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Chapolin Gremista
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 16 Jan 2020, 13:40

Crise no Irã
Imperialismo manipula repercussão da derrubada do Boeing contra o Irã
Visando intensificar a crise no país do Oriente Médio, os norte-americanos vêm incentivando protestos da população iraniana contra o regime de Ali Khamenei

Com a admissão, pelo governo do Irã, da derrubada do Boeing ucraniano por engano, os EUA logo viram uma oportunidade para usar o fato em favor de seus interesses. Visando intensificar a crise social no país do Oriente Médio, os norte-americanos apoiados pela mídia vêm incentivando protestos da população iraniana contra o regime do líder supremo Ali Khamenei.

Para se entender a disputa entre Irã e EUA é necessário considerar a situação de terror a que os iranianos estão submetidos, especialmente, após o atentado do imperialismo contra o maior líder militar do país, o general Qasem Soleimani. A pressão que os EUA vêm exercendo sobre o Irã, realizando constantes manobras militares em seu espaço aéreo faz com que as forças de defesa estejam em constante alerta para o risco de novos bombardeios. Com isso, é compreensível o engano cometido pela Guarda Revolucionária no incidente que resultou na morte de 176 pessoas, não sendo um exagero responsabilizar o imperialismo pela derrubada do avião ucraniano.

Diante disso, em meio às manifestações contra o governo iraniano em Teerã, o presidente Donald Trump manifestou apoio ao povo e ainda condenou a suposta repressão do governo contra a população, através do Twitter. Em persa, escreveu: “O governo do Irã deve admitir que grupos de direitos humanos monitorem e relatem fatos in loco sobre os protestos que o povo iraniano está realizando. Não pode haver outro massacre de manifestantes pacíficos nem a internet ser derrubada. O mundo está assistindo.”

A declaração de Trump deixa claro sua hipocrisia ao se dirigir aos iranianos na sua língua nativa. Nem o presidente norte-americano, nem o imperialismo de uma maneira geral se importam com o povo do Irã ou de qualquer país atrasado. Basta lembrar da declaração recente do fascista que ameaçou bombardear pelo menos 52 localidades no país do Oriente Médio, incluindo pontos de importância histórica e cultural da antiga civilização persa.

Além disso, os recentes acontecimentos demonstram que o recuo do imperialismo nas atividades militares no Irã não significou que estivesse abrindo mão da disputa na região que se aprofundou com o assassinato do general Soleimani. Tratava-se apenas de uma mudança de estratégia dos EUA.

Outro fato envolvendo a crise no Oriente Médio e que foi denunciado pelo ministro das Relações Exteriores britânico, Dominic Raab, foi a prisão do embaixador do Reino Unido no Irã, Rob Macaire. Ele foi detido por algumas horas pelas autoridades iranianas enquanto participava dos protestos impulsionados pelo imperialismo em Teerã, no dia 11 de janeiro. A acusação é de conspiração contra o governo, já que Macaire estava ajudando a promover os protestos, o que é uma ingerência ilegal nos assuntos iranianos.

Apesar dos protestos pró-imperialistas no Irã, vem crescendo a insatisfação com a presença norte-americana e de seus aliados na região. Nações como Iêmen, Iraque, Síria, Palestina e no próprio Irã tiveram manifestações anti-imperialistas. A crise tem colocado em risco a dominação do imperialismo no Oriente Médio que é o plano de fundo dos acontecimentos.
https://www.causaoperaria.org.br/imperi ... tra-o-ira/
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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 16 Jan 2020, 17:15

https://oglobo.globo.com/mundo/eua-deve ... s-24193209

A escolha do Brasil, pelos Estados Unidos, para ter prioridade na próxima rodada de expansão da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) faz parte de um conjunto de medidas a serem adotadas pelo governo americano para se contrapor às críticas de que o alinhamento entre Brasília e Washington é prejudicial ao lado brasileiro.
Nas últimas semanas, o governo de Donald Trump emitiu algumas sinalizações importantes ao governo brasileiro, segundo uma fonte do Itamaraty.

Entre elas, estão o apoio a uma eventual candidatura do Brasil a parceiro global da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o fim do embargo à carne bovina in natura ainda este ano e uma atenção maior às negociações para um acordo bilateral de livre comércio.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos querem que o Brasil mantenha seus compromissos e seu voto favorável aos americanos nos fóruns internacionais.

Por exemplo, o governo brasileiro abriu mão do tratamento especial dado a nações em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio à candidatura à OCDE.

Além disso, o Brasil rompeu uma tradição de quase 30 anos e se colocou a favor do embargo a Cuba e, mais recentemente, ao lado de Washington no assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária.

Em relação à OCDE, o governo brasileiro não acredita que os europeus vão atrapalhar a candidatura do país. No entanto, avalia que eles vão exigir que um país da Europa — provavelmente a Romênia, que pede para entrar na OCDE há cerca de 20 anos — inicie o processo de adesão junto com o Brasil.

Como os Estados Unidos defendem o início imediato dos trâmites de ingresso do Brasil, é possível que o início do processo de adesão brasileira se dê em maio deste ano, quando haverá uma reunião ministerial da OCDE.
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 07:49, em um total de 1 vez.
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Re: Mundo

Mensagem por E.R » 16 Jan 2020, 19:38

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Re: Europa

Mensagem por E.R » 16 Jan 2020, 21:38

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Re: Mundo

Mensagem por Dona Clotilde » 17 Jan 2020, 01:17

A Rússia e a China são países que infelizmente demandam autocracia. Seja pelas suas extensões territoriais ou o número de pessoas.
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Re: Mundo

Mensagem por Victor235 » 17 Jan 2020, 01:22

JF CHmaníaco escreveu:Será que eles também espionam o nosso humilde fórum sobre CH? :ponder:
A partir de agora sim :vamp:

Até parece que a CIA usa IP fixo :P
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Jan 2020, 02:46

Por detrás da falsificação
Brasil perde com acordo EUA-China e com indicação para a OCDE
Agronegócio deve ser duramente afetado pela queda nas exportações e possível inclusão na OCDE – que pode levar até cinco anos – submeterá o País a uma série de exigências

17 / 01 / 2020
Acordo entre EUA e China não alterei, no fundamental, tendência geral de crise e de guerra comercial
O governo do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, com o intenso apoio da venal imprensa burguesa, procurou nos últimos dias apresentar como altamente positivo e promissor para a economia nacional os últimos acontecimentos no cenário internacional, no afã de buscar reduzir a repercussão das inúmeros resultados negativos colhidos pela economia nacional no ano de 2019, como a queda do saldo da balança comercial, fuga de capitais, exportação de matérias primas ultrapassando pela primeira vez, em 40 anos, o montante das exportações de produtos industrializados etc. etc. etc. Resultados que são acompanhados e impulsionam um retrocesso sem igual nas condições de vida da imensa maioria do povo brasileiro (fome, rebaixamentos salarial, desemprego, epidemias etc.) e, consequente, rejeição popular do governo Bolsonaro, o mais mal avaliado de todos os presidentes desde a volta das eleições diretas, em 1989, no primeiro ano de mandato.

Assim, os golpistas divulgaram que o Brasil não terá grandes prejuízos com o acordo comercial parcial assinado entre os governos dos EUA e da China, nessa semana e que terá enormes vantagens com a possível participação do País na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), a partir do anuncio do apoio do governo Trump ao pleito do governo brasileiro.

Nada poderia ser mais enganoso.

BRASIL PODE PERDER BEM MAIS DE US$ 15 BILHÕES
O entendimento negociado entre os governos dos EUA e da China, estabelece novas cotas de importação e exportação entre os dois países.

Resultado de imagem para perdas Brasil acordo EUA x ChinaDentre os termos do acordo, prevê-se a China deverá comprar mais 200 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos produtores norte-americanos, em troca da redução de sobretaxas impostas pelos EUA contra os produtos industrializados chineses. Essa medida que reverte em parte a situação anterior ao começo da atual “guerra comercial” entre os dois países, quando as exportações de soja norte-americana para a China caíram de 14% para 3%, ou seja, praticamente sumiram do mapa.

Nesse período, que coincide com as medidas protecionistas de Trump, contra os produtos industrializados chineses, as exportações de soja do Brasil para a China passaram de 14% para 27%. Como não se trata de que o governo Chinese esteja querendo aumentar em 100% as suas compras desse produto, o Brasil tende a perder quase toda a fatia do mercado que tinha abocanhado provisoriamente.

Nas condições atuais 34% das exportações brasileiras têm como destino China e Hong Kong.

Todos os analistas econômicos internacionais com o mínimo de isenção, em relação aos interesses do governo brasileiro, estimaram que o Brasil será o maior prejudicado pelo aumento do volume das compras dos chineses dos produtores de soja e outros produtos agrícolas norte-americanos.

De imediato já foi acertado, o volume comprado dos EUA deverá saltar de US$ 15 bilhões para US$ 56 bilhões, um crescimento de US$ 40 bilhões, um volume imenso e que pode prejudicará diretamente as exportações brasileiras.

No melhor dos casos, o acordo parcial entre os dois países que detém o maior comercio bilateral do mundo no momento, embora – nem de longe – sirva para deter o aprofundamento da gigantesca crise capitalista que toma conta do planeta, resultado da superprodução de mercadorias, ante um mercado em que a imensa maioria da população não tem as mínimas condições de consumo (ante a cada vez maior concentração de renda na mãos de uma ínfima minoria), servirá para reestabelecer em alguns aspectos as condições anteriores nas relações comerciais entre esses dois países, em uma situação de crise do mercado mundial e mesmo nesses países.

No caso do Brasil, as exportações para a China que, em 2018, superar U$ 64 bilhões (quase 90% de produtos básicos, em primeiro lugar a soja), contra pouco mais de U$ 34 bilhões em importações; é evidente que estará estabelecida uma nova situação impondo enorme dificuldades para o comércio exterior brasileiro. É bom lembra que o agronegócio – e em particular as exportações crescentes de soja foram uma das “bengalas” da economia brasileira diante do retrocesso promovido pelo golpe de Estado contra a economia nacional em favor dos tubarões imperialistas.

Agora, Donald Trump, o “amigo” de Bolsonaro acabou de cortar um bom pedaço da bengala, em um momento de aceleração da crise no Brasil e em todo o mundo.

O BRASIL NO CLUBE DOS RICOS”, PELA PORTA DOS FUNDOS
Depois de prometer e não cumprir a promessa de indicar o Brasil para a OCDE, no ano passado, quando acabou sinalizando em favor da Argentina como forma de apoiar a candidatura neoliberal do então presidente Macri à reeleição, para dar a aparência de que o país vizinho, a caminho da falência e “de pires e joelhos diante do FMI” (Fundo Monetário Internacional) estaria no caminho da prosperidade, o governo Trump anunciou nessa semana o apoio ao ingresso do Brasil no chamado “clube dos ricos”.

Assim como um pobre, em geral, só entra em clube de grã-finos para executar serviços e ocupar funções secundárias, o Brasil não está sendo convidado na condição de igual, aos principais membros do grupo, os países imperialistas, que não só só dão as cartas na OCDE como em toda a economia mundial.

O ingresso de um país pobre e de economia capitalista atrasada, como o Brasil (e outros integrantes da OCDE como México, Chile etc.) ingressa em tal “círculo” é para ajudar os ricos a pagarem a conta e para fazerem novas concessões em troca de desfrutarem da companhia dos ricos ( não das riquezas) em alguns breves momentos.

Os EUA propõe incluir o Brasil na OCDE com o único intuito de retirar garantias do País e promover uma maior submissão da economia brasileira.

O processo para aceitação do Brasil como membro da OCDE – o que pode demorar de três a cinco cinco anos para se efetivar. Nesse período, o país passará a ser avaliado por comissões temáticas quanto ao cumprimento de recomendações da OCDE em diversos setores, como meio ambiente, saúde, responsabilidade fiscal e normas internas de controle da economia, do orçamento público etc.

Logicamente que o País terá que desembolsar uma gorda contribuição, estimada em torno de U$ 10 milhões anuais, para ser “sócio do clube”. Isso porque, há contribuições obrigatórias, coladas de acordo com PIB (Produto Interno Bruto) do s países membros. A contribuição anual obrigatória do México, por exemplo, é de cerca de US$ 5,5 milhões e dos Estados Unidos, “sócio-majoritário” da OCDE, da ordem de US$ 80 milhões.

Segundo o professor Nelson Marconi, coordenador executivo do Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fazer parte da OCDE vai limitar a liberdade que o governo tem de gerir a economia, porque essa organização internacional defende intervenção mínima do Estado e liberalização do fluxo de capitais. Marconi afirmou que

“Quando você entra na OCDE você tem que obedecer certos padrões e você não vai, por exemplo, poder colocar controles sobre o fluxo de capitais. Se, em algum momento do país, você tiver algum ataque especulativo ou se você quiser evitar uma valorização muito grande da nossa moeda, o Brasil não vai poder impor uma taxação sobre entrada de capital“.

Mas público e notório para quem tem o mínimo entendimento da economia internacional que a maior concessão e de maior potencial de impacto econômico é que ao ingressar na OCDE o Brasil renunciaria ao tratamento diferenciado, como país em desenvolvimento, nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), o qual prevê condições especiais e benefícios para países emergentes em negociações com nações ricas.

O Brasil teria que abri mão, por exemplo, do prazo maior que tinha para cumprir determinações e da margem maior para proteger produtos nacionais.

Nelson Marconi, da FGV. destaca que “a gente tinha uma série de vantagens em termos de compras de produtos com conteúdo local por parte do setor público e uma série de benefícios tarifários por ter status de país em desenvolvimento e de que a gente abriu mão para entrar na OCDE. E a gente abriu mão para não ter praticamente nenhuma garantia do outro lado“. Ele acrescenta ainda que “isso pode prejudicar muito a gente do ponto de vista comércio, da indústria e do próprio processo de desenvolvimento.

Em resumo, vantagem só para os países capitalistas que trataria o Brasil como um concorrente em igualdade de condições, imporiam uma maior controle sobre a economia do País.
https://www.causaoperaria.org.br/brasil ... ra-a-ocde/
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Re: América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Jan 2020, 03:02

Modelo Chileno faliu
Faliu no Chile modelo de Previdência que direita quer impor no Brasil
Fundo da Previdência do Chile aumentado em 60%. Além dos 10% anteriores, em que só o empregado contribuía, agora, patrões e governo, contribuirão com 3% de cada.
Após quase 60 dias de chilenos sublevados nas ruas, presidente Piñera descobriu que os 10% de contribuição para a Previdência, – todo ele suportado pelos próprios trabalhadores -, eram insuficientes para uma aposentadoria minimamente digna. Assim, nesta quarta-feira, (15), o presidente chileno anunciou que as contribuições destinadas ao fundo para a previdência serão incrementadas em 60%. Ao invés da contribuição por trabalhador ser de 10%, a contribuição agora será de 16%. O que é melhor, o acréscimo do percentual de 6% por trabalhador, desta vez não será o trabalhador a arcar, com o ônus. As empresas que nada contribuíam para o fundo previdenciário vão agora arcar com 3%. Os outros 3%, o governo do Chile destinará com verbas específicas do orçamento público.

Os recursos virão de um aporte inédito dos empregadores. A medida foi tomada em meio ao levante geral da população que parou todo o país desde outubro.

Chile joga a toalha: o modelo chileno imprestável, que o Brasil do Golpe copiou

O modelo de previdência tida como “modelo” para Guedes e Bolsonaro, o presidente do Chile acaba de jogar no lixo. O modelo faliu. É imprestável. O modelo de previdência do Chile foi colocado em xeque pelo povo sublevado nas ruas desde Outubro de 2019. O levante dos chilenos colocou de joelhos o governo de direita. Nas ruas, povo arrancou reajuste das aposentadorias em 50%, além de outras demandas também. Piñera disse que enviará esta semana ao Congresso um projeto de lei com um aumento gradual na contribuição da previdência. Esclareceu o presidente do Chile que, desta vez, o novo fundo será financiado pelas empresas e pelo próprio governo, que fará aporte inicial, para fazer frente às aposentadorias majoradas em 50%.

O jornal “El Mercurio”, noticia que a reforma representa uma mudança estrutural e cria um sistema previdenciário baseado em três pilares: a poupança individual (financiada pelos trabalhadores e empregadores), o Pilar Solidário (financiado pelo Estado) e por último um Pilar Coletivo e Solidário (financiado por empregadores com aporte inicial do governo).

Chilenos sublevados

A providência surge após quase três meses de grave crise social e política no país. A revolta generalizada começou por causa de um aumento nos transportes. Foi a centelha que incendiou o Chile, e povo, das ruas não mais saiu.

“Chilenos sublevados mostram o caminho”, Nivaldo Orlandi, colunista do Jornal Causa Operária relatava conquistas, resultado das mobilizações. “O que não foi conseguido em 30 anos, em pouco mais de 30 dias, as conquistas vieram aos borbotões”, – Cancelado o aumento da tarifa do metrô; – Cancelado o aumento da conta de luz; – 40 horas, a nova jornada semanal de trabalho; – Reajuste de todas as aposentadorias; e até o impensável, a redução pela metade dos gordos vencimentos dos deputados, senadores, ministros e do presidente do Chile”.

As manifestações duramente reprimidas, 29 mortos e milhares de feridos, 290 cegos pela repressão dos carabineros, desde o dia 18 de outubro. Não só a previdência foi colocada em xeque, mas todo o governo de direita, Piñera, sucessor de Pinochet.

Sistema previdenciário chileno em xeque

Atualmente, os trabalhadores chilenos fazem a própria poupança em uma conta individual, em vez de o recurso ser destinado a um fundo coletivo. Eles são obrigados a depositar no mínimo 10% do salário por 20 anos para se aposentar. O governo e os patrões não fazem contribuições no Chile para a Previdência. É esse modelo falido, imprestável, que Piñera acaba de descartar, que golpistas do brasil copiaram e querem no Brasil implantar. No Chile, o dinheiro das pensões e aposentadorias ficam sob o controle de Administradoras de Fundos de Previdência (AFP), instituições financeiras privadas implementadas durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

Esse também é o intuito de Guedes, colocar as aposentadorias do Brasil na mão dos abutres banqueiros privados.

O sistema Chileno, é criticado pelo baixo valor das aposentadorias, que ficam em tordo de 40% inferior ao mínimo benefício necessário para cobrir as necessidades básicas dos idosos. Aposentados no Chile preferiam suicidar-se, a sujeitar-se a sobreviver com as miseráveis aposentadorias e pensões.

O modelo de Previdência do Chile, imposto na ditadura de Pinochet, é tido como modelo por Guedes e Bolsonaro. Próximos passos, a contribuição de 3% ora proposta para os empresários, possivelmente será repassado para o povo. Outra possibilidade é fazer como no Brasil, aumentar ainda mais a contribuição dos próprios trabalhadores.
https://www.causaoperaria.org.br/faliu- ... no-brasil/
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Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
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Re: Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Jan 2020, 19:03

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Re: América Latina

Mensagem por E.R » 18 Jan 2020, 09:57

O GLOBO

Evo Morales anunciou a reativação do seu antigo projeto político para Bolívia : a criação de milícias armadas. “Se eu voltasse (ao poder), ou se alguém aqui voltar, há que se organizar milícias armadas do povo, como na Venezuela”, disse no domingo a aliados na Argentina, onde está refugiado.
O discurso de Evo Morales nessa reunião foi transmitido pela rádio das federações de produtores de folhas de coca de Chapare, no Trópico de Cochabamba. Ele propôs milícias no contexto da sublevação em seu feudo político-sindical na região, reconhecida como polo de negócios do narcotráfico.

Desde a renúncia à Presidência da Bolívia, em 20 de outubro, quando foi descoberta a fraude eleitoral para sua reeleição, os cocaleros de Chapare fiéis a Evo Morales estão em rebelião contra o governo de La Paz.

Dali, informa a polícia, saem cerca de 30 pequenos aviões por mês carregados de cocaína para o Brasil e o Paraguai.

Da vizinha Argentina, Evo Morales passou a incitar o terrorismo na Bolívia. Não chega a ser novidade na sua biografia. Ele assumiu o poder em 2006, depois de liderar a derrubada de três presidentes constitucionais com rebeliões nas ruas fomentadas por uma milícia sindical indígena. Ao assumir o governo, legitimou o bando dos “ponchos rojos”, vinculado ao seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS). Entregou o comando ao então vice presidente Álvaro García Linera, teórico do marxismo, que em 1986 estabeleceu uma guerrilha sindical indígena na região de Chapare.

Evo Morales, coma proposta de disseminação do terrorismo miliciano na Bolívia, à moda venezuelana, reafirma desprezo pela democracia, já atestado nas manobras para a fraude eleitoral em outubro passado. Acabou se tornando um problema político na Argentina, onde vive : a oposição local quer que o governo Alberto Fernández retire o status de refugiado político e expulse do país o ex-presidente boliviano.
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 07:48, em um total de 1 vez.
Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
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Re: América Latina

Mensagem por Barbano » 18 Jan 2020, 17:36

16% ainda é pouco. Os juros estão cada vez mais baixos, e um regime de capitalização hoje exige aportes bem maiores (assim como o de repartição).

Hoje no Brasil parte dos trabalhadores formais contribui com até 31% (11% do trabalhador e 20% do empregador), e ainda assim a previdência é deficitária.
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: América Latina

Mensagem por Dona Clotilde » 18 Jan 2020, 18:11

Mesmo lá ganhando em dólar?
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Re: América Latina

Mensagem por Barbano » 18 Jan 2020, 19:43

Eles não ganham em pesos chilenos?

Mas a moeda não faz diferença. A alíquota é o que importa.
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: América Latina

Mensagem por Victor235 » 18 Jan 2020, 21:16

E.R escreveu:
[...] o novo comunista é aquele que ama uma ditadura e até se excita com Che Guevara, mas que disfarça seus anseios tirânicos cantando músicas da Anavitória
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Re: América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jan 2020, 23:26

Quase 600 assassinatos
Todo dia um dirigente popular é assassinado na Colômbia
A capitulação das direções das FARC, não serviu à farsa do diálogo de paz, serviu a matança indiscriminada daqueles que se colocam ao lado dos trabalhadores
O regime fascista de Ivan Duque, na Colômbia, iniciou o ano numa enorme ofensiva de suas milícias fascistas, ampliando o extermínio em massa dos lutadores do povo.
Em apenas 15 dias, segundo organizações não governamentais já são 19 líderes sociais assassinados na Colômbia. Tais números subiram na última terça-feira com mais dois mortos, um deles, foi o importante lider indígena Alexander Quitumbo morto em uma área rural Toribio, no departamento de Cauca (sudoeste do país).

O homicídio de Quitumbo, 30 anos, ocorreu horas após o assassinato de Jorge Luis Betancourt, coordenador de esportes do Community Action Board (JAC) de San Francisco del Rayo, no departamento de Córdoba (norte).

Na terça-feira, o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Genebra admitiu que pelo menos 107 defensores dos direitos humanos foram mortos na Colômbia durante 2019.

Os 107 assassinatos ocorreram em 25 dos 33 departamentos do país, embora mais da metade esteja concentrada em Antioquia, Arauca, Cauca e Caquetá, e o grupo mais atacado foi o de defensores de povos indígenas.

Enquanto as milícias são financiadas e protegidas pelo próprio governo fascista, o presidente Iván Duque com revoltante desfaçatez disse que em 2019 houve uma redução no assassinato de líderes sociais perto de 25%.
Entre os quase 600 assassinatos ocorridos desde 2016, as vítimas são sindicalistas, estudantes, lideranças femininas, militantes políticos e membros das FARC.
Desde o acordo de paz entre a FARC e o governo em 2017, cerca de 575 pessoas foram assassinadas, situação que demonstra o enorme erro político das direções das FARC. A sua capitulação frente a aceitar o fim da luta armada não serviu para acabar com a violência, serviu apenas para fortalecer a direita colombiana e agora ter o caminho liberado para os cachorros loucos da burguesia agirem. É vital a reorganização das FARCs para se contrapor a violência fascista contra a população e suas lideranças.
https://www.causaoperaria.org.br/todo-d ... -colombia/
Editado pela última vez por Bugiga em 11 Mar 2020, 07:47, em um total de 1 vez.
Razão: Colocação de spoiler em notícia longa
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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