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Europa
Macron vence Le Pen e garante novo mandato na França
Pesquisas no decorrer da campanha já apontavam que vitória não seria tão tranquila quanto em 2017. País que o centrista agora governa é diferente de quando venceu pela primeira vez, cinco anos atrás.
Projeções divulgadas pela imprensa francesa apontam que o presidente Emmanuel Macron será reeleito ao vencer o segundo turno deste domingo (24) contra a representante da extrema direita Marine Le Pen, que admitiu a derrota minutos após o fechamento das urnas. Veja os números abaixo:
Projeção Ifop
Emannuel Macron: 58%
Marine Le Pen: 42%
Projeção Elabe
Macron: 57,6%
Le Pen: 42,4%
Projeção Ipsos
Macron: 58,2%
Le Pen: 41,8%
Macron será o primeiro presidente a ser reeleito na França desde o conservador Jacques Chirac (1995-2007).
"Obrigado por estarem aqui novamente", disse aos mesários após votar na cidade costeira de Le Touquet, no norte francês, neste domingo.
Marine Le Pen já havia votado mais cedo em seu reduto de Hénin-Beaumont, também no norte do país.
Menos de 15 minutos depois da divulgação das projeções, a candidata Le Pen se pronunciou. Ela admitiu a derrota e afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político.
A desafiante ainda disse que a vontade de defender o que é francês foi reforçada, e que seus partidários já foram declarados mortos milhares de vezes, mas sempre foi errado, e que o cenário político francês está se recompondo.
As últimas pesquisas divulgadas na sexta-feira já indicavam que o candidato do "República em Marcha" (LREM), de 44 anos, venceria sua rival do Reunião Nacional (RN), de 53 anos, com uma vantagem menor do que em 2017, quando foi venceu com 66,1% dos votos.
Cinco anos depois, a França não é o mesmo país em que o centrista havia vencido pela primeira vez: protestos sociais marcaram a primeira metade do mandato de Macron, uma pandemia global confinou milhões de pessoas e a invasão russa da Ucrânia abalou todo o continente europeu.
A guerra às portas da União Europeia (UE) marcou a campanha eleitoral, embora a principal preocupação dos franceses seja o seu poder de compra, num contexto de aumento dos preços da energia e dos alimentos.
Além de escolher entre dois modelos de sociedade, os eleitores tinham nas mãos a escolha do lugar no mundo que querem para essa potência econômica e nuclear até 2027.
Le Pen propunha em sua campanha inscrever na Constituição a "prioridade nacional", a fim de excluir os estrangeiros dos auxílios sociais, e defendia o abandono do comando integrado da Otan e a redução dos poderes da União Europeia.
Em contrapartida, Macron defendeu uma Europa mais forte, seja em questões econômicas, sociais ou de defesa, e espera dar um novo impulso reformista e liberal à França com sua proposta de adiar a idade de aposentadoria de 62 para 65 anos, que em 2020 já gerou protestos em massa.
Uma das chaves para isso estará nas eleições legislativas que serão realizadas nos dias 12 e 19 de junho. De acordo com uma pesquisa divulgada na sexta-feira, 66% querem que Macron perca sua maioria parlamentar.
A última "coabitação" remonta ao período de 1997 a 2002, quando Chirac nomeou o socialista Lionel Jospin como primeiro-ministro.
Os primeiros-ministros social-democratas da Alemanha, Espanha e Portugal, bem como o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, manifestaram seu apoio a Macron durante a campanha.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022 ... coes.ghtml
Pesquisas no decorrer da campanha já apontavam que vitória não seria tão tranquila quanto em 2017. País que o centrista agora governa é diferente de quando venceu pela primeira vez, cinco anos atrás.
Projeções divulgadas pela imprensa francesa apontam que o presidente Emmanuel Macron será reeleito ao vencer o segundo turno deste domingo (24) contra a representante da extrema direita Marine Le Pen, que admitiu a derrota minutos após o fechamento das urnas. Veja os números abaixo:
Projeção Ifop
Emannuel Macron: 58%
Marine Le Pen: 42%
Projeção Elabe
Macron: 57,6%
Le Pen: 42,4%
Projeção Ipsos
Macron: 58,2%
Le Pen: 41,8%
Macron será o primeiro presidente a ser reeleito na França desde o conservador Jacques Chirac (1995-2007).
"Obrigado por estarem aqui novamente", disse aos mesários após votar na cidade costeira de Le Touquet, no norte francês, neste domingo.
Marine Le Pen já havia votado mais cedo em seu reduto de Hénin-Beaumont, também no norte do país.
Menos de 15 minutos depois da divulgação das projeções, a candidata Le Pen se pronunciou. Ela admitiu a derrota e afirmou que o resultado ainda é uma vitória para o seu movimento político.
A desafiante ainda disse que a vontade de defender o que é francês foi reforçada, e que seus partidários já foram declarados mortos milhares de vezes, mas sempre foi errado, e que o cenário político francês está se recompondo.
As últimas pesquisas divulgadas na sexta-feira já indicavam que o candidato do "República em Marcha" (LREM), de 44 anos, venceria sua rival do Reunião Nacional (RN), de 53 anos, com uma vantagem menor do que em 2017, quando foi venceu com 66,1% dos votos.
Cinco anos depois, a França não é o mesmo país em que o centrista havia vencido pela primeira vez: protestos sociais marcaram a primeira metade do mandato de Macron, uma pandemia global confinou milhões de pessoas e a invasão russa da Ucrânia abalou todo o continente europeu.
A guerra às portas da União Europeia (UE) marcou a campanha eleitoral, embora a principal preocupação dos franceses seja o seu poder de compra, num contexto de aumento dos preços da energia e dos alimentos.
Além de escolher entre dois modelos de sociedade, os eleitores tinham nas mãos a escolha do lugar no mundo que querem para essa potência econômica e nuclear até 2027.
Le Pen propunha em sua campanha inscrever na Constituição a "prioridade nacional", a fim de excluir os estrangeiros dos auxílios sociais, e defendia o abandono do comando integrado da Otan e a redução dos poderes da União Europeia.
Em contrapartida, Macron defendeu uma Europa mais forte, seja em questões econômicas, sociais ou de defesa, e espera dar um novo impulso reformista e liberal à França com sua proposta de adiar a idade de aposentadoria de 62 para 65 anos, que em 2020 já gerou protestos em massa.
Uma das chaves para isso estará nas eleições legislativas que serão realizadas nos dias 12 e 19 de junho. De acordo com uma pesquisa divulgada na sexta-feira, 66% querem que Macron perca sua maioria parlamentar.
A última "coabitação" remonta ao período de 1997 a 2002, quando Chirac nomeou o socialista Lionel Jospin como primeiro-ministro.
Os primeiros-ministros social-democratas da Alemanha, Espanha e Portugal, bem como o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, manifestaram seu apoio a Macron durante a campanha.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022 ... coes.ghtml
"Um governo que não aparece faz o povo feliz. Um governo que tudo quer determinar faz o povo infeliz." - Lao Tsé
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Europa
Crise no seio do imperialismo
Macron vence e adia fim da União Européia
Mesmo perdendo para Macron, a extrema direita sai vitoriosa das eleições. Já a esquerda e o povo, devem esperar pelo pior.
(...)
Le Pen e alguns analistas não estão totalmente equivocados quando dizem que a eleição colocou em confronto o povo de cima contra o povo de baixo, os ricos contra os pobres. Macron, claramente, é o representante do povo de cima. Banqueiro, apoiado pelo sistema financeiro, formado em escolas de elite e profissional em aplicar a política neoliberal ostensivamente contra o povo, ele, inclusive, é conhecido como “o presidente dos ricos”. Logo no início de seu mandato, as reformas da previdência e trabalhista propostas por Macron, levaram às ruas mais de 500 mil manifestantes em diversas regiões do País. Agora, durante a disputa eleitoral, o ponto mais ressaltado da campanha de Macron é justamente aumentar a aposentadoria francesa de 62 anos para 65 anos. Ainda assim, a esquerda o apoia como o “mal menor” e deixa para Le Pen o poder de organizar toda a indignação do povo francês.
Maurice Clément, 82, motorista de caminhão aposentado, disse que votou nos socialistas a maior parte de sua vida. Mas em 2017 votou em Macron no segundo turno porque estava preocupado com a extrema-direita.
Agora, ele diz “Marine Le Pen é a única a defender os trabalhadores.” irritado com a proposta de Macron de aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 65 anos como parte de seus planos de reformar o sistema previdenciário. Para aqueles que fizeram trabalho braçal durante toda a vida, se aposentar aos 65 anos era o equivalente a se aposentar de “muletas”, disse ele.
“Para mim, Emmanuel Macron é um presidente que tornou os ricos mais ricos”, como disse Gaëtan François, um operador de trator de construção e vereador de 40 anos, entrevistado pelo New York Times em frente à prefeitura de Hard Court-aux-Bois.
Nesta disputa, Le Pen se concentrou em questões mais próximas à população e menos em questões radicais da direita francesa como o problema da imigração e do islamismo. A candidata visitou diversos vilarejos no norte do país e áreas com alto índice de desemprego, locais onde teve mais votos. Em sua campanha, ela sabiamente criticou o governo Macron e chamou o povo a lutar contra a miséria e a “injustiça insuportável” – como ela mesma disse – das medidas econômicas de Macron.
O trabalhador francês, especialmente aqueles mais desorganizados e distantes dos sindicatos, estão votando na extrema direita. Agora, o povo está preocupado em comer, sobreviver, e claramente não será o Macron que vai resolver a situação. É natural que, na ausência da esquerda, o povo vote em Le Pen.
Le Pen também é beneficiada por uma guinada à direita que vem tomando lugar na França junto a radicalização da população perante a miséria. A direita francesa hoje tem canais como CNews – semelhante a Fox, diversos Think Tanks e várias plataformas nas redes sociais. Essas coisas “não existiam na França ou estavam em estágio embrionário” alguns anos atrás, como declarou François de Voyer no início de abril, apresentador e financiador do Livre Noir, um canal do YouTube com um ano de existência focado em políticos de direita e extrema-direita. Além disso, a imagem de Le Pen ficou mais moderada e mais popular ao lado do outro candidato da extrema direita Éric Zemmour, que também teve um resultado expressivo entre os novos candidatos e adotou posições bem mais extremas que Le Pen.
Finalmente, Le Pen assumiu em grande medida o papel que a esquerda deveria assumir, e a esquerda se tornou avalista de Macron. Tal exemplo mostra uma das funções da extrema direita para manter o imperialismo no poder mesmo com os ataques mais brutais contra o povo.
Por outro lado, o que acontece na França mostra uma crise no seio do imperialismo. A França é, juntamente com a Inglaterra e a Alemanha, o país mais importante do bloco imperialista europeu. Le Pen discursa em defesa da nacionalidade francesa, e exalta a radicalização do povo contra as medidas neoliberais, essas, impulsionadas pela própria União Européia e pelos Estados Unidos. Pois bem, se o Brexit fosse um golpe para a unidade imperialista, uma quase saída nacionalista francesa, conforme estabelecido nas propostas de Le Pen, teria deixado a União Europeia em risco de vida.
Sendo assim, rapidamente figuras centrais do imperialismo europeu comemoraram a vitória de Macron:
“Juntos, avançaremos a França e a Europa”, escreveu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, em francês no Twitter.
Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, escreveu no Twitter que “podemos contar com a França por mais cinco anos”.
O chanceler Olaf Scholz da Alemanha disse que a reeleição de Macron foi um “voto de confiança na Europa”.
Pois bem, Macron venceu. Mas as medidas neoliberais apoiadas por todo o imperialismo não vão. Le Pen e outros setores vão buscar a oposição no parlamento, mas, com a política de terra arrasada quem vai sofrer com a vitória de Macron e o fortalecimento da extrema-direita é o povo.
Foi Macron e o imperialismo quem fizeram a extrema-direita crescer, e a esquerda simplesmente ficou a reboque de Macron. Mesmo que a situação possa parecer de desastre impedido, o novo governo Macron cobrará da esquerda e do povo um preço gigantesco, inclusive para sua própria reorganização na França.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... -europeia/
Macron vence e adia fim da União Européia
Mesmo perdendo para Macron, a extrema direita sai vitoriosa das eleições. Já a esquerda e o povo, devem esperar pelo pior.
(...)
Le Pen e alguns analistas não estão totalmente equivocados quando dizem que a eleição colocou em confronto o povo de cima contra o povo de baixo, os ricos contra os pobres. Macron, claramente, é o representante do povo de cima. Banqueiro, apoiado pelo sistema financeiro, formado em escolas de elite e profissional em aplicar a política neoliberal ostensivamente contra o povo, ele, inclusive, é conhecido como “o presidente dos ricos”. Logo no início de seu mandato, as reformas da previdência e trabalhista propostas por Macron, levaram às ruas mais de 500 mil manifestantes em diversas regiões do País. Agora, durante a disputa eleitoral, o ponto mais ressaltado da campanha de Macron é justamente aumentar a aposentadoria francesa de 62 anos para 65 anos. Ainda assim, a esquerda o apoia como o “mal menor” e deixa para Le Pen o poder de organizar toda a indignação do povo francês.
Maurice Clément, 82, motorista de caminhão aposentado, disse que votou nos socialistas a maior parte de sua vida. Mas em 2017 votou em Macron no segundo turno porque estava preocupado com a extrema-direita.
Agora, ele diz “Marine Le Pen é a única a defender os trabalhadores.” irritado com a proposta de Macron de aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 65 anos como parte de seus planos de reformar o sistema previdenciário. Para aqueles que fizeram trabalho braçal durante toda a vida, se aposentar aos 65 anos era o equivalente a se aposentar de “muletas”, disse ele.
“Para mim, Emmanuel Macron é um presidente que tornou os ricos mais ricos”, como disse Gaëtan François, um operador de trator de construção e vereador de 40 anos, entrevistado pelo New York Times em frente à prefeitura de Hard Court-aux-Bois.
Nesta disputa, Le Pen se concentrou em questões mais próximas à população e menos em questões radicais da direita francesa como o problema da imigração e do islamismo. A candidata visitou diversos vilarejos no norte do país e áreas com alto índice de desemprego, locais onde teve mais votos. Em sua campanha, ela sabiamente criticou o governo Macron e chamou o povo a lutar contra a miséria e a “injustiça insuportável” – como ela mesma disse – das medidas econômicas de Macron.
O trabalhador francês, especialmente aqueles mais desorganizados e distantes dos sindicatos, estão votando na extrema direita. Agora, o povo está preocupado em comer, sobreviver, e claramente não será o Macron que vai resolver a situação. É natural que, na ausência da esquerda, o povo vote em Le Pen.
Le Pen também é beneficiada por uma guinada à direita que vem tomando lugar na França junto a radicalização da população perante a miséria. A direita francesa hoje tem canais como CNews – semelhante a Fox, diversos Think Tanks e várias plataformas nas redes sociais. Essas coisas “não existiam na França ou estavam em estágio embrionário” alguns anos atrás, como declarou François de Voyer no início de abril, apresentador e financiador do Livre Noir, um canal do YouTube com um ano de existência focado em políticos de direita e extrema-direita. Além disso, a imagem de Le Pen ficou mais moderada e mais popular ao lado do outro candidato da extrema direita Éric Zemmour, que também teve um resultado expressivo entre os novos candidatos e adotou posições bem mais extremas que Le Pen.
Finalmente, Le Pen assumiu em grande medida o papel que a esquerda deveria assumir, e a esquerda se tornou avalista de Macron. Tal exemplo mostra uma das funções da extrema direita para manter o imperialismo no poder mesmo com os ataques mais brutais contra o povo.
Por outro lado, o que acontece na França mostra uma crise no seio do imperialismo. A França é, juntamente com a Inglaterra e a Alemanha, o país mais importante do bloco imperialista europeu. Le Pen discursa em defesa da nacionalidade francesa, e exalta a radicalização do povo contra as medidas neoliberais, essas, impulsionadas pela própria União Européia e pelos Estados Unidos. Pois bem, se o Brexit fosse um golpe para a unidade imperialista, uma quase saída nacionalista francesa, conforme estabelecido nas propostas de Le Pen, teria deixado a União Europeia em risco de vida.
Sendo assim, rapidamente figuras centrais do imperialismo europeu comemoraram a vitória de Macron:
“Juntos, avançaremos a França e a Europa”, escreveu Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, em francês no Twitter.
Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, escreveu no Twitter que “podemos contar com a França por mais cinco anos”.
O chanceler Olaf Scholz da Alemanha disse que a reeleição de Macron foi um “voto de confiança na Europa”.
Pois bem, Macron venceu. Mas as medidas neoliberais apoiadas por todo o imperialismo não vão. Le Pen e outros setores vão buscar a oposição no parlamento, mas, com a política de terra arrasada quem vai sofrer com a vitória de Macron e o fortalecimento da extrema-direita é o povo.
Foi Macron e o imperialismo quem fizeram a extrema-direita crescer, e a esquerda simplesmente ficou a reboque de Macron. Mesmo que a situação possa parecer de desastre impedido, o novo governo Macron cobrará da esquerda e do povo um preço gigantesco, inclusive para sua própria reorganização na França.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... -europeia/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Europa
Ameaça Polonesa
Polônia planeja ocupar suas “possessões históricas” na Ucrânia
O chefe do SVR Naryshkin anunciou os planos da Polônia de assumir o controle de parte da Ucrânia

Diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia, Sergei Naryshkin – Reprodução
─RIA Novosti, tradução do DCO ─ O Serviço de Inteligência Estrangeira recebeu informações sobre os planos de Varsóvia e Washington para estabelecer um rígido controle político-militar da Polônia sobre “suas posses históricas” na Ucrânia, disse o diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira, Sergei Naryshkin.
Ele explicou que estamos falando de uma tentativa de repetir o “acordo” histórico para a Polônia após a Primeira Guerra Mundial, quando o Ocidente coletivo, representado pela Entente, reconheceu o direito de Varsóvia de ocupar primeiro parte da Ucrânia para proteger a população de a “ameaça bolchevique” e, em seguida, a inclusão desses territórios no estado polonês.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-ucrania/
Polônia planeja ocupar suas “possessões históricas” na Ucrânia
O chefe do SVR Naryshkin anunciou os planos da Polônia de assumir o controle de parte da Ucrânia

Diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia, Sergei Naryshkin – Reprodução
─RIA Novosti, tradução do DCO ─ O Serviço de Inteligência Estrangeira recebeu informações sobre os planos de Varsóvia e Washington para estabelecer um rígido controle político-militar da Polônia sobre “suas posses históricas” na Ucrânia, disse o diretor do Serviço de Inteligência Estrangeira, Sergei Naryshkin.
Ele explicou que estamos falando de uma tentativa de repetir o “acordo” histórico para a Polônia após a Primeira Guerra Mundial, quando o Ocidente coletivo, representado pela Entente, reconheceu o direito de Varsóvia de ocupar primeiro parte da Ucrânia para proteger a população de a “ameaça bolchevique” e, em seguida, a inclusão desses territórios no estado polonês.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-ucrania/
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Mundo
Declaração a favor da Rússia
A OTAN sempre quis cercar a Rússia e a China
Os especialistas
O ex Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia para o Desarmamento e Controle de Armas, Mat Robson – Reprodução
Pravda.ru ─ A OTAN sempre quis cercar a Rússia e a China disse ex-Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia Mat Robson. O ex Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia para o Desarmamento e Controle de Armas, Mat Robson, agradeceu à Rússia por lutar contra a OTAN.
“As pessoas em todo o mundo perderam a noção do que são a Rússia e a China. É um absurdo dizer que eles são os principais agressores do mundo”, diz Mat Robson.
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para “desmilitarização e desnazificação da Ucrânia”.
Durante a operação, as Forças Armadas da Rússia eliminam instalações da infraestrutura militar ucraniana, sem realizar ataques contra alvos civis em cidades. Os militares russos também organizam corredores humanitários para população civil que foge da violência dos neonazistas e nacionalistas.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... e-a-china/
A OTAN sempre quis cercar a Rússia e a China
Os especialistas
O ex Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia para o Desarmamento e Controle de Armas, Mat Robson – ReproduçãoPravda.ru ─ A OTAN sempre quis cercar a Rússia e a China disse ex-Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia Mat Robson. O ex Vice-Ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia para o Desarmamento e Controle de Armas, Mat Robson, agradeceu à Rússia por lutar contra a OTAN.
“As pessoas em todo o mundo perderam a noção do que são a Rússia e a China. É um absurdo dizer que eles são os principais agressores do mundo”, diz Mat Robson.
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para “desmilitarização e desnazificação da Ucrânia”.
Durante a operação, as Forças Armadas da Rússia eliminam instalações da infraestrutura militar ucraniana, sem realizar ataques contra alvos civis em cidades. Os militares russos também organizam corredores humanitários para população civil que foge da violência dos neonazistas e nacionalistas.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... e-a-china/
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Europa
Roubo
UE pede confisco de bens russos congelados
Ativos sancionados devem ser usados para reconstruir a Ucrânia, diz presidente do Conselho Europeu
Presidente do Conselho Europeu Charles Michel – Reprodução
Os ativos russos que foram congelados na UE como parte das sanções contra Moscou pelo conflito com Kiev devem ser confiscados e alocados para a reconstrução da Ucrânia, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, nesta quinta-feira.
“Estou absolutamente convencido de que isso é extremamente importante não apenas para congelar bens, mas também para possibilitar seu confisco, disponibilizá-los para a reconstrução do país. Estou pessoalmente convencido”, insistiu Michel em entrevista à agência de notícias Interfax-Ucrânia.
Revelou que já tinha pedido ao serviço jurídico do Conselho que apresentasse “algumas ideias possíveis para encontrar uma solução jurídica em conformidade com os princípios do Estado de direito, que facilite e torne possível o confisco dos bens do pessoas que são sancionadas pela UE ou por outros países do mundo”.
Agir dessa maneira deve ser “uma questão de equidade, uma questão de justiça” para Bruxelas, acrescentou.
No entanto, Michel reconheceu que implementar seu plano em um “nível legal não é tão simples”.
“Existem 27 sistemas jurídicos em toda a UE e, em muitos estados membros da UE, isso precisa de uma decisão tomada por um tribunal para tornar isso possível. Leva tempo, é um processo difícil e longo ”, explicou.
As ideias do presidente do Conselho Europeu ecoaram as anteriormente expressas por Washington. No final de abril, a Casa Branca apresentou um conjunto de “propostas abrangentes” destinadas a supostamente responsabilizar os “oligarcas” russos pelos eventos na Ucrânia. As propostas incluíam “estabelecer uma autoridade administrativa simplificada” que seria capaz de confiscar bens sancionados e transferi-los para Kiev para “remediar os danos da agressão russa”.
Moscou condenou esses planos americanos como “nada além de simples expropriação de propriedade privada que [os EUA] procuram justificar falsamente”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que isso se tornaria “um precedente muito perigoso”, mostrando “o quão frágeis todas as fundações universalmente aceitas se tornaram” no campo dos direitos de propriedade privada, economia e política.
Os EUA, a UE e alguns outros países aplicaram várias rodadas de sanções econômicas sem precedentes a Moscou por causa de sua operação militar em andamento na Ucrânia. Os ativos estrangeiros do Banco Central da Rússia e várias outras entidades e empresários foram congelados, a Rússia foi efetivamente cortada dos mercados monetários dominados pelo dólar e pelo euro, e uma ampla gama de empresas estrangeiras parou de negociar com o país.
A Rússia atacou seu estado vizinho no final de fevereiro, após o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados pela primeira vez em 2014, e o eventual reconhecimento de Moscou das repúblicas de Donbass de Donetsk e Lugansk. Os protocolos mediados pela Alemanha e pela França foram projetados para dar às regiões separatistas um status especial dentro do estado ucraniano.
Desde então, o Kremlin exigiu que a Ucrânia se declare oficialmente um país neutro que nunca se juntará ao bloco militar da Otan liderado pelos EUA. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea e negou as alegações de que planejava retomar as duas repúblicas pela força.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... ongelados/
UE pede confisco de bens russos congelados
Ativos sancionados devem ser usados para reconstruir a Ucrânia, diz presidente do Conselho Europeu
Presidente do Conselho Europeu Charles Michel – ReproduçãoOs ativos russos que foram congelados na UE como parte das sanções contra Moscou pelo conflito com Kiev devem ser confiscados e alocados para a reconstrução da Ucrânia, disse o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, nesta quinta-feira.
“Estou absolutamente convencido de que isso é extremamente importante não apenas para congelar bens, mas também para possibilitar seu confisco, disponibilizá-los para a reconstrução do país. Estou pessoalmente convencido”, insistiu Michel em entrevista à agência de notícias Interfax-Ucrânia.
Revelou que já tinha pedido ao serviço jurídico do Conselho que apresentasse “algumas ideias possíveis para encontrar uma solução jurídica em conformidade com os princípios do Estado de direito, que facilite e torne possível o confisco dos bens do pessoas que são sancionadas pela UE ou por outros países do mundo”.
Agir dessa maneira deve ser “uma questão de equidade, uma questão de justiça” para Bruxelas, acrescentou.
No entanto, Michel reconheceu que implementar seu plano em um “nível legal não é tão simples”.
“Existem 27 sistemas jurídicos em toda a UE e, em muitos estados membros da UE, isso precisa de uma decisão tomada por um tribunal para tornar isso possível. Leva tempo, é um processo difícil e longo ”, explicou.
As ideias do presidente do Conselho Europeu ecoaram as anteriormente expressas por Washington. No final de abril, a Casa Branca apresentou um conjunto de “propostas abrangentes” destinadas a supostamente responsabilizar os “oligarcas” russos pelos eventos na Ucrânia. As propostas incluíam “estabelecer uma autoridade administrativa simplificada” que seria capaz de confiscar bens sancionados e transferi-los para Kiev para “remediar os danos da agressão russa”.
Moscou condenou esses planos americanos como “nada além de simples expropriação de propriedade privada que [os EUA] procuram justificar falsamente”.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que isso se tornaria “um precedente muito perigoso”, mostrando “o quão frágeis todas as fundações universalmente aceitas se tornaram” no campo dos direitos de propriedade privada, economia e política.
Os EUA, a UE e alguns outros países aplicaram várias rodadas de sanções econômicas sem precedentes a Moscou por causa de sua operação militar em andamento na Ucrânia. Os ativos estrangeiros do Banco Central da Rússia e várias outras entidades e empresários foram congelados, a Rússia foi efetivamente cortada dos mercados monetários dominados pelo dólar e pelo euro, e uma ampla gama de empresas estrangeiras parou de negociar com o país.
A Rússia atacou seu estado vizinho no final de fevereiro, após o fracasso da Ucrânia em implementar os termos dos acordos de Minsk, assinados pela primeira vez em 2014, e o eventual reconhecimento de Moscou das repúblicas de Donbass de Donetsk e Lugansk. Os protocolos mediados pela Alemanha e pela França foram projetados para dar às regiões separatistas um status especial dentro do estado ucraniano.
Desde então, o Kremlin exigiu que a Ucrânia se declare oficialmente um país neutro que nunca se juntará ao bloco militar da Otan liderado pelos EUA. Kiev insiste que a ofensiva russa foi completamente espontânea e negou as alegações de que planejava retomar as duas repúblicas pela força.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... ongelados/
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América Latina
Cuba
“Não foi uma bomba ou um ataque, foi um acidente infeliz”
Investigações preliminares indicam que a explosão foi causada por um vazamento de gás.
Díaz-Canel no Hotel Saratoga – Reprodução
─Granma PT ─ Diante de acontecimentos extraordinários e tempos difíceis, as autoridades cubanas sempre estiveram ao lado de seu povo. O primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, está no Hotel Saratoga, onde ocorreu uma forte explosão esta tarde. Ele está acompanhado do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e do presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Esteban Lazo.
Investigações preliminares indicam que a explosão foi causada por um vazamento de gás. Haverá mais detalhes a este respeito em breve, indicou a Presidência cubana em uma mensagem no Twitter.
Díaz-Canel também esteve em alguns dos centros hospitalares que agora atendem as vítimas do acidente. Faz-se acompanhar do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e do ministro da Saúde José Angel Portal Miranda.
No hospital Hermanos Ameijeras, foi informado sobre o estado de saúde dos transferidos para lá, segundo a Presidência cubana.
Além disso, em sua visita ao hospital Calixto García, ele aprendeu sobre a situação de vinte pacientes.
“Não foi uma bomba ou um ataque, é um acidente lamentável”, disse o Chefe de Estado sobre os acontecimentos no Saratoga Hotel.
“Nossos hospitais dependem de todos os feridos e o trabalho continua nas atividades de resgate”, acrescentou.
“Lá Guapeen, temos que salvar nosso povo”, disse Díaz-Canel ao diretor do Hospital Calixto García no final de sua estadia na instituição médica, onde mais de vinte pacientes são atendidos.
O Presidente então retornou às imediações do Saratoga Hotel, onde foi atualizado sobre as ações de resgate e salvamento.
Nas redes sociais, centenas de pessoas transmitem a mais profunda solidariedade às vítimas e suas famílias.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... e-infeliz/
“Não foi uma bomba ou um ataque, foi um acidente infeliz”
Investigações preliminares indicam que a explosão foi causada por um vazamento de gás.
Díaz-Canel no Hotel Saratoga – Reprodução─Granma PT ─ Diante de acontecimentos extraordinários e tempos difíceis, as autoridades cubanas sempre estiveram ao lado de seu povo. O primeiro secretário do Comitê Central do Partido e presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, está no Hotel Saratoga, onde ocorreu uma forte explosão esta tarde. Ele está acompanhado do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e do presidente da Assembleia Nacional de Cuba, Esteban Lazo.
Investigações preliminares indicam que a explosão foi causada por um vazamento de gás. Haverá mais detalhes a este respeito em breve, indicou a Presidência cubana em uma mensagem no Twitter.
Díaz-Canel também esteve em alguns dos centros hospitalares que agora atendem as vítimas do acidente. Faz-se acompanhar do primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz e do ministro da Saúde José Angel Portal Miranda.
No hospital Hermanos Ameijeras, foi informado sobre o estado de saúde dos transferidos para lá, segundo a Presidência cubana.
Além disso, em sua visita ao hospital Calixto García, ele aprendeu sobre a situação de vinte pacientes.
“Não foi uma bomba ou um ataque, é um acidente lamentável”, disse o Chefe de Estado sobre os acontecimentos no Saratoga Hotel.
“Nossos hospitais dependem de todos os feridos e o trabalho continua nas atividades de resgate”, acrescentou.
“Lá Guapeen, temos que salvar nosso povo”, disse Díaz-Canel ao diretor do Hospital Calixto García no final de sua estadia na instituição médica, onde mais de vinte pacientes são atendidos.
O Presidente então retornou às imediações do Saratoga Hotel, onde foi atualizado sobre as ações de resgate e salvamento.
Nas redes sociais, centenas de pessoas transmitem a mais profunda solidariedade às vítimas e suas famílias.
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Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Conflito Israel-Palestina
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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África e Africanidades
Crise de saúde
Surto de Ebola volta a castigar o Congo
Imperialismo deixa países pobres como o Congo serem dizimados por doenças para lucrar

Vírus do Ebola – CDC/Cynthia Goldsmith – Public Health Image Library, #10816
A descoberta de um novo caso de Ebola na região norte da República Democrática do Congo, na cidade de Mbandaka, motivou as autoridades sanitárias do país a declararem, no dia 23/04/2022 (sábado), um novo surto da doença.
O novo surto surge há pouco mais de 4 (quatro) meses depois de oficialmente encerrado o surto anterior, que havia se iniciado em 8 de outubro de 2021 e terminou oficialmente em 16 de dezembro, deixando um total de 9 mortos.
Já é o 11º (décimo primeiro) surto de Ebola a ter início na República Democrática do Congo desde 2007.
Ebola é uma das doenças que já deveria ter sido erradicada da face da terra, em razão do desenvolvimento tecnológico da humanidade no último século.
Contudo, como vivemos no modo de produção capitalista, em especial na sua fase de decadência (o Imperialismo), doenças que deveriam ter sido erradicadas ainda não o foram. Ademais, doenças que já haviam sido erradicadas voltam a assolar o planeta, especialmente os países mais esmagados pelo Imperialismo, quais sejam, os países do continente africano.
A não erradicação das doenças, apesar do desenvolvimento tecnológico da humanidade, nada mais é do que um produto do próprio modo de produção capitalista: nele, tudo se transforma em mercadoria, até mesmo a vida de bilhões de seres humanos.
Para o Imperialismo, em especial para os monopólios da indústria farmacêutica, só vale salvar vidas na medida em que seja lucrativo e/ou desde que seja necessário para a manutenção de uma estabilidade política, necessária para a continuidade da exploração capitalista.
Assim, a erradicação de doenças fica dificultada, pois o motor que move a indústria farmacêutica não é a descoberta científica, e muito menos o apreço pela vida humana e sim o lucro.
Por sua vez, e no mesmo sentido, o retorno de doenças que já haviam sido erradicadas é produto da destruição das forças produtivas causada pelo Imperialismo através da política neoliberal.
Através dessa política, os países imperialistas (os principais são: EUA, Inglaterra, França, Alemanha e Japão) promoveram a maior destruição de forças produtivas que a humanidade já viu. Maior até que as duas grandes Guerras.
Colocando em termos concretos: a fim de salvar os monopólios capitalistas da falência, sugando todo o orçamento estatal necessário (leia-se, o dinheiro do povo), os países imperialistas promoveram uma destruição generalizada dos sistemas de saúde mundo afora, principalmente o dos países atrasados, mas também o dos seus próprios países.
E quando falamos em sistema de saúde, também falamos do aspecto sanitário, fundamental para a prevenção das mais variadas doenças.
Esse novo surto de Ebola nada mais é do que um produto dessa destruição neoliberal.
Assim também o são os frequentes surtos epidêmicos/pandêmicos das demais doenças, cuja frequência vem aumentado nos últimos anos.
Cumpre lembrar que ainda estamos enfrentando a pandemia da COVID-19, que se iniciou há mais de dois anos. Embora boa parte da população do continente americano, europeu e asiático já tenha sido vacinada, no continente africano, menos de 25% da população foi imunizada.
Enquanto a população africana comia o pão que o diabo amassou, os países imperialistas, principalmente os Estados Unidos, fazia estoque de doses vacinais, mais do que o necessário para imunizar a própria população.
Isto, combinado com o novo surto de Ebola, demonstra o quão esmagado são os povos africanos.
Como fica claro, não é um mero problema de saúde pública, é um problema político: enquanto o Imperialismo continuar a esmagar e a impedir o desenvolvimento dos países atrasados, em especial os países africanos, esses surtos continuarão a se repetir. Doenças que já estão erradicadas voltarão a aparecer.
Assim, a única saída é a derrocada do próprio imperialismo e, consequentemente, do modo de produção capitalista, que já está com seus dias contatados, pois o povo oprimido do mundo inteiro não aguenta mais uma vida de miséria e de destruição neoliberal.
A luta continua. Deve continuar.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... r-o-congo/
Surto de Ebola volta a castigar o Congo
Imperialismo deixa países pobres como o Congo serem dizimados por doenças para lucrar

Vírus do Ebola – CDC/Cynthia Goldsmith – Public Health Image Library, #10816
A descoberta de um novo caso de Ebola na região norte da República Democrática do Congo, na cidade de Mbandaka, motivou as autoridades sanitárias do país a declararem, no dia 23/04/2022 (sábado), um novo surto da doença.
O novo surto surge há pouco mais de 4 (quatro) meses depois de oficialmente encerrado o surto anterior, que havia se iniciado em 8 de outubro de 2021 e terminou oficialmente em 16 de dezembro, deixando um total de 9 mortos.
Já é o 11º (décimo primeiro) surto de Ebola a ter início na República Democrática do Congo desde 2007.
Ebola é uma das doenças que já deveria ter sido erradicada da face da terra, em razão do desenvolvimento tecnológico da humanidade no último século.
Contudo, como vivemos no modo de produção capitalista, em especial na sua fase de decadência (o Imperialismo), doenças que deveriam ter sido erradicadas ainda não o foram. Ademais, doenças que já haviam sido erradicadas voltam a assolar o planeta, especialmente os países mais esmagados pelo Imperialismo, quais sejam, os países do continente africano.
A não erradicação das doenças, apesar do desenvolvimento tecnológico da humanidade, nada mais é do que um produto do próprio modo de produção capitalista: nele, tudo se transforma em mercadoria, até mesmo a vida de bilhões de seres humanos.
Para o Imperialismo, em especial para os monopólios da indústria farmacêutica, só vale salvar vidas na medida em que seja lucrativo e/ou desde que seja necessário para a manutenção de uma estabilidade política, necessária para a continuidade da exploração capitalista.
Assim, a erradicação de doenças fica dificultada, pois o motor que move a indústria farmacêutica não é a descoberta científica, e muito menos o apreço pela vida humana e sim o lucro.
Por sua vez, e no mesmo sentido, o retorno de doenças que já haviam sido erradicadas é produto da destruição das forças produtivas causada pelo Imperialismo através da política neoliberal.
Através dessa política, os países imperialistas (os principais são: EUA, Inglaterra, França, Alemanha e Japão) promoveram a maior destruição de forças produtivas que a humanidade já viu. Maior até que as duas grandes Guerras.
Colocando em termos concretos: a fim de salvar os monopólios capitalistas da falência, sugando todo o orçamento estatal necessário (leia-se, o dinheiro do povo), os países imperialistas promoveram uma destruição generalizada dos sistemas de saúde mundo afora, principalmente o dos países atrasados, mas também o dos seus próprios países.
E quando falamos em sistema de saúde, também falamos do aspecto sanitário, fundamental para a prevenção das mais variadas doenças.
Esse novo surto de Ebola nada mais é do que um produto dessa destruição neoliberal.
Assim também o são os frequentes surtos epidêmicos/pandêmicos das demais doenças, cuja frequência vem aumentado nos últimos anos.
Cumpre lembrar que ainda estamos enfrentando a pandemia da COVID-19, que se iniciou há mais de dois anos. Embora boa parte da população do continente americano, europeu e asiático já tenha sido vacinada, no continente africano, menos de 25% da população foi imunizada.
Enquanto a população africana comia o pão que o diabo amassou, os países imperialistas, principalmente os Estados Unidos, fazia estoque de doses vacinais, mais do que o necessário para imunizar a própria população.
Isto, combinado com o novo surto de Ebola, demonstra o quão esmagado são os povos africanos.
Como fica claro, não é um mero problema de saúde pública, é um problema político: enquanto o Imperialismo continuar a esmagar e a impedir o desenvolvimento dos países atrasados, em especial os países africanos, esses surtos continuarão a se repetir. Doenças que já estão erradicadas voltarão a aparecer.
Assim, a única saída é a derrocada do próprio imperialismo e, consequentemente, do modo de produção capitalista, que já está com seus dias contatados, pois o povo oprimido do mundo inteiro não aguenta mais uma vida de miséria e de destruição neoliberal.
A luta continua. Deve continuar.
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África e Africanidades
No subtítulo: Congo dizimado pela doença
Na notícia: 9 óbitos no último surto
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África e Africanidades
Uma coisa importante que os inteligentes sabem é nunca acreditar nos dados oficiais, que tendem a ser muito menores, como por exemplo o número de mortes pela covid-19 mostrou com as subnotificações etc.
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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África e Africanidades
Concordo. Os números de China e Coreia do Norte são um bom exemplo disso.
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piadaitaliano/F42 escreveu: ↑18 Abr 2021, 21:26com todo o perdão da palavra e com toda a certeza que eu serei punido, piada é a cabeça da minha piroca! porra mano, eu tive que adicionar seu nome como "pseudo" pré candidato a moderação lá no datafórum e você agora fala que é piada? o que vc tem na sua cabeça, mano?
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África e Africanidades
Evidente.
Se não se deve confiar nem nesses países oprimidos pelo imperialismo, que dirá da África, que é praticamente a privada dos senhores do mundo. Tem que ser muito inocente.
Se não se deve confiar nem nesses países oprimidos pelo imperialismo, que dirá da África, que é praticamente a privada dos senhores do mundo. Tem que ser muito inocente.
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Europa
Reino Unido
Votação na Irlanda do Norte revela apoio popular ao separatismo
Partido Sinn Féin foi o mais votado pela primeira vez na história
Situada na parte norte da Ilha da Irlanda, a Irlanda do Norte luta por sua separação do Reino Unido e unificação com a Irlanda – Foto: Reprodução
Nesta semana, o partido político separatista Sinn Féin foi o mais votado nas eleições da Irlanda do Norte, uma votação histórica. Divulgada no sábado, 7 de maio, a contagem final do pleito teve como resultado 29% dos votos para o Sinn Féin, que obteve ainda 27 assentos, no total de 90, na Assembleia de Belfast. O Partido Unionista Democrático (DUP), majoritário por duas décadas na política irlandesa, alcançou 25 assentos e recebeu 21,3% dos votos, ficando em segundo lugar. O Partido Alianza, de tendência política centro liberal, obteve 13,5%.
Antigo braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), o Sinn Féin tem como principal objetivo sua separação do Reino Unido e unificação com a Irlanda.
A líder do partido, Michelle O’Neill, vai tentar ser ministra-chefe da nação, um cargo que nunca foi ocupado por um político nacionalista desde que a Irlanda do Norte fora fundada em 1921. Para ocupar esse cargo, o DUP ainda tem que concordar em nomear um vice-ministro-chefe (que tem igual valor ao de ministro-chefe), obedecendo a regra do compartilhamento de poder no país, cujos ocupantes desses cargos são ligados a partidos sindicalistas pró-Reino Unido.
Embora o objetivo do partido seja a separação do país do Reino Unido e a unificação com a República da Irlanda, Michelle O’Neill prometeu trabalhar “por associação, não por divisão”, iniciando “uma nova era”.
A conjuntura política na Irlanda do Norte é de crise. Recentemente, o líder político do DUP, Jeffrey Donaldson, exonerou do cargo de ministro-chefe do país Paul Givan por causa do protocolo do Brexit encabeçado pelo Reino Unido. Por esse protocolo, acordado pelo Reino Unido e a União Europeia, fica proibido o retorno de fronteira física na ilha da Irlanda.
A vitória do Sinn Féin não significará facilidades à vista para fazer pelo menos um referendo sobre a tão sonhada separação do país e sua reunificação. Segundo uma lei de 1998, fruto da assinatura do Acordo da Sexta-feira Santa, a Irlanda do Norte permaneceria parte do Reino Unido e só deixaria de sê-lo com a aprovação da maioria do povo norte-irlandês.
Um conflito fruto da dominação do imperialismo britânico
Esse conflito tem suas origens na dominação britânica na ilha da Irlanda, com início em 1800, através do Act of Union (Ato de união ou unificação), posto em prática em 1801, unificando a Irlanda ao Reino Unido, dando origem ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Dominada pelos ingleses, o Reino Unido não trouxe melhoras significativas para a Irlanda, cujo povo passou por diversas crises alimentares que os levaram a emigrar para Austrália e Estados Unidos. Além da pobreza provocada pela exploração inglesa, a população irlandesa também sofria com a questão religiosa, pois ela professava a religião católica, enquanto os ingleses seguiam a corrente anglicana.
Durante o século XIX, a população irlandesa lutou pelo direito de ter seu parlamento e soberania sobre seus assuntos internos. Esses direitos seriam conquistados após a Grande Guerra de 1914. Em 1919, a Irlanda inicia um conflito armado para conquistar sua independência, que viria em 1922, com a criação do Estado Livre da Irlanda.
O Estado Livre da Irlanda previa que os 32 condados do país pudessem exercer o direito de permanecerem unidos à Grã-Bretanha. Com essa brecha, seis condados, cuja maioria da população professava o protestantismo, ficaram atrelados ao Reino Unido, dando origem à Irlanda do Norte(Ulster), no nordeste da ilha. Essa divisão perdura até hoje.
Uma das regiões mais pobres da Europa, a Irlanda do Norte segue dividida: de um lado, os católicos, o Sinn Féin e o IRA, os quais desejam se reunificar com a República da Irlanda; de outro, os unionistas, de religião protestante, que desejam permanecer no Reino Unido, sob domínio inglês.
Ao longo desses cem anos, houve muitas mortes e repressão por parte do imperialismo britânico e do choque entre os dois grupos políticos, sobretudo na década de 70 do século XX, quando a Inglaterra entrou em declínio econômico e social, intensificando ainda mais a crise.
Um dos episódios mais violentos na região foi o Domingo Sangrento, em 30 de janeiro de 1972, quando a polícia britânica assassinou 13 civis católicos que participavam de uma passeata em reivindicação a direitos iguais entre os católicos e protestantes.
A vitória do Sinn Féin revela a crise no Reino Unido, que pode se esfacelar e se enfraquecer ainda mais. Que a vontade popular do povo da Irlanda do Norte seja respeitada e o país possa se libertar da exploração inglesa e se tornar independente.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... paratismo/
Votação na Irlanda do Norte revela apoio popular ao separatismo
Partido Sinn Féin foi o mais votado pela primeira vez na história
Situada na parte norte da Ilha da Irlanda, a Irlanda do Norte luta por sua separação do Reino Unido e unificação com a Irlanda – Foto: ReproduçãoNesta semana, o partido político separatista Sinn Féin foi o mais votado nas eleições da Irlanda do Norte, uma votação histórica. Divulgada no sábado, 7 de maio, a contagem final do pleito teve como resultado 29% dos votos para o Sinn Féin, que obteve ainda 27 assentos, no total de 90, na Assembleia de Belfast. O Partido Unionista Democrático (DUP), majoritário por duas décadas na política irlandesa, alcançou 25 assentos e recebeu 21,3% dos votos, ficando em segundo lugar. O Partido Alianza, de tendência política centro liberal, obteve 13,5%.
Antigo braço político do Exército Republicano Irlandês (IRA), o Sinn Féin tem como principal objetivo sua separação do Reino Unido e unificação com a Irlanda.
A líder do partido, Michelle O’Neill, vai tentar ser ministra-chefe da nação, um cargo que nunca foi ocupado por um político nacionalista desde que a Irlanda do Norte fora fundada em 1921. Para ocupar esse cargo, o DUP ainda tem que concordar em nomear um vice-ministro-chefe (que tem igual valor ao de ministro-chefe), obedecendo a regra do compartilhamento de poder no país, cujos ocupantes desses cargos são ligados a partidos sindicalistas pró-Reino Unido.
Embora o objetivo do partido seja a separação do país do Reino Unido e a unificação com a República da Irlanda, Michelle O’Neill prometeu trabalhar “por associação, não por divisão”, iniciando “uma nova era”.
A conjuntura política na Irlanda do Norte é de crise. Recentemente, o líder político do DUP, Jeffrey Donaldson, exonerou do cargo de ministro-chefe do país Paul Givan por causa do protocolo do Brexit encabeçado pelo Reino Unido. Por esse protocolo, acordado pelo Reino Unido e a União Europeia, fica proibido o retorno de fronteira física na ilha da Irlanda.
A vitória do Sinn Féin não significará facilidades à vista para fazer pelo menos um referendo sobre a tão sonhada separação do país e sua reunificação. Segundo uma lei de 1998, fruto da assinatura do Acordo da Sexta-feira Santa, a Irlanda do Norte permaneceria parte do Reino Unido e só deixaria de sê-lo com a aprovação da maioria do povo norte-irlandês.
Um conflito fruto da dominação do imperialismo britânico
Esse conflito tem suas origens na dominação britânica na ilha da Irlanda, com início em 1800, através do Act of Union (Ato de união ou unificação), posto em prática em 1801, unificando a Irlanda ao Reino Unido, dando origem ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte.
Dominada pelos ingleses, o Reino Unido não trouxe melhoras significativas para a Irlanda, cujo povo passou por diversas crises alimentares que os levaram a emigrar para Austrália e Estados Unidos. Além da pobreza provocada pela exploração inglesa, a população irlandesa também sofria com a questão religiosa, pois ela professava a religião católica, enquanto os ingleses seguiam a corrente anglicana.
Durante o século XIX, a população irlandesa lutou pelo direito de ter seu parlamento e soberania sobre seus assuntos internos. Esses direitos seriam conquistados após a Grande Guerra de 1914. Em 1919, a Irlanda inicia um conflito armado para conquistar sua independência, que viria em 1922, com a criação do Estado Livre da Irlanda.
O Estado Livre da Irlanda previa que os 32 condados do país pudessem exercer o direito de permanecerem unidos à Grã-Bretanha. Com essa brecha, seis condados, cuja maioria da população professava o protestantismo, ficaram atrelados ao Reino Unido, dando origem à Irlanda do Norte(Ulster), no nordeste da ilha. Essa divisão perdura até hoje.
Uma das regiões mais pobres da Europa, a Irlanda do Norte segue dividida: de um lado, os católicos, o Sinn Féin e o IRA, os quais desejam se reunificar com a República da Irlanda; de outro, os unionistas, de religião protestante, que desejam permanecer no Reino Unido, sob domínio inglês.
Ao longo desses cem anos, houve muitas mortes e repressão por parte do imperialismo britânico e do choque entre os dois grupos políticos, sobretudo na década de 70 do século XX, quando a Inglaterra entrou em declínio econômico e social, intensificando ainda mais a crise.
Um dos episódios mais violentos na região foi o Domingo Sangrento, em 30 de janeiro de 1972, quando a polícia britânica assassinou 13 civis católicos que participavam de uma passeata em reivindicação a direitos iguais entre os católicos e protestantes.
A vitória do Sinn Féin revela a crise no Reino Unido, que pode se esfacelar e se enfraquecer ainda mais. Que a vontade popular do povo da Irlanda do Norte seja respeitada e o país possa se libertar da exploração inglesa e se tornar independente.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... paratismo/
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