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NOTÍCIAS
https://exame.com/mundo/xi-jinping-ve-a ... oda-parte/

Na China de Xi Jinping, quase tudo está se tornando uma questão de segurança nacional.
Neste mês, Xi Jinping pediu aos funcionários do Partido Comunista da China que construíssem uma “arquitetura holística de segurança nacional” que se estenderia a “todos os aspectos do trabalho do partido e do país”.
Ele listou dez componentes, incluindo “salvaguardar” o sistema político de partido único da China e se concentrar mais em “prevenir e neutralizar os riscos de segurança nacional”.
Também discursou na reunião de 12 de dezembro, Yuan Peng, que dirige um think tank afiliado ao Ministério da Segurança do Estado — a principal agência de inteligência da China.
Em artigo de junho, ele delineou uma nova ordem global pós-pandemia com os Estados Unidos e a União Europeia em declínio e o mundo enfrentando uma depressão econômica iminente, na qual ele também elogiou os benefícios do modelo de vigilância em massa baseado na tecnologia da China sobre o das democracias ocidentais.
“O impacto do covid-19 é nada menos do que uma guerra mundial”, escreveu Yuan Peng, enfatizando a necessidade de garantir que a segurança nacional seja priorizada nos planos de desenvolvimento da China para se proteger contra ataques externos.
Em particular, ele argumentou, “a luta e a competição por alta tecnologia, como a corrida armamentista da Guerra Fria, será uma questão central na política internacional no próximo período”.
A presença de Yuan Peng na reunião mostra até que ponto o partido está se preparando para o pior em sua batalha estratégica com os Estados Unidos, mesmo após o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo no próximo mês.
A administração Donald Trump foi implacável em atingir Pequim em suas últimas semanas, agindo para restringir as vendas de tecnologia-chave a dezenas de empresas, incluindo a Semiconductor Manufacturing International Corp., maior fabricante de chips da China.
“O partido está cada vez mais preocupado com as ameaças estrangeiras que procuram desestabilizar seu governo”, disse a consultoria Trivium China em nota. “Esse medo informará não apenas a formulação de políticas de segurança nacional, mas toda a formulação de políticas nos próximos anos”.
O plano quinquenal proposto pelo partido Comunista chinês incluiu um foco em questões de segurança pela primeira vez, e as diretrizes já estão tendo um impacto.
Neste mês, a China disse que implementaria uma nova revisão da segurança nacional sobre os investimentos estrangeiros em uma ampla gama de setores, desde o desenvolvimento de recursos energéticos e agrícolas até infraestrutura crítica e tecnologia da internet.
A medida foi recebida com críticas pela seção da Câmara de Comércio da União Europeia em Xangai, o principal centro financeiro da China, que disse que as medidas “são inconsistentes com os objetivos declarados da China de maior abertura”.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China defendeu as novas regras, dizendo que elas “não eram protecionistas”.
“Somente apertando os controles para prevenir e controlar os riscos à segurança podemos lançar as bases para uma nova rodada de abertura”, disse a agência governamental.
Visto como o líder mais poderoso da China desde Mao Tsé-tung, Xi Jinping está entrando em um período crucial em seu governo : uma mudança de liderança uma vez a cada cinco anos em 2022 pode levá-lo a manter a Presidência por um terceiro mandato.
No passado, a corrida a esses eventos geraram lutas internas entre rivais em potencial pelo poder, que ocasionalmente chegaram ao conhecimento do público, uma raridade no opaco sistema político da China.
“Nosso partido nasceu em tempos de problemas internos e externos e de crise nacional”, disse Xi Jinping. “Temos um entendimento indelével sobre a importância da segurança nacional.”
Embora todos os países tenham preocupações com a segurança nacional, a necessidade da China de manter o governo de um partido tem precedência sobre todo o resto.
Isso significa que as pessoas cujos direitos seriam protegidos em sociedades pluralistas são consideradas uma ameaça à segurança nacional na China, desde muçulmanos em Xinjiang e manifestantes pró-democracia em Hong Kong a jornalistas que reportam sobre covid-19 e membros do Partido Comunista que questionam a narrativa oficial.
Pouco depois de Xi Jinping assumir o controle do Partido Comunista em 2012, ele criou uma Comissão de Segurança Nacional para consolidar o que antes era uma burocracia muito fragmentada.
Ele também expandiu a lei de segurança nacional para cobrir tudo, desde cibersegurança a alimentação.
Em junho, seu governo impôs uma nova lei de segurança nacional abrangente em Hong Kong, que tem sido usada principalmente para processar ativistas pró-democracia por declarações políticas.
De acordo com dados compilados pela Bloomberg, apenas uma das 40 pessoas presas até agora pela nova unidade de segurança nacional da polícia de Hong Kong foi acusada de violência.
O que exatamente constitui uma ofensa à segurança nacional geralmente não está claro no sistema judicial da China.
As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o caso de Haze Fan, funcionária do escritório da Bloomberg News em Pequim, que foi detida neste mês sob a suspeita de colocar em risco a segurança nacional da China. O caso de Haze Fan surgiu na mesma semana do aniversário de dois anos da detenção dos canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor que também foram indiciados por acusações relacionadas à segurança nacional.
Cheng Lei, cidadão australiano nascido na China que trabalhou como jornalista na emissora governamental CGTN, está detido desde agosto por questões de segurança nacional.
Zhang Zhan, ex-advogado de 37 anos que publicou relatórios sobre a resposta inicial ao surto de coronavírus em Wuhan, foi condenado a quatro anos de prisão por “brigas e provocações”.
Xi Jinping também decidiu controlar outras ameaças à estabilidade da China, com os reguladores aumentando o escrutínio a gigantes da tecnologia como Alibaba Group Holding e Ant Group.
A Alibaba e seus três maiores rivais — Tencent Holdings, o gigante da entrega de comida Meituan e a JD.com — perderam quase 200 bilhões de dólares em Hong Kong imediatamente depois que os reguladores revelaram uma investigação sobre supostas práticas monopolistas da empresa do bilionário Jack Ma.
A repressão de Xi Jinping às vozes da oposição vai além das medidas tomadas pela geração de seu pai, que valorizava as “diferenças de pontos de vista” como benéficas para a estabilidade de longo prazo do Partido Comunista e tem suas raízes no temor de que a China possa um dia se separar como a União Soviética, de acordo com Jerome Cohen, fundador do Instituto de Direito dos EUA-Ásia da Escola de Direito da Universidade de Nova York.
“Xi Jinping tornou as coisas ainda piores para os dissidentes”, disse Jerome Cohen, que leciona direito chinês desde 1960. “A China tem tantos desafios internos e seu povo é tão individualista que ele acredita que permitir a liberdade de expressão é levar a sério a oposição ou mesmo o caos.”

Na China de Xi Jinping, quase tudo está se tornando uma questão de segurança nacional.
Neste mês, Xi Jinping pediu aos funcionários do Partido Comunista da China que construíssem uma “arquitetura holística de segurança nacional” que se estenderia a “todos os aspectos do trabalho do partido e do país”.
Ele listou dez componentes, incluindo “salvaguardar” o sistema político de partido único da China e se concentrar mais em “prevenir e neutralizar os riscos de segurança nacional”.
Também discursou na reunião de 12 de dezembro, Yuan Peng, que dirige um think tank afiliado ao Ministério da Segurança do Estado — a principal agência de inteligência da China.
Em artigo de junho, ele delineou uma nova ordem global pós-pandemia com os Estados Unidos e a União Europeia em declínio e o mundo enfrentando uma depressão econômica iminente, na qual ele também elogiou os benefícios do modelo de vigilância em massa baseado na tecnologia da China sobre o das democracias ocidentais.
“O impacto do covid-19 é nada menos do que uma guerra mundial”, escreveu Yuan Peng, enfatizando a necessidade de garantir que a segurança nacional seja priorizada nos planos de desenvolvimento da China para se proteger contra ataques externos.
Em particular, ele argumentou, “a luta e a competição por alta tecnologia, como a corrida armamentista da Guerra Fria, será uma questão central na política internacional no próximo período”.
A presença de Yuan Peng na reunião mostra até que ponto o partido está se preparando para o pior em sua batalha estratégica com os Estados Unidos, mesmo após o presidente eleito Joe Biden assumir o cargo no próximo mês.
A administração Donald Trump foi implacável em atingir Pequim em suas últimas semanas, agindo para restringir as vendas de tecnologia-chave a dezenas de empresas, incluindo a Semiconductor Manufacturing International Corp., maior fabricante de chips da China.
“O partido está cada vez mais preocupado com as ameaças estrangeiras que procuram desestabilizar seu governo”, disse a consultoria Trivium China em nota. “Esse medo informará não apenas a formulação de políticas de segurança nacional, mas toda a formulação de políticas nos próximos anos”.
O plano quinquenal proposto pelo partido Comunista chinês incluiu um foco em questões de segurança pela primeira vez, e as diretrizes já estão tendo um impacto.
Neste mês, a China disse que implementaria uma nova revisão da segurança nacional sobre os investimentos estrangeiros em uma ampla gama de setores, desde o desenvolvimento de recursos energéticos e agrícolas até infraestrutura crítica e tecnologia da internet.
A medida foi recebida com críticas pela seção da Câmara de Comércio da União Europeia em Xangai, o principal centro financeiro da China, que disse que as medidas “são inconsistentes com os objetivos declarados da China de maior abertura”.
A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China defendeu as novas regras, dizendo que elas “não eram protecionistas”.
“Somente apertando os controles para prevenir e controlar os riscos à segurança podemos lançar as bases para uma nova rodada de abertura”, disse a agência governamental.
Visto como o líder mais poderoso da China desde Mao Tsé-tung, Xi Jinping está entrando em um período crucial em seu governo : uma mudança de liderança uma vez a cada cinco anos em 2022 pode levá-lo a manter a Presidência por um terceiro mandato.
No passado, a corrida a esses eventos geraram lutas internas entre rivais em potencial pelo poder, que ocasionalmente chegaram ao conhecimento do público, uma raridade no opaco sistema político da China.
“Nosso partido nasceu em tempos de problemas internos e externos e de crise nacional”, disse Xi Jinping. “Temos um entendimento indelével sobre a importância da segurança nacional.”
Embora todos os países tenham preocupações com a segurança nacional, a necessidade da China de manter o governo de um partido tem precedência sobre todo o resto.
Isso significa que as pessoas cujos direitos seriam protegidos em sociedades pluralistas são consideradas uma ameaça à segurança nacional na China, desde muçulmanos em Xinjiang e manifestantes pró-democracia em Hong Kong a jornalistas que reportam sobre covid-19 e membros do Partido Comunista que questionam a narrativa oficial.
Pouco depois de Xi Jinping assumir o controle do Partido Comunista em 2012, ele criou uma Comissão de Segurança Nacional para consolidar o que antes era uma burocracia muito fragmentada.
Ele também expandiu a lei de segurança nacional para cobrir tudo, desde cibersegurança a alimentação.
Em junho, seu governo impôs uma nova lei de segurança nacional abrangente em Hong Kong, que tem sido usada principalmente para processar ativistas pró-democracia por declarações políticas.
De acordo com dados compilados pela Bloomberg, apenas uma das 40 pessoas presas até agora pela nova unidade de segurança nacional da polícia de Hong Kong foi acusada de violência.
O que exatamente constitui uma ofensa à segurança nacional geralmente não está claro no sistema judicial da China.
As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o caso de Haze Fan, funcionária do escritório da Bloomberg News em Pequim, que foi detida neste mês sob a suspeita de colocar em risco a segurança nacional da China. O caso de Haze Fan surgiu na mesma semana do aniversário de dois anos da detenção dos canadenses Michael Kovrig e Michael Spavor que também foram indiciados por acusações relacionadas à segurança nacional.
Cheng Lei, cidadão australiano nascido na China que trabalhou como jornalista na emissora governamental CGTN, está detido desde agosto por questões de segurança nacional.
Zhang Zhan, ex-advogado de 37 anos que publicou relatórios sobre a resposta inicial ao surto de coronavírus em Wuhan, foi condenado a quatro anos de prisão por “brigas e provocações”.
Xi Jinping também decidiu controlar outras ameaças à estabilidade da China, com os reguladores aumentando o escrutínio a gigantes da tecnologia como Alibaba Group Holding e Ant Group.
A Alibaba e seus três maiores rivais — Tencent Holdings, o gigante da entrega de comida Meituan e a JD.com — perderam quase 200 bilhões de dólares em Hong Kong imediatamente depois que os reguladores revelaram uma investigação sobre supostas práticas monopolistas da empresa do bilionário Jack Ma.
A repressão de Xi Jinping às vozes da oposição vai além das medidas tomadas pela geração de seu pai, que valorizava as “diferenças de pontos de vista” como benéficas para a estabilidade de longo prazo do Partido Comunista e tem suas raízes no temor de que a China possa um dia se separar como a União Soviética, de acordo com Jerome Cohen, fundador do Instituto de Direito dos EUA-Ásia da Escola de Direito da Universidade de Nova York.
“Xi Jinping tornou as coisas ainda piores para os dissidentes”, disse Jerome Cohen, que leciona direito chinês desde 1960. “A China tem tantos desafios internos e seu povo é tão individualista que ele acredita que permitir a liberdade de expressão é levar a sério a oposição ou mesmo o caos.”



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Mundo
NOTÍCIAS
https://exame.com/mundo/china-diz-que-e ... -a-taiwan/
A China ameaçou os Estados Unidos com “pagar um preço alto” caso seu embaixador nas Nações Unidas, Kelly Craft, mantenha os planos anunciados pelo Departamento de Estado de viajar para Taiwan nos próximos dias.
“Os Estados Unidos pagarão um preço alto por sua decisão errada”, alerta um comunicado da missão chinesa na ONU.
“A China exorta veementemente os Estados Unidos a parar com sua provocação louca, a parar de criar novas dificuldades para as relações China-Estados Unidos e a cooperação entre os dois países nas Nações Unidas, e parar de seguir no caminho errado.”
A China “se opõe firmemente” à visita e exige que os Estados Unidos cancelem seus planos, acrescenta o comunicado, reiterando a política de Pequim de uma única China, segundo a qual Taiwan é apenas uma província do continente.
A data exata da visita do embaixador não está clara.
A agência de notícias estatal chinesa Xinhua também criticou a viagem, dizendo que a presença de um embaixador dos Estados Unidos em Taiwan violaria a soberania chinesa.
A China ameaçou os Estados Unidos com “pagar um preço alto” caso seu embaixador nas Nações Unidas, Kelly Craft, mantenha os planos anunciados pelo Departamento de Estado de viajar para Taiwan nos próximos dias.
“Os Estados Unidos pagarão um preço alto por sua decisão errada”, alerta um comunicado da missão chinesa na ONU.
“A China exorta veementemente os Estados Unidos a parar com sua provocação louca, a parar de criar novas dificuldades para as relações China-Estados Unidos e a cooperação entre os dois países nas Nações Unidas, e parar de seguir no caminho errado.”
A China “se opõe firmemente” à visita e exige que os Estados Unidos cancelem seus planos, acrescenta o comunicado, reiterando a política de Pequim de uma única China, segundo a qual Taiwan é apenas uma província do continente.
A data exata da visita do embaixador não está clara.
A agência de notícias estatal chinesa Xinhua também criticou a viagem, dizendo que a presença de um embaixador dos Estados Unidos em Taiwan violaria a soberania chinesa.



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Europa
NOTÍCIAS
https://brasil.elpais.com/internacional ... panha.html

Desde a última quinta-feira e durante todo o fim de semana, a Península Ibérica sofrerá um temporal de neve, chuva, vento, marés altas e baixas temperaturas

A Tempestade Filomena, a mais grave em ao menos cinco décadas, afetou centenas de estradas.
Só na capital espanhola, Madri, mais de 1.000 pessoas foram resgatadas dentro de carros submersos pela neve.
Autoridades pedem que a população não saia de casa.

Além de Madri, outras nove províncias, das regiões de Castilla, Comunidade Valenciana, Catalunha e Aragón, estão em alerta vermelho de neve neste sábado.


Desde a última quinta-feira e durante todo o fim de semana, a Península Ibérica sofrerá um temporal de neve, chuva, vento, marés altas e baixas temperaturas

A Tempestade Filomena, a mais grave em ao menos cinco décadas, afetou centenas de estradas.
Só na capital espanhola, Madri, mais de 1.000 pessoas foram resgatadas dentro de carros submersos pela neve.
Autoridades pedem que a população não saia de casa.

Além de Madri, outras nove províncias, das regiões de Castilla, Comunidade Valenciana, Catalunha e Aragón, estão em alerta vermelho de neve neste sábado.




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Europa
NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/202 ... rkel.shtml
A política alemã entra neste sábado (16) em um dos períodos de maiores disputas e incertezas dos últimos 20 anos.
Numa votação online no final de semana, 1.001 delegados escolherão o novo chefe do principal partido da Alemanha, a CDU (União Democrática Cristã), da atual chanceler, Angela Merkel.
Mais que uma disputa interna, a decisão afeta os rumos do partido e da própria política da Alemanha.
Após 16 anos no poder, Angela Merkel já anunciou que não concorrerá a um novo mandato, o que deixa aberta a batalha por sua sucessão nas eleições parlamentares de setembro de 2021.
Na disputa deste sábado estão três candidatos com visões políticas distintas : o centrista Armin Laschet, primeiro-ministro da Renânia do Norte-Vestfália, o relativamente progressista Norbert Röttgen, ex-ministro do Meio Ambiente, e o mais direitista Friedrich Merz, advogado corporativo.
Há a chance crescente de que outros dois políticos concorram ao posto. Nessa raia paralela estão o atual ministro da Saúde, Jens Spahn, e o premiê da Baviera, Markus Söder.
Markus Söder não confirmou seu interesse na vaga, mas é de longe o favorito dos alemães para esse posto, tanto entre os que declaram voto na CDU-CSU quanto entre os eleitores em geral. São 54% e 38%, respectivamente, os que dizem que, com ele no cargo, o partido de Angela Merkel obteria mais facilmente a vitória nas eleições parlamentares.
Na votação deste sábado, é Friedrich Merz quem lidera a preferência dos delegados da CDU nas pesquisas. Sua eleição representaria uma guinada à direita e um primeiro passo para recuperar eleitores que deram fôlego à ultradireitista AfD nos últimos anos, descontentes com a política de imigração de Angela Merkel.
Mas o bloco de centro da CDU teme que um rumo excessivamente conservador fortaleça uma coalizão mais à esquerda (com verdes e sociais-democratas), e isso pode levar Friedrich Merz à derrota num segundo turno da escolha interna — a votação é secreta.
Para uma parcela significativa do partido, a melhor rota para manter a força e a relevância é justamente uma coalizão com o Partido Verde, segunda força eleitoral na Alemanha de hoje.
Os verdes teriam 20% dos votos se as eleições para o Parlamento fossem hoje, logo atrás do partido de Angela Merkel, com 37%.
O social-democrata SPD vem em terceiro, com 16%.
A AfD recebeu 10% das intenções, a Esquerda, 8%, e o FDP (de centro-direita), 5%.
A política alemã entra neste sábado (16) em um dos períodos de maiores disputas e incertezas dos últimos 20 anos.
Numa votação online no final de semana, 1.001 delegados escolherão o novo chefe do principal partido da Alemanha, a CDU (União Democrática Cristã), da atual chanceler, Angela Merkel.
Mais que uma disputa interna, a decisão afeta os rumos do partido e da própria política da Alemanha.
Após 16 anos no poder, Angela Merkel já anunciou que não concorrerá a um novo mandato, o que deixa aberta a batalha por sua sucessão nas eleições parlamentares de setembro de 2021.
Na disputa deste sábado estão três candidatos com visões políticas distintas : o centrista Armin Laschet, primeiro-ministro da Renânia do Norte-Vestfália, o relativamente progressista Norbert Röttgen, ex-ministro do Meio Ambiente, e o mais direitista Friedrich Merz, advogado corporativo.
Há a chance crescente de que outros dois políticos concorram ao posto. Nessa raia paralela estão o atual ministro da Saúde, Jens Spahn, e o premiê da Baviera, Markus Söder.
Markus Söder não confirmou seu interesse na vaga, mas é de longe o favorito dos alemães para esse posto, tanto entre os que declaram voto na CDU-CSU quanto entre os eleitores em geral. São 54% e 38%, respectivamente, os que dizem que, com ele no cargo, o partido de Angela Merkel obteria mais facilmente a vitória nas eleições parlamentares.
Na votação deste sábado, é Friedrich Merz quem lidera a preferência dos delegados da CDU nas pesquisas. Sua eleição representaria uma guinada à direita e um primeiro passo para recuperar eleitores que deram fôlego à ultradireitista AfD nos últimos anos, descontentes com a política de imigração de Angela Merkel.
Mas o bloco de centro da CDU teme que um rumo excessivamente conservador fortaleça uma coalizão mais à esquerda (com verdes e sociais-democratas), e isso pode levar Friedrich Merz à derrota num segundo turno da escolha interna — a votação é secreta.
Para uma parcela significativa do partido, a melhor rota para manter a força e a relevância é justamente uma coalizão com o Partido Verde, segunda força eleitoral na Alemanha de hoje.
Os verdes teriam 20% dos votos se as eleições para o Parlamento fossem hoje, logo atrás do partido de Angela Merkel, com 37%.
O social-democrata SPD vem em terceiro, com 16%.
A AfD recebeu 10% das intenções, a Esquerda, 8%, e o FDP (de centro-direita), 5%.



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NOTÍCIAS
https://www.dw.com/pt-br/governo-da-hol ... a-56242825
O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, anunciou a sua renúncia, assumindo assim a responsabilidade por um escândalo que abalou o país, onde milhares de famílias foram injustamente acusadas de fraude relacionada a benefícios sociais.
"O Estado de direito deve proteger seus cidadãos de um governo todo-poderoso, e isso deu terrivelmente errado", afirmou o premiê em coletiva de imprensa, após uma reunião de crise de seu gabinete, formado por uma coalizão de quatro partidos. "Todos concordamos : quando todo o sistema fracassa, apenas uma responsabilidade conjunta pode ser assumida."
No poder desde 2010, o que o faz um dos líderes mais antigos da Europa, Mark Rutte disse que apresentou sua renúncia e a de todos os seus ministros ao rei Willem-Alexander.
O gabinete, contudo, permanecerá exercendo suas funções de forma interina, a fim de supervisionar a resposta à crise da Covid-19 até as próximas eleições parlamentares, marcadas para 17 de março de 2021.
Pesquisas eleitorais mostram que a sigla de Mark Rutte, o Partido Popular para a Liberdade e Democracia, pode acabar em primeiro lugar nas eleições de março.
O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, anunciou a sua renúncia, assumindo assim a responsabilidade por um escândalo que abalou o país, onde milhares de famílias foram injustamente acusadas de fraude relacionada a benefícios sociais.
"O Estado de direito deve proteger seus cidadãos de um governo todo-poderoso, e isso deu terrivelmente errado", afirmou o premiê em coletiva de imprensa, após uma reunião de crise de seu gabinete, formado por uma coalizão de quatro partidos. "Todos concordamos : quando todo o sistema fracassa, apenas uma responsabilidade conjunta pode ser assumida."
No poder desde 2010, o que o faz um dos líderes mais antigos da Europa, Mark Rutte disse que apresentou sua renúncia e a de todos os seus ministros ao rei Willem-Alexander.
O gabinete, contudo, permanecerá exercendo suas funções de forma interina, a fim de supervisionar a resposta à crise da Covid-19 até as próximas eleições parlamentares, marcadas para 17 de março de 2021.
Pesquisas eleitorais mostram que a sigla de Mark Rutte, o Partido Popular para a Liberdade e Democracia, pode acabar em primeiro lugar nas eleições de março.



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O ESTADO DE S.PAULO
Armin Laschet, que é defensor de continuar com a linha política de Angela Merkel na Alemanha, foi eleito ontem presidente do partido político da chanceler, a conservadora União Democrata-Cristã (CDU).
Ele será candidato a chanceler do partido nas eleições legislativas de 26 de setembro de 2021 e ser o sucessor de Angela Merkel, que está no poder desde 2005.
Armin Laschet recebeu 521 votos.
Já Friedrich Merz teve 466 votos.
“De certa forma, uma era está terminando”, disse Herfried Münkler, cientista político da Universidade Humboldt em Berlim. “Mas em certas posições básicas, como a situação geopolítica e as condições econômicas dentro da União Europeia, tudo permanece o mesmo, independentemente de quem seja o chanceler.”
Markus Söder, primeiro-ministro da Baviera, também poderá ser candidato ao cargo.
Armin Laschet, que é defensor de continuar com a linha política de Angela Merkel na Alemanha, foi eleito ontem presidente do partido político da chanceler, a conservadora União Democrata-Cristã (CDU).
Ele será candidato a chanceler do partido nas eleições legislativas de 26 de setembro de 2021 e ser o sucessor de Angela Merkel, que está no poder desde 2005.
Armin Laschet recebeu 521 votos.
Já Friedrich Merz teve 466 votos.
“De certa forma, uma era está terminando”, disse Herfried Münkler, cientista político da Universidade Humboldt em Berlim. “Mas em certas posições básicas, como a situação geopolítica e as condições econômicas dentro da União Europeia, tudo permanece o mesmo, independentemente de quem seja o chanceler.”
Markus Söder, primeiro-ministro da Baviera, também poderá ser candidato ao cargo.



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Mundo
NOTÍCIAS
https://veja.abril.com.br/tecnologia/a- ... me-chines/

Era para ser o maior IPO — termo em inglês para oferta inicial de ações — de todos os tempos. O Ant Group, braço financeiro do gigante do comércio eletrônico Alibaba, superaria os dois recordes anteriores : o da própria holding e o da Saudi Aramco, companhia saudita líder em petróleo. Abrir o capital em bolsa significa ganhar milhares de sócios que, por meio de ações, fortalecem o caixa da empresa. O mercado esperava que o Ant Group levantasse 35 bilhões de dólares quando fizesse sua oferta em novembro, mas, de repente, por ordem do governo da China, o processo foi cancelado.
Na sequência, o bilionário Jack Ma, fundador da Alibaba, não foi mais visto em público.
Até a última quinta-feira, seu paradeiro era desconhecido. Sabe-se que ele vinha fazendo críticas aos reguladores do sistema financeiro chinês, os quais chamou, em uma conferência em Xangai, de “retrógrados que impediam que o crédito fluísse a indivíduos e pequenas empresas”.
Ninguém do Ant Group e da Alibaba comentou o sumiço do chefe, o que aumentou ainda mais o mistério.
Não foi um caso isolado : de acordo com levantamento da revista americana Forbes, pelo menos seis bilionários e grandes empresários desapareceram por um tempo após quebrar regras impostas pelo Partido Comunista Chinês.
Portanto, é fácil relacionar o desaparecimento de Jack Ma com a suspensão do IPO de sua empresa. Difícil é compreender o que está por trás da recente mobilização do partido em direção à Alibaba e a outras big techs, que cresceram exponencialmente nos últimos dez anos — com a infraestrutura do governo, é verdade, mas também com criatividade, velocidade e empreendedorismo de causar inveja a estrangeiros.
A Alibaba é uma multinacional de trilhão de dólares em faturamento, que engloba, além dos serviços financeiros do Ant Group, o aplicativo de pagamentos AliPay e as vendas on-line AliExpress, Taobao e Tmall. Graças a seu avanço e ao de outros empreendedores, o modo de consumir na China tornou-se quase inteiramente digital e o dinheiro físico desapareceu nos grandes centros urbanos.
Jack Ma, o fundador desse império, é um empreendedor de 56 anos, pai de três filhos, que aprendeu a falar inglês ainda pequeno. Nascido em Hangzhou, a capital da província de Zhejiang, Ma teve forte influência ocidental em sua formação, o que faz dele um entusiasta da livre-iniciativa.
Por várias razões, a importância de Jack Ma vai além de sua fortuna. Expondo-se à mídia ocidental, ele se tornou embaixador das demais big techs chinesas, afiançando ao mercado que elas estariam fora do alcance do partido comunista — asserção que se mostrou precipitada.
Ao que tudo indica, o presidente Xi Jinping não quer ver as companhias que estão moldando seu país longe do controle do governo.
Semanas atrás, o Ant Group passou a restringir acesso a empréstimos. Mesmo alegando ser uma campanha de consumo consciente, a Alibaba não conseguiu esconder que está passando por uma investigação antitruste : ela teria chegado a um nível de poder inaceitável para o partido.
Especula-se que as demais empresas de tecnologia sejam o próximo alvo.

Era para ser o maior IPO — termo em inglês para oferta inicial de ações — de todos os tempos. O Ant Group, braço financeiro do gigante do comércio eletrônico Alibaba, superaria os dois recordes anteriores : o da própria holding e o da Saudi Aramco, companhia saudita líder em petróleo. Abrir o capital em bolsa significa ganhar milhares de sócios que, por meio de ações, fortalecem o caixa da empresa. O mercado esperava que o Ant Group levantasse 35 bilhões de dólares quando fizesse sua oferta em novembro, mas, de repente, por ordem do governo da China, o processo foi cancelado.
Na sequência, o bilionário Jack Ma, fundador da Alibaba, não foi mais visto em público.
Até a última quinta-feira, seu paradeiro era desconhecido. Sabe-se que ele vinha fazendo críticas aos reguladores do sistema financeiro chinês, os quais chamou, em uma conferência em Xangai, de “retrógrados que impediam que o crédito fluísse a indivíduos e pequenas empresas”.
Ninguém do Ant Group e da Alibaba comentou o sumiço do chefe, o que aumentou ainda mais o mistério.
Não foi um caso isolado : de acordo com levantamento da revista americana Forbes, pelo menos seis bilionários e grandes empresários desapareceram por um tempo após quebrar regras impostas pelo Partido Comunista Chinês.
Portanto, é fácil relacionar o desaparecimento de Jack Ma com a suspensão do IPO de sua empresa. Difícil é compreender o que está por trás da recente mobilização do partido em direção à Alibaba e a outras big techs, que cresceram exponencialmente nos últimos dez anos — com a infraestrutura do governo, é verdade, mas também com criatividade, velocidade e empreendedorismo de causar inveja a estrangeiros.
A Alibaba é uma multinacional de trilhão de dólares em faturamento, que engloba, além dos serviços financeiros do Ant Group, o aplicativo de pagamentos AliPay e as vendas on-line AliExpress, Taobao e Tmall. Graças a seu avanço e ao de outros empreendedores, o modo de consumir na China tornou-se quase inteiramente digital e o dinheiro físico desapareceu nos grandes centros urbanos.
Jack Ma, o fundador desse império, é um empreendedor de 56 anos, pai de três filhos, que aprendeu a falar inglês ainda pequeno. Nascido em Hangzhou, a capital da província de Zhejiang, Ma teve forte influência ocidental em sua formação, o que faz dele um entusiasta da livre-iniciativa.
Por várias razões, a importância de Jack Ma vai além de sua fortuna. Expondo-se à mídia ocidental, ele se tornou embaixador das demais big techs chinesas, afiançando ao mercado que elas estariam fora do alcance do partido comunista — asserção que se mostrou precipitada.
Ao que tudo indica, o presidente Xi Jinping não quer ver as companhias que estão moldando seu país longe do controle do governo.
Semanas atrás, o Ant Group passou a restringir acesso a empréstimos. Mesmo alegando ser uma campanha de consumo consciente, a Alibaba não conseguiu esconder que está passando por uma investigação antitruste : ela teria chegado a um nível de poder inaceitável para o partido.
Especula-se que as demais empresas de tecnologia sejam o próximo alvo.



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https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021 ... tina.ghtml

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a província de San Juan, na região oeste da Argentina.
O epicentro do terremoto ocorreu a 29 km a sudoeste da região de Pocito e a 20 km de profundidade.
Segundo o jornal argentino Clarín, o tremor foi sentido em diversas regiões do país, como nas províncias de Mendoza, Córdoba, Santa Fé, La Rioja e Buenos Aires, inclusive em bairros da capital.

Um terremoto de magnitude 6,4 atingiu a província de San Juan, na região oeste da Argentina.
O epicentro do terremoto ocorreu a 29 km a sudoeste da região de Pocito e a 20 km de profundidade.
Segundo o jornal argentino Clarín, o tremor foi sentido em diversas regiões do país, como nas províncias de Mendoza, Córdoba, Santa Fé, La Rioja e Buenos Aires, inclusive em bairros da capital.



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https://noticias.uol.com.br/internacion ... -menem.htm

O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem morreu neste domingo aos 90 anos de idade.
Ele estava internado em razão de uma infecção urinária. O ex-presidente também sofria com problemas cardíacos.

O ex-presidente da Argentina, Carlos Menem morreu neste domingo aos 90 anos de idade.
Ele estava internado em razão de uma infecção urinária. O ex-presidente também sofria com problemas cardíacos.



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NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/mundo/classe-m ... e-24891591

A professora de espanhol argentina Inés Barcia, de 41 anos, está na contagem regressiva. Mais quatro semanas, e ela, seu marido e três filhos embarcarão rumo à pequena cidade espanhola de La Cala de Mijas, em Málaga, na Espanha, em busca de uma vida melhor.
Não existem estatísticas oficiais, mas pesquisas mostram uma forte tendência a um novo êxodo de argentinos para o exterior.
Êxodos são cíclicos na História do país, mas, no embalo da volta do kirchnerismo ao poder, em dezembro de 2019, e dos estragos causados pela pandemia, os que já estão indo ou se preparando para partir transmitem uma sensação de desengano definitivo. O país vive, em palavras de especialistas em tendências sociais, uma epidemia de desilusão.
O fenômeno se concentra na classes média e na classe média alta, e os destinos preferidos são Espanha, Estados Unidos, Itália e, em alguns casos, países limítrofes de vida política e econômica menos conturbada, entre eles Uruguai (o preferido dos mais ricos) e Chile.
Segundo opiniões recolhidas pela empresa de consultoria Inovação, Política e Desenvolvimento (IPD) em outubro de 2020, 51% dos entrevistados afirmaram que abandonariam o país se tivessem uma oportunidade.
Entre os jovens de 16 a 25 anos, o percentual alcançou 71%.
Esse é o segmento no qual se encaixa Inés, representante de uma classe média absolutamente esgotada. Como se não bastassem as crises econômicas crônicas e o drama sanitário, o fracasso do governo de Mauricio Macri (2015-2019) foi, para muitos que viram no ex-presidente a esperança de uma mudança, o basta final.
— Sempre tive vontade de morar fora, e o que vivemos nos últimos anos me expulsou de vez. Minha mãe diz que tenho de ficar, lutar. Mas não quero atravessar mais nenhuma crise na Argentina, pra mim chega — conta Inés.
Ela está nas tratativas finais para alugar um apartamento e, com um endereço formal, poder inscrever seus filhos em escolas públicas. Todos têm cidadania espanhola pela família materna. Seu marido, Federico, terá residência legal. Inés sabe que os primeiros tempos serão difíceis, já que ela e o marido, que é contador, continuarão trabalhando on-line e recebendo a maior parte dos pagamentos em pesos argentinos (no mercado paralelo, a cotação do euro está em 180 pesos). Mas tem confiança em conseguir um emprego com carteira assinada.
— Nunca vi tanta gente ao meu redor querendo ir embora. A pandemia foi fatal, a quarentena, horrorosa, nos trancaram em casa durante meses. Pessoalmente, fiquei muito mal — desabafa a professora.
O destino escolhido por ela está se transformando num gueto de argentinos na Espanha. Nos últimos tempos, a Costa do Sol recebeu dezenas de famílias argentinas atraídas pelo clima e a qualidade de vida.
Para lá, rumou em novembro do ano passado Juan Portesan, gerente de uma multinacional, de 64 anos. Levado pela frustração deixada pelo governo Macri, o engenheiro decidiu antecipar um projeto que já tinha com sua mulher, Romina, de 48, e as duas filhas do casal, de 15 e 9 anos. Toda a família tem cidadania italiana.
— No condomínio onde morava, na província de Buenos Aires, conheço outras 15 famílias indo embora. Entre pessoas próximas, poderia somar outras 30 ou 40. É impressionante — afirma.
Uma de suas cunhadas, que é advogada, já está com as malas prontas para se mudar para a Itália com o marido e dois filhos. A ideia é, após conseguir encerrar os trâmites para obter a cidadania, juntar-se ao resto da família na Espanha.
— Minha outra cunhada já está se mobilizando também, porque minha sogra também virá. Temos a ilusão de estar melhor. Na Argentina, a única ilusão possível é a de estar pior — lamenta o engenheiro, que se instalou no município de Benalmadena, em Málaga.
De olho nesse movimento migratório, surgiu o aplicativo Argentapp, criado pela argentina Eliana Diehl, que emigrou há seis anos para a Espanha. Hoje, sua comunidade nas redes sociais tem 43 mil integrantes.
A plataforma ajuda argentinos que queiram emigrar para países europeus com orientações sobre como enviar dinheiro para parentes na Argentina, conseguir cidadania e emprego, entre outras.
Na visão da historiadora Silvina Jensen, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), a emigração é estrutural na Argentina.
— Ainda não temos estatísticas sobre o atual momento, mas uma percepção. A pandemia está limitando os movimentos, e eles poderiam aumentar a partir do momento em que as pessoas tenham mais alternativas — diz. — O governo Macri contribuiu para a sensação de que o país não tem solução. Foi a última grande decepção.
Em 2001, a socióloga e também pesquisadora do Conicet Lucia Nejamkis estudou em detalhe o êxodo de argentinos. Ela lembra que, naquele momento, muitos enfrentavam dificuldades para conseguir emprego e terminavam trabalhando em atividades sem relação com sua profissão. Há 20 anos, como hoje, a fuga do país está, na opinião de Lucila, concentrada nas classes média e média alta, universitários e pessoas de cabeça globalizada.
— É bom lembrar que a Argentina ainda recebe mais do que expulsa, temos muitos imigrantes latino-americanos, cerca de 5% de nossa população — destaca socióloga.
Lucila observa que a pandemia levou muitos argentinos a uma reflexão pessoal profunda, e isso reforçou, em muitos casos, a insatisfação com problemas políticos, sociais e econômicos. De 2012 a 2020, o PIB sofreu queda de 15%, a pobreza passou de 26% para 41%, e a inflação foi de 1.500%.
Nos últimos três anos, o valor do dólar triplicou. Isso, somado a frustrações políticas, inclusive entre eleitores de Fernández, arrastou a Argentina para o que Guillermo Oliveto, especialista em sociedade e consumo, chama de uma epidemia de decepção.
— Para alguns, sobretudo pessoas entre 40 e 50 anos, o país não tem mais solução. Esses emigram pensando em seus filhos. Os jovens vão embora porque seus salários em pesos tornaram inviável circular fora da Argentina — explicou o consultor.

A professora de espanhol argentina Inés Barcia, de 41 anos, está na contagem regressiva. Mais quatro semanas, e ela, seu marido e três filhos embarcarão rumo à pequena cidade espanhola de La Cala de Mijas, em Málaga, na Espanha, em busca de uma vida melhor.
Não existem estatísticas oficiais, mas pesquisas mostram uma forte tendência a um novo êxodo de argentinos para o exterior.
Êxodos são cíclicos na História do país, mas, no embalo da volta do kirchnerismo ao poder, em dezembro de 2019, e dos estragos causados pela pandemia, os que já estão indo ou se preparando para partir transmitem uma sensação de desengano definitivo. O país vive, em palavras de especialistas em tendências sociais, uma epidemia de desilusão.
O fenômeno se concentra na classes média e na classe média alta, e os destinos preferidos são Espanha, Estados Unidos, Itália e, em alguns casos, países limítrofes de vida política e econômica menos conturbada, entre eles Uruguai (o preferido dos mais ricos) e Chile.
Segundo opiniões recolhidas pela empresa de consultoria Inovação, Política e Desenvolvimento (IPD) em outubro de 2020, 51% dos entrevistados afirmaram que abandonariam o país se tivessem uma oportunidade.
Entre os jovens de 16 a 25 anos, o percentual alcançou 71%.
Esse é o segmento no qual se encaixa Inés, representante de uma classe média absolutamente esgotada. Como se não bastassem as crises econômicas crônicas e o drama sanitário, o fracasso do governo de Mauricio Macri (2015-2019) foi, para muitos que viram no ex-presidente a esperança de uma mudança, o basta final.
— Sempre tive vontade de morar fora, e o que vivemos nos últimos anos me expulsou de vez. Minha mãe diz que tenho de ficar, lutar. Mas não quero atravessar mais nenhuma crise na Argentina, pra mim chega — conta Inés.
Ela está nas tratativas finais para alugar um apartamento e, com um endereço formal, poder inscrever seus filhos em escolas públicas. Todos têm cidadania espanhola pela família materna. Seu marido, Federico, terá residência legal. Inés sabe que os primeiros tempos serão difíceis, já que ela e o marido, que é contador, continuarão trabalhando on-line e recebendo a maior parte dos pagamentos em pesos argentinos (no mercado paralelo, a cotação do euro está em 180 pesos). Mas tem confiança em conseguir um emprego com carteira assinada.
— Nunca vi tanta gente ao meu redor querendo ir embora. A pandemia foi fatal, a quarentena, horrorosa, nos trancaram em casa durante meses. Pessoalmente, fiquei muito mal — desabafa a professora.
O destino escolhido por ela está se transformando num gueto de argentinos na Espanha. Nos últimos tempos, a Costa do Sol recebeu dezenas de famílias argentinas atraídas pelo clima e a qualidade de vida.
Para lá, rumou em novembro do ano passado Juan Portesan, gerente de uma multinacional, de 64 anos. Levado pela frustração deixada pelo governo Macri, o engenheiro decidiu antecipar um projeto que já tinha com sua mulher, Romina, de 48, e as duas filhas do casal, de 15 e 9 anos. Toda a família tem cidadania italiana.
— No condomínio onde morava, na província de Buenos Aires, conheço outras 15 famílias indo embora. Entre pessoas próximas, poderia somar outras 30 ou 40. É impressionante — afirma.
Uma de suas cunhadas, que é advogada, já está com as malas prontas para se mudar para a Itália com o marido e dois filhos. A ideia é, após conseguir encerrar os trâmites para obter a cidadania, juntar-se ao resto da família na Espanha.
— Minha outra cunhada já está se mobilizando também, porque minha sogra também virá. Temos a ilusão de estar melhor. Na Argentina, a única ilusão possível é a de estar pior — lamenta o engenheiro, que se instalou no município de Benalmadena, em Málaga.
De olho nesse movimento migratório, surgiu o aplicativo Argentapp, criado pela argentina Eliana Diehl, que emigrou há seis anos para a Espanha. Hoje, sua comunidade nas redes sociais tem 43 mil integrantes.
A plataforma ajuda argentinos que queiram emigrar para países europeus com orientações sobre como enviar dinheiro para parentes na Argentina, conseguir cidadania e emprego, entre outras.
Na visão da historiadora Silvina Jensen, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), a emigração é estrutural na Argentina.
— Ainda não temos estatísticas sobre o atual momento, mas uma percepção. A pandemia está limitando os movimentos, e eles poderiam aumentar a partir do momento em que as pessoas tenham mais alternativas — diz. — O governo Macri contribuiu para a sensação de que o país não tem solução. Foi a última grande decepção.
Em 2001, a socióloga e também pesquisadora do Conicet Lucia Nejamkis estudou em detalhe o êxodo de argentinos. Ela lembra que, naquele momento, muitos enfrentavam dificuldades para conseguir emprego e terminavam trabalhando em atividades sem relação com sua profissão. Há 20 anos, como hoje, a fuga do país está, na opinião de Lucila, concentrada nas classes média e média alta, universitários e pessoas de cabeça globalizada.
— É bom lembrar que a Argentina ainda recebe mais do que expulsa, temos muitos imigrantes latino-americanos, cerca de 5% de nossa população — destaca socióloga.
Lucila observa que a pandemia levou muitos argentinos a uma reflexão pessoal profunda, e isso reforçou, em muitos casos, a insatisfação com problemas políticos, sociais e econômicos. De 2012 a 2020, o PIB sofreu queda de 15%, a pobreza passou de 26% para 41%, e a inflação foi de 1.500%.
Nos últimos três anos, o valor do dólar triplicou. Isso, somado a frustrações políticas, inclusive entre eleitores de Fernández, arrastou a Argentina para o que Guillermo Oliveto, especialista em sociedade e consumo, chama de uma epidemia de decepção.
— Para alguns, sobretudo pessoas entre 40 e 50 anos, o país não tem mais solução. Esses emigram pensando em seus filhos. Os jovens vão embora porque seus salários em pesos tornaram inviável circular fora da Argentina — explicou o consultor.



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Chapolin Gremista
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A Emenda Platt, inserida na Constituição de Cuba pelos EUA, permitiu a instalação da Base Naval de Guantánamo e a intervenção externa nos assuntos internos da ilha
No dia 17 de fevereiro de 1903, o Tratado Cubano-Norte-Americano foi assinado entre o primeiro presidente de Cuba, Tomás Estrada Palma, e o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Theodore Roosevelt. Conforme as cláusulas do acordo, o governo da ilha caribenha arrendava, de maneira perpétua, a área da Baía de Guantánamo aos Estados Unidos para a instalação de um porto naval. Este último adquire controle absoluto sobre a área e reconhece a soberania de Cuba sobre o território. Os navios cubanos mercantes ou de guerra deveriam ter livre navegação pelas águas.
O Tratado fazia parte da Emenda Platt, uma cláusula da Constituição de Cuba inserida após a independência da Espanha que autorizava a intervenção dos Estados Unidos nos assuntos internos da ilha. Isto é, a soberania nacional da ilha estava sujeita à supervisão dos EUA, que poderia interferir quando julgasse conveniente conforme seus interesses.
Assim, os Estados Unidos construíram a Base Naval da Baía de Guantánamo, na província de mesmo nome, em Cuba. A instalação militar abriga o Campo de Detenção da Baía de Guantánamo, composto por três campos de detenção: Camp Delta, construído em 2002 e composto de 5 outros campos (1, 2, 3, 4 e Camp Echo), Camp Iguana e Camp X-Ray, atualmente fechado.
A presença de uma base naval e um campo de detenção de uma potência estrangeira no território de Cuba são um atentado contra a soberania nacional do País. O governo cubano reivindicou o fechamento da base, mas jamais foi atendido pelos Estados Unidos. Apareceram denúncias na imprensa que assinalam a base naval como local de conspiração permanente para desestabilizar e derrubar o governo, bem como uma cabeça de ponte no caso de uma intervenção militar.
A prisão tornou-se famosa em virtude das bárbaras torturas as quais eram submetidos os prisioneiros da Guerra do Afeganistão, deflagrada pelos americanos em 2001. Há documentos oficiais que recomendam técnicas agressivas de interrogatório, ou seja, procedimentos de tortura. Os prisioneiros políticos são submetidos às piores condições possíveis e julgados por cortes militares.
Dezenas de presos foram mantidos em segredo pela Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) no Campo de Detenção, sem sequer serem processados. As torturas visavam obrigá-los a confessar ligações com a organização Al-Qaeda ou Talibã.
A base representa uma ameaça permanente para a sociedade cubana por parte das forças militares dos Estados Unidos. É um verdadeiro roubo de uma parte de seu território e atentado à soberania de um país independente.
https://www.causaoperaria.org.br/o-roub ... americano/
No dia 17 de fevereiro de 1903, o Tratado Cubano-Norte-Americano foi assinado entre o primeiro presidente de Cuba, Tomás Estrada Palma, e o presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Theodore Roosevelt. Conforme as cláusulas do acordo, o governo da ilha caribenha arrendava, de maneira perpétua, a área da Baía de Guantánamo aos Estados Unidos para a instalação de um porto naval. Este último adquire controle absoluto sobre a área e reconhece a soberania de Cuba sobre o território. Os navios cubanos mercantes ou de guerra deveriam ter livre navegação pelas águas.
O Tratado fazia parte da Emenda Platt, uma cláusula da Constituição de Cuba inserida após a independência da Espanha que autorizava a intervenção dos Estados Unidos nos assuntos internos da ilha. Isto é, a soberania nacional da ilha estava sujeita à supervisão dos EUA, que poderia interferir quando julgasse conveniente conforme seus interesses.
Assim, os Estados Unidos construíram a Base Naval da Baía de Guantánamo, na província de mesmo nome, em Cuba. A instalação militar abriga o Campo de Detenção da Baía de Guantánamo, composto por três campos de detenção: Camp Delta, construído em 2002 e composto de 5 outros campos (1, 2, 3, 4 e Camp Echo), Camp Iguana e Camp X-Ray, atualmente fechado.
A presença de uma base naval e um campo de detenção de uma potência estrangeira no território de Cuba são um atentado contra a soberania nacional do País. O governo cubano reivindicou o fechamento da base, mas jamais foi atendido pelos Estados Unidos. Apareceram denúncias na imprensa que assinalam a base naval como local de conspiração permanente para desestabilizar e derrubar o governo, bem como uma cabeça de ponte no caso de uma intervenção militar.
A prisão tornou-se famosa em virtude das bárbaras torturas as quais eram submetidos os prisioneiros da Guerra do Afeganistão, deflagrada pelos americanos em 2001. Há documentos oficiais que recomendam técnicas agressivas de interrogatório, ou seja, procedimentos de tortura. Os prisioneiros políticos são submetidos às piores condições possíveis e julgados por cortes militares.
Dezenas de presos foram mantidos em segredo pela Agência Central de Inteligência (CIA, sigla em inglês) no Campo de Detenção, sem sequer serem processados. As torturas visavam obrigá-los a confessar ligações com a organização Al-Qaeda ou Talibã.
A base representa uma ameaça permanente para a sociedade cubana por parte das forças militares dos Estados Unidos. É um verdadeiro roubo de uma parte de seu território e atentado à soberania de um país independente.
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Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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