DC Comics
Tópico para falar de Batman, Mulher Maravilha, Superman, Lanterna Verde, Flash, Aquaman e outros super-heróis da DC
- Antonio Felipe
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Re: DC Comics
A Ana Maria Bahiana elogiou bastante o filme, no Twitter. Disse coisas como "o terceiro ato perfeito", "joguem tomates na Academia se ignorarem o Nolan", "Anne Hathaway muito bem", "tudo encaixa direitinho". E recomendou fortemente ver os dois filmes anteriores, pra melhor assimilar o TDKR.
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Re: DC Comics
http://www.istoe.com.br/reportagens/221 ... IMO+BATMAN
À frente de uma das franquias mais bem-sucedidas de Hollywood, o diretor inglês Christopher Nolan lança neste mês, um dos filme mais aguardados de 2012 : “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, superprodução de US$ 250 milhões.
Conhecido por filmes-cabeça como “Amnésia” e “A Origem”, o diretor elevou de patamar as aventuras de super-heróis, sempre associadas à mera diversão comercial.
No último capítulo da trilogia que ele iniciou em 2005 (com estreia no Brasil no dia 27 de julho de 2012), Christopher Nolan promete ir mais longe, contrariando as expectativas de quem espera um óbvio desfecho ao personagem criado pelo desenhista Bob Kane: “Não queríamos concluir a franquia com um simples episódio de Batman. Queríamos uma história consistente, que significasse algo.”
Além de vislumbrar uma Gotham City ainda mais sombria que a habitual, Christopher Nolan trouxe de volta a Mulher-Gato (agora vivida por Anne Hathaway) e colocou em cena um vilão dos mais bárbaros para infernizar a vida de Bruce Wayne/Batman (Christian Bale).
“A escolha do inimigo foi muito importante, porque a ideia era colocar um adversário dotado de força bruta. Pela primeira vez, ele estará diante de alguém capaz de vencê-lo fisicamente”, disse Christopher Nolan, referindo-se ao personagem Bane. Vivido por Tom Hardy, o criminoso Bane é um terrorista truculento que usa uma máscara de gás programada para liberar um tipo de anestésico – só assim consegue sobreviver à dor dos ferimentos causados em seu rosto anos atrás.
Nos quadrinhos, é Bane quem deixa Batman paralítico, fraturando a coluna do herói. Dá para imaginar o que ele apronta no filme. O desfecho da trilogia retoma a história de Bruce Wayne/Batman oito anos depois do ponto em que o filme anterior parou. Mergulhado em um exílio voluntário por se culpar pela morte da sua ex-namorada e por ter assumido a responsabilidade pelo assassinato do promotor público da cidade, o bilionário veste novamente a capa e a máscara do super-herói diante das ameaças de Bane, que lidera uma revolta de classes em Gotham City. “Não considero o filme político, ainda que muitos o encarem assim. Se há ressonância com o mundo atual, ela se deve à forma verdadeira como construímos a história”, diz Nolan.
Essa ambivalência acompanha a conhecida dualidade do Cavaleiro das Trevas. “O que eu mais admiro nele é o fato de estar sempre no limite de se tornar o vilão da história”, afirma Christian Bale, que alinha o personagem entre os seus melhores trabalhos. “Batman representa um período muito importante na minha vida. Fico feliz por termos conseguido chegar ao terceiro filme, mas se Christopher Nolan diz que é o momento de dizer adeus, então a hora chegou”, diz o ator, fascinado com a faceta obscura do super-herói.
Foi devido à visibilidade alcançada nas aventuras da série que Christian Bale conseguiu papéis como os de “O Vencedor”, pelo qual ganhou um Oscar de melhor coadjuvante em 2011.
O maior retorno, contudo, não vem dos prêmios, mas da bilheteria. Para os especialistas em números do mercado cinematográfico, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” deverá repetir a façanha do título anterior, batendo a marca de US$ 1 bilhão no box office. É o que prevê Wendy Mitchell, editora da publicação especializada “Screen International”: “Não será surpresa se ele receber uma indicação ao Oscar de melhor filme, algo raro para o gênero de super-herói.” Wendy Mitchell acha, no entanto, que ainda que queira será difícil para a Warner retomar a franquia no futuro: “A trilogia de Nolan ficará por muito tempo viva na nossa memória. Será preciso talvez mais de uma década para que alguém se arrisque a dirigir um novo Batman.”
À frente de uma das franquias mais bem-sucedidas de Hollywood, o diretor inglês Christopher Nolan lança neste mês, um dos filme mais aguardados de 2012 : “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”, superprodução de US$ 250 milhões.
Conhecido por filmes-cabeça como “Amnésia” e “A Origem”, o diretor elevou de patamar as aventuras de super-heróis, sempre associadas à mera diversão comercial.
No último capítulo da trilogia que ele iniciou em 2005 (com estreia no Brasil no dia 27 de julho de 2012), Christopher Nolan promete ir mais longe, contrariando as expectativas de quem espera um óbvio desfecho ao personagem criado pelo desenhista Bob Kane: “Não queríamos concluir a franquia com um simples episódio de Batman. Queríamos uma história consistente, que significasse algo.”
Além de vislumbrar uma Gotham City ainda mais sombria que a habitual, Christopher Nolan trouxe de volta a Mulher-Gato (agora vivida por Anne Hathaway) e colocou em cena um vilão dos mais bárbaros para infernizar a vida de Bruce Wayne/Batman (Christian Bale).
“A escolha do inimigo foi muito importante, porque a ideia era colocar um adversário dotado de força bruta. Pela primeira vez, ele estará diante de alguém capaz de vencê-lo fisicamente”, disse Christopher Nolan, referindo-se ao personagem Bane. Vivido por Tom Hardy, o criminoso Bane é um terrorista truculento que usa uma máscara de gás programada para liberar um tipo de anestésico – só assim consegue sobreviver à dor dos ferimentos causados em seu rosto anos atrás.
Nos quadrinhos, é Bane quem deixa Batman paralítico, fraturando a coluna do herói. Dá para imaginar o que ele apronta no filme. O desfecho da trilogia retoma a história de Bruce Wayne/Batman oito anos depois do ponto em que o filme anterior parou. Mergulhado em um exílio voluntário por se culpar pela morte da sua ex-namorada e por ter assumido a responsabilidade pelo assassinato do promotor público da cidade, o bilionário veste novamente a capa e a máscara do super-herói diante das ameaças de Bane, que lidera uma revolta de classes em Gotham City. “Não considero o filme político, ainda que muitos o encarem assim. Se há ressonância com o mundo atual, ela se deve à forma verdadeira como construímos a história”, diz Nolan.
Essa ambivalência acompanha a conhecida dualidade do Cavaleiro das Trevas. “O que eu mais admiro nele é o fato de estar sempre no limite de se tornar o vilão da história”, afirma Christian Bale, que alinha o personagem entre os seus melhores trabalhos. “Batman representa um período muito importante na minha vida. Fico feliz por termos conseguido chegar ao terceiro filme, mas se Christopher Nolan diz que é o momento de dizer adeus, então a hora chegou”, diz o ator, fascinado com a faceta obscura do super-herói.
Foi devido à visibilidade alcançada nas aventuras da série que Christian Bale conseguiu papéis como os de “O Vencedor”, pelo qual ganhou um Oscar de melhor coadjuvante em 2011.
O maior retorno, contudo, não vem dos prêmios, mas da bilheteria. Para os especialistas em números do mercado cinematográfico, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” deverá repetir a façanha do título anterior, batendo a marca de US$ 1 bilhão no box office. É o que prevê Wendy Mitchell, editora da publicação especializada “Screen International”: “Não será surpresa se ele receber uma indicação ao Oscar de melhor filme, algo raro para o gênero de super-herói.” Wendy Mitchell acha, no entanto, que ainda que queira será difícil para a Warner retomar a franquia no futuro: “A trilogia de Nolan ficará por muito tempo viva na nossa memória. Será preciso talvez mais de uma década para que alguém se arrisque a dirigir um novo Batman.”



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Re: DC Comics
FOLHA
Crítica de Rodrigo Salem
Se "Batman - O Cavaleiro das Trevas" mostrou que uma adaptação de quadrinhos para o cinema não precisa seguir as fórmulas hollywoodianas de sempre, sua continuação destrói de vez qualquer clichê do gênero (cuidado, há spoilers do filme adiante).
"Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", terceiro capítulo da saga iniciada com "Batman Begins" (2005), é a adaptação de gibi mais corajosa de todos os tempos. Para começo de conversa, dura 2h45, diminuindo o número de sessões diárias e, consequentemente, o lucro do fim de semana.
O procedimento padrão para uma franquia que já rendeu perto dos US$ 2 bilhões seria lançar um longa de menos de duas horas para produzir números impressionantes (ou enganadores) e render manchetes do tipo "Novo Batman bate recordes de bilheteria."
Mas isso nunca foi o objetivo do diretor Christopher Nolan quando ele foi chamado para recuperar o personagem maltratado nos extravagantes e risíveis "Batman Eternamente" e "Batman & Robin".
Em "Batman Begins", o inglês ousou jogar Batman em um mundo realista, dando tanta importância à sua identidade secreta, o playboy Bruce Wayne (Christian Bale), quanto aos gadgets usados pelo herói.
É o que nos leva à segunda decisão mais corajosa de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Nolan ousa ao dirigir um filme do Batman, sem o Batman. Ele potencializa os temas de "Batman Begins" sobre terrorismo e ideologias radicais, dedica-se ao homem por trás da máscara e termina o ciclo de forma perfeita.
Obviamente que há adaptações tão complexas e violentas quanto "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", mas todas elas já trazem essa bagagem do material original --caso de "Kick Ass" (2010), "Estrada para Perdição" (2002) ou "Ghost World" (2001).

Não é o caso de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". O roteiro original de Nolan e de seu irmão, Jonathan, pinça um vilão medíocre das HQs e o transforma em uma assustadora força da natureza com propósito de reflexo real. Bane (Tom Hardy, cada vez mais especializado em papéis que exigem um físico absurdo) não é um supervilão alimentado por uma droga que aumenta sua força, como nas HQs.
Ele é um ex-membro da Liga dos Assassinos, a mesma que treinou Bruce Wayne e era liderada por Ra's Al Ghul (Liam Neeson), e um terrorista com ideais populistas --a máscara que cobre seu rosto libera um gás analgésico para o "vilão" suportar um trauma violento do passado.
Em determinado momento, Bane arma um plano para transformar Gotham em um exemplo para o mundo, invocando frases como "o poder para o povo", "políticos corruptos e elite sanguessuga" e roubando o prédio da bolsa. Bane é a revolta popular contra a crise, mas seria a saída correta?
Nolan diz que as ideias de lutas de classes do roteiro vêm de "Um Conto de Duas Cidades", de Charles Dickens. Mas não há como deixar a parábola de lado com o que acontece no mundo de lado de cá dos livros nos últimos três anos. O poder do povo derrubou um ditador no Egito, mas os novos governantes são tão criticados pelo povo quanto o anteriores. Occupy Wall Street perde participação popular contra banqueiros.
Provocar o espectador ao ponto de questionar revoltas populares é o centro nervoso do longa. E como inserir o Batman nesta equação? A resposta de Nolan foi ainda mais descabida: ele simplesmente deixa o herói de lado e aposta nos personagens secundários.
Wayne já começa o filme com um estado físico de dar inveja a Gregory House, o médico manco de "House". Oito anos se passaram desde que o herói assumiu o assassinato do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart) para proteger os ideais éticos do morto. O encapuzado nunca mais foi visto e é procurado pela polícia de Gotham, apesar do comissário Gordon (Gary Oldman) saber toda a verdade sobre o caso.

Quando Selina Kyle (Anne Hathaway), uma famosa ladra, tenta roubar o colar de pérolas que pertencia a matriarca dos Wayne, o herói reencontra a faísca que faltava para voltar às ruas. Mas é tarde demais: Bane prepara um esquema que coloca Gotham inteira a seus pés e leva Batman a seu encontro no que é a luta mais brutal de gibi no cinema.
Entram em cena o policial vivido por Joseph Gordon-Levitt ("A Origem"), Gordon e a própria Selina Kyle. Os três procuram proteger o verdadeiro cidadão de Gotham contra seu novo "ditador", organizando milícias e resistências. Neste momento, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" vira um filme de guerrilha urbana, mais conectado com "A Batalha de Argel" (1966) ou "Falcão Negro em Perigo" (2001).
Nolan faz seu terceiro Batman ter uma conclusão épica e até chocante. Não chega a ser superior ao anterior "Cavaleiro das Trevas", não tem tantas cenas de ação de cair o queixo, mas é tão íntegro quanto. Sua maior arma? A liberdade (gerada pelo sucesso de suas produções, claro) para não tratar o personagem como um ícone para vender brinquedos.
O "Batman" de Christopher Nolan vai ficar na história como uma das maiores trilogias do cinema, e não apenas do gênero de super-herói. Afinal, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" é tudo, menos um filme de herói.
Crítica de Rodrigo Salem
Se "Batman - O Cavaleiro das Trevas" mostrou que uma adaptação de quadrinhos para o cinema não precisa seguir as fórmulas hollywoodianas de sempre, sua continuação destrói de vez qualquer clichê do gênero (cuidado, há spoilers do filme adiante).
"Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", terceiro capítulo da saga iniciada com "Batman Begins" (2005), é a adaptação de gibi mais corajosa de todos os tempos. Para começo de conversa, dura 2h45, diminuindo o número de sessões diárias e, consequentemente, o lucro do fim de semana.
O procedimento padrão para uma franquia que já rendeu perto dos US$ 2 bilhões seria lançar um longa de menos de duas horas para produzir números impressionantes (ou enganadores) e render manchetes do tipo "Novo Batman bate recordes de bilheteria."
Mas isso nunca foi o objetivo do diretor Christopher Nolan quando ele foi chamado para recuperar o personagem maltratado nos extravagantes e risíveis "Batman Eternamente" e "Batman & Robin".
Em "Batman Begins", o inglês ousou jogar Batman em um mundo realista, dando tanta importância à sua identidade secreta, o playboy Bruce Wayne (Christian Bale), quanto aos gadgets usados pelo herói.
É o que nos leva à segunda decisão mais corajosa de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". Nolan ousa ao dirigir um filme do Batman, sem o Batman. Ele potencializa os temas de "Batman Begins" sobre terrorismo e ideologias radicais, dedica-se ao homem por trás da máscara e termina o ciclo de forma perfeita.
Obviamente que há adaptações tão complexas e violentas quanto "O Cavaleiro das Trevas Ressurge", mas todas elas já trazem essa bagagem do material original --caso de "Kick Ass" (2010), "Estrada para Perdição" (2002) ou "Ghost World" (2001).

Não é o caso de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge". O roteiro original de Nolan e de seu irmão, Jonathan, pinça um vilão medíocre das HQs e o transforma em uma assustadora força da natureza com propósito de reflexo real. Bane (Tom Hardy, cada vez mais especializado em papéis que exigem um físico absurdo) não é um supervilão alimentado por uma droga que aumenta sua força, como nas HQs.
Ele é um ex-membro da Liga dos Assassinos, a mesma que treinou Bruce Wayne e era liderada por Ra's Al Ghul (Liam Neeson), e um terrorista com ideais populistas --a máscara que cobre seu rosto libera um gás analgésico para o "vilão" suportar um trauma violento do passado.
Em determinado momento, Bane arma um plano para transformar Gotham em um exemplo para o mundo, invocando frases como "o poder para o povo", "políticos corruptos e elite sanguessuga" e roubando o prédio da bolsa. Bane é a revolta popular contra a crise, mas seria a saída correta?
Nolan diz que as ideias de lutas de classes do roteiro vêm de "Um Conto de Duas Cidades", de Charles Dickens. Mas não há como deixar a parábola de lado com o que acontece no mundo de lado de cá dos livros nos últimos três anos. O poder do povo derrubou um ditador no Egito, mas os novos governantes são tão criticados pelo povo quanto o anteriores. Occupy Wall Street perde participação popular contra banqueiros.
Provocar o espectador ao ponto de questionar revoltas populares é o centro nervoso do longa. E como inserir o Batman nesta equação? A resposta de Nolan foi ainda mais descabida: ele simplesmente deixa o herói de lado e aposta nos personagens secundários.
Wayne já começa o filme com um estado físico de dar inveja a Gregory House, o médico manco de "House". Oito anos se passaram desde que o herói assumiu o assassinato do promotor Harvey Dent (Aaron Eckhart) para proteger os ideais éticos do morto. O encapuzado nunca mais foi visto e é procurado pela polícia de Gotham, apesar do comissário Gordon (Gary Oldman) saber toda a verdade sobre o caso.

Quando Selina Kyle (Anne Hathaway), uma famosa ladra, tenta roubar o colar de pérolas que pertencia a matriarca dos Wayne, o herói reencontra a faísca que faltava para voltar às ruas. Mas é tarde demais: Bane prepara um esquema que coloca Gotham inteira a seus pés e leva Batman a seu encontro no que é a luta mais brutal de gibi no cinema.
Entram em cena o policial vivido por Joseph Gordon-Levitt ("A Origem"), Gordon e a própria Selina Kyle. Os três procuram proteger o verdadeiro cidadão de Gotham contra seu novo "ditador", organizando milícias e resistências. Neste momento, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" vira um filme de guerrilha urbana, mais conectado com "A Batalha de Argel" (1966) ou "Falcão Negro em Perigo" (2001).
Nolan faz seu terceiro Batman ter uma conclusão épica e até chocante. Não chega a ser superior ao anterior "Cavaleiro das Trevas", não tem tantas cenas de ação de cair o queixo, mas é tão íntegro quanto. Sua maior arma? A liberdade (gerada pelo sucesso de suas produções, claro) para não tratar o personagem como um ícone para vender brinquedos.
O "Batman" de Christopher Nolan vai ficar na história como uma das maiores trilogias do cinema, e não apenas do gênero de super-herói. Afinal, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge" é tudo, menos um filme de herói.
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Re: DC Comics
Por isso é triste.
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Re: DC Comics
Assisti o "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge" na última sexta-feira.
Gostei do começo do filme, mas a reta final do filme me decepcionou um pouco (só o que me surpreendeu foi o nome verdadeiro do policial amigo do Bruce ser o do conhecido parceiro de aventuras), de resto... tava na cara que uma das personagens do filme era a vilã principal (recurso utilizado no primeiro filme da trilogia). Tem umas coisas que não ficaram muito bem feitas, tipo, o Batman leva uma facada e depois continua em batalha (nem lembro se vi sair sangue), a forma (muito rápida) como Bane é derrotado pela Mulher Gato. E Batman ter escapado com vida (como é que ele conseguiu ?)
Quem rouba a cena no filme é Michael Caine, todas as cenas com Alfred são as mais emotivas do filme.
E o diretor gosta do Cillian Murphy, hein ! Fez ele aparecer nos três filmes. Espero que o vilão interpretado por ele tenha sido preso depois pela polícia de Gotham, depois de dar uma de "juiz".
Tem algumas questões do filme que ficam no ar : a Selina é bissexual ? O policial passa a assumir o posto de herói da cidade depois que o Bruce se aposenta ?
Gostei do começo do filme, mas a reta final do filme me decepcionou um pouco (só o que me surpreendeu foi o nome verdadeiro do policial amigo do Bruce ser o do conhecido parceiro de aventuras), de resto... tava na cara que uma das personagens do filme era a vilã principal (recurso utilizado no primeiro filme da trilogia). Tem umas coisas que não ficaram muito bem feitas, tipo, o Batman leva uma facada e depois continua em batalha (nem lembro se vi sair sangue), a forma (muito rápida) como Bane é derrotado pela Mulher Gato. E Batman ter escapado com vida (como é que ele conseguiu ?)
Quem rouba a cena no filme é Michael Caine, todas as cenas com Alfred são as mais emotivas do filme.
E o diretor gosta do Cillian Murphy, hein ! Fez ele aparecer nos três filmes. Espero que o vilão interpretado por ele tenha sido preso depois pela polícia de Gotham, depois de dar uma de "juiz".
Tem algumas questões do filme que ficam no ar : a Selina é bissexual ? O policial passa a assumir o posto de herói da cidade depois que o Bruce se aposenta ?



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Re: DC Comics
Da proxima vez que tu ver um filme, te reduz ao teu mundo ou guarda nas cuecas essa vontade louca de ser spoiler.
Já fez isso com o filme do homem aranha, agora de novo.
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Re: DC Comics
Ou seja, em tópicos de filmes, não comentem sobre filmes...
Nada a ver ué... Se não quer saber o que acontece no filme, só não ler o post. Mas não tem problema nenhum o pessoal que já viu ficar comentando e discutindo aqui no fórum.
Nada a ver ué... Se não quer saber o que acontece no filme, só não ler o post. Mas não tem problema nenhum o pessoal que já viu ficar comentando e discutindo aqui no fórum.
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Re: DC Comics
Ah Fabão, não é bem assim não, pode muito bem avisar que vai dar uma de spoiler, dai o pessoal nao vem babando.
E esse não é o tópico de filmes.
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Re: DC Comics

Imagens de divulgação do filme "Superman : O Homem de Aço", que será lançado nos cinemas em 2013.

--
A Amy Adams vai fazer a Lois :
http://bignadaquasar.files.wordpress.co ... no-set.jpg



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Re: DC Comics
Cavallari escreveu:Ah Fabão, não é bem assim não, pode muito bem avisar que vai dar uma de spoiler, dai o pessoal nao vem babando.
E esse não é o tópico de filmes.
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Re: DC Comics
Tive que rir.E.R escreveu: Tem algumas questões do filme que ficam no ar : a Selina é bissexual ?
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Re: DC Comics
http://movies.cosmicbooknews.com/conten ... -league-mo
Esse site americano disse que o ator Henry Cavill, além de ter sido contratado para fazer o Superman no filme "Superman - O Homem de Aço" também teria assinado um contrato para fazer um filme com "A Liga da Justiça".
Esse site americano disse que o ator Henry Cavill, além de ter sido contratado para fazer o Superman no filme "Superman - O Homem de Aço" também teria assinado um contrato para fazer um filme com "A Liga da Justiça".



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Re: DC Comics
Ainda bem que não entrei nesse tópico até hoje...
==
O tiroteio na sessão de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", ocorrido há alguns dias, encontra certa ressonância no que é o filme em si. A conclusão da trilogia de Christopher Nolan apresenta ao espectador um tiroteio de personagens, cenas de ação, brutalidade, temas atuais e muita informação para se assimilar. Os 165 minutos de filme passam rápido e o que vemos é uma produção coerente com os filmes anteriores, mas significativamente inferior a eles, o que não diminui sua força e importância.
Nolan arrisca inserir Batman quase que em segundo plano na história, permitindo que os outros personagens da trama cresçam e até assumam alguns papéis importantes. Depois de explorar a degradação moral (Batman Begins) e o caos e a anarquia (TDK), o diretor insere uma verdadeira revolução em TDKR, comandada por Bane. Em tempos de Ocuppy Wall Street e de crise no capitalismo, alguns temas propostos são bem cristalinos a quem assistir ao filme. E mais: será que esses movimentos são a melhor solução ou será que, como no filme, têm outros propósitos? Bane age praticamente como um líder messiânico - e nunca Batman teve uma nêmesis tão poderosa.
TDKR é um filme muito bom, com grandes cenas de ação (mas somente a do começo do filme fica perto de antológica), tem um roteiro bastante ousado e grandes atuações mais uma vez. Anne Hathaway não decepciona (Selina Kyle sempre rouba a cena). Tom Hardy entrega um vilão excelente. Joseph Gordon-Levitt, Gary Oldman e Michael Caine têm desempenhos muito bons. E Christian Bale segue acima da média, desta vez incorporando um Batman/Bruce Wayne muito mais vulnerável, fisica e psicologicamente.
Mas claro, nem tudo são flores. Com tanta coisa pra dizer, tantas soluções e personagens a apresentar, o filme tropeça várias vezes. Um dos diálogos protagonizados por Selina soou constrangedor para mim, pela forçosidade de apresentar um elemento da história. Algumas sequências são completamente inexplicáveis e partes do final são um tanto clichês - apesar de coerentes com a mitologia construída por Nolan. O resultado é um filme que fica um pouco aquém de seus predecessores, onde tudo se encaixava e se entendia completamente.
Mas tais defeitos não são maiores que as virtudes de TDKR. Ao final, temos aqui um grande exemplar cinematográfico, uma das melhores trilogias já realizadas, a melhor do gênero HQ, sem dúvida. Realista, ousada, atual, mais preocupada com a história do que com os efeitos. A lenda do Cavaleiro das Trevas tem um final brutal, mas digno e satisfatório.
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O tiroteio na sessão de "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge", ocorrido há alguns dias, encontra certa ressonância no que é o filme em si. A conclusão da trilogia de Christopher Nolan apresenta ao espectador um tiroteio de personagens, cenas de ação, brutalidade, temas atuais e muita informação para se assimilar. Os 165 minutos de filme passam rápido e o que vemos é uma produção coerente com os filmes anteriores, mas significativamente inferior a eles, o que não diminui sua força e importância.
Nolan arrisca inserir Batman quase que em segundo plano na história, permitindo que os outros personagens da trama cresçam e até assumam alguns papéis importantes. Depois de explorar a degradação moral (Batman Begins) e o caos e a anarquia (TDK), o diretor insere uma verdadeira revolução em TDKR, comandada por Bane. Em tempos de Ocuppy Wall Street e de crise no capitalismo, alguns temas propostos são bem cristalinos a quem assistir ao filme. E mais: será que esses movimentos são a melhor solução ou será que, como no filme, têm outros propósitos? Bane age praticamente como um líder messiânico - e nunca Batman teve uma nêmesis tão poderosa.
TDKR é um filme muito bom, com grandes cenas de ação (mas somente a do começo do filme fica perto de antológica), tem um roteiro bastante ousado e grandes atuações mais uma vez. Anne Hathaway não decepciona (Selina Kyle sempre rouba a cena). Tom Hardy entrega um vilão excelente. Joseph Gordon-Levitt, Gary Oldman e Michael Caine têm desempenhos muito bons. E Christian Bale segue acima da média, desta vez incorporando um Batman/Bruce Wayne muito mais vulnerável, fisica e psicologicamente.
Mas claro, nem tudo são flores. Com tanta coisa pra dizer, tantas soluções e personagens a apresentar, o filme tropeça várias vezes. Um dos diálogos protagonizados por Selina soou constrangedor para mim, pela forçosidade de apresentar um elemento da história. Algumas sequências são completamente inexplicáveis e partes do final são um tanto clichês - apesar de coerentes com a mitologia construída por Nolan. O resultado é um filme que fica um pouco aquém de seus predecessores, onde tudo se encaixava e se entendia completamente.
Mas tais defeitos não são maiores que as virtudes de TDKR. Ao final, temos aqui um grande exemplar cinematográfico, uma das melhores trilogias já realizadas, a melhor do gênero HQ, sem dúvida. Realista, ousada, atual, mais preocupada com a história do que com os efeitos. A lenda do Cavaleiro das Trevas tem um final brutal, mas digno e satisfatório.
Administrador desde 2010, no meio CH desde 2003.










