Bancos

Tópico para falar dos principais bancos brasileiros

Espaço para debates sobre assuntos que não sejam relacionados a Chespirito, como cinema, política, atualidades, música, cotidiano, games, tecnologias, etc.
Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Nov 2022, 22:03

NOTÍCIAS
CONTRA A RAPINAGEM
O BNDES deve ser um banco de fato do desenvolvimento
O golpe foi responsável por cortar grande parte do investimento do BNDES na economia nacional, é necessário reverter por completo esta política

Imagem

Onovo governo Lula iniciou, na última semana, o chamado período de transição, um momento no qual questões do orçamento, definições de ministério, entre outros problemas são discutidos pela equipe responsável pelas alterações. No entanto, o problema central do novo governo, como já aponta a imprensa burguesa, será justamente a economia. Após seis anos de golpe de Estado, a burguesia não quer ver desaparecer sua política neoliberal, e o BNDES é visto por Lula como um dos pilares da nova política econômica de desenvolvimento nacional.

Nesse sentido, a imprensa burguesa vem montando uma operação de especulação sobre os ministérios e de chantagem contra o novo governo. Em todos os lugares, vê-se matérias explicando que seria impossível para Lula cumprir o que prometeu em campanha, e o caso específico do BNDES, muitas vezes apresentado por Lula como um financiador do desenvolvimento nacional, seria um ponto de críticas à política petista. Segundo a imprensa, Lula não haveria condições econômicas de promover um financiamento em passa das médias e pequenas empresas, e deveria se contentar com menos do que foi feito em seus primeiros mandatos.

O fato é que os setores que se colocam contra o uso do BNDES como um banco voltado ao desenvolvimento econômico do País são os mesmos que são defensores da política de rapina dos grandes bancos e do mercado financeiro. O principal setor da burguesia e do imperialismo, aquele ligado aos bancos, é contra o desenvolvimento econômico e industrial do Brasil. O motivo é que, no lugar de investir em indústrias e no desenvolvimento das empresas nacionais, a necessidade número um que apontam estes setores é a manutenção e crescimento dos lucros dos grandes conglomerados financeiros.

Lula, ao contrário do que aponta a campanha da imprensa golpista, precisa não recuar, mas sim, ir além do que fez em seus primeiros mandatos. Além de financiar as principais empresas nacionais, o BNDES deve ser utilizado como um banco voltado de fato para o desenvolvimento, ou seja, possibilitando uma reindustrialização do País em uma política que abra espaço para o pequeno e médio negócio, para o desenvolvimento por meio do financiamento do Estado, das industrias e da estrutura que permita este avanço.

O golpe foi responsável por cortar grande parte do investimento do BNDES na economia nacional, é necessário reverter por completo esta política e tornar o Estado nacional um grande pilar do investimento na industrialização do País.

https://causaoperaria.org.br/2022/o-bnd ... olvimento/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Avatar do usuário
E.R
Colaborador
Colaborador
Mensagens: 105421
Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
Programa CH: Chaves
Time de Futebol: Flamengo
Localização: Rio de Janeiro
Curtiu: 5086 vezes
Curtiram: 1985 vezes

Bancos

Mensagem por E.R » 13 Nov 2022, 22:51

BNDES deveria ser um banco para o desenvolvimento do Brasil.

E não para governos do PT emprestarem dinheiro para Cuba e Venezuela - https://veja.abril.com.br/coluna/maquia ... pos-do-pt/
Imagem
Imagem

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Nov 2022, 23:11

NOTÍCIAS
ROUBO
Lucro dos grandes bancos aumenta 7,6% enquanto o povo passa fome
Enquanto mais pessoas passam fome os mais ricos sempre mais ricos, a lei do imperialismo

Imagem
Hoje (11), os bancos brasileiros divulgaram seus balanços trimestrais e para os bancos foi gratificante, para os bancários e devedores é um verdadeiro tapa na cara. O lucro do Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil somaram R$ 24,8 bilhões no terceiro trimestre de 2022, o que corresponde a um aumento de 7,6% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Santander e Bradesco tiveram quedas acima de 20% do lucro de julho a setembro, já o BB com um aumento de quase 63% do lucro no mesmo período. O banco estatal lucrou R$ 8,4 bilhões no terceiro trimestre, alta de 62,7% em bases anuais, com um crescimento de 19% da carteira de crédito ampliada.

É necessário uma política que anistia de dívidas para a classe trabalhadora que segue humilhada e devendo a vida para que os bancos continuem sugando o sangue do povo brasileiro.


https://causaoperaria.org.br/2022/lucro ... assa-fome/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 16 Nov 2022, 02:29

NOTÍCIAS
LUCRO
Banco do Brasil obtém R$ 8,4 bilhões só no 3° trimestre de 2022
Os banqueiros vêm batendo recorde atrás de recorde em lucratividade à custa dos bancários e de toda a população

Imagem
Somente no 3º trimestre deste ano o Banco do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 8,4 bilhões, um crescimento de 62,7% em comparação ao 3º trimestre de 2021. Nos nove primeiros meses de 2022, o lucro líquido do banco está em R$ 22,72 bilhões, um aumento de 50,9% em relação ao período imediatamente anterior.

Os dados financeiros do Banco do Brasil analisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Diesse) são bastantes reveladores em vários aspectos, mais um deles chama bastante a atenção, aquele que mostra a receita do banco com prestação de serviços e tarifas bancárias tiveram um aumento de 11% entre janeiro e setembro de 2022, alcançando um valor de R$ 23,9 bilhões e, em contrapartida, as despesas com pessoal, incluindo o pagamento de Lucro e Resultado, totalizaram R$ 18,8 bilhões, ou seja, somente com a arrecadação de tarifas bancárias e serviços cobrados da população, o banco paga a folha de pagamento de pessoal com larga folga.

Outra questão também chama a atenção, foi o anúncio da direção golpista do BB de ter aprovado a distribuição de mais R$ 486,6 milhões a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos e mais de R$ 1,8 bilhão sob a forma de juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao terceiro trimestre.

O lucro do Banco do Brasil, da mesma forma como vem sendo realizado nas demais empresas estatais, como a Petrobras, por exemplo, que transferiu para os acionistas em 2022 cerca de R$ 180 bilhões, demostra, que o governo golpista e ilegítimo Bolsonaro está rapinando as estatais; empresas essas que deveriam estar subordinadas aos interesses públicos, mas que vem sendo utilizadas para beneficiar meia dúzia de acionistas, nacionais e estrangeiros.

Para o coordenar da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), João Fukunaga, “é curioso que, diante de uma economia patinando, aumento da miséria e índice de famílias brasileiras com contas em atraso passando dos 30% [de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo/CNC], a prioridade de um banco público como o BB seja agir como qualquer banco privado, para atender expectativas de acionistas” (site Contraf/CUT 10/11/2022).

Além disso, enquanto os banqueiros, setor mais parasita da economia, lucram um absurdo à custa do arrocho salarial e demissões em massa e com a pagamento por toda a população de taxas extorsivas e cobrança de tarifas de serviços nas alturas, o BB também bate recorde de demissões e fechamento de agências em todo o país. Uma empresa que, antes do golpe de Estado de 2016, contava com um contingente de funcionários em torno de 100 mil, hoje passa um pouco de 86 mil; contava com a sua presença em praticamente em todos os mais de 5 mil municípios brasileiros e, por conta dessa política, hoje está presente em apenas 3.172 deles.

Para os grandes banqueiros e capitalistas, nacionais e internacionais e seus representantes no governo, o que interessa é somente manter o lucro, e fazem isso às custas da superexploração dos trabalhadores bancários e de toda a população.

Não há dúvida que são os banqueiros quem mais lucram no atual estágio de decomposição econômica e política do capitalismo. Todas essas falcatruas e vigarices promovidas pelos governos dos banqueiros, só podem ser bloqueadas pela intervenção, firme e organizada, dos trabalhadores através de suas organizações e, organizar uma verdadeira luta pela estatização do sistema financeiro sob o controle dos trabalhadores.


https://causaoperaria.org.br/2022/banco ... e-de-2022/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Nov 2022, 01:06

NOTÍCIAS
BANQUEIROS X JOGOS DO BRASIL
Santander impõe compensação de horas nos dias de jogos do Brasil
O Banco Santander, em comunicado aos seus funcionários, determinou que as horas não trabalhadas em dias de jogos do Brasil sejam compensadas

Imagem
AFederação Brasileira dos Bancos (Febraban) determinou horários especiais de funcionamento das agências bancárias durante os dias dos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2022, que terá o seu início no próximo dia 20 de novembro.

Como acontece em todas as Copas do Mundo e, por ser o futebol uma paixão nacional, parte da cultura dos brasileiros, nada mais normal a implementação de horários diferenciados no comércio, nas repartições públicas, nos locais de trabalho em geral, para que os trabalhadores possam assistir e torcer pela Seleção Brasileira com os seus familiares e amigos.

Mas, como não poderia ser diferente, os banqueiros imperialistas espanhóis em solo brasileiro do Santander, não se sensibilizam nem um pouco quando o assunto diz respeito às tradições do povo brasileiro.

O banco, em comunicado aos seus funcionários, determinou que as horas não trabalhadas em dias de jogos do Brasil sejam compensadas. Um verdadeiro absurdo, quando o Santander foi o único banco que se colocou no sentido da compensação dessas horas.

Os banqueiros golpistas do Santander vem sendo a vanguarda desse setor da economia, parasita dos trabalhadores e de toda a população, no quesito ataque aos bancários.

O Santander vem sistematicamente aumentando a ofensiva reacionária aos trabalhadores bancários através da abertura das agências nos finais de semana; antecipação da abertura do horário bancário na pandemia para “atender” os preferenciais; terceirização de setores inteiros do banco; não pagamento de horas extras devidas; semiescravização de seus funcionários com o aumento da carga horária de trabalho com a ampliação do horário de atendimento de suas agências; etc., etc., etc.

E agora, mais essa: penalizar os seus trabalhadores ao exigir que compensem as horas não trabalhadas nos jogos do Brasil na Copa do Mundo de 2022. Medida essa que vai contra, inclusive, a determinação da Febraban. Imagina se essa moda pega!?

Mesmo apresentando lucros bilionários ano após ano (no 3º trimestre de 2022 o banco lucrou nada menos do que R$ 3,122 bilhões e, nos nove primeiros meses do ano, o banco lucrou R$ 11,21 bilhões), os banqueiros imperialistas superexploram os seus trabalhadores para aumentar, ainda mais, os seus fabulosos lucros.

Os bancários do Santander e suas organizações, juntamente com os demais trabalhadores bancários, não devem aceitar mais essa arbitrariedade dos patrões.

É preciso organizar, imediatamente, uma campanha vigorosa contra mais essa arbitrariedade dos banqueiros. Os trabalhadores do Santander, através das suas organizações sindicais, vêm realizando diversas manifestações contra os ataques do banco, através de paralisações, retardamento da abertura das agências, dentre outras. É necessário intensificar as mobilização para barrar mais essa ofensiva reacionária da direita golpista.



https://causaoperaria.org.br/2022/santa ... do-brasil/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Avatar do usuário
E.R
Colaborador
Colaborador
Mensagens: 105421
Registrado em: 01 Fev 2009, 19:39
Programa CH: Chaves
Time de Futebol: Flamengo
Localização: Rio de Janeiro
Curtiu: 5086 vezes
Curtiram: 1985 vezes

Bancos

Mensagem por E.R » 17 Nov 2022, 13:16

NOTÍCIAS
https://valor.globo.com/financas/notici ... undo.ghtml

Os bancos terão um horário diferente de atendimento ao público nos dias de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo.

Quando o Brasil jogar às 16h, os bancos funcionarão das 9h às 14h em estados com horário de Brasília.

Nos dias em que o jogo começar às 13h, o atendimento será das 8h30 às 11h30 nos estados com horário de Brasília.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a decisão de modificar o expediente considerou questões como a segurança das agências e do transporte de valores.
Imagem
Imagem

Avatar do usuário
Barbano
Administrador
Administrador
Mensagens: 44022
Registrado em: 28 Jan 2009, 13:29
Time de Futebol: São Paulo
Localização: São Carlos (SP)
Curtiu: 1698 vezes
Curtiram: 3436 vezes

Bancos

Mensagem por Barbano » 17 Nov 2022, 15:56

Ué, toda empresa determina compensação das horas dos jogos. Até em órgãos públicos isso acontece. Normal.

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Nov 2022, 05:13

NOTÍCIAS
ROMPIMENTO
Alta do dólar e campanha do PIG: os banqueiros contra Lula
Burguesia tenta pressionar Lula a cumprir o que quer

Imagem
Todas as propostas de Lula apontam para uma mesma necessidade: o rompimento do teto de gastos imposto pelo governo golpista de Michel Temer. A medida, implementada para limitar o orçamento para investimentos em setores como saúde, educação e outros, impede que determinado orçamento seja gasto a mais do que o limite imposto pelo teto, impedindo que diversas políticas prometidas por Lula e que realmente fariam alguma diferença para o povo fossem aplicadas.

A cada declaração de Lula em entrevistas ou discursos surgem notícias de que a bolsa caiu em tantos pontos e o dólar subiu em uma determinada porcentagem. É um fator constante e que, no fim das contas, faz parte da campanha da imprensa burguesa e do capital financeiro para que Lula faça o que o “mercado” quer, ou seja, o que a burguesia e o imperialismo querem.

Felizmente, Lula parece não estar ligando muito para as declarações da burguesia, impulsionadas pela imprensa burguesa: “Eu nunca vi um mercado tão sensível quanto o nosso. É engraçado que esse mercado não ficou nervoso com quatro anos de [Jair] Bolsonaro”, afirmou o futuro presidente em um discurso na semana passada.

“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal nesse país? Por que que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos? É preciso fazer superávits? É preciso fazer tetos de gasto? Por que as mesmas pessoas que discutem com seriedade o teto de gasto não discutem a questão social do país?”, afirmou Lula no mesmo discurso.

A imprensa tem papel fundamental nessa propaganda – é sempre a primeira a noticiar em destaque uma matéria afirmando que o dólar subiu e a bolsa caiu após alguma fala impactante de Lula. Um exemplo disso foi a capa da Folha de São Paulo da última quinta-feira (17), como demonstrado na imagem abaixo.

Imagem
Como bem disse Lula durante a Conferência do Clima da ONU (COP 27): “Você tenta desmontar tudo aquilo que faz parte do social e você não tira um centavo do sistema financeiro (…). Se eu falar isso, vai cair a bolsa, o dólar vai aumentar, paciência… o dólar não aumenta e a bolsa não cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia.”

Na realidade, é possível afirmar que a bolsa cai e o dólar sobe por coisas sérias, mas só se o que for sério for o dinheiro no bolso do capitalista — de resto, a bolsa assim como o preço do dólar são coisas artificiais, completamente controlada por “especuladores que vivem especulando todo dia” para causar determinados impactos no chamado “mercado” e, assim, influenciar a situação política, como vem acontecendo na questão do teto de gastos.

Na imprensa, é possível ver uma série de artigos escritos em economês, afirmando que a PEC da Transição prevê R$175 bilhões fora do teto e que esse número pode chegar até mesmo a R$198 bilhões, ainda fora do teto — jogam uma série de números estrondosos como se o Brasil estivesse simplesmente perdendo esse dinheiro, jogando-o no lixo para absolutamente nada, sem citar que grande parte disso vai para a melhoria de programas sociais e para tentar reverter o desastre causado pelo governo Bolsonaro nos últimos 4 anos.

Outro ponto que a imprensa fala muito é sobre a falta de dinheiro do País para sustentar tudo isso — primeiramente, é importante observarmos que o Brasil é um País cheio de riquezas e áreas para serem exploradas, assim como com muito indústria para ser desenvolvida, as quais são monopolizadas pelo imperialismo, que leva todas essas riquezas produzidas para o exterior. Não só isso, mas uma solução óbvia e simples é retirar o dinheiro que a burguesia rouba da população, sobretudo dos bancos, que retiraram bilhões do Brasil para seus bolsos todos os anos.

O que todo esse conflito revela é que há, neste momento, uma crise política cada vez maior entre Lula e o grande capital. E o motivo da crise é facilmente compreensível: os banqueiros precisam que o próximo governo brasileiro seja uma continuidade do governo de Michel Temer, que se comprometa com a devastação do País e a submissão aos Estados Unidos, enquanto Lula, eleito com grande base popular, expressa à tendência ao enfrentamento a essa política.



https://causaoperaria.org.br/2022/alta- ... ntra-lula/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Nov 2022, 01:06

NOTÍCIAS
"PARA DE MIMIMI"
Gleisi sobre pressão dos bancos: “não vamos fazer estelionato”
A presidenta do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann, se colocou de maneira firme em defesa das pautas dos trabalhadores, contra o chamado "mercado"

Imagem
Após o segundo turno, Lula não fez qualquer aceno ao “mercado”, como quer os especuladores. Até agora, após as nomeações para a equipe de transição, que incluíram uma gama de neoliberais, mas também de pessoas ligadas ao presidente eleito, todas as declarações do petista vão no sentido de garantir o prometido na campanha, as reivindicações mais imediatas dos trabalhadores, com recomposição do Bolsa Família pelo valor do atual auxílio com aumento, e de programas na saúde e educação, além de sinalizar o aumento do salário mínimo mas, no primeiro ano, com aumento real ainda muito insuficiente (1,3%). A equipe de transição, a princípio, não será um parâmetro para determinar o que Lula pretende fazer em seu governo.

A partir daí, a imprensa burguesa vem buscando pressionar o presidente eleito com tudo, e num tom que sobe a cada dia. Primeiro, pedindo um ministro da Economia ortodoxo (neoliberal) e questionando a verba pedida pelo futuro governo para cumprir suas promessas, de R$200 bilhões acima do teto de gastos, ao ver que suas demandas caíam em ouvidos moucos, começou a atacar o presidente. A aparente lua de mel “antibolsonarista” se tornou um campo de batalha, e ataques de baixo nível, como tradicional da imprensa golpista, retornaram à ordem do dia.

Manipulações e como respondê-las

A última manobra da burguesia são as manipulações de mercado. Vendo que toda a pressão de imprensa, apenas, não está surtindo o efeito desejado, apesar de terem conseguido afastar Guido Mantega (ex-ministro desenvolvimentista de Dilma) da equipe de transição, começaram a brincar com o valor do dólar e as cotações da Bolsa, levando a flutuações, altas do dólar e baixas na Bolsa, que se revertem parcialmente no dia seguinte, mas são usadas para buscar dar uma base real às críticas da burguesia.

Face a esse verdadeiro “piti” do “mercado”, com flutuações artificiais que recebem destaque diário nas páginas do monopólio da imprensa golpista, Lula deu declaração categórica na terça-feira. Mais tarde nessa semana, a presidenta do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann, desenvolveu no mesmo ponto, e se colocou de maneira firme em entrevista ao portal G1:

“Esse pessoal não vai mudar o que fizemos na campanha. Não vamos fazer estelionato eleitoral. Para de mimimi”, afirma. “Esse mercado é uma vergonha, ninguém está passando fome no mercado.”

Gleisi ainda denunciou a farsa da chamada terceira via, a direita tradicional, neoliberal. A presidenta do PT afirmou que são um setor sem votos e que querem impor sua pauta. Ainda deu declaração forte sobre o chamado “mercado”, ou seja, os banqueiros:

“Já sabiam que ia acontecer. Nós e Bolsonaro dissemos na campanha. Bolsonaro prometeu coisa que nem podia fazer. Óbvio que [o Bolsa Família] é extratexto, vamos parar com essa palhaçada. Se quer fazer sua agenda, bota nome na praça e vai buscar voto. Eles [o mercado financeiro] estão especulando. Quer dizer que aumentar despesa com juros não tem problema, mas pelo lado do Bolsa Família tem problema? Eles que vão buscar voto, por que não se manifestaram durante a campanha? Não estamos na década de 90 que mercado é todo poderoso. Vergonhoso”.

Levar adiante o movimento que elegeu Lula

O futuro governo Lula, pelas declarações do próprio presidente e, agora, somadas às de Gleisi Hoffmann, demonstra estar alinhado mais à esquerda. Outras pessoas de destaque nos movimentos dos trabalhadores, como João Pedro Stédile, liderança histórica do MST, também vem dando declarações que demonstram uma virada à esquerda e uma disposição de mobilização da classe trabalhadora de conjunto. A vitória eleitoral foi garantida pela mobilização, é preciso dar continuidade à coisa.

Para que o governo Lula consiga implementar suas medidas, garantir as reivindicações dos trabalhadores e, indo além, desenvolver a economia nacional, com o fim das privatizações e investimento na economia nacional, será necessário um movimento organizado da classe operária, que garanta sustentação ao governo no choque contra a burguesia imperialista. É esse movimento, que pode, também, levar o governo a uma posição ainda mais à esquerda, para levar a cabo a revogação de todas as medidas do golpe, a reestatização das empresas privatizadas, a refundação da Petrobrás, com o petróleo 100% nacional e ainda mais. A tarefa do momento é organizar esse movimento, impulsionar essa tendência que já se mostra e garantir a posse de Lula presidente e, mais que isso, um governo dos trabalhadores.



https://causaoperaria.org.br/2022/gleis ... telionato/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 20 Nov 2022, 04:29

NOTÍCIAS
POLÍTICA ECONÔMICA
Se os banqueiros não gostam, é porque Lula está no caminho certo
"Mercado" e imprensa continuam atacando Lula, demonstrando que o presidente eleito entra em contradição com os capitalistas e defende uma política progressista

Imagem
Desde que venceu as eleições deste ano, com a votação mais acirrada de toda a história da República brasileira, Lula tem se mantido firme em relação ao que defendeu durante a sua campanha eleitoral. Ao invés de mudar completamente de um dia para o outro, mostrou-se firme em sua política, indicando que, de fato, lutará para cumprir o que prometeu ao longo do pleito.

Nesse sentido, Lula continua defendendo uma política econômica progressista, atacando o teto de gastos, a chamada “austeridade fiscal” (que serve apenas aos patrões) e advogando em prol de uma doutrina financeira mais à esquerda, baseada, sobretudo, na condição de vida da classe operária brasileira.

A burguesia, de maneira geral, demonstrou seu enorme descontentamento frente às falas de Lula, utilizando a imprensa burguesa para pressioná-lo e sua equipe a adotar uma posição de direita. Algo que se manteve constante ao longo das últimas semanas.

Simone Tebet, por exemplo, membro da equipe de transição de Lula, criticou o PT afirmando que é preciso discutir as reformas neoliberais do golpe, como a tributária e a administrativa, rumo à sua aprovação. A Globo, por meio de seus editoriais, chegou a dizer que Lula está testando a “paciência dos brasileiros que sabem fazer contas”. Chegou a tal ponto que Guido Mantega, um dos representantes da ala esquerda dentro da transição do governo Lula, teve de renunciar à sua posição devido à massiva campanha da imprensa burguesa.

Após os discursos de Lula na COP27, o dólar subiu e a bolsa de valores caiu. Lula havia feito duras críticas aos especuladores.

Ou seja, fica claro que os banqueiros não estão gostando do que Lula vem fazendo e falando, são indícios positivos que mostram que Lula está no caminho certo. Afinal, o presidente eleito indica que pode governar para os trabalhadores e, logo, rejeita parte dos interesses da burguesia, uma vez que suas necessidades se baseiam na exploração do povo em prol de sua própria riqueza.

De fato, Lula se coloca em contradição com setores da burguesia brasileira, e, principalmente, com o próprio imperialismo – suas declarações na COP 27 são prova disso. A tendência, portanto, é que a imprensa burguesa engrosse cada vez mais o seu tom em relação a ele, aumentando, assim, a sua pressão contra tudo e qualquer coisa que lembre minimamente algo de esquerda.

Fato é que o imperialismo está em crise, talvez a maior de toda a sua história. A eleição de Lula representou uma enorme reação ao golpe no País, uma derrota imposta pelo povo trabalhador à burguesia. Esta não pode, portanto, suportar muitas outras derrotas, já está extremamente enfraquecida e, consequentemente, precisa controlar o próximo governo Lula o máximo que conseguir. É daí que vem a necessidade de pressioná-lo constantemente.

Lula deve continuar no rumo que tomou até o momento, e radicalizar. Seu governo deve ser baseado principalmente na mobilização dos trabalhadores – foram eles que garantiram a sua eleição – e, dessa forma, precisa defender intransigentemente os direitos da classe operária brasileira. A burguesia sempre reclamará daquilo que lhe é danoso, algo que, a Lula, só deve servir como sinal de que está seguindo o caminho correto.



https://causaoperaria.org.br/2022/se-os ... nho-certo/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 20 Nov 2022, 20:46

NOTÍCIAS
PIRATARIA IMPERIALISTA
Banqueiros querem, uma vez mais, que os pobres paguem a conta
Aves de rapina querem até o osso do Brasil, sem deixar nada para o povo. É preciso organizar um movimento que dê sustentação ao governo de Lula, por um governo dos trabalhadores

Imagem
Overdadeiro pirata do imperialismo, o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central durante o segundo governo de Fernando Henrique Cardoso, homem da privataria e da destruição nacional; resolveu palpitar sobre como Lula deve conduzir a economia. Para Fraga, a responsabilidade fiscal, ou seja, o não investimento na economia e na garantia de direitos da população, deve ser garantido. Isso porque, seria isso que estabilizaria as contas do país. Em outras palavras, o repasse de dinheiro aos banqueiros parasitas deve ser elevado ao máximo, e quem tem que pagar é o povo. Essa é a estabilidade, a estabilidade da rapina, do roubo do Brasil para os capitalistas.

Segundo o banqueiro, o mercado investe na economia. O curioso foi Armínio não explicar porque o mercado, que são os banqueiros, o capital financeiro, não desenvolveu em nada a economia nacional ao longo dos seis anos de golpe, em que estiveram no poder. Ao contrário, jogaram o povo no desemprego e no desalento, na fome e na miséria. As vias dos centros urbanos do País estão permeadas de famílias inteiras, que perderam suas moradias pela inflação de tudo, inclusive dos aluguéis, em meio à perda do emprego e do arrocho salarial.

Para Fraga, o BNDES, que teve papel fundamental para o desenvolvimento da economia nacional, ainda que menor do que poderia, ao longo da gestão petista, teria sido substituído pelo mercado. Mas de lá para cá, a população não viu resultado algum dos investimentos do mercado, a vida piorou de maneira aguda. Para o pirata Armínio Fraga, garantir uma economia que não seja administrada para pagar dívidas fraudulentas a banqueiros é populismo. Garantir os direitos sociais e desenvolver a indústria? Populismo, diz esse verdadeiro corsário do imperialismo.

Como solução para a economia nacional, o banqueiro afirma ainda ser necessário outra reforma da Previdência Social, pois “muita coisa ficou de fora da última reforma”. O povo já perdeu o direito de se aposentar. Para o banqueiro, não foi o bastante, é preciso aprofundar o processo de massacre dos trabalhadores. O economista defendeu, ainda, um realinhamento do teto de gastos para a capacidade de investimento do Estado nacional, ou seja, um teto para os juros intermináveis da dívida publica.

O banqueiro ainda mentiu descaradamente ao afirmar que a inflação e o desemprego são fruto de um “descontrole” do Estado. Ambas as condições, tanto do emprego quanto da inflação, são frutos da política defendida por Armínio Fraga, toda a imprensa golpista e o imperialismo para o Brasil. Quer dizer, a política de impedir o investimento estatal na economia, de desindustrializar o país, de deixar a regulação do mercado estabelecer como será regida a área econômica.

Essa é uma política de ataque ao povo, de desvalorização da moeda nacional, de manutenção do país no estado de atraso, como exportador de matéria-prima primária, as chamadas commodities, sem refino, ao passo em que importa a matéria refinada e produtos industrializados, é uma política de desequilíbrio da balança comercial do país, em que ele fica condenado à situação de verdadeira colônia dos países imperialistas. É uma política de submissão nacional.

Para os trabalhadores, o que sobra são poucos empregos e ruins, com salários de miséria, sem direitos. O atraso nacional massacra o povo ao impor a desvalorização da moeda e os produtos mais básicos, como os alimentos produzidos no país, são destinados pelos grandes produtores ao mercado externo, que paga com uma moeda mais forte. Isso acarreta numa escalada da inflação que açoita os trabalhadores, e joga a maioria da população na fome, como temos hoje no Brasil.

A “responsabilidade fiscal” deve ser combatida com todas as armas possíveis e imagináveis. O governo Lula foi eleito pela mobilização dos trabalhadores, e agora precisa dela para ter garantida sua posse e seu governo. Para se opor à pressão crescente da burguesia, Lula irá precisar de um movimento forte, organizado, em que consiga se apoiar e garantir as pautas mínimas que prometeu. Já a classe operária deve se mobilizar ao máximo não apenas pelas promessas de Lula, mas para ir além, por um governo dos trabalhadores, com a reestatização de todas as empresas privatizadas, a refundação da Petrobrás, com o petróleo 100% estatal, em defesa da soberania nacional e dos trabalhadores, contra o que quer que o imperialismo jogue na direção do novo governo.



https://causaoperaria.org.br/2022/banqu ... m-a-conta/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 21 Nov 2022, 19:21

NOTÍCIAS
IMPERIALISMO
Ilan Goldfajn é eleito presidente do BID
Ligado a Israel e ao imperialismo, banqueiro brasileiro é o primeiro do País a presidir o BID

Imagem
Ilan Goldfajn foi eleito o novo presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um banqueiro ligado ao imperialismo e a Israel.

O ex-presidente do Central é o primeiro brasileiro a presidir o BID, tendo sido inclusive uma das indicações de Bolsonaro para o cargo.

https://causaoperaria.org.br/2022/ilan- ... te-do-bid/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 23 Nov 2022, 02:09

NOTÍCIAS
DESTRUIÇÃO ECONÔMICA
Ilan Goldfajn, um vampiro neoliberal a serviço dos EUA
O presidente eleito do BID é um homem forte das principais organizações financeiras do imperialismo: Banco Mundial e FMI, além de ter atuado no governo golpista de Michel Temer

Imagem
No último domingo (20/11), Ilan Goldfajn, economista do imperialismo, foi eleito pelo conselho do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID para presidir a entidade, sediada em Washington, com apoio de 80% do capital do banco. O economista teve até o momento participação destacada em órgãos imperialistas, assim como no ataque de destruição ao Brasil, com o golpe de 2016 e até mesmo antes.

Goldfajn foi indicação do governo Jair Bolsonaro e, em particular, do ministro da Economia, o banqueiro neoliberal Paulo Guedes, responsável por emplacar a Reforma da Previdência, que acabou com o direito à aposentadoria e dificultou gravemente o acesso inclusive nos casos de invalidez. O economista cumpria papel central no Fundo Monetário Internacional – FMI, como Diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental, e se licenciou para concorrer ao cargo no BID.

Homem forte da destruição neoliberal

Durante o segundo governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), o destruidor do Brasil, Ilan Goldfajn ocupou o cargo de diretor de política econômica do Banco Central (BC). Esteve à frente do órgão de 2000 a 2003. Aquele governo foi marcado por acabar com as condições de vida da população e com a indústria nacional.

O novo presidente do BID prestou serviços também durante o governo golpista de Michel Temer. Em junho de 2016, assumiu a presidência do Banco Central, e ficou no cargo até 2019. O governo Michel Temer teve por característica o ataque total aos trabalhadores. Duas das principais medidas foram a Reforma Trabalhista, que acabou com os direitos dos trabalhadores, e o Teto de Gastos, que impede o governo de realizar gastos sociais, como educação, saúde e até mesmo investimento no desenvolvimento econômico nacional. Suas façanhas durante o governo Temer lhe renderam a eleição de melhor banqueiro central do mundo por duas revistas internacionais, a The Banker (2017) e a Global Finance (2018), pela escala da destruição e entrega do suor dos trabalhadores ao sistema financeiro.

O economista ainda integrou como economista-chefe e sócio o Itaú Unibanco e, como economista e sócio, a Ciano e a Gávea Investimentos, além de ter sido presidente do Conselho Consultivo do Credit Suisse Brasil.

Atuou como consultor para duas das principais ferramentas diretas do imperialismo, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional – FMI. No FMI, foi economista de 1996 a 1999 e, no último período, em 2022, compôs o fundo como Diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental, um cargo de peso.

Dominação para o atraso

Junto ao FMI e ao Banco Mundial, o BID cumpre papel central na América Latina em aplicar as regras definidas no Consenso de Washington, quais sejam, a doutrina econômica neoliberal, que estabelece a colonização dos países atrasados, com a subordinação de suas economias aos interesses dos EUA. Na prática, são políticas de:

Cortes de gastos estatais, reduzindo serviços e funcionários, ou seja, acabando com as garantias sociais dos serviços públicos como saúde, educação e infraestrutura de todo tipo;
Desonerações fiscais, diminuindo os impostos sobre as empresas e, portanto, reduzindo a capacidade do Estado de atuar nas áreas tanto sociais como na própria economia;
Privatização das empresas estatais, de todas as áreas, reduzindo a capacidade do Estado de atuar tanto na infraestrutura como nos serviços, além de transferir a riqueza gerada por essas empresas ao setor privado a troco de nada, pelas desonerações e reduzindo ainda mais o caixa do Estado nacional, que fica sem a possibilidade de utilizar suas empresas num sentido estratégico de desenvolvimento nacional, e num sentido de arrecadação pelos serviços prestados;
Abertura econômica, o que põe fim ao protecionismo, o que acaba com a indústria do país. A abertura coloca as empresas dos países atrasados em competição direta com os conglomerados do imperialismo, algo impossível para países com indústria incipiente. O mercado do país, então, é capturado pelos monopólios internacionais. Combinado à desoneração generalizada de impostos para empresas, na prática o processo serve como transferência direta de riqueza dos países atrasados para os países imperialistas.
Desregulamentação econômica e trabalhista, a cereja no bolo, pela qual as empresas internacionais irão não apenas explorar o mercado interno do país, mas também a mão-de-obra, que será extremamente barata, e as matérias primas. Como um processo de colonização.
Os bancos, FMI, Banco Mundial e o BID nas Américas, aplicam essa política ao vincular os empréstimos às políticas de destruição nacional, o que vimos recentemente na Grécia, lá com participação também do Banco Europeu. Para sair da dívida, o país deve conter a crise, investindo pesadamente na recomposição da economia, mas tal plano é rejeitado pelos bancos internacionais. Dizem eles que apenas pela total destruição econômica aceitarão emprestar o dinheiro, um processo de chantagem que, vinculado a pressões internas impulsionadas pelo próprio imperialismo, amarram os países atrasados no impedimento de se desenvolverem. Caso o governo mude no meio do processo, e queira encarar a dívida com outros olhos, buscando desenvolver o país, a pressão internacional e econômica estrangula os governantes para que cedam e apliquem a receita neoliberal. É isso o que o imperialismo impôs no BID, e é o que quer para o Brasil.


https://causaoperaria.org.br/2022/ilan- ... o-dos-eua/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 24 Nov 2022, 10:11

NOTÍCIAS
LUCRO DOS BANCOS
Nadando na grana, Bradesco lucra R$ 19,29 bilhões em 9 meses
Ao passo que os banqueiros lucram bilhões, os bancários amargar o arrocho salarial

Imagem
OBradesco divulgou o balanço do terceiro trimestre deste ano. A instituição financeira anunciou no começo do mês um lucro líquido ajustado de R$ 5,211 bilhões. Nos 9 meses de 2022, o lucro líquido do banco atingiu a marca de R$ 19,29 bilhões.

A margem financeira total do banco foi de R$ 16,283 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 3,7% ante o mesmo período do ano passado. A carteira de crédito expandida do banco registrou aumento de 13,6% em relação ao mesmo período do ano passado, obtendo a marca de R$ 878,571 bilhões.

Um dos fatores que contribuem para altas taxas lucro dos bancos é a superexploração dos trabalhadores. Para tal, os banqueiros promovem uma política de demissão e arrocho salarial nunca dantes vista. De 2020 a 2021, ou seja, num período de 12 meses, a direção golpista do Bradesco eliminou 8.198 postos de trabalho e, nesse mesmo período, extinguiu 765 agências e 120 postos de atendimento (PA). Já em 2022, até agora foram encerradas 159 agências, com apenas 638 novos postos de trabalho.

A demissão em massa não impediu que o Bradesco ampliasse o número de clientes, passando dos 74,8 milhões em 2021, para os atuais 76,8 milhões.

Os banqueiros aproveitam as demissões para impor o arrocho salarial. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (Dieese), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a remuneração média dos demitidos, na categoria bancária, era de R$ 7.138,00, a dos admitidos de R$ 4.564,00.

É importante entender que as demissões é o mecanismo para reduzir os salários. Muitas vezes são demitidos trabalhadores com mais tempo de casa e contratadas pessoas com menos experiência e por menores salários.

Depois de explorarem ao máximo os trabalhadores, os banqueiros, além de jogar no olho da rua os mais antigos, aqueles que permanecem os banqueiros promovem um profundo arrocho salarial, para manterem seus fabulosos lucros.

É preciso dar um basta à toda essa política reacionária dos banqueiros e seus governos. Organizar imediatamente uma campanha vigorosa contra as demissões, uma mobilização que tenha como perspectiva a luta unitária de toda a categoria bancária para barrar as demissões e a política de arrocho salarial. Para isso é mais que necessária criar em cada local de trabalho comitês de luta para armar os trabalhadores em defesa dos seus direitos e conquistas.

https://causaoperaria.org.br/2022/nadan ... m-9-meses/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Chapolin Gremista
Banido
Banido
Mensagens: 7098
Registrado em: 03 Fev 2009, 00:22
Programa CH: Chapolin
Time de Futebol: Grêmio
Localização: Viamão - RS
Curtiu: 223 vezes
Curtiram: 137 vezes

Bancos

Mensagem por Chapolin Gremista » 27 Nov 2022, 06:27

NOTÍCIAS
PELA ESTATIZAÇÃO DOS BANCOS
Sabatina com os banqueiros: quem realmente manda no Brasil?
Lula foi eleito com 60 milhões de votos, mas os banqueiros, odiados pelo povo, querem que seu governo seja a continuação do que foram Temer e Bolsonaro

Imagem
Onovo governo Lula se aproxima e a burguesia segue pressionando o PT para que mantenha o controle sobre os setores mais importantes, com destaque para o Ministério da Economia. O debate está correndo desde o dia após a vitória eleitoral de Lula e os banqueiros são o setor que mais lhe pressiona pela escolha de um neoliberal puro sangue. Inclusive, o presidente eleito foi convidado pela Febraban, a Federação Brasileira de Bancos, mas acabou enviando Fernando Haddad. O que fica claro é que os banqueiros, que não tiveram sequer um voto, querem mandar no País a qualquer custo.

A vitória eleitoral de Lula por meio da força da mobilização popular de milhões de trabalhadores foi uma derrota dos bancos. O golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma e prendeu Lula teve como um dos principais motivos a imposição de uma política econômica totalmente neoliberal, um saque total do País. O governo Temer foi o maior exemplo disso e o governo Bolsonaro, mesmo com a queda de diversos ministros, se manteve com Paulo Guedes até o fim.

Os banqueiros, que são o setor da economia mais ligado ao imperialismo e que tem como seu porta-voz a imprensa burguesa, querem ter um controle total do Brasil. Eles tentam derrubar o governo do PT desde 2014, conseguiram seu objetivo por 6 anos e, agora, com a volta de Lula, estão exercendo uma pressão enorme para que indiquem o cargo mais importante do governo federal.

Os nomes indicados são os piores vampiros neoliberais, como Pérsio Arida, que está na equipe de transição. A pressão se transforma em uma luta interna no PT, os setores mais de esquerda ligados a Lula, como a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, já indicaram que não vão se curvar aos ditames do “mercado”. Enquanto isso, a ala direita, como Jaques Wagner, já afirmou que “falta um ministro da Fazenda para assumir a coordenação da negociação no Congresso”. Ele acha que é necessário um porta-voz na economia, que seja um “grande interlocutor no Congresso”. Afirmação a qual Gleisi se colocou abertamente contra.

Nessa conjuntura, os banqueiros organizados na Febraban convidaram o presidente eleito para tentar intervir na escolha do ministro. Lula, por sua vez, não deu muito valor ao convite e mandou o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da educação Fernando Haddad para conversar com os banqueiros. Há boatos de que Haddad seria um possível Ministro da Fazenda, mas parece que o “mercado” não ficou feliz com o discurso de Haddad, mesmo tratando-se de um elemento direitista dentro do PT.

O Estadão já noticiou que o discurso “não empolga”. Dois banqueiros foram entrevistados, o primeiro afirmando não ter “nada de concreto” no discurso e o segundo que o “mercado está no escuro”. Haddad, em sua fala, afirmou:

“[Será necessário] melhorar a qualidade da receita, pela reforma tributária, e melhorar muito a qualidade das despesas […] Será preciso repensar vários gastos autorizados e outros represados, como na área de ciência e tecnologia, controle ambiental e cultura”.

O discurso moderado de Haddad, que apenas deixa claro que o governo federal irá investir parte do orçamento não só em questões de assistência social, como de ciência, tecnologia e cultura, foi muito mal recebido pelos banqueiros. O que eles querem é que a política econômica de destruição nacional, fome e miséria que começou com Temer e seguiu com Bolsonaro se mantenha. Eles não querem conciliar, querem que a sua política seja a do novo governo.

Outro aspecto é que em conjunto aos boatos de que Haddad seria o ministro da Fazenda, o próprio Pérsio Arida seria o ministro do planejamento, que seria ainda mais uma concessão aos banqueiros, que teriam um homem de confiança em um ministério ligado à economia. Mas está claro que, para o “mercado”, as concessões não são o suficiente, eles querem o controle total.

O absurdo de tudo isso é que os banqueiros estão querendo passar por cima dos 60 milhões de votos em Lula e de uma grande parte dos votos em Bolsonaro. A população votou em Lula para que o Estado invista nos programas sociais, invista na economia, controle as estatais, realize uma política de preços para o petróleo etc. Os bancos são contra tudo isso, querem um governo neoliberal, um governo que esteja a serviço dos interesses do mercado financeiro e dos monopólios estrangeiros.

Fica claro que a eleição era apenas um, porém importante, passo na luta dos trabalhadores brasileiros contra os golpistas. Os bancos são a principal força por detrás do golpe e dos governos Temer e Bolsonaro, e mesmo com Lula reeleito eles não querem soltar o osso. A classe operária tem um importante aliado agora no governo mas precisa seguir se mobilizando para conquistar suas reivindicações e precisa colocar em primeiro plano a luta pela estatização de todo o sistema financeiro.

https://causaoperaria.org.br/2022/sabat ... no-brasil/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

Responder