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Mensagem por Chapolin Gremista » 05 Jun 2022, 21:31

Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Chapolin Gremista » 05 Jun 2022, 21:42

Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por E.R » 07 Jun 2022, 12:02

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Mensagem por Chapolin Gremista » 07 Jun 2022, 17:00

Marionete do imperialismo.

Sem comida
Zelensky se recusou a exportar grãos pela Bielorrússia
O presidente Zelensky disse que a Ucrânia não está pronta para exportar grãos pela Bielorrússia

ImagemPresidente da Ucrânia, Vladmiri Zelensky – Reprodução

─RIA Novosti, tradução do DCO ─ O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se recusou a exportar grãos pela Bielorrússia e ajudar os vizinhos “amigáveis”. Suas palavras são citadas pela agência RBC-Ucrânia.
“Nos ofereceram passar pela Bielorrússia de trem (para exportar grãos. — Ed.). Até entendemos quanto. Mas entendemos por que nos ofereceram isso. Ainda não estamos prontos para seguir esse formato”, explicou.

Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que não havia problemas com a exportação de grãos da Ucrânia e classificou as acusações de que Moscou estaria impedindo isso de blefe. Ele observou: para a saída segura dos navios, Kyiv deve dar a ordem para liberar os portos.

Ao mesmo tempo, o dirigente russo chamou a atenção para o fato de que também é possível exportar alimentos ao longo do Danúbio, passando pela Romênia, Hungria e Polônia. A maneira mais barata é através da Bielorrússia, mas após o levantamento das sanções, explicou Putin.

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, por sua vez, anunciou a disponibilidade de Minsk para ajudar Kyiv com a exportação de grãos através do território bielorrusso, mas para isso um compromisso deve ser alcançado. Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guteres, apresentou a condição de que os portos da Alemanha, Polónia, países bálticos e Rússia, na exportação de cereais ucranianos, também estivessem abertos para mercadorias bielorrussas.

Mais cedo, o representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, disse que, de acordo com políticos ocidentais e relatos da mídia, grãos da Ucrânia são ativamente exportados por trens e barcaças ao longo do Danúbio. Segundo ele, Moscou tem suspeitas razoáveis ​​de que não está atendendo às necessidades do sul global faminto, mas bombeado para os celeiros dos países europeus – é assim que a Ucrânia paga pelas armas fornecidas pelos países ocidentais.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... lorrussia/
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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 10 Jun 2022, 15:49

Diplomacia em crise
Cúpula das Américas ou ação entre amigos?
Com a atitude habitual dos presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden resolveu que pode escolher quem vai à reunião

ImagemEstados Unidos procura aprofundar a sua influência sobre os países latino-americanos – Foto: Reprodução

–Márcia Choueri, Correspondente Internacional de Cuba – A IX reunião da Cúpula das Américas, que deve se realizar em Los Angeles de 6 a 10 de junho, está se transformando numa pantomima, bem à moda dos governos norte-americanos.

Com a atitude habitual dos presidentes de lá – não importa se democratas ou republicanos –, que tratam a América Latina como se fôssemos seu quintal, Joe Biden resolveu que pode escolher quem vai à reunião. Acontece que, pelo menos em teoria, essa não é uma prerrogativa do país anfitrião, mas ele prefere ignorar as regras do jogo.

A Cúpula das Américas é uma reunião de chefes de Estado convocada pela OEA e deveria contar com a presença de todos os países do continente. Entretanto, não foi assim nem mesmo quando começou.

A primeira aconteceu em 1994, em Miami. Foram convidados todos os países americanos, menos Cuba, claro! Muito importante: nessa reunião, os Estados Unidos propuseram a criação da ALCA – Área de Livre Comércio das Américas. Essa aliança não saiu do papel até hoje, graças à luta e resistência de povos, políticos e governos populares da América Latina.

A ALCA tem o objetivo de acabar com as barreiras alfandegárias entre os países-membros, o que provocaria a desindustrialização dos países menos desenvolvidos e assim aumentaria mais ainda as diferenças econômicas na região. Mas é bom ficar atento, porque eles não desistiram, volta e meia se escuta falar de novo nesse garrote.

As reuniões da Cúpula das Américas ocorrem mais ou menos a cada três ou quatro anos, e Cuba só foi finalmente convidada à VII edição, que aconteceu em abril de 2015, no Panamá. Foi a primeira vez em que participaram todos os 35 países americanos. Isso foi fruto de exigências internacionais, pelo respeito à livre determinação e aos direitos de cada povo decidir sobre seu sistema, e refletia a correlação de forças daquele momento no continente. Nela, estavam presentes Dilma, Maduro e Raúl Castro, que se reuniu ali com Obama, naquela tentativa de reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos.

A edição seguinte foi talvez a mais acidentada. Ela aconteceu em Lima, no Peru, de 10 a 14 de abril de 2018, e tinha como tema “A governança democrática contra a corrupção”. Soa conhecido? Não por acaso. Aconteceu justamente quando vimos a utilização da bandeira contra a corrupção para derrubar governos e prender políticos de esquerda no continente.

A reunião em si foi um fracasso: o presidente do país anfitrião renunciou ao cargo poucas semanas antes do evento, sob acusações de corrupção; a Venezuela foi formalmente desconvidada, como forma de sanção ao governo do presidente Nicolás Maduro; em seguida, o presidente Raúl Castro anunciou que não iria ao encontro; Lenin Moreno, presidente do Equador, viajou a Lima, mas não compareceu; e pela primeira vez, nem o presidente norte-americano compareceu: Trump mandou o vice para representá-lo. Pelo Brasil, estava o golpista.

E agora, o que está acontecendo com a IX Cúpula das Américas? Desde o início, Biden deu sinais de que os convites seriam seletivos. Finalmente, no dia 2 de maio, o governo norte-americano declarou que Venezuela, Nicarágua e Cuba não seriam convidadas. Mas desta vez, a reação internacional ante a prepotência imperial não demorou.

O presidente López Obrador, do México, insistiu bastante, desde o início, em que a reunião devia ser totalmente inclusiva, e que não iria, se não fosse assim. O presidente da Bolívia, Luis Arce, declarou: “se persistir a exclusão das nações irmãs, não farei parte disso”. Xiomara Castro, presidenta de Honduras, disse que a reunião não seria uma Cúpula das Américas se não estivessem todas as nações. Também 14 países do Caricom, a comunidade do Caribe, anunciaram em 5 de maio que não participariam.

Outro presidente que não pretendia participar era o do Brasil, mas por outras razões. No caso de Bolsonaro, o momento não é bom para ausentar-se do país em plena campanha de reeleição. Mas o governo norte-americano mandou um emissário para convencê-lo, e já há até uma reunião marcada dele com Biden, durante a cúpula.

Uma das questões levantadas contra essa atitude dos EUA é que o argumento para a exclusão desses países, de que “não são democráticos”, seria uma desculpa hipócrita para o que, na verdade, é uma tentativa de isolar os principais aliados da Rússia no continente.

Outra questão importante é que o governo Biden decidiu sozinho e de forma autoritária – que surpresa! – o tema da reunião: “Construção de um futuro sustentável, resiliente e equitativo”. Hipocrisia de novo. Um futuro sustentável para o continente (e o mundo) depende justamente de uma mudança nos hábitos dos grandes consumidores de combustíveis fósseis, e sabemos que os EUA são o maior deles.

Por outro lado, esse tom genérico esconde a intenção de discutir o tema das migrações irregulares, e novamente se confirma o caráter hipócrita e autoritário da convocatória, já que exclui dois países – Cuba e Venezuela – cujos problemas migratórios são provocados exatamente pelas medidas coercitivas estadunidenses. É a pobreza criada pelo bloqueio dos Estados Unidos que empurra parte da população desses países a migrar. E são as políticas discriminatórias dos Estados Unidos – recusando vistos inclusive já pactados – que faz que sejam migrantes ilegais.

Mas a decisão de excluir alguns países da Cúpula das Américas, um verdadeiro retrocesso em relação às duas edições anteriores, embora seja apontado como um erro estratégico por muitos analistas, tem como alvo, na verdade, as eleições legislativas norte-americanas em novembro. Biden está tentando não ficar mal com os representantes da máfia anticubana no Congresso.

A reação do presidente cubano às especulações de que o país poderia ser excluído da reunião foi incisiva: ainda que Cuba seja convidada, eu não irei. Esta foi uma resposta não só à indefinição, mas também ao absurdo de que a presença de Cuba não seja considerada imprescindível numa reunião que pretende propor, segundo seus organizadores, ações que “melhorem dramaticamente a resposta à pandemia”, “promovam uma recuperação verde e equitativa” e “atendam às causas de raiz da migração irregular”. Quem melhor que Cuba – que já vacinou mais de 90% de sua população, e com vacinas próprias – poderia falar de combate à pandemia?

Entretanto, no que parece ser uma política de “morde e assopra”, o governo Biden acaba de levantar as restrições aos voos dos Estados Unidos a Cuba, o que facilita a vida dos cubanos que vivem lá, para visitar suas famílias na Ilha. A ação não tem resultados mais importantes em termos econômicos, já que os cidadãos norte-americanos continuam proibidos de visitar Cuba individualmente, como turistas. Sim, isso mesmo! O bloqueio a Cuba atinge também os cidadãos norte-americanos.

Em resumo, ainda faltam alguns dias para a IX Cúpula das Américas, mas já dá para prever que não terá grandes resultados, exceto o de revelar novamente o caráter imperialista do governo norte-americano.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... re-amigos/
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Mensagem por E.R » 10 Jun 2022, 17:33

NOTÍCIAS
https://www.cnnbrasil.com.br/business/o ... -ao-grupo/

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotou formalmente o documento que trilha os procedimentos para a entrada do Brasil na OCDE.

O aval foi confirmado nesta sexta-feira.

Além do Brasil, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia também avançaram no pleito por adesão à entidade.
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Mensagem por E.R » 13 Jun 2022, 03:48

NOTÍCIAS
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/202 ... logo.shtml

A China "lutará até o fim" para impedir que Taiwan declare sua independência, afirmou neste domingo o ministro da Defesa da China, Wei Fenghe.

Taiwan é reivindicada por Pequim como parte de seu território.

As frequentes incursões aéreas de caças chineses próximo a Taiwan alimentam as tensões, e, no sábado o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, acusou a China de sustentar atividade militar "provocativa e desestabilizadora" na região.

Em palestra neste domingo, Wei Fenghe afirmou que a China "não tem outra opção" a lutar contra qualquer tentativa de independência de Taiwan. "Vamos lutar independentemente do custo e lutaremos até o fim. Esta é a única opção para a China", disse.

O ministro se dirigiu aos Estados Unidos e pediu que o governo americano pare interferir nos assuntos internos do país.

Neste domingo, o primeiro-ministro de Taiwan, Su Tseng-chang, respondeu às declarações do ministro chinês e afirmou que o país não quer fechar as portas para a China e está disposta a dialogar, mas em igualdade de condições. "Enquanto houver igualdade, reciprocidade e sem pré-condições políticas, estamos dispostos a nos engajar em boa vontade com a China", disse. "Taiwan não quer fechar a porta para a China. É a China que tem usado vários meios para oprimir e tratar Taiwan de forma irracional".
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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Jun 2022, 05:13

Já ganhou?
As eleições na Colômbia devem servir de lição para a esquerda
A esquerda está entrando em um clima de já ganhou no Brasil, mas deveria prestar atenção no que está acontecendo na Colômbia e tirar lições.

ImagemA dança dos números nas eleições está favorcendo a direita – Montagem – DCO

Na Colômbia aconteceu um fenômeno que pode parecer inesperado: um candidato ‘azarão’ passou para o segundo turno e pode vencer aquele que muitos propagandeavam como possível vencedor ainda no primeiro turno.

Gustavo Petro, o candidato mais à esquerda, liderava com uma certa folga as pesquisas de intenção de voto, o que alimentou, pelo menos na imprensa independente brasileira, um clima de ‘já ganhou’, o mesmo comportamento que muito repetem com a candidatura Lula.

A direita lançou diversos candidatos, mas dois apareceram com chances: Federico Gutiérrez, conhecido como Fico e Rodolfo Hernándes. Fico tinha a candidatura oficial e sua imagem estava fortemente ligada ao governo de Iván Duque, com uma alta taxa de rejeição. Hernández é um empresário, multimilionário, que fez uma campanha totalmente despolitizada, embora a de Fico também o fosse. Enquanto o candidato do governo afirmava que não tinha partidos, que seus únicos chefes seriam as pessoas, Rodolfo Hernández se concentrou em criar memes e vídeos nas redes sociais e apareceu na campanha como um outsider.

A estratégia da direita foi bem-sucedida porque Federico Gutierrez concentrou em sua candidatura toda a rejeição popular contra o governo. Enquanto isso, as críticas a Hernández se restringiram basicamente a discutir banalidades, o que serviu para sua estratégia de lançar-se como alguém de fora da política, embora já tenha sido prefeito da cidade de Buramanga, Nordeste do país.

Uma outra estratégia da direita foi a de lançar vários candidatos, que atraíram uma parcela do eleitorado que rejeitavam um candidato do governo e ao mesmo tempo não queria votar na esquerda, o que impediu que esses votos migrassem para Gustavo Petro. Essa drenagem garantiu que Petro não vencesse no primeiro turno. Correndo por fora apareceu Rodolfo Hernández que, ao passar para o segundo turno, recebeu imediato apoio do candidato derrotado do governo, Federico Gutierrez. A soma dos votos supera Petro e pode derrotá-lo, ainda que as coisas não estejam totalmente definidas, pois neste momento há uma pesquisa que indica “empate técnico” (46,1% contra 43,3%) com margem de erro de 2,5%

O Brasil e a terceira via

Temos visto aqui no País uma tendência muito forte na imprensa dizendo que Lula pode vencer ainda no primeiro turno. Esse tipo de campanha pode, por um lado, acomodar a esquerda, que entra no clima do ‘já ganhou’; e, por outro, forçar os votos da extrema-direita e o apoio da burguesia passarem para o (a) candidato (a) da terceira via.

A dita terceira via é, de fato, a via preferencial, a candidatura que a burguesia quer ver eleita. No caso de não ser viável, a burguesia jogará todo o peso no ‘segundo’ elemento. Em 2018, Geraldo Alckmin era o candidato da situação, no entanto, seu desempenho nas urnas foi pífio, o que fez com que a burguesia se concentrasse em Bolsonaro. Não sem antes o STF golpista colocar na cadeia e cassar os direitos políticos, tudo ilegalmente, do ex-presidente Lula.

Assim como na Colômbia, temos candidatos para tirar votos de Lula à direita, como o já esperado Ciro Gomes, que canaliza aqueles que não votariam em Bolsonaro mas não têm tanta firmeza em votar no petista. E surgem também as candidaturas de esquerda, como PCB e UP, que tirarão votos daqueles que são críticos das alianças feitas na chapa lulista.

Terceira via já morreu?

Na imprensa independente há aqueles que dizem cabalmente que a terceira via, representada por Simone Tebet, é inviável, que não vai a lugar nenhum com seus 3% de intenção de voto. Ocorre que, fazendo uma comparação, Hernández tinha apenas 4% em janeiro, o que não o impediu de passar para o segundo turno.

Simone Tebet tem 3%, mas outro dia era apenas 1%. Ou seja, embora os percentuais sejam baixos, a candidata que acaba de receber apoio do PSDB e de um grande número de setores da grande imprensa e do capital financeiro, triplicou seu percentual.

Embora a candidata não apareça muito, essa pode ser exatamente a estratégia da burguesia, deixá-la de lado, de fora da polarização, como fizeram com Rodolfo Hernández. Desse modo, sua figura fica preservada enquanto as campanhas na imprensa tratam de desgastar Lula e Bolsonaro.

Há bastante tempo para as eleições, e muita margem de manobra. A terceira via, ao contrário do que dizem, está bastante ativa e vai tratar de tentar consolidar uma candidatura que, até o momento, parece ser mesmo Tebet. Uma de suas vantagens é o fato de ser mulher, o que é um ótimo atributo nesses tempos em que o identitarismo tem sido usado promover esse tipo de perfil.

O resumo da ópera

Lula e o PT precisam abrir os olhos e tentar aprender com o que está ocorrendo no país vizinho. Apesar de haver muita vantagem, existem inúmeros métodos e artifícios que a burguesia pode lançar mão para reverter o quadro. Quem garante que a grande imprensa não comece uma grande campanha contra Lula? Isso nem seria uma novidade, os ataques são diários, basta ler os editoriais do PIG.

O que mantém Lula na ponta é a polarização, um discurso morno tirará o ímpeto das massas que estão querendo soluções contra os ataques brutais que vêm sofrendo desde o golpe. Na Colômbia, Gustavo Petro centrou sua campanha na ‘combate à corrupção’, como fizeram Fico e Rodolfo Hernández. A defesa do meio ambiente parece não ter empolgado muito o eleitorado.

Se o PT optar por um discurso paz e amor, isso só vai favorecer seus adversários. Com o aumento da inflação, desemprego, preços abusivos dos combustíveis e das contas de energia, a população está mais radicalizada. Cabe à candidatura Lula canalizar esse descontentamento e fazer deslanchar a campanha. A vitória não está garantida, aliás, está muito ameaçada, por isso é preciso ir com tudo para cima e derrotar os golpistas.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 13 Jun 2022, 12:48

Operação Especial
Zelensky admite que o Donbass já está praticamente perdido
Zelenksy, o presidente fantoche da Ucrânia, comenta a queda inevitável de Severodontsk e sabe que com isso a libertação do Donbass estará praticamente assegurada.

ImagemA região de Donbass abriga as repúblicas de Donetsk e Lugansk – Foto: Reprodução

Região estratégica para o domínio russo na Ucrânia, Severodonetsk é o epicentro do confronto na região de Donbass e está praticamente sob controle russo. A Rússia vem de fato libertando a Ucrânia dos criminosos nazistas que golpearam o país em 2014 e hoje atuam como bucha de canhão do imperialismo americano. Desde o golpe de estado no país que a região do Donbass vem sofrendo com a violência dos nazistas, mas a imprensa ocidental pró-imperialismo omite essa informação e propaga um apoio criminoso a esse regime.

Mas a Rússia, nesses quatro meses de guerra, vem libertando o país e cumprindo com o seu planejamento estratégico. O próprio presidente nazista da Ucrânia, Volodomir Zelensky, admitiu o domínio russo na região de Severodonetsk:

“Severodonetsk continua sendo o epicentro do confronto em Donbas. Defendemos nossas posições, infligimos perdas significativas ao inimigo. Esta é uma batalha muito feroz, muito difícil. Provavelmente uma das mais difíceis desta guerra”, afirmou, em mensagem de vídeo. “Sou grato a todos e todas que lá se defendem. De muitas maneiras, o destino de Donbas está sendo decidido lá.”

Os combates na Ucrânia têm se concentrado nessa região, onde as forças pró-Moscou estão bastante presentes. O exército russo, após deixar de lado a estratégia inicial de dominar grandes cidades, colecionou vitórias mais rápidas e eficientes. Em Mariupol, importante cidade portuária na costa do Mar de Azov, as forças russas tiveram bastante trabalho para quebrar a resistência dos nazistas no início da guerra.

Esse domínio na cidade de Severodonetsk fortalece o exército russo e sinaliza que a guerra pode chegar ao fim antes do que imaginam, apesar do cínico apoio das forças ocidentais aos nazistas, que só não foram derrotados definitivamente por causa dessa ajuda com armas.

Nessa fase da guerra, as tropas ucranianas começaram a recuar. Na quarta-feira, 8 de junho, militares russos também afirmaram que a Ucrânia está tendo “perdas significativas”. Em um comunicado à imprensa, o Ministério da Defesa russo informou que “a força ucraniana em Donbass sofre perdas significativas de mão de obra, armas e equipamentos militares”.

“Somente durante a libertação de Svyatogorsk na República Popular de Donetsk, ao longo de três dias de combates, as perdas de tropas ucranianas somaram mais de 300 nacionalistas, seis tanques, 15 veículos blondados de combate de vários tipos, 36 artilharia de campo e morteiros, quatro lançadores de foguetes múltiplos Grad e mais de 20 unidades automotivas”, informou o Ministério da Defesa russo.

Diante desse avanço russo, o governador de Luhansk, Serhi Haidai, pediu mais uma ajuda militar do ocidente, a fim de combater o avanço da Rússia. “Se conseguirmos rapidamente armas ocidentais de longo alcance, nossos defensores poderão limpar Severodonetsk em dois ou três dias”, afirmou Haidai em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram.

Esperamos que a Rússia de fato elimine todo arsenal militar dos nazistas, liberte definitivamente o país, cuja população deverá democraticamente escolher seus governantes, impondo mais uma derrota ao imperialismo americano, que continuará tentando desestabilizar os ucranianos e os russos, que certamente sairão vitoriosos dessa grande batalha contra os imperialistas e seus lacaios do ocidente.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 14 Jun 2022, 20:34

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Mensagem por Chapolin Gremista » 14 Jun 2022, 20:36

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Mensagem por E.R » 15 Jun 2022, 02:16

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Mensagem por E.R » 15 Jun 2022, 02:46

O Foro de S.Paulo (Grupo de Puebla) querendo colocar até gente das FARC no poder.
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Mensagem por Chapolin Gremista » 15 Jun 2022, 16:49

Vagabundo se trata assim: com pontapé na bunda! :joia:

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Mensagem por Chapolin Gremista » 15 Jun 2022, 18:12

Crise do imperialismo
Brasil não assina declaração em solidariedade à Ucrânia
50 países assinaram a declaração; decisão do Brasil revela a extrema dificuldade do imperialismo de emplacar sanções contra os russos


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Ação russa pela desnazificação e desmilitarização do governo fascista da Ucrânia – Foto: Reprodução

A Organização Mundial do Comércio (OMC) elaborou uma declaração de solidariedade à Ucrânia que foi assinada por 50 países, da União Europeia, Canadá, Japão, EUA e outros, uma declaração de solidariedade à OTAN e EUA, disfarçada como solidariedade à Ucrânia.

A declaração não foi assinada pelo Brasil, o que suscitou um escândalo na imprensa golpista, pró-imperialista.

Em meio a tamanha crise do capitalismo, piorada pela pandemia e agora pelo conflito militar entre a Rússia e a OTAN, no território da Ucrânia com EUA e Inglaterra à frente, a crise tende a se acirrar em escala mundial.

Entre os países americanos que apoiam a declaração estão Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Uruguai, Paraguai, México e Peru. No documento consta que “Expressamos nossa profunda tristeza pelas perdas humanas devastadoras e pelo sofrimento profundo causado pela agressão contra a Ucrânia”, e que os impactos são severamente negativos para o comércio internacional e para a economia ucraniana.

E que a destruição da infraestrutura dos portos, ferrovias, rodovias, pontes etc, impede que o país possa continuar a produzir, importar e exportar mercadorias. São muito preocupados pela falta que fazer no mercado internacional, as matérias-primas oferecidas, como produtos alimentícios, agrícolas, óleo de girassol e minerais essenciais.

O fato da Ucrânia ser um dos maiores exportadores de milho, cevada, trigo e ainda ser um grande fornecedor para o Programa Mundial de Alimentos, com a paralisação do comércio desse país, resulta na falta de alimentos no mercado para abastecer inúmeros países, principalmente os em desenvolvimento, colocando o problema do aumento da insegurança no mundo, somando-se a já grave situação causada pelo Covid-19.

Esse bloco de apoio solidário à Ucrânia promete facilitar suas exportações e pede aos membros da OMC que facilitem e simplifiquem os procedimentos aduaneiros e o uso da infraestrutura local a favor da Ucrânia.

A posição ambígua do Brasil desde o início da guerra mostra uma preocupação do governo em não se indispor desavisadamente com a Rússia.

Tivemos recentemente fatos como a falta de compromisso do governo Biden em retirar as barreiras comerciais dos produtos siderúrgicos nacionais no mercado norte-americano. Também como declarações do ex-presidente do Chile e atual Alta Comissária da ONU para direitos humanos, cobrando eleições “democráticas e sem interferência”, melhores políticas para LGBTs, indígenas, mulheres e meio ambiente. Tudo isso são formas de interferência estrangeira em assuntos internos nacionais, com clara intenção de colocar o país em desvantagem frente ao imperialismo.

Por outro lado, a posição de neutralidade às sanções econômicas contra a Rússia e ao posicionar-se contra a ação militar da Rússia na Ucrânia demonstram a ambiguidade do governo em relação aos EUA e Rússia.

É uma contradição enorme. Um governo capacho do imperialismo, como o de Bolsonaro, se recusar a tomar uma posição clara contra a Rússia. É um retrato da crise geral do imperialismo, escancarada pela guerra.

O fato de não conseguirem que suas ações provoquem os resultados esperados com as sanções e restrições contra a Rússia, pelo contrário, incentivam a que ter que substituir as importações pela produção nacional, o que de fato está ocorrendo e ainda que desenvolvam novos meios de pagamento bilaterais com moedas dos países envolvidos sem necessidade de utilização do dólar como meio de pagamentos e nem o sistema Swift.

O que o imperialismo está conseguindo com muito êxito é a sua própria desmoralização total. O exemplo do ocorrido no Afeganistão e agora não tem tido sucesso nas intervenções contra a Rússia. Um total vexame político, econômico e social.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/d ... a-ucrania/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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