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Re: Quadrinhos & Gibis
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Mickey (Culturama) # 04, lançado em julho de 2019, foi dedicado aos 60 anos do personagem Atomino Bip-Bip. A história inédita "O Elemento Qualquer-Elemento" versa sobre o "cosmolito", um elemento capaz de mudar de forma, transformando-se em qualquer objeto. Para tal, o objeto original é duplicado e posteriormente se dissolve. Essa história trouxe uma nova fonte em alguns balões de quadrinhos, utilizada quando os personagens gritam ou expressam surpresa. A palavra "ventos" poderia estar em negrito e itálico na página 4, fazendo um trocadilho com a forma que Prof. Tiraprosa e Atomino entraram na trama.

O artigo "Um aniversário atômico", escrito por Barbara Garufi, contextualizou as histórias em quadrinhos do personagem Atomino Bip-Bip. Achei bom que creditaram as referências utilizadas no texto, mencionando até mesmo a publicação "Louças de Porcelana Disney", que em 2009 trouxe uma única página de uma HQ que ainda permanece inédita no Brasil. O artigo também versou sobre as diferentes cores pelas quais Atomino já foi colorizado. A propósito, reparei que na capa o feixe de elétrons que fica sobre sua cabeça foi colorizado de azul, e não de amarelo como ocorre na HQ que abre esse número.

Condessa Von Gris, uma madame que aparece em "O múltiplo mistério das malas trocadas", revela ter "epicondilite". Também conhecida como "cotovelo de tenista", esta dor na região do cotovelo caracteriza-se por uma irritação do tecido que liga o músculo do antebraço ao cotovelo. Na trama, Bafo e Fuinha trocam malas de passageiros de um trem na intenção de roubar o conteúdo delas.

Em "Assistente oculto", Mickey tenta ajudar o comissário Joca a resolver um caso. Porém, como Joca é muito orgulhoso, Mickey ajuda-o sem que ele perceba, deixando Joca colher os méritos pelo sucesso da ação. Um dos truques de Mickey foi "mudar seu celular para número privado". Um "chamador privado" é uma pessoa que oculta ou ofusca seu número de telefone. A pessoa que recebe a ligação vê apenas uma mensagem como "Nenhum identificador de chamadas", "Número privado" ou "Restrito". Porém, ao contrário da ideia de Mickey, em muitos casos reais esse tipo de recurso é usado com más intenções.

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Re: Quadrinhos & Gibis

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Re: Quadrinhos & Gibis
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Na década de 80, ainda existiram algumas capas de "Zé Carioca" sem a presença do papagaio na ilustração. Isso aconteceu, por exemplo, em Zé Carioca # 1585, lançado em março de 1982.

O gibi começa com "O responsável", história na qual um membro da ANACOZECA utiliza a expressão "nos braços de Morfeu", relacionada a alguém que esteja dormindo profundamente, no caso, Zé Carioca. Para saber mais sobre esta conhecida expressão, que acabou influenciando até mesmo o nome do analgésico "morfina", acesse esta página: https://www.significados.com.br/cair-no ... de-morfeu/

Quadro do Zé Carioca:


Nesta edição foi publicada a história original que serviu de base para o remake "O mago do pincel" (Zé Carioca # 591, de março de 1963). Nesta história pude conhecer um artefato antigo muito engenhoso que nunca havia visto, o pantógrafo. Inventado em 1603 por um astrônomo, o pantógrafo é utilizado para transferir e redimensionar desenhos. A pessoa refaz os traços na superfície pequena e isso movimenta o pincel ou lápis nas mesmas direções, mas numa escala maior:

Confira esse mesmo quadro no remake com Zé Carioca:

Essa história segue em parte o "mote barksiano". Pato Donald começa a se dar muito bem em um trabalho, executando-o com perfeição, apesar de ser bastante convencido, até que um grande erro põe tudo a perder. Há, porém, diferenças neste roteiro de nove páginas. Donald não percebeu os erros que cometeu (ocasionados por um dirigível) e conseguiu bolar uma forma de continuar trabalhando mesmo após os episódios que teriam abalado sua carreira.
No remake (ZC # 591), Zé Carioca havia rido como um pato ("qué, qué"). Provavelmente esqueceram de adaptar esta parte, que cai melhor com o Pato Donald. Compare:


Quanto ao estranho horário "3,06" do remake (ZC # 591): ficou como "Três e cinco" na tradução da história original (ZC # 1585). Compare:


Também fiz a equivalência com o nome dos personagens diferentes. O Rogelho havia descoberto que os nomes dos personagens diferentes em inglês eram Mister Bemis, Mister Swatch e Mister Sharp. No remake (ZC # 591), estes personagens foram batizados respectivamente de Seu Atílio, Seu Figueirola e Seu Molino. Na tradução da HQ original (ZC # 1585), porém, descobri que eles foram chamados de Seu Nino, Seu Onofre e Seu Ivo. Compare:
• Seu Atílio (Seu Nino)


• Seu Figueirola (Seu Onofre)


• Seu Molino (Seu Ivo)


Esta é mais uma história na qual os sobrinhos de Donald dirigem um carro. Na maioria dos desenhos aparecem apenas dois (e não três) sobrinhos, o que certamente facilitou o remake feito por Waldyr Igayara de Souza, no qual Zico & Zeca assumiram o lugar de Huguinho, Zezinho e Luisinho.


• Jorge Luís

Em "O caminhão do Zé", Zé Carioca herda um velho caminhão. Para evitar pagar dívidas relacionadas ao veículo e ainda faturar uma grana, ele funda a companhia de transportes "Transzé" (que nome, hein?). Para evitar entrar numa fria, Nestor foge dando a desculpa de que "detesta dirigir". Ele poderia justificar dizendo que desta vez o sócio do negócio não era ele, e sim o neto do dono da oficina. Nesta história, são citados alguns personagens diferentes. Dr. Aureliano e Godofredo Marreta podem ser vistos nos desenhos:


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Re: Quadrinhos & Gibis
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[POST ESPECIAL] Zé Carioca # 2011, de novembro de 1994, deve ser outro número relativamente raro do papagaio. Consegui ele num lote da Luciana. O número ainda estava sem imagem de capa em alta definição no Inducks e também sem imagem disponível no Guia dos Quadrinhos. Além disso, uma das histórias dele, "Paqueras num shopping" (nunca republicada), era uma das poucas HQs brasileiras que não tinha nenhuma imagem disponível no Inducks (a enviei após ver uma listagem do Rogelho). Na capa desta edição, vemos as três penas de Zé Carioca serem colorizadas uma de cada cor. No início dos anos 2000 o Estúdio Lua Azul passaria a adotar esse padrão nas histórias "digitais" do papagaio.
O gibi em questão começa com "Sobrinhos, como entendê-los?" (nunca republicada), história com os personagens diferentes Dr. Saldanha e Dona Lurdes:


O título de "Isso é uma injustiça", história de Pata Lee nunca republicada, foi incluído como um balão de fala da própria personagem no "splash panel" da história. Já vi esse recurso ser utilizado em HQs da Turma da Mônica.

Além disso, a história termina com uma "quebra da quarta parede". Pata Lee e Olímpia "caem na real" e falam isso aos leitores da história:

• Seu João from B 940016

• G. Ovane (referência ao jogador de volêi)

Tira "pesada" do Amadeu (nunca republicada):


Em "O sequestro do Gugu", vemos os personagens diferentes Júnior from B 860178 e Gugu the butler (a madame não é chamada por nome próprio):



Na HQ "Paqueras num shopping", que estava sem imagem alguma no Inducks, Urtigão contracena com personagens femininas que tem traços humanos (bem mais do que esta da primeira página da história; as demais tem narizes e não focinhos). Os desenhos são de Paulo Renato da Costa Noely. Para provar que sabe vender, o velho Urtiga acaba vendendo a vitrine (literalmente) de uma loja.

- Urtigão tá que nem eu

O roteirista de novelas Juca Pítulo (muito bem desenhado por Gustavo Machado) e a aspirante a atriz Joana Pediporco aparecem na hilária "Novela! Novela! Novela" (história nunca republicada):


Lembrei do "não diga / digo / que coisa" (Chaves):

Na francesa "Pega, Minie!" (nunca republicada), Minnie confunde Amadeu com corvos propriamente ditos (aqueles de comportamento e personalidade animais). Depois, Amadeu faz um espantalho e Minnie empresta sua "fita" para a confecção do boneco. Contudo, logo no quadro seguinte Minnie aparece com o mesmo laço em sua cabeça.

Seção de cartas:

Por fim, podemos ver os traços de Gustavo Machado também em "Corrida insólita" (história nunca republicada):
• Nestor

• Flecha-Ligeira the pigeon

• Marta the pigeon

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Re: Quadrinhos & Gibis
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Em Zé Carioca # 2352, lançado em outubro de 2010, saiu uma propaganda em forma de quadrinhos do sabonete antibacteriano Dettol. Porém, especialistas dizem que esse tipo de sabonete não é muito recomendado, por acabar retirando uma proteção natural da pele. Ao remover esta proteção, o que ocorre com o uso contínuo de tais sabonetes, a pele fica ressecada e mais vulnerável ao surgimento de alergias, microlesões e infecções. Na prática, os sabonetes antibacterianos ou antissépticos não apenas removem a sujeira do corpo, mas também matam micróbios, incluindo aqueles que são "bons" para nossa saúde. Segundo reportagem da Folha, de acordo com a Reckitt Benckiser, fabricante do sabonete Dettol, que tem triclocarban na fórmula, "o uso de produtos antimicrobianos, tais como Dettol, é capaz de remover as bactérias patogênicas, mas não as bactérias inofensivas da pele". Todavia, segundo matéria publicada no portal Viva Bem (UOL), "cientistas ainda acreditam que as substâncias químicas presentes nesses produtos, como triclocarban e triclosan, podem criar superbactérias resistentes a antibióticos e também prejudicar o meio ambiente. Vale destacar que, nos Estados Unidos, esses e outros 17 agentes foram proibidos pela Food and Drug Administration (FDA), por questões de segurança e eficácia". Leia mais: https://vivabem.uol.com.br/noticias/red ... eccoes.htm
As histórias desta edição:



• Dr. Estigma





- Assinatura de Zé Carioca

- Acácio usa camiseta "G"

• Janjão Trinca-Dentes

Tira que eu nunca havia lido:


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Re: Quadrinhos & Gibis
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O exemplar que encontrei à venda de Zé Carioca # 617, lançado em setembro de 1963, veio num estado não muito bom e faltando as últimas páginas. Por sorte, quando o li em agosto encontrei a edição completa no grupo do Esquiloscans no Facebook. Deixo aqui o crédito pelas imagens e meus agradecimentos ao Divictor Souza. Dentre outros destaques, nesta edição foi publicada uma sequência de remakes com três tiras de uma página seguidas. Numa delas, Zé Carioca usa novamente a expressão "chu!" para espantar pássaros. Também há "Esquilos Aquáticos", mais um remake da série "Zé Fraude". Neste, Zé Carioca contracena com Tico & Teco, que foram desenhados com traços diferentes por Pete Alvarado. A tradução da história inseriu um trecho da música "Pirata da Perna-de-Pau" num dos balões: "minha galera dos verdes mares não teme o tufão".

O gibi começa com "O segrêdo do sucesso", história na qual um empregado de Patinhas foi chamado pela tradução de Seu Benedito. A história tem alguns elementos estranhos. Visando aumentar a quantidade de dinheiro guardado na Caixa-Forte, Patinhas coloca "vários depositozinhos de dinheiro" em caixas de Correio espalhadas do lado de fora de uma parede, com vista para a rua. Algo nada seguro e com capacidade para se guardar muito pouco valor. Ele acaba tendo que contratar uma patrulha aérea de segurança para vigiar as caixas. Bem non-sense, não? Além disso, Donald afirma que "o Correio não volta atrás, não vão entregar cartas com helicópteros". Contudo, os Correios nunca fizeram isso no contexto da história. Tudo havia sido um pensamento do próprio Donald.

Na tira "O Manda-Chuva" (Quincas) vemos o nome em português da personagem Mammy Bammy: Nhá Zefa.

- Esta é a história que estava incompleta em meu exemplar.


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Re: Quadrinhos & Gibis
Desta vez com grande antecedência, capas de edições de Natal foram divulgadas pela Culturama. Haverá uma edição de capa-dura, um box especial e capas natalinas nas edições mensais:



Também vai sair a segunda edição do "Grande Almanaque Disney", com um especial comemorativo do Superpato e provavelmente a conclusão da saga do Fantomius.




Também vai sair a segunda edição do "Grande Almanaque Disney", com um especial comemorativo do Superpato e provavelmente a conclusão da saga do Fantomius.

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Re: Quadrinhos & Gibis
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Algo meio inusitado pode ser visto em Zé Carioca # 623, de outubro de 1963: um remake com Zé Carioca sobre uma história de ninguém menos que Carl Barks. A tradução da história trouxe alguns nomes como "Loção Origam de Cotia", "Universidade de Jacarepaguá" e uma referência à publicação da Editora Abril "Historinhas Semanais":

Um corte de cabelo "bossa-nova":

Outras palavras pouco recorrentes nos dias de hoje também se destacam ao longo deste gibi. Quincas diz que ouviu um "pipilar choroso" (referência ao canto de um passarinho) e Tico & Teco dizem que "ninguém irá bulir" em seus chapéus.

Fuinha, o homem de mil nomes, ganhou mais um em "O canto do Dodó": Vassourinha.

Existem doninhas no Brasil?


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Re: Quadrinhos & Gibis
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Outro gibi que ganhei do Rivaldo para leitura é Almanaque Disney # 352, lançado em maio de 2003. Após o índice, uma página introdutória contextualizou a história "Mickey San e os Guerreiros do Oriente", catalogada erroneamente no Inducks como "Samurai Sam e os Guerreiros do Oriente" (solicitei a correção). A história nos leva até o Japão feudal e nos apresenta a figura dos samurais e ronins, "um samurai sem honra". Na página 45, há um erro: Mickey delega aos "artesões" que construam armadilhas. O plural de artesão, aqueles que realizam trabalhos manuais e mais recentemente artesanatos, é "artesãos". A palavra "artesões" existe, mas se refere a um tipo de adorno usado entre molduras, arcos e abóbadas. Os profissionais que produzem objetos manualmente, o que era o caso, recebem o nome de "artesãos". Nesta história também aparece uma "torta de arroz" que foi colorizada de tons de marrom.

Na seção de cartas "Correio do Almanacão", o leitor Paulo Ricardo aproveitou a sugestão da Editora Abril, que solicitou que os leitores mandassem o nome de sua "gangue" para os "clubes". Os clubes por correspondência começavam a se esvaziar e já haviam grupos criados em plataformas como o Yahoo e o MySpace (Spaces MSN), antes mesmo da criação do Orkut e mais ainda do Facebook. No Web Archive é possível ver como eram algumas páginas desse grupo na época (2003): [ http://web.archive.org/web/200302222245 ... hqsdisney/ ]. Se entramos pelo link direto, aparece uma mensagem dizendo que a página "foi desativada, não estando mais em funcionamento". Será que esse pessoal conhece a existência dos atuais grupos sobre quadrinhos no Facebook e WhatsApp?
As histórias deste almanaque que eram republicações receberam um tratamento especial nas cores digitais. Em "A má Magali", Maga e Min se aproveitam das penas de Laércio. Quando não precisavam mais das plumagens, ordenaram à Magali (Schmitz's style): "Pode soltá-lo! Não precisamos mais das penas dele!". Se o corvo é maltratado pelas bruxas, já foi solto uma vez e tem autonomia para voar por aí, não entendo porque está sempre ao lado das bruxas.

A tira "Lá vou eu!", do Capitão Bóing, foi publicada com informações da publicação latina (PDAL172/3). De fato, a tira foi publicada nesta edição colombiana: [https://inducks.org/issue.php?c=co%2FPDA++172]. Era mais comum acontecer o contrário (gibis da América Latina imprimirem códigos de publicações brasileiras). Já a tira "Papo Descolado" (Amadeu & Pateta), que vocês podem ler acima, estava sem nenhuma imagem cadastrada no Inducks. Apesar da lombada quadrada, digitalizei a página inteira para contribuir com o trabalho de catalogação de histórias sem "imagens mundiais" disponíveis que está sendo realizado pelo Rogelho.

Em "Babá? Bah!", vemos o trio Bebeto, Beto e Betinho.

"Um agente nada secreto" mostra uma "cena" que talvez seria repensada em histórias mais recentes.

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Re: Quadrinhos & Gibis
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Aventuras Disney (Culturama) # 05 (agosto de 2019) inicia-se com a história "O papiro da eternidade". Apesar de referir-se oficialmente a esta história, a ilustração de capa mostra uma cena diversa da encontrada na HQ. Na trama, é Donald quem vai atrás da múmia, com sua lanterna. Amnéris, porém, consegue fugir. Donald estava trabalhando como guarda em um museu sobre o Antigo Egito. No mesmo dia em que trabalhou no local, foi convocado para o turno da noite e levou seus sobrinhos para seu emprego. Na página 13, acho que ficou faltando alguma continuação na frase "pra lhes mostrar!". Também não entendi como o papiro da eternidade foi parar no museu em Patópolis, já que a personagem Amnéris revelou que, após a realização de seu feitiço, o papiro havia ficado no próprio Egito. Essa história é voltada ao público infantil e tem muitas saídas rápidas e fáceis. Leitores mais exigentes podem não curtir muito. Por exemplo, logo após serem obrigados a realizar trabalhos forçados, Huguinho, Zezinho e Luisinho encontram um caminho em direção a "um gigantesco templo subterrâneo", nunca encontrado pelas dezenas (ou centenas) de trabalhadores fixos do local. Para ajudar, o local era exatamente onde Amnéris estava presa. Outro detalhe que não pude deixar de notar diz respeito à frase "Prometo que nunca mais vou deixar o reino na mão de assessores suspeitos". Na verdade, quem tinha assumido o reino na ausência do faraó era um "tjati", cuja própria tradução da HQ explicou em nota de rodapé ser "o mais alto governante do Egito depois do faraó". Ou seja, era alguém realmente ligado à linha de sucessão do governo, e não um mero assessor. Confundindo ainda mais o sistema de governo local, o faraó do roteiro da história disse posteriormente iria indicar sua própria filha como "primeira-ministra".

Apesar de curta, "O mistério da Ilha Escarpada" é, na minha opinião, de longe a melhor história desta edição. Trata-se de mais uma HQ da sub-série "Grandma Duck Mysteries", com Vovó Donalda e Stella Curfew, por aqui chamada Estela Dina. Nesta história, descobrimos que o gentílico dos habitantes do país fictício Brutopia é "brutopiano". Em alguns quadros, a ilha citada na história foi referenciada como "continente".

"A Emergência", mais um trabalho de Enrico Faccini, ganhou páginas de fundo na cor amarela. A máquina de lavar roupas de Donald pifa e ele fica preocupado por não conseguir retirá-la da tomada, o que faria sua casa ser alagada. O pato se desespera em busca de um técnico. Em nenhum momento da HQ pensaram em desligar a energia elétrica do cômodo onde estava a máquina. Depois o Pateta é que leva a fama de burro...



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