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Mensagem por E.R » 19 Jun 2022, 21:11

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Vírus que veio daquele país e abstenções à serviço da esquerda.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Jun 2022, 21:30

É porque ele já gastou suas bombas com Somália, Síria e Iraque.

Nem a propaganda esconde
A situação calamitosa das Forças Armadas ucranianas
Entrevista revela real situação das forças da Ucrânia, desmentindo propaganda imperialista

ImagemSucesso da operação russa é maior do que as farsas da imprensa imperialista – Foto: Reprodução

Nas últimas semanas, ainda mais uma farsa referente à operação especial russa na Ucrânia caiu por terra. A imprensa imperialista admitiu, de maneira generalizada, que as forças armadas ucranianas e, portanto, o regime político ucraniano, estão entrando em uma profunda crise. Mais precisamente, em uma fase de decomposição acentuada.

O Washington Post, jornal imperialista que, por definição, é partidário do governo de Zelensky no conflito, publicou, há algumas semanas, uma longa reportagem contendo uma entrevista com comandantes ucranianos. Na ocasião, os oficiais afirmaram que a situação no front é desesperadora para as forças da Ucrânia.

Encurralados, “esperando para morrer”

O artigo do Post é cru. Os entrevistados afirmam que os soldados ucranianos não têm armas, estão completamente encurralados. Frequentemente, estão sem comida, sem água e, em decorrência deste quadro, desertaram suas posições.

“Nós atiramos 30 balas, e então eles disseram, ‘Vocês não podem ter mais; é muito caro’”, afirmou Serhi Lapko, comandante do 5° Batalhão Separado de Rifle que, em decorrência de mortes, deserções e ferimentos, diminuiu de 120 pessoas para 54.

O improviso foi tamanho que, segundo Lapko, seu batalhão foi informado de que faria parte da terceira linha de defesa no conflito. Entretanto, foram ordenados a atuarem no front da guerra.

“A situação é controlável, mas difícil […] E quando a artilharia pesada é usada contra nós, nós não temos nada com que trabalhar. Estamos desamparados”, disse ao jornal Vitaliy Khrus, 1° Tenente de Lapko.

As declarações de ambos os soldados se mostram ainda mais factuais quando levado em consideração que, segundo o próprio Washington Post, eles foram presos pelo Serviço de Inteligência Ucraniana horas após concederem sua entrevista ao jornal.

A imprensa imperialista esconde a sua própria farsa

É interessante notar que, no artigo publicado no Washington Post, o jornal atribui a farsa da superioridade do exército ucraniano sobre o russo ao governo Zelensky. Por esse lado, esconde que desde o começo do conflito fabricou um universo paralelo no que diz respeito aos acontecimentos no front da guerra.

Entretanto, a contragosto da burguesia, a realidade material se impõe sobre a farsa que é a imprensa capitalista. Desde o princípio, fabricaram “notícias” que, com o passar do tempo, não conseguem sustentar a sua própria frente ao imponente avanço russo na região.

O avanço russo é certo

As autoridades russas afirmaram que deram conta da cidade de Severodonetsk. Resta apenas um pequeno contingente de soldados nos subúrbios que, por sua vez, foram intimados pelas forças armadas russas a se renderem.

Ao mesmo tempo, perto da vila de Shirukaya Dacha, na região de Dnipropetrovsk, mísseis russos atacaram um posto de comando de tropas ucranianas. Ademais, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, o tenente-general Igor Konashenkov, este ataque resultou na morte de dezenas de generais e oficiais das forças da Ucrânia.

“Como resultado do ataque, mais de 50 generais e oficiais das Forças Armadas da Ucrânia foram destruídos, incluindo o Estado-Maior, o comando do grupo de tropas Kakhovka, tropas de assalto aéreo e formações que operam nas direções Nikolaev e Zaporozhye”, disse o general.

O exército russo, de uma maneira lenta, porém sistemática, está tomando conta de toda a a parte Leste, onde a população se declarou independente da Ucrânia. Nesse sentido, a região de Lugansk e, como um todo, do Donbass, está quase que inteiramente liberta das garras dos exércitos nazistas ucranianos. Após oito anos de genocídio, o povo da região separatista pode, finalmente, obter um recomeço em suas vidas.

O imperialismo usa a vida dos ucranianos para seus próprios interesses

De uma vez por todas, fica claro que toda a propaganda da imprensa imperialista de que a Ucrânia estaria vencendo a guerra revela-se uma farsa. A situação no país está se mostrando cada vez mais delicada aos ucranianos que, até o momento, são enviados à morte certa, como denunciaram Khrus e Lapko.

Finalmente, estão sacrificando milhares e milhares de pessoas que não têm condições de reagir. Estão sendo obrigadas a enfrentar um exército muito superior apenas, e somente, com objetivos de propaganda pró-imperialista.

Deve ficar claro que todo esse panorama é resultado direto da política que é guiada pelos Estados Unidos, política que consiste, basicamente, em usar as tropas ucranianas como bucha de canhão para retardar os russos, fabricando, assim uma situação de resistência da população que, na realidade, não existe. De fato, serve como instrumento de propaganda política contra os russos.

Há muitas declarações de que absolutamente nenhum setor da população dos lugares libertados pelas tropas russas quer, efetivamente, pertencer à Ucrânia nunca mais. Temos aqui ainda mais um resultado do quadro causado pelo golpe de estado de 2014 orquestrado pelo imperialismo e pela ação das milícias nazistas ucranianas na região do Donbass.

Acima de qualquer outra força opressora em todo o mundo, a tamanha brutalidade do imperialismo se impõe. Assim como argumentaram Lênin e Trótski, o imperialismo é e, até a sua derrocada, sempre será o maior inimigo dos trabalhadores e de suas organizações em todo o mundo.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... cranianas/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Jun 2022, 21:56

1ª vez da esquerda
Gustavo Petro é o novo presidente da Colômbia
Com sufoco, candidato do Pacto Histórico venceu o segundo turno contra o direitista Rodolfo Hernández

ImagemPresidente Gustavo petro e sua vice Francia Márquez – Reprodução

O segundo turno das eleições da Colômbia ocorreram hoje, 19, e Gustavo Petro e Francia Márquez, candidatos do Pacto Histórico, derrotaram, com 50,88% dos votos, Rodolfo Hernández e Marelen Castillo, da chapa de direita Liga Anticorrupção, que teve 46,85%, num cenário com 94,57% das urnas apuradas.

“Hoje é um dia de festa para o povo. Que festeje a primeira vitória popular. Que tantos sofrimentos sejam absorvidos pela alegria que hoje inunda o coração da pátria. Essa vitória é para Deus e para o povo e sua história. Hoje é o dia das ruas e das praças”. Declarou o novo presidente.

Na próxima terça-feira, 21, será feita uma recontagem dos votos,para que seja dado o resultado oficial. O novo presidente deverá assumir seu cargo em 7 de agosto deste ano

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... -colombia/
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Mensagem por JF CH » 20 Jun 2022, 13:01

Beiçola presidente da Colômbia.
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Usuário do Mês de Outubro/2016, Janeiro/2018, Maio/2019, Janeiro/2020 e Setembro/2020

F42 escreveu:
18 Abr 2021, 21:26
com todo o perdão da palavra e com toda a certeza que eu serei punido, piada é a cabeça da minha piroca! porra mano, eu tive que adicionar seu nome como "pseudo" pré candidato a moderação lá no datafórum e você agora fala que é piada? o que vc tem na sua cabeça, mano?
piadaitaliano/

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Mensagem por E.R » 20 Jun 2022, 16:56

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Mensagem por Chapolin Gremista » 20 Jun 2022, 20:27

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Mensagem por Chapolin Gremista » 21 Jun 2022, 15:12

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Mensagem por E.R » 21 Jun 2022, 19:19

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Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Jun 2022, 22:35

Viagens de Maduro
Crise do imperialismo na Eurásia alivia tensões na Venezuela
Presidente venezuelano sai em viagem, visita 5 países além do Irã, demonstrando protagonismo. O bloqueio dos imperialistas perde força com o atoleiro ucraniano.

ImagemNicolas Maduro no seu encontro com o Xá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, em 2015. – Foto: Gospel News/ Site:Flickr.com

Alguns partidos de esquerda no Brasil prontamente acusaram a Rússia de ser uma ameaça à segurança internacional e um estado imperialista, condenando implacavelmente sua atuação na Ucrânia. Só que simultaneamente estados oprimidos durante anos pelos imperialistas, como Irã, Venezuela, Nicarágua ou Cuba tem conseguido ter maior liberdade de ação para buscar uma vida melhor para suas populações, aproveitando a situação gerada pelo conflito na Ucrânia e o esforço imperialista para prolongar os combates sem levar em conta os danos provocados.

Um claro exemplo disse é a Venezuela. Tanto que o seu presidente, Nicolas Maduro, realizou um tour internacional do dia 7 ao dia 18 de junho por seis países localizado na África e no Oriente Médio, possibilitando um protagonismo ao seu país que não alcançava deste o falecimento de Hugo Chaves.

A primeira etapa da viagem foi na Turquia onde ele encontrou com o presidente Recep Tayyvp Erdogan. Um dos vários Estados que não participaram da farsa de Juan Guaidó como presidente da Venezuela. A viagem permitiu a assinatura de acordos bilaterais referentes a agricultura, ao turismo e às relações financeiras e visa estimular os investimentos turcos no país sul-americano. Foi a segunda vez que Nicolas Maduro visitou Ancara. A primeira vez foi em julho de 2018. Outra comprovação do alinhamento entre os dois estados é a Turquia, ainda que seja da OTAN, como a Venezuela não adotou as sanções contra a Rússia. O Chefe-de-Estado Turco se comprometeu a retribuir a visita este ano como ocorreu em 2018.

A segunda escala foi em Argel, capital da Argélia, onde foi anunciada a criação de uma companhia aérea para realizar vôos entre as duas capitais pelo presidente argelino Abdelmadjid Tebboune na entrevista coletiva. Maduro aproveitou pela elogiar a posição firme do Argélia na “defesa dos direitos do povo saharaui”, uma referência pela independência do Saara Ocidental dominado pelo Marrocos com o apoio espanhol, a questão da Palestina e destacou a necessidade de eleições na Líbia.

Em seguida, no sábado, dia 11 de junho, o Chefe de Estado venezuelano chegou à capital do Irã, Teerã para se reunir tanto com o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, e com o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, uma grande honra do Estado Iraniano que o presidente Lula recebeu. Maduro já tinha recebido esta honra em 2015 na primeira visita ao estado persa.

Esta visita confirmou as relações estreitas entre os dois estados visto que foi assinado um acordo de cooperação de 20 anos nos âmbitos político, econômico, turístico, petroleiro e petroquímico entre outros. No anúncio da assinatura do acordo, Maduro citou o apoio iraniano para ampliação das áreas cultiváveis na Venezuela e o Banco de Desenvolvimento Irã-Venezuela. Os mandatários aproveitaram também para assistir o lançamento de um navio petroleiro construído no Irã para ser entregue a Caracas.

O Xá Ali Khamenei ressaltou que a resistência é a forma de lidar com a pressão dos Estados Unidos da América e que o sucesso do Irã e a Venezuela foi de “resistir e resistir”. Em um comunicado publicado no seu site oficial salientou-se que “a República Islâmica do Irã mostra que assume riscos em tempos de perigo e pega as mãos de seus amigos”

O giro internacional de Maduro progrediu em direção ao sol nascente. Em 13 de julho. visitou o Kuwait pela primeira vez. Um dos primeiros compromissos foi a reunião com o Príncipe-Herdeiro, Salah al Jaled. Na saída do encontro, o regente sul-americano destacou uma medida que confirmava uns dos objetivos da comitiva, a criação de uma comissão mista para o fortalecimento da Opep, e da Opep+ e o convite para investimentos kuwaitianos no país caribenho.

Dia 13 de junho, ele parou na futura sede da Copa do Mundo deste ano, o Catar e no dia seguinte se reuniu com o emir, chefe de estado e monarca do estado árabe, Tamm bin Hamad al Thani.. Esta é a terceira visita oficial o país que se retirou da Opep em 2019 sendo o maior exportador de gás liquefeito e com a terceira maior reserva de gás natural. Foi anunciada a abertura de uma linha aérea entre os dois estados somando as anunciadas com Argel, capital da Argélia e Teerã, Capital do Irã.

O último país visitado foi o Azerbaijão às margens do Mar Cáspio, o maior lago de águas salgadas do Mundo. Foi a terceira visita ao estado caucasiano realizada por Maduro como Chefe de Estado.

Devido a constatação que alguns componentes da comitiva testaram positivos para a Covid, as reuniões foram virtuais. Tal fato não impediu que o presidente Nicolas Maduro realizasse as homenagens habituais que os chefes de estados cumprem em visita oficiais ao estado azeri como a ida a Avenida dos Mártires e colocação da coroa de flores no monumento à Heydar Aliyev, mandatário do país de 1993 à 2003 e pai do presidente atual Ilham Aliyev.

Os temas da reunião entre os dois chefes de estado foram a necessidade da ampliação da cooperação ente os países, o fortalecimento da Opep+, uma aliança da Opep com outros dez grandes produtores entre eles a Rússia, o México e o próprio Azerbaijão, e o apoio venezuelano a integridade territorial do Azerbaijão e a extensão por mais um ano do presidente Aliyev como Secretário-Geral do Movimento dos Países Não Alinhados, fórum internacional com 120 estados que surgiu em 1955.

Nas suas postagens no Twitter, ilustradas por fotos dos locais visitados, o mandatário venezuelano tem citado a importância das visitas e as possibilidades de desenvolvimento sociais e econômicos para o povo venezuelano advindos delas

Em todas as visitas Nicolas Maduro ressaltou como foi necessário estabelecer uma economia de guerra contra as sanções ilegais contra o povo venezuelano e necessidade de fortalecer um sistema internacional multipolar, um claro posicionamento anti-imperialista.

Não há dúvida que ele se aproveitou do enfraquecimento do imperialismo, desgastado pelo esforço de enviar armas e mercenários para Ucrânia de tentativa de desestabilizar o governo de Putin.

A visita a cinco estados exportadores de gás natural e petróleo, três pertencentes a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), assim como a própria Venezuela, indica o esforço de articular uma ação conjunta em um momento que os estados imperialistas e aliados escolheram abrir mão da produção russa como forma de pressionar o Putin, mas continuam precisando suprir suas necessidades energéticas.

O exemplo da Venezuela mostra a importância de garantir a soberania nacional sobre o petróleo. Um caminho estabelecido em 1976 quando foi criada a Petróleos de Venezuela (PDVSA), a empresa estatal Venezuela e reafirmado em maio de 2007 quando presidente Hugo Chávez nacionalizou a faixa petrolífera do Orinoco.

O controle venezuelano sobre esta “comodity” fundamental para a sociedade contemporânea força o imperialismo a procurar um acordo de fornecimento com Maduro, ainda que não reconheça a sua vitória nas eleições de 2018 e o acusa, de maneira farsesca através do departamento de justiça estadunidense em março de 2020, “narcoterrorismo”, narcotráfico e porte de armas, entre outros.

Assim no dia 8 de março deste ano, uma comitiva estadunidense foi a Caracas. O porta voz da Casa Branca Jens Esaki na época declarou que “o propósito da viagem dos funcionários do governo americano foi discutir uma variedade de temas que incluem certamente energia, segurança energética”.

Em maio, o governo estadunidense autorizou que a empresa Chevron negocie os termos para renovar a sua licença de produção na Venezuela, ainda que só para venda no mercado local. Em junho foi anunciado que as empresas petrolíferas italiana Eni e espanhola Repsol estavam autorizadas por Washington a exportar o petróleo venezuelano para a Europa sem correr o risco de penalização. Mais concessões devem ser anunciadas nas próximas semanas porque o preço do petróleo continua subindo nas bolsas internacionais.

A tragédia desta situação é que o imperialismo impedindo que o fantoche ucraniano realize um acordo com o Presidente Russo e obrigando que o povo ucraniano continue sofrendo com os bombardeios e destruição das suas cidades e servindo de escudos humanos para as milicias neonazistas.

Todavia um outro ponto deve ser destacado para o povo brasileiro e em especial para a classe trabalhadora. A importância que a Petrobras continue sobre o controle nacional para garantir o seu papel de indutora do desenvolvimento socioeconômico brasileiro. A luta para garantir deve inclusive procurar reduzir ou até eliminar a participação acionária de estrangeiros de modo a incrementar sua liberdade de ação sem depender dos “humores” do mercado financeiro. Ainda mais no momento que Bolsonaro faz um jogo de cena com objetivo eleitoral depois de três anos e meio de aumentos dos combustíveis atrelados à moeda estadunidense. Para esta luta somente a vitória de Lula interessa.

Alguns partidos de esquerda no Brasil prontamente acusaram a Rússia de ser uma ameaça à segurança internacional e um estado imperialista, condenando implacavelmente sua atuação na Ucrânia. Só que simultaneamente estados oprimidos durante anos pelos imperialistas, como Irã, Venezuela, Nicarágua ou Cuba tem conseguido ter maior liberdade de ação para buscar uma vida melhor para suas populações, aproveitando a situação gerada pelo conflito na Ucrânia e o esforço imperialista para prolongar os combates sem levar em conta os danos provocados.

Um claro exemplo disse é a Venezuela. Tanto que o seu presidente, Nicolas Maduro, realizou um tour internacional do dia 7 ao dia 18 de junho por seis países localizado na África e no Oriente Médio, possibilitando um protagonismo ao seu país que não alcançava deste o falecimento de Hugo Chaves.

A primeira etapa da viagem foi na Turquia onde ele encontrou com o presidente Recep Tayyvp Erdogan. Um dos vários Estados que não participaram da farsa de Juan Guaidó como presidente da Venezuela. A viagem permitiu a assinatura de acordos bilaterais referentes a agricultura, ao turismo e às relações financeiras e visa estimular os investimentos turcos no país sul-americano. Foi a segunda vez que Nicolas Maduro visitou Ancara. A primeira vez foi em julho de 2018. Outra comprovação do alinhamento entre os dois estados é a Turquia, ainda que seja da OTAN, como a Venezuela não adotou as sanções contra a Rússia. O Chefe-de-Estado Turco se comprometeu a retribuir a visita este ano como ocorreu em 2018.

A segunda escala foi em Argel, capital da Argélia, onde foi anunciada a criação de uma companhia aérea para realizar vôos entre as duas capitais pelo presidente argelino Abdelmadjid Tebboune na entrevista coletiva. Maduro aproveitou pela elogiar a posição firme do Argélia na “defesa dos direitos do povo saharaui”, uma referência pela independência do Saara Ocidental dominado pelo Marrocos com o apoio espanhol, a questão da Palestina e destacou a necessidade de eleições na Líbia.

Em seguida, no sábado, dia 11 de junho, o Chefe de Estado venezuelano chegou à capital do Irã, Teerã para se reunir tanto com o presidente iraniano, Ebrahim Raisi, e com o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, uma grande honra do Estado Iraniano que o presidente Lula recebeu. Maduro já tinha recebido esta honra em 2015 na primeira visita ao estado persa.

Esta visita confirmou as relações estreitas entre os dois estados visto que foi assinado um acordo de cooperação de 20 anos nos âmbitos político, econômico, turístico, petroleiro e petroquímico entre outros. No anúncio da assinatura do acordo, Maduro citou o apoio iraniano para ampliação das áreas cultiváveis na Venezuela e o Banco de Desenvolvimento Irã-Venezuela. Os mandatários aproveitaram também para assistir o lançamento de um navio petroleiro construído no Irã para ser entregue a Caracas.

O Xá Ali Khamenei ressaltou que a resistência é a forma de lidar com a pressão dos Estados Unidos da América e que o sucesso do Irã e a Venezuela foi de “resistir e resistir”. Em um comunicado publicado no seu site oficial salientou-se que “a República Islâmica do Irã mostra que assume riscos em tempos de perigo e pega as mãos de seus amigos”

O giro internacional de Maduro progrediu em direção ao sol nascente. Em 13 de julho. visitou o Kuwait pela primeira vez. Um dos primeiros compromissos foi a reunião com o Príncipe-Herdeiro, Salah al Jaled. Na saída do encontro, o regente sul-americano destacou uma medida que confirmava uns dos objetivos da comitiva, a criação de uma comissão mista para o fortalecimento da Opep, e da Opep+ e o convite para investimentos kuwaitianos no país caribenho.

Dia 13 de junho, ele parou na futura sede da Copa do Mundo deste ano, o Catar e no dia seguinte se reuniu com o emir, chefe de estado e monarca do estado árabe, Tamm bin Hamad al Thani.. Esta é a terceira visita oficial o país que se retirou da Opep em 2019 sendo o maior exportador de gás liquefeito e com a terceira maior reserva de gás natural. Foi anunciada a abertura de uma linha aérea entre os dois estados somando as anunciadas com Argel, capital da Argélia e Teerã, Capital do Irã.

O último país visitado foi o Azerbaijão às margens do Mar Cáspio, o maior lago de águas salgadas do Mundo. Foi a terceira visita ao estado caucasiano realizada por Maduro como Chefe de Estado.

Devido a constatação que alguns componentes da comitiva testaram positivos para a Covid, as reuniões foram virtuais. Tal fato não impediu que o presidente Nicolas Maduro realizasse as homenagens habituais que os chefes de estados cumprem em visita oficiais ao estado azeri como a ida a Avenida dos Mártires e colocação da coroa de flores no monumento à Heydar Aliyev, mandatário do país de 1993 à 2003 e pai do presidente atual Ilham Aliyev.

Os temas da reunião entre os dois chefes de estado foram a necessidade da ampliação da cooperação ente os países, o fortalecimento da Opep+, uma aliança da Opep com outros dez grandes produtores entre eles a Rússia, o México e o próprio Azerbaijão, e o apoio venezuelano a integridade territorial do Azerbaijão e a extensão por mais um ano do presidente Aliyev como Secretário-Geral do Movimento dos Países Não Alinhados, fórum internacional de 120 estados que surgiu em 1955.

Nas suas postagens no Twitter, ilustradas por fotos dos locais visitados, o mandatário venezuelano tem citado a importância das visitas e as possibilidades de desenvolvimento sociais e econômicos para o povo venezuelano advindos delas

Em todas as visitas Nicolas Maduro ressaltou como foi necessário estabelecer uma economia de guerra contra as sanções ilegais contra o povo venezuelano e necessidade de fortalecer um sistema internacional multipolar, um claro posicionamento anti-imperialista.

Não há dúvida que ele se aproveitou do enfraquecimento do imperialismo, desgastado pelo esforço de enviar armas e mercenários para Ucrânia de tentativa de desestabilizar o governo de Putin.

A visita a cinco estados exportadores de gás natural e petróleo, três pertencentes a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), assim como a própria Venezuela, indica o esforço de articular uma ação conjunta em um momento que os estados imperialistas e aliados escolheram abrir mão da produção russa como forma de pressionar o Putin, mas continuam precisando suprir suas necessidades energéticas.

O exemplo da Venezuela mostra a importância de garantir a soberania nacional sobre o petróleo. Um caminho estabelecido em 1976 quando foi criada a Petróleos de Venezuela (PDVSA), a empresa estatal Venezuela e reafirmado em maio de 2007 quando presidente Hugo Chávez nacionalizou a faixa petrolífera do Orinoco.

O controle venezuelano sobre esta “comodity” fundamental para a sociedade contemporânea força o imperialismo a procurar um acordo de fornecimento com Maduro, ainda que não reconheça a sua vitória nas eleições de 2018 e o acusa, de maneira farsesca através do departamento de justiça estadunidense em março de 2020, “narcoterrorismo”, narcotráfico e porte de armas, entre outros.

Assim no dia 8 de março deste ano, uma comitiva estadunidense foi a Caracas. O porta voz da Casa Branca Jens Esaki na época declarou que “o propósito da viagem dos funcionários do governo americano foi discutir uma variedade de temas que incluem certamente energia, segurança energética”.

Em maio, o governo estadunidense autorizou que a empresa Chevron negocie os termos para renovar a sua licença de produção na Venezuela, ainda que só para venda no mercado local. Em junho foi anunciado que as empresas petrolíferas italiana Eni e espanhola Repsol estavam autorizadas por Washington a exportar o petróleo venezuelano para a Europa sem correr o risco de penalização. Mais concessões devem ser anunciadas nas próximas semanas porque o preço do petróleo continua subindo nas bolsas internacionais.

A tragédia desta situação é que o imperialismo impedindo que o fantoche ucraniano realize um acordo com o Presidente Russo e obrigando que o povo ucraniano continue sofrendo com os bombardeios e destruição das suas cidades e servindo de escudos humanos para as milicias neonazistas.

Todavia um outro ponto deve ser destacado para o povo brasileiro e em especial para a classe trabalhadora. A importância que a Petrobras continue sobre o controle nacional para garantir o seu papel de indutora do desenvolvimento socioeconômico brasileiro. A luta para garantir deve inclusive procurar reduzir ou até eliminar a participação acionária de estrangeiros de modo a incrementar sua liberdade de ação sem depender dos “humores” do mercado financeiro. Ainda mais no momento que Bolsonaro faz um jogo de cena com objetivo eleitoral depois de três anos e meio de aumentos dos combustíveis atrelados à moeda estadunidense. Para esta luta somente a vitória de Lula interessa.

https://www.causaoperaria.org.br/artigo ... venezuela/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Jun 2022, 22:40

Crise do imperialismo
Macron perde maioria absoluta legislativa; extrema-direita avança
Eleições para o legislativo do país foram marcada por um índice altíssimo de abstenções, bem como um domínio por parte da extrema-direita de Le Pen

ImagemDerrota gigantesca de Macron e avanço da extrema-direita expuseram a completa crise do imperialismo, que está se mostrando totalmente incapaz de controlar a situação à nível internacional – Foto: Reprodução

As eleições para o legislativo francês expuseram a crise pela qual passa o imperialismo: o partido do principal representante da burguesia, o partido do presidente Emmanuel Macron, perdeu a maioria que tinha no parlamento. Dos 577 deputados do parlamento francês, a coalizão presidencial, chamada de Juntos!, não conseguiu os 289 deputados necessários para formar maioria.

Enquanto isso, o NUPES – que é a coalizão de esquerda da qual o Mélenchon faz parte – teve entre 150 e 200 deputados; e a extrema-direita teve o crescimento percentual mais elevado, alcançando 89 assentos: antes destas eleições legislativas, o Reunião Nacional não tinha alcançado sequer 15 deputados, que é o número mínimo necessário para formar um grupo parlamentar.

Com as eleições legislativas, o partido que representa mais fundamentalmente o imperialismo se enfraqueceu e deu lugar a uma gigantesca escalada da extrema-direita, fenômeno que indica que o imperialismo já não consegue mais controlar a situação. A esquerda se mostrou incapaz de captar o descontentamento popular contra o governo Macron, que afluiu para a extrema-direita.

O descontentamento com o regime político de conjunto e, portanto, com a esquerda que se identifica com ele, foi demonstrado também pelo alto índice de abstenções, de modo que, no primeiro turno das eleições legislativas, obteve-se mais de 50% de pessoas que não foram votar.

O fato de o Nova União Popular, Ecológica e Social (NUPES) não estar captando a indignação popular e estar, efetivamente, jogando a classe operária nos braços da extrema-direita, revela o completo fracasso da política de frente ampla e quais são os resultados quando a esquerda decide se tornar porta-voz do regime político decrépito e odiado pelo povo.

A derrota de Macron nas eleições legislativas, bem como a quase derrota nas eleições presidenciais para a fascista Marine Le Pen – e ele só não perdeu por conta do “voto útil” de muitos setores da esquerda, que se colocaram à reboque do imperialismo sob a justificativa de “combater o fascismo” – também indicam a falência da política neoliberal.

A frente ampla com os setores inimigos do povo serve apenas para, aos olhos da classe operária, identificar a esquerda com o regime político, com suas instituições e com a direita imperialista. Tudo isso compõe o cenário perfeito para o crescimento da extrema-direita, que se torna o verdadeiro para-raios da indignação do povo, que é cada vez mais crescente.

A esquerda deve se apoiar na mobilização da classe operária contra o regime político e contra toda a direita, ao invés de levar à frente esta política falida da frente ampla, que consiste em se aliar aos inimigos do povo com a suposta justificativa de combater o fascismo. O apoio à direita neoliberal não representa uma derrota do fascismo, mas sim uma capitulação ao imperialismo e, na prática, significa rifar as lutas dos oprimidos em favor de cargos e interesses pessoais e pequeno-burgueses.

No fim das contas, quando a esquerda se alia aos seus inimigos de classe, o que ela está fazendo é fortalecer a extrema-direita, ao contribuir para, erroneamente, formar na consciência das massas a ideia de que seria o fascismo a única corrente política verdadeiramente antidemocrática.

A esquerda deve ser a corrente política que guiará a classe operária para derrotar toda a direita, não só o fascismo, como também a direita tradicional. A classe operária deve, através de sua própria mobilização, unir-se não com seus inimigos de classe, mas consigo mesma, com a classe operária de todos os outros países, e, na unidade, atuar contra o sistema capitalista, contra a direita, contra a OTAN e contra o imperialismo.

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Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Jun 2022, 22:44

Temendo pelo óbvio
O Ministério da Defesa de Taiwan denuncia invasão
Ministério da Defesa de Taiwan diz que 29 aviões de combate do PLA entraram na zona de defesa aérea

ImagemBandeira de Taiwan hasteada pela marinha – Reprodução

Azona de identificação de defesa aérea de Taiwan incluía 29 aeronaves militares do Exército Popular de Libertação da China (PLA), segundo dados do site do departamento de defesa da ilha.
Assim, oito caças multiuso Shenyang J-16, cinco caças Shenyang J-11, quatro Su-30, Shaanxi Y-9 e Shaanxi Y-8 de guerra eletrônica e aeronaves de inteligência eletrônica e outros participaram da operação.

De acordo com as informações recebidas, Taiwan enviou uma patrulha aérea para monitorar a situação e implantou sistemas de mísseis antiaéreos.

A RPC realiza regularmente exercícios e patrulhas na área do Estreito de Taiwan no contexto de relações agravadas com os Estados Unidos, inclusive por causa da questão de Taiwan. O Ministério das Relações Exteriores da China o chamou repetidamente de o mais sensível nas relações entre Washington e Pequim.
Mais cedo, o ministro da Defesa de Taiwan, Qiu Guozheng, disse que, no caso de um confronto com a China, não importa quem vença, o conflito terminará em tragédia para ambos os lados. Segundo ele, “ninguém quer guerra”.
As relações oficiais entre o governo central da RPC e Taiwan se romperam em 1949, depois que as forças derrotadas do Kuomintang lideradas por Chiang Kai-shek se mudaram para a ilha em 1949.

Os contatos comerciais e informais entre a ilha e a China continental foram retomados no final da década de 1980. Desde o início da década de 1990, as partes começaram a entrar em contato por meio de organizações não-governamentais – a Associação de Pequim para o Desenvolvimento das Relações no Estreito de Taiwan e a Fundação de Intercâmbio do Estreito de Taipei.
Pequim não reconhece a soberania de Taiwan e tem inveja dos contatos de outros países com Taiwan, insistindo em uma “política de uma só China”. Isso implica que a ilha é parte integrante do território chinês, e as autoridades da RPC são o único governo legítimo.

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Conflito Israel-Palestina

Mensagem por Chapolin Gremista » 22 Jun 2022, 22:55

Povo eleito para a Ditadura
Israel: ditadura aberta contra judeus e árabes
O povo que foi eleito para governar deixou a religião de lado, para organizar a ditadura mundial a partir da limpeza étnica

Imagem[/i]
A verdadeira bandeira de Israel – Latuff/Mondoweiss

Chorume é um líquido que resulta da decomposição de matérias orgânicas. Trata-se de um elemento fétido, resultado de diversas combinações de materiais percolados, lixiviados. Metaforicamente Israel é o mesmo, um Estado apodrecido, nauseante pelo odor de morte e da combinação de tudo que há de mais podre no imperialismo.

Vamos apresentar três fatos que ocorreram recentemente, que explicam porque Israel é o chorume do imperialismo, que se enquadram em três princípios elementares do sionismo: o Apartheid; o Genocídio e a Ditadura, o ápice dos desejos de Hezrl, o ideólogo dessa distorção da humanidade, que é o regime sionista.

Imagem
Durante a segunda Cruzada, Mounkidh, um cronista sírio escreveu sobre os pré-sionistas (cruzados judaico-cristãos, templários entre outros):

“Glorioso seja Alá, o criador e autor de todas as coisas! Qualquer um que tenha tido conhecimento do que diz respeito aos franj (Cruzados ou pré-sionistas) apenas pode glorificar e santificar Alá, o Todo-Poderoso, pois neles se veem animais que são superiores em coragem e fervor para lutar, e em nada mais, assim como bestas são superiores em força e agressividade”. (Osama Ibn Mounkidh)
Israel é a materialização de todo o desejo daqueles que se consideram o “povo eleito”, alcunha que além de demonstração de arrogância e de imperialismo, sendo claramente um ‘sacerdócio’ político. Trata-se de um Estado que não se emancipou da religião judaica, pois não é conveniente ao poder, já que o “povo eleito” precisa de escudos como “holocausto”, “antissemitismo” e defesa contra a “jihad”. Vejamos Marx:

“A questão da relação entre emancipação política e religião torna-se para nós o problema da relação entre emancipação política e emancipação humana. Criticamos as imperfeições religiosas do Estado político por meio da crítica do Estado político na sua construção secular, sem prestar atenção às suas deficiências religiosas. Exprimimos em termos humanos a contradição entre o Estado e uma religião determinada, por exemplo o judaísmo, revelando a contradição entre o Estado e elementos seculares particulares, entre o Estado e a religião em geral, entre o Estado e os seus pressupostos gerais“Numa aliança das mais grotescas, Israel formou o consenso em torno de uma frente amplíssima que levou o “fraco”, na visão do imperialismo, Naftali Bennett à Primeiro-Ministro ao governo e, rapidamente, à renúncia.

Na visão do imperialismo, Bennet permitiu pressão árabe junto ao governo. Quem poderá ocupar o cargo é o ministro das Relações Exteriores Yair Lapid, homem forte que tem levado adiante as relações com os Estados Unidos, e um dos maiores aliados do regime dos batalhões nazistas, o também Estado artificial da Ucrânia. Na visão de Kiryat HaMemshala/Knesset/Washington, Bennett não tem tido força suficiente para aplicar as duas demandas internas: Apartheid e Genocídio.

Antes de entregar o cargo de Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu promoveu a maior ofensiva Faixa de Gaza, de maio de 2021, o bloco dominante de extrema-direita da colônia dos EUA, visava justificar sua permanência com a maior ofensiva genocida desde 2014. Em meio à acusações de corrupção, e com o fortalecimento do Hamas durante a jornada, Netanyahu não resistiu à política de frente ampla.

A ofensiva contra os árabes em 2021 durante o Ramadã demarcou uma nova fase do Apartheid, pois foi recebida pelo império como a última etapa da limpeza étnica. A brutalidade com que Israel atacou a Faixa de Gaza, ao mesmo tempo revelou a força das forças de oposição à Israel, como o Hamas. Contudo, mais um ato discricionário, para além de suas fronteiras formais, congressistas da Bancada de Abraão visa orquestrar a criação do “Ato de Dissuasão das Forças Inimigas e Habilitação de Defesas Nacionais“, que a expensas de se prevenir das forças de oposição no Oriente Médio, está organizando o maior aparato militar jamais visto na região.

ImagemPatrola genocida e limpeza étnica

A tentativa de eliminação do povo árabe com a ajuda de títeres

Forças internas do Hamas, o Hezbollah e, principalmente o Irã, que deixou claro que fornecerá uma resposta adequada às agressões israelenses e afirmou que a segurança de seus cidadãos é uma linha vermelha para o governo: “A linha vermelha da República Islâmica é a segurança de seus cidadãos e, para alcançar esse objetivo, o Irã tomará todas as medidas retaliatórias necessárias para responder às ações hostis do regime sionista”, disse o porta-voz persa Ali Bahadori Yahromi, na segunda-feira, 20.

Yahromi ressaltou que a natureza do regime de apartheid e ilegítimo de Tel Aviv está enraizada no terrorismo, na crueldade e na violação dos direitos de outros países. A rivalidade contra o chorume sionista se aprofundou também, por conta de um ataque terrorista na capital iraniana, Teerã, onde Hasan Sayad Jodayi, coronel da Força Quds, do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC), foi morto, em 22 de maio. Os autores do ataque, dois homens armados em uma motocicleta, fugiram. Sabe-se que estavam a mando de Israel, conforme informações da VEVAK.

Neste contexto, o presidente iraniano, Seyed Ebrahim Raisi, prometeu a vingança “definitiva” pelo sangue derramado de Jodayi e garantiu que a arrogância mundial está envolvida neste assassinato. Da mesma forma, o major-general Hosein Salami, comandante-em-chefe do IRGC do Irã, prometeu que o Corpo de Guardiões dará uma “resposta dura” aos envolvidos nesse crime e fará com que “os adversários” do país “se arrependam”. “Nenhum ato maligno do inimigo ficará sem resposta e congelaremos o inimigo em seus desejos”, advertiu.

As condições criadas a partir de 2021 impõe ao próprio povo, a dissolução rápida do parlamento e a imposição de um governo forte por tempo indeterminado. Essas são as condições mais favoráveis com que os sionistas gostam de realizar o grande jogo do “povo eleito”. Todas as condições de apropriação de território com violência, torturas, utilizando-se da religião para organizar um Estado artificial, em pleno Oriente Médio, é a materialização dos propósitos do imperialismo na escala de Israel, território sem paralelo no mundo, dadas as condições de sua formação social, constituída por uma casta entre os judeus, que pretende se escudar em passado recente para impor toda sua cultura, ideologia e modo de vida, por intermédio de sua imprensa planetária.

Como revolver terra com chorume? Transformando em composteira?

Todo apoio ao Irã, ao Hezbollah e Hamas!

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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 23 Jun 2022, 13:52

Bloqueio a Kaliningrado
OTAN provoca novamente a Rússia, desta vez usando a Lituânia
País do Mar Báltico diz estar apenas cumprindo determinações ao proibir o trânsito de mercadorias sancionadas. Governo russo fala em agressão sem precedentes


Imagem

_Rafael Dantas, de Moscou

Enquanto a cidade de Donetsk, no Donbass, está sendo bombardeada diariamente pelas forças ucranianas, outra batalha se desenvolve a mais de 1.400 quilômetros ao Norte. Uma guerra comercial com alto potencial explosivo se desenrola entre a Lituânia e a Rússia.

Extensão das sanções

A companhia estatal de linhas de ferro da Lituânia, país-membro da OTAN, notificou no último dia 18 sua homóloga na região russa de Kaliningrado de que proibiria o trânsito de mercadorias como cimento, ferro e madeira, incluídas nas sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia. Carvão e outros combustíveis são os próximos da lista, com sanções ao seu transporte previstas para agosto.

A companhia estatal de linhas de ferro da Lituânia, país-membro da OTAN, notificou no último dia 18 sua homóloga na região russa de Kaliningrado de que proibiria o trânsito de mercadorias como cimento, ferro e madeira, incluídas nas sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia. Carvão e outros combustíveis são os próximos da lista, com sanções ao seu transporte previstas para agosto.

O território de Kaliningrado é um enclave russo, sede de sua frota no Mar Báltico. Para alcançá-lo por terra, Moscou precisa enviar seus recursos através da Bielorrússia e da Lituânia. O bloqueio diminuirá pela metade a variedade de mercadorias que podem transitar pelas linhas de ferro lituanas e fará cair até quatro vezes o seu volume bruto. Forçaria a Rússia a fazer com que o envio de mercadorias importantes fosse feito pelo mar, a partir do Golfo da Finlândia, aumentando significativamente os custos.

A marinha mercante que opera no Báltico a partir de São Petersburgo já afirmou que está pronta para conduzir o comércio por mar enquanto o bloqueio durar. O embargo levará ao estrangulamento econômico de Kaliningrado. O trânsito de pessoas e mercadorias não-sancionadas continua normal.

Comportamento agressivo

“Eles [a Lituânia] agem de modo agressivo. Eles saíram dos limites das linhas hostis, ultrapassaram mesmo os limites da conduta contrária ao direito internacional. Eles se comportam [de maneira] agressiva e hostil”, disse Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, em um programa na TV russa.

O quinto pacote de sanções europeias contra a Rússia foi introduzido em abril de 2022. Ele estava dirigido justamente a prejudicar o transporte de cargas, mas Kaliningrado era uma exceção. Acordos haviam sido assinados em 2004, garantindo a entrada da Lituânia na União Europeia na medida que não interferisse no trânsito de mercadorias para o enclave russo no Báltico.

“Espero que os representantes da Lituânia ainda tenham algum profissionalismo remanescente na avaliação da situação […] Eles devem entender as consequências – e as consequências, infelizmente, virão”, afirmou Zakharova (RIA Novosti, 21/6/2022).

O Ministério das Relações Estrangeiras da Rússia se manifestou exigindo que as autoridades lituanas suspendam imediatamente as restrições classificadas por ele como “abertamente hostis”. O embaixador russo na União Europeia foi chamado a Moscou nesta terça-feira (21) para discutir as medidas a serem tomadas.

Reação russa

“A Lituânia bloqueou Kaliningrado por terra e, nós, com o apoio da Bielorrússia, podemos responder na mesma moeda. Mais ainda, todo o Bálitco sofrerá, portos locais serão tornados completamente inúteis”, explicou à agência de notícias russa RIA Novosti o editor da revista Arsenal da Pátria, Alexei Leonkov.

Segundo a mesma agência, um economista, Leonid Khazanov, propõe que ao bloqueio de transportes pode ser acrescentado o bloqueio energético. “Há um terminal de processamento de gás liquefeito em Kaipeda. Sua capacidade é de quatro bilhões de metros cúbicos. Se a Rússia parar de vender o combustível azul aos lituanos, não somente esta empresa, mas toda a indústria local dependente dela seria paralisada sem dispararmos um tiro”, disse.

Especialistas ouvidos pela imprensa russa, no entanto, se dividem entre os que acreditam que a rusga sobre o transporte de mercadorias russas não levará a uma ação militar em breve, e os que consideram que as negociações, sanções e contrassanções de ambas as partes não levarão a nada, já que a Lituânia se declarou capaz de passar sem o gás russo em abril.

Analistas em diplomacia e relações internacionais ainda depositam esperanças em que as contradições internas do bloco europeu apresentem oportunidades de negociação que possam apaziguar a situação.

Segundo algumas avaliações, uma saída negociada só poderia se dar contornando o governo da Lituânia, que já deixou claro que apenas cumpre o papel de pára-choques dos interesses da União Europeia. “Esta não é uma decisão da Lituânia”, disse o ministro das Relações Exteriores do País, Gabrielius Landsbergis. “Estas são sanções europeias que entraram em vigor no dia 17 de junho, e as ferrovias estão agora aplicando as sanções” (Southfront, 21/6/2022).

O governo russo deixou claro, por meio do porta-voz presidencial Dimitri Peskov, que considera ilegal a decisão das autoridades lituanas.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, afirmou que “se o trânsito de mercadorias entre Kaliningrado e o resto do território da Federação Russa por meio da Lituânia não for completamente restabelecido em breve, então a Rússia se reservará o direito de tomar medidas em defesa de seus interesses nacionais” (‘Lituânia está ilegalmente bloqueando Kaliningrado’, InfoBrics, 21/6/2022)

O chefe do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, afirmou nesta terça-feira (21) que haveriam “sérias consequências” para os lituanos “no futuro próximo” (The Guardian, 21/6/2022).

Uma saída militar não está descartada

Considerando o conflito armado em andamento no Donbass há oito anos, desde o golpe da Praça Maidan na Ucrânia, para muitos observadores internacionais uma solução negociada parece ser apenas uma etapa no aumento das tensões militares já em andamento.

Andrei Klimov, chefe do Conselho da Comissão para a Proteção da Soberania da Federação Russa, afirmou que a União Europeia precisa corrigir a situação do bloqueio de Kaliningrado. De acordo com ele, a OTAN está começando a bloquear a Rússia usando as mãos da Lituânia. “Isto é uma agressão direta, forçando o recurso à autodefesa” (20/6/2022).

O editor do canal do Telegram, Intel Slava Z, agregador de notícias especializado em conflitos militares, geopolítica e no noticiário internacional, afirma que a esta altura os tratados são inúteis. “Tudo aquilo que cuja violação gera benefícios [para a União Europeia] será violado. Não faz sentido apegar-se a papéis neste momento”.

“A ruptura deste bloqueio pela força e a solução do problema do ‘corredor polonês’ significa, primeiro, uma guerra convencional e, então, nuclear, com a OTAN. Daí que se fale cada vez mais sobre a ‘capacidade de armas nucleares de dissuasão’ [tradução livre para ”nuclear deterrence”] de modo a tentar manter este cenário dentro dos limites de uma guerra convencional”.

Atualização: Vilnius pode apelar à OTAN por tropas e armas

A agência RIA Novosti informa que o diplomata e ex-secretário de Relações Exteriores lituano, Albinas Januszka, declarou em suas redes sociais face ao conflito que

“É válido tirar vantagem da ‘crise do trânsito [de mercadorias em] Kaliningrado’ para provar à OTAN de que não precisamos sequer de uma brigada, mas pelo menos uma divisão, além de defesas aéreas antimísseis significativa. Nossos políticos (ministros) da defesa têm falado disso mais de uma vez. E eles precisam estar localizados fisicamente na Lituânia porque … de acordo com o artigo quinto da OTAN, a OTAN inteira deve defender a Lituânia, e não apenas uma brigada na Alemanha …. a Lituânia, queira ou não, recebeu os argumentos, então vamos usá-los”

A crise no país do Báltico pode, como se vê, facilmente ser usada para intensificar o cerco militar à Rússia com o deslocamento de tropas e armas para a fronteira com a Bielorrússia, aumentando a tensão em uma clara preparação para uma guerra.

Para muitos especialistas militares, são movimentações que colocam o planeta mais próximo da Terceira Guerra Mundial.

Veremos.

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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 23 Jun 2022, 14:07

População radicalizada
Morre manifestante indígena durante protestos no Equador
Equador enfrenta grande onda de protestos e governo direitista reprime população com brutalidade

ImagemEquatorianos saem às ruas contra o governo – Reprodução

–Brasil 247 – Um manifestante indígena foi morto pelas forças de segurança pública do Equador nesta terça-feira (21), durante os protestos contra o preço dos combustíveis no país, que já duram nove dias. A informação é da Carta Capital, via AFP.

Esta foi a segunda vítima fatal desde o início das manifestações. Vale lembrar que o presidente conservador Guillermo Lasso decretou estado de emergência nas províncias de Chimborazo, Tungurahua, Cotopaxi, Pichincha, Pastaza e Imbabura ainda ontem. Tal medida concede a Lasso o direito de suspender os direitos dos cidadãos e utilizar a violência das Forças Armadas para reprimir protestos.

Para aceitar conversar com o chefe do executivo equatoriano, a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), que convocou as manifestações, exige que tal estado de exceção seja revogado. Nas redes sociais, o líder da Conaie, Leónidas Iza, pediu a “redução das ações repressivas” e afirmou que a atitude do presidente “apenas conseguiu exacerbar os ânimos da população e gerar graves escaladas do conflito.”

A primeira morte havia ocorrido na segunda-feira (20), quando um jovem caiu de um barranco durante a manifestação e veio a óbito. O Ministério Público do país abriu investigações para averiguar se o caso se trata de um homicídio.

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Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 23 Jun 2022, 14:14

Luta anti-imperialista
China é tema de pós-graduação no Brasil
Setor educacional privado cede à ascensão de novos atores globais e cria pós-graduação especializada em China Contemporânea

ImagemPanorama da região chinesa de Hong Kong – Wang Shen/Xinhua

China Rádio International

Por Hélio de Mendonça Rocha

Universidade brasileira está em seu primeiro semestre de estudos para formação de especialistas em “China Contemporânea”, como foi nomeado o curso.

Com a mudança cada vez mais acentuada das relações políticas e econômicas internacionais, num cenário global tendente ao multilateralismo, esforços têm sido feitos por empresas, governos e pesquisadores para melhor compreensão dos novos protagonistas da geopolítica. Os chamados emergentes, entre eles Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o grupo Brics (S para South Africa, África do Sul em inglês), passam, inclusive, a considerar a inclusão de novos países ao bloco, como a Argentina.

Entretanto, carece ainda o entendimento de quem são esses países, não apenas diante dos números econômicos, mas também dos aspectos políticos e culturais que os organizam como povo e instituições ocupantes de um determinado território. Para entender melhor a China, que é um dos líderes desse processo de emergência de novas sociedades e culturas representadas pelos Estados emergentes, um novo curso de pós-graduação foi aberto no Brasil, neste primeiro semestre de 2022, pela universidade PUC-Minas, oferecendo especialização em China Contemporânea.

A China Radio International (CRI) conversou com o diretor do curso, o professor Javier Vadell, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

CRI: Qual o objetivo geral do curso e como ele pretende qualificar as pessoas para o entendimento sobre o que é a China e como são as relações com o país?

Vadell: O objetivo é apresentar a um público diverso algumas características essenciais de política, economia, negócios, cultura e organização social da China contemporânea. Fornecer uma visão completa e aprofundada nesses aspectos, para o futuro especialista, numa dinâmica crítica e reflexiva, para tirar preconceitos que o público tem em relação à China. A ideia é preparar o profissional para compreender a relação com uma cultura diferente, com um processo de formação de civilização com cinco mil anos, que é próprio e diferente do ocidental. Temos uma página só para explicar o curso, onde está tudo mais bem detalhado.[1]

CRI: Que importância o senhor atribui a esta formação, no momento histórico que vivemos?

Vadell: Isso, logicamente, tem impacto na relação com esse país, que desde 2009 é o principal parceiro comercial do Brasil. Também é preciso apresentar aos profissionais os impactos globais da ascensão chinesa em diferentes esferas, como tecnológica, cultural e comercial. Além disso, é preciso alicerçar as análises de cenário, para que as pessoas saibam o que acontece na China, que hoje é um centro como a Europa ou os Estados Unidos. O que acontece lá, tem implicações na economia global. O cenário cultural, social e político que envolve a China tem repercussão mundial, e por isso é necessário entendê-lo e acompanhá-lo.

CRI: Que profissões precisam mais deste conhecimento?

Vadell: O profissional tem que ter conhecimento, independentemente das áreas. Acadêmico, comércio exterior, comunicação, empresas com ligação direta ou indireta com a China. A primeira turma que nós recebemos, neste semestre, tem estudantes formados em diversas áreas. Advogados, empresários, acadêmicos. Em comum, percebe-se a necessidade de enfrentar a desinformação que ainda existe sobre a China, o que gera ainda muitos preconceitos. A única forma de combater isso é com conhecimento, produção de conhecimento.

CRI: O estudo do mandarim abre portas para o mercado de trabalho?

Vadell: Claro. Assim como saber inglês abre portas, a partir de agora, todo o conhecimento sobre a China abre portas, e o conhecimento do mandarim é essencial. No nosso curso, não abordamos o mandarim, mas vamos desde a história da China até o cenário de negócios do país. É possível ter uma abordagem profunda e livre de preconceitos.

CRI: O senhor acredita que o cenário multipolar está mais próximo? Ou pode acontecer um arrefecimento das economias emergentes, como ocorreu com os demais emergentes asiáticos nos anos 1990?

Vadell: É um cenário completamente diferente. O crescimento econômico de Japão e Coreia do Sul até os anos 1990 foi atrelado à economia ocidental, no processo após a Guerra Fria que chamavam de “globalização”. O mundo já é outro e o protagonismo do Brics representa uma mudança mais ampla na geopolítica, pois são crescimentos autônomos política, cultural e socialmente.

CRI: Qual o papel da crise na Europa para essa transformação?

Vadell: O problema recente entre a Rússia e a Ucrânia acelerou esse processo, que já era inevitável. Países da periferia vieram ao centro, e não se pode falar em dependência, quando se fala de países como a Índia e a China, com uma população cinco vezes maior que a dos Estados Unidos, grande parte produzindo e consumindo. É mais complexo do que dizer “multipolar”. É um tipo novo de globalização, em que países além da China, como o Sudeste e o Centro asiático, também terão papel fundamental. E, nessa ordem em transição, a China virou uma referência.

[1] PUC-Minas: https://www.pucminas.br/Pos-Graduacao/I ... A2nea.aspx

https://portuguese.cri.cn/news/world/40 ... 65848.html

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