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Teawine Chavinho
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Europa

Mensagem por Teawine Chavinho » 16 Jun 2022, 19:57

NOTÍCIAS
Líderes da França, Alemanha, Itália e Romênia defendem candidatura 'imediata' da Ucrânia à UE
Os líderes da França, Alemanha, Itália e Romênia disseram nesta quinta-feira (16) que estão prontos para conceder à Ucrânia o status de candidato "imediato" para adesão à União Europeia (UE), e para apoiá-la militarmente "enquanto for necessário", durante uma primeira visita conjunta a Kiev.

Os líderes da França, Alemanha, Itália e Romênia disseram nesta quinta-feira (16) que estão prontos para conceder à Ucrânia o status de candidato "imediato" para adesão à União Europeia (UE), e para apoiá-la militarmente "enquanto for necessário", durante uma primeira visita conjunta a Kiev.

"Todos nós apoiamos o status de candidato imediato a membro [do bloco europeu]", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, após conversas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente romeno, Klaus Iohannis.

"Este status envolverá também a consideração da situação dos Bálcãs Ocidentais e da vizinhança, em particular a Moldávia", acrescentou o líder francês, que detém a presidência rotativa da UE até 30 de junho.

Olaf Scholz também disse que esperava uma "decisão positiva" da União Europeia sobre a concessão do status de candidato à Ucrânia e à vizinha Moldávia. Será necessário "fazer tudo o que for necessário" para "encontrar uma unanimidade" dentro da UE para lançar estes procedimentos, acrescentou.

"Hoje, a mensagem mais importante de nossa visita é que a Itália quer a Ucrânia na União Europeia", disse Mario Draghi. "Estamos em um ponto de inflexão em nossa história. O povo ucraniano está defendendo todos os dias os valores da democracia e da liberdade que são a base do projeto europeu, do nosso projeto. Não podemos arrastar nossos pés e atrasar este processo" de adesão, o que levará tempo, continuou ele.

O bloco deve decidir por unanimidade sobre esta questão na cúpula da UE nos dias 23 e 24 de junho. Entre os 27, os países do Leste Europeu apoiam o pedido, mas outros, como a Dinamarca e a Holanda, expressaram reservas.

O presidente Zelensky enfatizou que a União Europeia estava "à beira de decisões históricas". "Os ucranianos já ganharam o direito (...) ao status de candidato" e estão "prontos para trabalhar" para que a Ucrânia se torne um "membro pleno da UE", enfatizou.

Apoio "inequívoco"

Os líderes franceses e alemães, que chegaram a Kiev pela manhã, também se comprometeram a continuar seu apoio militar aos ucranianos. "Estamos ajudando a Ucrânia na entrega de armas, continuaremos a fazê-lo enquanto a Ucrânia precisar", disse Scholz, que foi criticado por atrasar a entrega a Kiev.

Emmanuel Macron anunciou que a França entregaria "seis [canhões] César adicionais" à Ucrânia, armas autopropulsionadas conhecidas por sua precisão, das quais 12 já haviam sido entregues. Ele disse ainda que a França "está ao lado da Ucrânia desde o primeiro dia" e que os franceses estavam "ao lado dos ucranianos sem qualquer ambiguidade", durante uma breve visita com seus homólogos europeus a Irpin, um subúrbio de Kiev devastado pela guerra.

O presidente francês tem sido fortemente criticado na Ucrânia nos últimos dias por dizer que a Rússia não deveria ser "humilhada" e por manter um diálogo regular com Vladimir Putin. "A decisão cabe ao presidente Macron, mas não tenho certeza se o presidente russo está pronto para ouvir alguma coisa", disse Zelensky ao ser questionado sobre o assunto por um repórter. "Não se trata apenas de Emmanuel, acho que nenhum líder no mundo de hoje pode forçar individualmente a Rússia a parar a guerra".

"Faça a Europa, não a guerra"

Durante sua visita a Irpin, os líderes da UE passearam pelas ruas, parando em frente aos edifícios destruídos pelos combates ou por um carro queimado, e fazendo perguntas a seu guia, o ministro ucraniano da Descentralização, Oleksiy Chernyshov.

Macron parou diante de um desenho em um muro com a mensagem "Faça a Europa, não uma guerra". "Esta é a mensagem certa", comentou ele. "É muito comovente ver isto". "Nós reconstruiremos tudo", prometeu Mario Draghi.

Antes de deixar Irpin, o presidente francês elogiou o "heroísmo" dos ucranianos, e falou das "marcas da barbárie", "os primeiros vestígios do que são crimes de guerra". O chanceler Scholz denunciou "a brutalidade da guerra da Rússia, que visa simplesmente a destruição e a conquista".

Centenas de civis foram mortos nas cidades de Irpin, Bucha e Borodianka durante a ocupação russa da área em março. Estão em andamento investigações internacionais para determinar quem foi responsável por estes crimes de guerra, que os ucranianos acusam as forças russas de cometer.

Enquanto se aguarda a decisão da UE, o chanceler alemão confirmou que Zelensky "aceitou (seu) convite" para participar da próxima cúpula do G7 na Baviera, de 26 a 28 de junho, e depois da cúpula da OTAN, a ser realizada em Madri.

https://noticias.uol.com.br/ultimas-not ... a-a-ue.htm
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Mensagem por Chapolin Gremista » 17 Jun 2022, 23:08

Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por E.R » 18 Jun 2022, 08:17

NOTÍCIAS
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Conflito Israel-Palestina

Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jun 2022, 11:26

Pilhagem
Sionismo é movimento de extrema-direita
O sionismo nasceu sob uma ideologia sólida, de extrema-direita, camuflada por organizações beneficentes supostamente esquerdistas

ImagemIsraelenses comemorando ataques contra o povo da Faixa de Gaza – Reprodução

Ato de Dissuasão das Forças Inimigas e Habilitação de Defesas Nacionais

Os EUA vão supervisionar Israel, mais nove países árabes, no estabelecimento de um sistema integrado de defesa aérea para combater o Irã. Essa foi a proposta de 10 Congressistas americanos, dos partidos Republicano e Democrata, tornada pública, The bipartisan, bicameral Deterring Enemy Forces and Enabling National Defenses (DEFEND) Act [A bipartidária e bicameral Lei de Dissuasão de Forças Inimigas e Habilitação de Defesas Nacionais (DEFEND)].

O projeto de lei autorizará o Pentágono a cooperar com Israel, Bahrein, Egito, Iraque, Kuwait, Jordânia, Catar, Omã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos no desenvolvimento e implantação de defesas aéreas, de mísseis integrados contra a suposta ameaça representada pelo Irã.

O projeto de lei conta com o apoio de 10 congressistas de ambos os partidos políticos. Os democratas Jacky Rosen (Nevada), Cory Booker (Nova Jersey), Joni Ernst (Iowa) e James Lankford (Oklahoma) o apresentaram no Senado. Enquanto isso, os democratas Brad Schneider (Illinois), David Trone (Maryland) e Jimmy Panetta (Califórnia) uniram forças com os republicanos Cathy McMorris Rodgers (Washington), Ann Wagner (Missouri) e Don Bacon (Nebraska) na Câmara dos Representantes.

Os 10 congressistas são membros da Bancada “Acordos de Abraão”, nome que faz menção aos acordos entre Israel, Emirados Árabes Unidos e Barein, além de Sudão e Marrocos, a fim de “pacificar” as relações entre esses países. Esses acordos foram assinados entre Agosto e Dezembro de 2020, durante o mandato de Donald Trump.

De acordo com Schneider:

“O Irã está na linha de um metro em sua busca por uma arma nuclear, e está ameaçando nossos aliados na região de várias outras maneiras. Fortalecer nossos aliados, construindo unidade e reforçando as capacidades de segurança compartilhada, é fundamental para enfrentar as ameaças iranianas à região. A liderança dos EUA, no desenvolvimento de defesa aérea e de mísseis integrada, forneceria segurança, estabilidade e uma defesa unificada à região. A Lei DEFEND é um exemplo primordial do importante trabalho bipartidário e bicameral que o Congresso deve priorizar em nossa busca pela paz e estabilidade regionais”.

De acordo com Bacon:

“A segurança de nossos parceiros no Oriente Médio é importante para a segurança nacional dos EUA e é imperativa na esteira de um regime iraniano cada vez mais violento. Um sistema integrado de defesa aérea e de mísseis é fundamental para combater os ataques do Irã e seus proxies e melhorar a estabilidade regional. A defesa aérea também é um multiplicador de força. Quando nossos aliados e parceiros podem se defender, isso oferece alívio às forças americanas.”

Para Panetta:

“Mesmo que continuemos a negociar com o Irã, a agressão iraniana contra nossos parceiros no Oriente Médio continua com mísseis e ataques avançados de drones. É por isso que tenho orgulho de me juntar aos meus colegas bipartidários e bicamerais na introdução do Ato DEFEND. Esta legislação forneceria um sistema integrado de defesa aérea e de mísseis para não apenas proteger os céus no Oriente Médio, mas também apoiar e proteger nossos parceiros e sua parceria em seus esforços pela paz.”

American Israel Public Affairs Committee (AIPAC)

“O Ato DEFEND avança as oportunidades estabelecidas pelos Acordos de Abraão, e ressalta o papel essencial do Congresso no apoio a um novo futuro para o Oriente Médio. Ao direcionar uma abordagem estratégica para a defesa cooperativa de mísseis e a coordenação contra o UAV, esta legislação fortalece a parceria EUA-Israel à medida que aumenta a cooperação regional contra ameaças comuns à segurança.”

Comitê Judaico Americano (AJC)

“Os Acordos de Abraão abriram novas linhas de colaboração, permitindo aos governos novos recursos e novos aliados para enfrentar desafios regionais — desde a agressão do Irã e ambições nucleares até o extremismo religioso, incitação e agitação política. Uma estratégia dos EUA que delineia a cooperação potencial em aquisição militar, defesa de mísseis pode dar aos principais aliados e parceiros emergentes os incentivos e ferramentas para enfrentar esses desafios juntos.”

Congresso Judaico Americano

“O Ato DEFEND apresenta uma visão necessária para uma nova arquitetura de segurança no Oriente Médio – uma que se baseia proativamente nos notáveis desenvolvimentos diplomáticos que temos visto entre Israel e parceiros árabes. Ao promover a integração das capacidades de defesa entre nossos aliados e parceiros do Oriente Médio, os Estados Unidos podem incentivar ainda mais esses esforços cooperativos impressionantes. Este projeto de lei contribui para nossas prioridades de segurança nacional, salvaguarda Israel e defende nossos aliados cruciais na região. Mais importante, combate a crescente ameaça militar representada pelo Irã, na sua fonte. “Somos gratos pela liderança de Sens. Ernst, Rosen, Booker, Lankford, e os representantes McMorris Rodgers, Schneider, Bacon, Panetta, Trone e Wagner que estão trabalhando para tornar esta legislação realidade. Além disso, pedimos a todos os Congressos que dêem ao Ato DEFEND a aprovação rápida, justa e necessária que ele merece.”

Fundo de Ação Dos Cristãos Unidos por Israel (CUFI)

“O Irã é a ameaça central não só para Israel, mas para todos os países da região que se opõem aos objetivos malignos do regime radical de Teerã. Tomar as medidas necessárias em direção a um plano regional de defesa antimísseis é fundamental para combater o Irã e é mais um golpe contra aqueles que se opõem à normalização com Israel.”

Ação FDD

“A Ação FDD apoia as metas políticas incluídas na Lei de Dissuasão das Forças Inimigas e Na Ativação das Defesas Nacionais (DEFEND). A legislação fornecerá aos EUA e aliados no Oriente Médio uma estratégia coordenada para tecnologias de sistemas de aeronaves não tripuladas. Como parte da extensão dos Acordos de Abraão, os EUA devem continuar a iniciar, desenvolver e melhorar as relações militares entre os EUA, Israel e outros aliados e parceiros dos EUA na região. A defesa integrada contra a ameaça de sistemas de aeronaves não tripuladas deve ser perseguida conjuntamente e esta legislação começaria a estabelecer isso como política dos EUA.”

Hadassah, Organização Sionista Feminina da América

“O apoio dos EUA à defesa de Israel é fundamental para a construção da paz e da prosperidade no Oriente Médio. Hadassah aplaude os senadores Ernst, Rosen, Lankford e Booker e os representantes Trone, Wagner, Bacon, Panetta, McMorris e Schneider por introduzirem a Lei DEFEND, que fortalecerá a defesa cooperativa entre aliados estratégicos no Oriente Médio para proteger Israel e seus vizinhos contra ameaças crescentes do Irã e seus proxies.” (aliados).

Federações Judaicas da América do Norte (JFNA)

“Os Acordos de Abraão são o avanço mais significativo para a paz entre as nações do Oriente Médio e do Golfo Pérsico em décadas, e merecem o apoio mais forte possível dos Estados Unidos. As Federações Judaicas da América do Norte apreciam profundamente a liderança bipartidária do Congresso Abraham Accords Caucus e apoiam fortemente seu esforço para expandir e fortalecer as relações significativas entre Israel e seus vizinhos. Esperamos as valiosas recomendações que esta legislação produzirá para expandir essas relações para além do domínio da cooperação econômica e para ameaças compartilhadas e interesses estratégicos dos EUA na região.”

Instituto Judaico para Segurança Nacional da América (JINSA)

“Os Estados Unidos têm um interesse fundamental em fortalecer os Acordos de Abraão, um dos maiores desenvolvimentos do Oriente Médio em décadas. Como a JINSA recomendou no início deste ano, uma maneira de isso ser feito é aumentando a capacidade dos parceiros mais capazes do Oriente Médio da América de trabalhar juntos para se defender contra ameaças compartilhadas no domínio aéreo, especialmente a crescente ameaça de mísseis e drones representada pelo Irã e seus proxies terroristas. Aplaudimos a Câmara e o Senado Abraham Accords Caucuses por sua liderança na introdução da Lei DEFEND, que será um passo importante para garantir que os acordos alcancem todo o seu potencial.”

Conselho Atlântico

“O Ato de Dissuasão das Forças Inimigas e Ato de Defesas Nacionais (DEFEND) de 2022 representa uma iniciativa bipartidária crítica, liderada pelos Caucus do Senado e da Câmara dos Deputados, para promover e aprofundar a coordenação regional de mísseis cooperativos e de defesa aérea entre os principais aliados e parceiros dos EUA no Oriente Médio. O projeto de lei ressalta o contínuo imperativo e a priorização do engajamento dos EUA na região e, além disso, mostra a crescente capacidade do processo de normalização para transformar as relações regionais e a integração da segurança.”

Sionismo, um movimento de pilhagem

O sionismo é um movimento de extrema-direita que visa um Espaço Vital para o povo judeu, centrada no território da Palestina. O criador do movimento sionista é Theodor Herzl, considerado o “Visionário do Estado de Israel”, mencionado na Declaração de Independência , também é conhecido como “o pai espiritual do Estado judeu”, que deu concretude ao movimento sionista.

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Theodor Herzl
Em seu livro intitulado “O Estado Judeu” [1], Herzl propõe:

“Entre as objeções importantes, figura a de que a miséria dos judeus não é a única do mundo. Eu creio que, em todo caso, devemos por mãos à obra para fazer desaparecer um pouco da miséria, ainda que se trate, por enquanto, somente da nossa própria. Além disto, pode-se dizer que não devemos introduzir novas diferenças entre os homens nem erigir novas barreiras mas que, em vez disto, deveríamos fazer desaparecer as antigas. Estou convencido de que aqueles que pensam assim são amáveis sonhadores: mas o pó de seus ossos terá sido dispersado pelos quatro ventos enquanto a ideia da pátria ainda florescerá. A fraternidade universal não é sequer um belo sonho. O inimigo é necessário para os mais altos esforços da personalidade. Como? Dado que os judeus já não terão nenhum inimigo em seu próprio Estado e como, vivendo folgadamente, se debilitariam e deteriorariam, justamente então o povo judeu iria desaparecer por completo? Creio que os judeus sempre terão muitos inimigos, como qualquer outra nação. Mas, quando estiverem radicados em sua própria terra, jamais poderão ser dispersos pelo mundo inteiro. Não se pode repetir a diáspora enquanto não se destruir toda a cultura deste mundo. A cultura atual dispõe de recursos suficientes para se defender“. (grifos nossos)

Herzl, detinha um plano que foi posto em prática baseado na pilhagem e no saque de todos os recursos do povo judeu do mundo inteiro:

“A Jewish Company se encarregará da liquidação de todas as fortunas dos judeus imigrantes e organizará a vida econômica no novo país. Como já se disse, a emigração dos judeus não deve ser concebida como repentina, mas será um processo gradual, que durará décadas. Primeiro, irão os mais pobres e lavrarão pela primeira vez a terra. Seguindo um plano preestabelecido, construirão estradas, pontes, ferrovias e uma rede telegráfica, regularão os cursos dos rios e estabelecerão eles mesmos seus lares. Seu trabalho criará, inevitavelmente, possibilidades de comércio; o comércio fará surgirem mercados, e os mercados atrairão novos imigrantes para o país. Todos chegarão por vontade própria, por sua própria conta e risco. O trabalho que investirem na terra fará o valor da mesma subir. Os judeus não tardarão em dar-se conta de que se abriu diante deles um campo novo e duradouro, onde poderão exercitar seu espírito empreendedor, que até então havia sido odiado e desprezado”. (HERZL, 1997).

Como é possível ser visto, há um plano claro e evidente de escravizar os judeus mais pobres para dar lugar aos judeus dominantes, de pele clara e traços europeus. Trata-se de um projeto eugenista e inclui a substituição de uma população por outra, operando desde o início um sistema opressor e de exploração da mais-valia, sem dissimulação de economistas clássicos como David Ricardo:

“Se quisermos edificar, não construiremos habitações lacustres desoladas, mas edificaremos conforme o estilo usado atualmente. Levantaremos construções mais arrojadas e confortáveis que as conhecidas até agora. Porque dispomos de meios que não existiram durante a história. Nossas camadas economicamente inferiores serão seguidas àquela terra pelas imediatamente superiores. Os que se encontram mais próximos do desespero irão primeiro. Seus guias serão nossos intelectuais médios, que são perseguidos por toda parte e que produzimos em excesso”. (HERZL, 1997).

O Protocolo Herzl também prepara o momento para organizar o novo Estado, com base em adesão de outros Estados e ter soberania contra o antissemitismo e garantias oficiais para organizar as suas livres formas de exploração, e intenção de impor a cultura judaica ao mundo, não somente deu entorno:

“Então, se os governos se mostrarem dispostos a conceder ao povo judeu a soberania de algum território neutro, a Society entabulará discussões sobre o território que haverá de ser tomado como possessão. Dois países devem ser levados em consideração: Palestina e Argentina. Em ambos os países foram feitos notáveis tentativas de colonização, baseadas no princípio equivocado da infiltração paulatina dos judeus. A infiltração tem que acabar mal, pois chega inevitavelmente o instante em que o governo, sob a pressão exercida pela população que se sente ameaçada, proíbe a imigração de judeus. Por conseguinte, a emigração só tem sentido quando sua base for nossa soberania garantida. A Society of Jews entabulará negociações com as atuais autoridades supremas do país, e sob o protetorado das potências europeias, se a estas o assunto parecer plausível. Podemos proporcionar enormes benefícios ao atual governo, assumindo uma parte das dívidas públicas, construindo vias de comunicação, que nós mesmos precisamos, e muitas outras coisas. Mas o simples nascimento do Estado judeu será proveitoso para os países vizinhos, posto que, em larga ou em pequena escala, a cultura de uma região eleva o valor das regiões que a rodeiam“. (HERZL, 1997, grifos nossos).

Em todo manual se encontrará a planificação da economia, com base na exploração máxima do trabalho, mas travestida em benfeitorias aos trabalhadores que ele chama de “braçais”, até mesmo estabelecendo jornada de trabalho de 7 horas, mas deixando claro que os trabalhadores braçais não participam da vida política do país e está livre para ampliar a jornada de acordo com a demanda, já que a Jewish Company é uma sociedade por ações que visará ampliar a capacidade de comunicações e mobilização da força de trabalho para sustentar a burocracia do Estado, livre para o empreendimento.

Para concluir, não existem sionistas de esquerda

Diante do projeto geopolítico de Herzl, não resta dúvidas que o sionismo é um movimento de extrema-direita, voltado à ocupação de territórios alheios, por todos os meios disponíveis, seja por propaganda, colonização, diplomacia, difusão de ideologia, comunicações e sistemas de transportes e, principalmente, a substituição de população por outra. É com base em Herzl, entre outros ideólogos mobilizados economicamente pela compulsão pela acumulação, que Israel se tornou a grande joia para organizar crimes e justificá-los, como a aliança militar contra o Irã, cercando o país dos persas, a fim de pilhá-lo. O judaísmo militante sionista nunca quis somente a Palestina, mas, o mundo, as riquezas, as pessoas e avançará ad infinitum se o mundo não se insurgir contra a ditadura sionista imperialista.

No próximo artigo (o próximo para o Blog Internacionalismo) escreverei sobre a resposta do Irã e os planos anti-imperialistas para derrotar a ditadura sionista, uma resposta necessária para impor maior crise ao regime de exceção, genocida e de pilhagem de Israel.

Notas

[1] HERZL, Theodor Herzl. O Estado Judeu [1895]. Edição comemorativa ao 49º Aniversário do Estado de Israel – Maio de 1997. Tradução: Dagoberto Mensch. Digitado por: Iba Mendes

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... a-direita/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jun 2022, 11:45

Eleições Colombianas
A dança dos números nas eleições colombianas
Dança dos números na Colômbia mostra, uma grande polarização e ao mesmo tempo uma grande capacidade de manobra da burguesia.

ImagemOs candidatos que disputarão o segundo turno presidencial na Colômbia – Foto: Reprodução APF

O primeiro turno nas eleições presidenciais na Colômbia tem uma verdadeira dança, onde o candidato principal do imperialismo passou de uma projeção de 3% para um resultado efetivo de 27,9%. Classificado para o segundo turno segundo, o “Trump tropical”, apoiado pelos setores mais à direita passa a ter 43,3% contra 46,1%, um “empate técnico”, numa pesquisa com margem de erro de 2,5%.

O poder de manipulação eleitoral da Burguesia

O regime atual é uma ditadura controlada à mão de ferro pela burguesia, que além de ter o controle sobre as instituições que realizam o pleito, tem os recursos econômicos e humanos, com décadas de prática, para manobrá-la a seu favor. Então, não é de se entranhar que essa classe social detenha tamanho controle sobre a situação política, mesmo sob situações tão adversas.

Essas manobras eleitorais que transformam cenários inimagináveis possíveis são práticas comuns da burguesia em todo o mundo. No texto em tela, comentamos sobre a Colômbia, mas o Brasil sofreu o golpe de 2018, e manipulações absurdas como os pleitos de 1989, 1994 e 1998.

A burguesia contam com larga experiência nessas investidas e toda a maquina estatal a seu favor. Por isso, não seria de se estranha que a terceira via tão defendida por Setúbal ressurgisse entre os escombros para dominar o pleito, em oposição ao espantalho de Bolsonaro.

Pesquisa de opinião ou opinião de quem pesquisa

No mundo social, toda comunicação detém um interesse. Um estudo de estatística acerca das pretensões de votos não é diferente. As pesquisas eleitorais impedidas por motivo obviou de consulta todos os eleitores, consulta uma amostra desses, devendo respeitar parâmetros que refletem no resultado.

Ocorre que mesmo atendendo-se as demandas cientificam da estatística, essas necessidades surgem de premissas impostas ao objeto de estudo. Ou seja, o recorte realizado no universo para amostras atende a um objetivo.

De forma direta, as empresas que realizam os estudos tem interesses nos mesmo, direta ou indiretamente (reduzir custos, por exemplo). Sendo assim seu trabalho abertamente passível de dúvida, não se podendo confiar cabalmente em nenhum dos seus resultados.

Colômbia quintal dos EUA

É ponto pacifico que a América Latina desde o período colonial até a contemporaneidade, em sua maioria, um continente de colônias, exploradas pelos impérios que a alcançaram. Fato robustamente denunciado pelo jornalista Eduardo Galeano em Veias da América Latina.

Há muito os Estados Unidos vêem a Colômbia como um quintal e base de apoio para sua intervenção no restante do continente. Sendo improvável que os EUA permitam a um candidato com postura mais à esquerda e algum apoio popular vença o pleito.

A história recente da Bolívia e Brasil demonstram justamente o contrário, desde a crise de 2008, onde o imperialismo pode, implantou golpes ou governos neoliberais. As poucas exceções foram frutos de amplos levantes das massas, mobilizações que forçaram o imperialismo a afrouxa os regimes.

Lições da vida

A esquerda brasileira, principalmente o PT, deveria observar atentamente o desenrolar das eleições colombianas. E retirar as lições necessárias ao nosso processo eleitoral, há ainda muita margem para a burguesia manipular no pleito de 2022.

Se a esquerda caí no canto de sereia de já ganhou e não mobilizamos a população, possível ao imperialismo colocar na presidência o seu candidato favorito ou o próprio Jari Bolsonaro.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jun 2022, 11:49

Injustiça e crime
Governo britânico confirma extradição de Assange para os EUA
Cada vez mais próxima a ditadura, e a reperssão do direito fundamental de todas as pessoas de se expressar, opinar e denunciar

ImagemJulian Assange – Reprodução

─Sputnik News ─ Nesta sexta-feira (17) as autoridades do Reino Unido confirmaram a extradição do fundador do grupo WikiLeaks, Julian Assange, para os EUA.

“Em 17 de junho, após a consideração tanto pelo Tribunal de Magistrados quanto pelo Supremo Tribunal, foi ordenada a extradição do sr. Julian Assange para os EUA. O sr. Assange mantém o direito de recorrer no prazo de 14 dias”, comunicou o Ministério do Interior britânico.
Por sua vez, a defesa de Assange apresentou em maio um pedido à ministra do Interior do país, Priti Patel, para bloquear a sua extradição.

O Ministério do Interior acrescentou que os tribunais britânicos “não consideram que seria
opressivo, injusto ou um abuso processual extraditar o sr. Assange”.

“Não foi concluído que a extradição seria incompatível com seus direitos humanos, incluindo o seu direito a um julgamento justo e à liberdade de expressão, e [foi considerado] que, enquanto estiver nos EUA, ele será tratado de forma adequada, inclusive em relação à sua saúde”, lê-se no comunicado.

Na sequência desta decisão, o fundador do WikiLeaks pode apresentar recurso no Supremo Tribunal de Londres, que deve conceder autorização para prosseguir ou levar o caso ao Supremo Tribunal do Reino Unido. No entanto, se o pedido for rejeitado, Assange deve ser extraditado para os EUA no prazo de 28 dias.

A WikiLeaks publicou uma extensa declaração criticando a decisão das autoridades britânicas, afirmando que vai recorrer da decisão.

“Este é um dia negro para a liberdade de imprensa e para a democracia britânica. Qualquer pessoa neste país que se preocupa com a liberdade de expressão deve estar profundamente envergonhado de a ministra do Interior ter aprovado a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos, o país que planejou o seu assassinato”, comunicou a organização.
Stella Assange, esposa do fundador do WikiLeaks, reagiu à decisão, salientando que Julian não é um criminoso.

“Ele não cometeu nenhum crime e não é um criminoso. Ele é um jornalista e editor, e está sendo punido por fazer seu trabalho”.

“Hoje não é o fim da luta. É apenas o começo de uma nova batalha legal”, acrescentou ela.
Assange é indiciado pelos EUA por múltiplas acusações de suposta espionagem e hacking, o que resultou na publicação pelo WikiLeaks de documentos classificados expondo supostos crimes de guerra dos EUA no Afeganistão e Iraque.

Assange enfrenta 18 acusações nos EUA, que podem lhe dar uma sentença máxima de 175 anos de reclusão. Ele já cumpriu três anos na prisão de Belmarsh, em Londres, enquanto aguarda a extradição.

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Mensagem por E.R » 18 Jun 2022, 11:49

Imagina ter um candidato das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia concorrendo à presidência, coitado do povo colombiano !

É tipo o Comando Vermelho ou o PCC ter um representante como candidato à presidente da República.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jun 2022, 11:59

Essa comparação é absolutamente esdrúxula e não faz sentido algum. Não tem absolutamente nada a ver uma coisa com a outra.

Aqui no Sul dizem que é como ''comparar uma égua com uma alpargata''. :]
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por E.R » 18 Jun 2022, 12:03

As FARC tem ligação com o crime organizado e com o tráfico de drogas. É bem parecido com as facções criminosas aqui no Brasil.

Na verdade, é ainda mais perigosa.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 18 Jun 2022, 12:13

Uma análise totalmente superficial da coisa. É como os bolsonaristas que chamam a Dilma e todo mundo que lutou contra a ditadura militar de ''terroristas''.

As FARC são um perigo para o imperialismo, isso sim. Por isso são perseguidos.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Jun 2022, 19:14

2º Turno colombiano
Colômbia vive um 2º turno com enorme polarização política
A Colômbia, que ser tornou um verdadeiro protetorado dos EUA, com várias bases militares, está demonstrando uma grande radicalização política

ImagemHernádez lidera com pequena folga um eleição marcada pela polarização – Foto: Reprodução

Neste domingo (19), ocorre o segundo turno das eleições colombianas. Seja qual for o resultado, o principal cenário que devemos considerar é a grande polarização do país. Estão concorrendo um candidato mais à esquerda, Gustavo Petro; e outro da extrema-direita, Rodolfo Hernández.

A disputa está bastante acirrada, segundo as pesquisas eleitorais. Há uma semana, Hernández somava 48,2% contra 46,5% de Gustavo Petro. Um empate técnico, portanto. Petro venceu o primeiro turno com 40,3% dos votos e Rodolfo Hernández alcançou 28,1%, cinco pontos à frente do candidato do governo, Federico Fico Gutiérrez, com 23,9%, que declarou apoio a Hernández assim que se viu derrotado. A soma dos dois candidatos supera Petro.

Ainda que Brasil e Colômbia vivam situações distintas, é possível traçar alguns paralelos entre os dois casos. Houve uma intensa campanha na imprensa, notadamente a independente, aqui no País, que dava como certa a vitória de Petro ainda no primeiro turno, assim como vêm fazendo no caso da candidatura Lula.

Esse tipo de pensamento é uma armadilha, pois, de certa maneira, tem o poder de desmobilizar a esquerda que entra em um clima de “já ganhou” e, portanto, coloca menos energia na campanha. Por outro lado, mobiliza a direita em torno de um candidato com maior chance de vitória.

Em outras palavras, se a burguesia quiser fazer migrar os votos de Bolsonaro para a Terceira via, pode usar o “Lula vence no primeiro turno” para induzir os eleitores a procurarem uma candidatura mais viável, ou com mais chances de vencer o petista em um eventual segundo turno.

Na Colômbia, a direita soube como manobrar. Lançou candidatos que tiraram votos de Petro à direita e à esquerda. No Brasil, temos uma situação semelhante com candidaturas à la Ciro Gomes, PCB e UP. A imprensa tratou Gustavo Petro como ex-guerrilheiro, ainda que sua passagem pela guerrilha não tenha sido marcante. Por aqui, temos uma intensa campanha na imprensa capitalista contra o ex-presidente Lula, que já estão tentando ligar a um contador com uma suposta ligação com o PCC.

Como será a governabilidade?

Mesmo que Gustavo Petro vence, embora isso não pareça provável, pois a Colômbia virou uma Israel na América do Sul; é preciso pensar em que termos se dará seu governo. Ainda que não se trate exatamente de um candidato de esquerda, é difícil acreditar que os EUA permitirão seu governo de maneira tranquila. Para isso, seria preciso uma alta participação popular nas ruas para garantir um governo Petro cada vez mais à esquerda.

A Colômbia tem sido usada pelos Estados Unidos para manter bases próximas à Amazônia, bem como pressionar o governo venezuelano. Se um eventual governo Petro tentar uma aproximação com Venezuela ou Cuba, podemos esperar períodos de grande turbulência.

Guerra ao narcotráfico

A desculpa dos americanos para fixar bases na Colômbia foi a propagandeada “guerra ao narcotráfico”. A “guerra” foi tão bem-sucedida que hoje se produz muito mais drogas que antigamente. Quando se trata dos EUA, isso nem chega a ser novidade, conforme já noticiou este Diário: a produção de ópio aumentou em 40 vezes após a ocupação imperialista no Afeganistão.

A violência do governo colombiano, por meio de forças regulares ou paramilitares, já assassinou mais de 70 líderes sociais somente neste ano, e ainda estamos na metade de junho! E ainda existe a perseguição de ativistas por parte do Ministério Público, acusando-os – sem provas – de estarem ligados a grupos insurgentes.

O grande erro da guerrilha colombiana foi acreditar no governo e ter deposto as armas. Por conta disso, estão sendo assassinados aos montes.

Radicalização

A vitória de Petro no primeiro turno das eleições colombianas demonstram que há uma grande radicalização. Mesmo com a ameaça de atentados, houve grandes manifestações, o que mostra que a população está disposta à luta.

Resta saber até que ponto essa radicalização se manifestará com a vitória de Petro ou de Hernández. Ao que aparenta, existe uma tendência das massas de ultrapassarem um possível governo de Gustavo Petro, bem como entrar em choque no caso de a vitória ficar com Rodolfo Hernández.

A votação mostrou que há uma forte rejeição a candidatos identificados como governistas. Hernández passou para segundo turno porque fez uma campanha despolitizada, tentando se mostra como alguém de fora da política, antissistema. E própria imprensa cuidou de tratá-lo como uma pessoa pitoresca.

Por outro lado, Hernández já recebeu apoio de Fico. Ou seja, sua imagem de outsider, alguém “de fora” do sistema, ficará difícil de sustentar.

Crise

A atual tendência inflacionária e deterioração da qualidade de vida têm levado a população a se revoltar em toda a América Latina. No Chile, a popularidade de Boric despenca e o queridinho da esquerda psolista já decretou estado de sítio contra os índios Mapuche. No mesmo sentido, no Equador, o governo decretou estado de emergência devido às manifestações dos indígenas do país.

Nos Estados Unidos, a coisa não parece ser muito diferente. A popularidade de Joe Biden é muito baixa e, ainda por cima, uma grande possibilidade de ficar sem maioria no Congresso no final do ano assombra a Casa Branca. Essa fragilidade pode ser mais um motivo pelo qual os Estados Unidos não abririam mão de eleger um candidato seu na Colômbia. Porém, com o acirramento da polarização política no país, e mesmo na América Latina, todas as cartas ainda estão na mesa.

https://www.causaoperaria.org.br/artigo ... -politica/
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Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Jun 2022, 19:43

O que não querem que você entenda sobre a guerra na Ucrânia
A Rússia não está travando uma guerra de conquista, mas uma luta pela defesa do povo oprimido pelo fascismo no Donbass

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Rafael Dantas, de Moscou

A mais de 100 dias do início da Operação Especial para a Desmilitarização e Desnazificação da Ucrânia uma verdadeira guerra de propaganda corre em paralelo com os esforços militares das Milícias Populares de Lugansk e Donetsk e das Forças Armadas da Rússia.

O imperialismo insiste: “a Rússia tentou tomar Kiev e fracassou”. Esse foi o principal argumento apresentado ao mundo ao longo desde o início de abril, quando foi suspensa a ação militar russa na capital ucraniana. Por quê?

Porque o imperialismo quer apresentar a Rússia como um agressor quando, na realidade, as forças ligadas ao “democrático” imperialismo norte-americano e europeu financiam e impulsionam um esforço continuado dos fascistas ucranianos para oprimir e obrigar o povo da região do Donbass, no Leste da Ucrânia, ao regime de Kiev, imposto por um golpe de Estado há oito anos.

Não. A Rússia não está travando uma guerra de conquista. São oito anos de bombardeios e agressões armadas à população civil. São oito anos de ataques a casas, hospitais, escolas, praças. Mísseis e morteiros lançados indiscriminadamente contra cidades que sequer possuem bases militares, povoados desprotegidos. São oito anos de crimes de guerra cometidos pelas Forças Armadas da Ucrânia e os batalhões fascistas.

Apesar de inúmeras provas contundentes destes crimes, a máquina de propaganda do imperialismo “democrático” ainda tem força suficiente para ocultar o que realmente está acontecendo. Apelamos portanto à lógica.

Não existe guerra sem manobras

A batalha de Kiev durou cerca de um mês e meio. O que ela revelou?

Em primeiro lugar, que a Rússia tem força suficiente para esmagar em pouco tempo a resistência militar ucraniana. Por que não o fez?

Colocado de maneira simples: por que não quis.

O cerco à capital ucraniana foi apenas uma manobra militar em uma guerra muito complicada. Qual o seu objetivo?

Dividir e enfraquecer as forças armadas ucranianas. Paralisar o cerco ucraniano contra as cidades ao longo da fronteira com a região do Donbass. Forçar um reagrupamento e o deslocamento de tropas em direção à capital, afastá-los do verdadeiro objetivo da Operação Especial, a libertação do Donbass.

A batalha de Kiev foi muito – muito! – diferente das “batalhas” travadas pelo imperialismo norte-americano e europeu no Iraque e no Afeganistão ao longo das décadas passadas. A operação de “shock and awe” (choque e pavor) impostos aos povos iraquiano e afegão deixou Bagdá e Cabul arrasadas, milhares de civis mortos, países arrasados.

Foram verdadeiros massacres. Abriram o caminho para uma lucrativa promessa de “reconstrução” destes países (que, diga-se de passagem, nunca aconteceu), um enorme impulso à indústria militar norte-americana e para o controle do petróleo iraquiano e de posições estratégicas no corredor entre o Oriente Médio e a Ásia Central.

O centro do problema é o Donbass

A Operação Especial russa serviu, na prática, como um reforço indispensável às forças que combatem sozinhas e com poucos recursos o fascismo ucraniano. Representou, na prática, segundo militares das Repúblicas Populares do Donbass nos disseram, a integração das forças da Federação Russa com o povo armado, que vinha se defendendo com muita dificuldade das sistemáticas agressões ucranianas. O que está em jogo?

A população russófona do Leste ucraniano manifestou livremente seu desejo de se separar do País depois do golpe da Praça Maidan em 2014-2015. Não aceitaram ficar sob o controle dos golpistas que impuseram um verdadeiro regime de terror e opressão contra a população civil.

Ao dividir e enfraquecer as forças ucranianas, forçando-as a concentrar-se em Kiev, a Operação Especial russa ganhou tempo para fortalecer as posições ocupadas pelas milícias populares de Lugansk e Donetsk. É aí que, nesse momento, estão sendo travados os combates decisivos.

Por que a Rússia ainda “não ganhou” a guerra?

As forças ucranianas atacaram livremente a população civil do Donbass durante oito anos. As forças de Lugansk e Donetsk, nesse período, respeitaram os acordos de Minsk. Usaram seus recursos de maneira defensiva. Resistiram às contínuas agressões.

Voluntários de ambas as repúblicas salientaram à reportagem de Causa Operária em diversas oportunidades que a “guerra” se desenvolveu nesse período quase como uma operação de policiamento e combate, seja nas cidades, seja nas florestas em seu redor. Visavam impedir o avanço ucraniano sobre o território que se tornou independente. Lutaram por sua independência com tudo o que podiam. E tinham à sua disposição muito pouco.

“Nesse período, nunca disparei uma arma que tivesse menos de 30 anos de idade”, disse-nos o voluntário brasileiro, Rodolfo “MacGyver”, que faz parte da Milícia Popular de Donetsk. A chegada dos russos representou um reforço numérico, de poderio bélico e tecnológico superior. Mas a guerra está sendo travada com os mesmos métodos.

Ouvimos mais de uma vez: “temos que proteger a população civil”; “não podemos disparar contra os ucranianos indiscriminadamente porque eles usam a população civil como escudo”.

Os esforços russos estão concentrados em “desentocar” os militares ucranianos, expulsá-los de suas posições, libertar os civis tornados escudos humanos. Não é fácil fazê-lo. São obrigados, para proteger os civis, a responder aos mísseis e obuses disparados pelos ucranianos com disparos de fuzil, fogo de contenção.

A Rússia “não ganhou a guerra” porque não está travando uma guerra como a que o imperialismo travou durante anos no Oriente Médio. Não podem bombardear livremente porque os fascistas e militares ucranianos, juntamente com mercenários estrangeiros armados pelo imperialismo, usam a população civil como escudo.

De onde vem a força da Ucrânia?

Trinta bilhões de euros. Esse foi o dinheiro injetado nas forças armadas ucranianas pelos Estados Unidos (23,96 bilhões), a Grã Bretanha (2,38 bilhões), a Polônia (1,7 bilhões) e a Alemanha (1,39 bilhões).

Armas e equipamentos em grandes quantidades. Obuses, veículos blindados, lançadores de foguetes e granadas, sistemas antitanque, helicópteros e mais de 800 drones norte-americanos. Equipamentos similares, além de fuzis de assalto, metralhadoras e tudo que vai de uniformes militares a coletes à prova de bala vieram do Reino Unido, da Alemanha, do Canadá, da Noruega, Estônia, Grécia, da República Tcheca, Letônia, Dinamarca, Austrália, Suécia, França, Espanha, Portugal, dos Paíse Baixos, da Eslováquia, Eslovênia, Finlândia, Turquia, Luxemburgo, Bélgica, Macedônia do Norte, Áustria, Bulgária, Romênia, Irlanda, Hungria e Malta.

Quem está sendo derrotado?

Apesar disso, a tomada de Severodonetsk pelos russos e pelas forças do Donbass, no Oeste da República Popular de Lugansk, foi uma dura derrota imposta às forças ucranianas. Uma dura derrota porque os esforços russos estão concentrados em neutralizar as forças militares, e não atingir a população civil. O Exército russo está, de maneira lenta e sistemática, ocupando toda uma parcela do território ucraniano que se declarou independente.

Nunca é demais lembrar que os militares ucranianos foram colocados há muito tempo a reboque dos batalhões fascistas e dos bandos de mercenários. Apesar da injeção de recursos e armas, o contingente ucraniano vem diminuindo.

Essas forças estão sensivelmente enfraquecidas. Muitos mercenários vêm sendo capturados. Vários soldados desertaram. Fascistas presos preferem encarar julgamento nas repúblicas do Donbass do que serem trocados por prisioneiros de guerra. Têm certeza de que se retornarem serão lançados novamente à linha de combate. Estão sendo forçados pelas forças russas a se renderem.

Nas últimas duas semanas ficou absolutamente claro que as forças armadas ucranianas e o regime político ucraniano estão entrando em crise, e estão entrando em uma fase de decomposição acentuada.

Toda a propaganda da imprensa imperialista de que a Ucrânia estaria ganhando a guerra revela-se uma farsa. A situação está se mostrando extremamente delicada para os ucranianos. A situação em que o exército ucraniano está sendo colocado para enfrentar a morte certa, e disso os militares ucranianos têm certeza, é guiada pelos interesses do imperialismo. Usam as forças ucranianas como bucha de canhão para servir como instrumento de propaganda política contra os russos, sacrificando milhares de pessoas, obrigando-as a enfrentar um exército muito superior apenas para fazer propaganda.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/b ... a-ucrania/
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Mensagem por E.R » 19 Jun 2022, 20:36

Chapolin Gremista escreveu:
19 Jun 2022, 19:43
A Rússia não está travando uma guerra de conquista, mas uma luta pela defesa do povo oprimido pelo fascismo no Donbass.


Os esforços russos estão concentrados em “desentocar” os militares ucranianos, expulsá-los de suas posições, libertar os civis tornados escudos humanos. Não é fácil fazê-lo. São obrigados, para proteger os civis, a responder aos mísseis e obuses disparados pelos ucranianos com disparos de fuzil, fogo de contenção.
O Putin tá "muito preocupado" com o povo da Ucrânia. Ele quer o bem do povo da Ucrânia. :wacko:
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Mensagem por Chapolin Gremista » 19 Jun 2022, 21:06

Quem tá preocupado com a Ucrânia é o Biden. :lol:






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Mensagem por E.R » 19 Jun 2022, 21:10

Bom, o Biden não está jogando bombas nas cidades da Ucrânia.
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