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Chapolin Gremista
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Mensagem por Chapolin Gremista » 24 Fev 2021, 01:27

O Peronismo, como todo nacionalismo burguês, foi o resultado de uma mobilização de massas que desestabilizou o regime político.

Assim como Getúlio Vargas no Brasil, Juan Domingo Perón (1895-1974) materializou as contradições e as vitórias do nacionalismo burguês da América Latina, entrou pra história da Argentina, e da própria América Latina, sendo uma figura bastante complexa e, em certo sentido, contraditória.

Com carreira militar, assim como Vargas, Perón teve três décadas de serviço, tendo inclusive abandonado a patente de Tenente-General para seguir a carreira política e se tornou um personagem crucial na história argentina como instrumento do nacionalismo burguês, um projeto de desenvolvimento nacional e de ruptura com setores oligarcas que comandavam a Argentina.

O Peronismo, como todo nacionalismo burguês foi o resultado de uma mobilização de massas que desestabilizou o regime político. E isso foi feito com uma base fundamental nos sindicatos. É nessa época, por exemplo, que a CGT (Confederação Geral do Trabalho da República Argentina) se consolida nas mãos dos peronistas.

Este governo argentino, do período que se manteve neutro na Segunda Guerra Mundial e foi simpático com Alemanha nazista, a Itália fascista, ao Franquismo, etc. acabou tomando um golpe de Estado em 1945, sendo derrubado por outros militares. O alvo principal do golpe era o próprio Perón, cujo poder perante a classe operária já estava bem evidente diante do imperialismo.

Foi um golpe totalmente orquestrado pelo imperialismo norte-americano. Um fato histórico é que o articulador do golpe foi Spruille Braden, um americano embaixador da Argentina com relações com a família Rockefeller, um cidadão articulador de diversos golpes da América Latina, como também Nicarágua e Guatemala.

Os golpistas são tomados de surpresa, porque, embora o movimento sindical não estava preparado para dar uma resposta ao golpe, eles emitiram um chamado por Greve Geral. Quando o rádio anunciou que o golpe aconteceu e Perón foi deposto – justo o homem das leis trabalhistas e sociais – a classe operária começou a sair das cidades do entorno de Buenos Aires e se dirigiram ao Palácio do Governo.

Foram cerca 50 mil operários na manifestação que lotaram completamente A Praça de Maio, um local que fica em frente a Casa Rosada, o palácio do governo. O local sendo tomado totalmente, ocupado pelos operários industriais, colocou o golpe em cheque. Eles decidiram que não iam sair de lá, criando um impasse total e exigiam a volta de Perón, ficando até a madrugada. Só abandonando o local após o próprio Perón, libertado de sua prisão, aparecer na sacada da Casa Rosada e proferir um discurso anunciando que havia sido anunciado um pacto para realizar eleições democráticas no ano seguinte, em 1946.

O imperialismo vai se unificar totalmente contra a candidatura de Perón nas eleições. Ele cria um partido chamado Partido Laborista (Partido Trabalhista). A eleição vai se transformar numa verdadeira guerra civil, com o imperialismo atacando o Perón abertamente. O embaixador Braden, emissário dos Norte-Americanos chegou a publicar um livro chamado ”O livro branco dos crimes de Perón”.

Num dos grandes comícios eleitorais de Perón, ele destacou: ”É Braden ou Perón!”, querendo dizer que era a escolha entre os Estados Unidos e a nação Argentina. E foi assim que a eleição se polarizou concretamente com Perón, vencendo a guerra da eleição e governando o país por três mandatos – de 1946 a 1952, de 1952 a 1955 e de 1973 a 1974.

https://www.causaoperaria.org.br/ha-75- ... sidencial/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por E.R » 24 Fev 2021, 01:31

O regime de esquerda tá "funcionando muito bem" na Argentina. O país cada vez mais indo para o buraco.

Se Haddad for eleito presidente em 2022, a gestão dele não vai ser muito diferente de Fernandéz, na Argentina.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 24 Fev 2021, 01:44

Fernandez era homem dos bancos, pra esquerdista está muito longe, assim como Haddad, o homem mais tucano do PT, como Lula já disse.

Mas o PT não tem tantas chances de vencer com Haddad, porque a extrema-direita da Argentina é fraca perto da brasileira. Só Lula vence Bolsonaro.

Mas em último caso, o Haddad pode ser um Fernandez sim. A burguesia tolera Fernandez e Haddad, mas não tolera Lula ou ou Kirchnerismo.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 24 Fev 2021, 02:14



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Mensagem por E.R » 24 Fev 2021, 05:42

Lula não tem mais força pra vencer Bolsonaro.

Lula é associado ao Petrolão e à corrupção (envolvimento corrupto com empreiteiras), além de estar dentro da política do Foro de São Paulo, desviando dinheiro do Brasil para investir em países socialistas como Cuba.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 24 Fev 2021, 13:13

Lula é conhecido no Brasil inteiro, nos principais grotões e vilinhas. Justamente por isso está inelegível, porque é o único candidato que tem força para vencer a direita. Este é o golpe de estado operado por Deltan ''a prisão do Lula foi um presente da CIA'' Dallagnol e Sérgio ''Marreco de Maringá'' Moro.

Não estamos numa democracia, por isso o candidato provavelmente será Haddad, sem mobilização popular teremos mais outra fraude eleitoral em 2022, com Bolsonaro sendo reeleito e aumentando o controle do país enquanto a esquerda chora e a direita ''civilizada'' apoia o Bolsonarismo de conjunto ''para vencer o Petismo''.
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Mensagem por E.R » 25 Fev 2021, 03:18

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Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Fev 2021, 14:45

Militar australiano é assassinado antes de divulgar informações sobre vergonhoso papel das forças especiais da Austrália no Afeganistão, à serviço do imperialismo norte-americano.
Um oficial de inteligência australiano, que planejava tornar público crimes de guerra do país, foi encontrado morto no complexo de Russell, na capital australiana, Camberra, no parque de estacionamento da base militar em dezembro do ano passado.

De acordo com a fonte do Daily Mail, o militar teria consigo informações sobre a conduta desumana das tropas australianas no Afeganistão. Tais informações estariam contidas em um disco rígido criptografado.

Entretanto, como não poderia ser diferente, para a polícia local a suspeita é de que o militar cometeu suicídio. Mas a fonte do Daily Mail disse que: “É sabido que o oficial de inteligência ia fazer com que a informação fosse tornada pública, porque o relatório de Brereton é uma caça às bruxas unilateral errada contra o SAS – forças especiais australianas – para tentar apaziguar os afegãos”

Disse também, sobre as informações que seriam divulgadas, que “mudaria muito a opinião pública sobre o que se passou no Afeganistão”, se o militar conseguisse publicar essas informações depois de vir a público o relatório de Brereton, o que aconteceu em novembro de 2020.

O relatório foi produzido pelo juiz do Supremo Tribunal de Nova Gales e pelo major-general do Exército de Reserva Paul Brereton, sugerindo que 25 militares australianos estariam envolvidos em alegados assassinatos de civis e prisioneiros no Afeganistão, entre os anos de 2005 e 2016.

Uma das vítimas do esquadrão SARS, segundo divulgou a sputniknews, foi Mirza Khan, um jovem residente da província afegã de Uruzgan. A morte deste jovem se deu na frente de sua família, quatro dias antes de seu casamento, segundo contou. Disse ele:

“Os australianos pousaram em uma colina perto de nossa casa, arrombaram a porta e invadiram nossa casa, fizeram uma bagunça. Mirza foi derrubado com um tiro no pé, depois foi atacado por um cachorro. Ele o mordeu na garganta. Quando ficaram fartos dessa ‘diversão’, os militares puxaram o cachorro e dispararam vários tiros na cabeça e ombros de Mirza. Depois levaram seu corpo para fora de casa e o cobriram com uma capa. Ao voltar, revistaram nossa casa, mas não encontraram nada.”

Inconformado sobre o motivo dos soldados australianos balearam seu irmão, Shaesta Khan se pergunta e fica sem entender por qual motivo eles teriam feito o que fizeram. E sugere que é possível que os tenham confundido com os talibãs.

Os militares do SARS estão no Afeganistão desde meados de 2001, quase desde o início da operação da coalizão norte-americana contra a Al-Qaeda e os talibãs. Sua missão principal é a inteligência e a vigilância.

Os militares australianos fazem longas incursões no interior do território controlado pelos militantes, transmitindo as coordenadas de sua localização ao posto de comando.

Sem dúvida se comportam como lacaios do imperialismo numa luta de dominação do Oriente Médio, principalmente por que ele quer manter desunidos e apartados todos os países e esforços que busquem o fortalecimento a união e possibilite o domínio do mercado do petróleo, o que acabaria por impor uma política contrária aos interesses dos grandes capitalistas.



https://www.causaoperaria.org.br/milita ... ado-morto/
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Mensagem por E.R » 26 Fev 2021, 01:52

Bolsonaro é conhecido no Brasil inteiro também, assim como o criminoso do Lula.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 26 Fev 2021, 18:15

Após União Europeia atacar a Venezuela e suas instituições com várias sanções, Venezuela expulsa soberanamente a embaixadora do bloco europeu.
Nesta semana, a Venezuela declarou a embaixadora da União Europeia, Isabel Brilhante Pedrosa, “persona non grata”, com um prazo de 72 horas para ela deixar o país sul-americano. A lição de soberania nacional praticada por Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, se dar após a União Europeia anunciar várias sanções contra 19 autoridades venezuelanas, um claro ataque ao país e alinhamento com o imperialismo americano, que vem tentando derrubar Maduro e se apossar das riquezas naturais da Venezuela.
Jorge Arreaza, Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, entregou pessoalmente à embaixadora a carta de sua expulsão. Arreaza foi quem informou à imprensa, após reunião na sede do Itamaraty, em Caracas, essa legítima reação Venezuela contra a União Europeia, a qual, segundo o ministro, já vem com 55 sanções contra o país. “ Fazemo- lo porque as circunstâncias o exigem”, disse o ministro.
A União Europeia atacou a Venezuela quando inseriu, cinicamente, em reunião do seu Conselho, 19 funcionários venezuelanos na lista de pessoas sujeitas a restrições, devido aos seus ataques à democracia, ao Estado de Direito da Venezuela e a violações aos direitos humanos. A União Europeia duvidou ainda das eleições legislativas de 6 de dezembro na Venezuela, considerando-as pouco “críveis, inclusivas ou transparentes”. Nessas eleições para o Parlamento, o chavismo venceu legitimamente ao eleger 256 deputados, num total de 277.
A União Europeia, em suas sanções, atacou também autoridades do poder eleitoral, do Supremo Tribunal de Justiça e das Forças Armadas Bolivarianas. Em resposta a esses ataques, Maikel Moreno, presidente da Suprema Corte da Venezuela, rejeitou as sanções e disse que a União Europeia “se colocou fora do Direito Internacional, reconhecido pelas nações civilizadas, por tentar direcionar e avaliar o desempenho de “Funcionários venezuelanos.”

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou o repúdio às medidas coercitivas da União Europeia e também considerou a embaixadora como persona non grata. A deputada Ilenia Medina, que apresentou a proposta de repúdio, disse que

“aação da União Europeia neste momento responde a uma visão filosófica monárquica e desrespeitosa das nações livres do mundo”.

Para o ministro Jorge Arreaza, é inaceitável essas medidas da União Europeia. Nicolás Maduro foi até diplomático demais com os europeus quando estes o ignoraram e deram reconhecimento ao deputado golpista e bajulador do imperialismo Juan Guaidó. Segundo Arreaza, “(…)o Presidente (Nicolás) Maduro foi generoso ao permitir que os chefes de missão e missões, incluindo os da União Europeia, permanecessem na Venezuela, quando em fevereiro de 2019 o ignoraram”.
Essa ação intrometida dos europeus, sim, foi de encontro ao Estado de direito e democracia do país, um ataque à soberania venezuelana.
O ministro Arreaza criticou ainda o fato de a União Europeia querer ser o centro do mundo, mas na verdade é a velha Europa que cometeu vários crimes, desencadeou várias guerras, conflitos e genocídios na América e na África.
Depois da reação soberana do governo Maduro, Arreaza desafiou a União Europeia para refletir sobre suas arbitrariedades e “reconstruir as pontes de entendimento e diálogo”.
Enfim, diante de tanta arrogância da União Europeia, que sonha em recrudescer seu imperialismo, o governo Nicolás Maduro, dando aula de soberania, foi até muito diplomático ao convidar o bloco para refletir e restabelecer um diálogo. Certamente mais à frente a Venezuela verá que a saída para os povos oprimidos no mundo é continuar se organizando militarmente, educar seu povo e resistir a todo tipo de invasão e interferências.
É preciso continuar desmascarando todos os sabujos do imperialismo americano e europeu na América Latina: o deputado sabujo Juan Gauidó, que sempre procura desestabilizar o governo e seguidas vezes saiu derrotado; o golpista Jair Bolsonaro, que também está a serviço do imperialismo para golpear a Venezuela, como fez ao apoiar o fiasco da invasão da embaixada da Venezuela no Brasil; e toda a cúpula da União Europeia e o governo americano, os quais querem derrubar um governo legítimo e soberano como o de Maduro, a fim de oprimir sua população e roubar seu petróleo.

A América Latina está sob constante ataque imperialista, sobretudo agora em tempos de profunda crise capitalista e sanitária. As forças opressoras da América Latina lutarão para privatizar as riquezas do continente, como já estão fazendo no Brasil, exigindo que se respeite toda a cartilha neoliberal, as quais colocarão o povo para pagar a conta da crise, deixando-o sem saúde, sem educação, sem emprego e de cabeça baixa.
Nicolás Maduro, que vem resistindo há várias tentativas de golpe, tem bastante apoio popular e soube, ao assumir o poder, conter os reacionários das Forças Armadas e educá-los para defender a soberania do país, cujo juiz é a população, não o imperialismo europeu e americano.
A expulsão da Embaixadora da União Europeia é um acerto de Nicolás Maduro e do povo venezuelano.

https://www.causaoperaria.org.br/maduro ... nte-da-ue/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 27 Fev 2021, 02:21

Benjamin Netanyahu começa negociações com os Emirados Árabes Unidos, Barein e Arábia Saudita na esperança de criar uma espécie de “OTAN” no Oriente Médio
Segundo o portal israelense i24NEWS, Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, teria começado uma movimentação política-diplomática para criar uma espécie de “OTAN do Oriente Médio” para conter o Irã. Formada por Israel, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Barein, a congregação de países vem negociando entre si para o estabelecimento de uma aliança, supostamente defensiva, em face de uma, também suposta, “crescente ameaça iraniana”.

As relações diplomáticas entre Israel e Irã nem sempre foram de hostilidade, muito pelo contrário. Durante a era Pahlavi (1925-1979) os dois países comungavam de uma sólida aliança política, tornando-se hostis somente após a Revolução Islâmica (1979). Desde então, o governo iraniano considera Israel uma “entidade sionista” e seu governo um “regime sionista/ocupante de Jerusalém”. Por outro lado, Israel considera que o Programa Nuclear Iraniano é perigoso, bem como sua crescente influência em países como a Síria e o Iraque, visto que o Irã passou a adotar uma política externa completamente pró-palestina. Por exemplo, em dezembro de 2000, o Aiatolá Ali Khamenei, líder do Irã, referiu-se a Israel como um “tumor cancerígeno” que deveria ser removido a todo custo e que, como criação artificial que é, não sobreviveria por muito tempo. Posteriormente, em 2005, ele enfatizou que “a Palestina pertence aos palestinos, e o destino dela também deve ser determinado pelo povo palestino”, ideais que vão de encontro com a própria existência do “Estado” de Israel.

Estas relatadas negociações Israelenses para o estabelecimento deste novo acordo militar internacional surgem justamente no momento em que a nova administração dos EUA, através de Joe Biden, envia sinais a Teerã, capital da República Islâmica do Irã, de que pretende regressar ao acordo nuclear iraniano de 2015, também conhecido como Plano de Ação Conjunta Global (JCPOA, na sigla em inglês). Já o embaixador de Israel na ONU (Organização das Nações Unidas), Gilad Erdan, defende que apenas sanções econômicas e uma potente investida militar seriam capazes de parar o programa militar iraniano, sendo a diplomacia inútil neste caso.

Mas quem realmente está por trás deste embate diplomático? Em setembro de 2020 os chamados Acordos de Abraão foram assinados pelos Emirados Árabes Unidos e o Barein. Este acordo tinha como intuito normalizar as relações destes países com Israel, e foi mediado por ninguém mais, ninguém menos que os Estados Unidos da América (EUA). É fato que o imperialismo americano vê em Israel um preposto, como se o país fosse uma base avançada criada (por eles mesmos) para exercer a influência do imperialismo no Oriente Médio. Esta “Nova OTAN” não é nada mais, nada menos, que uma aliança de capachos. Não obstante, não deixa de ser também uma iniciativa extremamente perigosa que mostra como Israel é um “Estado” criminoso que usa de sua posição estratégica em relação ao imperialismo americano para atacar um Estado soberano.

Israel, ao fazer as vontades dos EUA e sob a benção do “pacifista” Joe Biden, mostra que existe e existirá, como “Estado”, somente enquanto fizer as vontades da política imperialista, que sobreviverá tão somente enquanto servir de ponto de apoio e chancelar as ações imperialistas, que visam roubar as riquezas e o petróleo dos países árabes e que garantem o controle político e militar dos EUA na região. Por isso é necessário exigir fora imperialismo do Oriente Médio!



https://www.causaoperaria.org.br/israel ... tra-o-ira/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 27 Fev 2021, 02:22

Oito mortos foram encontrados na prisão de Latacunga, onde cumpre pena o ex-vice-presidente de Rafael Correa, Jorge Glas, preso político do regime
Familiares de detentos equatorianos denunciaram as forças policiais do país por terem cometido um massacre contra a população carcerária. Ao todo a operação desastrosa da Polícia deixou 79 mortos. O episódio teve início nesta terça (23/02) quando os presos da Penitenciária do Litoral em Guayaquil e dos Centros de Reabilitação de Turi na cidade de Cuenca (Azuay) e de Latatunga (Cotopaxi) começaram uma série de motins envolvendo sequestros de agentes penitenciários e confrontos entre os demais internos.

O Serviço Nacional de Atenção Integral a Adultos Privados de Liberdade e Adolescentes Infratores (SNAI) do Equador confirmou na quarta (24) que ao menos 79 pessoas morreram em quatro prisões do país após os motins. O diretor-geral do SNAI, Edmundo Moncayo, declarou que eles são o resultado de uma “disputa interna pelo controle das prisões”, onde existiriam 38 mil detentos vinculados à “organizações criminosas” do País.

Até a última terça a contagem do setor de Criminalística da Polícia havia registrado 62 mortos subdivididos da seguinte maneira:

Guayas: 21 mortos e dois feridos graves na Penitenciária do Litoral;
Azuay: 33 mortos no Cárcere de Turi;
Cotopaxi: 8 mortos em Cotopaxi;
Atualmente este número está em 79 mortos.

Oito mortos foram encontrados na prisão de Latacunga, na província de Cotopaxi, onde cumpre pena o ex-vice-presidente de Rafael Correa, Jorge Glas, preso dentro das investigações do caso Odebrecht.

Ecuador′s VP Jorge Glas jailed for six years over Odebrecht kickbacks | News | DW | 14.12.2017
Jorge Glas foi preso em 14/12/2017 como parte da campanha de “combate à corrupção”, em que o imperialismo atacou a Odebrecht através da Lava Jato.
O ex-vice-presidente liderou setores estratégicos do Equador durante o governo do presidente Rafael Correa (2007-2017) e foi condenado por ter recebido 13,5 milhões de dólares em supostos subornos da construtora Odebrecht.

Ele chegou a ser reeleito vice-presidente na chapa de Lenin Moreno em 2017, e como era um último elo entre o ex-presidente acabou destituído do cargo e preso, abrindo o caminho para a ditadura neoliberal do traidor Moreno.

Glas, assim como o ex-presidente brasileiro, Lula, é mais um preso político do imperialismo, condenado sem provas, como vem acontecendo em diversos países latino-americanos. Recentemente Glas chegou a iniciar uma greve de fome por tempo indeterminado e começou a denunciar que sua vida corre perigo.

O Equador, desde o início do mandato de Lenin Moreno, vive em um regime neoliberal ditatorial. A escalada da repressão policial foi ampliada após a insurreição de 2019, quando o governo Moreno impôs uma intervenção militar aberta para afogar em sangue as manifestações que quase derrubaram seu governo.

O golpista, não satisfeito, também tentou culpar a oposição pelos motins ocorridos nos presídios, insinuando ainda que os protestos de 2019 também teriam sido contratados pelos correístas.

“En octubre (2019), el correísmo contrató a criminales que estaban fuera de las cárceles para provocar los desmanes y distorsionar la legítima aspiración de los indígenas. No nos asombraría que ahora la mano de ellos esté presente. Total, son bastante conocidos”, afirmou.

Por trás da situação existe a possibilidade do governo alegar falta de segurança para a realização do segundo turno presidencial marcado para abril. Não à toa os massacres querem passar a sensação de insegurança do país e serviriam de desculpa para impedir a vitória do candidato da esquerda nacionalista, Adrés Arauz (UNES – Unidade pela Esperança), que é apoiado por Rafael Correa.

O episódio equatoriano mostra mais uma vez que o modelo prisional vigente é um sistema carcomido e podre, assim como todas as instituições criadas pela burguesia para oprimir a classe trabalhadora. É preciso exigir a liberdade para todos os presos e levantar a palavra de ordem pelo fim dos presídios e de todas as forças de repressão do Estado capitalista.



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Mensagem por Teawine Chavinho » 01 Mar 2021, 18:35

Chapolin Comunista escreveu:
26 Fev 2021, 18:15
Após União Europeia atacar a Venezuela e suas instituições com várias sanções, Venezuela expulsa soberanamente a embaixadora do bloco europeu.

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou o repúdio às medidas coercitivas da União Europeia e também considerou a embaixadora como persona non grata. A deputada Ilenia Medina, que apresentou a proposta de repúdio, disse que

“a ação da União Europeia neste momento responde a uma visão filosófica monárquica e desrespeitosa das nações livres do mundo”.
Só por curiosidade, @Chapolin Comunista, poderia dar exemplos de nações que você considera "nações livres"?
"Um governo que não aparece faz o povo feliz. Um governo que tudo quer determinar faz o povo infeliz." - Lao Tsé

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Mensagem por Chapolin Gremista » 01 Mar 2021, 18:38

Veja os países com os melhores indíces no tratamento ao coronavírus como nações livres - Cuba, Venezuela, Coreia do Norte.

Com certeza muito mais soberanos que os países controlados pelo imperialismo, em que morre mais gente do que mosca.
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Mensagem por Teawine Chavinho » 01 Mar 2021, 18:48

Interessante saber que você considera "países livres" lugares que são governados há décadas por um único partido, onde a imprensa não pode criticar o governo e os cidadãos comuns não podem emigrar para outro país. Mas, mesmo assim, obrigado pela resposta. Me convenceu ainda mais que o meu conceito de "país livre" é o correto. :asso:
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"Um governo que não aparece faz o povo feliz. Um governo que tudo quer determinar faz o povo infeliz." - Lao Tsé

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