Questões trabalhistas

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Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Out 2022, 02:08

NOTÍCIAS
CORTES BILIONÁRIOS
Phillips anuncia demissão de 4 mil funcionários
Capitalistas querem mais lucros, trabalhadores vão pras ruas

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A Phillips anunciou hoje (24), que vai mandar 4.000 funcionários pra rua em todo o mundo por estar em momento de crise e prejuízo de 1,3 bilhões de Euros no terceiro trimestre de 2022.

A empresa tem 80 mil funcionários pelo mundo, e o principal motivo do corte seria uma série de equipamentos respiradores com defeito que ocasionou o grande prejuízo na empresa.

Para enxugarem suas equipes e explorar mais do que podem os funcionários que ficam na empresa, a Phillips culpa descaradamente a Covid, a guerra na Ucrânia e fatores externos.

“O desempenho da Philips no (último) trimestre foi impactado por desafios operacionais e de abastecimento, pressão inflacionária, a situação da Covid na China e a guerra russo-ucraniana”, afirmou o grupo em um comunicado.

https://causaoperaria.org.br/2022/phill ... cionarios/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 05 Nov 2022, 19:26

NOTÍCIAS
SINDICALISMO
Direitos não caem do céu, eles são fruto da luta sindical
A classe operária brasileira, organizada, sempre tem demonstrado a sua força.

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Os sindicatos surgem no início do século XIX, na Inglaterra, como forma de organização de luta e representação dos trabalhadores e com duas motivações principais: 1ª: reação ao modo capitalista de produção; 2ª: necessidade de solidariedade, união e associativismo para enfrentar a exploração do Capital, reivindicar salários decentes e melhores condições de trabalho. As motivações que deram origem aos sindicatos, quando surgiram na Inglaterra, continuam muito atuais: luta contra um regime opressor e solidariedade com a classe trabalhadora como um todo.

O surgimento do sindicalismo no Brasil carrega as características de um país cujo capitalismo se desenvolveu de forma tardia e atrasada, no qual predominava o capital agrário, após quase 400 anos de regime de brutal escravidão. A organização de uma estrutura sindical é registrada em 1903, entidade ligada, como seria de se esperar, à agricultura e pecuária. A normatização do trabalho é muito recente no Brasil. Na revolução de 1930, que teve como líder Getúlio Vargas, o Brasil não tinha direitos. O Ministério do trabalho foi criado em (1930), o trabalho das mulheres foi regulamentado em (1932) e o salário-mínimo foi criado em 1938 (e começou a ser pago em 1940).

Os sindicatos surgem, assim, atrelados ao Estado, com o objetivo, dentre outros, de mantê-los sob “rédea curta”. Dentre outras exigências, inclusive, os sindicatos só eram reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, o que fornecia ao Estado grande poder de controle das entidades. Não havia liberdade e autonomia sindical.
Na condição de primeira e mais importante linha de defesa do trabalhador, os sindicatos se movem, historicamente, sob violento fogo cerrado. Além dos ataques patronais, há inúmeras outras dificuldades no trabalho de sindicalização e de arregimentação de pessoas para o trabalho coletivo. No mundo todo há uma mobilização dos trabalhadores que pode ser considerada de baixa intensidade, que impacta bastante o trabalho de sindicalização e ação geral do sindicato. Essa é uma situação que deve começar a mudar, mas, por enquanto os sindicatos estão sendo obrigados a “remar contra a correnteza”.

A sistemática desqualificação dos sindicatos pela grande imprensa, e empresas em geral, torna muito difícil os trabalhadores enxergarem a importância que exerce o sindicato nas suas vidas. É complexo a maioria dos trabalhadores entenderem que a existência do salário-mínimo é uma conquista fundamental, numa sociedade na qual quase 60% da população vive com renda domiciliar per capita igual ou inferior ao valor do salário-mínimo, e 33 milhões de pessoas, estão passando fome. A conquista do salário-mínimo, que se estende, direta ou indiretamente, a 70% da população, é fruto de décadas de lutas organizadas dos trabalhadores. Ou seja, da luta sindical.

A cultura de valorização do indivíduo, tão cultivada na sociedade, leva os trabalhadores, em geral, a achar que conseguem resolver seus problemas solitariamente, sem a ajuda do sindicato ou de outras formas de organização coletiva. Uma parcela dos trabalhadores imagina que se trabalhar muito mais do que a média conseguirá ser reconhecida pela empresa e subir profissionalmente, sem precisar da ação coletiva do sindicato. E isso é verdade. O problema é que a fórmula funciona para um trabalhador em milhares. Analisada a história com atenção, constataremos que todos os direitos existentes são frutos das lutas coletivas dos trabalhadores.

A vida duríssima do trabalhador (desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, etc.), dificulta que ele pare para refletir sobre questões de importância vital. A situação é tão desfavorável que o trabalhador nem quer parar para ouvir os argumentos dos sindicalistas, independentemente do assunto. Dessa forma, textos e materiais em geral produzidos pelo sindicato não são lidos pela maioria dos trabalhadores. Ou por falta de tempo, medo, desinteresse, falta de curiosidade etc. Também o assédio moral e a superexploração dificultam muito o trabalho dos sindicatos.

O trabalhador, pressionado pelo conjunto de dificuldades (e, neste momento, em franco processo de perda de renda), muitas vezes espera do sindicato vantagens de caráter assistencialista, as quais a entidade não consegue oferecer, por crescentes limitações financeiras. É certo que o assistencialismo não deve ser praticado pelo sindicato como um fim em si mesmo. A assistência não é função da entidade sindical, que nem dispõe de recursos para praticá-la. Porém, dada a extrema gravidade da crise econômica atual, de desemprego recorde e franco empobrecimento da classe trabalhadora, se o sindicato dispuser de condições, penso que ele deve amparar o trabalhador em suas dificuldades. Não existe ação sindical em meio à fome. Não me refiro à assistência social tradicional, acrítica e como um fim em si mesmo. É uma ajuda que o sindicato pode prestar ao trabalhador desempregado de sua base, se isso não ameaçar a sua própria sobrevivência. Mas sempre vinculando a referida ajuda a um processo de formação básica sobre sindicalismo, deixando claro para o trabalhador que sua situação não é uma fatalidade, e sim resultado direto da exploração que ele sofre.

Uma grave dificuldade da ação sindical é que, historicamente, há uma sonegação à população em geral e à juventude, da história dos direitos e dos sindicatos. Isso ocorre na escola tradicional, nas instituições, nas empresas, nos meios de comunicação etc. A história em geral é desconhecida, mas principalmente a história dos trabalhadores. Em consequência, uma parcela significativa da população, especialmente a juventude, supõe que os direitos existentes “caíram do céu”, ao invés de serem frutos de décadas de muita luta. Essa visão a-histórica dos direitos, por ironia, está sendo violentamente negada pela história recente, a partir do golpe de 2016, quando os direitos estão sendo destruídos em escala e velocidade industriais.

A tarefa de sindicalização requer conhecimento do sindicato e de algumas noções de economia e de política, que a maioria dos trabalhadores não dispõe. Um fenômeno que dificulta a sindicalização também é a política antissindical das empresas, com a disseminação de calúnias, associação do sindicato com desemprego, ou com corrupção etc. Isso dificulta muito porque a empresa exerce grande influência sobre o trabalhador, na medida em que a vida deste e de sua família dependem do emprego.

https://causaoperaria.org.br/2022/direi ... -sindical/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 07 Nov 2022, 01:11

NOTÍCIAS
REIVINDICAÇÕES
O significado da vitória de Lula para os servidores públicos
Convocar um amplo congresso nacional das três esferas administrativas, com milhares de delegados eleitos por local de trabalho, em todos os estados

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Depois de muitas manobras, coerção e tentativas de novos golpes, o resultado das eleições do dia 30 de outubro apontou a vitória do candidato dos trabalhadores e das suas organizações de luta.

A vitória é o resultado da enorme revolta popular contra tudo o que foi imposto nos últimos anos, desde o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (2016), condenou e prendeu Lula ilegalmente, tudo para impor pesados ataques contra o povo trabalhador, e em especial aos servidores públicos, uma das categorias mais duramente atacadas pelos governos golpistas de Temer, Bolsonaro e os governadores aliados do golpe, inimigos dos servidores.

Lula venceu apesar das enormes sabotagens de abutres que procuraram se passar por seus aliados e tentaram impedir uma campanha de mobilização e enfrentamento com a direita. A vitória de Lula é a vitória do ativismo da esquerda, das organizações de luta dos explorados, dos comitês de Luta que se mobilizaram contra o golpe, pela liberdade de Lula, pelo fora Bolsonaro e pela vitória de Lula nestas eleições.

Os servidores públicos das três esferas de governo estiveram, nos últimos sete anos (2106 a 2022) na alça de mira dos ataques, sofrendo na carne os efeitos perversos das políticas neoliberais: O congelamento salarial, a retirada de um sem número de direitos e conquistas (quinquênio, anuênio, progressão na tabela, aumento do desconto das alíquota do INSS, a não correção da tabela do Imposto de Renda etc), a terceirização escancarada, a não realização de concurso público, o sucateamento do SUS, os ataques à universidade pública, e por fim a ameaça de demissão via o projeto de Reforma Administrativa que tramita no congresso, a famigerada PEC 32, um conjunto de medidas contra o servidor e o serviço público que praticamente acaba com a responsabilidade do Estado no compromisso de prover serviços essenciais à população necessitada, transferindo para a iniciativa privada atividades que são prerrogativas exclusivas do Estado (educação, saúde, habitação, segurança etc).

Nesses últimos anos, desde o golpe de 2016, a categoria se viu imersa na paralisia, muito em função da política de confusão e imobilismo das direções, o que acabou por empurrar uma expressiva parcela dos servidores para as hostes do bolsonarismo demagógico e enganador.

A vitória da candidatura popular de Lula, no entanto, abre uma nova etapa nas perspectivas de luta da categoria. As entidades de luta dos servidores (Condsef, Sindprev, sindicatos nacionais, estaduais e municipais, etc, juntamente com a CUT e demais representações dos servidores) devem, sem perda de tempo, convocar um amplo congresso nacional das três esferas administrativas, com milhares de delegados eleitos por local de trabalho, em todos os estados. A tarefa principal colocada para o congresso é discutir e deliberar por um plano de lutas e um conjunto de reivindicações para exigir do novo governo Lula o atendimento das principais demandas da categoria: imediata retirada da PEC 32 (Reforma Administrativa); reajuste emergencial para repor as perdas salariais dos últimos 5 anos (50% linear para todos os servidores); revogação imediata da EC 95 que congela os investimentos na área social por 20 anos; pagamento de todos os passivos trabalhistas que o Executivo deve aos servidores; manutenção do instituto da estabilidade; fim da terceirização, concurso interno para incorporar todos os terceirizados ao quadro efetivo; revogação da reforma previdenciária que aumentou o tempo de serviço e de contribuição para as aposentadorias.

Não há um só minuto a perder. O novo governo assume em janeiro e os servidores precisam estar preparados para fazer valer seus direitos. A direita e a extrema-direita congressual, a imprensa golpista e os demais setores inimigos das reivindicações dos trabalhadores irão fazer de tudo para impedir que Lula atenda as demandas dos servidores, em nome do tal “equilíbrio das contas” e “da lei de responsabilidade fiscal”. Somente a mobilização e a luta unitária da categoria podem garantir o atendimento das reivindicações dos servidores.



https://causaoperaria.org.br/2022/o-sig ... -publicos/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 09 Nov 2022, 16:11

NOTÍCIAS
72%
Empregados de escritórios querem trabalhar quatro dias por semana
É preciso reduzir a jornada de trabalho para todos os trabalhadores; trabalhar menos para que todos trabalhem

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Segundo uma pesquisa sobre trabalho híbrido, parte em casa, parte no local de trabalho, 72% dos brasileiros consideram que seriam mais produtivos se tivessem uma semana de quatro dias úteis em vez de cinco.

A pesquisa “Para além da revolução do híbrido: o paradoxo do trabalho flexível na América Latina”, foi feita com profissionais de vários níveis hierárquicos e faixas etárias na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e México.

Segundo as empresas responsáveis pela pesquisa, WeWork e a Page Outsourcing o estudo traz um panorama do ambiente de trabalho pós-pandemia. A maioria dos entrevistados brasileiros declara que a criatividade está diretamente ligada à produtividade, e a flexibilidade na jornada de trabalho é o motor para este desempenho.

Em países como Reino Unido, Japão, Bélgica, Nova Zelândia e Portugal, 4 dias úteis já é uma realidade.

Para os setores de tecnologia, seguido do setor financeiro e de telecomunicações, destacam maior aderência ao formato. Foram entrevistados oito mil profissionais de 15 setores, como educação, varejo, RH, entre outros.



https://causaoperaria.org.br/2022/empre ... or-semana/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 14 Nov 2022, 03:03

NOTÍCIAS
FRIGORÍFICOS
Reposição de 100% de reajuste para trabalhadores dos frios
É preciso dobrar os salários dos operários em frigoríficos para repor todas as perdas ao longo dos últimos anos

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Os trabalhadores nas indústrias de carne, derivados e dos frios no estado de São Paulo têm como data base o mês de novembro, no entanto, ao longo dos anos, diante do governo Bolsonaro, a situação desses operários em relação às condições de vida e trabalho estão cada vez mais difíceis, além de sofrerem enorme perda em seus salários.

As negociações de reajuste nesse período foram sempre rebaixadas, sendo ele, na maioria das vezes, inferior à manipulada inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor através do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além do trabalhador ter seu salário reajustado uma única vez por ano, em contrapartida, os patrões, os donos de frigoríficos, reajustam quando e quanto querem seus produtos.

Para ver o tamanho da ganância dos patrões do setor frigorífico, os levantamentos realizados por órgãos como o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos entre a proteína animal e aves, os produtos tiveram alta muito acima da inflação, determinados casos em mais de 10 vezes no período de apenas dois anos, e a carne bovina e suína são das principais, bem como a de aves.

Para se ter uma ideia do tamanho da exploração às custas do suor e sangue dos trabalhadores por causa da busca de cada vez mais lucro, o grupo JBS/Friboi, somente nos dois primeiros trimestres deste ano, já obteve 8 bilhões de lucro líquido, podendo, sem medo de qualquer erro, atingir, no final do ano, de 12 a 15 bilhões de lucro, assim como os demais frigoríficos.

O rebaixamento dos salários dos trabalhadores se dá em todos os setores da economia, e sequer acompanhou a famigerada inflação manipulada por Bolsonaro e seu assecla Paulo Guedes, em virtude do aumento de produtos e serviços, a exemplo do aluguel, luz, água e gás de cozinha, combustíveis (gasolina, álcool, diesel), enfim.

100% de aumento já!

Os trabalhadores em frigoríficos reivindicam de seus patrões não menos que 100% de reajuste salarial, bem como:

Redução na jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem redução nos salários;

Salário mínimo de R$ 7.000,00;

Cesta Básica de 45 quilogramas;

Convênio médico gratuito para todos os trabalhadores e suas famílias;

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carne, Derivados e do Frio está percorrendo os frigoríficos nas diversas regiões de São Paulo e nos demais municípios para debater com os operários sobre a campanha salarial com boletins, cartazes, adesivos, e fazendo reuniões nas portas das fábricas das diversas regiões.

https://causaoperaria.org.br/2022/repos ... dos-frios/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 16 Nov 2022, 02:54

NOTÍCIAS
CINCO ANOS DE SUA APROVAÇÃO
É preciso revogar toda a “reforma trabalhista”
Direita golpista, que hoje se disfarça de democrática, aprovou o maior retrocesso nas condições de trabalho, jogando na lata do lixo a CLT

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No último dia 11, a famigerada Reforma Trabalhista, aprovada no governo golpista de Michel Temer (MDB-SP), com votos do MDB, PSDB, PSD, União Brasil (então DEM etc.) entre outros e, até mesmo partidos da esquerda burguesa como PSB e PDT, completou cinco anos da sua aprovação pelo Congresso Nacional. Também apoiaram a iniciativa as chamada “centrais sindicais” vinculadas aos partidos patronais e à burguesia golpista como a Força Sindical, UGT etc.

A “reforma” rasgou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), retirando da vigência mais de 100 dos seus itens e impondo uma série de perdas para o conjunto da classe trabalhadora, no que foi o maior retrocesso em décadas de luta dos trabalhadores e das suas organizações.

A burguesia prometia, com a “reforma”, criar seis milhões de empregos, o que – é claro – não aconteceu. Ela rebaixou as relações de trabalho, permitindo que milhões de trabalhadores fossem contratados sem quaisquer direitos trabalhistas, e reduziu brutalmente a renda dos trabalhadores, fazendo com que cinco anos depois e com mais de 50% de aumento do custo de vida, eles ganhem menos do que em 2017.

Conforme quadro abaixo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no Portal da CUT, no segundo trimestre de 2017, um trabalhador brasileiro recebia em média R$ 2.744 (valores corrigidos pela inflação). Cinco anos depois, no 2º trimestre de 2022, ele ganhava R$ 2.652.

DIEESE

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Ainda segundo o IBGE, neste momento, cerca de 39% dos trabalhadores brasileiros são informais. Hoje, eles formam um contingente maior do que o de trabalhadores do setor privado com carteira assinada – 36,3 milhões, segundo dados oficiais.

A “reforma” da direita golpista – boa parte da qual tenta se reciclar, se passando por apoiadores de Lula, para sabotar seu governo – facilitou em todos os sentidos a vida da burguesia, praticamente eliminando o direito do trabalhador de recorrer até mesmo à justiça do trabalho. Os processos trabalhistas foram reduzidos em mais de 70%.

Isso porque a nefasta reforma praticamente acabou com a gratuidade da Justiça aos trabalhadores e trabalhadoras que perdessem a ação nos processos trabalhistas. “De acordo com a nova lei, só teria direito à isenção do pagamento das custas processuais quem recebe salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social, ou seja, R$ 2,8 mil. Para quem ganha acima desse valor seria preciso comprovar a insuficiência de recursos” (portal da CUT). Uma política para impedir que milhões de trabalhadores reclamassem na justiça do trabalho os seu direitos violados. A gravidade da situação praticamente deixou na “rua da amargura” dezenas de milhares de advogados trabalhistas que ficaram sem clientes, uma vez que os trabalhadores passaram também a ser condenados a pagar os custos dos processos, caso a justiça não lhes desse ganho de causa contra os patrões exploradores.

Lembrar desse golpe nesse momento é fundamental, pois a revogação total de toda a reforma trabalhista deve ser uma das reivindicações fundamentais dos trabalhadores e de suas organizações diante do novo governo Lula.

É claro que a direita que domina o Congresso Nacional, e já pressiona Lula no sentido dos seus interesses, não vai se colocar em acordo com o cancelamento dessas medias escravocratas. Isso só poderá ser conquistado por meio da mobilização, nas ruas, dos setores mais combativos dos explorados, sob a liderança da classe operária e das suas poderosas organizações, como a CUT e os sindicatos mais combativos do País que ela agrupa.




https://causaoperaria.org.br/2022/e-pre ... abalhista/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Nov 2022, 00:27

NOTÍCIAS
GOVERNO DOS TRABALHADORES
CUT indica que irá propor a Lula a redução da jornada de trabalho
A mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT) é essencial para que o próximo governo Lula vá cada vez mais à esquerda rumo a um verdadeiro governo dos trabalhadores

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Aeleição de Lula, no segundo turno das eleições deste ano, representou uma enorme vitória dos trabalhadores brasileiros contra o golpe de Estado imperialista que assola o País há mais de uma década. Mais do que isso, significa a possibilidade de uma retomada completa da luta da classe operária, uma vez que Lula, sendo o principal representante dos trabalhadores no Brasil, é muito mais pressionado pela população do que qualquer outra figura e, portanto, tem a capacidade de levar as reivindicações do povo a um novo patamar.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central sindical de toda a América Latina, tem o dever de organizar a luta dos oprimidos em prol de suas necessidades. A organização é a principal arma do proletariado, e a CUT deve ser pensada justamente nesses termos, como um artifício poderosíssimo que pode empurrar o governo Lula cada vez mais à esquerda apesar de todas as forças que tentam freá-lo, como a burguesia e a sua imprensa.

Em artigo publicado nessa quarta-feira (16), a central indica que pode travar essa luta de maneira mais contundente. Além de levantar dados relacionados à popularidade da implementação de uma semana de trabalho de 4 dias no Brasil, o artigo, intitulado “Cresce apoio a semana de trabalho de quatro dias, aponta pesquisa”, revela que as entidades da CUT estariam preparando um documento unitário detalhando reivindicações destinadas ao presidente eleito. Todavia, destaca-se justamente a proposta histórica do movimento operário de redução da jornada de trabalho sem perda salarial.

“Esse debate vem sendo construído dentro das centrais para apresentar ao novo governo vários pontos, inclusive sobre esse ponto (da redução da jornada) que está combinado com a redução do desemprego”, coloca Ari Nascimento, secretário da organização.

Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que se trata de uma reivindicação absolutamente essencial para iniciar a retomada dos direitos trabalhistas retirados do povo pelo golpe no País. Finalmente, trata-se de um dos pontos que melhor representa os rumos que a mobilização popular deve tomar, algo que levaria a classe operária cada vez mais próxima de reivindicações mais acabadas e, consequentemente, em direção a um verdadeiro governo dos trabalhadores.

Os trabalhadores precisam conquistar a redução da jornada de trabalho ─ ponto que consta nas reivindicações do Partido da Causa Operária ─ sem redução salarial, pois isso, além de permitir mais tempo de descanso e destinado às suas atividades políticas, faz com que mais trabalhadores tenham emprego. Trabalhar menos para que todos trabalhem ─ esse é um dos lemas do PCO.

A luta política no Brasil avança a passos largos. Após sofrer derrotas importantes, como é o caso do impeachment de Dilma e a prisão de Lula, o movimento operário vem se radicalizando cada vez mais nos últimos anos, algo que desembocou na eleição de Lula contra a burguesia golpista. É imprescindível, portanto, que o próximo governo acompanhe essa polarização e expresse, também, o acirramento da luta de classes no País. Algo que, ao que tudo indica, tende a acontecer.

Lula, por sua vez, vem dando sinais claros de que governará para os trabalhadores, e não para o imperialismo. A declaração da CUT, por esse ângulo, mostra que o presidente eleito terá apoio das principais organizações operárias para levar adiante a sua luta contra a burguesia. Somado à recente declaração de Stédile, de que é preciso intensificar a organização dos comitês populares, mostra uma perspectiva positiva ao povo brasileiro.

Fica cada vez mais claro, portanto, que é imprescindível que a mobilização popular continue para que Lula consiga emplacar, uma vez empossado, os verdadeiros interesses dos trabalhadores.

https://causaoperaria.org.br/2022/cut-i ... -trabalho/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Nov 2022, 04:46

NOTÍCIAS
LULA
Passou a eleição, mas trabalhadores continuam sendo perseguidos
É preciso a mobilização dos trabalhadores, tendo como linha de frente a CUT, contra os ataques dos patrões

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Os patrões, neste ano de 2022 utilizaram todos os métodos possíveis e um dos métodos muito utilizado pelo golpista PSDB foi o da intimidação dos capitalistas aos seus funcionários, porém, os trabalhadores fizeram denúncias da atitude sórdida de ameaça aos trabalhadores de, se não votassem no candidato em que eles queriam sofreram punições diversas e uma delas é a demissão. Até o momento, o levantamento do número de denúncias recebidas e divulgadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) é de 2838.

Conforme os dados divulgados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) foram 2.137 empregadores, 77 ações civis públicas, 243 termos de ajuste de conduta (TACs) e 1.318 recomendações. Os números atualizados do Ministério Público do Trabalho mostram que o chamado assédio eleitoral foi uma prática recorrente neste ano, com 13 vezes mais denúncias do que em 2018, por exemplo. No entanto, o número de golpe eleitoral, muito provavelmente, foi bem maior do que o que foi levantado pelo MPT.

As denúncias serviram para alertar o próprio PT, bem como, a esquerda de que era necessário ir às ruas para reverter a situação, bem como, às fábricas, nas casas dos trabalhadores, o que, na reta final da eleição acabou sendo realizado e consequentemente, isso fez com que Lula viesse ganhar a eleição.

O procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira do MPT disse: “já houve informação, não tenho como quantificar agora, porque tudo está sendo recebido no nível de assédio eleitoral. Mas já tem informações, sim, de coações de empregados para participar de manifestação, já temos denúncia de dispensa discriminatória de empregado por opinião política diferente. Isso já está sendo analisado e investigado na instituição”.

Perseguição

Os trabalhadores que já conhecem os seus patrões, que vivem utilizando-os como verdadeiros escravos, com salários de esmola não se intimidaram e colocaram boca no trombone, no entanto, a perseguição dentro das fábricas, comércios, etc. continuam, porém, apesar da conversa mole do MTP, nada foi feito, de fato, para barrar os desmandos dos patrões e do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, via tudo e não fazia nada, mostrando de fato e, se não fazia no período da própria eleição, que dirá depois do pleito finalizado. Essa atitude indica, claramente, de que lado a burguesia estava nas eleições, ao querer se perpetuar no poder do Estado, a burguesia que procura de todas as maneiras escravizar a classe operária e o conjunto da população pobre não mede esforços para manter seu status quo.

É preciso colocar um freio nos desmandos dos patrões e, para isso, a mobilização das direções do movimento operário, tendo como linha de frente a CUT é mais do que necessário.

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Mensagem por E.R » 20 Nov 2022, 07:39

Esses empregos com carteira assinada e estabilidade são finitos, e quanto mais avança a tecnologia, esse tipo de emprego diminui. É uma tendência mundial e irreversível.

O que mais tem e vai ter cada vez mais são motoristas de carros de aplicativos, entregador de comida, entregador de outros tipos de produtos (como roupas, brinquedos e itens vendidos em supermercado - com o crescimento cada vez maior de compras de mercado por aplicativos), profissionais que consertam ar-condicionado, que consertam computadores, notebooks e celulares, que consertam a parte elétrica de residências, que consertam pias, chuveiros e vasos sanitários), professores de Educação Física que dão aulas particulares, etc, autônomos que trabalham sem carteira assinada.

Quem quiser ter um dinheiro quando estiver na terceira idade, vai ter que pagar previdência privada.

A visão que o Lula tem sobre profissionais sem carteira assinada, MEIs, é uma visão ultrapassada, parece que ele parou no tempo.

Claro que para um indivíduo é muito melhor ter aquele monte de direitos e garantias, mas para as empresas (não só as brasileiras, mas do mundo todo), inclusive empresas que apoiaram a candidatura do Lula (como alguns bancos) só interessa o lucro e elas não vão mudar sua visão só porque o Lula quer. Mais fácil uma empresa sair do país do que mudar sua visão (recentemente vimos a Uber acabando com o Uber Eats - e outras empresas podem fazer o mesmo com alguns serviços e produtos).

Além disso, é preciso falar da insegurança jurídica que existe no Brasil, com o STF e tribunais de primeira e segunda instância tomando decisões controversas e mudando o entendimento juridíco que havia sobre determinados assuntos do dia para a noite.
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Questões trabalhistas

Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Nov 2022, 07:58

NOTÍCIAS
DESEMPREGO
Quase 3 milhões estão procurando emprego há 2 anos
Um problema endêmico e estrutural na sociedade brasileira, é preciso reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais

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Um dos problemas estruturais do Brasil é o desemprego e os empregos informais, a maioria da população na atualidade está buscando emprego há mais de dois anos. Apesar da pandemia, o problema tem batido recordes nos últimos anos, 3 em cada 10 desempregados permanecem em busca de uma nova colocação profissional por mais de dois anos. Órgãos que medem o desemprego já criaram uma categoria para os que desistiram, os desalentados, porém esses continuam desempregados como os outros.

O desemprego tem sido um problema que assola os países não somente os atrasados, mas mesmo os imperialistas, pois com o aumento da especulação financeira e a degradação econômica, acaba se gerando um efeito cascata, com salários baixos e poucos consumidores.

Em todo território nacional, 44,5% dos desempregados estavam a quase um ano em busca de trabalho. Para 11,7%, a busca estava durando quase dois e para 2,6 milhões de desempregados, dois anos ou mais. Somente 16,6% estavam à procura de uma vaga há menos de um mês, segundo a pesquisa PNAD divulgada pelo IBGE.

Além do desemprego de quase 3 milhões de trabalhadores, um problema também endêmico é a taxa de informalidade no país (39,4%). Os maiores percentuais se localizam nas regiões Norte e Nordeste, cerca de 60% da população economicamente ativa, já Sul e Sudeste tem índices que giram em torno de 30%.

Dados do desemprego

A taxa de desemprego de mulheres é quase o dobro da no terceiro trimestre, mulheres: 11%) , homens: 6,9%. Para os pretos (11,1%) e pardos (10%), a coisa está acima da média, enquanto a dos brancos fica abaixo da média nacional (6,8%), também é quase o dobro do índice. A escolaridade também influi, ensino médio incompleto: 15,3%, superior completo: 4,1%, quase o triplo.

Como foi dito, o desemprego é um problema sério nos países atrasados, pois cria um exército de famintos e de pessoas sem perspectiva de vida. Para gerar mais emprego no país é preciso reduzir a jornada de trabalho para 35 horas semanais, para que todos trabalhem. A geração de empregos e a circulação maior de dinheiro aquece a economia e gera mais emprego. É preciso mexer no pagamento da dívida pública com os bancos também, pois isso estrangula o país que fica somente pagando dívida e não desenvolvendo sua indústria, que tem sido destruída em ritmo alarmante com o golpe de Estado de 2016 e a farsa da Lava Jato.

https://causaoperaria.org.br/2022/quase ... ha-2-anos/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 01 Dez 2022, 02:56

NOTÍCIAS
TERCEIRIZAÇÃO
As terceirização ataca direitos e divide os trabalhadores
A terceirização foi uma forma jurídica e política encontrada pelos patrões para atacar, ao mesmo tempo, o valor da força de trabalho e a organização sindical dos trabalhadores

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Logo após o golpe de Estado de 2016, o vice-presidente vampiro, Michel Temer, alçado ao status de presidente da República, conjuntamente com o reacionário Congresso Nacional, em 2017, aprovaram, a toque de caixa, a famigerada Lei da Terceirização, que se encontrava na gaveta desde o governo de FHC (PSDB), com o objetivo de atender os capitalistas e, logicamente prejudicar a classe trabalhadora.

Com essa lei, abriu-se a possibilidade de terceirização ampla e irrestrita sem as garantias reais e compensatória para os trabalhadores terceirizados. Além disso, a lei abriu a possibilidade das terceirizações em todas as atividades de uma empresa, ou seja, antes da lei as terceirizações só eram permitidas nas atividades-meio e, com o golpe da “nova” lei, ficou estabelecido que as empresas também poderiam terceirizar setores inteiros das suas atividades-fim. Traduzindo: os golpistas abriram as porteiras para terceirizar indiscriminadamente e, logicamente, por meio da superexploração dos trabalhadores aumentarem os seus lucros.

Um exemplo dessa maracutaia, feita pelos patrões, é o que vem acontecendo no Banco espanhol, em solo brasileiro, Santander. Os banqueiros golpistas do Santander abriram uma nova empresa, vinculada ao banco, mas com outro CNPJ, ou seja, uma empresa terceirizada, e transferiu trabalhadores bancários de departamentos inteiros, compulsoriamente, para essa nova empresa, transformando-os em terceirizados.

É ou não é um verdadeiro golpe na praça!?

Não há dúvida, para nós trabalhadores, que a terceirização foi uma forma jurídica e política encontrada pelos patrões para atacar, ao mesmo tempo, o valor da força de trabalho e a organização sindical dos trabalhadores, com vistas a diminuir, ainda mais, a sua capacidade de barganha.

Além de ser uma forma de rebaixamento salarial e retirada de direitos – os terceirizados, no caso da categoria bancária, por exemplo, não estão cobertos pela Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários – a terceirização divide os trabalhadores.

E é nesse sentido que as direções sindicais devem trabalhar no sentido de unificar, sobre uma mesma base, os trabalhadores contratados e terceirizados, impedindo a divisão nas categorias de trabalhadores, para que não haja um enfraquecimento sindical da luta.

É preciso fazer com que cada trabalhador compreenda que, o rebaixamento dos terceirizados é um esquema patronal, principalmente para atacar o trabalhador efetivo.

Para que se dê um primeiro passo nesse sentido, é necessário levantar, como uma das pautas mais fundamentais, que o contrato de trabalho dos efetivos seja aplica a todos os terceirizados.

Um outro passo, também de extrema importância, é a luta para que os terceirizados sejam encorajados a se filiaram no sindicato oficial, uma vez que os sindicatos deles são praticamente inexistentes e meras fachadas burocráticas criadas pelos patrões.

Por fim, é preciso que as organizações verdadeiramente de luta da classe trabalhadora, a Central Única do Trabalhadores (CUT), organizem uma campanha nacional pelo fim da terceirização em escala nacional.



https://causaoperaria.org.br/2022/as-te ... alhadores/
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Questões trabalhistas

Mensagem por Chapolin Gremista » 03 Dez 2022, 14:37

NOTÍCIAS
METALÚRGICOS
PR: montadora Stellantis deixa 210 trabalhadores sem emprego
É preciso sair do estado de letargia e ocupar as fábricas

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Parece que o final deste ano está sendo utilizado para deixar os metalúrgicos de sobreaviso no que se refere às demissões.

Na quinta-feira (01), a fábrica de motores da Stellantis, localizada em Campo Largo, cidade do Paraná, fechou as portas e deixou 210 trabalhadores sem emprego. A montadora está nesse local há 23 anos e, desde 2008, a Fiat é quem controlava a fábrica que produz motores. A partir de 2021, com a fusão da Fiat com a Citroën, Peugeot, Chrysler e Jeep, o novo grupo é quem a controlava.

Conforme informações da própria empresa, os motores das marcas serão todos produzidos na montadora de Betim, zona metropolitana de Minas Gerais.

Em novembro (01) a Stellantis afirmou que iria fazer a realocação de seus funcionários para outras unidades, e foi isso que aconteceu: os trabalhadores foram para o olho da rua.

Seguindo o exemplo
No início de 2021, a montadora Ford fechou suas fábricas aqui no País e deixou dezenas de milhares de operários sem emprego e, consequentemente, os familiares que dependem deles. Uma atitude reacionária da montadora que, sem dar nenhuma explicação, deu um pé no traseiro dos trabalhadores, foi embora e deixou-os na mão. Assim também fez a Audi, Mercedes Benz de Iracemápolis na cidade de São Paulo.

É preciso que o movimento sindical fique atento às atitudes perversas das multinacionais automobilísticas quanto aos brutais ataques a seus funcionários.

Em setembro, a Mercedes Benz, novamente, ameaçou de demissões mais de 3.600 trabalhadores, do total de 10.400, o equivalente a 35% do quadro de funcionários da montadora de São Bernardo do Campo.

Não às demissões
No momento em que a Ford foi embora e outras fábricas fecharam as portas, os sindicatos estavam em casa, de férias, com as portas das entidades fechadas e, até agora, não conseguiram sair do estado de letargia.

Naquele período, ainda se colocava como desculpa a pandemia da COVID-19, uma política mesmo assim equivocada. Agora, entretanto, não há desculpa para permanecerem nessa situação.

Agir!
Os patrões vêm se aproveitando da paralisia das direções dos sindicatos para, novamente, desferir mais um brutal ataque contra os trabalhadores.

É preciso mobilizar imediatamente os trabalhadores para barrar as demissões dos metalúrgicos da Stellantis, com o apoio da fábrica de Betim, ocupando suas instalações até que sejam revertidas as demissões.

Por fim, é preciso lutar pela proibição das demissões, pela divisão das horas de trabalho necessárias entre os empregados, reduzindo a jornada, sem reduzir os salários, dentre outras medidas emergenciais.

Para impulsionar essa luta é preciso criar em todo o País Comitês de Luta contra o desemprego, reunindo trabalhadores demitidos e empregados.



https://causaoperaria.org.br/2022/pr-mo ... m-emprego/
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Questões trabalhistas

Mensagem por Barbano » 06 Dez 2022, 10:04

Chapolin Gremista escreveu:
03 Dez 2022, 14:37
Não às demissões
No momento em que a Ford foi embora e outras fábricas fecharam as portas, os sindicatos estavam em casa, de férias, com as portas das entidades fechadas e, até agora, não conseguiram sair do estado de letargia.

Naquele período, ainda se colocava como desculpa a pandemia da COVID-19, uma política mesmo assim equivocada. Agora, entretanto, não há desculpa para permanecerem nessa situação.
Uai, e os sindicatos vão fazer o que se uma empresa decide encerrar as operações? Vai obrigar a empresa a continuar produzindo? :P

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Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Dez 2022, 17:49

Claro, e se puderem tomem a empresa pra si e a administrem democraticamente.

NOTÍCIAS
DEMISSÕES EM MASSA
Parasitas da Faria Lima realizam demissões nesta semana
Mais pessoas desempregadas à vista

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Empresas que valem mais de um bilhão de dólares e startups devem anunciar demissões durante esta semana depois de falharem na tentativa para conseguir mais capital.

A justificativa é que a alta de juros diminui a possibilidade de investimentos e, para as empresas de tecnologia, não há outra saída a não ser reduzir os custos para assegurar o funcionamento das startups.

Essa redução de custos tem como principal alvo os trabalhadores, que são os primeiros a sentirem o impacto desse cenário.

De acordo com relatos no LinkedIn, vários funcionários foram demitidos da empresa XP devido a uma “reestruturação” na corretora, que afirmou que não foi uma demissão em massa e que contratou mais de dois mil funcionários no começo do ano. No entanto, a previsão é de que mais pessoas deixem a empresa.

Tudo isso seria devido à situação macroeconômica, com o aumento de juros e as dúvidas com relação à rentabilidade da companhia. Os lucros da empresa caíram 36% na Nasdaq.

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Mensagem por Barbano » 07 Dez 2022, 08:33

Chapolin Gremista escreveu:
06 Dez 2022, 17:49
Claro, e se puderem tomem a empresa pra si e a administrem democraticamente.
Basta que comprem a empresa. Se estão fechando a unidade, devem ter o interesse de vender. Mas difícil ser um bom negócio. A Ford não iria encerrar a produção no Brasil se aquilo ainda fosse lucrativo.

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