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América Latina

Mensagem por E.R » 09 Jul 2022, 05:05

NOTÍCIAS
https://valor.globo.com/mundo/noticia/2 ... taes.ghtml

A Argentina corre um risco cada vez maior de enfrentar a falta de produtos por conta das medidas do governo de Alberto Fernandez que visam diminuir as importações do país para conter a fuga de dólares.

O impacto é grande no setor de construção civil, com algumas construtoras já relatando a falta de peças para manutenção de caminhões, pneus, alumínio, silicone e ar condicionado.

Porém, o impacto para o dia a dia da população será mais sentido no setor de alimentos. Em entrevista ao “La Nácion”, Martín Cabrales, vice-presidente da Cabrales S.A., disse que já falta café em alguns supermercados, e pediu ao governo que reduzisse para 90 dias o tempo que as empresas terão que financiar suas próprias importações.
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 09 Jul 2022, 15:43

Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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América Latina

Mensagem por E.R » 10 Jul 2022, 02:51

NOTÍCIAS
https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/a ... -kirchner/



Milhares de argentinos foram às ruas de várias cidades do país no sábado, quando se comemora o Dia da Independência, para protestar contra o governo do presidente Alberto Fernández e da vice Cristina Kirchner.

A manifestação, chamada de Argentinazo e convocada pelas redes sociais, teve como destino final em Buenos Aires o Obelisco, marco da independência argentina.

Segundo o jornal Clarín, os manifestantes entoaram gritos como “viva a pátria” e “governo de ladrões” e carregaram cartazes com a imagem de Cristina Kirchner vestida de presidiária.

Os protestos tiveram como foco a crise econômica na Argentina, cuja inflação de 29,3% acumulada de janeiro a maio representou o maior patamar para os cinco primeiros meses do ano desde 1991.
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 10 Jul 2022, 03:51

Uma honra
Governo de Lugansk agradece apoio do PCO
Mais uma vitória da imprensa Causa Operária

ImagemParte da executiva do Partido da Causa Operária – Reprodução

Após o retorno dos correspondentes da imprensa Causa Operária da cobertura da operação especial russa no Donbass, pela libertação das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e desnazificação. Esses 2 países vinham sendo atacados com bombas e sua população diariamente barbarizada por batalhões Azov e Aydar, desde o golpe de 2014, dado pelos nazistas ucranianos.

Rafael Dantas, dirigente nacional do Partido da Causa Operária e editor do Jornal Causa Operária e o Eduardo Vasco, editor do Internacionalismo do deste diário, trouxeram a bandeira que receberam do governo da RPL e enviaram uma saudação que foi reconhecida pela República 100% livre e soberana.

O Ministério da Relações Exteriores da República Popular de Lugansk publicou uma nota de agradecimento ao partido:

“Ativistas do Partido da Causa Operária do Brasil parabenizaram os moradores da República Popular de Lugansk pela completa libertação do território das forças armadas ucranianas.

Como sinal de apoio e solidariedade aos habitantes da região de Lugansk, membros do partido desfraldaram a bandeira da República.

O Partido da Causa Operária cobriu ativamente o curso da operação militar especial para proteger as Repúblicas de Donbass. Representantes do partido prestaram atenção especial aos fatos do crime das formações neonazistas da Ucrânia no território da RPL e transmitiram informações verídicas sobre os acontecimentos no Donbass ao povo do Brasil.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/j ... io-do-pco/
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 10 Jul 2022, 20:25

Guerra na Ucrânia
Rússia elimina 100 militares e armamentos ucranianos
Ministério da Defesa da Rússia informa nova eliminação de armamentos e faz um balanço dos números desde o início da operação

ImagemRússia x Ucrânia/OTAN – Reprodução

Sputnik –

O Ministério da Defesa da Rússia informou que um ataque das forças russas eliminou até 100 militares e mais de 1.700 projéteis ucranianos. Além disso, uma unidade de artilharia e um depósito de munição da Ucrânia foram destruídos. Também foram destruídos três postos de comando das tropas ucranianas, dois aviões Su-25 e um caça MiG-29 da Ucrânia.

As forças russas já destruíram quase quatro mil tanques e outros veículos blindados de combate ucranianos durante a operação na Ucrânia.

Os sistemas de defesa antiaérea russos interceptaram três mísseis Tochka-U e 20 projéteis do sistema Urgan na região de Kherson, bem como cinco projéteis do Smerch na região de Carcóvia. Além disso, foram abatidos três drones ucranianos nas últimas 24 horas, informou o MD russo.

“Desde o início da operação militar especial, foram destruídos no total 242 aviões, 137 helicópteros, 1.506 veículos aéreos não tripulados, 353 sistemas de defesa antiaérea, 3.995 tanques e outros veículos de combate blindados, 741 lançadores múltiplos de foguetes, 3.127 peças de artilharia de campanha e morteiros e 4.128 unidades de veículos militares especiais da Ucrânia”, resumiu o Ministério da Defesa da Rússia.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... cranianos/
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Jul 2022, 00:08

Na Inglaterra
Inflação histórica está por trás da queda de Boris Johnson
No país, índice atingiu número mais alto em 40 anos, mais lenha na fogueira da crise inglesa

ImagemO sucessor de Boris Johnson será apresentado em setembro. – Foto: Reprodução

Acrise capitalista vem se alastrando e atingindo países desenvolvidos, como é o caso da Inglaterra, cujo primeiro-ministro, Boris Johnson, renunciou semana passada.

A inflação, que tradicionalmente é uma praga para os países mais pobres, chegou também na Inglaterra batendo recorde, a mais alta do G7 depois de quatro décadas. O índice está acima de 12%, o que agrava o custo de vida no país. A libra esterlina em relação ao dólar vem bem fraca. Investidores estão considerando a situação do Reino Unido como de risco. Segundo Jack Leslie, economista da Resolution Foundation, “Com as perspectivas econômicas tão pouco claras, ninguém sabe até onde a inflação pode ir e por quanto tempo ela continuará – tornando os julgamentos de política fiscal e monetária particularmente duros”.

A Resolution Foudation afirmou também que essa crise está sendo agravada pelo Brexit, que traz implicações a longo prazo nos salários e produtividade do país. O salário do trabalhador inglês não acompanha a inflação. Sindicatos começam a alertar sob a iminência de dezenas de greves da classe operária nos próximos meses.

Rui Costa Pimenta, presidente Nacional do PCO, em sua análise política tradicional na COTV, sobre a queda de Boris Johnson, fruto dessa crise do Reino Unido, afirma:

“Boris Johnson é um político parecido com Bolsonaro, embora ele seja de do partido conservador, mas isso não quer dizer nada. Ele tentou se manter aí contra a decisão de setores do partido dele, mas ele se defrontou com uma renúncia coletiva dos ministros e caiu. Ele teve que renunciar à liderança do partido. De acordo com o sistema político britânico quem escolhe o primeiro ministro é o partido (…). Quem que derrubou Boris Johnson, porque que ele caiu? Os jornais e a imprensa capitalista ela se apressou em falar que ele caiu por causa do Brexit, que é uma interpretação capciosa. Eles sempre foram contra o Brexit então eles estão falando: olha, tá vendo, apoiou o Brexit e agora caiu. É mentira, isso é uma falsificação grosseira da realidade, ele não caiu nem remotamente por causa do Brexit. O Brexit, tudo bem, teve um efeito negativo na economia britânica, mas nada que derrubasse o governo efetivamente. O Boris Johnson estava bem cotado, ele fez aquela encenação que a burguesia de vários países fez na época da pandemia, aquela discurseira e tal, grandes defensores do povo contra o vírus, apesar de que ele foi pego com a boca na botija fazendo uma festa de arromba sem máscara, sem nada, no meio da pandemia, isso aí afetou um pouco a credibilidade dele. Mas o que está derrubando Boris Johnson é na realidade um fenômeno muito mais poderoso, que se tornou realidade, que é a inflação. O Reino Unido, vocês imaginam, um país com uma economia bastante estável, está com uma inflação de 12%. Se a gente pegar uma economia latino-americana que está bastante desestabilizada, como é a Argentina, por exemplo, essa economia está com 29% de inflação. Então, dar para comparar, 12% no Reino Unido e 29% na Argentina é uma inflação explosiva. Quer dizer, conclusão: Boris Johnson foi derrubado pelo Putin. Quando Putin iniciou a operação militar na Ucrânia, Boris Johnson fez uma série de declarações agressivas para mostrar força, uma dessas declarações levou inclusive os russos a colocar o arsenal atômico em estado de alerta máximo, aí causou uma tensão internacional esse acontecimento, mas ele não fez nada, finalmente foi derrubado pelo próprio Putin. Boris Johnson é uma vítima das sanções que os próprios países imperialistas lançaram contra a Rússia. Essas sanções estão na origem da inflação desses países, uma inflação que está ligada ao problema dos combustíveis. A Inglaterra é muito vulnerável a isso. Diante das declarações do próprio Boris Johnson agressivas contra a Rússia, Putin cortou o fornecimento de Petróleo aos ingleses, o que levou o preço a estratosfera”.

Foi esse apoio do primeiro-ministro à guerra imperialista dos Estados Unidos contra a Rússia que intensificou a crise do regime britânico, cujas consequências serão de fato mais mobilizações populares da classe trabalhadora em busca de melhoria. A Europa, que passa por crise semelhante, também será tomada por greves operárias e, se não conseguirem frear a inflação, poderá ver uma crise gigantesca em todo seu continente, abalando mais ainda o caquético regime capitalista nessa ordem mundial.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... s-johnson/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Jul 2022, 01:22

Manifestações
Não é birra: juventude chilena se revolta contra crise neoliberal
Chile engatinha rumo a um novo estado de convulsão social à medida em que farsa do governo Boric cai por terra

ImagemJuventude deve ser ponta de lança na revolução – Foto: Reprodução

Jovens estudantes de Santiago e seus arredores promoveram protestos na última semana. Houve confrontos com a polícia e queima de ônibus, o que trouxe visibilidade e repercussão para a ação dos estudantes.

Alunos do ensino médio tomaram escolas de forma coletiva e organizada, no mesmo dia em que o texto da nova Constituição chilena foi entregue oficialmente. Um plebiscito, marcado para setembro, irá decidir se o texto, de fato, substituirá a antiga constituição chilena, que é remanescente da época da ditadura e da administração anterior à de Boric, a de Piñera.

Os estudantes se revoltam com a péssima qualidade da educação no ensino básico e nas universidades, sem contar com seu alto custo. Segundo os jovens, o texto pode prejudicar ainda mais a educação chilena, já enfraquecida por décadas de precarização, resultante das políticas neoliberais que o Estado chileno vem implementando há décadas.

Os protestos dessa semana vem na sequência dos protestos de estudantes em junho, quando dois policiais foram feridos em Santiago, uma pessoa foi detida e o protesto de estudantes dispersado por canhões de água. Como resultado, uma renomada escola internato do Chile foi fechada.

Em fontes da imprensa nacional e internacional, um ou dois parágrafos e vídeos curtos sobre as ações dos jovens chilenos aparecem trazendo manchetes como a que se lê no G1, reproduzindo a Agência Reuters, matriz dos noticiários em todos os continentes, sob a ótica imperialista.

Sobre a revolta, ficamos sabendo que: “Alunos do ensino médio do Chile queimam ônibus e escolas; incidentes violentos aumentam 56%. Protestos de estudantes contra a educação cara e de baixa qualidade nas escolas e universidades tornaram-se mais frequentes.”

Yahoo News tem manchete mais sucinta e convidativa: “Escola em chamas: protestos violentos de alunos abalam Chile.” Por reproduzirem a mesma versão da notícia, as agências de notícias também concordam sobre as razões dos protestos dos estudantes, considerados como fator de preocupação. “A Superintendência de Educação do Chile registrou um salto de 56% nos incidentes violentos no último semestre em comparação com 2018 e 2019, antes da pandemia, um aumento que incomodou políticos, psicólogos e professores.”

A principal razão apontada como motivação dos protestos estudantis é a pandemia e seus efeitos sobre o comportamento dos pré-adolescentes e adolescentes que passaram pela puberdade em isolamento e, agora, estão vilolentos contra quaisquer tipos de autoridades, principalmente no ambiente escolar. “Não vimos nada em nenhum outro lugar tão drástico ou dramático como aqui”, disse Francisca Morales, autoridade de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Chile.”

Coletivos de estudantes, somando forças, tomam escolas e se manifestam de forma organizada, fazendo com que a repressão policial seja acionada porque eles denunciam a falência da política educacional neoliberal do Chile e exigem providências. Seria este um fato mais drástico e dramático que um ato de estudante estadunidense, sozinho, que vai à escola e mata dezenas de pessoas? Há, pelo menos, uns três por semana nos noticiários.

O que é drástico e dramático nos protestos do Chile é a ameaça que a juventude organizada e consciente pode fazer. O que ameaça é a organização em defesa de direitos. Metem mais medo nos imperialistas que os adolescentes “lobos solitários”, sempre armados até os dentes.

Nos protestos em escolas do Chile, ninguém foi baleado ou morreu, pois a intenção política dos jovens é evidente. Querem chamar a atenção sobre a questão do futuro da educação chilena, que tende a se deteriorar sob o governo neoliberal de Boric.

Os índios Mapuche também organizaram protestos recentemente, recebendo a atenção do governo Boric através da declaração de “estado de exceçaõ”, com intervenção das forças militares na região onde os protestos ocorreram. Indígenas, jovens estudantes, além de vários outros grupos que apoiaram Boric por seu discurso identitário, recebem de seu governo as mesmas ameaças e violências que Piñera oferecia a eles. Mais do mesmo, com nova aparência.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Jul 2022, 10:22

Guerra na Ucrânia
PIG inverte a realidade e culpa Rússia por bombardeios em Donetsk
Relatório da ONU mostra farsa da imprensa imperialista que culpa a Rússia pelos bombardeios ucranianos em Donetsk

ImagemProtesto contra neonazistas na Alemanha – AFP

A guerra na Ucrânia está sendo um evento além do fantástico. Um conflito que notoriamente marca este início de século com a luta anti-imperialista, um baile que os russos estão dando em defesa de seu território e dos povos oprimidos pelas manobras políticas, da imprensa e bélicas contra os monstros “humanitários” que são o governo dos Estados Unidos, as potências europeias e suas organizações de guerra, encabeçadas pela OTAN.

A Rússia, por meio de Vladimir Putin, está sendo vitoriosa em quase todos os quesitos neste “todos contra um” que eclodiu em 24 de fevereiro desde ano. Reverteu as sanções impostas por estes países valorizando sua moeda, o rublo, seus bens de exportação, como o gás e até nacionalizou empresas como o McDonald’s, que saiu do país em boicote. Venceu as trincheiras de mercenários estrangeiros e nazistas de verdade, fermentados na Ucrânia desde Hitler, passando às mãos dos EUA, Israel e da própria OTAN, que se diz defensora humanitária da Europa. Libertou países massacrados por estes batalhões paramilitares sob o comando de Zelenski, presidente golpista e fantoche da Azov, Aidar e Pravy Sektor.

Apesar da brilhante vitória para os países, que como a Rússia, estão fora do alinhamento imperialista – os BRICS e a maioria do globo -, o que se vê nas telas e jornais está para além dos filmes de ficção e da fantasia que marcam o gênero literário. Não se vê uma única verdade, não se fala o que realmente acontece, é como se o mundo estivesse amordaçado e alucinado em outra realidade. O que se fala é justamente o contrário, de que a Rússia iniciou a guerra para dominar o mundo e exterminar civis por puro capricho.

Bombardeios de civis

Ao invés de sabermos pela televisão sobre os caprichos dos neonazistas às populações russas e ucranianas, que estavam sendo torturadas à luz do dia nas calçadas dos centros das cidades, o que recebemos são mais das clássicas mentiras, ou fake news, oficiais do monopólio mundial da imprensa capitalista, notícias de última hora, ou breaking news, trocando as etiquetas dos heróis para criminosos e vice-versa, enquanto o jornalismo sério, fora deste conglomerado, é censurado e derrubado ao sabor do que passa a Reuters, a RT e a Sputnik, da imprensa russa.

Ontem mesmo, na segunda-feira (11), foram noticiados bombardeios em prédios civis no centro de Kharkiv, segunda maior cidade ucraniana, que teve 3 pessoas mortas e 31 feridas. No mesmo dia em outra cidade, matando 19. Na manhã do último domingo, mais bombardeios em Donetsk, com 3 mortos e 11 feridos. Este é o dia-a-dia na Ucrânia não somente desde a guerra, mas desde 2014, quando Ucrânia sofreu um o atual golpe de Estado, vulgarmente conclamada pela imprensa de “revolução colorida”.

Porém, tais bombardeios, aos civis, não tiveram relação alguma à Rússia, mas ao próprio governo ucraniano, ou seja, comandados por Zelensky. Pode não ser fácil de acreditar aos que começaram a se adentrar no assunto neste ano por meio do monopólio de imprensa, mas as denúncias não vem somente dos governos russo e do Donbass – que são os que realmente prezam pelo cuidado dos povos, visto que são muito fruto deles as Zonas Humanitárias; quem denuncia o uso de civil como escudo humano durante operações e bombardeios é também a ONU, ministrada pelo próprio imperialismo.

Fica claro no relatório divulgado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos concluiu que militares ucranianos tiveram uma grande parcela de culpa pelo ataque a um asilo ocorrido em 11 de março, na vila de Stara Krasnyanka, localizada em Lugansk, a 580 quilômetros ao sudeste de Kiev. Episódio que contou com o incêndio de um asilo, que abrigava 71 idosos, e que resultou em pelo menos 50 idosos mortos pelas tropas ucranianas.

Este mesmo Diário, tendo enviado dois correspondentes para as zonas dos conflitos tanto na Ucrânia, quanto no Donbass, tem um acervo exorbitante de denúncias com vídeos e entrevistas. Um dos correspondentes, o militante e jornalista do Partido da Causa Operária (PCO), Eduardo Vasco, segue denunciando em sua conta do Twitter que todo ataque aos civis são atribuídos à Rússia, um método secular do conjunto de países imperialistas para criminalizar os opositores de guerra e de mercado:



Nada é falado em benefício das vítimas, das famílias do Donbass, região separatista, desde o golpe, que é atacada dia após dia pelos nazis financiados pelos EUA, treinados pela OTAN, e comandados pela Ucrânia golpista. Região que desde a semana passada sofre terríveis atos terroristas destas organizações paramilitares.

É preciso aumentar a campanha de denúncia, para desmascarar as mentiras desta imprensa mundial e unilateral que traveste nazistas em heróis. Não podemos deixar que se criem mais Palestinas, mais Iraques e Afeganistãos. É preciso mais imprensas revolucionárias, ligadas aos povos pela verdade.

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Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Jul 2022, 10:26

Biden de chapéu na mão
Aumenta a crise entre Arábia Saudita e governo norte-americano
EUA vão tentar 'convencer' os árabes a produzirem mais petróleo para diminuir a pressão da Rússia sobre o mercado mundial, mas os árabes não querem pagar a conta da crise.

ImagemMohamed Bin Salman e Xi Jinping, uma aliança cada vez mais forte. – Foto: reprodução.

O Oriente Médio é uma das regiões do planeta onde a crise internacional do capitalismo se manifesta de forma mais bem-acabada e, por este motivo, mais violenta. Há mais de 40 anos a classe operária iraniana se levantou contra a ditadura imposta pelos EUA dando origem a revolução de 1979 que desestabilizou o domínio imperialista da região. As décadas que se passaram são de crises seguidas, primeira e segunda guerra no Iraque, guerra e derrota no Afeganistão, guerra na Síria, guerra no Iêmen e os casos de cada vez mais independência da Turquia e da Arábia Saudita, o segundo maior produtor de petróleo do mundo.

Após a derrota do imperialismo no Irã em 1979 os EUA perderam a sua principal base de apoio no Oriente Médio, assim a Arábia Saudita se tornou o principal lacaio do imperialismo nos países do golfo pérsico, onde se concentra a maior parte do petróleo da região. A monarquia da família Saud se tornou uma grande aliada dos EUA para controlar os países árabes que por sua vez impões uma brutal ditadura em seu país. Caso o maior país da península arábica fosse um inimigo, tal qual o Afeganistão, a propaganda acerca das infrações de direitos humanos seria ainda maior do que a que foi feita com o Talibã. Algo que não deveria ser grande surpresa, pois as piores ditaduras são aquelas apoiadas pelo imperialismo.

Contudo os EUA não são aquele tipo de aliado que os países atrasados desejam, o que ocorre não é uma cooperação, como, por exemplo, há entre a Rússia e a China. Muito pelo contrário a aliança é basicamente uma imposição baseada na força do imperialismo. No Oriente Médio isso não é uma exceção, a classe dominante tem a opção de se alinhar com os interesses dos EUA, como a família real saudita ou lutar em armas contra ele como o governo da Síria. O caso da Turquia também é revelador, o país-membro da OTAN, sofreu uma tentativa de golpe contra o atual presidente Erdogan organizada pelos EUA, um belo exemplo de como operam as alianças com o imperialismo.

O caso da Arabia Saudita se assemelha um pouco ao da Turquia, o país começou a sair dos eixos conforme o imperialismo se enfraqueceu. Uma nova ala liderada pelo atual monarca Mohamed Bin Salman assumiu o poder em 2017 e logo se indispôs com o partido democrata, ou seja, com os representantes da principal ala do imperialismo. As relações econômicas da Arabia Saudita com a China também se tornam cada vez maiores são claramente incômodo para os EUA, chegando a ser pautas de importantes jornais do imperialismo como a Foreign Policy.

O artigo destaca que a Arábia Saudita era o mair exportador de petróleo para a China, até o início da guerra Rússia-OTAN quando as sanções fizeram com que as exportações russas aumentassem. Não só isso como a China é um dos principais exportadores de armamento para a Arábia Saudita. O caso mostra que o bloco econômico dos países atrasados, liderado pelos BRICS, está se tornando um verdadeiro obstáculo para o domínio global do imperialismo. E o que está abrindo a nova crise é justamente o confronto na Ucrânia.

Com a entrada da Rússia na guerra do Donbas as sanções impostas pelo imperialismo ao país criara uma escassez de petróleo visto que a Rússia é uma das maiores produtores do mundo. Até mesmo com a Venezuela o governo Biden teve de dialogar, e o mesmo vale para os países do Oriente Médio. Biden visitará essa semana a Arábia Saudita para convencer o país de exportar mais petróleo para compensar o rombo criado, algo que não é de interesse dos árabes pois não é uma política lucrativa, sendo de interesse político dos EUA.

Na prática, o que Biden quer é colocar o preço da guerra nas costas de seus lacaios no Oriente Médio, e dada a crise do domínio imperialista a tendência é que a Arábia Saudita não aceite. O caso da Turquia novamente é ilustrativo, ao ver as manobras dos EUA para colocar Suécia e Finlândia na OTAN o Erdogan conseguiu uma série de vitórias sobre o imperialismo realizando um acordo para aceitar a entrada dos novos membros na organização. Algo impensável anos atrás quando os EUA dominavam quase todo o Oriente Médio com mão de ferro.

A derrota dos EUA no Afeganistão e agora na Ucrânia é um sinal para todos os povos do planeta que a ditadura imperialista não é indestrutível, que é possível se aproveitar da crise e adotar uma política independente. Os sinais já são vistos em todos os continentes, inclusive com a altíssima possibilidade da China retomar seu território de Taiwan. A Arábia Saudita, principal aliado árabe dos EUA, agir dessa forma é só mais uma expressão da crise gigantesca que o regime global se encontra.

Resta saber quais serão os próximos passos do governo Biden, pois ao contrário do que muitos pensam, a fragilidade dos EUA não significa políticas menos agressivas mas sim táticas cada vez mais violentas para manter de pé o regime podre do capitalismo decadente. Esse só poderá de fato ser derrubado por meio da mobilização da classe operária internacional pela derrota total do imperialismo.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 12 Jul 2022, 23:03

Demagogia
Identitarismo no Vaticano: Papa promete cota para altos cargos
Desde que batizados, mulheres e leigos também podem ocupar altos cargos na administração da Igreja

ImagemPapa Francisco enfurecido após ter batido em mulher católica – Foto: Reprodução

Em entrevista para ao Reuters, Papa Francisco aprofundou a demagogia do imperialismo, que vai atingindo seu ápice. De acordo com o Papa, “Duas mulheres serão nomeadas na Congregação para os bispos”. O Pontífice afirma que está “aberto a dar oportunidade” para que as mulheres assumam cargos de alto escalão.

Pelo rumo do imperialismo, a declaração surpreende “zero pessoas”, pois o identitarismo é um dos propulsores da dominação internacional. Mas lembremos que a Igreja Católica sempre seguiu os rumos das classes dominantes. Na Idade Média, a Igreja Católica se adaptou à Reforma Protestante, permitindo à burguesia, até então classe dominada pelas monarquias, auferir lucros para impulsionar as revoluções burguesas, com a finalidade de impedir insurgências que levassem o proletariado ao poder.

Com o projeto de incorporar mulheres aos cargos mais elevados, a Igreja quer se manter moralmente em alta, a fim de se adaptar, não aos princípios cristãos, mas aos princípios do “Deus mercado”, favorecendo a política imperialista, utilizando a aparência sem alterar a essência do regime. A atual moral burguesa é a utilização máxima do artifício da demagogia, para fazer crer que é possível “mudar a condição de classe”, movendo peças, sem alterar o regime.

O Papa Francisco disse ainda que a nova constituição da administração do Vaticano também permitirá que qualquer católico batizado, incluindo mulheres leigas, possam encabeçar a maioria dos departamentos da instituição religiosa. Essa operação pode parecer “bela e moral”, mas na realidade possibilitará à Igreja que, por meio da retórica, diga que o mundo está em franca transformação, quando na realidade, apenas se adapta à política de manutenção de mudar a Igreja, sem mudar o regime político.

Trata-se apenas de mais uma das demagogias do Papa, que promoveu o Sínodo da Amazônia, a fim de facilitar a entrega do bioma ao imperialismo. Na ocasião do Sínodo, o Papa disse que não tinha a intenção de internacionalizar a Amazônia, porém oportunistas como Leonardo Boff, utiliza-se do Sínodo para divulgar sua política entreguista, como já denunciamos neste Diário.

Fica claro que o Papa faz um aceno demagógico e artificial apenas para agradar o imperialismo, não com uma política para as mulheres. Até porque a própria Igreja anda de mãos dadas com as classes dominantes.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/p ... os-cargos/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Jul 2022, 18:17







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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Jul 2022, 19:03

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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Jul 2022, 19:07



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Mensagem por E.R » 14 Jul 2022, 14:37

NOTÍCIAS
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022 ... argo.ghtml

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O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, anunciou nesta quinta-feira que irá entregar o pedido de renúncia do cargo.
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Mensagem por E.R » 14 Jul 2022, 14:38

NOTÍCIAS
https://www.estadao.com.br/internaciona ... nfluencia/

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A Procuradoria do Peru anunciou uma investigação preliminar contra o presidente Pedro Castillo por suposto tráfico de influência em um caso envolvendo a promoção de militares das Forças Armadas.

O presidente do Peru foi convocado a depor no próximo mês, no dia 4 de agosto de 2022.
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