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Mensagem por E.R » 08 Nov 2022, 02:08

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O GLOBO

Três canções já estão confirmadas no repertório do musical sobre Tom Jobim, que irá estrear no primeiro semestre de 2023 : "Corcovado", “Garota de Ipanema” e “Wave”.

Quem assina a direção musical é Alexandre Elias. O roteiro é de Nelson Motta e Pedro Brício e a direção de produção é de Luiz Oscar Niemeyer.
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Mensagem por E.R » 09 Nov 2022, 09:11

NOTÍCIAS
https://tracklist.com.br/joss-stone-brasil/148821

De acordo com o jornalista musical José Norberto Flesch, a cantora Joss Stone desembarca no Brasil em abril em 2023, para fazer shows em São Paulo e Curitiba.
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Mensagem por HOMESSA » 09 Nov 2022, 11:24

Cantora Gal Costa morre aos 77 anos

https://g1.globo.com/pop-arte/musica/no ... anos.ghtml

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Mensagem por CHarritO » 09 Nov 2022, 12:12

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Uma grande perda histórica para a MPB! :cry:
Meus títulos e conquistas no FCH:
Moderador Global do FCH (2012 à 2014 / 2016 à 2020)
Moderador do Meu Negócio é Futebol (2010 à 2012 / 2015 à 2016)
Eleito o 1º vencedor do Usuário do Mês - Março 2010
Campeão do Bolão da Copa do FCH (2010)
Campeão do 13º Concurso de Piadas (2011)
Bicampeão do Bolão do FCH - Brasileirão (2011 e 2012)
Campeão do Bolão do FCH - Liga dos Campeões (2011/2012)
Campeão de A Casa dos Chavesmaníacos 10 (2012)
Campeão do Foot Beting (2014)
Hexacampeão da Chapoliga (2014, 2015, 2016, 2017, 2019 e 2020)
Campeão de O Sobrevivente - Liga dos Campeões (2016/2017)
Campeão de O Sobrevivente - Copa América (2019)
Campeão do Bolão da Copa América (2019)

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Mensagem por E.R » 09 Nov 2022, 17:20



Lembro muito dela cantando sucessos de outros artistas : uma música do Cazuza na abertura da novela "Vale Tudo" e vários sucessos do Tom Jobim (em um dos melhores CDs lançados por ela).
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Mensagem por HOMESSA » 09 Nov 2022, 18:11


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Mensagem por Enzodel8 » 09 Nov 2022, 18:27

Hoje eu tô realmente sentido. Cara, simplesmente ela foi uma das vozes que me fez gostar cada vez mais da MPB.
Toda vez que o amor disser vem comigo, vai sem medo de se arrepender... Siga em paz, Gal Costa!

Como homenagem, compartilho essa performance indiscutível, que define muito bem o que foi a sua potência vocal marcante.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 09 Nov 2022, 18:55

NOTÍCIAS
AOS 86 ANOS
Rolando Boldrin: cantor e compositor paulista morre em São Paulo
Artista estava há dois meses internado e causa morte ainda não foi revelada

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O Brasil nem se conformou com a notícia da morte de Gal Costa na manhã de hoje e no fim da tarde é surpreendido com mais uma perda irreparável na música brasileira. O compositor, cantor e ator Rolando Boldrin faleceu aos 86 anos.

Boldrin estava internado no hospital Albert Einstein há doi meses. A causa da morte não foi revelada.

Nascido em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, Boldrin começou a fazer sucesso na rádio local. Com o sucesso, veio para a capital , atuou em filmes, novelas e apresentou programas na TV e no radio, sempre valorizando a música brasileira.

Como compositor e intérprete, Rolando Boldrin gavou 174 obras dos mais variados estilos. Mas é reconhecido por defender as raízes da música sertaneja e do samba paulista, com suas tradicionais raízes rurais.


https://causaoperaria.org.br/2022/rolan ... sao-paulo/
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Mensagem por Dias » 09 Nov 2022, 23:26

Uma pena a mídia não estar dando atenção à morte do Rolando Boldrin.

Conheci ele e sua fama de contador de causos aqui no fórum, quando postaram um causo dele no tópico de piadas. Até pouco ouvia os causos dele, antes de dormir.

Vá em paz Rolando Boldrin
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Mensagem por Chapolin Gremista » 10 Nov 2022, 01:44

NOTÍCIAS
O MUNDO SEM GAL COSTA
Na voz de uma mulher sagrada
Ontem a humanidade perdeu uma das maiores vozes de toda a sua história

ImagemOntem faleceu uma das maiores cantoras do Brasil e do mundo Maria da Graça Costa Penna Burgos, mais conhecida como Gal Costa. Um dos nomes mais importantes da Tropicália, gravou mais de 30 álbuns desde o fim da década de 1960. Ela faleceu no dia 09 de novembro aos 77 anos ainda por causas desconhecidas. Ela, que ainda estava ativa e inclusive ira realizar um show na cidade de São Paulo, deixa milhões de fãs órfãos.

Maria da Graça nasceu na cidade de Salvador em 26 de setembro de 1945, na Bahia conheceu desde cedo Caetano Veloso e Gilberto Gil tendo sido amiga antiga de suas esposas. Sua estreia aconceu no ano de 1964 no Teatro Vila Velha, na capital baiana, quando ela ainda tinha 19 anos. No show Nós, por exemplo… ela cantava com com artistas conterrâneos como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Tom Zé, com quem teve uma longa relação musical por toda a sua vida.

Em 1967 ela gravou seu primeiro álbum de estúdio com Caetano Veloso, Domingo. Contudo a partir de 1968, com a radicalização mundial que afetou a juventude e a música brasileira ela também se transformou. A música Divino Maravilhoso, que cantou nos palcos do festival, comum na década de 1960, já liberou a sua voz em todo o seu potencial. A letra também contribuía para a potência da música, “é preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte”.

Gal nesse momento também mudou seu estilo, com as inspirações dos hippies dos EUA, que fizeram muito sucesso no Brasil por toda década de 1970. Ela se tornou uma das principais figuras da Tropicália no Brasil, principalmente com o exílio de Caetano Veloso e Gilberto Gil, os maiores nomes do movimento. A Tropicália foi um dos fenômenos musicais mais importantes do Brasil nas últimas décadas, misturava a música estrangeira com o movimento de Música Popular Brasileira que ganhava força também na década de 1960.

Após os dois grandes sucessos de 1969 Gal Costa e Gal, ela teve uma grande produção musical na década de 1970 com só albums: lançou Legal (1970), Índia (1973), Cantar (1974), Gal Canta, Caymmi (1976), Caras & Bocas (1977), Água Viva (1978), Gal Tropical (1979). Gal se destacou não tanto por suas composições mas sim por ser uma grande intérprete, com uma bonita e poderosa voz, um fenômeno semelhante ao de Elis Regina, outra grande música que nos deixou. Sendo assim ela trabalhou com outros grandes nomes da música brasileira como Dorival Caymmi, Luiz Melodia e Adoniran Barbosa.

No ano de 1976 ela formou, em conjunto a Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia formaram o grupo Doces Bárbaros para comemorar 10 anos de carreira. O seu disco ao vivo é considera uma das melhores obras de toda a música brasileira. Dentre as músicas gravadas estão “Esotérico”, “Chuckberry fields forever”, “São João Xangô Menino” e “O seu amor”. A turnê feita pelo Brasil foi um grande sucesso e foi gravada em um documentário de mesmo nome do diretor Jom Tom Azulay. Esse grupo era tão influente na música que foi a inspiração para os Novos Baianos, sendo só 4 justamente os “velhos baianos”

E Gal Costa não parou após o momento de auge da MPB, sua carreira musical seguiu durante os anos 1980. Ela lançou mais sete álbuns de estúdio nessa década: Aquarela do Brasil (1980), Fantasia (1981), Minha Voz (1982), Baby Gal (1983), Profana (1984), Bem Bom (1985) e Lua de Mel Como o Diabo Gosta (1987). E sua profução não parou por ai, ela continuou lançando albuns de estúdio até o seu último no ano de 2021, Nenhuma Dor.

Depois de completar 57 anos de carreira ela estava marcada como uma das principais atrações do Primavera Sounda, que aconteceu em São Paulo, show que foi cancelado de última hora. O motivo foi a recuperação de uma cirurgia para remoção de um nódulo na fossa nasal. Ainda não foi divulgado se esta situação tem relação ou não com seu falecimento. Mas com o ocorrido não só o Brasil mas como todo o planeta perdeu uma de suas maiores vozes.




https://causaoperaria.org.br/2022/na-vo ... r-sagrada/
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Mensagem por E.R » 10 Nov 2022, 07:41

NOTÍCIAS
O ESTADO DE S.PAULO

A banda Guns N’ Roses, que fez turnê pelo Brasil em setembro, incluindo uma passagem por São Paulo e pelo Rock In Rio, anunciou o lançamento de um box comemorativo dos álbuns Use Your Illusion I & II, de 1991, em 11 de novembro.

Use Your Illusion I & II Super Deluxe contará com um total de 97 canções, 63 delas inéditas.

Os álbuns originais continham grandes hits da banda liderada por Axl Rose, como Don’t Cry, Live and Let Die, Stranged, Civil War, Yesterdays e Knockin’ On Heaven’s Door.

November Rain, outro grande sucesso do grupo, com nove minutos de duração, ganhou uma versão recém-gravada, com uma orquestra de 50 músicos, conduzida e organizada pelo vencedor do Grammy e compositor indicado ao Emmy, Christopher Lennertz. A versão já pode ser ouvida nas plataformas digitais.

O álbum terá versões gravadas ao vivo no Ritz Theatre, em Nova York, em 1991, como a de You Could Be Mine.

Outra surpresa dessa gravação é a participação de Shannon Hoon, vocalista do Blind Mellon morto em 1995, nas faixas Don’t Cry e You Ain’t the First.

As canções chegarão ao mercado com os áudios originais totalmente remasterizados pela primeira vez, a partir de transferência das fitas masters analógicas para uma configuração sonora de alta resolução.

Use Your Illusion II chegou ao topo da Billboard durante o lançamento, em 1991, seguido por Use Your Illusion I, que ficou na segunda posição. Só na primeira semana de lançamento os trabalhos venderam mais de 700 mil cópias.
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Mensagem por E.R » 11 Nov 2022, 00:19

NOTÍCIAS
https://oglobo.globo.com/blogs/ancelmo- ... -rio.ghtml

A cantora Gal Costa pode virar nome de um equipamento cultural na cidade do Rio de Janeiro.

Presidente da Câmara de Vereadores, Carlo Caiado protocolou um projeto homenageando a cantora, que deve ser votado nas próximas semanas.

A proposta deixa a cargo da Prefeitura definir qual espaço cultural municipal homenageará Gal Costa.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Nov 2022, 22:14

NOTÍCIAS
ARTISTA DO INTERIOR DO PAÍS
Rolando Boldrin: um ativista da cultura caipira
A morte do "Sr. Brasil" deixa uma lacuna em uma das formas de arte mais populares do país

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Omundo da cultura brasileira atualmente parece uma lista sem fim de obituários e tentativas de se lembrar de dias que não mais voltarão. Neste último 9 de novembro, logo após a notícia do falecimento de Gal Costa, também foi divulgada a morte do ator, apresentador, músico e artista brasileiro, Rolando Boldrin.

Aos 86 anos, Boldrin estava internado no Hospital Albert Einstein, na Capital Paulista. A causa da morte foi insuficiência respiratória e renal. Depois de décadas dedicando sua vida à luta pela sobrevivência e divulgação da arte brasileira, particularmente aquela do interior do país, Rolando Boldrin deixa um legado de peças de teatro, novelas, filmes, discos e programas de televisão.

Rolando Boldrin começou sua carreira aos doze anos de idade, quando formou uma dupla musical com seu irmão, chamada Boy e Formiga, que fazia sucesso nas rádios de São Joaquim da Barra, município onde nasceu. Nascido em uma família de trabalhadores, ele teve que atuar como sapateiro, frentista, carregador, garçom e ajudante de farmacêutico, antes de alcançar o sucesso nacional.

Boldrin se considerava, acima de tudo, um ator. Segundo ele, tudo que ele fazia – desde cantar, contar “causos” e dançar – eram coisas que um ator faz num palco ou numa apresentação. Entre os anos 1960 e 1980, ele atuou em cerca de 30 novelas, das redes Tupi, Record e Bandeirantes.

Como músico, Boldrin debutou em 1960, ao aparecer no álbum de sua então esposa, Lurdinha Pereira, que posteriormente se tornou sua produtora. Seu primeiro álbum solo foi lançado em 1974, e se chamava O Cantadô. Canções como Tema para Juliana e Amor de violeiro o seguiram pelo resto de sua carreira. Rolando Boldrin era conhecido por sempre contar um “causo” antes de cantar suas canções, ao estilo do que sempre fizeram os caipiras em suas tradicionais confraternizações.

Além de compositor, cantor, ator, Rolando Boldrin também era um apresentador de programas de televisão, onde procurava sempre trazer e divulgar os artistas do interior do país. O último deles, no qual ele trabalhava antes de seu falecimento foi o Sr. Brasil, da TV Cultura. O cenário era repleto de esculturas de artistas brasileiros e entre seus convidados havia celebridades, mas também artistas não conhecidos e que produzem música caipira e do interior do país.

Rolando Boldrin não foi simplesmente um artista brasileiro, mas representava a sobrevivência de uma das formas de arte mais autênticas do país, a música caipira, cuja hegemonia nacional é absoluta. A cultura caipira permeia a maior parte do território brasileiro e, em meio à insistência dos grandes meios de comunicação em retratar apenas a música enlatada e comercial conhecida como sertanejo universitário ou moderno, Rolando Boldrin se vai e deixa uma lacuna gigantesca que não parece que será preenchida dentro em breve.

https://causaoperaria.org.br/2022/rolan ... a-caipira/
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Mensagem por E.R » 13 Nov 2022, 00:09

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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Nov 2022, 00:29

NOTÍCIAS
MÚSICA BRASILEIRA
A música de Egberto Gismonti
Egberto Gismonti combina sintetizadores com piano acústico, violão, viola, percussão e ritmos brasileiros

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Oprimeiro álbum que escutei do pianista, violonista e compositor Egberto Gismonti foi “Dança das cabeça”, gravado em parceria com o saudoso percussionista Nana Vasconcelos, lançado em 1977 e seu primeiro trabalho na gravadora europeia ECM. Isso foi no início dos anos 1980; quem está acostumado a escutar música instrumental brasileira, especialmente chorinho e o samba jazz da bossa-nova, certamente se surpreenderá com as concepções musicais de Egberto Gismonti, bastante singulares no repertório brasileiro. Cada álbum gravado por Egberto, seja solo, seja em parceria com outros músicos, é o resultado de propostas inovadoras; não sendo possível me deter em todos eles, pois são mais de 35 álbuns, escolho apenas 3: “Água e vinho”, 1972; “Corações futuristas”, 1976; “Nó caipira”, 1978. Por que esses três? Porque, segundo espero justificar em seguida, eles representam melhor três projetos, dos vários em sua carreira, levados adiante pelo compositor: (1) as parcerias de melodia e letra com o poeta Geraldo Eduardo Carneiro; (2) a articulação entre banda, teclados eletrônicos e orquestra de cordas; (3) quartetos de contrabaixo, bateria, saxofone e piano ou violão.

Via de regra, a canções da música popular brasileira têm duas características básicas ditadas pela indústria cultural e, consequentemente, pelo capitalismo: (1) a poesia das letras, centrada em jogos de palavras ou de versos próximos da fala coloquial, está excessivamente subordinada às linhas melódicas das canções; (2) os instrumentistas, os verdadeiros proletários da música, têm o papel minimizado em detrimento do ego dos cantores, muitas vezes de talento e formação musical aquém das bandas acompanhantes. No álbum “Água e vinho”, porém, com vocação contrária, destacam-se a poesia das letras, bastante complexas, e a presença dos músicos; em todas as 10 faixas há diálogos entre canto e improviso, seja de piano e violão, instrumentos tocados virtuosamente por Egberto, ou dos demais participantes dos arranjos. As letras são do poeta carioca Geraldo Eduardo Carneiro, quem participou ativamente da poesia marginal da década de 1970 e 1980 ao lado de Chacal, Ana Cristina Cesar, Cacaso e outros; o fato de ser poeta e não apenas, cancionista, provavelmente influiu em letras distantes dos refrões repetitivos de sempre; semelhantemente, a sólida formação musical de Gismonti determinou a participação destacada dos instrumentistas. Infelizmente, tal combinação de poesia e música são raras no repertório da MPB, fazendo da concepção musical de “Água e vinho” algo bastante singular, repetida por Gismonti nos demais álbuns de sua carreira, nos quais, embora majoritariamente instrumentais, há espaço para algumas canções.

O próximo tópico diz respeito às articulações entre banda, teclados eletrônicos e orquestra de cordas. Gismonti gravou seus primeiros trabalhos contemporaneamente a bandas de rock progressivo, tais quais Emerson, Lake e Palmer – Tarkus é de 1971 e Trilogy, 1972 –; influenciado pelo teclado eletrônico, cujos recursos poucos souberam utilizar tão bem como ele na música brasileira, Gismonti combinou sintetizadores, teclado Moog, piano Rhodes e órgão Hammond, próprios do rock progressivo, com piano acústico, contrabaixo, bateria e saxofone, próximos do jazz, tudo isso conjugado com violão, viola, percussão e ritmos brasileiros. Acrescentando às músicas orquestra de cordas, em cujos temas notam-se influências de Villa-Lobos e Penderecki, o resultado são as faixas dos álbuns “Academia de danças”, 1974, e “Corações futuristas”, 1976; o último é bastante equilibrado, metade dele é centrado no violão, metade no piano.

No final da década de 1970, Egberto passou a gravar na ECM, gravadora europeia de jazz, dedicada a reunir músicos de diversos países; lá, além da parceria com o brasileiro Naná Vasconcelos, Gismonti trabalhou com Ralph Towner, Collin Walcott, Jan Garbarek e Charlie Haden. Influenciado pela música predominantemente acústica e centrada nos improvisos praticada na ECM, e em especial pelo pianista Keith Jarrett, Egberto aprimorou-se em quartetos formados por contrabaixo, bateria, saxofone e violão ou piano; “Nó caipira”, embora haja presença de orquestra de cordas, está centrado naquela formação. Gismonti gravou outros trabalhos com tal concepção musical, “Em família” e “Sanfona”, ambos de 1981, contudo, a presença de Zé Eduardo Nazário em “Nó caipira”, talvez o melhor baterista brasileiro de sua geração, dá tonalidades e timbres especiais aos arranjos.

Por fim, cabe destacar duas parcerias suas, a primeira, o álbum “Identity”, de 1975, com o percussionista brasileiro Airto Moreira, e a segunda, “Altitude of the sun”, de 1976, com o flautista estadunidense Paul Horn. Embora Airto e Egberto sejam brasileiros, as propostas musicais de cada um deles são bem distantes, enquanto Airto prioriza o swing e os compassos ímpares, tais quais 3/4, 5/4, 7/4, Egberto prefere o virtuosismo e a inspiração sensível ao compor e improvisar, por isso o encontro é bastante original. Com Paul Horn algo semelhante acontece, Horn é músico tomado por motivações místicas, são dele os improvisos registrados no álbum “Inside the great pyramid”, 1977, realizados dentro da pirâmide de Gizé, no Egito; vale a pena escutar seus improvisos tocando os sambas e baiões de Egberto Gismonti, acompanhado pelo pianista-violonista e sua banda.

O álbum “Água e vinho” está completo no Youtube neste endereço:

Deixo aqui ainda o endereço de uma antologia do artista, também no Youtube:



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