Mensagem
por Nelson_Machado » 14 Mar 2012, 14:00
Amigos... Li todos os comentários e um deles diz "Vai que ele aparece por aqui".
Isso não é novidade, né, gente? Sempre que posso "apareço por aqui". Mas desta vez estou aqui pra agradecer ao pessoal que prestigiou à twitcam. As perguntas engraçadas não incomodaram, foram realmente engraçadas e geraram comentários engraçados, foi legal.
Quanto ao que se está chamando de "barraco", não vi assim não. Ali houve um debate de representantes. Na verdade, naquele momento, acho que nenhum dos dois estava falando por si apenas. O Valete estava representando um fã-clube ao qual ele preside e eu, naquele tema, querendo ou não (e não queria) acabo representando toda uma classe artística. Só me incomodou quando foi usado o termo "superfaturamento" de maneira indevida. Superfaturamento é uma palavra que está na mídia, em geral se referindo a obras do governo. E as pessoas simplesmente repetem a palavra sem prestar atenção no real significado. Significa que uma obra valeria MIL, alguém faz de conta que ela vale TRÊS MIL pra poder embolsar os DOIS MIL que sobram INDEVIDAMENTE. Isso é SUPERFATURAMENTO. Se alguém diz que estou SUPERFATURANDO meu trabalho, está dizendo que está sendo colocado um valor que ele não tem. Com palavras bonitas está dizendo "Para com essa safadeza porque você não vale tudo isso!". Ora, se alguém acha que eu não valho o que digo que valho, por que faz tanta questão de ter o resultado do meu trabalho no produto que quer consumir? E isso não vale só pra mim, é pra qualquer artista. Se você acha que a montagem da Família Adams não vale 180 reais de ingresso, por que quer tanto ir ver uma peça tão sem valor?
Foi só esse o ponto que incomodou. Dizer que estou superfaturando alguma coisa, como se eu fosse um prefeito contratando uma empreiteira para fazer uma praça. E, afinal, SUPERFATURAR é só a maneira politicamente correta de dizer ROUBAR, né? Então, no fim, foi dito pra mim (e vale pra qualquer artista que queira discutir seus contratos) que eu estava ROUBANDO o SBT! Chegaria a ser engraçado se não fosse ofensivo! Quero deixar bem claro que não tenho nada de pessoal contra o Valete nem contra o Henrique do SBT. Tanto que tive uma conversa via Face mais longa com o Henrique, nos entendemos muito bem e não há problemas entre nós. Respeito as intenções do Valete e acho que a causa dele, dentro de certos parâmetros, é até nobre. Só não posso aceitar os métodos dele. O que ele tem usado como argumento é tentar convencer a todos de que eu sou um canalha e que, portanto, tudo o que eu disser é canalhice. Valete, você não precisa se desgastar tanto pra isso. Como você pode ver aqui mesmo, nos comentários, já tem bastante gente que me detesta. E, afinal, não se pode agradar a todos, né? Quem faz um trabalho público (ator, cantor, escritor, sei lá!) está sujeito a isso mesmo. Há quem queira se casar com Michel Teló e há quem vomite ao ouvir Michel Teló. A coisa funciona assim mesmo!
Afora isso, foi um encontro muito divertido pra mim. Claro, há quem não tenha gostado porque não passei uma hora e meia fazendo Quico, mas gente... Uma twitcam é uma grande oportunidade de esclarecer, contar, explicar, informar uma série de coisas ao vivo, na bucha, sem tempo pra pensar, pra elaborar, pra deixar politicamente correto. Usar esse tempo pra falar "Gentalha, gentalha" toda vez que pedem é desperdiçar essa oportunidade, não acham? Afinal, TODOS os bordões já foram feitos na frente de câmeras há anos e quase todos estão pelo Youtube. Se eu atendesse a cada pedido de "fala tal coisa", as pessoas que tinham coisas a perguntar ficariam desatendidas e agora estariam reclamando que não respondi nada e usei o tempo pra ficar fazendo gracinhas que todo mundo já viu na Internet.
De qualquer maneira, amigos, meu sorriso durante a twitcam não foi inventado, eu estava mesmo me divertindo bastante. Às vezes a cara mudava um pouco porque, de verdade, as perguntas passavam depressa pela tela e eu perdia a ordem das coisas e, habituado à idéia de que se tem que falar com o Internauta olhando pra câmera, me incomodava a indelicadeza profissional de ter que ficar de olho no que estava escrito. Claro, numa twitcam ninguém espera que se seja “profissional”, as coisas são imediatas e é um papo quase que pessoal com cada um. A gente vai aprendendo sempre, até morrer. Uma hora eu aprendo. Mas vejam como é a vida. Cheguei num ponto que tenho que ficar explicando até o meu sorriso! Mas faz parte...
Enfim, quero agradecer mais uma vez a oportunidade do papo direto. Aos amigos, aos fãs, aos curiosos e mesmo aos que me detestam. É um direito deles, não? Não tenho a pretensão de agradar a todos, mas quero terminar com uma sugestão... Se abaixarem a guarda e permitirem, vão ver que podem acabar se divertindo. É pra isso que um artista serve. Qualquer artista. Pra divertir as pessoas.
Quanto ao “jeitinho superfeliz de ser que soa falso”, lamento decepcionar. Não é falso. Na minha vida, juntando trabalho, família, amigos e tudo o que compõe uma vida, tive mais motivos pra ser feliz do que razões para tristezas. Sinto muito se isso transparece em mim e incomoda. Não posso mudar isso na minha vida. É legal ser feliz. Quem é contra devia experimentar!