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Chapolin Gremista
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Re: América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 30 Jan 2020, 20:37

Politica suicida de Timochenko
Nova capitulação: dirigente da FARC propõe mudança da sigla
O líder da Força Alternativa Revolucionaria Comum (FARC), Rodrigo Londoño segue para uma politica capituladora em direção à direita fascista
Em uma nova capitulação à direita, o líder da Força Alternativa Revolucionaria Comum (FARC), Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, propõe mudar o nome do partido. Segundo ele a sigla não deve ter o mesmo acrônimo das extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército de Pessoas (FARC-EP). “Sabíamos que isso nos afetaria e está criando dificuldades. Vou manter minha posição e argumentar. Espero que as maiorias do partido decidam mudar o nome” disse ele em entrevista ao El Espectador.

Uma ala dissidente do partido, liderada por Iván Marquez – que participou dos acordos de paz com o ex-presidente da Colômbia, Manuel Santos – declarou no dia 29 de agosto de 2019 a volta à luta armada, opondo-se ao atual líder do partido. Isto para combater os assassinatos de ex-guerrilheiros, que ocorreram em várias regiões do país e as perseguições políticas, ambas impostas pelo atual governo colombiano de Iván Duque, que tomou posse em agosto 2018, para ser capacho do imperialismo norte-americano.

Na entrevista, Londoño reiterou sua posição contra a luta armada, dizendo que nas atuais circunstâncias da Colômbia e da América Latina “é louco” levantar um projeto político de armas. “Em todos os processos de paz no mundo, houve pequenos setores que continuam na guerra, mas até agora, nenhum conseguiu avançar e acabar com as gangues criminosas que lutam por economias ilegais”, afirmou.

Um fato curioso e muito controverso que aconteceu no dia 11 de Janeiro de 2020 foi uma suposta tentativa de assassinato contra Timochenko. Segundo o diretor da Policia Nacional colombiana, Oscar Atehortua, dois ex-guerrilheiros “frustrados” com o acordo de paz de 2016 estavam próximos da propriedade do líder da FARC entre Quindío e Valle del Cauca para matá-lo. Um informante alertou as autoridades sobre o ataque, segundo os policiais houve troca de tiros e os dois acabaram morrendo. Rodrigo Londoño agradeceu e elogiou a polícia de Iván Duque.

Duque também elogiou a ação conjunta da polícia e reforçou a segurança do líder da FARC, o que gerou uma certa revolta dentro do partido, pois segundo os ex-guerrilheiros, a segurança de Timochenko deve ser feita pelos militantes do partido que disseram que estavam atentos no momento. Segundo o jornal El Espectador as famílias e advogados dos dois suspeitos alegam que eles foram mortos em locais e datas diferentes das apresentadas pela polícia, contrariando o que foi divulgado pelo departamento.

As diferenças dentro do partido se acentuaram com a prisão do ex-combatente Jesús Santrich em abril de 2018, acusado ainda em 2016, por um juiz de Nova York, de ter enviado ao Estados Unidos 10 toneladas de drogas. Com a detenção ele foi impedido de ocupar sua cadeira no congresso. A maioria dos ex-combatentes alegam arbitrariedades e perseguição política.

Dois veteranos da guerrilha, Joaquim Gómez e Bertulfo Álvarez, acusaram Timochenko de não acreditar na inocência do ex-guerrilheiro quando ele disse que Santrich deveria provar sua inocência, baseando-se no fato de que ele era culpado. Na contra mão da situação, o atual líder da FARC defendeu o senador e ex-presidente fascista Álvaro Uribe, pedindo para que em um processo movido contra ele pela corte colombiana por manipulação de testemunhas fosse respeitado o princípio de inocência.

Desde então, várias lideranças e combatentes deixaram o partido. A ex-guerrilheira Tanja Nijmeijer, que ingressou no partido em 2002 e Martin Batalla, que ingressou em 2005, renunciaram ao partido no ultimo dia 21 de janeiro, após expressarem através de cartas profundas diferenças com as lideranças do partido das FARC. “Espero que eles não tenham saído porque acreditam que o caminho é a luta armada”, disse Timochenko.

O que se apresenta é uma clara capitulação à direita do líder da FARC, negando-se a lutar contra o imperialismo e contra o governo fascista de Iván Duque. Mesmo que esses ataquem duramente a população em geral, os direitos dos trabalhadores colombianos e estejam perseguindo e matando lideranças e movimentos de esquerda do país. É visível que Timochenko leva o partido para uma uma aliança com os fascistas, o que nada mais é que uma política suicida.
https://www.causaoperaria.org.br/nova-c ... -da-sigla/
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 07:36, em um total de 1 vez.
Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
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Re: América Latina

Mensagem por Teawine Chavinho » 30 Jan 2020, 20:44

As FARC praticam sequestros, assaltos, extorsões, assassinatos e até torturas, mas é a Direita que é fascista. Vai entender...

É até bom que o Chapolin Comunista poste essas coisas aqui no fórum. Isso deixa bem claro com que tipo de gente ele se identifica e que tipo de sociedade ele quer "construir".
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 30 Jan 2020, 21:31

Eleição presidêncial nos EUA
Bernie Sanders lidera disparado a corrida democrata para as eleições
Sanders lidera com folga as prévias dentro do Partido Democrata e inquieta os líderes do partido.


Estamos em ano de eleição presidencial nos Estados Unidos da América, mais uma vez o povo se defronta com a ameaça de uma vitória da extrema-direita, com uma possível reeleição de Trump. A crescente polarização faz com que, do outro lado, o candidato mais à esquerda da oposição, Bernie Sanders, pelo Partido Democrata, lidere as prévias dentro do partido.

Sanders foi um dos principais nomes na eleição passada, sua disputa contra Hilary foi acirrada, e não fosse o sistema eleitoral antidemocrático, criado para favorecer os candidatos da burguesia em casos como esse, teria ganhado. A matriarca dos democratas venceu pois obteve os votos dos superdelegados.

Desta vez, Bernie Sanders vem ainda mais forte. Sua disparada dentro do partido deixou-o com 39 porcento; gritantes 18 pontos à frente do segundo candidato, Elizabeth Warren, e quase 30 pontos de distância de Pete Buttigieg e Joe Biden, esse último foi o vice de Obama, e era um dos principais nomes propagandeado pela burguesia como alternativa à Trump.

O crescimento de Sanders é um dos sintomas da crise do Partido Democrata, que vem enfrentando um enorme crescimento de sua ala mais à esquerda. Ao passo que o sistema eleitoral americano restringe a corrida eleitoral a dois partidos da alta burguesia, Republicano e Democrata, o mais progressista dentre eles, acaba sofrendo com a polarização política e vê sua ala esquerda crescendo do mesmo modo que a extrema-direita cresce dentro do Partido Republicano.

Diante esse panorama péssimo para os cacifes do partido e os adversários republicanos, a estratégia tem sido uma enorme campanha midiática contra Bernie, não diretamente contra suas pautas populares, mais contra a possibilidade de que este vença face a Trump. Temos aí uma tática muito parecida com a usada contra o candidato petista, Fernando Haddad, na última eleição presidencial no Brasil, onde enfraqueceram o candidato mais a esquerda alegando a impossibilidade deste vencer contra a extrema-direita no segundo turno, enquanto puxavam a sardinha para um candidato mais alinhado e dependente da direita tradicional, neste caso Ciro Gomes, que na verdade, como foi comprovado, sequer tinha chance de chegar ao segundo turno. Porém, ao contrário da eleição brasileira, a corrida é entre dois candidatos do mesmo partido para ver quem disputará as eleições. Como será possível um outro candidato do Partido Democrata ter mais popularidade contra Trump sem tê-la dentro do próprio partido?
https://www.causaoperaria.org.br/bernie ... -eleicoes/
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Re: Europa

Mensagem por Dona Clotilde » 31 Jan 2020, 03:38

Enfia esse binarismo no rabo, gremista. Não anula o que eu afirmei, a extrema direita tá mais do que crescendo na França, LePen tá sendo a agitadora dos protestos e vai ser a futura presidente.
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Re: América Latina

Mensagem por Dona Clotilde » 31 Jan 2020, 03:42

O sequestro de Ingrid Bettencourt só mostra que as FARC merecem ser genocidadas desse planeta.
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Re: Mundo

Mensagem por Dona Clotilde » 31 Jan 2020, 03:45

Quero que o Bernie ganhe, mas não estou sendo otimista.

Biden (o Lula dos EUA) vai se juntar com a Warren (O PSB dos EUA) pra destruir a candidatura do Bernie (o Ciro dos EUA) por pura vaidade, pra entregar de mão beijada o 2° mandato para o Trump.
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Re: Mundo

Mensagem por E.R » 31 Jan 2020, 03:49

Se o Partido Democrata escolher Sanders ou Warren, a reeleição do Donald Trump já está no papo.

O único com alguma chance de vencer o Trump é o Biden.
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Re: Mundo

Mensagem por Dona Clotilde » 31 Jan 2020, 03:52

Os ventos mudaram, E.R. Biden era competitivo até o escândalo do filho estourar, agora foi esvaziado.

E cada vez mais o Bernie consegue doações de pessoas que estão mais do que insatisfeitas com o sistema americano, então ele pode ser uma boa surpresa.
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Re: Mundo

Mensagem por E.R » 31 Jan 2020, 03:55

Não acredito que os americanos elegeriam uma pessoa como Sanders.

Para o Trump, o Sanders seria o adversário ideal nas urnas.

Eu não gosto do Trump, mas acredito na reeleição dele esse ano.
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Re: Mundo

Mensagem por Dona Clotilde » 31 Jan 2020, 04:01

Pelo rótulo de "Socialista"? a mídia de lá entende como social-democrata mesmo.

Quem seria um bom adversário pro Trump é a Warren, os programas de impostos dela tem apelo, mas a reforma do sistema de saúde que ela propõe é muito impopular, pois as pessoas não querem perder os milhares de dólares pagos em seguro de saúde pra democratizar o acesso global a "qualquer minoria ou imigrante fodido". E o Biden vai ser massacrado pela máquina de propaganda (leia-se Roger Stone) do Trump.

O Sanders mostrou ser combativo e combate fakenews com uma velocidade monstra. Ainda coloco as fichas nele.
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Re: Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Jan 2020, 04:37

Binarismo? Vai reclamar da polarização também? Imagem

Trabalhador luta por dignidade
Greve geral no País Basco
Trabalhadores vão às ruas num enfrentamento contra o imperialismo espanhol e o ranço franquista mantido pela burguesia que domina o regime local.
Greve Geral no País Basco, sob o lema: “trabalho, aposentadorias e vida digna”, é um movimento bem sucedido, com ampla adesão dos trabalhadores, que, segundo consta, 61 por cento das empresas industriais com mais de 50 trabalhadores nas regiões de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa se encontravam totalmente paradas já no dia 27.

A frente das paralisações estão as centrais ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE e Hiru, cujo esforço envolveram os setores da construção civil, comércio e hotelaria, tendo sido esse último particularmente afetados pela greve, tendo, inclusive, boa adesão dos trabalhadores de muitas pequenas e médias empresas de Euskadi, e também das regiões de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa.

A defesa das aposentadorias contra o aumento das idades; a revogação de reformas trabalhistas empreendidas; um salário mínimo de 1.200 euros, e o fim dos despejos com a garantia de moradia com aluguel social, são alguns dos direitos reivindicados pelos trabalhadores.

Pelo jeito, não nos parece novidade a pauta de reivindicação por lá: destruição da aposentadoria; da legislação trabalhista; de garantias constitucionais, e condições precárias de trabalho e de vida, tem sido a reclamação de todos os trabalhadores por todos os lados. Junte-se a isso também os cortes do governo em saúde e educação, para dizer o mínimo, e nós teremos a agenda neoliberal dando sequência a uma série de tarefas por ela colocada na sua ordem do dia, em todo o mundo, para que seja viável um esforço conjunto contra a crise global do capital.

É por isso que hoje é mais importante continuar nas ruas e apoiar esta Greve Geral do País Basco, para que lá, assim como aqui, possamos ver a luta contra o roubo e expropriação dos recursos destinados a suprir as necessidades da classe trabalhadora – promovido pelo governo dominado pela burguesia nacional basca, que, vinculada ao imperialismo espanhol, trabalha em prol da acumulação que lhes favoreçam, a exemplo do que foram as reformas trabalhistas de 2010 e 2012; as reformas previdenciárias de 2011 e 2013; os cortes selvagens sofridos pela educação e saúde pública nos últimos 10 anos, só para citar alguns poucos.

O imperialismo espanhol de tradições franquistas mantidas pelo atual regime nos deixa ver que o fascismo é uma carta guardada na manga da direita. Se manter nas ruas e não retroceder depois que se chega lá, é antes uma medida necessária para resistir ao ataque brutal desferidos contra o bolso dos trabalhador, mas só isso não basta, depois é preciso avançar e conquistar os direitos e garantias de uma vida digna, o que, para a classe trabalhadora, nunca foi algo conseguido de mão beijada, muito pelo contrário, somente com sangue e suor. E muito menos será conseguido reivindicando pautas econômicas.

Um acerto político dos bascos, e que merece muito apoio, e que também é encaminhada pelos demais grupos e etnias espanholas, como os catalães, os galegos, que buscam suas independências.
https://www.causaoperaria.org.br/greve- ... ais-basco/
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Jan 2020, 04:41

A imprensa americana burguesa trata o Bernie como se fosse Trotski, sei não...
Imperialismo no Oriente Médio
Em represália à Arabia Saudita, rebeldes Houtis bombardeiam refinarias
O grupo xiita dos Houthis anunciou um ataque a localidades da Arábia Saudita. O atentado vem como resposta ao genocídio causado pelos sauditas e norte-americanos na região

Na manhã desta quarta-feira (29), o grupo iemenita dos Houthis anunciou e reivindicou a autoria dos ataques às instalações da empresa de petróleo Saudi Aramco. Outros pontos estratégicos, como os aeroportos das cidades de Jizan e Abha, além de uma base militar em Khamis Mushait, também estão entre os alvos.

A informação foi transmitida pelo próprio movimento Houthi em mensagem no aplicativo Telegram, mas carece de confirmação oficial.

Os Houthis, compostos majoritariamente por muçulmanos de doutrina xiita, enfrentam uma longa campanha de ataques do imperialismo. Na complexa geopolítica do Oriente Médio, os Estados Unidos agem através de seus governos subordinados, Arábia Saudita e Israel. Naturalmente, a resistência iemenita conta com o apoio do maior antagonista atual dos sauditas, o Irã.

Embora se utilizem de métodos rudimentares e de eficácia questionável, a revolta dos rebeldes Houthis é absolutamente justificável. Afinal, desde 2015 está em marcha um acelerado processo genocida da população do país, que, historicamente, figura entre os mais pobres de todo o Oriente Médio.

Não por acaso, a crise humanitária gerada pelo conflito, sabidamente fomentada pelas potências imperialistas, é considerada a maior do mundo até mesmo por organizações burguesas como a ONU.

Contudo, a instabilidade política gerada pelo assassinato do líder Iraniano Qasem Soleimani por ordem dos Estados Unidos tende a uma escalada dos conflitos na região. Na última terça-feira (28), o enviado especial da ONU, Martin Griffiths, alertou o Conselho de Segurança sobre o risco do acirramento da crise.

A medida que o desmoronamento econômico mundial ganha corpo, o imperialismo perde espaço de manobra para conter a revolta popular dos países oprimidos. É nesse sentido que se tornam deletérias todas as análises de cunho moral que buscam relativizar a razão dos grupos rebeldes. O imperialismo e seu manto de miséria devem ser contidos, senão pela força da razão, pela força bruta.
https://www.causaoperaria.org.br/em-rep ... efinarias/
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Re: América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Jan 2020, 04:49

Defender FARC é melhor que defender a polícia. :joinha:
Outro recuo de Evo?
Após desistir de lutar contra o golpe, Morales quer ser parlamentar
Levado à renúncia por um golpe, o presidente boliviano indica que pode concorrer eleições legislativas e sepultar de uma vez por todas seu mandato
O presidente da Bolívia, Evo Morales (MAS-IPSP), poderá participar do pleito eleitoral previsto para este ano de 2020 na condição de candidato ao Senado ou à Câmara dos Deputados. O anúncio foi feito por um correligionário na última quarta-feira (29).

Evo renunciou ao posto de líder do executivo boliviano em 10/11/2019, após uma densa investida golpista que contou com a participação, inclusive, de setores golpistas brasileiros e milícias fascistoides.

A notícia de que o presidente legítimo vai se submeter às eleições legislativas foi trazida pelo senador Ormar Aguilar e é corroborada por uma procuração judicial assinada segunda-feira (27), na qual Evo outorga poderes para seu advogado inscrevê-lo no processo eleitoral.

Evo, ex-líder do movimento sindical dos cocaleiros, vem colecionando uma série vexatória de recuos no último período. Outrora reconhecido como um próspero representante da esquerda latino-americana, Evo tentou aproximação com os governos golpistas do Brasil, deportando o preso político Cesare Battisti e comparecendo à posse do presidente ilegítimo Bolsonaro.

Contudo, seus erros mais graves foram aqueles que o conduziram à renúncia. Evo cedeu às pressões, fazendo concessões aos setores que exigiam a recontagem de votos, o que atiçou ainda mais a sanha dos golpistas.

Recentemente, de seu exílio na Argentina, Evo reconheceu a necessidade da formação de milícias populares para servir de base a governos de esquerda em tempo de golpe. Ainda assim, seus últimos movimentos indicam o caminho rasteiro das eleições legislativas, o que enterraria vez por todas seu legítimo mandato de presidente.

Caso os rumores se confirmem, Evo terá mais um ato seu inscrito no rol da infâmia dos presidentes nacionalistas do século XXI na América Latina.
https://www.causaoperaria.org.br/apos-d ... rlamentar/
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 07:36, em um total de 1 vez.
Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Jan 2020, 12:45

“Bofetada do século”
Palestinos protestam contra imposição de EUA-Israel e são reprimidos
Proposta imperialista para o fim do massacre palestino é um escárnio


Terminou em protestos o chamado “Acordo do Século”, assim batizado pelo mandatário estadunidense Donald Trump em referência ao plano para consolidar a dominação imperialista sobre a Palestina, eufemisticamente chamado de acordo de paz entre palestinos e israelenses.

Chamado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, de “bofetada do século”, o plano imperialista prevê a legitimação da ocupação israelense no Vale do Jordão. Cerca de 65 mil palestinos vivem na área reclamada pelo imperialismo e controlada pelas forças de repressão israelenses. Outra medida absurda denunciada pelos palestinos prevê um congelamento de 4 anos para a política de criação de assentamentos no Jordão, o que foi recebido pelos palestinos como cinismo.

Ainda, o acordo prometia migalhas de dinheiro caso as propostas fossem aceitas, o que foi considerado um escárnio pela população palestina, uma das mais massacradas pelo imperialismo, vítima de um verdadeiro estupro político que impôs um Estado fictício dentro de seu território e, desde então, tem se mantido sob a base de um genocídio escandaloso que só não é denunciado como tal por ser apoiado pelas principais nações imperialistas do mundo, especialmente Estados Unidos e Inglaterra.

Entre os palestinos, o suposto acordo foi recebido com uma onda de protestos em dezenas de cidades e uma cisão política. Enquanto Abbas convocou manifestações pacíficas, a organização nacionalista Hamas declarou que “todas as opções estão abertas” sobre a resposta que os palestinos mais indignados adotariam e já responsabilizando o imperialismo estadunidense pelas reações provocadas.

Mesmo com toda a tirania exercida por Israel, que fechou estradas e impediu a circulação de manifestantes, nas rodovias e nas ruas, mais de mil palestinos foram às ruas protestar contra o ultrajante plano imperialista, enfrentando forte repressão do aparato israelense. Ao menos 22 manifestantes foram gravemente feridos pelos invasores militares israelenses.

A esquerda de conjunto tem que levar tudo isso em consideração quando se deparar com manifestações de apoio a esse genocídio, como a que vimos do ex-deputado psolista Jean Wyllys. A luta do povo palestino tem que ser defendida por todos que não desejam ser vítimas do mesmo destino por parte do imperialismo. Todo apoio à luta dos palestinos pela sua autodeterminação e a soberania em suas terras.
https://www.causaoperaria.org.br/palest ... eprimidos/
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Re: Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Jan 2020, 12:49

Reino Unido
O que muda após Brexit ser aprovado no parlamento europeu?
Hoje, entra em vigor o Brexit – isto é, a saída do Reino Unido da União Europeia.


Após intermináveis discussões e inúmeras crises, chegou, enfim, o dia de o Reino Unido deixar oficialmente a União Europeia. O Brexit, como ficou conhecido o processo, acontece hoje (31), conduzido pelo primeiro-ministro Boris Johnson, de uma ala da extrema-direita do Partido Conservador.

Justamente por esta sendo conduzida por um setor da burguesia, a saída da União Europeia não terá nenhuma grande ruptura no momento, mas apenas uma transição que deverá durar pelo menos 11 meses. O livre comércio e a liberdade de movimento entre Reino Unido e UE vão continuar pelo resto de 2020. Além disso, o Reino Unido ainda terá de se submeter às leis aprovadas pelo parlamento europeu durante o período de transição, embora já não tenha mais direito à voz.

Apesar da transição, o Brexit não deixará de causar um grande impacto nas relações entre o Reino Unido e os demais países imperialistas da Europa. No âmbito da pescaria, o primeiro-ministro Boris Johnson vem lançando mão de uma política demagógica com os pescadores britânicos, prometendo que o Brexit impedirá que as águas britânicas sejam exploradas por frotas de outras nações, como a Irlanda, a França e a Dinamarca.

Outra questão que será bastante afetada com o Brexit são as relações entre o Reino Unido e os países de outros continentes. É provável, por exemplo, que Boris Johnson determine uma série de acordos com o presidente norte-americano Donald Trump, que é apoiado por setores da burguesia norte-americana que carregam contradições com o imperialismo europeu.

Os passaportes britânicos serão alterados e passarão a não ter mais o carimbo da União Europeia. Após o período de transição, o território britânico não constará mais como parte integrante da União Europeia e o trânsito entre o Reino Unido e outro país europeu poderá ser considerado ilegal.

A saída do Reino Unido da União Europeia, embora bastante moderada e controlada pela burguesia, é uma expressão do esfacelamento da política neoliberal em todo o mundo. A classe operária inglesa deve intervir nessa crise com o seu próprio programa, rejeitando a demagogia da extrema-direita e propondo uma ruptura completa com a burguesia.
https://www.causaoperaria.org.br/o-que- ... o-europeu/
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