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A torcida do Flamengo parece que não vai aceitar de braços cruzados a saída de Zico. Uma manifestação já foi marcada para as 15:00 desta sexta-feira, em frente à sede da Gávea. O protesto, que pede a permanência do ex-jogador como diretor executivo do clube, surgiu no Orkut. O evento foi convocado pelo perfil "Com Zico Pelo Flamengo", que conta com mais de 204 mil seguidores.
No Twitter, internautas passaram a pedir para que todos os rubro-negros mudassem sua foto para uma do ídolo. Além disso, a expressão #ficazico entrou nos trendig topics (principais temas) do Brasil - ou seja, ficou entre as expressões que estão sendo mais digitadas no Twitter levando em conta o país inteiro. Pouco depois, apenas a palavra "Zico" também aparecia na lista.
Outro detalhe é que
a ira dos torcedores rubro-negros, pelo menos no mundo digital, se voltou para Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo. Presidente do Conselho Fiscal, ele é autor de denúncias contra Zico e, no entendimento da torcida, o principal responsável pela demissão do Galo. O nome de Leonardo Ribeiro também figura nos trending topics. Os flamenguistas estão usando o Twitter para hostilizar e até ameaçar o ex-chefe de torcida.
Poucas horas antes de comunicar a decisão, o diretor executivo conversou com José Carlos Dias. O ex-vice de finanças foi quem arquitetou a volta dele ao Fla, e notou o ex-craque desgostoso, prestes a desistir do projeto.
- Os que deixaram o Flamengo sem talão de cheques são os mesmos que batem no Zico. Sinto vergonha do que fizeram com o Júnior em 2004 e do que fazem com o Zico agora. Querem derrubar a maior reserva moral do clube a troco de nada. Quem vai ser o próximo ? - disse, em tom indiganado
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Outro ídolo da história rubro-negra, Júnior teve problemas semelhantes em 2004. Contratado por Marcio Braga para gerir profissionalmente o Fla-Futebol, ele sofreu com o boicote deliberado da ala amadora da diretoria por causa de meia dúzia de maus resultados.
O caso emblemático ocorreu na contratação do atacante Dimba, conduzida pelo vice-geral Arthur Rocha sem o consentimento do departamento de futebol. Diante do desconforto que a situação causou, Rocha não se fez de rogado e avisou que o "marujo", referindo-se a Júnior, não deveria se meter nas ordens do comandante.
Desta vez, em tom mais brando, o vice-geral
Hélio Ferraz disse que haveria cobrança sobre o piloto (Zico). Era um claro sinal de que a diretoria não estava satisfeita com o trabalho.
Nada foi capaz de abalar o prestígio do ídolo com a torcida. Na internet surgiu o movimento "Com Zico Pelo Flamengo", que visava a apoiá-lo irrestritamente na tentativa de mudar o Flamengo. Nas redes sociais houve comoção instantânea assim que a notícia se espalhou.
Quando Zico foi contratado esse ano, disseram :
- Pronto, a Patrícia conseguiu a blindagem que precisava.
A frase foi dita por um dos conselheiros da oposição assim que Zico aceitou o cargo de diretor-executivo do futebol rubro-negro. E foi assim nesses quatro meses. Patrícia Amorim teve um início de mandato conturbado, com mil e um problemas no futebol que terminaram com a saída do vice de futebol Marcos Braz e do técnico Andrade no meio da disputa da Taça Libertadores.
A eliminação nas quartas de final e
o "abandono" por quase dois meses do departamento de futebol aumentaram a pressão. A oposição preparava ataques ferozes à Patrícia e a sensação era de que pretendiam tirá-la à força da cadeira de presidente. Mas, habilmente, a dirigente conseguiu o melhor escudo : o maior ídolo da história rubro-negra para auxiliá-la.
Só que nem Zico ficou imune aos questionamentos. E a mira voltou-se contra ele rápido demais. Patrícia chegou a dizer que ele estava "assustado" com a avalanche de questionamentos e garantiu que o bancaria. Sabia que, no fundo, ele era uma grande segurança política. Que já não existe mais e novamente colocará a capacidade dela de administrar crises à prova.
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Ele já foi chefe de torcida, vice-presidente da Federação de Futebol do Rio (Ferj) e candidato a presidência do Flamengo. Mas nunca Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, esteve tão em evidência. Conhecido pelo temperamento expansivo, o presidente do Conselho Fiscal se tornou o principal desafeto de Zico nos quatro meses em que o maior ídolo rubro-negro comandou o futebol do clube.
Capitão Léo e controvérsia são termos próximos. Há duas semanas, o dirigente foi preso no Engenhão acusado de desacatar o policiamento – e dormiu 48 horas na cadeia. Na Gávea, sua lista de confrontos é extensa. Ele foi reeleito presidente do Conselho Fiscal em março – numa disputa contra Sebastião Pedrezzi em que não houve candidato da situação (a presidente Patrícia Amorim declarou que o cargo deveria ficar com a oposição por sua natureza).
No ano passado, Capitão Léo foi protagonista de cena bizarra com com o então presidente Márcio Braga - por conta da aprovação das contas no Conselho Fiscal. Uma entrevista coletiva de Márcio Braga foi interrompida por Capitão Léo que, aos berros, dizia que não concordava com os números apresentados e dizia que o presidente era “mentiroso”.
A história do dirigente no Flamengo é extensa. Durante muito tempo, e
le foi líder da Torcida Jovem do Flamengo – e nos anos 90 entrou para a política do clube. Formado em advocacia, fez contatos politicos e se tornou representante do Flamengo na Federação do Rio. Os contatos prosperaram e Léo ganhou um cargo ainda na gestão Eduardo Vianna (o Caixa D’Água). Até 2007 permaneceu em uma das inúmeras vice-presidências da Ferj – a de Controle Interno.
No Flamengo, a força política do dirigente-torcedor também cresceu.
Em 1999, ele foi um dos responsáveis pelo afastamento do ex-goleiro Gilmar Rinaldi (hoje agente de Adriano), que havia sido contratado como superintendente de futebol do clube.
- Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político.
Tinha jogador dando dinheiro para torcedor… eu me recusei e fui perseguido - disse Gilmar Rinaldi na época.
Ainda em 1999, Capitão Léo foi um dos principais responsáveis pela aprovação das contas do então presidente Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal.
- A Jovem Fla garantiu 32 dos 146 votos no Conselho - disse Léo na época.
Edmundo foi reeleito com apoio das organizadas em 2000 para, pouco menos de dois anos depois, ser ejetado via impeachment. O poder político de Léo, porém, não diminuiu. Ele conseguiu ser eleito presidente do Conselho Fiscal na gestão Márcio Braga. Foi nesse posto que acabou questionando Zico, tornando-se um dos protagonistas da crise rubro-negra atual.
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Fora
César Augsuto Sansão ! Fora
Leonardo Ribeiro (
Capitão Léo) ! Fora
Hélio Ferraz ! Fora, seus ratos imundos !
Vai tomar no c***, Caio Barbosa ! Vai tomar no c*** Renato Maurício Prado e seu comparsa Dunshee imundo !
