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Cinema
Cultura do cancelamento
Caso Johnny Depp revela o perigo da caça às bruxas identitária
A cultura do cancelamento tem imitado comportamentos que eram comuns nos tempos da caça às bruxas. Direitos básicos, como o amplo direito à defesa, são completamente ignorados
Julgamento chega a um fim e mostra que as acusações contra Depp foram uma verdadeira farsa – Foto: Reprodução
Entre os dias 11 de abril e 27 de maio deste ano, ocorreu o julgamento de difamação de Johnny Depp e Amber Heard no Tribunal do Condado de Fairfax, na Virgínia, EUA.
O caso
Depp e Heard começaram a namorar em 2012 durante as filmagens de Diário de Um Jornalista Bêbado, alguns anos antes. Em 2015, eles se casaram e permaneceram juntos até 2016, onde deram entrada no divórico que, em 2017, foi finalizado.
Na época, Heard alegava que Depp havia lhe agredido física e verbalmente. A atriz relatou que foi brutalmente espancada por Depp em várias ocasiões e protocolou um pedido de medida protetiva contra ele. Ela acusa Depp de “abuso emocional, verbal e físico excessivo, agressões raivosas, hostis, humilhantes e ameaçadoras”.
Em decorrência disso, Depp foi prontamente excluído de todas as produções nas quais participava ou iria, no futuro, participar. Seu contrato em Piratas do Caribe foi cancelado, bem como em um filme spin-off de Harry Potter. Efetivamente, Depp foi excluído da sociedade, sendo constantemente atacado pela grande imprensa que não poupou esforços para fazer um ponto acerca da suposta violência doméstica que havia cometido.
O julgamento
O julgamento em questão não diz respeito, pelo menos não de maneira direta, à materialidade ou não do abuso o qual Heard acusa Depp. É, na realidade, um processo movido por Depp que acusa Heard de difamação e calúnia em decorrência de uma matéria de sua autoria publicada no Washington Post, um dos maiores jornais imperialistas do mundo, em 2018.
Intitulado Amber Heard: eu me manifestei contra a violência sexual – e enfrentei a fúria de nossa cultura. Isso precisa mudar, o artigo de opinião, na voz de Heard, conta a história da atriz no que diz respeito às violências que já sofreu. Ao mesmo tempo, faz um propaganda em prol do movimento #MeToo que, na época, infestou a imprensa burguesa americana como o principal porta-voz da política identitária.
Entretanto, na contramão do que massivamente propagandeou a imprensa imperialista, as sessões estão mostrando de maneira clara que toda a perseguição a Depp não passou de uma grande farsa.
Afinal, a equipe de Depp trouxe ao julgamento fotos, gravações, testemunhas, depoimentos, documentos e inúmeras provas de que Heard promoveu um regime de abuso físico contra o ator durante os últimos anos de seu relacionamento. Ao mesmo tempo, os advogados de Heard não trouxeram absolutamente nada concreto. Após uma encenação da atriz que, diga-se de passagem, não foi a melhor de sua carreira. Fato que chamou a atenção de milhões de internautas nos últimos dias.
Nesta terça-feira (01), o júri chegou finalmente a uma decisão. Por unanimidade, considerou Amber como culpada de difamação e decidiu que a atriz deveria pagar 15 milhões de dólares ao ator. Depp, por sua vez, também foi considerado culpado por difamação. A diferença é que o processo veio em decorrência de uma alegação de um antigo advogado seu. Ele foi obrigado a pagar 2 milhões de dólares à atriz.
Uma campanha maior do que Depp e Amber
À medida que o tempo passa, fica cada vez mais evidente o tamanho da farsa das acusações contra Depp. Aqui, é preciso entender que não se trata de um caso isolado, mas sim de uma campanha firme orquestrada pelo imperialismo para impor um regime autoritário à luz do identitarismo. Uma campanha que, nos últimos anos, tomou a forma da chamada “cultura do cancelamento”, na qual “cancela-se” aqueles que se colocam contrários ao imperialismo sob o pretexto de pautas supostamente humanitárias.
Algo que, inclusive, já se tornou um modus operandi do imperialismo, principalmente o americano. Tanto é que, em diversas ocasiões, já utilizaram a questão da mulher – como demagogia – para atacar outras figuras que, diferente de Depp, representam um enfrentamento à hegemonia imperialista. Nesse sentido, Depp é um peixe pequeno da operação, um mero efeito colateral de uma luta política que pretende atingir todo o mundo.
É o caso de Julian Assange, fundador do Wikileaks, portal que trouxe à tona os crimes de guerra grotescos que o imperialismo cometeu no Iraque. Mais tarde, Assange foi perseguido pela justiça sueca sob acusações de estupro e agressão sexual. Até o momento, permanece preso e está sendo vítima de um processo de extradição aos EUA. Uma enorme farsa para calar a voz que mostrou ao mundo o tamanho da monstruosidade do imperialismo.
No final, é um pretexto que invariavelmente se volta contra as forças progressistas do mundo, contra todos aqueles que enfrentam a hegemonia do imperialismo no mundo. E mais: é baseado em um malabarismo lógico incrível, que parte do pressuposto de que as mulheres nunca mentem. Decerto que Margaret Thatcher, Angela Merkel, Kamala Harris e outras são bastiões da honestidade.
O que diz a imprensa?
Uma forma importante de analisar os acontecimentos de qualquer sorte, é por meio da imprensa burguesa. Afinal, ela é a principal representante da ideologia da burguesia e, portanto, noticia os fatos segundo os seus interesses de classe.
Concordando com a análise apresentada neste artigo, a imprensa capitalista de todo o mundo ficou ao lado de Heard, apelando, como era de se esperar, para o identitarismo, para a “luta da mulher”.
Foi o caso, por exemplo, da Folha de S. Paulo, no artigo intitulado Johnny Depp fez de Amber Heard uma vilã megera em júri circense e da revista Isto É. Fica claro que são todas declarações não à favor da mulher, mas sim à favor da repressão contra todos aqueles que se colocam contrários ao identitarismo e à sua bizarra ideologia.
O resultado mostra: foi uma farsa
Agora, com o resultado do julgamento, a farsa foi desmascarada. Entretanto, assim como disse Depp, isso lhe custou “nada menos do que tudo”. Sua reputação, portanto, estará para sempre manchada.
Entretanto, o problema não é esse. Depp não é, de maneira alguma, uma figura importante para a luta dos oprimidos. Entretanto, Assange é. Assim como outras pessoas e instituições que também foram alvo da caça às bruxas do identitarismo.
E, na justiça burguesa, precedentes são extremamente valiosos. São a base da política burguesa de “comer pelas beiradas”. Julga-se um caso que, aparentemente, não tem nada a ver com demais lutas políticas e firma-se uma decisão que, futuramente, será utilizada como base para campanhas da burguesia mais importantes e delicadas.
É o que aconteceu aqui no Brasil, com a operação Lava-Jato, por exemplo. A luta inicial era, aos incautos da esquerda pequeno-burguesa, justa e razoável. Afinal, todos deveriam ser contrários à corrupção. E onde foi parar? No golpe contra Dilma e na prisão de Lula.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... entitaria/
Caso Johnny Depp revela o perigo da caça às bruxas identitária
A cultura do cancelamento tem imitado comportamentos que eram comuns nos tempos da caça às bruxas. Direitos básicos, como o amplo direito à defesa, são completamente ignorados
Julgamento chega a um fim e mostra que as acusações contra Depp foram uma verdadeira farsa – Foto: ReproduçãoEntre os dias 11 de abril e 27 de maio deste ano, ocorreu o julgamento de difamação de Johnny Depp e Amber Heard no Tribunal do Condado de Fairfax, na Virgínia, EUA.
O caso
Depp e Heard começaram a namorar em 2012 durante as filmagens de Diário de Um Jornalista Bêbado, alguns anos antes. Em 2015, eles se casaram e permaneceram juntos até 2016, onde deram entrada no divórico que, em 2017, foi finalizado.
Na época, Heard alegava que Depp havia lhe agredido física e verbalmente. A atriz relatou que foi brutalmente espancada por Depp em várias ocasiões e protocolou um pedido de medida protetiva contra ele. Ela acusa Depp de “abuso emocional, verbal e físico excessivo, agressões raivosas, hostis, humilhantes e ameaçadoras”.
Em decorrência disso, Depp foi prontamente excluído de todas as produções nas quais participava ou iria, no futuro, participar. Seu contrato em Piratas do Caribe foi cancelado, bem como em um filme spin-off de Harry Potter. Efetivamente, Depp foi excluído da sociedade, sendo constantemente atacado pela grande imprensa que não poupou esforços para fazer um ponto acerca da suposta violência doméstica que havia cometido.
O julgamento
O julgamento em questão não diz respeito, pelo menos não de maneira direta, à materialidade ou não do abuso o qual Heard acusa Depp. É, na realidade, um processo movido por Depp que acusa Heard de difamação e calúnia em decorrência de uma matéria de sua autoria publicada no Washington Post, um dos maiores jornais imperialistas do mundo, em 2018.
Intitulado Amber Heard: eu me manifestei contra a violência sexual – e enfrentei a fúria de nossa cultura. Isso precisa mudar, o artigo de opinião, na voz de Heard, conta a história da atriz no que diz respeito às violências que já sofreu. Ao mesmo tempo, faz um propaganda em prol do movimento #MeToo que, na época, infestou a imprensa burguesa americana como o principal porta-voz da política identitária.
Entretanto, na contramão do que massivamente propagandeou a imprensa imperialista, as sessões estão mostrando de maneira clara que toda a perseguição a Depp não passou de uma grande farsa.
Afinal, a equipe de Depp trouxe ao julgamento fotos, gravações, testemunhas, depoimentos, documentos e inúmeras provas de que Heard promoveu um regime de abuso físico contra o ator durante os últimos anos de seu relacionamento. Ao mesmo tempo, os advogados de Heard não trouxeram absolutamente nada concreto. Após uma encenação da atriz que, diga-se de passagem, não foi a melhor de sua carreira. Fato que chamou a atenção de milhões de internautas nos últimos dias.
Nesta terça-feira (01), o júri chegou finalmente a uma decisão. Por unanimidade, considerou Amber como culpada de difamação e decidiu que a atriz deveria pagar 15 milhões de dólares ao ator. Depp, por sua vez, também foi considerado culpado por difamação. A diferença é que o processo veio em decorrência de uma alegação de um antigo advogado seu. Ele foi obrigado a pagar 2 milhões de dólares à atriz.
Uma campanha maior do que Depp e Amber
À medida que o tempo passa, fica cada vez mais evidente o tamanho da farsa das acusações contra Depp. Aqui, é preciso entender que não se trata de um caso isolado, mas sim de uma campanha firme orquestrada pelo imperialismo para impor um regime autoritário à luz do identitarismo. Uma campanha que, nos últimos anos, tomou a forma da chamada “cultura do cancelamento”, na qual “cancela-se” aqueles que se colocam contrários ao imperialismo sob o pretexto de pautas supostamente humanitárias.
Algo que, inclusive, já se tornou um modus operandi do imperialismo, principalmente o americano. Tanto é que, em diversas ocasiões, já utilizaram a questão da mulher – como demagogia – para atacar outras figuras que, diferente de Depp, representam um enfrentamento à hegemonia imperialista. Nesse sentido, Depp é um peixe pequeno da operação, um mero efeito colateral de uma luta política que pretende atingir todo o mundo.
É o caso de Julian Assange, fundador do Wikileaks, portal que trouxe à tona os crimes de guerra grotescos que o imperialismo cometeu no Iraque. Mais tarde, Assange foi perseguido pela justiça sueca sob acusações de estupro e agressão sexual. Até o momento, permanece preso e está sendo vítima de um processo de extradição aos EUA. Uma enorme farsa para calar a voz que mostrou ao mundo o tamanho da monstruosidade do imperialismo.
No final, é um pretexto que invariavelmente se volta contra as forças progressistas do mundo, contra todos aqueles que enfrentam a hegemonia do imperialismo no mundo. E mais: é baseado em um malabarismo lógico incrível, que parte do pressuposto de que as mulheres nunca mentem. Decerto que Margaret Thatcher, Angela Merkel, Kamala Harris e outras são bastiões da honestidade.
O que diz a imprensa?
Uma forma importante de analisar os acontecimentos de qualquer sorte, é por meio da imprensa burguesa. Afinal, ela é a principal representante da ideologia da burguesia e, portanto, noticia os fatos segundo os seus interesses de classe.
Concordando com a análise apresentada neste artigo, a imprensa capitalista de todo o mundo ficou ao lado de Heard, apelando, como era de se esperar, para o identitarismo, para a “luta da mulher”.
Foi o caso, por exemplo, da Folha de S. Paulo, no artigo intitulado Johnny Depp fez de Amber Heard uma vilã megera em júri circense e da revista Isto É. Fica claro que são todas declarações não à favor da mulher, mas sim à favor da repressão contra todos aqueles que se colocam contrários ao identitarismo e à sua bizarra ideologia.
O resultado mostra: foi uma farsa
Agora, com o resultado do julgamento, a farsa foi desmascarada. Entretanto, assim como disse Depp, isso lhe custou “nada menos do que tudo”. Sua reputação, portanto, estará para sempre manchada.
Entretanto, o problema não é esse. Depp não é, de maneira alguma, uma figura importante para a luta dos oprimidos. Entretanto, Assange é. Assim como outras pessoas e instituições que também foram alvo da caça às bruxas do identitarismo.
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NOTÍCIAS
https://revistaoeste.com/mundo/disney-q ... executivo/
Um antigo executivo dos Estúdios Disney disse haver um “enorme apetite” da empresa para ter Johnny Depp de volta no papel do capitão Jack Sparrow, de Piratas do Caribe.
O ator venceu um processo por difamação contra a ex-esposa Amber Heard.
A volta do ator à Disney pode ser difícil de ocorrer. Interpelado durante o julgamento que o absolveu se voltaria a fazer o papel de Jack Sparrow, o ator demonstrou guardar mágoas. “Não compreendi bem como, após uma relação bem-sucedida com a Disney, de repente eu era culpado até provar a minha inocência”, disse.
Jack Sparrow foi um personagem em que o ator pôs muito de si. “Construí da raiz”, resumiu. “Acrescentei muito de mim, da minha própria reescrita do diálogo e das cenas e piadas.”
Um antigo executivo dos Estúdios Disney disse haver um “enorme apetite” da empresa para ter Johnny Depp de volta no papel do capitão Jack Sparrow, de Piratas do Caribe.
O ator venceu um processo por difamação contra a ex-esposa Amber Heard.
A volta do ator à Disney pode ser difícil de ocorrer. Interpelado durante o julgamento que o absolveu se voltaria a fazer o papel de Jack Sparrow, o ator demonstrou guardar mágoas. “Não compreendi bem como, após uma relação bem-sucedida com a Disney, de repente eu era culpado até provar a minha inocência”, disse.
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Cinema
Filme
O mercado lucrativo de cadáveres
A brutalidade cega, surda e muda da burguesia brasileira chegou ao ponto de contabilizar a morte de brasileiros pobres como ganho eleitoral, político e econômico
Ewan McGregor e Eva Green enfrentam uma pandemia metafórica e premonitória no filme de 2011, Os Sentidos do Amor. – Divulgação
É banal que as sociedades se acostumem com a desgraça? Parece que sim. No capitalismo, para evitar a indignação excessiva, o horror muitas vezes é imposto de maneira homeopática. Contudo, chega uma hora em que as desgraças vão se sucedendo com tanta velocidade que a impotência de enfrentá-las apenas faz com que mudemos de canal ou de calçada.
Esta semana assisti a um pequeno filme que é uma metáfora desta situação. Chama-se Sentidos do Amor (Perfect Sense, 2011), dirigido pelo cineasta inglês David Mackenzie. No enredo, Michael (Ewan McGregor), um chef de cozinha, e Susan (Eva Green), uma epidemiologista, enfrentam uma epidemia desconhecida. Aos poucos, sem nenhuma razão aparente, a humanidade começa a perder os sentidos, como o olfato, o paladar, a audição, a fala e por aí vai.
Ao longo da trama, os personagens da pequena-burguesia enfrentam arroubos emocionais, mas a cada sintoma vão se adaptando às novas condições a ponto de esquecer a habilidade perdida e tocam a vida como se nada tivesse acontecido. A perda de sentidos físicos é uma premissa interessante visto que é através deles que percebemos a realidade e conseguimos trocar com o mundo, com as pessoas e com a sociedade. Assim, no filme, esta perda torna-se metáfora de alienação social em uma conjuntura que considera normal ou natural situações aterrorizantes e abomináveis, marcas do nosso momento histórico.
Tomemos como exemplo a concreta chacina que aconteceu no dia de ontem no bairro da Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Ao que tudo indica, morreram 24 pessoas que foram perseguidas e executadas por policiais das esferas estadual e federal. Os parentes tiveram que tirar os corpos do meio do mato. O massacre lembra outro que aconteceu na comunidade do Jacarezinho, há pouco mais de um ano, quando 27 moradores perderam a vida.
Durante o dia de ontem, houve cobertura jornalística que repercutiu o acontecimento. No entanto, hoje, menos de 24 horas depois, não há mais nada nos sites dos jornais da imprensa hegemônica. A vida segue absolutamente normal. No portal G1, do Grupo Globo, o único destaque é para o velório de uma mulher que foi alvejada dentro de casa. O texto ressalta os lamentos do coronel responsável pela operação e do governador, que tenta a reeleição.
Sobre os outros 23 mortos, o veredito já está dado. Tudo que foi divulgado sobre essas pessoas é que são suspeitos de tráfico de drogas e que, por isso, não merecem que seus nomes sejam citados nas páginas dos jornais. A eles são oferecidos o esquecimento e o silêncio que compactuam com o trabalho altamente produtivo da polícia. O grotesco caráter de espetáculo da operação e o degradante uso político-eleitoral tanto do aparato de violência estatal, quanto daqueles que foram mortos não são colocados em questão. Este debate ficou restrito a alguns canais progressistas.
A brutalidade cega, surda e muda da burguesia chegou ao ponto de contabilizar a morte de brasileiros pobres como ganho eleitoral, político e econômico. No filme O Fascismo de Todos os Dias (Obyknovennyy fashizm, 1965), o cineasta russo Mikhail Romm mostra o lucro decorrente de cada morte nos massacres ou nos campos de concentração europeus durante a expansão do nazismo alemão pelo continente (leia aqui https://www.mnemokino.com.br/post/um-fi ... os-os-dias a minha análise do filme). Ao que tudo indica, a indústria de cadáveres brasileira parece que aprendeu com os nazistas como a produção de gente morta às dezenas pode gerar lucro e ganho eleitoral. Dias mais sombrios estão no horizonte.
Onde assistir
Sentidos do Amor está no Mubi.
O Fascismo de Todos os Dias está no YouTube (legendado em espanhol) ou pode ser adquirido em DVD no site do CPC-UMES.
https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... cadaveres/
O mercado lucrativo de cadáveres
A brutalidade cega, surda e muda da burguesia brasileira chegou ao ponto de contabilizar a morte de brasileiros pobres como ganho eleitoral, político e econômico
Ewan McGregor e Eva Green enfrentam uma pandemia metafórica e premonitória no filme de 2011, Os Sentidos do Amor. – DivulgaçãoÉ banal que as sociedades se acostumem com a desgraça? Parece que sim. No capitalismo, para evitar a indignação excessiva, o horror muitas vezes é imposto de maneira homeopática. Contudo, chega uma hora em que as desgraças vão se sucedendo com tanta velocidade que a impotência de enfrentá-las apenas faz com que mudemos de canal ou de calçada.
Esta semana assisti a um pequeno filme que é uma metáfora desta situação. Chama-se Sentidos do Amor (Perfect Sense, 2011), dirigido pelo cineasta inglês David Mackenzie. No enredo, Michael (Ewan McGregor), um chef de cozinha, e Susan (Eva Green), uma epidemiologista, enfrentam uma epidemia desconhecida. Aos poucos, sem nenhuma razão aparente, a humanidade começa a perder os sentidos, como o olfato, o paladar, a audição, a fala e por aí vai.
Ao longo da trama, os personagens da pequena-burguesia enfrentam arroubos emocionais, mas a cada sintoma vão se adaptando às novas condições a ponto de esquecer a habilidade perdida e tocam a vida como se nada tivesse acontecido. A perda de sentidos físicos é uma premissa interessante visto que é através deles que percebemos a realidade e conseguimos trocar com o mundo, com as pessoas e com a sociedade. Assim, no filme, esta perda torna-se metáfora de alienação social em uma conjuntura que considera normal ou natural situações aterrorizantes e abomináveis, marcas do nosso momento histórico.
Tomemos como exemplo a concreta chacina que aconteceu no dia de ontem no bairro da Vila Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Ao que tudo indica, morreram 24 pessoas que foram perseguidas e executadas por policiais das esferas estadual e federal. Os parentes tiveram que tirar os corpos do meio do mato. O massacre lembra outro que aconteceu na comunidade do Jacarezinho, há pouco mais de um ano, quando 27 moradores perderam a vida.
Durante o dia de ontem, houve cobertura jornalística que repercutiu o acontecimento. No entanto, hoje, menos de 24 horas depois, não há mais nada nos sites dos jornais da imprensa hegemônica. A vida segue absolutamente normal. No portal G1, do Grupo Globo, o único destaque é para o velório de uma mulher que foi alvejada dentro de casa. O texto ressalta os lamentos do coronel responsável pela operação e do governador, que tenta a reeleição.
Sobre os outros 23 mortos, o veredito já está dado. Tudo que foi divulgado sobre essas pessoas é que são suspeitos de tráfico de drogas e que, por isso, não merecem que seus nomes sejam citados nas páginas dos jornais. A eles são oferecidos o esquecimento e o silêncio que compactuam com o trabalho altamente produtivo da polícia. O grotesco caráter de espetáculo da operação e o degradante uso político-eleitoral tanto do aparato de violência estatal, quanto daqueles que foram mortos não são colocados em questão. Este debate ficou restrito a alguns canais progressistas.
A brutalidade cega, surda e muda da burguesia chegou ao ponto de contabilizar a morte de brasileiros pobres como ganho eleitoral, político e econômico. No filme O Fascismo de Todos os Dias (Obyknovennyy fashizm, 1965), o cineasta russo Mikhail Romm mostra o lucro decorrente de cada morte nos massacres ou nos campos de concentração europeus durante a expansão do nazismo alemão pelo continente (leia aqui https://www.mnemokino.com.br/post/um-fi ... os-os-dias a minha análise do filme). Ao que tudo indica, a indústria de cadáveres brasileira parece que aprendeu com os nazistas como a produção de gente morta às dezenas pode gerar lucro e ganho eleitoral. Dias mais sombrios estão no horizonte.
Onde assistir
Sentidos do Amor está no Mubi.
O Fascismo de Todos os Dias está no YouTube (legendado em espanhol) ou pode ser adquirido em DVD no site do CPC-UMES.
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ANCELMO GOIS - O GLOBO
De janeiro a maio de 2022, o Filme B contabilizou 42 milhões de espectadores e uma taxa de ocupação média dos assentos de 9,8 % nas salas de cinema do Brasil.
Em 2021, o nível de frequência girou em torno de 5 % por sala de cinema.
De janeiro a maio de 2022, o Filme B contabilizou 42 milhões de espectadores e uma taxa de ocupação média dos assentos de 9,8 % nas salas de cinema do Brasil.
Em 2021, o nível de frequência girou em torno de 5 % por sala de cinema.



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https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-ja ... utiva.html
“Jurassic World : Domínio” foi o filme mais assistido nos cinemas brasileiros pela segunda semana consecutiva. O longa registrou uma renda de R$ 15,79 milhões com um público de pouco mais de 731 mil espectadores entre quinta-feira e domingo, segundo dados inéditos da Comscore.
Em segundo lugar, aparece “Top Gun Maverick”, que faturou R$ 12,64 milhões após levar 537 mil pessoas às salas de cinema do Brasil.
“Jurassic World : Domínio” foi o filme mais assistido nos cinemas brasileiros pela segunda semana consecutiva. O longa registrou uma renda de R$ 15,79 milhões com um público de pouco mais de 731 mil espectadores entre quinta-feira e domingo, segundo dados inéditos da Comscore.
Em segundo lugar, aparece “Top Gun Maverick”, que faturou R$ 12,64 milhões após levar 537 mil pessoas às salas de cinema do Brasil.



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https://blogs.oglobo.globo.com/lauro-ja ... p-gun.html
A estreia de "Lightyear" nos cinemas brasileiros perdeu para de "Jurassic World: Dominio" e "Top Gun", apesar das expectativas em torno do filme.
A nova animação da Pixar arrecadou mais de R$ 12 milhões com cerca de 560 mil espectadores entre quinta-feira e domingo, segundo dados inéditos da Comscore.
Quando estreou há quase três semanas, "Jurassic World" registrou um público de 960 mil pessoas, para uma renda de R$ 20,5 milhões.
Já "Top Gun", estrelado por Tom Cruise, contabilizou uma bilheteria de R$ 15,75 milhões ao levar cerca de 666 mil espectadores.
Apesar dos números aquém do esperado, assim como nos Estados Unidos, "Lightyear" foi o filme mais assistido neste fim de semana. Em termos de bilheteria, a animação é seguida justamente por "Top Gun" e "Jurassic World".
A estreia de "Lightyear" nos cinemas brasileiros perdeu para de "Jurassic World: Dominio" e "Top Gun", apesar das expectativas em torno do filme.
A nova animação da Pixar arrecadou mais de R$ 12 milhões com cerca de 560 mil espectadores entre quinta-feira e domingo, segundo dados inéditos da Comscore.
Quando estreou há quase três semanas, "Jurassic World" registrou um público de 960 mil pessoas, para uma renda de R$ 20,5 milhões.
Já "Top Gun", estrelado por Tom Cruise, contabilizou uma bilheteria de R$ 15,75 milhões ao levar cerca de 666 mil espectadores.
Apesar dos números aquém do esperado, assim como nos Estados Unidos, "Lightyear" foi o filme mais assistido neste fim de semana. Em termos de bilheteria, a animação é seguida justamente por "Top Gun" e "Jurassic World".



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O filme "Spencer", que demorou a ser lançado nos cinemas brasileiros e estreou em poucas salas, estreia no catálogo da Amazon Prime Video no dia 1 de julho de 2022.



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STAR WARS
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https://meups.com.br/noticias/cal-kesti ... der-serie/
O Disney + estaria preparando uma série focada em Cal Kestis, padawan protagonista de Star Wars JEDI: Fallen Order.
O boato veio do youtuber Kristian Harloff. Ele afirma que Cameron Monaghan, ator responsável pelo personagem em Fallen Order, teria assinado um contrato para interpretá-lo mais uma vez.
As datas ainda não foram definidas, o que significa que o programa demoraria a ser lançado — se ele, de fato, existir.
O Disney + estaria preparando uma série focada em Cal Kestis, padawan protagonista de Star Wars JEDI: Fallen Order.
O boato veio do youtuber Kristian Harloff. Ele afirma que Cameron Monaghan, ator responsável pelo personagem em Fallen Order, teria assinado um contrato para interpretá-lo mais uma vez.
As datas ainda não foram definidas, o que significa que o programa demoraria a ser lançado — se ele, de fato, existir.





