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Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Se é o Biroliro que mete essa... 
JF CH
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Usuário do Mês de Outubro/2016, Janeiro/2018, Maio/2019, Janeiro/2020 e Setembro/2020
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piadaitaliano/F42 escreveu: ↑18 Abr 2021, 21:26com todo o perdão da palavra e com toda a certeza que eu serei punido, piada é a cabeça da minha piroca! porra mano, eu tive que adicionar seu nome como "pseudo" pré candidato a moderação lá no datafórum e você agora fala que é piada? o que vc tem na sua cabeça, mano?
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NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/202 ... hina.shtml
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, obteve de sua primeira participação no G7 o mais duro comunicado em relação à China desde o início do governo de Xi Jinping, em 2012.
No documento do grupo de potências industrializadas, o país asiático é citado diretamente cinco vezes (incluindo uma menção a Taiwan).
Os itens criticam falta de transparência na investigação sobre a origem do Sars-Cov-2, práticas comerciais distorcivas e desrespeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais, especialmente em Hong Kong.
No documento, a alusão à China nas entrelinhas é indisfarçável. É o caso de referências a trabalho forçado, precarização do trabalho, furto de propriedade intelectual e uso desleal de subsídios estatais, que, embora não mencionem explicitamente a potência asiática, abordam problemas constantemente atribuídos pelos líderes ocidentais ao sistema econômico chinês.
Para além das menções diretas ou indiretas no comunicado final, a China foi quase onipresente nos debates entre Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Itália, Canadá e União Europeia, não só quando eles concordavam — na condenação de atentados a direitos humanos — como também nas posições divergentes. Nessas, pesa principalmente a relutância europeia em afrontar um país com o qual o continente tem negócios em curso e em vista.
Nas últimas duas décadas, o Reino Unido recebeu 50 bilhões de euros (R$ 310 bi) de investimentos chineses, a Alemanha, quase 23 bilhões de euros (mais de R$ 141 bi), a Itália, cerca de 16 bilhões (R$ 98 bi), e a França, 14,4 bilhões de euros (R$ 89 bi).
Com Joe Biden nas mesas em vez do ex-presidente Donald Trump, o encontro também refletiu uma mudança na estratégia para fazer frente ao crescente poder da China : saem as guerras tarifárias e entram doações e empréstimos. Se o país asiático avança com exportação de vacinas, as democracias contra-atacam com doações de imunizantes “sem contrapartidas”.
Se a China atrai dezenas de países para sua esfera de influência com as rodovias, ferrovias e cabos da Nova Rota da Seda, os líderes do G7 acenam com bilhões de dólares para projetos de infraestrutura, mas “financeiramente sustentáveis, transparentes e ambientalmente responsáveis”.
A investida ocidental ainda está longe de desembolsar recursos e nem mesmo definiu seus valores, mas já tem nome e sigla : Reconstruir Melhor para o Mundo, ou B2W.
Joe Biden repetiu o conceito geral em seus pronunciamentos no início e no final do fórum no Reino Unido : contra um concorrente com o poder de fogo da China, a batalha dos países democráticos só será vencida se eles convencerem o mundo de que são uma alternativa melhor.
“Estamos em uma competição não com a China em si, mas com autocratas em todo o mundo”, disse ele neste domingo.
Questionado sobre se esperava que o comunicado do G7 fosse mais explícito nas críticas à China, Joe Biden respondeu : “Há várias menções à China. Estou satisfeito”, depois de ressaltar que não estava “procurando conflito” com a potência rival.
O governo chinês já havia expressado uma visão diferente, afirmando que "o multilateralismo precisa ser genuíno e não baseado nos interesses de um pequeno círculo de países”. A declaração se referia aos pedidos de mais acesso aos laboratórios e dados de Wuhan, onde o coronavírus foi detectado inicialmente.
Se o texto final mostra relativo sucesso de Joe Biden em sua pressão por uma posição mais contundente, líderes europeus foram mais contidos que o presidente americano em suas declarações.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, por exemplo, não mencionou a China em seu pronunciamento final.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que “o G7 não é hostil” ao país asiático.
O bloco europeu também aprovou recentemente um acordo de investimento com a China, suspenso após conflitos diplomáticos. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que o tratado só deve ser ratificado se Pequim avançar no respeito a direitos trabalhistas.
O G7 também concordou com novas leis tributárias internacionais para conter a procura de multinacionais por paraísos fiscais, projetos comuns em áreas como semicondutores, baterias e produtos farmacêuticos, e bloqueio de investimentos no uso de carvão como energia.
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, obteve de sua primeira participação no G7 o mais duro comunicado em relação à China desde o início do governo de Xi Jinping, em 2012.
No documento do grupo de potências industrializadas, o país asiático é citado diretamente cinco vezes (incluindo uma menção a Taiwan).
Os itens criticam falta de transparência na investigação sobre a origem do Sars-Cov-2, práticas comerciais distorcivas e desrespeito aos direitos humanos e liberdades fundamentais, especialmente em Hong Kong.
No documento, a alusão à China nas entrelinhas é indisfarçável. É o caso de referências a trabalho forçado, precarização do trabalho, furto de propriedade intelectual e uso desleal de subsídios estatais, que, embora não mencionem explicitamente a potência asiática, abordam problemas constantemente atribuídos pelos líderes ocidentais ao sistema econômico chinês.
Para além das menções diretas ou indiretas no comunicado final, a China foi quase onipresente nos debates entre Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Itália, Canadá e União Europeia, não só quando eles concordavam — na condenação de atentados a direitos humanos — como também nas posições divergentes. Nessas, pesa principalmente a relutância europeia em afrontar um país com o qual o continente tem negócios em curso e em vista.
Nas últimas duas décadas, o Reino Unido recebeu 50 bilhões de euros (R$ 310 bi) de investimentos chineses, a Alemanha, quase 23 bilhões de euros (mais de R$ 141 bi), a Itália, cerca de 16 bilhões (R$ 98 bi), e a França, 14,4 bilhões de euros (R$ 89 bi).
Com Joe Biden nas mesas em vez do ex-presidente Donald Trump, o encontro também refletiu uma mudança na estratégia para fazer frente ao crescente poder da China : saem as guerras tarifárias e entram doações e empréstimos. Se o país asiático avança com exportação de vacinas, as democracias contra-atacam com doações de imunizantes “sem contrapartidas”.
Se a China atrai dezenas de países para sua esfera de influência com as rodovias, ferrovias e cabos da Nova Rota da Seda, os líderes do G7 acenam com bilhões de dólares para projetos de infraestrutura, mas “financeiramente sustentáveis, transparentes e ambientalmente responsáveis”.
A investida ocidental ainda está longe de desembolsar recursos e nem mesmo definiu seus valores, mas já tem nome e sigla : Reconstruir Melhor para o Mundo, ou B2W.
Joe Biden repetiu o conceito geral em seus pronunciamentos no início e no final do fórum no Reino Unido : contra um concorrente com o poder de fogo da China, a batalha dos países democráticos só será vencida se eles convencerem o mundo de que são uma alternativa melhor.
“Estamos em uma competição não com a China em si, mas com autocratas em todo o mundo”, disse ele neste domingo.
Questionado sobre se esperava que o comunicado do G7 fosse mais explícito nas críticas à China, Joe Biden respondeu : “Há várias menções à China. Estou satisfeito”, depois de ressaltar que não estava “procurando conflito” com a potência rival.
O governo chinês já havia expressado uma visão diferente, afirmando que "o multilateralismo precisa ser genuíno e não baseado nos interesses de um pequeno círculo de países”. A declaração se referia aos pedidos de mais acesso aos laboratórios e dados de Wuhan, onde o coronavírus foi detectado inicialmente.
Se o texto final mostra relativo sucesso de Joe Biden em sua pressão por uma posição mais contundente, líderes europeus foram mais contidos que o presidente americano em suas declarações.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, por exemplo, não mencionou a China em seu pronunciamento final.
O presidente da França, Emmanuel Macron, disse que “o G7 não é hostil” ao país asiático.
O bloco europeu também aprovou recentemente um acordo de investimento com a China, suspenso após conflitos diplomáticos. A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que o tratado só deve ser ratificado se Pequim avançar no respeito a direitos trabalhistas.
O G7 também concordou com novas leis tributárias internacionais para conter a procura de multinacionais por paraísos fiscais, projetos comuns em áreas como semicondutores, baterias e produtos farmacêuticos, e bloqueio de investimentos no uso de carvão como energia.



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Alberto Fernandez é um direitista, homem dos bancos, racista, baita pau no cu, isso sim. Não é nem nunca foi de esquerda.
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Presidente do Haiti é assassinado a tiros em casa
Premiê interino diz que 'um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente' e 'feriu mortalmente o chefe de Estado'.
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7), anunciou o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph.
A primeira-dama, Maritne Moise, levou um tiro e foi hospitalizada.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021 ... stro.ghtml
Está aí uma boa ideia para o Brasil.
Premiê interino diz que 'um grupo de indivíduos não identificados, alguns dos quais falavam em espanhol, atacou a residência privada do presidente' e 'feriu mortalmente o chefe de Estado'.
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi morto em um ataque a tiros em sua casa, na capital Porto Príncipe, na madrugada desta quarta-feira (7), anunciou o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph.
A primeira-dama, Maritne Moise, levou um tiro e foi hospitalizada.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021 ... stro.ghtml
Está aí uma boa ideia para o Brasil.
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"Um governo que não aparece faz o povo feliz. Um governo que tudo quer determinar faz o povo infeliz." - Lao Tsé
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Quando leio notícias desses países de merda, penso que talvez o Brasil não seja mesmo tão ruim.
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América Latina
Cuba vive maiores protestos contra o Governo desde os anos noventa
Milhares de pessoas foram às ruas protestar contra o Governo cubano, impulsionadas pela grave crise sanitária, econômica e de abastecimento que a ilha, agravada pela pandemia de covid-19
As ruas de Havana e várias cidades de Cuba enfrentaram as maiores manifestações contra o Governo desde o maleconazo de 1994, os protestos massivos na capital cubana que marcaram a década de noventa. Mais uma vez, o estopim para a manifestação deste domingo ―em que participaram milhares de pessoas em todo o país e que resultou em centenas de detidos―, foi a grave escassez e miséria sofrida pelos habitantes da ilha, agravadas pelos efeitos da pandemia de covid-19. Gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura” puderam ser ouvidos na Havana Velha, coração da capital do país, e em outras partes de Cuba, amplificados pelas redes sociais, que nos últimos meses têm abalado o cenário político cubano.
Segundo depoimentos de jornalistas locais, vídeos e imagens difundidas nas redes sociais, centenas de cubanos saíram às ruas neste domingo por volta do meio-dia gritando “Liberdade, liberdade” e “Abaixo a ditadura” nos dois municípios, e rapidamente circulou o rumor de que outras cidades do interior do país começavam a aderir ao protesto.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel fez um pronunciamento imediato na televisão, culpando os Estados Unidos e sua política de sanções pela piora da situação econômica e por incentivar os protestos. “Convocamos todos os revolucionários, todos os comunistas para que saiam às ruas e vão aos lugares onde acontecerão essas provocações”, disse.
A faísca dos protestos começou no domingo na pequena cidade de San Antonio de los Baños, em Havana, onde centenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra os longos apagões de eletricidade e exigir que as autoridades as vacinassem contra a covid-19. Logo depois, no entanto, suas demandas se transformaram em gritos por “liberdade” e demandas por mudanças políticas. O protesto chegou ao Facebook em poucos minutos e foi transmitido ao vivo, gerando convocatórias para mais manifestações nas redes. Díaz-Canel foi a San Antonio de los Baños ao meio-dia e percorreu a cidade, falou sobre a difícil situação epidemiológica no país e os esforços do Governo para resolvê-la. Nos últimos dias, os casos positivos de covid-19 e os mortos pela pandemia se multiplicaram exponencialmente, colocando províncias como Matanzas à beira do colapso da saúde. Neste sábado a ilha registrou pelo terceiro dia consecutivo o maior número de novos casos e de mortos por covid-19: 6.923 infecções e 47 óbitos.
O presidente cubano advertiu que se “há pessoas com legítima insatisfação com a situação em que vivem e também revolucionários confusos”, ao mesmo tempo “há oportunistas, contra-revolucionários e mercenários pagos pelo governo dos Estados Unidos para organizar este tipo de manifestações”
Foi então que afirmou que “não serão permitidas provocações” e pronunciou a famosa frase que era um mantra de Fidel Castro: “A rua é dos revolucionários”. “Aqui nenhum verme ou contra-revolucionário tomará ruas”, disse ele, e instou a parar “as campanhas da mídia” e que “o povo não se permita ser provocado”. Em outras palavras, os fiéis vão às ruas para lutar contra os protestos.
Logo surgiram na Internet notícias de manifestações simultâneas na cidade de Palma Soriano, em Santiago de Cuba, em Alquízar e em outros lugares, algo absolutamente inédito no país, e também houve uma chamada em frente ao Instituto Cubano de Rádio e Televisão (ICRT), no bairro do Vedado da capital, por alguns integrantes do 27-N, grupo de artistas que no final do ano passado se manifestou em frente ao Ministério da Cultura pedindo liberdade de expressão e o fim do assédio à oposição e criadores dissidentes. A manifestação do ICRT, da qual participaram dezenas de pessoas, produziu uma contramanifestação que culminou num ato de repúdio e detenção de todos os protestantes.
Na mesma hora, vários milhares de pessoas também se reuniram no Parque da Fraternidad, próximo ao Capitólio, em Havana Velha. Os participantes viram a convocatória do protesto nas redes sociais. Em pouco tempo, vários milhares de pessoas, manifestantes, curiosos e grupos de defensores da revolução se reuniram ali. Alguns gritaram “Liberdade” e “Pátria e vida” —a canção composta por um grupo de artistas cubanos radicados em Miami e na ilha que desafiou o Governo de Havana. Os outros gritavam “Viva a revolução” e “Pátria e Fidel”.
Mais de cem foram detidos pela polícia, todos do primeiro grupo, exigindo mais liberdade. Veículos policiais foram agredidos quando alguém estava sendo levado embora, um fotógrafo espanhol da Associated Press (AP) foi atacado por policiais em meio à confusão. Em Cárdenas, uma das cidades mais afetadas pelo atual surto de coronavírus, uma patrulha policial foi derrubada. No pano de fundo, o grande descontentamento popular com a crise que atravessa o país, com filas de horas para comprar artigos de primeira necessidade e um quadro muito agudo de escassez de medicamentos.
Depois de percorrer as ruas de San Antonio de los Baños, Díaz-Canel foi à televisão cubana e falou sobre o que estava acontecendo. Afirmou que o fio condutor de tudo, para além das graves dificuldades derivadas da ineficiência da economia cubana, foi o ressurgimento do embargo norte-americano. “Começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, de aperto do bloqueio, de perseguição financeira ao setor energético com o objetivo de sufocar nossa economia, e que isso provocasse a tão almejada revolta social que semeasse a possibilidade, com toda a campanha ideológica que se tem feito, de poder apelar a uma intervenção humanitária que culmina em intervenções e ingerências militares “.
Diáz-Canel mencionou a situação extremamente difícil da província de Matanzas, com uma taxa de mais de 1.300 infectados por 100.000 habitantes nos últimos 15 dias, o que levou à tomada de medidas de emergência, como o envio de membros da brigada médica Henry Reeve, que Cuba geralmente envia em missões internacionais quando ocorrem desastres humanitários. Tal brigada nunca havia sido implantada dentro do país antes. “De forma muito covarde, sutil, oportunista e perversa, a partir das situações mais complicadas que já tivemos em províncias como Matanzas e Ciego de Ávila, aqueles que sempre aprovaram o bloqueio e que atuam como mercenários nas ruas do bloqueio ianque, começam a aparecer com doutrinas de ajuda humanitária e corredor humanitário”, assegurou.
Reflexo da preocupação oficial que as manifestações de domingo suscitaram, após o discurso de Díaz-Canel, a televisão cubana transmitiu um programa ao vivo emitido em todas as províncias do país, com declarações de apoio à revolução e garantindo que tudo o que aconteceu foi produto de uma subversão incentivada pelos Estados Unidos e amplificada pelas redes sociais. À noite, nas ruas mais movimentadas de Havana, uma grande operação policial foi implantada.
https://brasil.elpais.com/internacional ... -pais.html
Milhares de pessoas foram às ruas protestar contra o Governo cubano, impulsionadas pela grave crise sanitária, econômica e de abastecimento que a ilha, agravada pela pandemia de covid-19
As ruas de Havana e várias cidades de Cuba enfrentaram as maiores manifestações contra o Governo desde o maleconazo de 1994, os protestos massivos na capital cubana que marcaram a década de noventa. Mais uma vez, o estopim para a manifestação deste domingo ―em que participaram milhares de pessoas em todo o país e que resultou em centenas de detidos―, foi a grave escassez e miséria sofrida pelos habitantes da ilha, agravadas pelos efeitos da pandemia de covid-19. Gritos de “liberdade” e “abaixo a ditadura” puderam ser ouvidos na Havana Velha, coração da capital do país, e em outras partes de Cuba, amplificados pelas redes sociais, que nos últimos meses têm abalado o cenário político cubano.
Segundo depoimentos de jornalistas locais, vídeos e imagens difundidas nas redes sociais, centenas de cubanos saíram às ruas neste domingo por volta do meio-dia gritando “Liberdade, liberdade” e “Abaixo a ditadura” nos dois municípios, e rapidamente circulou o rumor de que outras cidades do interior do país começavam a aderir ao protesto.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel fez um pronunciamento imediato na televisão, culpando os Estados Unidos e sua política de sanções pela piora da situação econômica e por incentivar os protestos. “Convocamos todos os revolucionários, todos os comunistas para que saiam às ruas e vão aos lugares onde acontecerão essas provocações”, disse.
A faísca dos protestos começou no domingo na pequena cidade de San Antonio de los Baños, em Havana, onde centenas de pessoas saíram às ruas para protestar contra os longos apagões de eletricidade e exigir que as autoridades as vacinassem contra a covid-19. Logo depois, no entanto, suas demandas se transformaram em gritos por “liberdade” e demandas por mudanças políticas. O protesto chegou ao Facebook em poucos minutos e foi transmitido ao vivo, gerando convocatórias para mais manifestações nas redes. Díaz-Canel foi a San Antonio de los Baños ao meio-dia e percorreu a cidade, falou sobre a difícil situação epidemiológica no país e os esforços do Governo para resolvê-la. Nos últimos dias, os casos positivos de covid-19 e os mortos pela pandemia se multiplicaram exponencialmente, colocando províncias como Matanzas à beira do colapso da saúde. Neste sábado a ilha registrou pelo terceiro dia consecutivo o maior número de novos casos e de mortos por covid-19: 6.923 infecções e 47 óbitos.
O presidente cubano advertiu que se “há pessoas com legítima insatisfação com a situação em que vivem e também revolucionários confusos”, ao mesmo tempo “há oportunistas, contra-revolucionários e mercenários pagos pelo governo dos Estados Unidos para organizar este tipo de manifestações”
Foi então que afirmou que “não serão permitidas provocações” e pronunciou a famosa frase que era um mantra de Fidel Castro: “A rua é dos revolucionários”. “Aqui nenhum verme ou contra-revolucionário tomará ruas”, disse ele, e instou a parar “as campanhas da mídia” e que “o povo não se permita ser provocado”. Em outras palavras, os fiéis vão às ruas para lutar contra os protestos.
Logo surgiram na Internet notícias de manifestações simultâneas na cidade de Palma Soriano, em Santiago de Cuba, em Alquízar e em outros lugares, algo absolutamente inédito no país, e também houve uma chamada em frente ao Instituto Cubano de Rádio e Televisão (ICRT), no bairro do Vedado da capital, por alguns integrantes do 27-N, grupo de artistas que no final do ano passado se manifestou em frente ao Ministério da Cultura pedindo liberdade de expressão e o fim do assédio à oposição e criadores dissidentes. A manifestação do ICRT, da qual participaram dezenas de pessoas, produziu uma contramanifestação que culminou num ato de repúdio e detenção de todos os protestantes.
Na mesma hora, vários milhares de pessoas também se reuniram no Parque da Fraternidad, próximo ao Capitólio, em Havana Velha. Os participantes viram a convocatória do protesto nas redes sociais. Em pouco tempo, vários milhares de pessoas, manifestantes, curiosos e grupos de defensores da revolução se reuniram ali. Alguns gritaram “Liberdade” e “Pátria e vida” —a canção composta por um grupo de artistas cubanos radicados em Miami e na ilha que desafiou o Governo de Havana. Os outros gritavam “Viva a revolução” e “Pátria e Fidel”.
Mais de cem foram detidos pela polícia, todos do primeiro grupo, exigindo mais liberdade. Veículos policiais foram agredidos quando alguém estava sendo levado embora, um fotógrafo espanhol da Associated Press (AP) foi atacado por policiais em meio à confusão. Em Cárdenas, uma das cidades mais afetadas pelo atual surto de coronavírus, uma patrulha policial foi derrubada. No pano de fundo, o grande descontentamento popular com a crise que atravessa o país, com filas de horas para comprar artigos de primeira necessidade e um quadro muito agudo de escassez de medicamentos.
Depois de percorrer as ruas de San Antonio de los Baños, Díaz-Canel foi à televisão cubana e falou sobre o que estava acontecendo. Afirmou que o fio condutor de tudo, para além das graves dificuldades derivadas da ineficiência da economia cubana, foi o ressurgimento do embargo norte-americano. “Começaram a intensificar uma série de medidas restritivas, de aperto do bloqueio, de perseguição financeira ao setor energético com o objetivo de sufocar nossa economia, e que isso provocasse a tão almejada revolta social que semeasse a possibilidade, com toda a campanha ideológica que se tem feito, de poder apelar a uma intervenção humanitária que culmina em intervenções e ingerências militares “.
Diáz-Canel mencionou a situação extremamente difícil da província de Matanzas, com uma taxa de mais de 1.300 infectados por 100.000 habitantes nos últimos 15 dias, o que levou à tomada de medidas de emergência, como o envio de membros da brigada médica Henry Reeve, que Cuba geralmente envia em missões internacionais quando ocorrem desastres humanitários. Tal brigada nunca havia sido implantada dentro do país antes. “De forma muito covarde, sutil, oportunista e perversa, a partir das situações mais complicadas que já tivemos em províncias como Matanzas e Ciego de Ávila, aqueles que sempre aprovaram o bloqueio e que atuam como mercenários nas ruas do bloqueio ianque, começam a aparecer com doutrinas de ajuda humanitária e corredor humanitário”, assegurou.
Reflexo da preocupação oficial que as manifestações de domingo suscitaram, após o discurso de Díaz-Canel, a televisão cubana transmitiu um programa ao vivo emitido em todas as províncias do país, com declarações de apoio à revolução e garantindo que tudo o que aconteceu foi produto de uma subversão incentivada pelos Estados Unidos e amplificada pelas redes sociais. À noite, nas ruas mais movimentadas de Havana, uma grande operação policial foi implantada.
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@Fola Esperando o PCO vir justificar, dizendo que são golpistas e fascistas fazendo um atendado contra a democracia de Cuba.
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Esse pessoal é previsível demais. Logo, logo aparece o Chapolin Comunista pra passar pano pra ditadura cubana.
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Presidente cubano reage às provocações imperialistas
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-de-tudo/
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OS ESTADOS UNIDOS PROIBIU O MUNDO DE NEGOCIAR COM CUBA
1- Se cuba comprar um produto argentino, por exemplo, a letra de câmbio, não pode ser em dólares americanos. porque ao chegar a um banco, é confiscado lá mesmo pelo governo dos EUA. Então precisa ser em outra moeda
2- Um Banco suíço, USB (União dos Bancos Suíços), foi multado em 100 milhões de dólares pelo governo dos EUA, por aceitar transferência em dólares de Cuba.
3- O bloqueio impõe dificuldades que faz cuba perder em suas trocas cambiais entre 50 a 60 milhões de dólares POR ANO.
4-Nenhuma empresa pode exportar para cuba um produto, se essa mesma empresa (francesa, canadense...etc..) tiver mais de 10 por cento de componentes americanos. (O que é que hoje em dia não tem algum componente dos EUA ?)
a) E depois ficam surpresos que em Cuba muitos carros são antigos ?
5- Cuba não pode comprar aviões Europeus, pois a parte eletrônica dos aviões é americana.
6- Todas as embaixadas norte americanas espalhada pelo mundo devem escrever cartas aos países onde estão sediadas avisando das possíveis sanções caso façam comércio com Cuba.
7- Empresas fabricantes de carro, japonesa ou Européia, não podem usar na fabricação dos mesmos níquel importado de Cuba.
8- Cuba não tem acesso ao FMI e ao Banco Mundial. (Portanto, não pode obter empréstimos internacionais)
Um país que não tem crédito é um país que tem sua economia ASFIXIADA
9- Portanto, Cuba só pode pedir crédito a outras instâncias, MAIS CAROS, MAIS ONEROSOS.
10- Os Navios que tem comércio com Cuba são proibidos de entrar em portos dos EUA. Isto é, fazem terrorismo econômico para que outros países não levem produtos para Cuba.
Que efeito isso tem na ilha ?
a) as companhias de navegação não querem mandar seus navios para cuba
b) Cuba teve dificuldades incríveis para encontrar navios que trouxessem carne de gado do Canadá
c) Cuba tem terríveis dificuldades para trazer aparelhos médicos do japão.
d) Cuba tem terríveis dificuldades para trazer remédios da Europa.
11- (até recentemente) Americanos que viajassem para Cuba podiam pegar até 10 anos de cadeia e uma multa de 250 mil dólares.
( Isso responde a pergunta idiota : Por qual razão não vemos os americanos indo pra cuba ? )
https://www.google.com/.../eeuu-sancion ... a-48233399
É VERDADE QUE A INTERNET EM CUBA É PARA POUCOS. ?
De certo modo, é verdade. O problema é que não explicam o contexto. A 32km da costa cubana passa um emaranhado de cabos de fibras ópticas que conectam todos os países; Cuba, porém, não pode acessá-los em virtude das restrições impostas pelo bloqueio americano. Atualmente, as conexões em geral no país são feitas via satélite, o que as torna mais cara e mais lenta. O único cabo de fibra óptica acessado pelo país foi oferecido pela Venezuela no fim da década passada, ligando Cuba a Caracas, diminuindo o isolamento informacional de Cuba. Atualmente, Cuba sofre inúmeras restrições para obter materiais para infraestrutura, roteadores, e vários outros recursos que permitiriam à Ilha universalizar os serviços. Isso tudo impede Cuba de garantir internet residencial a todos os cubanos. Mas não há proibição de acesso, o que há é uma limitação. Ainda assim, há exceções: médicos, professores e jornalistas, por exemplo, têm sim acesso à internet residencial. Os demais, para usufruir da internet, precisam ir a alguns dos pontos públicos onde são oferecidos sinais de wifi (postos estatais, hoteis ou praças).
COMO SERIA CUBA SEM O BLOQUEIO ?
As cifras ajudam a ilustrar isso. Basta lembrarmos que o bloqueio já impôs a Cuba um prejuízo de mais de 100 bilhões de dólares (US$ 1,8 bilhão ao ano). Isso é quase a duplicação do PIB atual. Além disso, os maiores efeitos do bloqueio são também no acesso aos recursos. Internet em Cuba, por exemplo, é limitada e cara porque o país não tem infraestrutura para expandi-la (a rede internacional de fibras ópticas que conecta o mundo todo exclui Cuba deliberadamente). Outros efeitos são a exclusão de Cuba do sistema financeiro internacional. Isso significa que todo bem importado por Cuba deve ser pago à vista. Isso é um absurdo, uma vez que ninguém, nem a China, compra bens no mercado internacional pagando à vista
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Então quer dizer que o comunismo cubano precisa do capitalismo americano pra sobreviver? 
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JF CH
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piadaitaliano/F42 escreveu: ↑18 Abr 2021, 21:26com todo o perdão da palavra e com toda a certeza que eu serei punido, piada é a cabeça da minha piroca! porra mano, eu tive que adicionar seu nome como "pseudo" pré candidato a moderação lá no datafórum e você agora fala que é piada? o que vc tem na sua cabeça, mano?
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Pois é, nenhum país capitalista precisou da ajuda de um comunista para se desenvolver.JF CHmaníaco escreveu: ↑14 Jul 2021, 12:00Então quer dizer que o comunismo cubano precisa do capitalismo americano pra sobreviver?![]()



