Venezuela e Equador tiveram nesta quinta-feira consultas a três com a Rússia em uma tentativa de resistir a dramática queda dos preços do petróleo e estabilizar o mercado energético. "Tentamos buscar uma solução e uma saída para esta situação", disse a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, ao término da reunião.
Em uma demonstração da afinidade entre Equador e Venezuela, o ministro da Energia da Rússia, Aleksandr Novak, se reuniu conjuntamente com os representantes dos dois países latino-americanos. "Durante o encontro, foi abordada a cooperação em diferentes setores energéticos. Também se falou sobre a situação em torno dos preços do petróleo e os possíveis meios para sua estabilização", informou um porta-voz ministerial à agência oficial RIA Novosti.
A queda dos preços do petróleo, que começou em junho de 2014, quando estava cotado a US$ 115 o barril, foi um duro revés para as economias da Rússia e da Venezuela.
A Rússia, que não é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), previu um preço médio do barril para este ano de US$ 70, muito distante dos US$ 100 que Caracas considera aceitável.
Apesar da recessão ter obrigado a Rússia a suspender alguns projetos, o governo não está interessado em reduzir a extração ou exportação e, de fato, a companhia petrolífera russa Rosneft tem intenção de progressivamente dobrar suas provisões à China.
Venezuela e Equador consideram que os Estados Unidos, que com a revolução do gás de xisto se transformará no maior produtor mundial de combustível, segundo as previsões, está por trás da brusca queda dos preços da matéria-prima.


























