda nem sequer tem texto. É mais um entrave no governo Lula que tem o seu prenúncio ainda neste período de transição. E o motivo não é nem mesmo um ataque ao PT mas uma retaliação a medida ditatorial de Alexandre de Moraes que multou o partido em mais de 20 milhões.

Nem um mês se passou desde a vitória de Lula e as cartas estão dadas para como será o seu governo. O imperialismo pressionando de um lado para que haja uma política neoliberal de destruição nacional e com a sua principal arma a imprensa burguesa para atacar e se infiltrar no governo Lula. Os bolsonaristas ainda como uma importante força política que pode se aliar ou não com o imperialismo a depender da situação. O STF e principalmente Alexandre de Moraes baixando uma ditadura que agora é contra Bolsonaro mas que rapidamente tende a se voltar contra Lula e o PT.

Mas o principal jogador da esquerda não entrou em campo, está parado desde o segundo turno das eleições mas também já anunciou que não irá se manter assim, as organizações de massa dos trabalhadores. A CUT, o MST a própria militância do PT e as demais organizações que são a base real do governo Lula são o que podem derrotar ambas as alas da direita e impor a política de Lula. O dirigente do MST, Stédile, já anunciou que é preciso fazer comitês populares, a CUT já falou que é preciso lançar uma campanha de luta.

Uma guerra se aproxima e a primeira batalha já está sendo travada, a do orçamento federal. Os banqueiros já indicaram a sua posição, querem destruir o Brasil e esmagar os trabalhadores. Ante a essa ameaça só há um caminho para a esquerda, tomar as ruas!

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Mensagem por Chapolin Gremista » 30 Nov 2022, 21:41

NOTÍCIAS
LIBERDADE PARA ASSANGE
Lula: “que Assange seja solto de sua injusta prisão”
Lula expõe que está do lado da luta pela libertação de Julian Assange

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Em encontro com o editor-chefe do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, e com o embaixador do site, Joseph Farrell, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva expressou apoio ao jornalista e ativista Julian Assange, classificando a sua prisão como injusta e pedindo a sua libertação.

A reunião aconteceu em Brasília e Lula foi informado também sobre o estado de saúde do fundador do site WikiLeaks. Em postagem no Twitter, o futuro presidente do Brasil declarou o seguinte: “Estive com @khrafnsson, editor-chefe do WikiLeaks, e com o editor Joseph Farrell, que me informaram da situação de saúde e da luta por liberdade de Julian Assange. Pedi para que enviassem minha solidariedade. Que Assange seja solto de sua injusta prisão”.

Assange está preso no Reino Unido, desde 2019, onde avaliam a sua extradição para os EUA, onde a pena prevista para ele é de 175 anos de prisão.

O jornalista tem 18 acusações de espionagem por ter divulgado informações sigilosas do governo norte-americano. Entre as revelações, estava a denúncia de como os EUA promoveram e financiaram golpes de Estados em outros países.

A declaração de Lula é mais uma demonstração de que o petista não é o presidente que o imperialismo queria para o Brasil. Ao contrário do ex-presidente equatoriano Lenín Moreno, que traiu a base que o elegeu e entregou Assange às autoridades britânicas, Lula decidiu não baixar a cabeça para o imperialismo e denunciou um dos maiores atentados à liberdade de imprensa no mundo.

Assim como hoje é Assange, Lula também já foi um prisioneiro do imperialismo, quando passou 580 dias encarcerado em um prédio da Polícia Federal. A prisão de Lula fez parte de uma operação comandada pelo Departamento de Estado norte-americano para impedir sua participação nas eleições de 2018.

https://causaoperaria.org.br/2022/lula- ... ta-prisao/
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Lula

Mensagem por E.R » 01 Dez 2022, 16:17

NOTÍCIAS
https://oantagonista.uol.com.br/mundo/p ... -do-bndes/

A presidente de Honduras, Xiomara Castro, anunciou nesta semana que deve vir à posse de Lula como presidente do Brasil.

Xiomara Castro disse que pretende negociar a retomada de empréstimos de Honduras com o BNDES para a construção de represas em Honduras.

“Primeiro de Janeiro de 2023 estarei viajando ao Brasil para a posse do presidente Lula e assim retomar e resgatar os financiamentos para as represas de Los Llanitos e Jicatuyo”, disse a presidente de Honduras.

Estão no seu radar as obras para as duas usinas hidrelétricas e dariam até 30% da energia necessária para abastecer o país.

Antes, a Andrade Gutierrez já havia trabalhado na construção da represa de San Fernando, que fornece água para a capital do país, Tegucigalpa. O BNDES recebeu um pedido de empréstimo para aquela obra de US$ 271 milhões.
:estrelas:
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Lula

Mensagem por Chapolin Gremista » 02 Dez 2022, 01:28

NOTÍCIAS
VAMPIROS POLÍTICOS
Se Lula ficar nas mãos do Centrão, não vai conseguir governar
Negociações envolvendo a PEC da Transição mostram que a burguesia fará de tudo para impedir que Lula governe nos próximos quatro anos


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Nessa segunda-feira (18), o senador Marcelo Castro (MDB-PI), protocolou a chamada “PEC da Transição” no Senado. O projeto representa uma proposta da equipe de transição que prevê uma movimentação nas finanças do governo, tirando, por exemplo, o Auxílio Brasil (antigo Bolsa Família) do teto de gastos.

A proposta também prevê a retirada dos investimentos em programas socioambientais ou relativos a mudanças climáticas custeados por doações e das despesas feitas por universidades ou institutos federais que sejam custeados por doações ou convênios do teto de gastos. Além da permissão de que o governo gaste até R$23 bilhões em investimentos em caso de excesso de arrecadação.

Agora, a PEC precisa ser votada no Congresso Nacional e aprovada por, no mínimo, três quintos dos parlamentares em dois turnos. O mesmo vale para o Senado, segunda etapa da votação da proposta. Caso tais requisitos sejam cumpridos, será promulgada sem necessidade do aval de Bolsonaro.

Principal assunto do último mês, a discussão envolvendo a formulação da PEC da Transição já mostrou como se dará a relação entre o governo eleito e o legislativo. Finalmente, durante esse período, a direita golpista entrou em um embate constante contra Lula e sua equipe, mostrando um posicionamento inflexível em relação, principalmente, à questão do teto de gastos.

O texto final que foi apresentado atesta bem isso. No documento entregue ao Senado na segunda-feira, a retirada do Auxílio Brasil está prevista para durar somente quatro anos, de 2023 até o final de 2026. Entretanto, trata-se de um prazo alterado após pressão da burguesia contra Lula, que defendia um período intermitente.

Em outras palavras, a direita golpista, demonstrando o tamanho de sua ganância, não consegue concordar nem mesmo nos detalhes do projeto apresentado, algo que, diga-se de passagem, será, muito provavelmente, alterado ao longo de sua tramitação em ambas as Casas Legislativas. Criou-se um impasse – não só em relação a isso, como em outros aspectos da proposta – que atrasou a apresentação do texto em semanas.

Acima disso, é preciso pontuar que esse atraso não representa tão apenas o atraso de uma formalidade, mas sim, de algo que ajudará a tirar o povo da miséria que está vivendo no momento. Quer dizer, o Brasil passa por uma das maiores crises de sua história e a concretização de um auxílio, mesmo que extremamente moderado e insuficiente, fará toda a diferença na situação atual.

A predisposição apresentada pela burguesia também deixa claro que, agora que vai para a Câmara, a proposta será causa de uma verdadeira guerra entre os diferentes setores políticos que compõem o Congresso: de um lado, a burguesia golpista que indica que não vai arredar o pé de suas reivindicações, ou seja, do dinheiro em seus bolsos; do outro, a esquerda parlamentar que, apesar de direitista, está sendo muito pressionada pelo povo que, tomando as ruas, garantiu a eleição de Lula contra o imperialismo.

Aqui, é preciso destacar quão grotescas são as reivindicações da burguesia neste momento, pois não querem aprovar nem mesmo uma proposta profundamente moderada que, no final, não passa de uma continuação do que Bolsonaro, de maneira demagógica, estava fazendo. No fim, não ligam minimamente para a população e as suas necessidades, estão à serviço dos banqueiros. Não é difícil ver que só aprovarão a PEC proposta caso consigam arrancar tudo o que puderem do governo Lula.

No fim, a principal missão da direita no Congresso e no Senado é lutar contra o governo Lula e garantir que sirva o melhor possível aos interesses dos banqueiros e do imperialismo. Não é à toa que, desde que Bolsonaro foi derrotado, a principal campanha da imprensa burguesa é para que o petista adote uma política econômica neoliberal, a começar por toda a pressão envolvendo o Ministério da Fazenda e quem ocupará este cargo.

Então, é preciso tirar a conclusão fundamental de toda a saga que foi exposta no presente artigo: caso as coisas permaneçam dessa maneira, Lula não conseguirá governar. E veja, não é que fará um governo direitista, voltado aos patrões. Simplesmente não conseguirá levar adiante nada enquanto representante máximo do poder Executivo no Brasil.

Assim como o Senado, o Congresso foi dominado pela direita – em especial, pelo bolsonarismo – após o primeiro turno das eleições deste ano. Espera-se de antemão uma grande resistência a qualquer medida mais à esquerda por parte do governo, algo que, ao que o desenrolar da trama até o momento indica, será ainda pior. Algo que encontra respaldo no resto do mundo, uma vez que o imperialismo está em uma profunda crise em todo o planeta e, consequentemente, não pode permitir que mais um governo nacionalista surja na América Latina. Principalmente no Brasil, o país mais importante da região.

Estamos diante de uma situação que, caso continue dessa maneira, se assemelhará muito ao segundo mandato do governo Dilma. Na época, o Congresso vetava tudo que vinha da presidenta, travando o seu governo em uma tentativa – como foi provado posteriormente – de desmoralizá-la para, então, tirá-la do governo por meio de um golpe.

A solução, diferente do que foi feito em 2016, não pode ser outra senão a mobilização popular. Lula deve repetir o que fez durante as eleições e apoiar-se principalmente na força dos trabalhadores, afastando-se do Centrão e combatendo toda e qualquer pressão direitista proveniente desse setor por meio da imprensa burguesa. Enquanto isso, o povo deve se organizar para tomar as ruas em nome de suas próprias reivindicações.

A classe operária só poderá garantir os seus interesses por fora do Congresso, realizando uma pressão constante contra os vampiros de lá, que prometem fazer de tudo para que, nos próximos quatro anos, não sobre nem mesmo uma migalha para os trabalhadores. Essa é a única forma de enterrar o golpe imperialista de uma vez por todas, colocando um fim aos ataques que a burguesia desfere contra o povo brasileiro rumo a um governo dos trabalhadores.



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