Mundo
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Re: MUNDO
Não senhor,o seu raciocinio é seguir o que a minoria quer,e a minoria queria que o Brasil continuasse unido com Portugal.
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Re: MUNDO
A independência não representou nenhuma forma de opressão contra os portugueses que aqui viviam. Pelo contrário, a família real continuou com a mesma descendência.Silvester escreveu:Não senhor,o seu raciocinio é seguir o que a minoria quer,e a minoria queria que o Brasil continuasse unido com Portugal.
De qualquer forma, não estamos mais no século XIX. Anexar áreas de outras nações com referendo feito às pressas e com invasão militar, aproveitando um momento de crise política local, não é lá muito aceitável. Tanto que a maioria das grandes nações repudiaram a ação russa.
- Barbano
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Re: MUNDO
| O plano que permitiu à Rússia a anexação secreta da Crimeia Primeiro sinal de que a Crimeia seria tomada veio em 28 de fevereiro. Tomada da Crimeia foi uma infiltração, não uma invasão. A anexação da Crimeia foi a mais suave invasão dos tempos modernos. Ela terminou antes mesmo que o mundo se desse conta de que havia começado. E até 18 de março, quando um grupo armado pró-Rússia atacou uma pequena base do Exército ucraniano em Simferopol – assassinando um oficial e ferindo outro –, a invasão vinha ocorrendo sem derramamento de sangue. Durante boa parte do mês de fevereiro, milhares de soldados foram mandados silenciosamente para bases russas situadas na Crimeia com base em um tratado antigo entre Kiev e Moscou. "Voluntários" civis também foram levados para essas unidades. O plano foi executado secretamente e teve sucesso. O primeiro sinal óbvio de que a Crimeia estava sendo tomada veio em 28 de fevereiro, quando barreiras de controle foram montadas em Armyasnk e Chongar – as duas maiores estradas que ligam a península à Ucrânia. 'Bem-vindo à Rússia' Esses pontos eram controlados por homens que usavam uma grande variedade de uniformes: do Exército ucraniano, da polícia ucraniana e fardas camufladas sem a insígnia do país. Muitos usavam roupas civis. Quando eu tentei passar por uma dessas barreiras em Armyansk no sábado, 1º de março, com um cinegrafista da BBC, esses homens foram hostis e ameaçadores. Eles abriram o porta-malas do táxi e roubaram as malas onde estavam nossos coletes à prova de balas. Depois abriram nossas pastas agressivamente, jogando parte do que estava dentro na estrada. Eles pegaram nossa câmera e retiraram os cartões de memória e as baterias. Eles sabiam exatamente o que procurar. Havia mais malas contendo coletes à prova de balas empilhadas ao lado da estrada – sinal de que outros jornalistas tentaram passar por lá antes de nós. Os homens da barreira estavam parando todos, exceto os moradores locais. Não entendi no início o que estava realmente acontecendo. Foi apenas quando um deles, que usava roupas da polícia, disse "Bem-vindo à Rússia!" que eu entendi – seus uniformes podiam ser ucranianos, mas eles estavam isolando a Crimeia em nome de Moscou. Bases cercadas No dia seguinte, 2 de março, tudo já estava feito. Enquanto o mundo esperava que navios de guerra russos chegassem para tomar a Crimeia, isso já havia acontecido de forma discreta. Em dois dias, as bases miliares ucranianas foram cercadas por soldados. Eles carregavam armas russas modernas, mas seus uniformes não tinham nem símbolos nacionais ou brevês de unidades – tampouco marcas de patentes. Junto com eles estavam "voluntários" – normalmente homens mais velhos, muitos aparentemente vindos da Rússia. Alguns deles usavam peças de uniformes ou roupas civis. Eles isolaram as bases ucranianas e impediam qualquer um de se aproximar. Presumivelmente, eles eram reservistas russos. Eram duros e agressivos, mas obedeciam ordens de superiores. Alguns eram até beberrões e foram vistos claramente alcoolizados durante a noite. No entanto, a disciplina era mantida. Não houve notícias de pilhagens e, apesar de seu comportamento, eles não ameaçaram nem atacaram civis. Infiltração Nos dias seguintes, outros grupos apareceram. Eles eram voluntários genuínos, que vieram de Moscou para se juntar ao que entenderam como a liberação da Crimeia. Eu conversei com três membros de um grupo ultranacionalista cujos uniformes tinham as cores de uma organização monarquista. Eram todos de Moscou e planejavam ir da Crimeia para as cidades de Kharkiv e Donetsk, nas quais a Rússia exerce influência. Por quê? Solidariedade, disseram. Mais cedo eu havia falado com um grupo de sete ou oito motoqueiros que usavam roupas de couro e brevês com títulos como "presidente", "vice-presidente", etc. Eles também vieram de Moscou e planejavam se dirigir a Kharkiv e Donetsk. "É um grande dia", disse o que ostentava a patente de "presidente". Mas esses eram apenas amadores que queriam se juntar ao processo. Não havia absolutamente nenhum sinal de que o governo russo os havia mandado. Em tempos modernos, Moscou protagonizou três grandes invasões: na Hungria, em novembro de 1956, e na Tchecoslováquia, em agosto de 1968, quando governos comunistas começaram a demonstrar tendências ocidentais; e no Afeganistão, em dezembro de 1979, quando um regime pró-comunista estava à beira do colapso. Essas foram operações enormes e brutais, que envolveram um grande número de blindados e, às vezes, grande derramamento de sangue. A tomada da Crimeia foi completamente diferente. Foi uma infiltração, não uma invasão. Diferente de Hungria, Tchecoslováquia e Afeganistão, ela teria sido apoiada por uma grande parte da população local. De acordo com um conhecido opositor ao presidente russo Vladimir Putin, a votação na Crimeia para unir a região à Federação Russa foi "um referendo na mira de Kalashnikovs". Mas não foi. O resultado foi o que a vasta maioria de russo étnicos queria, e houve pouco uso para fuzis nas ruas. Aqueles que queriam manter a Crimeia como parte da Ucrânia estavam chocados e intimidados demais para resistir. A operação toda foi bem planejada e executada. Mas não há absolutamente nenhuma dúvida sobre o que ela foi – um rápido e sem muito derramamento de sangue golpe de Estado. http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/ ... imeia.html |
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Re: MUNDO
"O G1 está corretíssimo, a anexação foi secreta. Transparentes são os assassinatos, sabotagens de plataformas de petróleo, explosões de bases de foguete, golpes de estado, e primaveras promovidas pelo mundo todo pelos paladinos da liberdade."

- Barbano
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Re: MUNDO
Espertinha essa Rússia. Olha só o pós-anexação:
NOTÍCIAS
Ucranianos devem US$ 16 bilhões à Rússia, diz Medvedev
O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse em uma reunião com o presidente Vladimir Putin, nesta sexta-feira (21), que a Ucrânia deve no total US$ 16 bilhões à Rússia, disseram agências de notícias locais.
Medvedev exigiu que a Ucrânia pague imediatamente US$ 11 bilhões que economizou ao obter gás com preços subsidiados em troca de manter uma base russa naval na Crimeia.
Segundo o premiê, Kiev deve o dinheiro uma vez que a Crimeia agora é parte da Rússia e, portanto, o acordo em torno da base está "sujeito à anulação".
No último domingo (16), a Crimeia aprovou em referendo sua anexação à Rússia. Nesta sexta (21), o presidente Putin colocou a assinatura final no processo.
Logo após assumir o poder, em 2010, o ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, concordou em prolongar o acordo, que expiraria em 2017, por mais 25 anos, até 2042. Em troca, Moscou reduziu o preço do gás em US$ 100 por cada 1.000 metros cúbicos.
Ainda segudo Medvedev, Kiev deve mais US$ 3 bilhões de um recente empréstimo e outros US$ 2 bilhões à estatal russa Gazprom.
"Não acredito que possamos perder esse dinheiro, levando em consideração o fato de que nosso orçamento está também precário", afirmou o premiê.
De acordo com Medvedev, que assinou o acordo com Yanukovich quando era presidente, disse que seria "absolutamente legítimo" tentar obter o dinheiro de volta em tribunais internacionais. (Com agências internacionais)
http://noticias.uol.com.br/internaciona ... dvedev.htm
Ou seja, o acordo era fornecer gás subsidiado em troca de manter uma base naval na Crimeia. Agora que anexaram um território ucraniano, querem a devolução do subsídio, mesmo tendo mantido a base naval esse tempo todo e ainda pegado um território ucraniano. Haja cara de pau...O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, disse em uma reunião com o presidente Vladimir Putin, nesta sexta-feira (21), que a Ucrânia deve no total US$ 16 bilhões à Rússia, disseram agências de notícias locais.
Medvedev exigiu que a Ucrânia pague imediatamente US$ 11 bilhões que economizou ao obter gás com preços subsidiados em troca de manter uma base russa naval na Crimeia.
Segundo o premiê, Kiev deve o dinheiro uma vez que a Crimeia agora é parte da Rússia e, portanto, o acordo em torno da base está "sujeito à anulação".
No último domingo (16), a Crimeia aprovou em referendo sua anexação à Rússia. Nesta sexta (21), o presidente Putin colocou a assinatura final no processo.
Logo após assumir o poder, em 2010, o ex-presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, concordou em prolongar o acordo, que expiraria em 2017, por mais 25 anos, até 2042. Em troca, Moscou reduziu o preço do gás em US$ 100 por cada 1.000 metros cúbicos.
Ainda segudo Medvedev, Kiev deve mais US$ 3 bilhões de um recente empréstimo e outros US$ 2 bilhões à estatal russa Gazprom.
"Não acredito que possamos perder esse dinheiro, levando em consideração o fato de que nosso orçamento está também precário", afirmou o premiê.
De acordo com Medvedev, que assinou o acordo com Yanukovich quando era presidente, disse que seria "absolutamente legítimo" tentar obter o dinheiro de volta em tribunais internacionais. (Com agências internacionais)
http://noticias.uol.com.br/internaciona ... dvedev.htm
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Re: MUNDO
Só pra arrematar,eu defendo que seja respeitada a vontade da maioria do povo da Criméia,mas isso não significa violação dos direitos dos que são contra.Quanto a Russia fica dificil defender depois desses fatos novos que apareceram.
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Re: América Latina
Grande entrevista, grande ser humano que é o Mujica. Vale a pena ver.
Administrador desde 2010, no meio CH desde 2003.
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Re: América Latina
Amanhã vou ver essa entrevista.
Mas acredito que essa humildade toda seja um pouco de marketing também. Por algumas razões: Mujica ser reconhecido internacionalmente e ofuscar da mídia internacional os problemas que o Uruguai enfrenta na educação (na pesquisa que saiu hoje, está atrás do Brasil, em 42º de 44 países) e na economia.
Mas acredito que essa humildade toda seja um pouco de marketing também. Por algumas razões: Mujica ser reconhecido internacionalmente e ofuscar da mídia internacional os problemas que o Uruguai enfrenta na educação (na pesquisa que saiu hoje, está atrás do Brasil, em 42º de 44 países) e na economia.
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Re: América Latina
Também tenho lá um pé atrás com ele. A inflação do Uruguai está mais alta do que a nossa, e as medidas que o governo começou a tomar são arcaicas: congelamento de preços. O mesmo que o Sarney e outros tantos tentavam lá nos anos 80, e que obviamente não davam resultado algum.
Artigo do Rodrigo Constantino sobre isso: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-c ... esquerdas/
Ele deve ser sim uma grande pessoa e bem intencionado. Mas de boas intenções o mundo está cheio. Não basta.
Artigo do Rodrigo Constantino sobre isso: http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-c ... esquerdas/
Ele deve ser sim uma grande pessoa e bem intencionado. Mas de boas intenções o mundo está cheio. Não basta.
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Re: MUNDO

Portal Clarín
Um terremoto de 7.0 graus na Escala Richter sacudiu o México nesta sexta (18). O tremor assustou muitos mexicanos que estavam nas ruas para as cerimônias de Sexta-Feira da Paixão.
Um caso curioso ocorreu durante um programa de televisão ao vivo da Televisa. O apresentador comentava o que acontecia nas ruas e nesse momento começaram a tocar as sirenes no estúdio. Ao decorrer do tempo a situação começou a se complicar e o condutor disse: “Agora está mais forte, temos que sair. Agora está tudo tremendo” , enquanto sua equipe saía do prédio.
Meus títulos e conquistas no FCH:












