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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por E.R » 20 Jan 2011, 21:53

Muito triste essa tragédia na região serrana. :(

--
http://www.cinepop.com.br/noticias2/fes ... 11_101.htm

. A organização do Festival do Rio de cinema acaba de anunciar suas datas para 2011.

O evento, que tradicionalmente começa no fim de setembro, este ano se realizará entre 6 e 18 de outubro de 2011.

A decisão foi tomada para não haver coincidência com o Rock in Rio 4.
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dedediadema
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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por dedediadema » 22 Jan 2011, 15:32

Charrito escreveu:
NOTÍCIAS
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O número de mortos em decorrência das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio chegou a 550 nesta sexta-feira. De acordo com informações da Defesa Civil, 238 óbitos foram registrados em Teresópolis, 247 em Nova Friburgo, 43 em Petrópolis, 18 em Sumidouro e outros quatro no município de São José do Vale do Rio Preto.

Mais cedo, a prefeitura de Sumidouro havia confirmado 19 mortes na cidade, informação que foi corrigida mais tarde. Segundo a Defesa Civil, cerca de sete pessoas permaneciam desaparecidas esta noite, na localidade de Pilões. Relatos de moradores dão conta que as vítimas morreram em um deslizamento de terra. Os bombeiros não conseguiram chegar ao local, que está isolado. O órgão informou que, no sábado, uma equipe irá resgatar os corpos de helicóptero.

Informações da Polícia Civil dão conta de que 534 corpos foram identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). Na cidade de Nova Friburgo, os setores da Justiça autorizaram que os corpos das vítimas sejam enterrados sem identificação porque os médicos-legistas que trabalham na região serrana não estão dando conta de reconhecer tantos mortos, que já começam a exalar mau cheiro por falta de refrigeração.

Após três dias da tragédia, as autoridades ainda não sabem estimar o número de pessoas desaparecidas porque as equipes de resgate enfrentam dificuldades para chegar, com o maquinário necessário, a locais afetados para tentar resgatar vítimas. O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse hoje que as equipes devem utilizar rapel para chegar aos locais mais difíceis. "Os helicópteros às vezes, por serem de grande porte, não conseguem aterrissar em um local seguro (...) Por enquanto, em alguns locais, vamos usar rapel (de helicóptero) para socorrer as pessoas e levar mantimentos e água".

As buscas ficaram mais complicadas nesta sexta-feira por causa da chuva que continuava atingindo os municípios da região. Especialistas apontam que, com a previsão de mais instabilidade e a saturação do solo em áreas já em situação crítica, os riscos de deslizamentos permanecem grandes nos locais atingidos. Segundo geólogos, é perigoso que moradores dessas regiões voltem para suas casas para recuperar pertences.

Liberação de verbas
O Ministério da Integração Nacional anunciou nesta sexta-feira a liberação de R$ 100 milhões para o governo do Rio de Janeiro e para as sete cidades mais atingidas pelas chuvas: Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Sumidouro, Areal, Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto. As vítimas também poderão sacar os benefícios do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), terão os recursos do Bolsa Família antecipados a partir de 18 de fevereiro e aqueles que perderam suas casas deverão receber o aluguel-social.

Reforços
Após o anúncio de que homens da Força Nacional de Segurança foram enviados à região serrana, nesta sexta-feira, cerca de 300 garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) formaram uma força-tarefa para ajudar na limpeza do centro de Nova Friburgo. O governo de São Paulo também enviou especialistas em identificação de corpos, que atuaram no acidente com o voo da TAM em 2007, em Congonhas, para auxiliar no reconhecimento das vítimas.

Prejuízos
Além de mortes e destruição, as chuvas provocaram muitos prejuízos na região serrana. De acordo com o prefeito de Teresópolis, Mario Jorge, serão necessários R$ 590 milhões para reconstruir a cidade. Já a Secretaria de Turismo e a Associação de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH/RJ) estimam que os prejuízos causados ao faturamento da rede hoteleira chegam a US$ 30 milhões somente nas cidades de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.


Veja como ajudar as vítimas da chuva na região serrana do Rio

Em Teresópolis, a Defesa Civil municipal informou que, para atender os mais de 2,5 mil desabrigados que eram registrados até a manhã de quinta-feira, foi montado um posto central de atendimento no Ginásio Esportivo Pedro Jahara, na rua Tenente Luiz Meirelles, número 211, no centro da cidade. Também podem ser entregues doações na Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada na avenida Alberto Torres, em frente ao Hospital São José, no bairro do Alto.

A prefeitura da cidade também abriu uma conta bancária no Banco do Brasil, onde a população pode fazer doações em dinheiro, de qualquer valor. Com o nome "SOS Teresópolis - Donativos", ela está disponível na agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) mobilizou uma equipe para prestar solidariedade à população do Rio de Janeiro que sofre com as enxurradas dos últimos dias. A Defesa Civil do Estado montou um posto permanente de recebimento de doações no Armazém 7 do Cais do Porto, em Porto Alegre. Além das doações no Cais do Porto, quem quiser ajudar pode ligar para o 199 ou para (51) 3210-4219.

Viva Rio
O Programa de Voluntariado do Viva Rio também iniciou uma campanha de arrecadação de donativos (roupas e mantimentos) para a região serrana. As doações podem ser feitas na sede da ONG, na rua do Russel, 76, no bairro Glória, no Rio de Janeiro. Para maiores informações, o Viva Rio disponibiliza os telefones (21) 2555-3750 e (21) 2555-3785.

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha no Brasil recebe doações de alimentos, materiais de higiene pessoal e produtos de limpeza nas unidades do Rio de Janeiro (Praça Cruz Vermelha, 1012, centro) e de Nova Iguaçu (na rua Coronel Bernardino de Melo, 2085, e na rua Alberto Cocoza, 86, no centro).

A filial de São Paulo também recebe donativos: avenida Moreira Guimarães, 699, Indianópolis).

Polícia Militar
Todos os batalhões da Polícia Militar do Estado recebem doações para as vítimas das chuvas. O material arrecadado será encaminhado ao 12º Batalhão de Polícia Militar de Niterói, de onde será enviado para as áreas afetadas. A PM recomenda que sejam doados água mineral, alimentos e material de higiene.

Ministério Público
O Ministério Público do Rio de Janeiro recebe doações na portaria do edifício-sede do MP-RJ, na avenida Marechal Câmara, 370, no centro do Rio. A coleta é feita no período das 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. Os donativos serão encaminhadas à Defesa Civil do Estado para serem distribuídas às vítimas das enchentes.

Fashion Rio
O Fashion Rio terá um posto de coleta de donativos às vítimas das chuvas no Rio nos dois últimos dias de evento - sexta-feira e sábado. As doações podem ser feitas na entrada da semana de moda, no balcão de credenciamento. A organização espera receber roupas, cobertores, água e alimentos não perecíveis, que serão entregues ao Sistema Firjan, responsável por levá-las até as vítimas.

Metrô
O Metrô Rio informou que recolhe, a partir de sexta-feira, donativos para as vítimas das chuvas, em parceria com a ONG Viva Rio. A coleta será feita em 11 estações das Linhas 1 e 2: Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Rodovias
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também vai receber donativos a partir desta quinta-feira em postos montados nas principais rodovias da região. Dois postos irão funcionar 24 horas, no km 269 da BR-101, no trecho de Casemiro de Abreu, e na BR-101, no pedágio da Rio-Magé.

Outros três postos devem funcionar das 8h às 17h, no km 109 da rodovia Washington Luís, e na Presidente Dutra, no km 133, próximo ao pedágio, e no km 227. Os donativos arrecadados serão entregues à Cruz Vermelha, que fará a distribuição.

OAB-SP

As 223 subseções da OAB-SP em todo o Estado de São Paulo recebem os donativos destinados à Cruz Vermelha Brasileira, que intensificou a campanha nacional em prol das vítimas das enchentes no Sudeste do País, especialmente na região serrana do Rio de Janeiro.

Bancos
O Banco Bradesco abriu uma conta uma conta corrente para receber doações em solidariedade às vítimas das enchentes que afetaram a região serrana do Rio de Janeiro. O fundo tem como nome do beneficiário "Fundo Estadual da Assistência Social" e está disponível na agência 6570-6 e conta corrente 2011-7.

A Caixa Econômica Federal também abriu uma conta corrente para ajudar as vítimas das chuvas no estado do Rio de Janeiro. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.

O Itaú Unibanco lançou um programa de mobilização interna e externa, com o objetivo de multiplicar os esforços no atendimento imediato às vítimas das chuvas. A partir de sexta-feira, doações podem ser feitas no fundo que tem como nome do beneficiário "Fundo Estadual de Assistência Social do Rio de Janeiro" e está disponível na agência 5673 e conta corrente 00594-7. O número do banco Itaú é 341 e o CNPJ 02932524/0001-46. Os recursos serão direcionados para o Estado por meio de parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.

Supermercados
O grupo Pão de Açúcar montou postos de coletas de donativos nas 100 lojas da rede no Rio de Janeiro. As doações podem ser feitas nos supermercados Pão de Açúcar, ABC Compre Bem, Sendas, Extra Supermercados e Assaí. De acordo com a assessoria do grupo, o material será recolhido até o dia 26 de janeiro.

Shoppings
Os oito shoppings administrados pelo grupo Aliansce do Rio de Janeiro disponibilizou caixas de coleta de doações do Programa Aliansce Solidária, distribuídas nos shoppings Leblon, Via Parque, Grande Rio, Caxias, Bangu, Carioca, Passeio e Santa Cruz. O Center Shopping Rio, em Jacarepaguá, também recebe doações para os desabrigados das chuvas da região serrana. Serão recolhidos agasalhos, colchonetes, alimentos não perecíveis, água mineral e material de higiene pessoal.

Nove shoppings da empresa BRMalls recebem donativos para os desabrigados das chuvas que atingiram a região serrana até o dia 31 de janeiro. Caixas de coleta foram colocadas no Center Shopping Rio, Fashion Mall, Ilha Plaza, NorteShopping, Plaza Shopping, Recreio Shopping, Rio Plaza, Shopping Tijuca e West Shopping. Os itens mais pedidos são alimentos não perecíveis, água potável, materiais de higiene pessoal, agasalhos e colchões. As

Clubes de futebol
O Flamengo recebe donativos na sede do clube, na Gávea, no Rio.

CNBB
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma campanha de arrecadação de donativos para as vítimas de toda a região Sudeste. Batizada SOS Sudeste, ela irá recolher dinheiro por meio de duas contas correntes: Conta 1490-8, Agência 1041 - OP. 003, Caixa Econômica Federal e Conta 32.000-5, Agência 3475-4, Banco do Brasil.

A entidade também criticou a falta de ações preventivas dos governos locais e diz esperar que "as autoridades competentes se comprometam eficazmente na busca de solução para que catástrofes como estas a que assistimos não se repitam, vitimando milhares de pessoas".

Doação de sangue
O Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro (HemoRio) solicita que a população doe sangue para atender as vítimas das chuvas. A doação pode ser feita na sede do instituto, na rua Frei Caneca, 8, na região central da cidade do Rio de Janeiro.

Voluntários
O Ministério de Saúde mobilizou cerca de 300 profissionais de saúde da rede hospitalar federal no Rio para reforçar o atendimento às vítimas e mais 50 voluntários foram deslocados para os municípios atingidos pelas enchentes. Para reforçar a equipe que presta os serviços na região, o Ministério cadastra voluntários por meio de um link no site da pasta na internet (http://www.saude.gov.br).

Instituição de ensino
A Unigranrio convocou seus funcionários, alunos e professores para ajudar as famílias que perderam suas casas nas chuvas, pedindo que cada um contribua com doações numa das 11 unidades do Estado. Haverá coleta de gêneros de primeira necessidade, que serão entregues à Cruz Vermelha (centro do Rio), responsável pela distribuição. Os seguintes itens são necessitados: água mineral, alimentos de pronto consumo (massas e sopas desidratadas, biscoitos, cereais), sucos de caixa, leite em pó e afins, agasalhos, colchonetes, roupa de cama e banho, cobertores, material de higiene pessoal e de limpeza.
Todos podemos precisar um dia... vamos ajudar, tá? :joinha:
É a natureza .

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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por E.R » 03 Fev 2011, 04:42

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Espero que fique pronto o mais rápido possível.
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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por E.R » 22 Fev 2011, 06:57

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. Copacabana já tem um trânsito horroroso, que fica insuportável em Dezembro. Imagino como vai ser nos eventos que a cidade vai ter nos próximos anos. Agora que inventaram a faixa seletiva de ônibus no bairro, o trânsito tava caótico ontem.

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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por Don Juan Thiago » 22 Fev 2011, 23:44

O corredor serve justamente pra otimizar o transporte público para que as pessoas, quem sabe, resolvam trocar o seu carro pelo ônibus ou até pelo táxi.

Mas que dá raiva ficar parado no busão só porque tem uma fila imensa de táxis, isso dá.
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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por Barbano » 23 Fev 2011, 08:55

O corredor deveria ser utilizado apenas por ônibus, óbvio. Mas em São Paulo deram esse migué.

Transporte público precisa de medidas sérias para ser mais rápido, barato e eficiente. Do contrário, ninguém vai tirar a bundinha do carro de passeio não...
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por E.R » 01 Mar 2011, 15:59

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Feliz aniversário, Rio de Janeiro ! :)
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Re: Debates sobre o Rio de Janeiro

Mensagem por E.R » 26 Mar 2011, 07:13

http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-j ... rial/m2367

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. Depois de uma temporada de cinco anos nos Estados Unidos, a gerente de marketing Mônica Duarte, de 42 anos, voltou à cidade decidida a realizar o sonho da casa própria. Ela, o marido (funcionário de uma multinacional do petróleo) e a filha de 2 anos desembarcaram em fevereiro do ano passado. Com os móveis guardados em um depósito, a família mudou-se temporariamente para a residência da mãe de Mônica e iniciou a busca pelo tão desejado lar. A ideia era comprar um dois-quartos com infraestrutura de lazer na Zona Sul, na faixa dos 500 000 reais. A cada semana, a cada novo caderno de classificados vasculhado, os preços disparavam. Em pelo menos uma negociação, a cifra engordou 100 000 reais entre o primeiro contato e a segunda conversa.

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Após visitar mais de oitenta endereços, Mônica refez os planos, ampliando sua área de procura. Em março, ela finalmente arrematou um apartamento de 130 metros quadrados, com piscina e playground, pela quantia inicialmente prevista. Só que, neste caso, na Tijuca. “Retornei no pior momento. Cansei de ver lugares horríveis, caindo aos pedaços, por valores absurdos”, diz. De fato, seria mais barato ter voltado antes. De 2006 para cá, houve uma transformação brutal no segmento imobiliário. Segundo dados das entidades que acompanham o setor, a cotação média dos imóveis no Rio subiu 145% nesse período. Em alguns casos, porém, o crescimento foi ainda mais espantoso.

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Há cinco anos, apartamentos de quatro dormitórios em Ipanema eram avaliados em 735 000 reais. Hoje, as mesmas unidades, ou construções com características idênticas, chegam a custar 3,5 milhões de reais — um aumento de 380% !

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Por todo o país, uma conjunção de fatores impulsiona o aquecimento do mercado imobiliário.

A estabilidade da moeda, seguida da melhora na renda da população, tem levado milhões de brasileiros a acalentar o projeto de abandonar o aluguel.

Ao mesmo tempo, os prazos de financiamento tornaram-se mais elásticos e os juros passaram a ser mais camaradas. Com isso, as vendas explodiram, o que levou a uma valorização súbita das propriedades nas principais capitais.

Em 2010, os imóveis brasileiros registraram a terceira maior alta do planeta. Envolvido por um cenário já efervescente, o Rio transformou-se numa espécie de versão anabolizada do que acontece no restante do Brasil. Além das condições macroeconômicas favoráveis, a cidade vive um momento de otimismo, com perspectivas muito interessantes para os próximos anos. A escolha para ser sede da Olimpíada é parte desse fenômeno, assim como a atração de diversas empresas ligadas à exploração do pré-sal.

Recentemente, uma companhia de petróleo reservou catorze unidades de um lançamento no Leblon para abrigar seus executivos. Detalhe: o prédio nem sequer existe e o terreno, arrematado por 32 milhões de reais, era ocupado até sábado (19) por uma churrascaria. “Não há nada parecido com esse frenesi nos outros estados”, diz Luiz Paulo Pompeia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp).

A pergunta que cariocas, brasileiros e até estrangeiros fazem é se tal frenesi não passaria de uma bolha. Nas últimas duas semanas, VEJA RIO ouviu sobre essa questão trinta especialistas, entre executivos de construtoras e incorporadoras, consultores e analistas independentes. O objetivo era entender o que tem feito os preços subir tanto e os riscos dessa situação. Pois todos foram unânimes em afirmar que a alta não é motivada por fatores artificiais e deve prosseguir pelo menos até o meio da década.

No Rio de Janeiro, cerca de 90% das compras são realizadas pelas pessoas que vão efetivamente morar nos imóveis. Portanto, não se trata — ainda — de um movimento especulativo provocado por investidores. Existe, no entanto, outro dado interessante surgido da enquete : o ritmo de majoração deve desacelerar e mesmo cessar em alguns bairros nobres. Principalmente em enclaves como Leblon, Ipanema, Lagoa e Gávea, onde se verificaram as maiores valorizações. Nesses lugares, as cifras não vão cair de repente, mas dificilmente crescerão nas mesmas proporções. “Pequenas acomodações vão ocorrer, com estabilização em algumas vizinhanças, mas a tendência é que o aumento continue em espaços que estavam defasados”, acredita Rogério Chor, diretor executivo da construtora CHL/PDG e presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

O panorama vem mudando radicalmente com as reformas de infraestrutura, urgentes para uma cidade que deseja sediar grandes eventos esportivos, e com a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, iniciativa de combate ao crime.

Entre fevereiro de 2010 e fevereiro deste ano, o preço dos imóveis de três quartos na Tijuca, uma das localidades onde o programa foi implantado, subiu 64%. O mesmo foi observado em ruas e avenidas vizinhas ao Morro Dona Marta, ao Cantagalo e ao Pavão-Pavãozinho, em Ipanema. “Em mais de trinta anos não se via um movimento tão forte”, afirma Paulo Levy, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor da PUC-Rio.

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Como é praxe nas economias de mercado, o setor é regido por um mecanismo clássico : a lei da oferta e da procura. E o fato é que há muita gente procurando, especialmente na orla formada pelas avenidas Vieira Souto, em Ipanema, e Delfim Moreira, no Leblon. Os valores ali sempre foram altos, altíssimos. Hoje, contudo, o metro quadrado de um apartamento de cobertura de frente para o mar sai em média por 30 000 reais, o que é compatível com o metro quadrado de propriedades no Upper Manhattan, área nobre de Nova York, e superior ao de residências no 8º Arrondissement de Paris. É nesse pequeno território do Rio que ficam os imóveis mais caros à venda, como uma cobertura de 1 600 metros quadrados, localizada na Avenida Vieira Souto, avaliada em inacreditáveis 36 milhões de reais. Depois dela, outras cinco unidades ultrapassam a casa dos 30 milhões, todas nesse enclave dourado de pouco mais de 4 quilômetros de extensão. Quem comprou por ali não tem do que reclamar. Há três anos, o jogador Ronaldo Fenômeno adquiriu uma cobertura dúplex de 1 000 metros quadrados na Delfim Moreira que pertencia a John Casablancas, fundador da agência de modelos Elite. Preço : 15 milhões de reais. Agora, custa o dobro. No caso de unidades mais novas, a disparada foi ainda maior. Em 2008, a construtora Mozak Engenharia negociou uma cobertura tríplex de 769 metros quadrados, na mesma avenida, por cerca de 11 milhões de reais. Hoje, ela está anunciada por 27 milhões de reais. “Apesar de tudo, a venda é rápida. Há uma década se levava um ano para fechar um negócio desses. Atualmente são necessários três meses”, compara Paulo César Ximenes, dono de uma corretora especializada em luxo.

Embora não seja de natureza especulativa, pelo menos até aqui, a explosão imobiliária tem servido para a realização de alguns bons negócios. E a repentina valorização não beneficia apenas a turma do dinheiro graúdo, que costuma efetuar seus cálculos com algarismos a partir dos sete dígitos. Uma nova categoria de investidores de ocasião começa a tirar proveito da alta dos preços.

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O empresário Marcel Cunha, dono de uma rede de lavanderias, resolveu recentemente investir em imóveis. Nos últimos dezoito meses, ele adquiriu vinte apartamentos obsoletos ou em mau estado de conservação em bairros como Copacabana e Ipanema. Em média, gastou três meses reformando cada um deles. Trocou piso, tubulações, louças de banheiro, cozinha e refez toda a parte elétrica, deixando-os com o aspecto renovado. Já vendeu catorze. “Depois do banho de loja, consegui vendê-los por um valor 40% mais alto do que aquele que paguei”, revela. Seu mais recente negócio foi um dois-quartos em situação crítica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Desembolsou 300 000 reais na operação e agora o está revendendo por meio milhão.

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Até quem nunca pensou em se mudar quer aproveitar a boa maré. É o caso da aposentada Luzia Caliman, que pôs à venda um quarto e sala de 53 metros quadrados na elegante Rua Garcia d’Ávila, em Ipanema, por 600 000 reais. Com o dinheiro ela pretende voltar para Vitória, sua cidade natal, e arrematar uma casa maior, por um terço do valor, depositando o restante em aplicações financeiras. “É uma oportunidade de ouro, que não posso deixar passar”, explica. Alguém aí quer comprar?
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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por dedediadema » 28 Mar 2011, 20:10

Em comemoração aos 318 anos de Curitiba
Prefeito Luciano Ducci apresenta o Maior Ônibus do Mundo

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O prefeito Luciano Ducci lançou neste domingo (27) o novo modelo de ônibus biarticulado. De cor azul, movido a óleo à base de soja e com 28 metros, é o maior ônibus do mundo em comprimento. O governador Beto Richa participou do lançamento, no Parque Barigui.

"É um ônibus moderno, confortável e ecológico, garantindo mais qualidade no transporte público para o cidadão curitibano", disse Luciano Ducci. "Neste mês, estamos entregando 97 novos ônibus para renovar a frota. Ainda neste ano, a cidade vai ganhar 544 ônibus zero quilômetro, o que significará uma renovação de 29% da frota operante da Rede Integrada de Transporte."

Os novos ônibus azuis farão as linhas Pinheirinho-Carlos Gomes, na Linha Verde, e Ligeirão Boqueirão, na Marechal Floriano. Juntos, transportam cerca de 50 mil passageiros por dia. Ainda neste semestre, Curitiba terá um total de 24 ônibus deste modelo, com 28 metros de comprimento. A capacidade do ônibus azul é de 250 passageiros.

Produzidos pela Volvo, com carroceria Neobus, os novos ônibus azuis têm vidros com película fumê, exaustores e ventiladores para manter a temperatura interna mais amena, bancos ergonômicos com estofados; sinal luminoso para indicar a abertura das portas, o que beneficia especialmente pessoas com dificuldade de audição, e plaquetas em braille indicando o nome da linha colocadas nos braços e encostos dos bancos reservados a portadores de deficiência, idosos e gestantes.

O projeto, tecnicamente conhecido como B 100 (100% Biocombustível), foi implantado em caráter experimental em agosto de 2009, com seis ônibus da Linha Verde, o que significou uma redução de 50% de emissão de fumaça. A partir de agora todos os Ligeirões rodam exclusivamente com combustível de soja.

As viagens do Ligeirão são mais rápidas. Com o desalinhamento de estações-tubo, a Prefeitura conseguiu espaço para criar pontos de ultrapassagem, o que permite manter a linha com parada em todas as estações tubo, e implantar o Ligeirão, com paradas apenas nos terminais e um reduzido número de estações.

O Ligeirão Boqueirão, por exemplo, faz apenas três paradas – nos terminais, Hauer, Carmo e na Estação UTFPR – enquanto o expresso convencional faz 16 paradas, aí descontados os pontos de chegada e saída (Terminal Boqueirão e Praça Carlos Gomes).

Quando o prefeito Luciano Ducci descerrou a embalagem que cobria o ônibus, milhares de celulares, câmeras fotográficas foram acionados mostrando a boa impressão causada pelo ônibus. Um motivo a mais, ouvia-se em meio a multidão, para cantar parabéns a Curitiba.




Lindo ! :reverencia:

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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por Barbano » 29 Mar 2011, 09:03

Depois de anos com São Paulo liderando com os Top Bus, de 27 metros, Curitiba deu o troco. :P

Neobus caprichou. Espero que deixe o modelo exclusivo para BRT e Padron, para que não se torne comum...
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por Eduardo Godinez » 29 Mar 2011, 11:02

Curitiba é foda
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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por Seu Madruga Veste Preto » 29 Mar 2011, 13:14

Eu adoro ônibus. Mas eu acho que esses ônibus deveriam ser elétricos. Por mais que sejam usados biocombustíveis, o onibus elétrico é muito menos poluente.

Tá na cara o lobby das fábricas de motores a combustão.

Aqui no rio também está sendo implantado sistema semelhante. Nenhum dos ônibus será elétrico.
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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por Barbano » 29 Mar 2011, 15:42

E além da versão biarticulada, vai ter também os ligeirinhos (prata) e os amarelos (esses eu não sei o nome da modalidade)

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Os ligeirinhos ficaram foda demais...
Deixo aqui o meu apoio ao povo ucraniano e ao povo de Israel 🇮🇱 🇺🇦

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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por dedediadema » 29 Mar 2011, 15:48

Os amarelos são Troncal

Outras fotos dos novos Ligeirinhos :

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Re: Debates sobre os demais estados

Mensagem por Antonio Felipe » 29 Mar 2011, 16:29

Que inveja do transporte público de Curitiba. Exemplo mundial. Queria algo assim aqui em Porto Alegre.
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