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REFUGIADOS
Imperialismo desabrigou mais de 100 milhões de pessoas em 2022
Conflitos engendrados pelo imperialismo já produziram número recorde de refugiados neste ano
Número de refugiados já é o maior desde a segunda guerra mundial. – reprodução
Levantamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) revelou que cerca de 100 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar de seus países ou cidades de origem em 2021.
Tratam-se de pessoas que foram obrigadas a se deslocar pelo globo tentando fugir da fome, da violência, da guerra e de toda sorte de infelicidades proporcionadas pelo imperialismo ,segundo o Banco Mundial existem hoje 23 países vivendo em meio a conflitos de média e alta intensidade.
O volume apurado é 8% maior do que o revelado em 2020 e mostra um crescimento de mais de 100% quando comparado ao ano de 2012,segundo o relatório “Tendências Globais” divulgado pelo Acnur. O relatório diz ainda que o quadro do primeiro semestre de 2022 é o da mais aterrorizante crise já vista desde a segunda guerra mundial.
Perto de 70% daquelas pessoas em situação de refugiados e deslocados no exterior vem de apenas cinco países:6,8 milhões da Síria, 4,6 milhões da Venezuela, 2,7 milhões do Afeganistão,2,4 milhões do Sudão do Sul e 1,2 milhões de Mianmar.
A amostra dos países de origem da maioria dos deslocados mostra o papel de agente protagonista do imperialismo nessa situação, todos eles sofrem consequência humanitárias por clara ação do imperialismo, em especial o norte americano.
A Venezuela por exemplo, por maior que seja o esforço do governo popular de Nicolás Maduro em prover a população, amarga as consequências do bloqueio econômico norte americano, no Afeganistão, os americanos que saíram fugidos do país após a retomada triunfante do Talibã, levaram consigo cerca de $ 9 bilhões de dólares e seguem impedindo que esse dinheiro, que deveria ser usado pelo governo do talibã para amenizar a crise econômica e humanitária no país causada pelas duas décadas de invasão norte americana , volte às mãos dos afegãos, deixando cerca de 55% da população afegã a beira da morte por falta de comida.
Até mesmo quando o assunto são os refugiados ucranianos, perto de sete milhões desde o início da invasão russa à Ucrânia, o deslocamento também entra na conta da ação imperialista, pois a investida russa não haveria razão de ser não fosse o golpe de estado arquitetado pelos americanos em 2014 na Ucrânia e seus desdobramentos ofensivos à Rússia.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... s-em-2022/
Imperialismo desabrigou mais de 100 milhões de pessoas em 2022
Conflitos engendrados pelo imperialismo já produziram número recorde de refugiados neste ano
Número de refugiados já é o maior desde a segunda guerra mundial. – reproduçãoLevantamento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) revelou que cerca de 100 milhões de pessoas foram obrigadas a se deslocar de seus países ou cidades de origem em 2021.
Tratam-se de pessoas que foram obrigadas a se deslocar pelo globo tentando fugir da fome, da violência, da guerra e de toda sorte de infelicidades proporcionadas pelo imperialismo ,segundo o Banco Mundial existem hoje 23 países vivendo em meio a conflitos de média e alta intensidade.
O volume apurado é 8% maior do que o revelado em 2020 e mostra um crescimento de mais de 100% quando comparado ao ano de 2012,segundo o relatório “Tendências Globais” divulgado pelo Acnur. O relatório diz ainda que o quadro do primeiro semestre de 2022 é o da mais aterrorizante crise já vista desde a segunda guerra mundial.
Perto de 70% daquelas pessoas em situação de refugiados e deslocados no exterior vem de apenas cinco países:6,8 milhões da Síria, 4,6 milhões da Venezuela, 2,7 milhões do Afeganistão,2,4 milhões do Sudão do Sul e 1,2 milhões de Mianmar.
A amostra dos países de origem da maioria dos deslocados mostra o papel de agente protagonista do imperialismo nessa situação, todos eles sofrem consequência humanitárias por clara ação do imperialismo, em especial o norte americano.
A Venezuela por exemplo, por maior que seja o esforço do governo popular de Nicolás Maduro em prover a população, amarga as consequências do bloqueio econômico norte americano, no Afeganistão, os americanos que saíram fugidos do país após a retomada triunfante do Talibã, levaram consigo cerca de $ 9 bilhões de dólares e seguem impedindo que esse dinheiro, que deveria ser usado pelo governo do talibã para amenizar a crise econômica e humanitária no país causada pelas duas décadas de invasão norte americana , volte às mãos dos afegãos, deixando cerca de 55% da população afegã a beira da morte por falta de comida.
Até mesmo quando o assunto são os refugiados ucranianos, perto de sete milhões desde o início da invasão russa à Ucrânia, o deslocamento também entra na conta da ação imperialista, pois a investida russa não haveria razão de ser não fosse o golpe de estado arquitetado pelos americanos em 2014 na Ucrânia e seus desdobramentos ofensivos à Rússia.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... s-em-2022/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Europa
Bombardeando Donetsk
Tropas ucranianas usam projéteis de calibre da OTAN
Escritório de representação da DPR: APU disparou 13 projéteis de calibre 155 mm em Donetsk

Pedaços de projéteis calibre 155m – Reprodução
─RIA Novosti, tradução do DCO ─ Às 16h37, as tropas ucranianas dispararam contra o distrito de Kievsky, em Donetsk, disparando 13 projéteis do calibre “OTAN” de 155 mm, informou o escritório de representação da DPR nos relatórios do JCCC .
“O fogo foi registrado da AFU (formações armadas da Ucrânia ) na direção … da cidade de Donetsk (distrito de Kiev): 13 projéteis de calibre 155 mm foram disparados”, disse o canal Telegram do escritório de representação.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... e-da-otan/
Tropas ucranianas usam projéteis de calibre da OTAN
Escritório de representação da DPR: APU disparou 13 projéteis de calibre 155 mm em Donetsk

Pedaços de projéteis calibre 155m – Reprodução
─RIA Novosti, tradução do DCO ─ Às 16h37, as tropas ucranianas dispararam contra o distrito de Kievsky, em Donetsk, disparando 13 projéteis do calibre “OTAN” de 155 mm, informou o escritório de representação da DPR nos relatórios do JCCC .
“O fogo foi registrado da AFU (formações armadas da Ucrânia ) na direção … da cidade de Donetsk (distrito de Kiev): 13 projéteis de calibre 155 mm foram disparados”, disse o canal Telegram do escritório de representação.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... e-da-otan/
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Europa
40.000 trabalhadores
Crise: Reino Unido vê maior greve ferroviária em 30 anos
Enquanto Boris ataca a mobilização dos trabalhadores, a categoria promete trazer uma nova onda de paralisações e greves no Reino Unido
Ao redor de todo o mundo, o movimento operário dá sinais de ascensão frente à crise imperialista – Foto: Reprodução
O Reino Unido amanheceu, nesta quarta-feira (21), com mais de 40.000 trabalhadores ferroviários em greve. Em Londres, capital da Inglaterra, quase todas as linhas deixaram de funcionar no centro da cidade. Dentre as reivindicações dos trabalhadores estão, principalmente, o aumento salarial e a melhoria das condições de trabalho.
A paralisação, que ocorreu depois de dezoito meses de negociações entre os principais sindicatos do Reino Unido e a empresa que gerencia a rede ferroviária, promete durar inicialmente três dias (quarta-feira, quinta-feira e sábado) e já é a maior greve do setor ferroviário que aconteceu nos últimos trinta anos.
Em reação à movimentação dos trabalhadores, o Primeiro-Ministro do Reino Unido e linha de frente do imperialismo, Boris Johnson, atacou a paralisação, afirmando que atrapalhará as empresas que tentam se recuperar após terem aumentado seus gastos no período pandêmico.
Em seu discurso, o líder do Partido Conservador disse que as greves “estão afastando os passageiros que apoiam os empregos dos trabalhadores ferroviários, ao mesmo tempo em que impactam empresas e comunidades em todo o país”.
O claro posicionamento de Boris Johnson, contrário aos trabalhadores, se apresenta transvestido de preocupação com os passageiros, como se estes também não fossem trabalhadores insatisfeitos com suas condições de trabalho em um sistema decadente. De acordo com os próprios sindicatos ferroviários, essa greve marca o começo de um “verão de paralisações e descontentamentos”, podendo envolver de ferroviários a professores, médicos, advogados e trabalhadores de coleta de lixo em todo o país.
O Reino Unido se tornar o berço de greves e outras mobilizações populares sinaliza de forma evidente o tamanho da crise do imperialismo. Como vimos no Donbass, os operários promoveram uma verdadeira revolução contra os nazistas, resistindo por anos ao golpe promovido na Ucrânia pelo imperialismo e resultando na maior derrota recente da OTAN, UE e EUA, sendo que os sindicatos agiram como se fossem quartéis para os revolucionários de Lugansk. O caso do Donbass ilustra o ressurgimento das organizações pelo mundo; seja na Europa ou na América Latina.
A greve dos ferroviários no Reino Unido acontece de forma simultânea à intensificação das bravatas imperialistas contra os russos, à medida que o novo chefe militar britânico defendeu “derrotar a Rússia em combate”. Quanto maior a crise, mais agressivas e desesperadas serão as medidas tomadas pelas potências imperialistas. A imprensa burguesa defender as reformas neoliberais no Brasil justificando serem “um remédio amargo, mas necessário” e uso de civis como escudo pelos nazistas e mercenários da Ucrânia são duas faces da mesma moeda: a crise desenfreada enfrentada pelo imperialismo.
Em uma analogia feita pelo companheiro Rui Costa Pimenta, o capitalismo age como um automóvel fabricado há quarenta anos. Ainda funciona, mas quebra o tempo inteiro, dando cada vez mais prejuízo em todos os aspectos e não apresenta nenhuma perspectiva de futuro. Uma sociedade sem classes é não só viável, como inevitável, e o avanço das greves promovidas pelos sindicatos no Reino Unido com a promessa de um verão repleto de paralisações demonstra a importância do movimento operário e escancara, ainda mais, as crises e dificuldades crescentes encontradas pelo imperialismo.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... m-30-anos/
Crise: Reino Unido vê maior greve ferroviária em 30 anos
Enquanto Boris ataca a mobilização dos trabalhadores, a categoria promete trazer uma nova onda de paralisações e greves no Reino Unido
Ao redor de todo o mundo, o movimento operário dá sinais de ascensão frente à crise imperialista – Foto: ReproduçãoO Reino Unido amanheceu, nesta quarta-feira (21), com mais de 40.000 trabalhadores ferroviários em greve. Em Londres, capital da Inglaterra, quase todas as linhas deixaram de funcionar no centro da cidade. Dentre as reivindicações dos trabalhadores estão, principalmente, o aumento salarial e a melhoria das condições de trabalho.
A paralisação, que ocorreu depois de dezoito meses de negociações entre os principais sindicatos do Reino Unido e a empresa que gerencia a rede ferroviária, promete durar inicialmente três dias (quarta-feira, quinta-feira e sábado) e já é a maior greve do setor ferroviário que aconteceu nos últimos trinta anos.
Em reação à movimentação dos trabalhadores, o Primeiro-Ministro do Reino Unido e linha de frente do imperialismo, Boris Johnson, atacou a paralisação, afirmando que atrapalhará as empresas que tentam se recuperar após terem aumentado seus gastos no período pandêmico.
Em seu discurso, o líder do Partido Conservador disse que as greves “estão afastando os passageiros que apoiam os empregos dos trabalhadores ferroviários, ao mesmo tempo em que impactam empresas e comunidades em todo o país”.
O claro posicionamento de Boris Johnson, contrário aos trabalhadores, se apresenta transvestido de preocupação com os passageiros, como se estes também não fossem trabalhadores insatisfeitos com suas condições de trabalho em um sistema decadente. De acordo com os próprios sindicatos ferroviários, essa greve marca o começo de um “verão de paralisações e descontentamentos”, podendo envolver de ferroviários a professores, médicos, advogados e trabalhadores de coleta de lixo em todo o país.
O Reino Unido se tornar o berço de greves e outras mobilizações populares sinaliza de forma evidente o tamanho da crise do imperialismo. Como vimos no Donbass, os operários promoveram uma verdadeira revolução contra os nazistas, resistindo por anos ao golpe promovido na Ucrânia pelo imperialismo e resultando na maior derrota recente da OTAN, UE e EUA, sendo que os sindicatos agiram como se fossem quartéis para os revolucionários de Lugansk. O caso do Donbass ilustra o ressurgimento das organizações pelo mundo; seja na Europa ou na América Latina.
A greve dos ferroviários no Reino Unido acontece de forma simultânea à intensificação das bravatas imperialistas contra os russos, à medida que o novo chefe militar britânico defendeu “derrotar a Rússia em combate”. Quanto maior a crise, mais agressivas e desesperadas serão as medidas tomadas pelas potências imperialistas. A imprensa burguesa defender as reformas neoliberais no Brasil justificando serem “um remédio amargo, mas necessário” e uso de civis como escudo pelos nazistas e mercenários da Ucrânia são duas faces da mesma moeda: a crise desenfreada enfrentada pelo imperialismo.
Em uma analogia feita pelo companheiro Rui Costa Pimenta, o capitalismo age como um automóvel fabricado há quarenta anos. Ainda funciona, mas quebra o tempo inteiro, dando cada vez mais prejuízo em todos os aspectos e não apresenta nenhuma perspectiva de futuro. Uma sociedade sem classes é não só viável, como inevitável, e o avanço das greves promovidas pelos sindicatos no Reino Unido com a promessa de um verão repleto de paralisações demonstra a importância do movimento operário e escancara, ainda mais, as crises e dificuldades crescentes encontradas pelo imperialismo.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... m-30-anos/
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América Latina
Equador Conflagrado
Análise: o Bolsonaro que Joe Biden gosta
Governo direitista do banqueiro Gillermo Lasso enfrenta a realidade das ruas: população mobilizada!
População encurrala polícia durante protesto – Reprodução
Para entender a atual situação do Equador é preciso fazer uma pequena retrospectiva de como Guillermo Lasso chegou à presidência.
O governo de Lenín Moreno quase foi derrubado pelas manifestações populares. Moreno foi o sucessor e traidor de Rafael Correa, além de ser o indivíduo que vendeu Julian Assange para o imperialismo. Correa teve que se exilou na Bélgica para não ser preso, pois no Equador a Justiça também participa dos golpes, como vem acontecendo em toda a América Latina.
De um governo mais nacionalista e com alguma política social, no caso de Correa, o Equador experimentou com Lenín Moreno o modelo neoliberal, o que fez o país se conflagrar. Nas eleições seguintes, o candidato de Rafael Correa, Andrés Araus quase venceu as eleições, perdeu para banqueiro Guillermo Lasso, hoje no poder, por margem muito pequena 52% a 48%.
Arauz foi um candidato extremamente moderado, na verdade escolhido pela burguesia e pelo imperialismo. Sua falta de enfrentamento e de polarização o condenou à derrota. Temos dito que a candidatura foi feita para ser derrotada. O nacionalismo burguês e a esquerda pequeno-burguesa se adaptam muito rapidamente ao golpe. Podemos comparar com o Brasil, onde assistimos políticos de esquerda sugerindo para se “virar a página do golpe”; ou mesmo os esforços de setores supostamente radicais, como PSOL e PCdoB trabalhando para formar uma frente ampla com direita golpista, batizada de ‘campo democrático’. Tudo em nome de se derrotar o fascismo.
Modus operandi
Uma vitória como a de Lasso não pode ser conquistada sem uma ampla campanha de ataques na grande imprensa contra seu principal oponente, bem como o controle de todo o aparato eleitoral controlado pela direita.
A esquerda, por sua vez, contribui ao apostar todas as suas fichas nas eleições. Em vez de se apoiar no povo, que tem inúmeros motivos para estar radicalizado, a esquerda age muito mais como um freio das tendências das massas.
No Brasil, o caso é semelhante, acordos são feitos por cima, as massas não estão mobilizadas adequadamente, o que é um grande perigo, apesar de Lula estar abrindo grande vantagem em relação ao segundo colocado. Neste momento são 19 pontos na dianteira. Mas isso não significa que as eleições estão ganhas.
Protestos populares
O que não faltam no Equador são motivos para a rebeldia popular. No prazo de um ano o preço do diesel subiu 90%; a gasolina 46%. Os trabalhadores rurais estão endividados com os bancos, é alto o índice de desemprego. Além do avanço de mineradoras, com concessões, para minerarem em terras indígenas.
A prova de que as coisas não andam nada bem para Guillermo Lasso, é que com pouco mais de um ano de mandato a sua popularidade é extremamente baixa, mais de 70% dos equatorianos reprovam o governo.
As recentes manifestações dos indígenas têm sido muito polarizadas e a truculência do governo só tem acirrado ainda mais os ânimos.
Prisão arbitrária
O governo de Lasso arranjou uma desculpa para fazer uma prisão em flagrante de Leonica Iza, líder da Confedereção das Nacionalidades Indígenas (Conaie). Não bastasse a ilegalidade, pois sequer havia uma ordem para sua prisão, Iza foi levado para interior, onde não poderia audiência. Assista ao vídeo, em inglês e espanhol, aos 1m24s. Neste dia 15 a justiça ordenou sua soltura.
A soltura de Iza se deve ao fato de ter aumentado a fúria da população, não esperemos justiça de quem prende uma pessoa e não permite que esta entre em contato com seus advogados ou familiares. O governo, antes da prisão, havia dito que prenderia ‘autores intelectuais e materiais de atos de vandalismo’ durante os protestos.
Violência estatal e mortes
Guilhermo Lasso já decretou dois estados de emergência. No dia 20, segunda-feira, Lasso revogou um estado de emergência decretado no dia 17, um pouco antes de a Assembleia Nacional fazê-lo, o que mostra uma cisão dentro do governo. No entanto, Guillermo Lasso tratou de decretar um novo estado de emergência com a validade de trinta dias. Esse decreto suspende os direitos de reunião e associação de pessoas. Para Virgílio Saquicela, presidente da Assembleia Nacional, o que se necessita é de diálogo como forma de arrefecer os ânimos e estabelecer um acordo.
A repressão já deixou três manifestantes mortos, além de quatro desaparecidos. Já se somam 11 dias de protestos muito intensos contra os aumentos dos preços dos alimentos, dos combustíveis, precariedade do sistema de saúde, privatizações de empresas etc.
Resposta das ruas
Os indígenas incendiaram uma delegacia e um banco, além de promoverem saques e ataques a instalações governamentais e privadas. Sois policiais se encontram em poder dos indígenas.
A Confederação de Nacionalidades indígenas, além de outras 53 entidades estão rebeladas porque não há meios diálogo com o governo.

Manifestações massivas contra o governo neoliberal
O povo precisa manter a pressão nas ruas para derrubar esse presidente, um banqueiro colocado poder para levar adiante uma política neoliberal, que tem por único objetivo esmagar a população.
Embora já se ouçam vozes pedindo a volta de Rafael Correa, nada é mais forte que a mobilização popular. No Equador estamos presenciando isso que deve ser a ponta do iceberg, uma enorme descontentamento que se espalha por todo o continente.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... den-gosta/
Análise: o Bolsonaro que Joe Biden gosta
Governo direitista do banqueiro Gillermo Lasso enfrenta a realidade das ruas: população mobilizada!
População encurrala polícia durante protesto – ReproduçãoPara entender a atual situação do Equador é preciso fazer uma pequena retrospectiva de como Guillermo Lasso chegou à presidência.
O governo de Lenín Moreno quase foi derrubado pelas manifestações populares. Moreno foi o sucessor e traidor de Rafael Correa, além de ser o indivíduo que vendeu Julian Assange para o imperialismo. Correa teve que se exilou na Bélgica para não ser preso, pois no Equador a Justiça também participa dos golpes, como vem acontecendo em toda a América Latina.
De um governo mais nacionalista e com alguma política social, no caso de Correa, o Equador experimentou com Lenín Moreno o modelo neoliberal, o que fez o país se conflagrar. Nas eleições seguintes, o candidato de Rafael Correa, Andrés Araus quase venceu as eleições, perdeu para banqueiro Guillermo Lasso, hoje no poder, por margem muito pequena 52% a 48%.
Arauz foi um candidato extremamente moderado, na verdade escolhido pela burguesia e pelo imperialismo. Sua falta de enfrentamento e de polarização o condenou à derrota. Temos dito que a candidatura foi feita para ser derrotada. O nacionalismo burguês e a esquerda pequeno-burguesa se adaptam muito rapidamente ao golpe. Podemos comparar com o Brasil, onde assistimos políticos de esquerda sugerindo para se “virar a página do golpe”; ou mesmo os esforços de setores supostamente radicais, como PSOL e PCdoB trabalhando para formar uma frente ampla com direita golpista, batizada de ‘campo democrático’. Tudo em nome de se derrotar o fascismo.
Modus operandi
Uma vitória como a de Lasso não pode ser conquistada sem uma ampla campanha de ataques na grande imprensa contra seu principal oponente, bem como o controle de todo o aparato eleitoral controlado pela direita.
A esquerda, por sua vez, contribui ao apostar todas as suas fichas nas eleições. Em vez de se apoiar no povo, que tem inúmeros motivos para estar radicalizado, a esquerda age muito mais como um freio das tendências das massas.
No Brasil, o caso é semelhante, acordos são feitos por cima, as massas não estão mobilizadas adequadamente, o que é um grande perigo, apesar de Lula estar abrindo grande vantagem em relação ao segundo colocado. Neste momento são 19 pontos na dianteira. Mas isso não significa que as eleições estão ganhas.
Protestos populares
O que não faltam no Equador são motivos para a rebeldia popular. No prazo de um ano o preço do diesel subiu 90%; a gasolina 46%. Os trabalhadores rurais estão endividados com os bancos, é alto o índice de desemprego. Além do avanço de mineradoras, com concessões, para minerarem em terras indígenas.
A prova de que as coisas não andam nada bem para Guillermo Lasso, é que com pouco mais de um ano de mandato a sua popularidade é extremamente baixa, mais de 70% dos equatorianos reprovam o governo.
As recentes manifestações dos indígenas têm sido muito polarizadas e a truculência do governo só tem acirrado ainda mais os ânimos.
Prisão arbitrária
O governo de Lasso arranjou uma desculpa para fazer uma prisão em flagrante de Leonica Iza, líder da Confedereção das Nacionalidades Indígenas (Conaie). Não bastasse a ilegalidade, pois sequer havia uma ordem para sua prisão, Iza foi levado para interior, onde não poderia audiência. Assista ao vídeo, em inglês e espanhol, aos 1m24s. Neste dia 15 a justiça ordenou sua soltura.
A soltura de Iza se deve ao fato de ter aumentado a fúria da população, não esperemos justiça de quem prende uma pessoa e não permite que esta entre em contato com seus advogados ou familiares. O governo, antes da prisão, havia dito que prenderia ‘autores intelectuais e materiais de atos de vandalismo’ durante os protestos.
Violência estatal e mortes
Guilhermo Lasso já decretou dois estados de emergência. No dia 20, segunda-feira, Lasso revogou um estado de emergência decretado no dia 17, um pouco antes de a Assembleia Nacional fazê-lo, o que mostra uma cisão dentro do governo. No entanto, Guillermo Lasso tratou de decretar um novo estado de emergência com a validade de trinta dias. Esse decreto suspende os direitos de reunião e associação de pessoas. Para Virgílio Saquicela, presidente da Assembleia Nacional, o que se necessita é de diálogo como forma de arrefecer os ânimos e estabelecer um acordo.
A repressão já deixou três manifestantes mortos, além de quatro desaparecidos. Já se somam 11 dias de protestos muito intensos contra os aumentos dos preços dos alimentos, dos combustíveis, precariedade do sistema de saúde, privatizações de empresas etc.
Resposta das ruas
Os indígenas incendiaram uma delegacia e um banco, além de promoverem saques e ataques a instalações governamentais e privadas. Sois policiais se encontram em poder dos indígenas.
A Confederação de Nacionalidades indígenas, além de outras 53 entidades estão rebeladas porque não há meios diálogo com o governo.

Manifestações massivas contra o governo neoliberal
O povo precisa manter a pressão nas ruas para derrubar esse presidente, um banqueiro colocado poder para levar adiante uma política neoliberal, que tem por único objetivo esmagar a população.
Embora já se ouçam vozes pedindo a volta de Rafael Correa, nada é mais forte que a mobilização popular. No Equador estamos presenciando isso que deve ser a ponta do iceberg, uma enorme descontentamento que se espalha por todo o continente.
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Mundo
Perseguição Política
Pequim critica hipocricisia de EUA e Inglaterra contra Assange
A China, que sempre é criticada pelo imperialismo por não respeitar os direitos humanos, deixa claro quem são os verdadeiros violadores
Assange – Foto: Reprodução
Oministro do exterior chinês, Wang Wenbin, falou nesta última segunda-feira (20), que o caso envolvendo o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é um reflexo da hipocrisia em relação ao discurso de liberdade de expressão que tanto os EUA quanto o Reino Unido clamam defender.
Os chineses claramente sabem que os EUA, na realidade, apenas blefam quando o assunto é “democracia” ou “defesa dos direitos democráticos”. A declaração do ministro chinês só corrobora o quanto o imperialismo é nefasto e usa apenas de retórica em relação a conquistas sérias, tais como a liberdade de expressão e manifestação.
Antes, utilizam destas pautas como uma forma de atacar nações e países inteiros que supostamente desrespeitem esses direitos. Ao mesmo tempo em que, na realidade, os próprios países imperialistas desrespeitam o tempo inteiro, em escala mundial, esse tipo de preceito, como vimos no caso das invasões imperialistas no Oriente Médio, nos anos 2000, e agora com Assange.
Nessa última sexta-feira (17), conforme divulgado pela rede imperialista CNN, o próprio WikiLeaks havia salientado, em postagem, que Assange não cometeu crimes e não é nenhum criminoso, enfatizando que ele é apenas jornalista e editor e que está sendo pressionado por fazer seu trabalho. Ainda na declaração, a WikiLeaks afirma que quem ligar para o direito à liberdade de expressão deveria estar profundamente envergonhado pelo fato de que os órgãos britânicos aprovaram a extradição de Assange para os Estados Unidos.
Wang Wenbin ainda salientou a importância do site fundado por Assnage, o WikiLeaks, que foi responsável pela exposição de dezenas de crimes de guerra cometidos pelos EUA nas guerras, por exemplo, no Oriente Médio, como é o caso do Afeganistão e do Iraque.
O ministro chinês ainda revelou que o governo norte-americano tem, há mais de uma década, feito ataques e alegações contra Assange com diversas acusações, tais como abuso sexual, espionagem, abuso de dados computacionais, entre outros, sendo que o Reino Unido, em nenhum momento, hesitou em confirmar tais alegações e cooperar com o governo americano, acelerando os processos. Fato que demonstra a fidelidade britânica aos EUA, de como ambos países têm cooperado na repressão conjunta de certos indivíduos.
Sendo assim, para o ministro do exterior chinês, o caso Assange se configura como um reflexo, um espelho, da hipocrisia desses países citados. Para eles, EUA e Inglaterra, indivíduos que expõe os segredos de outras nações e países que não os deles, são heróis. Porém, aqueles que ousem expor os segredos de ambos os países e seus comparsas serão chamados de criminosos.
EUA e Inglaterra sempre acusam outros países de perseguição política por supressão das imprensas locais, por exemplo. Enquanto isso, tentam se defender suprimindo jornalistas e jornais de todo o mundo sob o pretexto farsesco de alguma lei.
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Pequim critica hipocricisia de EUA e Inglaterra contra Assange
A China, que sempre é criticada pelo imperialismo por não respeitar os direitos humanos, deixa claro quem são os verdadeiros violadores
Assange – Foto: ReproduçãoOministro do exterior chinês, Wang Wenbin, falou nesta última segunda-feira (20), que o caso envolvendo o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é um reflexo da hipocrisia em relação ao discurso de liberdade de expressão que tanto os EUA quanto o Reino Unido clamam defender.
Os chineses claramente sabem que os EUA, na realidade, apenas blefam quando o assunto é “democracia” ou “defesa dos direitos democráticos”. A declaração do ministro chinês só corrobora o quanto o imperialismo é nefasto e usa apenas de retórica em relação a conquistas sérias, tais como a liberdade de expressão e manifestação.
Antes, utilizam destas pautas como uma forma de atacar nações e países inteiros que supostamente desrespeitem esses direitos. Ao mesmo tempo em que, na realidade, os próprios países imperialistas desrespeitam o tempo inteiro, em escala mundial, esse tipo de preceito, como vimos no caso das invasões imperialistas no Oriente Médio, nos anos 2000, e agora com Assange.
Nessa última sexta-feira (17), conforme divulgado pela rede imperialista CNN, o próprio WikiLeaks havia salientado, em postagem, que Assange não cometeu crimes e não é nenhum criminoso, enfatizando que ele é apenas jornalista e editor e que está sendo pressionado por fazer seu trabalho. Ainda na declaração, a WikiLeaks afirma que quem ligar para o direito à liberdade de expressão deveria estar profundamente envergonhado pelo fato de que os órgãos britânicos aprovaram a extradição de Assange para os Estados Unidos.
Wang Wenbin ainda salientou a importância do site fundado por Assnage, o WikiLeaks, que foi responsável pela exposição de dezenas de crimes de guerra cometidos pelos EUA nas guerras, por exemplo, no Oriente Médio, como é o caso do Afeganistão e do Iraque.
O ministro chinês ainda revelou que o governo norte-americano tem, há mais de uma década, feito ataques e alegações contra Assange com diversas acusações, tais como abuso sexual, espionagem, abuso de dados computacionais, entre outros, sendo que o Reino Unido, em nenhum momento, hesitou em confirmar tais alegações e cooperar com o governo americano, acelerando os processos. Fato que demonstra a fidelidade britânica aos EUA, de como ambos países têm cooperado na repressão conjunta de certos indivíduos.
Sendo assim, para o ministro do exterior chinês, o caso Assange se configura como um reflexo, um espelho, da hipocrisia desses países citados. Para eles, EUA e Inglaterra, indivíduos que expõe os segredos de outras nações e países que não os deles, são heróis. Porém, aqueles que ousem expor os segredos de ambos os países e seus comparsas serão chamados de criminosos.
EUA e Inglaterra sempre acusam outros países de perseguição política por supressão das imprensas locais, por exemplo. Enquanto isso, tentam se defender suprimindo jornalistas e jornais de todo o mundo sob o pretexto farsesco de alguma lei.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-assange/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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América Latina
Tensão no Equador
Governo equatoriano joga exército contra manifestantes
Crescem os enfrentamentos no Equador, o país vem sofrendo pressão do neoliberalismo e população reage.
Protesto do povo equatoriano contra o governo direitista de Lasso. – Foto: Reprodução
Com o aumento da crise social promovida pelas políticas econômicas neoliberais, as quais só trazem arrocho, desemprego, violência e fome para os povos, manifestantes indígenas do Equador entraram em confronto com as forças de segurança de Quito, a capital equatoriana.
Nessa terça-feira (21), as Forças Armadas do país afirmaram que não permitirão protestos que atentem contra a “democracia” no Equador. Na segunda-feira (20), milhares de indígenas protestaram em passeata contra as políticas do presidente Guillerme Lasso, que vem criando obstáculos para atender os dez pedidos feitos pelos povos indígenas. Aumento do orçamento para saúde e educação, redução dos preços dos combustíveis, limite da expansão petrolífera e ampliação do prazo para pagamento de dívidas estão na relação dos pedidos.
Na passeata, alguns manifestantes jogaram paus nos policiais e entraram em confronto com eles, que os atacaram com gás lacrimogêneo e munições não letais. Em comunicado à imprensa, o ministro da Defesa, Luís Lara, implicitamente prometeu intensificar ainda mais a violência contra os justos protestos do povo. “As Forças Armadas não permitirão que se tente romper a ordem constitucional ou qualquer ação contra a democracia e as leis da República. Convocamos os equatorianos à unidade nacional”, disse Lara.
Não existe unidade nacional em torno da política econômica imperialista. Existe, sim, uma polarização que os governos e seus meios de comunicação hegemônicos querem esconder e faltar com a verdade, mentir. O povo está sendo sufocado. Esses enfrentamentos são frutos da política de morte imposta pelo imperialismo sobre os países da América Latina, que tem como propagadores os governos direitistas da região.
Mas a população equatoriana, como outras que certamene farão o mesmo, começa a se insurgir, se organizar e partirá para o ataque, pois não tem mais condições de arcar com o parasitismo dos banqueiros e do capital financeiro internacional, que esfola economicamente através de juros extorsivos os países mais pobres. Além desse arrocho e aumento da inflação, os capitalistas estão roubando o patrimônio nacional por meio das criminosas operações de privatização.
É preciso apoiar todas as lutas dos povos oprimidos contra o imperialismo e seus capachos, como esse Guillermo Lasso. Para assegurar a libertação da classe operária, é fundamental pôr abaixo essa política neoliberal de desemprego, fome e morte.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... festantes/
Governo equatoriano joga exército contra manifestantes
Crescem os enfrentamentos no Equador, o país vem sofrendo pressão do neoliberalismo e população reage.
Protesto do povo equatoriano contra o governo direitista de Lasso. – Foto: ReproduçãoCom o aumento da crise social promovida pelas políticas econômicas neoliberais, as quais só trazem arrocho, desemprego, violência e fome para os povos, manifestantes indígenas do Equador entraram em confronto com as forças de segurança de Quito, a capital equatoriana.
Nessa terça-feira (21), as Forças Armadas do país afirmaram que não permitirão protestos que atentem contra a “democracia” no Equador. Na segunda-feira (20), milhares de indígenas protestaram em passeata contra as políticas do presidente Guillerme Lasso, que vem criando obstáculos para atender os dez pedidos feitos pelos povos indígenas. Aumento do orçamento para saúde e educação, redução dos preços dos combustíveis, limite da expansão petrolífera e ampliação do prazo para pagamento de dívidas estão na relação dos pedidos.
Na passeata, alguns manifestantes jogaram paus nos policiais e entraram em confronto com eles, que os atacaram com gás lacrimogêneo e munições não letais. Em comunicado à imprensa, o ministro da Defesa, Luís Lara, implicitamente prometeu intensificar ainda mais a violência contra os justos protestos do povo. “As Forças Armadas não permitirão que se tente romper a ordem constitucional ou qualquer ação contra a democracia e as leis da República. Convocamos os equatorianos à unidade nacional”, disse Lara.
Não existe unidade nacional em torno da política econômica imperialista. Existe, sim, uma polarização que os governos e seus meios de comunicação hegemônicos querem esconder e faltar com a verdade, mentir. O povo está sendo sufocado. Esses enfrentamentos são frutos da política de morte imposta pelo imperialismo sobre os países da América Latina, que tem como propagadores os governos direitistas da região.
Mas a população equatoriana, como outras que certamene farão o mesmo, começa a se insurgir, se organizar e partirá para o ataque, pois não tem mais condições de arcar com o parasitismo dos banqueiros e do capital financeiro internacional, que esfola economicamente através de juros extorsivos os países mais pobres. Além desse arrocho e aumento da inflação, os capitalistas estão roubando o patrimônio nacional por meio das criminosas operações de privatização.
É preciso apoiar todas as lutas dos povos oprimidos contra o imperialismo e seus capachos, como esse Guillermo Lasso. Para assegurar a libertação da classe operária, é fundamental pôr abaixo essa política neoliberal de desemprego, fome e morte.
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Mundo
Cai primeiro-ministro
Israel, braço armado dos EUA, mergulha em nova crise
Israel, peça-chave para a dominação imperialista no Oriente Médio, mergulha em uma nova crise de governabilidade
Assim como no resto do mundo, imperialismo em Israel entra em uma crise – Foto: Reprodução
Nesta última segunda-feira (20), o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, que está eleito há apenas um ano, anunciou que irá renunciar o seu cargo. Em seu lugar, assumirá o seu atual chanceler Yair Lapid, que terá cargo interino até as próximas eleições em outubro.
Isso significaria, segundo a imprensa burguesa, que a aliança que se uniu para eleger Bennett ruiu, ou seja, está se fragmentando, algo que mostra um claro sinal da crise, que se dá no sentido de que Bennett não conseguiria mais obter o apoio necessário dessa aliança no Knesset (parlamento israelense). Tal desastre impediria, na prática, de seu governo aprovar medidas. Além disso tudo, ainda há possibilidade da dissolução do Knesset.
Existe, ainda, a possibilidade desse ocorrido permitir a volta ao poder do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que é o líder da oposição ao governo de Bennett. Para evidenciar ainda mais a crise, além das tentativas da oposição de retomar o poder recém perdido, o país passa por uma forte onda de conflitos com os palestinos, sempre massacrados pelo regime em Israel.
Muito devido à constante ação ditatorial que Israel tem com o povo palestino, algo que se assemelha muito ao Terceiro Reich de Hitler, tais conflitos parecem cada vez mais frequentes, tendo em vista o claro enfraquecimento do Estado israelense. Um novo sinal, diga-se de passagem, da crise que vive o imperialismo mundial, com sede principal em Washington e que faz de Israel uma arma de seus desejos na região para sempre ter um apoio contra o Irã, Líbano e a Síria, bem como controlar o Oriente Médio inteiro, tudo através do Estado sionista.
O imperialismo tem sofrido diversos revezes nesses últimos dois anos, e a derrota evidente no ano de 2021 para o Talibã no Afeganistão, bem como agora com a operação russa na Ucrânia, só mostram as fraquezas de sua política em diversos ângulos que podem ser analisados.
A saída de Naftali Bennett, bem como a dissolução de seu grupo principal de apoio, está evidenciando cada vez mais que Israel está seguindo a crise de seus patrões ao Norte, e, assim, enfim poderemos imaginar uma Palestina livre num futuro não tão distante. A luta já está sendo travada e cada vez mais que o imperialismo perde na região, também perde o Estado fascista dos sionistas, que comete crimes contra os povos já há décadas, sob ordens dos norte-americanos e dos europeus.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... ova-crise/
Israel, braço armado dos EUA, mergulha em nova crise
Israel, peça-chave para a dominação imperialista no Oriente Médio, mergulha em uma nova crise de governabilidade
Assim como no resto do mundo, imperialismo em Israel entra em uma crise – Foto: ReproduçãoNesta última segunda-feira (20), o primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, que está eleito há apenas um ano, anunciou que irá renunciar o seu cargo. Em seu lugar, assumirá o seu atual chanceler Yair Lapid, que terá cargo interino até as próximas eleições em outubro.
Isso significaria, segundo a imprensa burguesa, que a aliança que se uniu para eleger Bennett ruiu, ou seja, está se fragmentando, algo que mostra um claro sinal da crise, que se dá no sentido de que Bennett não conseguiria mais obter o apoio necessário dessa aliança no Knesset (parlamento israelense). Tal desastre impediria, na prática, de seu governo aprovar medidas. Além disso tudo, ainda há possibilidade da dissolução do Knesset.
Existe, ainda, a possibilidade desse ocorrido permitir a volta ao poder do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que é o líder da oposição ao governo de Bennett. Para evidenciar ainda mais a crise, além das tentativas da oposição de retomar o poder recém perdido, o país passa por uma forte onda de conflitos com os palestinos, sempre massacrados pelo regime em Israel.
Muito devido à constante ação ditatorial que Israel tem com o povo palestino, algo que se assemelha muito ao Terceiro Reich de Hitler, tais conflitos parecem cada vez mais frequentes, tendo em vista o claro enfraquecimento do Estado israelense. Um novo sinal, diga-se de passagem, da crise que vive o imperialismo mundial, com sede principal em Washington e que faz de Israel uma arma de seus desejos na região para sempre ter um apoio contra o Irã, Líbano e a Síria, bem como controlar o Oriente Médio inteiro, tudo através do Estado sionista.
O imperialismo tem sofrido diversos revezes nesses últimos dois anos, e a derrota evidente no ano de 2021 para o Talibã no Afeganistão, bem como agora com a operação russa na Ucrânia, só mostram as fraquezas de sua política em diversos ângulos que podem ser analisados.
A saída de Naftali Bennett, bem como a dissolução de seu grupo principal de apoio, está evidenciando cada vez mais que Israel está seguindo a crise de seus patrões ao Norte, e, assim, enfim poderemos imaginar uma Palestina livre num futuro não tão distante. A luta já está sendo travada e cada vez mais que o imperialismo perde na região, também perde o Estado fascista dos sionistas, que comete crimes contra os povos já há décadas, sob ordens dos norte-americanos e dos europeus.
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Europa
Bruxelas
80.000 trabalhadores vão às ruas contra ação belga na Ucrânia
Em resposta à inflação, manifestantes afirmam que governo belga deve se preocupar com seu povo, e não com a guerra na Ucrânia
Trabalhadores belgas vão às ruas de Bruxelas denunciar a crise econômica do país e o o servilismo do país à política imperialista – Foto: Reprodução
Trabalhadores belgas e sindicatos foram às ruas de Bruxelas, capital da Bélgica, protestar contra a crise inflacionária e o envolvimento do país na guerra da Ucrânia, à mando do imperialismo. A polícia informou que o protesto atraiu 70.000 pessoas, mas, segundo as organizações sindicais, o número de manifestantes girou em torno de 80.000. Já outros meios de comunicação falam em até 100.000 manifestantes.
A crise econômica pela qual passa o país, denunciada pelo grande ato, se manifesta de maneira grave no salário mínimo e na diminuição do poder de compra dos trabalhadores. Setores como alimentação, o gás, combustível e condições de vida de uma maneira geral, estão chegando a preços absurdos. Para levar a questão ao extremo, a posição imperialista dos Estados Unidos e da União Europeia em relação à guerra na Ucrânia está levando vários países da Europa ao colapso econômico, devido à dependência do mercado europeu ocidental aos russos.
Em entrevista ao portal Euronews, Abigail Urban, uma trabalhadora do setor de serviços gerais que cria quatro filhos, declarou:
“Todos os dias tenho de escolher entre pôr combustível para ir trabalhar, alimentar a minha família ou aquecê-la, principalmente durante o inverno. Participo [do ato] porque precisamos de liberdade sindical, de negociar, de fazer as coisas avançar. As pessoas estão prestes a morrer por causa da precariedade, porque está tudo aumentando, menos os salários”
Tudo isso demonstra a profundidade da derrocada do imperialismo e a crise ampla em que o capitalismo está metido, entrando em colapso geral.
No ato, foi registrada a presença de denúncias em cartazes e faixas que diziam: “dinheiro para os salários e não para a guerra” e “A Bélgica não é escrava”. Os trabalhadores belgas reivindicam, de maneira acertada, que a preocupação do governo deve ser com os seus salários que estão sendo vítimas da inflação, e traduzem as péssimas condições que o povo belga está passando, e não com a guerra na Ucrânia. O cartaz que denuncia uma “Bélgica escrava” se refere ao financiamento que o governo envia aos exércitos ucranianos, prestando serviço aos imperialistas da OTAN, enquanto o povo é abandonado às loucuras da crise.
Thierry Bodson, presidente da Federação Geral do Trabalho da Bélgica (FGTB), também teve sua entrevista reproduzida pelo Euronews, e chama muito a atenção sua preocupação em denunciar o autoritarismo do governo belga:
“Atualmente, o simples fato de participar de um piquete de greve ou de bloquear a circulação é suficiente, de acordo com o Código Penal, para condenar uma pessoa, nomeadamente a prisão com pena suspensa”
O imperialismo esconde a verdade por trás de uma cortina de fumaça, construída através de órgãos de imprensa financiados por grandes empresários capitalistas e governos imperialistas. Os europeus estão passando maus bocados por conta da guerra na Ucrânia, isso revela algo que este diário vem denunciando: a derrocada do capitalismo imperialista.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-ucrania/
80.000 trabalhadores vão às ruas contra ação belga na Ucrânia
Em resposta à inflação, manifestantes afirmam que governo belga deve se preocupar com seu povo, e não com a guerra na Ucrânia
Trabalhadores belgas vão às ruas de Bruxelas denunciar a crise econômica do país e o o servilismo do país à política imperialista – Foto: ReproduçãoTrabalhadores belgas e sindicatos foram às ruas de Bruxelas, capital da Bélgica, protestar contra a crise inflacionária e o envolvimento do país na guerra da Ucrânia, à mando do imperialismo. A polícia informou que o protesto atraiu 70.000 pessoas, mas, segundo as organizações sindicais, o número de manifestantes girou em torno de 80.000. Já outros meios de comunicação falam em até 100.000 manifestantes.
A crise econômica pela qual passa o país, denunciada pelo grande ato, se manifesta de maneira grave no salário mínimo e na diminuição do poder de compra dos trabalhadores. Setores como alimentação, o gás, combustível e condições de vida de uma maneira geral, estão chegando a preços absurdos. Para levar a questão ao extremo, a posição imperialista dos Estados Unidos e da União Europeia em relação à guerra na Ucrânia está levando vários países da Europa ao colapso econômico, devido à dependência do mercado europeu ocidental aos russos.
Em entrevista ao portal Euronews, Abigail Urban, uma trabalhadora do setor de serviços gerais que cria quatro filhos, declarou:
“Todos os dias tenho de escolher entre pôr combustível para ir trabalhar, alimentar a minha família ou aquecê-la, principalmente durante o inverno. Participo [do ato] porque precisamos de liberdade sindical, de negociar, de fazer as coisas avançar. As pessoas estão prestes a morrer por causa da precariedade, porque está tudo aumentando, menos os salários”
Tudo isso demonstra a profundidade da derrocada do imperialismo e a crise ampla em que o capitalismo está metido, entrando em colapso geral.
No ato, foi registrada a presença de denúncias em cartazes e faixas que diziam: “dinheiro para os salários e não para a guerra” e “A Bélgica não é escrava”. Os trabalhadores belgas reivindicam, de maneira acertada, que a preocupação do governo deve ser com os seus salários que estão sendo vítimas da inflação, e traduzem as péssimas condições que o povo belga está passando, e não com a guerra na Ucrânia. O cartaz que denuncia uma “Bélgica escrava” se refere ao financiamento que o governo envia aos exércitos ucranianos, prestando serviço aos imperialistas da OTAN, enquanto o povo é abandonado às loucuras da crise.
Thierry Bodson, presidente da Federação Geral do Trabalho da Bélgica (FGTB), também teve sua entrevista reproduzida pelo Euronews, e chama muito a atenção sua preocupação em denunciar o autoritarismo do governo belga:
“Atualmente, o simples fato de participar de um piquete de greve ou de bloquear a circulação é suficiente, de acordo com o Código Penal, para condenar uma pessoa, nomeadamente a prisão com pena suspensa”
O imperialismo esconde a verdade por trás de uma cortina de fumaça, construída através de órgãos de imprensa financiados por grandes empresários capitalistas e governos imperialistas. Os europeus estão passando maus bocados por conta da guerra na Ucrânia, isso revela algo que este diário vem denunciando: a derrocada do capitalismo imperialista.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-ucrania/
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Europa
"Declaração de guerra"
Lukashenko repreende bloqueio da Lituânia a Kaliningrado
A situação, nessas condições de bloqueio da Lituânia a Kaliningrado, território russo, será catastrófica se continuar
Presidente de Bielorussia, Aleksandr Lukashenko – Reprodução
─Sputnik News ─ O bloqueio da Lituânia a Kaliningrado é, de fato, uma declaração de guerra, disse o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, em reunião com seu homólogo russo, Vladimir Putin, neste sábado (25), em São Petersburgo.
Ele acrescentou ainda que está preocupado com a “retórica de confronto” de alguns vizinhos de Belarus, citando Polônia e Lituânia.
No último sábado (18), o governador da região de Kaliningrado, Anton Alikhanov, informou que a companhia estatal de caminhos de ferro lituana, a Lithuanian Railways, havia cessado o trânsito ferroviário de mercadorias sancionadas entre a Rússia e o seu enclave situado na costa do mar Báltico, apesar de ter um acordo pendente com Moscou de que os corredores de transporte devem permanecer abertos.
A Lituânia alega que estaria simplesmente seguindo o plano de sanções da União Europeia contra a Rússia.
Para Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, as ações da Lituânia são como provocações que levarão a reações apropriadas por parte de Moscou.
A diplomata russa disse que a Lituânia deve entender a gravidade das consequências da proibição do trânsito ferroviário de mercadorias para a região de Kaliningrado.
“Espero que os representantes da Lituânia ainda tenham algum profissionalismo remanescente na avaliação da situação […] Eles devem entender as consequências — e as consequências, infelizmente, virão”, afirmou Zakharova.
Nesta sexta-feira (24), Josep Borrell, chefe das relações exteriores da União Europeia (UE), declarou que a UE revisará suas diretrizes de sanções para evitar “bloquear” o tráfego de entrada e saída de Kaliningrado.
A declaração do alto funcionário da UE ocorreu logo após o Ministério das Relações Exteriores russo ter emitido alertas sobre as consequências das restrições lituanas.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... iningrado/
Lukashenko repreende bloqueio da Lituânia a Kaliningrado
A situação, nessas condições de bloqueio da Lituânia a Kaliningrado, território russo, será catastrófica se continuar
Presidente de Bielorussia, Aleksandr Lukashenko – Reprodução─Sputnik News ─ O bloqueio da Lituânia a Kaliningrado é, de fato, uma declaração de guerra, disse o presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, em reunião com seu homólogo russo, Vladimir Putin, neste sábado (25), em São Petersburgo.
Ele acrescentou ainda que está preocupado com a “retórica de confronto” de alguns vizinhos de Belarus, citando Polônia e Lituânia.
No último sábado (18), o governador da região de Kaliningrado, Anton Alikhanov, informou que a companhia estatal de caminhos de ferro lituana, a Lithuanian Railways, havia cessado o trânsito ferroviário de mercadorias sancionadas entre a Rússia e o seu enclave situado na costa do mar Báltico, apesar de ter um acordo pendente com Moscou de que os corredores de transporte devem permanecer abertos.
A Lituânia alega que estaria simplesmente seguindo o plano de sanções da União Europeia contra a Rússia.
Para Maria Zakharova, representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, as ações da Lituânia são como provocações que levarão a reações apropriadas por parte de Moscou.
A diplomata russa disse que a Lituânia deve entender a gravidade das consequências da proibição do trânsito ferroviário de mercadorias para a região de Kaliningrado.
“Espero que os representantes da Lituânia ainda tenham algum profissionalismo remanescente na avaliação da situação […] Eles devem entender as consequências — e as consequências, infelizmente, virão”, afirmou Zakharova.
Nesta sexta-feira (24), Josep Borrell, chefe das relações exteriores da União Europeia (UE), declarou que a UE revisará suas diretrizes de sanções para evitar “bloquear” o tráfego de entrada e saída de Kaliningrado.
A declaração do alto funcionário da UE ocorreu logo após o Ministério das Relações Exteriores russo ter emitido alertas sobre as consequências das restrições lituanas.
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Europa
Imperialismo
Turquia apoiará adesões de Finlândia e Suécia à OTAN
As partes assinaram um comunicado conjunto após negociações na capital espanhola
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan – Reprodução
─Sputnik News ─ A Turquia apoiará as adesões de Finlândia e Suécia à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na cúpula da aliança em Madri nesta semana. As partes assinaram um comunicado conjunto após negociações na capital espanhola.
Turquia, Suécia, Finlândia e a OTAN assinaram um memorando trilateral com dez pontos nesta terça-feira (28), após negociações em Madri.
Em 18 de maio, Helsinque e Estocolmo, no esteio da operação militar especial russa na Ucrânia, apresentaram pedidos ao secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, para ingressar na aliança militar.
A Turquia bloqueou o início do processo, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, informou reiteradas vezes que Ancara não poderia dizer “sim” às adesões da Finlândia e da Suécia porque não podia acreditar em suas garantias sobre as relações com representantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), proibido na Turquia.
Segundo o gabinete de Erdogan, Suécia e Finlândia se comprometeram a não apoiar o PKK, as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) e o movimento Gulen, do clérigo Fethullah Gulen, considerados terroristas por Ancara.
De acordo com o memorando trilateral, obtido pela Sputnik, “Finlândia e Suécia se comprometem a impedir atividades do PKK e de todas as outras organizações terroristas e suas extensões, bem como atividades por indivíduos em grupos ou redes afiliados, inspirados ou vinculados a essas organizações terroristas”.
O tratado determina que será estabelecido um mecanismo conjunto e estruturado de diálogo e cooperação em todos os níveis de governo, inclusive entre a aplicação da lei e agências de inteligência, para aumentar a cooperação no combate ao terrorismo, crime organizado e outros desafios comuns.
Além disso, Estocolmo e Helsinque terão a obrigação de abandonar a política de embargo à indústria de defesa turca e abordarão pedidos de extradição de suspeitos de terrorismo de forma rápida e completa, levando em conta informações e evidências fornecidas pela Turquia.
Outro ponto importante do memorando trata do combate à desinformação e da adoção de medidas para impedir que leis domésticas sejam deturpadas em benefício ou promoção de organizações terroristas.
Para a implementação do tratado, Ancara, Estocolmo e Helsinque estabelecerão um Mecanismo Conjunto Permanente, com a participação de especialistas dos ministérios das Relações Exteriores, Interior e Justiça, bem como serviços de inteligência e instituições de segurança.
“Assumiu-se o compromisso de retirar o embargo no domínio do complexo militar-industrial e de alargar a cooperação nessa área”, informou o gabinete de Erdogan.
“Tenho o prazer de anunciar que agora temos um acordo que abre caminho para a Finlândia e a Suécia se juntarem à OTAN”, disse Jens Stoltenberg.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... ia-a-otan/
Turquia apoiará adesões de Finlândia e Suécia à OTAN
As partes assinaram um comunicado conjunto após negociações na capital espanhola
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan – Reprodução─Sputnik News ─ A Turquia apoiará as adesões de Finlândia e Suécia à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) na cúpula da aliança em Madri nesta semana. As partes assinaram um comunicado conjunto após negociações na capital espanhola.
Turquia, Suécia, Finlândia e a OTAN assinaram um memorando trilateral com dez pontos nesta terça-feira (28), após negociações em Madri.
Em 18 de maio, Helsinque e Estocolmo, no esteio da operação militar especial russa na Ucrânia, apresentaram pedidos ao secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, para ingressar na aliança militar.
A Turquia bloqueou o início do processo, e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, informou reiteradas vezes que Ancara não poderia dizer “sim” às adesões da Finlândia e da Suécia porque não podia acreditar em suas garantias sobre as relações com representantes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla em curdo), proibido na Turquia.
Segundo o gabinete de Erdogan, Suécia e Finlândia se comprometeram a não apoiar o PKK, as Unidades de Proteção Popular (YPG, na sigla em curdo) e o movimento Gulen, do clérigo Fethullah Gulen, considerados terroristas por Ancara.
De acordo com o memorando trilateral, obtido pela Sputnik, “Finlândia e Suécia se comprometem a impedir atividades do PKK e de todas as outras organizações terroristas e suas extensões, bem como atividades por indivíduos em grupos ou redes afiliados, inspirados ou vinculados a essas organizações terroristas”.
O tratado determina que será estabelecido um mecanismo conjunto e estruturado de diálogo e cooperação em todos os níveis de governo, inclusive entre a aplicação da lei e agências de inteligência, para aumentar a cooperação no combate ao terrorismo, crime organizado e outros desafios comuns.
Além disso, Estocolmo e Helsinque terão a obrigação de abandonar a política de embargo à indústria de defesa turca e abordarão pedidos de extradição de suspeitos de terrorismo de forma rápida e completa, levando em conta informações e evidências fornecidas pela Turquia.
Outro ponto importante do memorando trata do combate à desinformação e da adoção de medidas para impedir que leis domésticas sejam deturpadas em benefício ou promoção de organizações terroristas.
Para a implementação do tratado, Ancara, Estocolmo e Helsinque estabelecerão um Mecanismo Conjunto Permanente, com a participação de especialistas dos ministérios das Relações Exteriores, Interior e Justiça, bem como serviços de inteligência e instituições de segurança.
“Assumiu-se o compromisso de retirar o embargo no domínio do complexo militar-industrial e de alargar a cooperação nessa área”, informou o gabinete de Erdogan.
“Tenho o prazer de anunciar que agora temos um acordo que abre caminho para a Finlândia e a Suécia se juntarem à OTAN”, disse Jens Stoltenberg.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... ia-a-otan/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Chapolin Gremista
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América Latina
Esquerda cor de rosa
Boric está ainda mais impopular
Boric, tão festejado pela esquerda pequeno-burguesa, continua em queda livre: população o rejeita
Boric abraçando Piñera – Foto: Reprodução
Mais uma vez, pesquisas mostram a grande desaprovação de Gabriel Boric, presidente do Chile, que chegou a cerca de 54,6%, segundo a Pulso Ciudadano, um aumento de 6,1 pontos desde a última pesquisa. Já sua aprovação chegou a 24,3% com uma queda de 8,5 pontos.
Um fator importante apresentado pela pesquisa, são os dados em relação ao plebiscito sobre a Nova Constituição, que vem tendo uma grande rejeição da população. Cerca de 44,4% dos entrevistados votariam pela sua rejeição, enquanto apenas 25% votariam pela sua aprovação, deixando claro mais uma derrota de Boric diante do povo.
O Presidente Chileno Tenta se emplacar usando as demagogias identitárias, que são ótimas para a campanha eleitoral, e que faz o devido trabalho de fisgar a esquerda pequeno-burguesa – totalmente confusa e desorientada – a fim de fazer seu trabalho como ferramenta do imperialismo norte-americano.
Boric mostrou para que veio: se aproveitou bem de seu belo discurso demagógico de que defende as minorias e a população pobre, quando na verdade, como já relatamos aqui, com 1 mês de governo Boric já contava com mais de 50% de desaprovação.
E este número por si só já diz muita coisa, é um número assustadoramente grande e não acaba por aí: temos também os ataques à Venezuela, Cuba e à Nicarágua. Sendo assim, em poucos meses após tomar posse, revelou sua verdadeira inclinação política ao povo chileno.
O Presidente do Chile, Gabriel Boric, na vida real, persegue a população como fazia Piñera, ex-presidente chileno, seu antecessor. Contra as manifestações populares, ele usou a força da repressão estatal, mandou a polícia e as forças armadas para cima dos movimentos populares, decretando também uma medida de estado de sítio, o qual começou a vigorar no mês de maio na região onde habita o povo indígena Mapuche. Cumprindo, mais uma vez, seu papel neoliberal e recorrendo ao odioso instrumento repressivo.
Boric teve o apoio da esquerda cor de rosa para subir ao poder. Boulos também teve o apoio desta mesma esquerda, que, de maneira geral, apoia candidatos pró-imperialistas como é o caso deste. A alta rejeição de Boric representa a clara impopularidade da sua política que atende ao imperialismo e que na qual a população não tem aceitado de cabeça baixa, sendo um exemplo para toda a esquerda.
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Boric está ainda mais impopular
Boric, tão festejado pela esquerda pequeno-burguesa, continua em queda livre: população o rejeita
Boric abraçando Piñera – Foto: ReproduçãoMais uma vez, pesquisas mostram a grande desaprovação de Gabriel Boric, presidente do Chile, que chegou a cerca de 54,6%, segundo a Pulso Ciudadano, um aumento de 6,1 pontos desde a última pesquisa. Já sua aprovação chegou a 24,3% com uma queda de 8,5 pontos.
Um fator importante apresentado pela pesquisa, são os dados em relação ao plebiscito sobre a Nova Constituição, que vem tendo uma grande rejeição da população. Cerca de 44,4% dos entrevistados votariam pela sua rejeição, enquanto apenas 25% votariam pela sua aprovação, deixando claro mais uma derrota de Boric diante do povo.
O Presidente Chileno Tenta se emplacar usando as demagogias identitárias, que são ótimas para a campanha eleitoral, e que faz o devido trabalho de fisgar a esquerda pequeno-burguesa – totalmente confusa e desorientada – a fim de fazer seu trabalho como ferramenta do imperialismo norte-americano.
Boric mostrou para que veio: se aproveitou bem de seu belo discurso demagógico de que defende as minorias e a população pobre, quando na verdade, como já relatamos aqui, com 1 mês de governo Boric já contava com mais de 50% de desaprovação.
E este número por si só já diz muita coisa, é um número assustadoramente grande e não acaba por aí: temos também os ataques à Venezuela, Cuba e à Nicarágua. Sendo assim, em poucos meses após tomar posse, revelou sua verdadeira inclinação política ao povo chileno.
O Presidente do Chile, Gabriel Boric, na vida real, persegue a população como fazia Piñera, ex-presidente chileno, seu antecessor. Contra as manifestações populares, ele usou a força da repressão estatal, mandou a polícia e as forças armadas para cima dos movimentos populares, decretando também uma medida de estado de sítio, o qual começou a vigorar no mês de maio na região onde habita o povo indígena Mapuche. Cumprindo, mais uma vez, seu papel neoliberal e recorrendo ao odioso instrumento repressivo.
Boric teve o apoio da esquerda cor de rosa para subir ao poder. Boulos também teve o apoio desta mesma esquerda, que, de maneira geral, apoia candidatos pró-imperialistas como é o caso deste. A alta rejeição de Boric representa a clara impopularidade da sua política que atende ao imperialismo e que na qual a população não tem aceitado de cabeça baixa, sendo um exemplo para toda a esquerda.
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Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI
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Mundo
Um problema latente
Crise imperialista pode ter acordado a classe operária mundial
Mundo pode ingressar em uma etapa revolucionária
Joe Biden. – Foto: Reprodução.
A crise no imperialismo se aprofunda, nenhum país do planeta escapa das grandes agitações políticas. Nos países europeus e nos EUA, o regime político tradicional se desmonta completamente e cresce a extrema direita; no Oriente Médio, os povos se levantam em armas; na América Latina os regimes golpistas todos entram em impasses. E a principal manifestação dessa crise no momento é a derrota do imperialismo na Ucrânia, por meio da ação militar russa. Historicamente, todos os momentos em que esse regime político mundial entrou em crise, a classe operária se levantou, e em muitos países tomou o poder.
Analisar os acontecimentos no principal país do imperialismo mundial deixa claro o tamanho da crise em que o capitalismo internacional se encontra. Os partidos que controlavam o regime político por décadas estão totalmente desmoralizados. Precisaram realizar uma gigantesca manobra com investimento bilionário nas eleições de 2020 para voltar ao poder por meio de Joe Biden. Trump no momento é o político mais popular do país e provavelmente retornaria ao governo caso as eleições acontecessem hoje. A situação econômica interna é terrível, e a pobreza se ampliou ainda mais com a pandemia de COVID-19.
Mas é a política internacional que revela o tamanho do buraco em que o imperialismo vem caindo. Foi no dia 15 de agosto de 2021 em que isso ficou evidente para todos, quando uma organização nacionalista muçulmana em um dos países mais pobres do mundo derrotou a maior força militar já formada na história da humanidade. A libertação do Afeganistão pelo Talibã deixou claro que o rei Biden não está apenas senil como também nu. E não só todos os povos do Oriente Médio notaram esse enfraquecimento como os governos da China e da Rússia.
O governo Biden depois do fiasco tentou expandir a sua presença militar na Ucrânia por meio da presença oficial da OTAN no país. O confronto que havia se iniciado em 2014 com o golpe de Estado protagonizado por neonazistas financiados pelos EUA assim adentrava um novo estágio. Em fevereiro de 2022, Vladimir Putin decidiu intervir, iniciou uma operação especial militar para desnazificar a Ucrânia e libertar as Repúblicas de Donetsk e Lugansk, que vinham pedindo esse auxílio militar a anos.
Mais uma vez um país atrasado derrotou o imperialismo militarmente e desta vez também revelou para todo o planeta as atrocidades que o governo norte-americano está disposto a fazer para manter seu domínio mundial. A primeira delas, a criação de todo um exército de nazistas, sendo o maior e mais famoso grupo o Batalhão Azov e a segunda o financiamento, com relação direta do Partido Democráta e do filho de Joe Biden, de laboratórios de armas biológicas. O imperialismo não só era derrotado militarmente como sua real face revelada a todos.
Se a vitória do Talibã já foi um estímulo a todos os povos do mundo a se levantarem contra a ditadura mundial que é o imperialismo, com destaque para os povos árabes e muçulmanos em geral, a vitória da Rússia teve o mesmo efeito à décima potência. No caso do Talibã a guerra estava terminando, houve apenas grandes comemorações nos 4 cantos do planeta pela derrota dos exércitos imperialistas. Já no caso da Rússia, com o início da guerra em dezenas de países, os trabalhadores saíram às ruas em solidariedade ao povo russo e contra a OTAN.
Não só isso como também os governos dos países oprimidos tenderam em sua grande maioria a se alinhar com a Rússia e não com o imperialismo. No Paquistão, por exemplo, o governo se demonstrou tão nacionalista que o imperialismo organizou um golpe para derrubar o presidente Imram Khan que agora lidera um movimento para voltar a ser o primeiro-ministro. O governo da Síria, aliado de Putin, já anunciou que no futuro próximo expulsará as tropas norte-americanas que se encontram ocupando o nordeste do país. O apoio à OTAN ficou quase que restrito aos seus membros e lacaios totais, como a Colombia.
Como visto acima a crise se manifestou nos governos e em demonstrações de solidariedade dos trabalhadores de todo o mundo. Mas visto que a tendência é o seu crescimento cada vez maior o que provavelmente será visto num futuro próximo é um novo ascenso da classe operária mundial. As crises mundiais do imperialismo, Primeira Guerra Mundial, Crise de 1929, Segunda Guerra Mundial, Crise de 1974, todas deram origem a gigantescas mobilizações e processos revolucionários e ao que tudo indica uma etapa semelhante se aproxima.
As enormes sanções aplicadas na Rússia pelo imperialismo já se mostraram totalmente ineficientes em desestabilizar o país. Putin na realidade ganhou mais popularidade desde o início da ação militar. Pelo contrário, os trabalhadores da Europa são quem estão sentindo o peso das sanções que levam a alta no preço do gás, produto de base tão essencial como a gasolina no Brasil. A classe operária dos países atrasados, como se vê na América Latina e no Oriente Médio, já se levantou em muitos países, e essa crise agora pode estourar até mesmo no centro do capitalismo mundial.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-mundial/
Crise imperialista pode ter acordado a classe operária mundial
Mundo pode ingressar em uma etapa revolucionária
Joe Biden. – Foto: Reprodução.A crise no imperialismo se aprofunda, nenhum país do planeta escapa das grandes agitações políticas. Nos países europeus e nos EUA, o regime político tradicional se desmonta completamente e cresce a extrema direita; no Oriente Médio, os povos se levantam em armas; na América Latina os regimes golpistas todos entram em impasses. E a principal manifestação dessa crise no momento é a derrota do imperialismo na Ucrânia, por meio da ação militar russa. Historicamente, todos os momentos em que esse regime político mundial entrou em crise, a classe operária se levantou, e em muitos países tomou o poder.
Analisar os acontecimentos no principal país do imperialismo mundial deixa claro o tamanho da crise em que o capitalismo internacional se encontra. Os partidos que controlavam o regime político por décadas estão totalmente desmoralizados. Precisaram realizar uma gigantesca manobra com investimento bilionário nas eleições de 2020 para voltar ao poder por meio de Joe Biden. Trump no momento é o político mais popular do país e provavelmente retornaria ao governo caso as eleições acontecessem hoje. A situação econômica interna é terrível, e a pobreza se ampliou ainda mais com a pandemia de COVID-19.
Mas é a política internacional que revela o tamanho do buraco em que o imperialismo vem caindo. Foi no dia 15 de agosto de 2021 em que isso ficou evidente para todos, quando uma organização nacionalista muçulmana em um dos países mais pobres do mundo derrotou a maior força militar já formada na história da humanidade. A libertação do Afeganistão pelo Talibã deixou claro que o rei Biden não está apenas senil como também nu. E não só todos os povos do Oriente Médio notaram esse enfraquecimento como os governos da China e da Rússia.
O governo Biden depois do fiasco tentou expandir a sua presença militar na Ucrânia por meio da presença oficial da OTAN no país. O confronto que havia se iniciado em 2014 com o golpe de Estado protagonizado por neonazistas financiados pelos EUA assim adentrava um novo estágio. Em fevereiro de 2022, Vladimir Putin decidiu intervir, iniciou uma operação especial militar para desnazificar a Ucrânia e libertar as Repúblicas de Donetsk e Lugansk, que vinham pedindo esse auxílio militar a anos.
Mais uma vez um país atrasado derrotou o imperialismo militarmente e desta vez também revelou para todo o planeta as atrocidades que o governo norte-americano está disposto a fazer para manter seu domínio mundial. A primeira delas, a criação de todo um exército de nazistas, sendo o maior e mais famoso grupo o Batalhão Azov e a segunda o financiamento, com relação direta do Partido Democráta e do filho de Joe Biden, de laboratórios de armas biológicas. O imperialismo não só era derrotado militarmente como sua real face revelada a todos.
Se a vitória do Talibã já foi um estímulo a todos os povos do mundo a se levantarem contra a ditadura mundial que é o imperialismo, com destaque para os povos árabes e muçulmanos em geral, a vitória da Rússia teve o mesmo efeito à décima potência. No caso do Talibã a guerra estava terminando, houve apenas grandes comemorações nos 4 cantos do planeta pela derrota dos exércitos imperialistas. Já no caso da Rússia, com o início da guerra em dezenas de países, os trabalhadores saíram às ruas em solidariedade ao povo russo e contra a OTAN.
Não só isso como também os governos dos países oprimidos tenderam em sua grande maioria a se alinhar com a Rússia e não com o imperialismo. No Paquistão, por exemplo, o governo se demonstrou tão nacionalista que o imperialismo organizou um golpe para derrubar o presidente Imram Khan que agora lidera um movimento para voltar a ser o primeiro-ministro. O governo da Síria, aliado de Putin, já anunciou que no futuro próximo expulsará as tropas norte-americanas que se encontram ocupando o nordeste do país. O apoio à OTAN ficou quase que restrito aos seus membros e lacaios totais, como a Colombia.
Como visto acima a crise se manifestou nos governos e em demonstrações de solidariedade dos trabalhadores de todo o mundo. Mas visto que a tendência é o seu crescimento cada vez maior o que provavelmente será visto num futuro próximo é um novo ascenso da classe operária mundial. As crises mundiais do imperialismo, Primeira Guerra Mundial, Crise de 1929, Segunda Guerra Mundial, Crise de 1974, todas deram origem a gigantescas mobilizações e processos revolucionários e ao que tudo indica uma etapa semelhante se aproxima.
As enormes sanções aplicadas na Rússia pelo imperialismo já se mostraram totalmente ineficientes em desestabilizar o país. Putin na realidade ganhou mais popularidade desde o início da ação militar. Pelo contrário, os trabalhadores da Europa são quem estão sentindo o peso das sanções que levam a alta no preço do gás, produto de base tão essencial como a gasolina no Brasil. A classe operária dos países atrasados, como se vê na América Latina e no Oriente Médio, já se levantou em muitos países, e essa crise agora pode estourar até mesmo no centro do capitalismo mundial.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-mundial/
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