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Mensagem por Chapolin Gremista » 11 Ago 2022, 22:04

R$ 2,8 milhões
Dallagnol é condenado a devolver dinheiro roubado pela Lava Jato
Ele e o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foram peças fundamentais na espoliação do País representada pela Lava Jato

ImagemDallagnol e Janot – Foto: Reprodução

O ex-procurador Deltan Dallagnol, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ex-procurador-chefe da Procuradoria da República no Paraná, João Vicente Beraldo Romão, terão de devolver mais de R$ 2,8 milhões aos cofres públicos por gastos realizados durante a criminosa Operação Java Jato.

A decisão é da Segunda Câmara do Tribunal de Contas da União (TCU). No ano passado, foi concluído que um modelo “benéfico e rentável” havia sido adotado pelo grupo, violando também o princípio de impessoalidade, conforme a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

“A opção adotada pela Procuradoria-Geral da República não representou o menor custo possível para os cofres públicos. Ao contrário, garantia aos procuradores participantes o auferimento de vultosas somas a título de diárias, sem que tenham sido minimamente analisadas alternativas mais interessantes sob a perspectiva do Estado”, afirmou o ministro Bruno Dias.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... lava-jato/
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Mensagem por Barbano » 12 Ago 2022, 11:18

Condenado pelo Bruno Dantas, que sozinho gastou mais de 350 mil em passagens só em 2022:

https://oantagonista.uol.com.br/brasil/ ... s-em-2022/

Bruno Dantas que é apadrinhado do Renan Calheiros. Aí a gente tem que ver esse rato chamando de ficha suja quem condenou um monte de corruptos:



Só não vê quem não quer que Moro e Deltan estão sendo retaliados pela classe política. Foram engolidos pelo sistema.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Ago 2022, 19:14

Folga
Ministro do TCU viaja a evento de 3 dias nas Maldivas e fica 9
Passagens e diárias pagas pelo TCU para que o ministro Walton Alencar Rodrigues participasse de um evento nas Maldivas custaram R$ 79,7 mil

ImagemWalton Alencar Rodrigues – Foto: TCU

─Brasil 247 ─ O Tribunal de Contas da União (TCU) pagou R$ 79.723,85 em passagens e diárias para que o ministro Walton Alencar Rodrigues participasse de um evento em Ukulhas, uma das ilhas das Maldivas, realizado entre os dias 4 e 6 de julho. Embora o evento durasse apenas três dias, o tribunal desembolsou o correspondente a oito diárias e meia pela viagem.

Segundo o Metrópoles, Walton Alencar recebeu R$ 29.069,34 em diárias. As passagens bancadas pelo TCU para que o ministro participasse da 21ª Assembleia do Grupo de Trabalho em Auditoria Ambiental (WGEA, na sigla em inglês), organizado pela Organização Internacional de Instituições Superiores de Fiscalização (Intosai), custaram R$ 50.654,51.

Ainda conforme a reportagem, “o ministro viajou para Ukulhas em 30 de junho, uma quinta-feira. Oficialmente, a assembleia começou apenas na segunda seguinte (4/7) e terminou na quarta (6/7). Walton Alencar voltou para o Brasil na sexta, dia 8”.

“O meio ambiente, tema da assembleia, tampouco figura na lista de unidades jurisdicionadas por Walton Alencar. No Tribunal de Contas da União, ele é responsável pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), das Comunicações (MCom) e da Educação (MEC)”, ressalta o Metrópoles.

Neste ano, além das Maldivas, Walton Alencar também viajou para Viena (Áustria), Paris (França), Tel Aviv (Israel), Lisboa (Portugal), Bissau (Guiné-Bissau) e Rio de Janeiro. No total, ele recebeu diárias que somam R$ 133.376,29.

Além do ministro Walton Alencar, outros dois servidores do TCU também participaram do evento. Dashiell Velasque da Costa e Hugo Chudyson Araújo Freire “ficaram dois dias a mais na ilha em relação ao ministro, de 30 de junho a 10 de julho, e receberam cerca de R$ 19 mil em diárias, cada”.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... %EF%BF%BC/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Ago 2022, 03:09

E o povo passando fome
Ministros do STF aprovam aumento do próprio salário para R$46 mil
Não foram eleitos por ninguém e cospem na cara da população, enquanto milhões de brasileiros não têm o que comer

ImagemEm plena crise econômica, ministros querem seus salários com reajuste de 18% – Foto: Reprodução

Enquanto a população brasileira vive uma de suas piores crises econômicas e sociais, com um salário mínimo defasado e a inflação em ritmo galopante, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, votaram em causa própria um reajuste salarial de 18%. A votação ocorreu nesta quarta-feira (10). Os salários dos ministros da corte saltarão de R$ 39 mil para R$ 46 mil.

Esse aumento absurdo irá ocasionar um “efeito cascata”, o qual elevará também os salários dos desembargadores e juízes pelo País afora. Servidores do poder Judiciário também receberão o aumento.

O projeto de lei elaborado pelos Ministros em causa própria irá agora para o Congresso, onde deverá ser analisado por deputados e senadores, os quais certamente, apesar de estarem sendo atacados pelo STF no seu papel de legislar, não se furtarão em novamente se unirem e atacar o erário, deixando o povo brasileiro ainda mais na pobreza, sem recursos e enfrentando essa crise de mãos vazias, dependendo apenas dos parcos benefícios do Governo Federal para sobreviver.

Esse aumento do judiciário fora proposto pela área técnica do Supremo, que se baseou nos estudos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho de Justiça Federal (CJF). A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), alegando perdas inflacionárias, havia elaborado um reajuste de 40%! A Corte, para se fazer parecer responsável, definiu que o novo aumento será implementado nos meses de abril e agosto de 2023, concluindo com mais duas parcelas em janeiro e julho de 2024.

Os ministros tiveram 16,3% de reajustes nos salários em 2018, causando um impacto de R$ 4 bilhões na folha de pagamento, segundo um estudo elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado Federal.

Além desse reajuste aberrante, os Ministros do Supremo discutem ainda um orçamento da Corte para o ano de 2023. Segundo seu relatório encaminhado para o gabinete da Presidência da República, o aumento de orçamento será de 10,9%. Os custos da mais alta Corte do Judiciário do País sairão de R$ 767 para R$ 851 milhões.

O Supremo Tribunal Federal vem construindo seu poder em detrimento de todos os outros poderes da República, avacalhando a cambaleante “democracia” brasileira, que nuca assegurou de fato os direitos democráticos da população. Esse órgão precisa ser denunciado, pois após o Golpe de Estado de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff (PT), ele vem intensificando as arbitrariedades contra o povo e seus poucos direitos democráticos, como a liberdade irrestrita de opinião. Prisões, censura e golpes são atributos característicos desse poder impopular e antidemocrático, pois ninguém elege seus ministros que governam até se aposentar compulsoriamente, dominando todo o sistema político e se interferindo em todos os órgãos da sociedade em prol da manutenção do poder da burguesia.

Para termos uma sociedade minimamente democrática, é preciso defender o fim do STF e a eleição de todos os juízes do País, com mandato revogável, sob controle da maioria da população, e sem esses salários com cifras astronômicas que apenas surrupiam os recursos da nação, enquanto o povo vive injustiçado, sem acesso ao básico e necessário para viver, sofrendo nas extensas filas para conseguir um parco auxílio social ou um pedaço de carne.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... a-r46-mil/
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Mensagem por E.R » 25 Ago 2022, 18:23

NOTÍCIAS
https://obastidor.com.br/justica/analis ... oraes-3940

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Faz mais de 48 horas que o país desconhece as razões que levaram o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a autorizar uma operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas.

Os nomes dos alvos foram divulgados oficiosa e amplamente; os crimes, e notadamente os fatos que permitiram a imputação desses crimes, não.

A decisão de Alexandre de Moraes segue sob sigilo - um sigilo sem explicação razoável.

Diante do pouco que se sabe acerca da operação, do padrão que se estabeleceu em casos semelhantes sob o comando de Alexandre de Moraes e da falta de transparência mínima sobre um caso de tamanho impacto, resta a forçosa conclusão, ainda que provisória, de que se trata de uma gambiarra legal com propósitos políticos.

A pretexto de se defender o estado democrático de direito, violam-se princípios que alicerçam o próprio estado democrático de direito.

A julgar pelas poucas informações disponíveis, a decisão do ministro Alexandre de Moraes solapou o devido processo legal e malferiu, mais uma vez, a liberdade de expressão.

A se acreditar em manifestação da Procuradoria-Geral da República enviada a Moraes ontem (quarta), a decisão do ministro fundamentou-se em reportagem do site Metrópoles - e tão somente nos fatos relatados pelo veículo.

A PGR não participou da operação, como determina a lei, e recebeu cópia da decisão do ministro na véspera das buscas.

Alexandre de Moraes, aparentemente, decretou medidas graves contra os empresários sem fundamentos suficientes para isso.

De acordo com a reportagem do Metrópoles, os empresários participavam de um grupo de WhatsApp. Nele, portanto num ambiente privado, falavam de política. Todos os citados são bolsonaristas. Falavam bem do Exército e mal do Supremo. E só. Os comentários reproduzidos por alguns desses empresários são reprováveis. Mas não são ilegais. As pessoas têm direito a expressar seus pontos de vista. Isso é especialmente importante quando se trata de conversas privadas. Vale para um grupo de WhatsApp, vale para uma mesa de bar.

Poucas ideias são historicamente tão ruins quanto a ideia de tentar controlar ideias. A conclusão lógica são tribunais da verdade, nos quais a liberdade de expressão resta apenas como slogan a serviço da censura.

Após a controvérsia causada pela decisão de Alexandre de Moraes, fontes ligadas a ele tentaram vender a ideia de que o ministro não se fundamentou apenas na reportagem do Metrópoles e que, ademais, buscava impedir o financiamento de atos antidemocráticos.

Dois ministros disseram que a operação teve caráter preventivo.

Os nomes dos empresários já estão na praça.Sofreram buscas em suas casas, foram obrigados a depor, tiveram contas em redes sociais bloqueadas e, consta, também houve bloqueio de contas bancárias. Tantas medidas restritivas precisam estar muito bem fundamentadas.

Torna-se necessário redobrar a cobrança por evidências em virtude da ausência delas nos últimos anos. Desde a gambiarra inicial, em 2019, com a criação do inquérito das fake news, uma aberração jurídica que ainda assombrará a Suprema Corte nos próximos anos, sobraram adjetivos alarmantes nessas investigações. E faltaram provas.

A gambiarra do inquérito das fake news provocou outra, com a criação do inquérito das milícias digitais. Este está em curso há mais de um ano e nada produziu. A aparente violação ao devido processo legal é múltipla: não se explica por que Alexandre de Moraes é o juiz competente para o inquérito, a não ser se recorrendo à gambiarra anterior; não se explica por que o Supremo teria a prerrogativa de tocar esse inquérito; não se esclarece por que o Ministério Público, titular da ação penal, virou plateia; enfim, não há informações nítidas sobre os fatos apurados, os crimes sob suspeita e os autores desses crimes.

A falta de informações concretas - de fatos - sempre é justificada como uma medida para proteger as investigações. É o que acontece agora. Diz o gabinete de Moraes sobre a necessidade de segredo da decisão: "O sigilo somente será levantado quando não houver mais risco de prejuízo à investigação e ao cruzamento de dados".

Parece uma justificativa razoável. Não é. Não seria em face apenas desse caso; faz menos sentido ainda diante do histórico das gambiarras nesses processos. Que prejuízo pode ocorrer à investigação no caso de vir a público a decisão que a fundamentou ? Uma vez deflagrada a operação, seus alvos, por definição, tomam conhecimento dela. A capacidade deles de causar embaraço às apurações é severamente reduzida. Possíveis integrantes da mesma organização criminosa, cuja atuação seja desconhecida das autoridades, podem sumir. Qualquer investigador, seja da Polícia Federal, seja do Ministério Público, sabe perfeitamente disso.

A perda do elemento surpresa, assim como a capacidade de dissuasão da operação, integram o cálculo de quaisquer investigadores. Examinar extratos bancários e dados telemáticos (como informações contidas num celular) em nada afeta a publicidade da decisão judicial que autorizou esse exame. Sobretudo quando a existência da operação e os nomes dos alvos já são de domínio público.

A permanência prolongada de segredos substantivos em casos notórios, nos quais haja medidas ostensivas, como no de terça, sugere uma operação permanente de inteligência, e não uma investigação criminal. Pela evidente violação constitucional que isso representaria, certamente não é o caso das investigações tocadas por Alexandre de Moraes.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 26 Ago 2022, 08:52

Mais uma para os amigos repetirem essa frase mentalmente: ''não aguento mais concordar com o PCO''



NOTÍCIAS
Arbitrariedades
Perseguição aos empresários bolsonaristas é pretexto à censura
Não podemos aplaudir esse tipo de arbitrariedade, temos que defender princípios

ImagemTemos ainda mais um episódio da cruzada contra os direitos democráticos – Foto: Reprodução

Na última terça-feira (23), a Polícia Federal, sob mandato do Supremo Tribunal Federal, cumpriu mandados de busca contra empresários que, em um grupo no WhatsApp, teriam defendido um golpe de Estado no Brasil caso Lula vença as eleições deste ano.

A decisão de Moraes tem como base um pedido da Polícia Federal no âmbito do Inquérito das Milícias Digitais que mira, supostamente, organizações responsáveis pela disseminação de fake news, bem como supostos ataques às “instituições democráticas do estado de direito”.

O direito medieval dos tribunais

Segundo a própria Polícia Federal, justificando sua atuação, os empresários estariam enquadrados no crime previsto no artigo 359-L no Código Processo Penal, que diz:

“Tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”, diz trecho do artigo citado pela PF.

Todavia, qual teria sido a ameaça grave dos empresários? Fundamentalmente, eles apenas expuseram as suas opiniões, não cometeram nenhum crime concreto. Pois, uma coisa é pegar em armas e ameaçar fechar, de maneira física, determinado poder constitucional. Outra, completamente diferente, é expor bravatas em uma rede social que é, inclusive, fechada.

Antes, é uma acusação que se baseia nos crimes de opinião que, sustentados sobre o argumento da “intenção”, procuram criminalizar as próprias palavras. Todavia, como determinar, de maneira concreta, determinada intenção? Simplesmente impossível, o que, por sua vez, abre o espaço para que o que valha seja a interpretação de determinado juiz.

É exatamente a mesma coisa que os chamados “crimes de ódio”. São acusações baseadas na intenção que determinado elemento tinha ao expor determinada opinião. Algo que, segundo essa doutrina jurídica medieval, influenciaria, incitaria as pessoas a tomarem medidas odiosas contra outros.

Mais uma vez, como determinar o que engendrou determinado comportamento? A psiquê humana é profundamente complexa ao ponto de que é afetada por processos intangíveis ao ser humano. Nesse sentido, são acusações, também, subjetivas.

Ninguém pode ser condenado ou investigado porque conversou com outras pessoas a respeito de determinados assuntos, principalmente em um grupo privado. Finalmente, falar não é crime e, nesse sentido, falar sobre golpe não é o mesmo que tentar um golpe.

A imprensa burguesa tenta frear Moraes

Segundo apuração da Folha de S. Paulo, a decisão de Alexandre de Moraes, que atendeu ao pedido da Polícia Federal, teve como única prova – assim como o processo da PF – uma reportagem do jornal Metrópoles que denunciava as mensagens.

“Nenhuma outra diligência preliminar foi realizada antes de o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) autorizar as medidas de busca e apreensão”, escreve a Folha.

Além disso, o mesmo jornal reproduziu a opinião de “advogados consultados” que dizem que veem a operação de Moraes “com ressalvas”.

“A menos que haja maiores elementos ainda não divulgados, avalio as medidas determinadas pelo ministro Alexandre como excessivas. Penso que seria suficiente, como ponto de início, a tomada de depoimento dos envolvidos”, diz a advogada Raquel Lima Scalcon, professora de direito penal da FGV Direito SP.

Até mesmo Marco Aurélio Mello, ex-ministro do STF, criticou, nesta quarta-feira (24), a operação em questão. Segundo o ex-decano, “Eu achei muito perigoso [a operação] e não atende aos interesses nacionais”.

Ou seja, a própria burguesia, por meio da imprensa burguesa, critica o que considera como “ativismo judicial” por parte de Moraes no caso dos empresários, assim como o fez à época da inclusão do PCO no Inquérito das Fake News. Em outras palavras, procuram colocar um freio na atuação de Moraes que pode, inclusive, se voltar contra alguns setores da própria burguesia como ocorreu com Trump, nos Estados Unidos, por exemplo.

Um expediente autoritário contra a esquerda

A política da burguesia de comer pelas beiradas é consagrada e, nos últimos meses, tem sido muito bem sucedida no sentido de se aproximar de seu alvo final: a esquerda.

Em relação aos crimes de opinião, especificamente, vemos uma investida cada vez mais agressiva aos direitos democráticos do povo. O que começou como ataques a figuras bolsonaristas isoladas, como Daniel Silveira e Allan dos Santos, tornou-se um inquérito que bloqueou todas as redes sociais do Partido da Causa Operária (PCO) e, agora, ameaça a própria legalidade do Partido.

Por esse ângulo, a operação do STF contra tais empresários bolsonaristas é ainda mais um episódio da incursão do judiciário aos direitos democráticos que, inevitavelmente, vai se voltar contra a esquerda. E mais: tem como objetivo final a candidatura de Lula para que o golpe de Estado se aprofunde no Brasil.

No final, não adianta aplaudir ilegalidades simplesmente porque estão sendo cometidas contra nossos adversários políticos. É preciso se ater a princípios, princípios que, no caso do marxismo, são completamente avessos à censura e, de maneira geral, a todos os ataques contra as liberdades individuais do povo.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 28 Ago 2022, 05:28

NOTÍCIAS
Cartas marcadas
As eleições nas mãos do judiciário
A democracia estaria salva com atuação única dos ministros do STF na defesa de equipamentos eletrônicos com amplo apoio da mesma imprensa burguesa que apoiou o golpe de 2016

ImagemGuardiões da democracia – Reprodução

A luta do Supremo Tribunal Federal (STF) pela suposta democracia tem ganhado grande destaque na imprensa tradicional burguesa, nas últimas semanas aconteceram pelo menos três acontecimentos que ilustram bem a política dos ministros da instituição. Primeiro, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, declarou no recebimento da denominada nova carta pela democracia que a “agressão às urnas eletrônicas é um ataque ao voto dos mais pobres”. Depois, a nova presidente do STF, ministra Rosa Weber, declarou que, “nesses tempos tumultuados”, defenderá “a soberania da Constituição e do regime democrático”. E por último, a posse do novo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, que comanda a operação de combate das chamadas fake news contra as urnas eletrônicas, recebeu autoridades estado de todo de país, bem como, do atual e ex-presidentes.

É importante destacar que o ministro Edson Fachin votou contra o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente Lula no processo da operação Lava-jato, uma farsa comandada pelo imperialismo por meio de seus serviçais Sérgio Moro e Deltan Dallagnol. Em áudio vazado de grupo do Telegram, Deltan Dallagnol disse ter conversado com o ministro e comemorou “Aha uhu o Fachin é nosso”. E não foi a única vez que Dallagnol comemorou e tampouco foi com o mesmo ministro do STF, em outra oportunidade escreveu a Sérgio Moro “in Fux we trust” (no Fux nós confiamos).

Outro destaque é compromisso da ministra Rosa Weber com a defesa da democracia. Vale recordar que Rosa Weber inaugurou a condenação ao estilo que ficou conhecido pela acusação Deltan Dallagnol ao ex-presidente Lula “Não tenho provas, mas tenho convicção”. Na operação do Mensalão que teve como protagonista o juiz identitário Joaquim Barbosa na busca de legitimar a farsa dirigida contra o governo Lula, a ministra Rosa Weber condenou o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, declarando que não tinha provas e destacando que a literatura jurídica permitia. Weber também proibiu a presidenta Dilma Rousseff de denunciar o impeachment fraudulento em curso no Brasil na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

Por último destacamos o ministro Alexandre de Moraes que tem sido tratado, incluso pela esquerda, como combatente do fascismo, uma vez que cassou o mandato e condenou arbitrariamente o deputado federal, Daniel Silveira, a 8 anos de prisão por ofender os ministros e supostamente ameaçar o STF com golpe. As instituições da justiça têm intensificado a política de cassar mandatos eleitos com voto popular e também de impugnar candidaturas nas eleições, o deputado federal assim como o PCO até o momento não pode acessar o fundo eleitoral para sua campanha. O ex-presidente Lula também teve sua candidatura impedida pelo STF em 2018 sem qualquer base legal, naquele momento Lula liderava as pesquisas com possibilidade de vitória no primeiro turno e poderia concorrer sub judice, sua retirada do processo eleitoral garantiu a vitória de Bolsonaro que o STF diz combater. Para a esquerda que acredita que o ministro Alexandre de Moraes combate Bolsonaro e que sua política favorece Lula, vale dizer que o ministro teve vídeo divulgado pela Veja onde chama o ex-presidente de ladrão e o PT de organização criminosa, outro ponto se trata do banimento de todas as contas do PCO em redes sociais que somavam mais de meio milhão de seguidores às vésperas das eleições.

Neste momento, o ministro Alexandre Moraes, tem comandado expedições de mandados de busca e apreensão inconstitucionais contra empresários bolsonaristas, que supostamente estariam organizando um golpe contra o ex-presidente Lula por meio de WhatsApp, a operação tem como base prints e reportagens. A supressão dos direitos democráticos tem sido a marca da operação das fake news como destacado no caso Daniel Silveira e foi também a marca da operação Lava-jato contra o ex-presidente Lula, o STF chegou a ser impedir sua nomeação como ministro no governo Dilma sem prerrogativa legal para isso e manteve sua prisão ilegal em segunda instância.

Assim a democracia estaria salva com atuação única dos ministros do STF, que tem suprimido direitos democráticos como a presunção de inocência e também as liberdades democráticas como a liberdade de expressão, na defesa de equipamentos eletrônicos, com amplo apoio da mesma imprensa burguesa que apoiou o golpe de 2016 no país e todas ilegalidades desde a farsa do Mensalão.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 29 Ago 2022, 19:00

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Mensagem por E.R » 29 Ago 2022, 19:09

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Mensagem por E.R » 31 Ago 2022, 02:05

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Mensagem por Barbano » 31 Ago 2022, 17:16

O PCO é coerente nisso. Não dá para criticar os excessos de Moro e passar pano para os do Moraes, como faz hoje a maior parte da esquerda. E também não dá pra fazer o o oposto, como faz boa parte da direita. Nesse caso dos empresários o Moraes foi sim autoritário, e excedeu os limites legais. Essa thread detalha bem:



É importante sim agir pelo bem do Estado Democrático. Mas isso só é garantido seguindo à risca os preceitos legais.
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Mensagem por E.R » 31 Ago 2022, 17:41

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Mensagem por Chapolin Gremista » 01 Set 2022, 06:54

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Mensagem por Chapolin Gremista » 02 Set 2022, 02:42

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Mensagem por Chapolin Gremista » 04 Set 2022, 09:44

NOTÍCIAS
CNJ
Judiciário custou R$ 103,9 bilhões aos cofres públicos em 2021
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, valor ainda foi 5,6% menor que em 2020

ImagemOs gastos com pessoal consumiram 91,5% do orçamento – Reprodução

Segundo o relatório Justiça em Números, divulgado na quinta-feira, 1, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário custou R$ 103,9 bilhões aos cofres públicos em 2021.

Os gastos com pessoal consumiram 91,5% do orçamento. O custo pelo serviço de justiça foi de R$ 489,91 por habitante, segundo o documento. Os tribunais receberam 27,7 milhões novos processos, um aumento de 10,4%.

Cada magistrado decidiu em média 15 mil ações, ainda assim, a justiça terminou o ano de 2021 com 77,3 milhões de processos aguardando uma solução definitiva.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... s-em-2021/
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E.R
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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