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Chapolin Gremista
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Jul 2022, 03:03

Greves
França: crise imperialista coloca classe operária nas ruas
Trabalhadores franceses paralisam o país reivindicando aumento salarial frente à enorme inflação na Europa

ImagemEmmanuel Macron durante um evento ‘French tech’, apoiado por seu governo. – Foro: Reprodução

Na última terça-feira (27), trabalhadores da refinaria Esso da Exxon Mobil, em Fos-sur-Mer, no sul da França, realizaram uma greve que durou até sábado (02). A empresa está acelerando a produção para que não haja muito problema no abastecimento.

A greve resultou no fechamento temporário da refinaria na última sexta-feira (01). A unidade da Exxon em Fos tem uma capacidade de refino de 7 milhões de toneladas por ano, que corresponde a cerca de 10% da capacidade nacional, de acordo com a empresa. As paralisações na Esso começaram em 28 de junho, com trabalhadores exigindo salários mais altos para cobrir a inflação. Eles fizeram parte de esforços sindicais mais amplos esta semana que atingiram outras empresas de energia, como a concessionária pública de energia elétrica EDF.

Além disso, diversos voos foram cancelados em Paris após greve neste final de semana. A greve de trabalhadores de aeroportos na Europa, que vem ocorrendo em diversas cidades do continente como Reino Unido, Amsterdã e França, levou autoridades aeronáuticas a cancelarem 14% dos voos previstos para aeroportos de Paris neste sábado.

Na sexta-feira (01), 17% dos voos já tinham sido cancelados. Os trabalhadores pedem mais contratações, pois vários trabalhadores foram demitidos durante a pandemia, e aumento de salários para acompanhar a inflação global que foi causada pela política dos Estados Unidos de embargo à Rússia. As empresas estão tentando fazer a logística de manter os passageiros informados sobre os cancelamentos para que o caos seja minimizado.

Os sindicatos planejaram estender a greve até o domingo (03), porém, aparentemente nenhum voo foi cancelado no dia segundo a agência de notícias Reuters. Os trabalhadores ameaçam continuar com a greve no próximo fim de semana se as negociações com a administração da empresa que opera os terminais não levarem a um compromisso.

Companhias aéreas e aeroportos que cortaram empregos durante momentos mais críticos da pandemia de covid-19 lutam para acompanhar o aumento da demanda após dois anos de restrições de circulação. Neste sábado (02), diversas companhias que operam no aeroporto Charles de Gaulle tentavam restituir bagagens a passageiros de todo o mundo. Na sexta-feira (01), uma falha técnica no sistema de triagem de bagagens fez com que 15 voos partissem do aeroporto sem bagagens, deixando ao menos 1.500 malas no solo.

Frente à inflação galopante, os franceses estão exigindo seus direitos, estão se radicalizando e usando a arma que têm: as greves. A guerra na Ucrânia, que está sendo financiada, em grande parte, pelos Estados Unidos e pelos países imperialistas europeus, está saindo caro para os cidadãos. Os preços dispararam por conta dos embargos e da manutenção dos embargos à Rússia. Os efeitos colaterais já estão sendo sentidos. Como os bancos e as grandes empresas não querem pagar a conta do embargo que eles mesmo estimularam, estão repassando o prejuízo para o trabalhador, que sofre com a alta dos juros, o aumento do preço dos produtos básicos e de serviços essenciais, a diminuição de seus salários etc.

Especificamente na França, ainda existe o agravante chamado Macron, um representante fiel do neoliberalismo no país. Recordemos, entre as principais decisões de Emmanuel Macron, a abolição do ISF (imposto de solidariedade sobre a riqueza) em nome da chamada teoria do “trickle-down”, segundo a qual a menor tributação dos mais ricos leva a mais investimentos e, portanto, a mais empregos e um eventual aumento do padrão de vida dos mais pobres. Ou ainda, a redução do APL de cinco euros por agregado familiar em nome da luta contra a renda do terreno que deveria capturar em seu único benefício os subsídios públicos às rendas dos mais modestos.

As várias crises vividas pelo mandato de Emmanuel Macron (“coletes amarelos”, Covid e agora a intervenção russa da Ucrânia) podem ter dado a impressão de que as decisões tomadas no dia-a-dia se afastavam desta intenção fundamental, com o agora famoso “o que for preciso” .

Essa continuidade e esse acirramento da política profundamente imperialista de Macron, explicam, sem sombra de dúvidas, a insatisfação dos franceses com boa parte das políticas públicas do governo. Especialmente no que diz respeito às instituições onde essas políticas públicas são decididas.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Jul 2022, 11:57

A pesquisa
Pesquisa aponta que Boric é reprovado por 62% do povo chileno
Presidente é cada vez mais rejeitado pelo povo

ImagemBoric e Biden juntos pelo sucesso do imperialismo na América Latina, queremos ver se conseguirão! O povo é mais forte que eles. – Foto: Reprodução

Diz a máxima popular que quem com ferro fere, com ferro será ferido. A bola da vez parece ser de Gabriel Boric, presidente eleito no Chile por meio de um discurso identitário que, principalmente agora, revela sua ligação com a política do imperialismo.

O índice de rejeição de seu governo cresce a cada dia, chegando agora a 62% desde o início do governo em março deste ano. Nesta última pesquisa do instituto chileno Cadem, foi apurado o crescimento de 15% de descrédito do governo.

O ex-líder estudantil, que parece ter inspirado a atual presidente da UNE brasileira, Bruna Brelaz, e a maioria da esquerda brasileira nas ações políticas; tem agido exatamente como seu antecessor Sebastián Piñera, que ataca os trabalhadores e os manifestantes nas ruas com toda força da repressão policial. O povo, cansado de tanta bala de borracha no olho por parte da polícia, começa a repudiar o atual governo, também alinhado com a OTAN e os EUA.

Recentemente, Gabriel Boric apoiou o governo fascista da Ucrânia, aliado da OTAN e dos EUA, contra a ação progressista da Rússia que liberta a região do Donbass das mãos dos nazistas ucranianos, autoproclamada independente e com maioria de população russa. Em outras palavras, Rússia ajuda um país a manter sua autodeterminação política, econômica e social, algo atacado por Boric.

Boric condenou a Rússia por violar a soberania de um governo nazifascista na Ucrânia, por seu direito à autodeterminação. Mas, ao mesmo tempo, não criticou o fato de que o governo Zelensky, desde 2014, bombardeia a população civil, cometendo crimes de guerra. Dois pesos e duas medidas.

Esse governo eleito no Chile segue a mesma linha política de Zelensky e da OTAN ao reprimir duramente os manifestantes contra seu governo nas ruas.

E é por essas atitudes que Boric vem perdendo popularidade junto aos que o elegeram, acreditando que seria um governo alinhado ao povo. Ao constatarem que foram enganados nas eleições, agora se voltam contra ele por acharem que está sendo mais do mesmo, isto é, é igual ao anterior e quer levar o país a mais completa submissão ao capital estrangeiro imperialista, fortalecendo a burguesia capitalista contra os trabalhadores no interior do Chile e também nos demais países da América Latina.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... o-chileno/
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Jul 2022, 12:47

Diplomacia inusitada
Ex-atriz pornô propõe sexo com Putin para acabar com a guerra
Ex-atriz Cicciolina fez a mesma proposta a Saddam Hussein antes da guerra do Golfo, mas, em ambos os casos, ficou sem resposta

ImagemPutin ficou do lado certo da história e libertou os povos oprimidos do Donbass – Foto: Reprodução

Aex-atriz pornô italiana Cicciolina propôs ao presidente russo, Vladimir Putin, uma noite de sexo com a condição de que o mandatário eslavo ponha fim à guerra contra os neonazistas ucranianos.

Num gesto considerado por si mesma como “pacifista”, a atriz buscava resolver o conflito do Donbass por uma ação demasiadamente diplomático. E não é a primeira vez que Cicciolina oferece seu corpo como forma de resolver impasses geopolíticos: quando Saddam Hussein decidiu invadir o Golfo – evento que os Estados Unidos utilizaram para, posteriormente, invadir o Iraque e massacrar a população daquele país –, a ex-atriz fez a mesma coisa.

Se houvesse logrado êxito, a atriz teria impedido a invasão do Kuwait – em gesto alinhado ao imperialismo –, bem como estaria impedindo a defesa da soberania nacional russa por parte de Putin. Seria um momento ímpar na história da humanidade, visto que poucas vezes conseguiu se conceber que o sexo poderia cumprir um papel tão reacionário na sociedade.

No entanto, para o interesse dos trabalhadores de todos os países, nem o chefe de Estado russo, nem o ministro das Relações Exteriores Serguei Lavrov, assim como nenhum outro órgão do Estado russo, sequer comentou a proposta feita pela atriz.

Bem como Putin, também Saddam Hussein não cedeu à tentação e manteve-se firme em seu ideal de libertação nacional e defesa da região dos interesses espoliadores norte-americanos. Para isso, ambos aceitaram abrir mão do que, nas palavras da ex-atriz, seria uma “noite de amores”.

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América Latina

Mensagem por Barbano » 06 Jul 2022, 15:52

Chapolin Gremista escreveu:
06 Jul 2022, 11:57
Recentemente, Gabriel Boric apoiou o governo fascista da Ucrânia, aliado da OTAN e dos EUA, contra a ação progressista da Rússia que liberta a região do Donbass das mãos dos nazistas ucranianos, autoproclamada independente e com maioria de população russa. Em outras palavras, Rússia ajuda um país a manter sua autodeterminação política, econômica e social, algo atacado por Boric.
Rapaz, como conseguem inverter tanto a situação real em um parágrafo só? :fedor:
E.R escreveu:
18 Jun 2022, 11:49
É tipo o Comando Vermelho ou o PCC ter um representante como candidato à presidente da República.
Pode ser que tenha e a gente não saiba :silencio:

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América Latina

Mensagem por Teawine Chavinho » 06 Jul 2022, 16:32

Chamar a Rússia, um país que prende homossexuais e feministas e proibiu a parada gay em seu território, de "progressista" é caso para internação psiquiátrica. Por isso que 99,99% da população brasileira não leva o PCO a sério.
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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 06 Jul 2022, 17:58

Vossa Majestade Alexandre de Moraes era advogado do PCC.



Constituinte
Boric volta a apostar em golpe envolvendo Constituinte chilena
Boric tenta se agarrar à Constituinte para ter um pouco de fôlego, pois a aprovação de seu governo está em queda livre

ImagemO Chile se levanta contra governo imperialista – Foto: Reprodução

O atual presidente do Chile, Gabriel Boric, assumiu o mandato em 11 de março de 2022, substituindo a Sebastián Piñera, um político sem partido, independente, que governou a serviço do imperialismo com forte repressão ao povo que não suportando mais tanto desemprego, perda de direitos sociais e previdenciários da política neoliberal, se pôs nas ruas em lutas gigantescas pelos seus direitos e contra o governo direitista.

O caráter identitário de Boric acabou iludindo grande parte da esquerda no Chile e na América Latina como sendo um governo progressista, mas logo veio à tona os interesses de classe que ele está associado, o neoliberalismo do imperialismo de Joe Biden e a OTAN, expressa no apoio a Zelenski.

A pauta do governo ficou constituída em reforma da saúde, previdenciária e tributária onde o compromisso era de ser um programa anti neoliberal. Hoje vemos que não está seguindo o compromisso. A ampla participação de mulheres no governo, a preocupação com o meio ambiente e proteção às minorias não têm ajudado a mudar o perfil do governo e sequer melhoram a qualidade de vida do povo. Ao que parece é um governo neoliberal de fato.

Desde os governos anteriores, marcado por fortes mobilizações populares contra o governo, onde se viu escrito na bandeira do povo Mapuche “se não há paz para o povo não haverá para o governo filho da p…” não houve melhorias ou pelo menos expectativas de melhoras para o povo, e os movimentos de rua recomeçaram com a mesma intensidade e também marcados por dura repressão do governo “progressista” de Boric.

A convulsão social permanece enquanto durar a fome, miséria e desemprego que levaram a que os idosos aposentados massivamente se suicidaram por não conseguirem comer com baixos valores das aposentadorias privatizadas.

Para tentar abafar os combativos e massivos atos nas ruas, desde 2019 contra a desigualdade e por reformas, o governo Piñera imperialista propôs uma nova constituição que foi aprovada com cerca de 50% de abstenção no plebiscito.

A nova constituinte teve início no 04 de julho de 2021, presidida por Elisa Lincón que é líder e acadêmica Mapuche, e novamente em 04 de julho apresentou o projeto final que deverá ser referendado em plebiscito pelo povo. Seria coincidência que as datas são o dia de comemoração da independência dos EUA? Duvidamos.

Devido à enorme crise no governo Boric com enormes revoltas populares contra seu governo marcadamente neoliberal, esse projeto de constituição vem bem a calhar. Ele tenta se agarrar na constituinte para pegar um fôlego e fingir estar construindo uma democracia.

Só que a constituinte é capenga e está envolta em uma grande manobra para impedir que o povo consiga mudar o regime vigente. Tanto é que o primeiro projeto é cheio de identitarismo. O texto tem 178 páginas, 388 artigos e 54 regulamentos provisórios. Lembrando que a dos EUA tem apenas 7 artigos e sempre deu conta de garantir os direitos de todo o povo e das classes sociais, ao menos na letra morta no papel, já, na prática a história é outra.

As palavras de Boric sobre o texto constitucional diz que “Há algo sobre o qual devemos todos estar orgulhosos: que no momento da crise política, institucional e social mais profunda da nossa pátria em décadas, os chilenos e chilenas optamos por mais democracia e não por menos”, disse Boric durante a cerimônia desta segunda-feira. E assinou o decreto convocando o plebiscito para 04 de setembro para ratificar ou rejeitar esse texto.

Segundo pesquisa do instituto chileno Cadem, a população tem um índice de rejeição da nova Constituição de 51% e a rejeição ao governo é de 62%, tendo aumento de 15%. Como disse o próprio Boric, é uma tremenda crise social e política, sem sombra de dúvida. E com o neoliberalismo ela tende a piorar e muito.

Caso seja aprovada no voto popular, a Constituição entra em vigor imediatamente e serão criados os novos órgãos previstos pelo texto, como a Agência Nacional de Águas ou a Câmara das Regiões, que substituirá o Senado.

A imprensa golpista e imperialista analisa o projeto de constituição como sendo paritária e pela primeira vez no Chile e no mundo os constituintes tiveram participação do mesmo número de homens e mulheres.

Na atual constituição o termo “homens e mulheres são iguais perante a lei e o estado deve garantir a igualdade na vida nacional” não aborda gênero, paridade e omite “povos indígenas”.

O novo projeto define o Chile como um “Estado plurinacional e intercultural”, reconhecendo 11 povos e nações (Mapuche, Aymara, Rapa Nui, Lickanantay, Quéchua, Colla, Diaguita, Chango, Kawashkar, Yaghan, Selk’nam “e outros que possam ser reconhecidos na forma estabelecida da lei”.

Também ordena o estabelecimento de Autonomias Regionais Indígenas com autonomia política, especificando que sua atuação não permite a separação do Estado do Chile, nem atentar contra seu caráter “único e indivisível”, e que seus poderes serão estabelecidos por lei.

A proposta reconhece os sistemas jurídicos dos povos indígenas, especificando que eles devem respeitar a Constituição e os tratados internacionais, e que qualquer impugnação às suas decisões será resolvida pela Suprema Corte chilena.

Não só fica evidente o identitarismo aplicado como também deixa lacunas jurídicas a serem resolvidas pela Suprema Corte, e como sabemos hoje, até por experiência própria no caso nacional, o poder será exercido plenamente por essa “suprema corte” passando por cima dos outros poderes legislativos e executivos. Esse é o padrão político que está sendo levado a cabo em vários países, como forma de ditadura contra a liberdade de expressão.

A interpretação da lei pela alta corte é que de fato norteará a ação do estado capitalista. Assim vai sendo implantada a ditadura judicial para compensar a falta de política econômica e social pelo capitalismo devido ao alto grau de degradação enquanto sistema de produção e distribuição da riqueza nacional, quer no Chile, no Brasil ou em qualquer outro país, mesmo os mais desenvolvidos como Europa, Inglaterra e EUA.

Estamos em plena transição de um modo de produção para outro, um momento histórico ímpar no desenvolvimento humano. Exatamente como no final do Império Romano e passagem para o feudalismo. Degradação social, de costumes, de valores, de ganhos monetários, até o delineamento da nova forma de organização social para produção dos bens que a humanidade necessita.

Como a classe mais prejudicada é a trabalhadora, os pobres e minorias étnicas, raciais e etc, para evitar a degradação ainda maior que virá com certeza, precisam se organizar em conselhos populares e de defesa, pois os atritos entre classes irá se acirrar, e ir para as ruas lutar por melhores condições de vida. O melhor exemplo é o dos trabalhadores chilenos, nas ruas enfrentando todas as dificuldades e sem medo da repressão que virá.

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Mensagem por E.R » 06 Jul 2022, 22:12

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Mensagem por E.R » 07 Jul 2022, 08:43

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Boris Johnson renunciou hoje ao cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 07 Jul 2022, 17:21

O Jeff Daniels é um homem de palavra.

Crise imperialista
Operação russa empurra França para petróleo do Irã e da Venezuela
França procura desesperadamente o petróleo após embargos contra Rússia, se voltando ao Irã e à Venezuela para compra do combustível

ImagemNicolás Maduro e Ebrahim Raisi, presidentes de Irã e Venezuela, países oprimidos pelo Imperialismo. – Foto: Reprodução

Muitos países pobres e subdesenvolvidos que sobrevivem com a venda de petróleo e demais commodities, como produtos agrícolas e de origem mineral em estado bruto, por causa de sanções americanas, estavam sem comprador. Os americanos, que mandam e desmandam neste mundo, proibiram que muitos países comprassem petróleo e similares de países como Irã, Iraque, Venezuela, Cuba etc.

Com a eclosão de guerra da Ucrânia, agora o mundo deixou de comprar gás e demais commodities da Rússia, pois o inimigo público número 1, segundo os americanos, agora é a Rússia.

E quem é prejudicado com essa “estou de mal” com a Rússia? Países sem nenhum commodities, que dependem totalmente de importações, e não os americanos. Pois os EUA possuem commodities, e, quando querem, podem comprar o que querem e de quem quiser. O resto do mundo não tem essa vantagem.

Alguns países estão fazendo o possível para contornar a situação. Sem commodities da Rússia, produto bom e barato, muitos países estão no limbo.

É o caso da França. A imprensa capitalista soltou que um funcionário ligado ao governo francês disse que o governo Macron está cogitando comprar petróleo de Irã e Venezuela, países considerados “do mal” e dentro da lista de países bloqueados. Irã até está dentro da lista de “eixo do mal” declarado pelo ex-presidente americano George W. Bush.

Mas com a guerra da Ucrânia, a situação mudou. Sem os commodities da Rússia, precisam comprar de algum lugar. E quem apareceu na lista de prováveis fornecedores? Os países que até então estavam sendo desdenhados, oprimidos, agora são os candidatos a melhores amigos. Os países imperialistas fazem o que bem entendem, e são doutores em induzir o povo a pensar o que querem que pensem. Nesse sentido, a França, um país imperialista, mas pequeno e sem matérias primas, agora estuda negociar o petróleo com o Irã, segundo fontes sigilosas.

Dizendo de outro modo, a França está é com medo de que os produtos derivados de petróleo fiquem com preços proibitivos e intensifiquem a crise econômica já muito severa. Afinal, o povo francês é famoso por mobilizações em todo território nacional. Lembra dos coletes amarelos? Portanto, o governo francês está desesperado, procurando qualquer fornecedor de petróleo com preço atrativo.

Enfim, que país não quer um fornecedor bom e barato? Agora que foram obrigados a sancionar a Rússia por causa da guerra, por pressão da Otan, a França e demais países europeus estão preocupadíssimos em encontrar quaisquer fornecedores dos commodities que antes eram fornecidas pela Rússia.

Quem ganha com isso são os países que sofriam sanções devido ao humor do governo imperialista dos EUA, que agora cogita arrefecer as restrições. Esses países que sofriam embargos do governo americano agora sim podem vender, e talvez, poderão negociar o preço de seus commodities. Qualquer governo racional de um país oprimido irá pensar em aproveitar o momento para superar as dificuldades e diminuir os prejuízos impostos há anos.

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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 07 Jul 2022, 17:24

Esquerda
Presidente Luis Arce pede unidade diante reorganização da direita
Presidente boliviano afirmou que é hora de "trabalhar pela unidade de todas as organizações sociais"

ImagemA união dos movimentos populares é a única arma contra o golpismo imperialista na América Latina – https://www.oladooculto.com/noticias.php?id=189

No último fim de semana, na conferência da CSCIOB (Confederação Sindical de Comunidades Interculturais da Bolívia), o Presidente Luís Arce, do Movimento ao Socialismo (MAS), partido do ex-presidente boliviano Evo Morales; fez declarações significativas a respeito de pontos importantes da política, tanto para seu país como para o restante da América Latina, tais como o avanço da direita golpista e imperialista, a importância da mobilização de setores populares e a ascensão de governos ditos progressistas na região.

Lucho Arce, como é conhecido o presidente, afirmou em relação ao avanço da direita no país que o momento é de “trabalhar pela unidade de todas as organizações sociais” bolivianas, uma vez que a direita se aproveita de “algumas fragilidades” nesse sentido.

A declaração é bastante significativa, afinal, a união entre os movimentos sociais na Bolívia se provou vitoriosa diante da ofensiva neoliberal levada adiante por setores ligados ao imperialismo no país.

Em 2003, por exemplo, eclodiu a chamada Guerra do Gás: um movimento de caráter revolucionário, levado a diante pela união de movimentos sociais bolivianos ligados aos camponeses, indígenas e operários. Uma verdadeira insurreição que derrubou o governo de Gonzalo Sánchez de Lozada.

Conhecido como Goni, o então presidente decidiu entregar a exploração do gás boliviano para empresas de países imperialistas em acordo com o vizinho Chile, devido à saída desse país para o mar. O fato acarretou uma enorme insatisfação popular, que dirigidos pelas organizações sociais, tiveram êxito em literalmente expulsar Gonzalo para os Estados Unidos. O movimento abriu caminho para a eleição de Evo Morales em 2005.

Arce também ressaltou que “hoje, temos uma direita que está se rearticulando, se reorganizando e aproveitando algumas fragilidades que temos mostrado como instrumento político, e ela começa a ganhar terreno; isso deve nos chamar profundamente à reflexão hoje no debate político, irmãos”. O presidente completou apontando que na Bolívia, a “direita internacional e nacional” aproveitam a dispersão das organizações da esquerda para que prevaleçam seus interesses.

A ilusão e a capitulação de setores da esquerda pequeno-burguesa em relação à burguesia e ao imperialismo, é algo muito evidente também no Brasil, que vem caminhando para as eleições aderindo cada vez mais à política da chamada terceira via, que se utiliza do fantasma do bolsonarismo para manter essa falsa esquerda sob suas asas.

Foram também citados pelo presidente o “avanço dos setores populares e revolucionários na América Latina”, onde o “perigo persiste em cada um dos países onde se instalou um governo revolucionário e progressista”.

Os recentes governos ditos progressistas de Chile e Colômbia são a maior fonte de ilusão da pequeno-burguesia supostamente esquerdista no Brasil. Petro, o eleito da Colômbia, que escolheu a vice-presidente totalmente alinhada com a cartilha identitária, parece que seguirá o caminho do chileno Boric, que recentemente estreitou laços de amizade com Zelensky, o judeu nazista, que deixou a TV para atuar como fantoche da Otan na cada vez mais desnazificada Ucrânia.

Para reiterar seus pontos, o presidente finalizou: “É muito importante que tenhamos muita clareza sobre o contexto internacional para poder emitir critérios e entender a realidade nacional. Dentro do nosso país, a direita ainda está viva; os golpistas estão aí se articulando, a direita golpista não foi derrotada; vencemos as eleições, mas não derrotamos o golpismo de direita que ainda está na vanguarda e temos que entender isso perfeitamente para não errar nos próximos passos”. Ademais, complementou: “A classe dominante e o capitalismo querem que lutemos entre todos nós”.

Para os bolivianos, assim como para os brasileiros, o contexto do golpe de estado ainda não acabou. A própria ascensão de Arce ao poder se deu em um contexto de capitulação ao golpismo do MAS, quando houve a renúncia de Evo Morales em 2019 e a subida ao poder de Jeanine Añez. As manifestações populares que se seguiram após o ocorrido não tiveram apoio do partido.

No Brasil, assim como aponta Arce como sendo o caminho para a Bolívia, somente a união da esquerda combativa, que se opõe à política repressiva da terceira via, ao bolsonarismo e à falsa esquerda, e luta por Lula presidente, trazendo sua campanha para o terreno popular; será a única ferramenta de combate que terá sucesso contra o avanço imperialista e golpista da direita. Seja no Brasil, na Bolívia e em todo o resto da América Latina.

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Mensagem por E.R » 08 Jul 2022, 09:31

NOTÍCIAS
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022 ... argo.ghtml

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O ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, foi assassinado durante um comício para as eleições do Senado no próximo domingo.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 08 Jul 2022, 13:11

Crise se aprofunda
Crise na Ucrânia derruba primeiro-ministro do Reino Unido
Boris Johnson foi colocado no poder para acelerar o Brexit, sua política sempre foi a de linha auxiliar dos EUA, mas a crise do sistema não conseguiu sustentá-lo.

ImagemSua queda enfraquece a posição da Inglaterra na guerra, e marca mais uma vitória da Rússia contra o imperialismo de conjunto – Reprodução

Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou a sua já esperada renuncia ao cargo de líder do Partido Conservador inglês e assim, de Primeiro Ministro da Inglaterra. O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira após 48 horas o início das demissões em massa que levaram a saída de mais de 50 integrantes do governo, em uma das maiores crises políticas do último período no país. Com sua saída, um novo premiê conservador será escolhido até outubro, já que não há por enquanto perspectivas de uma eleição geral.

A queda de Boris Johnson

Boris Johnson confirmou em definitivo o fim de seu governo em um pronunciamento afirmando que “é claramente a vontade do grupo parlamentar conservador que haja um novo líder do partido e, portanto, um novo primeiro-ministro”. Tanto o ex-premiê como toda imprensa imperialista, buscam classificar a enorme crise no regime político inglês devido aos mais diversos escândalos que estouraram no país no último ano.

O novo ministro de finanças, Nadhim Zahawi, nomeado nesta terça-feira, afirmou em sua conta oficial no Twitter um pedido para a saída de Boris Johnson. “Primeiro-ministro: isso não é sustentável e só vai piorar: para você, para o Partido Conservador e o mais importante de tudo, para o país. Você deve fazer a coisa certa e ir agora”, declarou Zahawi.

As acusações, e inclusive investigações criminais, apontaram que Boris Johnson havia dado diversas festas em sua residência, enquanto o país estava sob o toque de recolher da pandemia. Além disso, parlamentares estariam insatisfeitos com lobbys que o governo inglês estaria fazendo com um setor da burguesia. Outra crise importante, foi os recentes escândalos de assédio sexual realizados por Chris Pincher, ex-vice-chefe, nomeado pelo primeiro-ministro do grupo Conservador.

Contudo, o que mais chama a atenção e que levou a recente saída do chefe do Tesouro, Rishi Sunak, como também do ministro da Saúde, Sajid Javid, nesta terça-feira, é a profunda crise social em que a Inglaterra se encontra, ainda mais após a crise da COVID-19.

“Um bumerangue lançado por ele mesmo”

Com uma inflação totalmente descontrolada, sendo a maior dos últimos 40 anos no Reino Unido, a uma taxa de 9% ao ano em maio, Boris Johnson deixou na pobreza milhares de famílias inglesas. Além disso, outro fator fundamental para crise é a guerra na Ucrânia, onde Boris Johnson, liderando um dos principais países imperialistas, está em confronto direto com a Rússia. Dessa maneira, com a guerra e com a dependência europeia envolvendo tanto a produção agrícola como também enérgica no leste europeu, o aumento nos preços dos alimentos e da energia foi inevitável.

A situação na realidade apenas começou a piorar, sendo que de acordo com dados econômicos, a crise energética e a inflação dos alimentos na Inglaterra irá rapidamente piorar até o final do ano, com um novo pico inflacionário. Assim, como afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova “Boris Johnson foi atingido por um bumerangue lançado por ele mesmo. Seus companheiros se viraram contra ele. A moral da história é: não tente destruir a Rússia. A Rússia não pode ser destruída. Você pode quebrar seus dentes ao bater nela – e se engasgar com eles.”

A saída de Boris Johnson, uma das principais lideranças do imperialismo, ascende mais uma vez a luz de alerta do imperialismo mundial. A guerra na Ucrânia e ação do governo russo para impedir o avanço da OTAN vem dando palco a maior crise do imperialismo no século. No interior dos principais países do bloco imperialista, a crise, a inflação, desemprego e miséria se espalham rapidamente. O problema para Boris Johnson não foi os escândalos de corrupção, um pretexto inventado pela imprensa imperialista, mas sim, a grande crise social e política, aprofundadas exponencialmente pelo envolvendo da Inglaterra na guerra contra a Rússia.

O bloco imperialista em crise

O imperialismo vê em um dos seus principais países do bloco a crise atingir níveis extremamente graves, ao mesmo tempo que seu principal aliado, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden tem em seu país uma das maiores crises da história norte-americana. O mesmo chegou a declarar que espera “continuar nossa estreita cooperação com o governo do Reino Unido, bem como com nossos aliados e parceiros em todo o mundo. Isso inclui manter uma abordagem forte e unida para apoiar o povo da Ucrânia, enquanto eles se defendem contra a brutal guerra de Putin contra a democracia, e responsabilizar a Rússia por suas ações”, revelando que o principal objetivo do imperialismo nesse momento é avançar a todo custo contra os países atrasados.

Do outro lado, as lamentações do fascista Zelensky, presidente golpista da Ucrânia foram grandes, demonstrando a enorme servidão que o seu governo tem em relação ao imperialismo de conjunto.

Boris Johnson foi uma representação da atual situação do imperialismo mundial. Seu governo, marcado pelo crescimento da extrema-direita, pela crise inflacionária e política, com o aumento da fome e da miséria e se envolvendo em uma guerra na qual o imperialismo já está derrotado contra a Rússia.

A queda do maior aliado dos Estados Unidos, enfraquece a posição do imperialismo na guerra, e marca mais uma vitória da Rússia contra o imperialismo de conjunto.

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Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 08 Jul 2022, 20:09

Greve
Crise dos combustíveis faz greves explodirem na Europa
Trabalhadores de petróleo noruegueses já seguem o exemplo de outros europeus que entraram em grve nas últimas semanas

ImagemCrise imperialista parece ter acordado a classe operária de todo o mundo – Foto: Reprodução

Toda a Europa tem enfrentado uma alta inflação inédita nas ultimas duas décadas. A energia teve uma inflação média de 42% na zona do euro, devido ao aumento do petróleo e do gás, e tem aumentado a inflação em todos os outros produtos.

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Gráfico 1: inflação dividida por setor na zona do euro até junho de 2022; 42% de inflação na energia, ~8% em todos os itens, alimentos, álcool e tabaco. Fonte: ec.europa.eu

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Gráfico 2: taxa de inflação por países medido através do HICP (Índice harmonizado de preços no consumidor). Fonte: ec.europa.eu

Houve um grande aumento das manifestações em todos os países europeus no mês de junho, como se pode olhar nas seguintes notícias:

19/06/2022 – Centenas de irlandeses manifestam-se contra a inflação
21/06/2022 – 80 mil se manifestam em Bruxelas contra o expansionismo da Otan e a carestia
25/06/2022 – Protestos antecedem cúpula do G7 na Alemanha
26/06/2022 – Miles de personas se manifiestan contra la OTAN en Madrid
05/07/2022 – Lamezia, il 6 luglio la protesta degli agricoltori calabresi: trattori in corteo dallo stadio Carlei a piazza Italia
05/07/2022 – Na Holanda, fazendeiros em protesto bloqueiam estradas


O setor relacionado a transporte teve uma grande quantidade de greves devido à baixa quantidade de funcionários e o aumento da demanda com as viagens de férias no verão, fora o baixo reajuste de salários frente a inflação. Então, houve uma série de greves como visto nas seguintes manchetes:

09/06/2022 – Greve dos estivadores alemães pode causar mais atrasos nos portos europeus
23/06/2022 – Outra greve nos principais portos alemães à medida que as negociações salariais fracassam novamente
01/07/2022 – Voos interrompidos na França devido à greve dos trabalhadores do aeroporto
05/07/2022 – Trabalhadores de petróleo e gás da Noruega encerram greve após intervenção do governo
05/07/2022 – SNCF faz greve para interromper fortemente as viagens de trem na França na quarta-feira

Por fim, trabalhadores de petróleo da Noruega entraram em greve nesta terça. E como a Europa está em uma crise energética, como por exemplo a ameaça de paralização de produção da grande indústria química BASF , os trabalhadores de petróleo e gás estão com uma grande força de negociação.

Classe operária toma as ruas

As manifestações e greves na Europa tendem a se espalhar por mais cidades e ter mais adesão dos trabalhadores e da pequena burguesia. Os trabalhadores estão insatisfeitos, pois as empresas não estão aumentando seus salários e a inflação tem diminuído consideravelmente o poder de compra. Já para o setor da pequena burguesia, o qual ao menos 10% deles sobrevivem através de empréstimos, agora vão enfrentar um acesso mais restrito ao crédito e com taxas de juros maiores.

A guerra da Ucrânia foi mais uma consequência da crise do capital. Ela ajudou a aumentar a inflação porém não é principal causa. A guerra apenas deixou mais explícito a crise do capitalismo.

A causa principal da inflação é a superprodução e o descompasso do sistema financeiro com o produtivo. A superprodução mundial ficou evidente anos atrás com a queda, ano a ano, do consumo do petróleo, o que levou a necessidade da OPEP em restringir sua produção. Associado a isso, os EUA e a Europa imprimiram uma grande quantidade de dinheiro desde 2008 para incentivar suas economias ou até mesmo mantê-las.

Enquanto isso, o imperialismo adotou políticas para atacar empresas concorrentes fora de seu controle, como por exemplo politicas liberais, comprando e fechando empresas estatais; políticas ambientais apoiadas pela grande mídia corporativa; lockdown; quarentenas e sanções. Após os anos do COVID, ficou mais exposto o aumento dos monopólios, aumento dos lucros das grandes empresas listadas na bolsa, enquanto as pequenas empresas passavam dificuldades.

Em resumo, o grande capital adotou um plano de demolição controlada da economia por alguns anos para diminuir a superprodução, aumentar seu monopólio e garantir as lucratividade de suas empresas monopolistas. Fora levar guerras locais para a China e a Rússia, assim, abalando fortemente seus principais oponentes econômicos. Porém, as vitórias da Rússia sobre o governo Zelensky e a boa reação da economia russa frente às sanções estão sendo duas grandes pedras no sapato do imperialismo.

Essas pedras mostraram a fraqueza econômica do imperialismo e abriu um maior espaço para negociações internacionais fora do dólar. Portanto, a quantidade de mercadorias negociadas por dólar diminuiu e, consequentemente, a moeda perdeu seu valor de compra principalmente sobre mercadorias essenciais como matérias primas, gás e petróleo.

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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 08 Jul 2022, 20:17

Cuba
Julgamentos em Cuba e a guerra não convencional
Como a imprensa burguesa age na propaganda contra Cuba

ImagemCuba – Foto: Reprodução

Por Marcia Choueri, correspondente internacional em Cuba

Cuba é, com toda certeza, um dos maiores alvos de mentiras, distorções e fake news, como se diz modernamente, divulgadas pela mídia burguesa e reproduzidas por meios “independentes”, inclusive alguns desavisados de uma esquerda ingênua ou, talvez, domesticada. E isso não é de agora. Muito antes de existirem a internet e as redes sociais, essa arma já era usada contra a Revolução Cubana. A Rádio e TV Martí, que pertencem à máfia de Miami, por exemplo, surgiram na década de 60.

Eles escondem qualquer informação favorável e, sempre que têm oportunidade, soltam “notícias” totalmente distorcidas sobre a Ilha. Foi o que fizeram estes dias, em relação ao julgamento de participantes do autodenominado Movimento de San Isidro, por ações praticadas em 2019 e 2021.

Lembremos o que aconteceu: entre 15 de agosto e 5 de setembro de 2019, um dos líderes do grupo, Luis Manuel Otero Alcántara, que se declara artista plástico, divulgou fotos e vídeos de si mesmo utilizando a bandeira cubana como toalha, inclusive sentado em um vaso sanitário. Segundo a lei vigente em Cuba, isso constitui crime de ultraje aos símbolos da pátria.

Além disso, os membros do grupo cometeram várias ações, que também divulgaram por redes sociais, injuriando e difamando autoridades e instituições da Ilha e sujando bustos de José Martí com sangue de porco. Atacar autoridades, instituições e a imagem de heróis e mártires de Cuba também é penalizado pela lei.

Depois, em 4 de abril de 2021, eles armaram uma cilada para produzir um vídeo, que foi imediatamente divulgado pelas redes sociais e por canais “independentes” de Miami, tentando criar uma situação de violência policial, o que, aliás, não conseguiram. Estes são os fatos:

Naquele momento, aqui em Cuba, era obrigatório o uso de máscaras em locais públicos. Uma das participantes do grupo, Juslid Justiz Lazo, passou pela rua com o rosto desprotegido, bem ao lado de uma viatura. Quando o policial, sem nem descer do carro, alertou-a para que pusesse a máscara, outro membro do grupo, Maikel Castillo, foi em direção a ele e começou a gritar, pra formar confusão. Até tentou entrar na viatura, mas não conseguiu.

O policial saiu do carro e lhe pediu os documentos, que ele se recusou a entregar, dizendo que não tinha, e gritando mais ainda, pra aumentar o show. O policial tentou contê-lo e levá-lo pra viatura, e foi quando os outros entraram em cena. Rasgaram a farda dos dois policiais – porque aí também já estava o parceiro, afinal, eles andam em duplas é pra isso mesmo -, bateram nos agentes, tentaram roubar a arma, enfim, um espetáculo para as mídias. Tudo isso está registrado nos próprios vídeos que eles gravaram.

Nesta ação, eles praticaram os crimes de atentado, desacato, resistência e desordem, como estão descritos no Código Penal em vigor em Cuba e praticamente em qualquer país.

Em consequência, entre os dias 30 e 31 de maio deste ano, foram julgados pelo Tribunal Municipal Popular de Centro Habana, em Cuba, os acusados Luis Manuel Otero Alcántara, Maikel Castillo Pérez, Félix Roque Delgado, e as acusadas Juslid Justiz Lazo e Reina Sierra Duvergel, pelos crimes de atentado, desacato, resistência ante a autoridade, desordem pública, difamação das instituições e organizações e dos heróis e mártires, e ultraje aos símbolos da pátria. O primeiro e o terceiro foram condenados a cinco anos de privação de liberdade; o segundo, a nove anos; as duas últimas, a 3 anos, que poderão cumprir em liberdade, desde que não pratiquem outros atos ilegais nesse período. Todas essas sentenças então sujeitas a recurso.

O que eu descrevi são fatos comprovados com imagens publicadas pelos próprios acusados. Eles foram julgados por um tribunal legítimo, sem pressa – veja as datas dos fatos – e receberam as penas previstas no Código Penal em vigor. Tudo dentro dos ritos e prazos previstos. Como é óbvio, eles estavam conscientes do peso de seus atos e das consequências, porque a lei é pública.

Os grandes e poderosos meios de comunicação internacionais, entretanto, usaram esse julgamento para dizer que Cuba desrespeita os direitos humanos. Como sempre, eles invertem a lógica do direito, para fazer valer a interpretação que lhes interessa.

Neste caso, em que os fatos estão amplamente comprovados por imagens divulgadas pelos próprios autores, em que se cumpriram todos os passos para garantir amplo direito à defesa, em que se aplicaram estritamente os termos da lei; eles acusam de violação.

Vamos fazer uma comparação simples: nos julgamentos contra o Lula, em que não havia nenhuma prova, em que se violaram todos os princípios básicos do direito, a ação criminosa da mídia convenceu uma grande maioria de que ele era culpado. Ou outra: quando um membro do STF toma uma decisão totalmente arbitrária contra uma organização política como o PCO, suspendendo seus canais de comunicação e mídias, tentando amordaçá-lo e infringindo os seus direitos e os de todos os cidadãos que também têm direito a ter acesso a essa informação; até uma certa “esquerda” – como eu disse, ingênua ou domesticada – se confunde e apoia a ilegalidade.

Mas essas “notícias” sobre o julgamento, que também saíram no Brasil, têm um outro aspecto que provoca até asco em quem tem alguma ética: a hipocrisia dos meios de comunicação. Em bom brasileiro, os caras primeiro provocaram os policiais, depois resistiram à ordem de entrar na viatura, bateram nos agentes, rasgaram a farda, tentaram roubar uma arma… Imagine um jovem negro brasileiro fazendo isso! Ele nunca sairia vivo dessa experiência. Ou um jovem colombiano, ou chileno. O vídeo mostra que o policial cubano nem tirou o cassetete do cinto, não fez nenhum gesto violento. E a imprensa, que quer virar esse assunto pelo avesso, acusando Cuba, é a mesma imprensa que se calou e enriqueceu durante a ditadura, quando os jovens que lutavam pelos direitos do povo brasileiro eram sequestrados pelas forças de segurança na calada da noite, assassinados ou “desaparecidos”. É a mesma imprensa que se cala ante os homicídios diários praticados pelas PMs do Brasil.

Por outro lado, desde quando é importante, para a mídia internacional, um julgamento por delitos comuns em um tribunal municipal em Havana? Julgamento, aliás, que ainda está sujeito a recursos. A intenção é evidente. Trata-se de mais um lance no tabuleiro da guerra não convencional contra Cuba. Serve para justificar as ações contra a Ilha em organismos internacionais, com o pretexto de que aqui não se respeitam os direitos humanos. Serve, em última análise, para justificar o bloqueio norte-americano, esse crime que já dura mais de 60 anos e impõe escassez e inúmeras dificuldades cotidianas a quem vive na Ilha.

Neste caso, de novo, a grande imprensa burguesa simplesmente está servindo aos interesses do imperialismo. Como sempre!

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Conflito Israel-Palestina

Mensagem por Chapolin Gremista » 08 Jul 2022, 20:57

Pelo fim do Estado de Israel
Mais um palestino assassinado pelos israelenses na Cisjordânia
Total, no primeiro semestre deste ano, chegou a 60 jovens assassinados pelas forças fascistas do país

ImagemRafiq Riyad Ghanam, Mohamed Mari, Kamel Alawnah, Mohamed Hamed e Ghofran Wasrana – Foto: Reprodução

No último dia 06 de julho, mais jovens palestinos foram mortos pelos soldados israelenses: Rafiq Riyad Ghanam, de 20 anos; Kamel Alawnah, de 19 anos; e Mohamed Mari foram assassinados na cidade de Jenin.

No dia anterior, os israelenses já haviam assassinado outro jovem de 20 anos na cidade de Jaba, na Cisjordânia ocupada, além de Mohamed Hamaed, de 16 anos, na cidade de Hamallah. Também um dia antes, um homem de 32 anos foi espancado até a morte por tropas de Tel Aviv enquanto tentava atravessar o território israelense pelo setor de Tulkarem.

Segundo a família de Rafiq, ele estava em frente de sua casa conversando com amigos quando foi preso junto com outros jovens da comunidade. Então, foi baleado e, depois, colocado em um saco plástico antes de levarem o corpo.

Os soldados israelenses fazem a “patrulha” fortemente armados e qualquer pessoa, a qualquer momento, pode ser vítima dos seus ataques, incluindo mulheres, crianças, idosos, como podem ver neste vídeo do Palestinahoy no Instagram.

https://www.instagram.com/palestinahoy/ ... be6c0de33e

Também matam jornalistas, como em maio deste ano, quando a jornalista palestina e norte-americana Shireen Abu Akleh foi morta por soldados mesmo estando identificada. Como se não bastasse, posteriormente, os soldados atacaram seu enterro devido a manifestação em que o cortejo se transformou. Em junho, outra jornalista palestina, Ghofran Warasnah, de 31 anos, foi assassinada com um tiro no peito. O grupo de médicos do Crescente Vermelho palestino foi impedido de prestar socorros por 20 minutos à jornalista que, antes de chegar no hospital, faleceu.

Segundo o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas nos territórios ocupados, só no primeiro semestre deste ano, os israelenses mataram 60 palestinos na Cisjordânia, sendo que 14 eram menores de idade. Em 2021, ao menos 86 crianças palestinas foram mortas por ações das forças israelenses. É uma violência que está escalando a cada dia.

O Estado de Israel é uma ditadura fascista que existe há 74 anos. Precisa ser extinto. Não existe outra forma de acabar com o genocídio dos palestinos pelo estado sionista de Israel, senão pela reconstrução de um estado que deve ser laico, onde cada povo deverá ter o direito às suas crenças, sem perseguição, torturas ou mortes.

Tanto é um governo genocida que, em 1946, os judeus eram 600 mil dentro de uma população de 1,9 milhão de pessoas, representando 30% do total. Hoje, os palestinos são 25% de um total de 9 milhões de pessoas em Israel. Cada vez mais, fica claro que o estado de Israel serve para oprimir os povos palestinos da região, bem como estabelece um posto militar avançados dos EUA no Oriente Médio.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... sjordania/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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