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Chapolin Gremista
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Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Mai 2022, 17:50

A ditadura de Zelensky desmascarada. :joia:
Guerra na Ucrânia
Jornal alemão: na Ucrânia não pode existir oposição
O próprio Shary foi recentemente preso em sua casa espanhola com base em um mandado de prisão ucraniano. Kiev o acusa de alta traição porque ele “representava narrativas russas” –

ImagemA oposição política não é mais bem-vinda neste parlamento: sessão da Verkhovna Rada em 3 de maio (Kyiv) – Reprodução

─JungeWelt, Por Reinhard Lauterbach ─ Onze partidos e grupos de oposição foram oficialmente proibidos na Ucrânia desde o início de maio. Não se trata do Partido Comunista – foi banido desde 2015. Tampouco se trata de outras organizações marxistas como o grupo Borotba, cuja sede em Kiev foi vandalizada em 2014 pelos fascistas do Setor Direita e cujos ativistas foram forçados ao exílio. Desta vez, a maioria do governo em Kiev estava preocupada, entre outras coisas, com a “Plataforma de Oposição: Pela Vida”, que antes da invasão russa em 24 de fevereiro era a segunda maior facção no parlamento de Kiev com 44 deputados, bem como o Partido Socialista Progressista e o Partido Shariy. Este último está agrupado em torno do videoblogueiro Anatoly Shari, que já havia emigrado para o exterior sob o ex-presidente Viktor Yanukovych.

Portanto, não é que não haja necessidade de opiniões divergentes sobre as condições políticas e sociais prevalecentes na Ucrânia. Há mais motivos para críticas agora que o governo está anunciando cortes salariais oficiais para poder financiar a guerra, e onde já mudou a lei trabalhista nos primeiros dias da guerra de tal forma que os assalariados estão agora praticamente sem direitos em caso de agravamento das condições de trabalho e demissões. Mas essas opiniões divergentes não devem mais ter voz. Para este fim, a Ucrânia não poupa meios.

Embora a facção da plataforma de oposição tenha se dissolvido, alguns de seus representantes mantiveram seus mandatos e tiveram que ser instruídos pelo presidente do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Oleksiy Danilov, a fugir silenciosamente do parlamento enquanto ainda podiam ir. O próprio Shary foi recentemente preso em sua casa espanhola com base em um mandado de prisão ucraniano. Kiev o acusa de alta traição porque ele “representava narrativas russas” – de acordo com as novas disposições, mas aplicadas retrospectivamente em violação do estado de direito. Embora tenha sido libertado provisoriamente após ser interrogado pelo tribunal antiterrorista espanhol, ele teve que entregar seu passaporte e não pode deixar o país até que uma decisão sobre sua extradição seja tomada. Se você concordar Shary teme por sua vida. Ele enfrenta prisão perpétua na Ucrânia de qualquer maneira. Por enquanto, ele continua a postar sem fazer concessões discerníveis aos governantes da Ucrânia.

A plataforma de oposição não era de forma alguma um grupo de esquerda no sentido tradicional. Como a maioria dos partidos ucranianos, originalmente era mais um grupo de lobby para os interesses de certos grupos de empresários e financistas, neste caso aqueles com vínculos com a Rússia. Mas ela soube ganhar apoio social, especialmente no leste e sul da Ucrânia, defendendo a tolerância na questão linguística, por uma solução de paz no Donbass e contra a orientação da OTAN do país. Mas é justamente a representação de tais posições que passa a ser considerada “propaganda das narrativas russas” ou “negação ou relativização da agressão russa”. Também para descrever a situação em Donbass como um “conflito interno ucraniano” ou “guerra civil”

O portal stopfake.org , próximo ao governo, rejeitou a acusação de que a Ucrânia estaria agindo contra a oposição como “desinformação russa”. Existem outros partidos na Ucrânia: nomeadamente a “Solidariedade Europeia” do ex-presidente Petro Poroshenko ou o Partido da Pátria de Yulia Tymoshenko. Ambos competem com o governo de Volodymyr Zelensky por quem é o mais patriota. Tymoshenko disse ao jornal polonês Rzeczpospolita esta semana, quaisquer negociações com a Rússia são fúteis e até prejudiciais porque “minariam a unidade de nossa sociedade e desorientariam nossos amigos no Ocidente”. E o presidente Zelensky anunciou aos estudantes em Kiev na quarta-feira que a guerra duraria muito tempo e custaria “dezenas de milhares de vidas ucranianas”. Não é de admirar que a crítica a uma corrente política tão posicionada seja indesejável.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... -proibida/
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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Mai 2022, 17:53

A qualquer custo
Hungria se vende por bilhões para aceitar embargo à Rússia
A Hungria deveria receber um grande investimento na sua infraestrutura energética para compensar a perda do petróleo russo

ImagemPeter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores húngaro – Reprodução

─Sputnik News ─ A Hungria deve receber uma grande compensação econômica da União Europeia (UE) para poder apoiar o embargo ao petróleo da Rússia, sugeriu na segunda-feira (16) Peter Szijjarto, ministro das Relações Exteriores húngaro.
“A Comissão Europeia causou um problema com uma proposta, então é uma expectativa legítima da Hungria […] que a UE deve oferecer uma solução: financiar os investimentos e compensar […] o [resultante] aumento dos preços, o que requer uma modernização total da estrutura energética da Hungria em uma magnitude de 15-18 bilhões de euros [R$ 79,56 bilhões-R$ 95,47 bilhões]”, estimou, citado pela agência britânica Reuters.
Josep Borrell, chefe das Relações Exteriores da UE, questionou esses números, sublinhando que são muito mais altos que os anunciados por Szijjarto na reunião ministerial de Bruxelas do mesmo dia.

Szijjarto propôs ainda isentar do embargo o fornecimento de petróleo através de oleodutos.
Assim, a UE não conseguiu novamente chegar a um consenso, indicou Borrell, reconhecendo que a Hungria expôs argumentos econômicos, e não políticos, para não impor uma proibição de petróleo da Rússia.
A Hungria, a Eslováquia e a República Tcheca têm expressado preocupações com a imposição de um embargo ao petróleo russo, referindo que estão demasiado dependentes desse fornecimento. Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, em particular, afirmou que a medida seria equivalente a uma “bomba atômica” na economia do país.
As sanções da UE são impostas por consenso, ou seja, é necessário que todos os Estados-membros concordem com elas para que avancem.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... -a-russia/
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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 25 Mai 2022, 17:58

Reviravolta
América latina ergue a cabeça contra o imperialismo
Nacionalismo burguês latino-americano se fortalece diante do enfraquecimento dos eua no cenário internacional

Imagemações dos líderes das nações latino-americanas entram em confronto com a política imperialista – foto: mario tama/getty images

Os Estados Unidos têm visto sua oposição crescer recentemente. sua série de derrotas e fracassos em sua política externa, e até mesmo em sua política interna, tem marcado um período considerável de decadência de seu império, fazendo com que sua já conhecida política predatória a outros países, como bem conhecemos aqui na américa do sul, seja cada vez mais vista com maus olhos, apesar da propaganda imperialista constante.

os exemplos do início dessa situação são de suar os olhos — o mais significativo dele sendo a derrota catastrófica do país no afeganistão, onde suas tropas foram sumariamente expulsas pelos guerrilheiros do talibã que, por sua vez, tomou o país para seu povo e encerrou 20 anos de ocupação e guerra norte-americana no local.

a crise desta proporção mais recente é o conflito que está ocorrendo na ucrânia. a rússia tem avançado cada vez mais em território ucraniano, sendo a cidade de mariupol a sua conquista significativa mais recente. mais uma vez, a propaganda não é o suficiente para esconder que, mesmo com o apoio dos eua e de todos os países imperialistas e controlados pelo imperialismo, a ucrânia está perdendo.

isso claramente tem seu impacto nesses países — e consequentemente na américa latina também. nos últimos tempos tivemos a experiência de observar que alguns países, como méxico e bolívia, tem despertado seu nacionalismo burguês e levantado a cabeça para as arbitrariedades norte-americanas.

um dos exemplos mais recentes, e que inclui os dois países citados acima, tem sido a convocação e divulgação da cúpula das américas, evento que ocorre a cada 3 anos em algum país da américa. neste ano, a reunião será feita nos eua, e a polêmica foi gerada após cuba, venezuela e nicarágua não terem sido convidadas. isso fez com que países como méxico, bolívia e países da caricom, a comunidade de nações do caribe, que conta com 15 países, afirmassem que não iriam à cúpula caso todos os países da américa não fossem convidados.

uma pequena curiosidade sobre o fato acima é que o chile, atualmente governado por gabriel boric, confirmou sua presença na reunião. nem mesmo o brasil está confirmado.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-direita/

outro fato recente traz novamente o presidente do méxico, andrés manuel lópez obrador, aos holofotes. no início de maio o presidente fez visitas a guatemala, el salvador, honduras, belize e cuba. os assuntos das discussões diplomáticas envolviam migrações e desenvolvimento regional, com direito a um ato de solidariedade a cuba por conta do bloqueio imposto pelos eua ao país. a cada país que obrador visitava, fazia questão de criticar as ações imperialistas no local, fossem esses boicotes, promessas não cumpridas ou ataques diretos.

o méxico tem sido um grande exemplo da política apresentada. obrador claramente tem feito esforços para manter relações com os mais diversos países da américa latina. além disso, também tem feito mudanças internas, como a nacionalização de sua indústria do lítio, importante decisão para a soberania do país — obrador também tem feito esforços para nacionalizar toda a indústria de eletricidade do país, projeto do qual a nacionalização do lítio faz parte.

outro país que podemos citar nessas recentes atitudes observadas é a argentina. o país está prestes a se tornar um integrante dos brics, tendo apoio do brasil e da china. o presidente chinês, xi jinping, convidou a argentina a participar de três eventos relacionados ao bloco, indicando sua entrada cada vez mais próxima no grupo. além disso, os dois países têm trabalhado em acordos para o desenvolvimento interno da argentina, com planos de importação de soja e financiamento por parte do governo chinês para o argentino.

é importante ressaltar que muitos dos líderes latino-americanos citados aqui tem diversas características direitistas, além de políticas duvidosas. apesar disso, é inegável que suas ações trazem benefícios para o desenvolvimento interno de seus países, assim como incentivam o crescimento e independência dos outros países das américas, inclusive se solidarizando com os mais oprimidos pelo imperialismo.

é preciso observar que todos esses fatos têm aumentado significativamente após os acontecimentos citados no início da matéria. as atrocidades dos eua são cada vez mais evidentes, e apenas os capachos mais fiéis têm a capacidade de ignorar esses fatos — apesar das posições dos líderes latino-americanos não configurarem em nada revolucionário, elas são um avanço do nacionalismo burguês nessas nações, indicando uma política que inevitavelmente vai de encontro com a política imperialista e colocando em xeque os interesses dos eua na região.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... erialismo/
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Mensagem por E.R » 28 Mai 2022, 12:44

NOTÍCIAS
O ESTADO DE S.PAULO

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A crise imobiliária da China não é novidade. Mas os receios crescentes entre os investidores estrangeiros de um grande desastre econômico são. A combinação de uma grave desaceleração no mercado imobiliário e a política inflexível de tolerância zero do Partido Comunista Chinês contra a Covid-19 é apenas um dilema recente que levou os gestores de fundos estrangeiros a questionar se a China está perdendo seu modo pragmático de administrar a economia.

A insistência de Xi Jinping em adotar lockdowns prolongados para livrar a China da variante Ômicron, assim como sua proximidade com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia, estão sendo vistas como ações ideológicas que ignoram as realidades econômicas e geopolíticas.

Acrescente a repressão a empresas de tecnologia como o Alibaba, de comércio eletrônico, e as vantagens dadas a gigantes do setor imobiliário, como a Evergrande, e isso ajuda a explicar por que alguns dos maiores grupos de investimento do mundo estão questionando a qualidade da liderança em Pequim.

Muitos atribuem esta e outras campanhas ideológicas aos preparativos para o congresso do Partido Comunista, previsto para o segundo semestre, no qual se espera que sejam concedidos mais cinco anos a Xi Jinping no poder.

Os eventos de 2022 podem determinar como os investidores globais veem a China nos próximos anos.

Nos anos anteriores, muitos investidores estrangeiros simplesmente ficaram muito entusiasmados com a China nos últimos anos e optaram por ignorar os riscos. O mercado está acordando agora. A visão de muitos investidores é que, embora a China nunca tenha estado tão aberta aos fluxos de capital estrangeiro, o país também não esteve tão inflexível do ponto de vista ideológico. Isso provocou um aumento nos prêmios de risco sobre os ativos chineses exigidos pelos investidores.

Essa mudança contribuiu para uma onda de vendas de ações e títulos locais detidos por estrangeiros. A venda de títulos denominados em yuan também foi estimulada por uma moeda mais fraca e taxas de juros mais altas nos Estados Unidos.

O valor das ações detidas por estrangeiros na China caiu quase 20% no primeiro trimestre de 2022, ou cerca de 755 bilhões de yuans. Grande parte dessa redução é explicada por uma queda nas avaliações das ações; o CSI 300, principal índice do mercado chinês, caiu mais de 17% desde o início do ano.

Investidores estrangeiros também estão reduzindo a exposição. As participações acionárias estrangeiras no mercado de ações da China caíram de cerca de 4,3%, no final de 2021, para pouco menos de 4%, em março. O Gavekal, um grupo de pesquisa, calcula que o total de participações acionárias estrangeiras caiu cerca de 2% até agora este ano.

As saídas prolongadas de capital não estão garantidas; uma redução de juros pelo Banco Popular da China em 20 de maio pode apoiar o sentimento. Mas vários gestores de carteiras esperam que as saídas de capital continuem até que haja mais clareza em torno da política econômica.

O clima pessimista tem sido doloroso para o pequeno e cada vez menor grupo de tecnocratas liberais da China, que ainda está trabalhando com afinco para defender uma China aberta que seja pelo menos um pouco sensível às preocupações dos investidores globais.

Durante anos, os reguladores usaram reformas programadas com cuidado para recompensar investidores de longo prazo e o comprometimento deles com a China. Como o sentimento azedou em abril, eles conseguiram entregar um pacote de reformas da previdência privada há muito esperada na tentativa de conquistar gestores de ativos. Foi um alento que os reguladores estavam segurando na expectativa de que o sentimento provavelmente pioraria no início deste ano, diz um gestor de fundos.

Muitos investidores veem 2022 como um ano de referência para a direção futura da política. A perspectiva otimista, diz o chefe regional de um gestor de ativos globais, é que esse período sombrio de ideologia, erros políticos e crescimento atribulado seja parte da preparação para o congresso do partido no segundo semestre. Assim que ele passar, os pragmatistas terão mais controle da política. E o apoio à economia e às empresas de tecnologia será amplo.

A perspectiva pessimista é que Xi leve a sério o direcionamento adotado por ele para o país nos últimos dois anos e o futuro seja muito mais ideológico. A S&P, agência de classificação de risco, alertou em 19 de maio que os impactos das políticas na educação, na habitação, no trabalho e no bem-estar social devem continuar por anos. Os investidores demoraram a entender a gravidade das mudanças na política da China, diz Nikolaj Schmidt, da T. Rowe Price, gestora de investimentos. É improvável que as coisas voltem ao normal em breve.

Um resultado provável nos próximos meses é uma divergência cada vez maior entre os investidores fora da China e aqueles com escritórios grandes e em expansão dentro do país, diz Gene Ma, do IIF.
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Mensagem por Teawine Chavinho » 28 Mai 2022, 15:34

Chapolin Gremista escreveu:
25 Mai 2022, 17:50
A ditadura de Zelensky desmascarada. :joia:
A extrema-esquerda chama Cuba, Coreia do Norte e Venezuela de democracias. O fato dela dizer que Zelensky é um ditador significa que ele (Zelensky) está no caminho certo.
"Um governo que não aparece faz o povo feliz. Um governo que tudo quer determinar faz o povo infeliz." - Lao Tsé

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Mensagem por Chapolin Gremista » 28 Mai 2022, 16:58

Os nazistas e todo tipo de simpatizante do homem do bigodinho também acham que Zelensky está no caminho certo. :sim: :lol:


O depois da Revolução
Os crimes de guerra das forças ucranianas são chocantes
Tudo o que está relacionado com crimes, com crimes de guerra, incluindo aqueles cometidos por nacionalistas, o regimento Azov tudo isso é chocante.

ImagemDenish Pushilin (Denys Volodymyrovych Pushylin), o Chefe de Estado da República Popular de Donetsk – Reprodução

─RIA Novosti, tradução do DCO ─ Acompanhe a entrevista de Denish Pushilin (Denys Volodymyrovych Pushylin), o Chefe de Estado da República Popular de Donetsk, um estado separatista recentemente reconhecido pela Rússia, na região da Bacia do Donets (Donbas), na Ucrânia. Pushilin é o chefe de Estado da RPD desde setembro de 2018 e está a frente junto com o exército da Rússia pela libertação de seu país desde o golpe nazista de 2014.

─ RIA Novosti ─ Os crimes de guerra das forças ucranianas no Donbass são chocantes, mas a república já está se preparando para uma vida pacífica: a restauração de fábricas e aeroportos. Na segunda parte da entrevista, o chefe da República Popular de Donetsk, Denis Pushilin, disse à RIA Novosti por que o Azovstal não pode ser restaurado, quais empresas podem ser nacionalizadas e como está planejado dar uma nova vida à famosa marca de futebol Shakhtar Donetsk.

─ RIA Novosti ─ Você planeja restaurar aeroportos? E o porto de Mariupol será totalmente restaurado, como funcionava antes?

─ Denish Pushilin ─ Quanto ao porto de Mariupol, os pedidos para o seu trabalho são bastante sérios. Isso nem se aplica ao velho paradigma – a venda dos produtos das nossas metalúrgicas e dos nossos produtos agrícolas, embora provavelmente também seja assim. Mas também é importante para nós que agora o porto de Mariupol se torne uma espécie de hub, e para nós, em termos de restauração, o porto de Mariupol é importante para que os materiais de construção sejam importados através dele, e haverá muitos deles , dada a destruição que estamos vendo agora em Mariupol . E, claro, o porto de Mariupol estará totalmente envolvido aqui.

─ RIA Novosti ─ Em maio, até o final de maio, planejamos realizar o primeiro embarque de produtos. Ou seja, de fato, sua atividade começará, provavelmente, o funcionamento começará, mas provavelmente chegaremos ao seu pleno funcionamento um pouco mais tarde, devido ao fato de que certos reparos precisam ser realizados: a destruição ainda está presente. Também é necessário restaurar os equipamentos que ali se encontram, as mesmas gruas, a componente técnica de muitos deixa muito a desejar, e tendo em conta o facto de as peças sobresselentes serem importadas, é necessário ultrapassar todas estas barreiras que são associados com sanções e assim por diante e assim por diante. Mas vai funcionar perfeitamente. Quanto ao aeroporto, você quer dizer Donetsk , certo?
─ Denish Pushilin ─ Sim, tanto Mariupol quanto Donetsk.

─ Denish Pushilin ─ Bem, olhe, existem planos. Mas isso também está relacionado, provavelmente, com o fim das hostilidades em plena medida. Provavelmente ainda é problemático nomear a data exata, uma vez que a principal tarefa para nós é atingir as fronteiras constitucionais. Mas as hostilidades terminarão com isso por completo? Bem, provavelmente não. E tudo estará conectado, claro, com a segurança de aeronaves, helicópteros e assim por diante. Portanto, nos planos podemos dizer que, aqui, haverá uma restauração, que serão necessários aeroportos. Sim, definitivamente necessário.

─ RIA Novosti ─ E se falarmos da restauração de Mariupol e da economia nacional da República Popular de Donetsk em geral, quanto você estima essas obras?

─ Denish Pushilin ─ Não vou citar o valor. Em primeiro lugar, porque o território da República Popular de Donetsk ainda não foi libertado e ainda temos um número suficiente de cidades que temos de libertar. Estou falando de Krasnoarmeysk , estou falando de Dobropolye e Artemovsk, Konstantinovka , Slavyansk . Krasny Lyman já está quase lançado. Esses são todos esses assentamentos que, infelizmente, também sofrerão destruição em certa medida. Portanto, sem isso também não será possível calcular.
Levando em conta o fato de que mesmo agora ainda “chega” a Donetsk, ao longo de Yasinovataya , ao longo de Horlivka , agora não será possível sacar uma única quantia.

─ RIA Novosti ─ Já existe algum tipo de interação com as autoridades da cidade de Moscou, entre Donetsk e Moscou? Foi anunciado que seria aberto um programa de assistência de patrocínio das regiões russas às regiões das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk.

─ Denish Pushilin ─ Bem, vou lhe dizer, não apenas com Moscou, mas também com várias outras regiões, a comunicação já foi estabelecida. E seus representantes estão localizados no território da República Popular de Donetsk ou visitam periodicamente, realizam sua avaliação. Os assentamentos e distritos patrocinados, digamos, já foram identificados e são atribuídos a diferentes regiões da Federação Russa. Portanto, esse trabalho já mudou para uma espécie de atual, ou seja, acontece literalmente todos os dias.

─ RIA Novosti ─ Você está planejando visitar o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo?

─ Denish Pushilin ─ Sim, há planos para participar do Fórum Econômico de São Petersburgo este ano. Enquanto os planos estão sendo desenvolvidos.

─ RIA Novosti ─ Eu entendo. E as regiões? Em geral, provavelmente não é segredo que a Chechênia e os combatentes das unidades da República da Chechênia desempenharam um papel importante na libertação, incluindo Mariupol, e na ajuda ao exército da República Popular de Donetsk. Como avalia este papel e em que medida estabeleceu contactos com a República da Chechénia, com o chefe da Chechénia, Ramzan Kadyrov?

─ Denish Pushilin ─ Vou lhe dizer que os combatentes da República da Chechênia são os combatentes da Federação Russa. Ou seja, eles participaram aqui, como pessoas de outras repúblicas da Federação Russa, de outras regiões da Federação Russa. Acho que estou construindo relacionamentos com absolutamente todos, inclusive com Ramzan Akhmatovich Kadyrov . Então sim, estamos em contato. Sim, unidades chechenas participaram em certas fases da libertação de Mariupol. Eles também estão agora participando da libertação da República Popular de Lugansk, cidades e regiões individuais. Acho que são absolutamente boas, até as relações de amizade já estão sendo construídas.

─ RIA Novosti ─ Se falarmos das empresas de Mariupol, ainda existem grandes plantas como Azovmash e a planta de Ilyich. Qual será o destino deles? Eles vão retomar o trabalho de acordo com seu perfil?

─ Denish Pushilin ─ Eu vou te dizer isso. Os produtos fabricados nessas empresas, incluindo Azovmash e a fábrica de Ilyich, estão em demanda. Está em demanda agora no mundo e em demanda em diferentes regiões da Federação Russa. Portanto, já vale a tarefa de restaurar e lançar essas usinas. Agora os danos estão sendo avaliados, agora especialistas estão trabalhando em programas de lançamento para esses empreendimentos. Para nós, é importante que Mariupol mantenha os empregos.

E se estamos falando de Azovstal, a maioria dos moradores locais está inclinada a acreditar que Azovstal não precisa ser restaurada devido ao fato de essa planta ser a principal poluidora do meio ambiente. Foi ele quem não permitiu que Mariupol se tornasse uma cidade turística, apesar de todos os outros atributos e todos os outros componentes estarem presentes: este é um mar raso e quente, este é um mar, que contém uma grande quantidade de iodo, que é útil para várias doenças.

Mas, no entanto, Azovstal poluiu o próprio mar, tornou-o pouco atraente e poluiu a atmosfera da própria cidade, tornando-a suja. Além disso, o número de doenças oncológicas estava crescendo, em princípio, fora de escala mesmo em relação a outras cidades industriais. E isso estava ligado, por sua vez, ao fato de a usina ter sido construída sem levar em conta as normas ambientais, sem levar em conta a rosa dos ventos. Ou seja, toda a poluição foi para a cidade e para o mar.

Portanto, os moradores locais tendem a acreditar que não há necessidade de restaurá-lo, e havia várias opções nos planos: construir um technopark no local de Azovstal ou, inversamente, uma área de parque ou algum tipo de residencial área. Estas são as opções que, em princípio, serão consideradas em sua forma final, e os moradores de Mariupol tomarão uma decisão. Quanto a “Ilyich”, “Azovmash” e várias outras empresas – sim, elas estão sujeitas a restauração e todos os procedimentos preparatórios estão sendo realizados.

─ RIA Novosti ─ Ou seja, haverá algum tipo de referendo local?

─ Denish Pushilin ─ Um referendo ou não um referendo, mas uma votação é possível. A opinião dos moradores aqui é extremamente importante. Mas já no momento, em Azovstal, em princípio, pode-se falar de algum tipo de opinião, quase unânime. E o que exatamente será construído neste local – as opções serão oferecidas aos moradores de Mariupol e já serão determinadas.

─ RIA Novosti ─ E o que acontecerá com as empresas nos territórios liberados que pertencem a investidores ucranianos, ou acionistas ucranianos, ou acionistas estrangeiros? Eles serão nacionalizados ou esses acionistas terão a oportunidade de, de alguma forma, participar da propriedade ou gestão das ações?

─ Denish Pushilin ─ Você sabe, o trabalho em cada uma dessas empresas será realizado individualmente em todos os lugares. Ou seja, uma coisa é quando haverá uma oportunidade de proporcionar aos acionistas a participação no trabalho da empresa. Por outro lado, também sabemos sobre a política de sanções e assim por diante. E eles terão tal desejo? Isso é por um lado.
Por outro lado, estamos bem cientes de que, para cada um desses investidores estrangeiros, ou investidores, especialmente do lado ucraniano, se nossas agências de aplicação da lei realizarem o trabalho, se houver financiamento direto de batalhões nacionalistas, na verdade isso será direto participação no genocídio dos nossos cidadãos. E o destino dessas empresas será decidido de maneira completamente diferente. É claro que tais empresas, se tal participação no financiamento de organizações nacionalistas for estabelecida com precisão, passarão para propriedade estatal.

─ RIA Novosti ─ Eu também gostaria de perguntar sobre um tema completamente pacífico, sobre esportes. O Shakhtar Donetsk sempre teve essa marca, desde os dias da União Soviética, um dos líderes do campeonato, conquistou repetidamente a Copa da URSS, a UEFA já está na história da Ucrânia. O Shakhtar voltará a Donetsk?

─ Denish Pushilin ─ Aquele “Shakhtar” – e agora não é “Shakhtar”, mas sim “Shakhtar” – já mudou de registro. Nessa forma, é o clube de um dos oligarcas de Akhmetov. Ou seja, ele era Lvov ou Kyiv. Agora eles estão sendo expulsos em todos os lugares, expulsos, não sei que tipo de registro ele tem agora. Bem, esse clube não tem nada a ver com Donetsk. Mas levando em conta o amor dos habitantes da república pelo futebol, o Shakhtar deve ser devolvido em uma nova forma. Quem jogar, eu acho, vamos encontrar. Direi que já existem algumas iniciativas para criar um verdadeiro Shakhtar (Donetsk). Há também um estádio. Há alguns danos devido ao bombardeio das forças armadas ucranianas, mas há um entendimento de que este estádio está sujeito a restauração como parte do programa de restauração e da prestação de assistência patronal de Moscou. Na verdade, há um lugar para jogar pelo verdadeiro Shakhtar, já há propostas de patrocinadores. Portanto, esta iniciativa, penso eu, poderá ser implementada num futuro previsível e surgirá uma equipa com o seu próprio estádio. E acho que haverá quem queira jogar com ela de outras regiões da Federação Russa.

─ RIA Novosti ─ Ou seja, haverá alguém para brincar.

─ Denish Pushilin ─ Certo.

─ RIA Novosti ─ Você deve ter falado com aqueles que estavam nos porões do Azovstal. Refiro-me aos militantes. Houve alguma história deles ou de civis que o impressionou positivamente e, talvez, de algum lado chocante e negativo?

─ Denish Pushilin ─ Tudo o que está relacionado com crimes, com crimes de guerra, incluindo aqueles cometidos por nacionalistas, o regimento Azov (contra cujos combatentes foi aberto um processo criminal na Rússia), tudo isso é chocante. Isso é tudo o que não se presta à lógica de uma pessoa sã, de psique sã. Portanto, não seria desejável destacar algo separadamente. Todos os crimes que foram cometidos como nacionalistas do regimento Azov e também por outras unidades não podem ser destacados que apenas Azov é o culpado por tudo, por todos os crimes, e o exército regular, as Forças Armadas da Ucrâniaeles não têm culpa de nada.

Não, infelizmente, temos evidências de que alguns representantes das Forças Armadas da Ucrânia cometeram crimes não menos terríveis e monstruosos relacionados à tortura, estupro, assassinatos sádicos e assim por diante. Possivelmente pior, talvez, em algum lugar do que representantes individuais de Azov. Portanto, cada crime será avaliado pelo tribunal. Eu não gostaria de recontar agora. Infelizmente, eu tenho muitas dessas histórias. Mas será possível familiarizar-se com isso muito bem apenas durante os tribunais. Tudo isso será descrito e, acredito, todo crime deve ser punido de acordo.

─ RIA Novosti ─ E por que você acha – parece que as pessoas são moldadas da mesma massa, vivem na mesma terra – por que de repente, literalmente em dez anos, um monstro tão terrível cresceu na terra que sobreviveu a todos os horrores de Nazismo, e de repente tudo se derramou com um horror tão terrível?

─ Denish Pushilin ─ A ideologia nazista, o domínio de uma nação sobre outra, sobre outras. Você sabe, você encontrou alguns pontos sensíveis em quem confiar inicialmente. E foi financiado e nutrido de fora. Em quem confiar eram os descendentes desses cúmplices nazistas, criminosos: os descendentes de Bandera, Shukhevych e outros espíritos malignos. Ou seja, este é o primeiro ponto de referência. Bem, e então jovens com certo financiamento e com uma certa construção do modelo de gestão que vimos agora … Aqui na Ucrânia pós-Maidancampo fértil. Aqueles que se tornaram seguidores estavam envolvidos nesses crimes e depois ungidos com sangue. Esta é diretamente uma tecnologia que, em princípio, está enraizada naquela Alemanha nazista. Portanto, não há nada de novo em princípio. Portanto, é nossa responsabilidade concluir a desnazificação de uma vez por todas.

─ RIA Novosti ─ Questões de educação, ao que parece, são muito importantes, incluindo educação escolar, educação histórica?

─ Denish Pushilin ─ Esses já são métodos que são usados, de fato, desde o jardim de infância: uma certa ideologia foi incutida, alguns ecos separados. Se você olhar agora, já há muitas evidências: que livros didáticos, que literatura escolar era popular agora e o que, digamos, eles tentaram enfiar na cabeça dos jovens. Em algum lugar, muitas vezes eles conseguiram. É muito difícil até para um adulto entender, estudar. E quando os adolescentes têm um período difícil, quando são formados como pessoas, acabou sendo simples, fácil e acessível influenciar isso pressionando certas teclas. E tem sido usado.

─ RIA Novosti ─ O novo ano letivo começará em três meses, e as escolas provavelmente terão grande demanda por novos livros didáticos, incluindo livros de história. Você trabalha de alguma forma na DPR para ajudar nesses territórios libertados? Que tipo de ajuda da Federação Russa?

─ Denish Pushilin ─ É claro que aqui foi estabelecida uma cooperação total entre o Ministério da Educação da República Popular de Donetsk e os departamentos relevantes da Federação Russa. Organizações humanitárias também estão envolvidas. Porque precisamos de muitos livros didáticos, eles precisam ser substituídos, quase todos aqueles que foram usados ​​nos territórios libertados. Portanto, o trabalho está em andamento nesse sentido.

Obrigado! Muito obrigado!

─ RIA Novosti ─ Obrigada!
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Mensagem por Chapolin Gremista » 28 Mai 2022, 17:18

Eleições Colombianas
Eleições na Colômbia podem desarrumar quintal dos EUA
Esquerda cresce dentro do quintal dos EUA, a Colômbia, país com governos fantoche do imperialismo.

ImagemUma seguidora de Gustavo Petro grita efusivamente durante o encerramento da campanha do Pacto Histórico. – Foto: Reprodução

O candidato presidencial colombiano pela coalizão do Pacto Histórico, Gustavo Petro, encerrou sua campanha neste domingo (22) com um grande comício na histórica Praça Simón Bolívar, em Bogotá, informa a Telesul. Gustavo Petro exortou os colombianos a ficarem atentos a uma possível sabotagem das eleições pelo governo de Iván Duque, cuja rejeição atualmente chega a 70%.

“Eles não querem que as eleições ocorram em 29 de maio porque sabem que vão perder. Estão tentando um golpe contra o voto popular (…) Convoco as demais campanhas presidenciais para se reunirem”. O chamamento é para que todas as candidaturas impeçam um golpe contra as eleições do próximo domingo, 29 de maio.

Destaca a matéria do portal Brasil 247 sobre as eleições na Colômbia.

O jornalismo do DCO já publicou matéria recente sobre as eleições colombianas onde foi denunciado e explicado como e sob quais pretextos o governo dos Estados Unidos da América se esforça para manter um “Estado permanente de golpe contra o povo” colombiano, como tem feito há anos em todos os países da América Latina, usando como pretexto a ‘ameaça comunista’ principalmente, além de temas como ‘combate às drogas’, ‘combate à corrupção’ etc.

O candidato de esquerda na Colômbia, Gustavo Petro, favorito em todas as pesquisas, convocou dois de seus adversários para uma reunião nesta segunda-feira diante de um suposto plano do governo para impedir as eleições presidenciais de 29 de maio. Especialistas eleitorais e membros do próprio Governo afirmam que esses rumores carecem de verdade.

A uma semana das eleições que lhe dariam a vitória, Gustavo Petro surpreendeu seus seguidores. Em uma cerimônia de encerramento da campanha em Barranquilla neste sábado, o candidato à presidência da Colômbia garantiu que o atual governo tem um plano para que as eleições não ocorram em 29 de maio (fonte France24)

O candidato alertou que este anúncio seria oficializado na próxima terça-feira: “Eles planejam suspender as eleições, planejam suspender os órgãos que dirigem o regime eleitoral na Colômbia”, declarou.

“Estou convocando nesta praça pública, nesta rua cheia de multidões, a todas as campanhas políticas atualmente em competição, à campanha de Sergio Fajardo (de centro), à campanha de Rodolfo Hernández (populista), à campanha do Pacto Histórico, estar em alerta.



Rumores persistentes de fraude eleitoral
As acusações de Petro vieram no mesmo dia em que o secretário nacional, Alexandre Vega, deu uma entrevista coletiva na qual prometeu garantias de que não haverá fraude nas eleições.

Por sua vez, o ministro do Interior colombiano, Daniel Palacios, negou as acusações, ao mesmo tempo em que pediu que “os candidatos e as equipes não gerem desinformação”.



Esses rumores circulam na Colômbia desde o início da semana, por diferentes políticos. O primeiro a se referir a essa suposta trama foi o senador Rodrigo Lara, que afirmou que o Executivo ou a Procuradoria Geral da República queriam suspender as eleições.

Daniel Palacios também rejeitou essas acusações, assim como o diretor da ONG Missão de Observação Eleitoral. Segundo Alejandra Barrios, é “realmente impossível” que as eleições sejam suspensas porque só é estipulado por ‘motivos de força maior, como uma catástrofe natural’. Na Colômbia as eleições nunca foram suspensas ou adiadas, nem mesmo nos piores anos da guerra entre o Estado e a ‘extinta’ guerrilha das FARC.

Medidas de segurança impressionantes para a fórmula “Petro-Márquez”
Em outros eventos da campanha do Pacto Histórico, a candidata a vice-presidente Francia Márquez teve que ser escoltada e retirada do palco onde fez seu discurso de encerramento, em Bogotá, também naquele sábado. A ativista afro-colombiana foi alvo de um laser verde e teve que terminar seu discurso enquanto estava coberta com escudos de proteção.

ImagemO pessoal de segurança cobre a candidata a vice-presidente Francia Márquez, companheira de chapa de Gustavo Petro, com escudos durante uma cerimônia de encerramento da campanha. Foto: Reprodução.

A segurança de Gustavo Petro também foi reforçada recentemente, dada a suspeita de sua equipe de que queriam assassiná-lo. No evento de Barranquilla, o candidato de 62 anos chegou em um veículo blindado atrás de uma plataforma, da qual falou, cercado por guarda-costas, a mais de 100 metros de onde o público estava.

Todas as pesquisas concordam em mostrar o esquerdista como o favorito para vencer as eleições, embora ele não conseguisse no primeiro turno. O desconhecido é com quem será disputada a segunda rodada, com “Fico” Gutiérrez ou com Rodolfo Hernández.

Neste domingo, último dia permitido pela lei eleitoral para os candidatos realizarem eventos em locais públicos, Petro e Márquez encerraram sua campanha eleitoral em Bogotá. Com a emblemática Plaza de Bolívar cheia, a fórmula do Pacto Histórico dizia ter certeza de sua vitória em 29 de maio.

O último levantamento, publicado na sexta-feira passada, dá a Petro uma intenção de voto de 40,6%, seguido por Federico “Fico” Gutiérrez, da coalizão de direita Equipo por Colombia, com 27,1%, e pelo populista Hernández, com 20,9%.

ImagemComício de encerramento de campanha em Zipaquirá, Colômbia, no domingo, 22 de maio de 2022. Foto: Reprodução

Em seu discurso, Petro vai contra o que qualifica como a “elite voraz” que acusa de saquear recursos do Estado durante anos. O candidato alertou que, se se tornar o primeiro presidente de esquerda da Colômbia, fará mudanças no estado, como reformar a Procuradoria Geral da República e o Ministério Público e formar uma comissão para investigar casos de corrupção.

Suas propostas de suspender as novas licenças de exploração de petróleo e “democratizar” os recursos despertam temores em alguns setores da burguesia colombiana. Alguns empresários alertaram seus funcionários que apoiar o Petro pode ser motivo de demissão.

“Que pensamento de senhores feudais, senhores de escravos”, criticou Petro da Plaza de Bolívar, em Bogotá, a segunda praça que conseguiu encher de seguidores no último dia em que a lei permite atos públicos antes das eleições.

Imagem
“Em nome dos ninguéns e dos ninguéns, quero ser sua vice-presidente. Vamos da resistência ao poder até que a dignidade se torne costume”, disse Márquez, líder social e feminista que, se chegasse ao poder, seria a primeira afrodescendente a ocupar um cargo país.

Os acontecimentos das eleições na Colômbia nos dão um modelo do que pode acontecer nas demais eleições na América Latina.
Apesar de todo empenho do imperialismo golpeando e ameaçando governos e lideranças, apesar das ações violentas dos governos de direita contra a classe trabalhadora e lideranças populares, com os diversos assassinatos e sequestros por grupos paramilitares, a população colombiana mostra uma grande radicalização à esquerda e isso demonstra nitidamente um enfraquecimento do poderio imperialista sob os seus dominados. Olhando o panorama da América Latina, podemos ver que existe uma espécie de rebelião em curso, talvez nem aconteça a Cúpula das Américas como foi dito no programa “Análise Política da Semana”, apresentado na plataforma YouTube, que acontece todos os sábados às 16 horas, pelo jornalista e presidente do PCO, Rui Costa Pimenta (1:13:18h):

Hoje é muito concreto, os Estados Unidos, o imperialismo em geral, precisa disciplinar as suas colônias para poder enfrentar essa situação. Sem disciplinar as colônias é impossível enfrentar a Rússia, a China<…> algumas pessoas vão ouvir isso daqui e vão falar: nossa é um exagero! Não, não é exagero! A dominação imperialista de caráter colonial, semi-colonial, é uma peça fundamental para manter o poder do imperialismo em escala internacional. Aí o que que aconteceu? Eles chamaram a Cúpula das Américas onde eles vão tentar, eles vão fazer o que eles fazem sempre, ameaçar os governos e procurar seduzir os governos por outro lado, quer dizer, se você não fizer o que eu quero eu vou te ferrar desse jeito, daquele jeito, daquele outro jeito; se você fizer o que eu quero, no entanto, te dou isso, te dou aquilo, te dou aquele outro<…> só que, o que que tá acontecendo com a Cúpula das Américas? O governo do México que é o segundo maior país da região, da América Latina, falou que não vai<…> o governo Bolsonaro não disse que não vai mas há fortes rumores de que ele também não iria<…> a Bolívia já falou que não vai<…> isso daí é uma profunda desmoralização da situação na América Latina. Veja que o governo Lopez Obrador, o governo que primeiro falou e falou com muita clareza, é tido como um governo de esquerda mas para padrões brasileiros o López Obrador seria como um PSB praticamente, não é nenhuma esquerda, esquerda, mesmo<…> então é um desafio para a dominação latino-americana; nós temos que calcular o seguinte se os governos começam a protestar imagine à medida que a coisa se desenvolva, porque a Cúpula das Américas, os povos latino-americanos não sabem nada disso daí, ninguém tá percebendo o que sair vai acontecer, qual é o sentido, qual a importância política, mas outros fatos vão trazer esse problema à tona; a resistência popular ao imperialismo na América Latina tende a crescer extraordinariamente, quer dizer, a ação militar russa está subvertendo toda a dominação imperialista no mundo todo. Um órgão importante de política internacional, meio esquerdista, que é o Le Monde Diplomatique, que só trata de política internacional, na edição francesa (eles têm edição no Brasil também) colocou o seguinte, colocou como matéria principal da última edição que saiu agora há pouco tempo, a seguinte questão: que não tem consenso com relação à Rússia, o imperialismo procura apresentar que, no Ocidente, o Ocidente é que nem um mercado, é uma coisa puramente imaginária, uma figura de linguagem, não é uma realidade<…> não é verdade que os países ocidentais estão todos contra a Rússia, ele coloca claramente o seguinte, no Sul, do Ocidente, a rebelião é geral, a gente sabe por experiência que ‘sul’ é a ‘pobreza’, são os países atrasados, ‘norte’ são os países ‘ricos’, a ocupação russa fez com que o bloco imperialista se dividisse em dois, o sul e o norte.É muito óbvio que a situação colocada pela ação militar russa está dividindo os próprios países do norte.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 29 Mai 2022, 18:58

Quintal desarrumado
Mourão e a contradição na América Latina
Fala de Mourão expressa a dificuldade dos EUA de botarem a 'casa e ordem', o que revela o quanto tem se enfraquecido do imperialismo

ImagemHamilton Mourão – Montagem – DCO

O clima político na América Latina está bastante agitado. Hamilton Mourão, general vice-presidente de Jair Bolsonaro, afirmou recentemente que Brasil e China tinham uma relação siamesa exatamente quando os EUA aumentam a pressão sobre os chineses. Joe Biden está visitando a Ásia, passou pela Coreia do Sul e no momento visita o Japão, em um esforço de consolidar sua política no Indo-Pacífico.

Está bastante claro que para os EUA enfrentarem a Rússia, mesmo usando a Ucrânia como bucha de canhão, será preciso unir praticamente o mundo todo. No entanto, justamente na sua área que deveria ter maior controle, o Continente Americano, parece haver uma espécie de ‘revolta em curso’.

O presidente mexicano, López Obrador, havia ameaçado de não participar da Cúpula das Américas (6 a 10 de junho) no caso de algum país ser excluído, e que mandaria um representante. Obrador pediu também a extinção da OEA, e que em seu lugar se crie um outro organismo com uma nova dinâmica de cooperação internacional. A Nicarágua já se retirou da OEA. A Bolívia já avisou que não participará da Cúpula e o governo brasileiro parece indeciso.

Serviços de inteligência russos

Segundo o sítio Sputnik “O Serviço de Inteligência Externa da Rússia relatou uma ameaça real na Cúpula das Américas devido a discordâncias sobre a Ucrânia”. E completa citando a inteligência russa “Há uma ameaça real de suspender a Cúpula das Américas na cidade de Los Angeles, entre 6 e 10 de junho. Cidade do México, Buenos Aires e La Paz estão insatisfeitas com os desejos de Washington de focar o trabalho do Fórum na Ucrânia, e não convidar atores regionais mais importantes, como Havana, Caracas e Manágua por serem ‘pró-Rússia’ com relação à Ucrânia”.

De acordo com a Reuters, neste dia 20, “O ‘medo’ de um boicote generalizado à Cúpula das Américas é uma preocupação na Casa Branca”. Autoridades do governo dos EUA já consideram convidar um representante de Cuba, para tentar evitar a ausência de chefes de Estado, o que seria um grande constrangimento.

China e América Latina

A China tem negócios importantes com a Venezuela (sob sanções dos EUA); está negociando a construção de um canal intra-oceânico na Nicarágua que será um forte concorrente do Panamá, pois encurtara as distâncias e tornará o transporte marítimo mais barato. Além de ser um forte parceiro comercial do Brasil.

Mourão participa da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertaçãoe Cooperação (Cosban). Em entrevista ao jornal O Globo, além dizer da ‘relação siamesa’ entre os dois países, afirmou também que “A China é extremamente preocupada com a segurança alimentar de seu povo, ela não pode se dar ao luxo de que 1,4 bilhão de pessoas que habitam o país não tenham comida na mesa. Então acho que a nossa relação, Brasil-China, é extremamente siamesa nesse aspecto. Nós somos grandes produtores de alimentos, a China precisa de alimentos, então a gente precisa trabalhar o tempo todo em cima dessa questão. É óbvio, uma vez ou outra acontecem divergências políticas em termos da arena internacional, mas são coisas que podem ser resolvidas dentro do pragmatismo e da flexibilidade que nós temos que ter”.

O vice-presidente aproveitou para criticar o ex-chanceler, Ernesto Araújo (pró-EUA), que foi muito crítico contra a China e prejudicou de certa maneira o relacionamento entre este país e o Brasil. Mourão também defendeu os BRICS e que o conflito entre Rússia e Ucrânia tenham uma saída diplomática.

Quem paga a conta?

O que estamos vendo é um forte desalinhamento entre os interesses do imperialismo americano com a burguesia nacional dos países latino-americanos. No caso de um conflito, as perdas econômicas seriam gigantescas. Haveria uma grande queda nas exportações, e a interrupção de importação de produtos manufaturados chineses forçaria a inflação, que já está bastante alta, para patamares ainda superiores.

A América Latina já está bastante polarizada, mesmo na Colômbia, país que é basicamente um quintal dos EUA, no qual elege sucessivos governos fantoche, o candidato mais à esquerda, Gustavo Petro, lidera com ampla folta. No comício de encerramento da campanha neste domingo (22), lotou a praça Simon Bolívar com uma enorme multidão.

Um eventual conflito militar dos EUA com a China poderá fazer explodir as convulsões sociais em todo o continente. As manifestações no Chile, por exemplo, foram contidas com muito esforço, foi preciso chamar uma Constituinte, eleger um presidente de “esquerda” e que mesmo com pouquíssimo tempo de governo já vê a rejeição a seu mandato despencar.

Os países que costumeiramente foram esmagados pelos EUA, diante de seu visível enfraquecimento, vide a derrota no Afeganistão, estão experimentando uma rebeldia quase inédita. Não parece haver disposição para pagar por uma crise que não interessa a ninguém.

Brasil, presidenciais

O Brasil é o principal país da América Latina, portanto, podemos esperar que os EUA tentem de toda maneira evitar um governo de cunho nacionalista, como o que tende a ser sob o comando de Lula. Já temos visto inúmeras movimentações, seja da parte de governo Bolsonaro, seja do STE/STF, para ver quem controla o sistema eleitoral.

A esquerda, como sempre, continua dormindo em berço esplêndido. Vive um clima de “o amor venceu” enquanto a direita e a extrema-direita estão se preparando para a guerra, basta ver a inúmeras divergências que estão reduzindo a escombros partidos como o PSDB.

Diante disso, a tarefa da esquerda é jogar peso na formação de Comitês de Luta. Ao mesmo tempo, a CUT tem que levar adiante a luta pela geração de empregos, por um salário mínimo digno e a não privatização da Petrobrás. A radicalização, e não uma campanha ‘água com açúcar’, é que vão mobilizar a classe trabalhadora e eleger Lula à presidência.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 31 Mai 2022, 07:26

Fracasso imperialista
O que significa o fracasso da Cúpula das Américas
O encontro previsto para Junho já está a beira de ser um grande fracasso

ImagemO presidente golpista Jair Bolsonaro ainda avalia se vai ou não participar do evento pró-imperialista – Evaristo Sá/AFP

ACúpula das Américas, que reúne os chefes de Estado do continente americano, prevista para acontecer nos dias 6 e 10 de junho, tem previsão de ser um evento esvaziado. Países como México e Bolívia já anunciaram que não irão participar da reunião e até o golpista Jair Bolsonaro deu indícios de que não deve participar também. A desmoralização do evento acontece por conta da crise que o imperialismo – principalmente o norte-americano – enfrenta, diante da situação da Ucrânia.

O evento é uma das formas que o imperialismo norte-americano tem de colocar em pauta a sua política externa para os países da América Latina. Não se trata somente da implementação do neoliberalismo nos outros países, mas de buscar um alinhamento com os Estados Unidos em relação à política internacional, ao posicionamento sobre os conflitos que acontecem ao redor do mundo. É um mecanismo para disciplinar os governos latino-americanos, as colônias do imperialismo.

A crise e a desmoralização do evento se dá basicamente por conta da guerra na Ucrânia, na qual a Rússia fez uma grande demonstração de força diante do imperialismo, o que acaba afetando a forma como os países mais atrasados e mais oprimidos encaram a exploração imperialista. O governo de López Obrador, do México, está longe de ser um grande esquerdista e mesmo assim vetou sua participação. É o terceiro maior país do continente, ficando atrás apenas dos EUA e do próprio Brasil, que também ameaça não participar.

A convocação da Cúpula é a maneira que os Estados Unidos têm de seduzir e ameaçar os países oprimidos. Com determinados países, os EUA faz barganha para comprar um apoio político e com outros, a política é a de ameaçar, como é o caso de países que foram expulsos da reunião, como Venezuela, Cuba e Nicarágua. Essa dominação de caráter colonial é uma peça fundamental para a manutenção do poder do imperialismo norte-americano, porém esse domínio se encontra cada vez mais ameaçado pela crise internacional.

A ocupação russa, da qual vários setores da esquerda brasileira consideravam como reacionária, está abrindo uma crise no bloco imperialista de conjunto. Os países pobres, os países do sul, já não vão se submeter a qualquer política imposta pelos EUA e não estão dispostos a pagar a conta da guerra na Ucrânia. Até mesmo o imperialismo europeu não parece tão disposto a enfrentar toda essa crise. Na Alemanha, por exemplo, o governo teme um colapso econômico pela falta de comercialização com a Rússia e isso pode se repetir em outros países da Europa também.

Na tentativa de tentar se impor, sem entrar diretamente numa guerra, o imperialismo norte-americano abriu uma crise mundial, que pode repercutir em revoltas populares em vários lugares no mundo. A crise econômica, a inflação, o aumento dos preços do alimento, são combustíveis para uma explosão social que pode acontecer a qualquer momento e tomar proporções revolucionárias.

O jornal francês Le Monde, especializado em política internacional, deu destaque para o fato de que não há um consenso em relação à Rússia, colocando que nem todo o que eles consideram como “ocidente” estivessem contra a ocupação militar russa. De acordo com a publicação, haveria toda uma rebelião no sul, ou seja, nos países pobres, nos países atrasados.

A imprensa norte-americana tenta mostrar como se os EUA fossem os bonzinhos da história e os russos fossem os vilões. Mas é uma história que, hoje em dia, ninguém consegue mais levar a sério, visto que os EUA é conhecido por invadir vários países nos últimos anos e provocar diversas guerras.

Essa demonstração de força dos russos serve como exemplo de que é possível enfrentar o grande inimigo chamado imperialismo. É uma esperança para a rebelião de todos os países oprimidos pelos Estados Unidos, como foi também o caso do Afeganistão no ano passado. A crise se acentua de uma tal forma que se torna cada vez mais insustentável e pode gerar convulsões graves por todo o mundo.

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Mundo

Mensagem por Chapolin Gremista » 03 Jun 2022, 01:13

EUA humilhado mais uma vez
“Não há o chamado genocídio na região chinesa de Xinjiang”
Mentiras da imprensa ocidental sobre a violência do governo chinês em Xinjiang é desmentida pela ONU

ImagemDuas mulheres chinesas – Reprodução

Após convite da China, para desmentir de uma vez por todas a “fofoca” ocidental dos EUA e toda sua imprensa comprada do ocidente, sobre torturas na cidade de Xijiang, uma resposta da ONU faz com que as descabidas e desrespeitosas ao governo chinês se tornem arma de ridicularização dessa maquina de notícias falsas e partidárias governada pelo imperialismo. Leia trecho do Relatório da ONU, desta semana sobre o assunto:

“A chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Michelle Bachelet, concluiu sua visita de seis dias à China e sua região de Xinjiang com uma declaração na noite de sábado, dizendo que sua missão manteve discussões extensas e abertas com pessoas de diferentes setores da região, incluindo prisioneiros e ex-estagiários do ensino e formação profissional. A declaração de sábado desmentiu a desinformação desenfreada sobre a região de Xinjiang e também foi um tapa na cara dos EUA e de alguns países ocidentais, sua mídia e forças anti-China.

Não há o chamado genocídio na região de Xinjiang, na China, e as acusações ocidentais são baseadas em várias mentiras. Suas opiniões não podem representar a opinião internacional, nem farão do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos seu fantoche…”

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América Latina

Mensagem por Chapolin Gremista » 03 Jun 2022, 01:16

Por uma campanha nacional
Não aos embargos criminosos contra Cuba!
PCO coloca nas ruas campanha contra a criminosa política imperialista contra o povo cubano

ImagemEmbargo criminoso – Latuff

O Sionismo terrorista patrocinado tanto pelo imperialismo na forma do Partido da Guerra (OTAN) quanto pelos próprios EUA, foi o primeiro a abertamente utilizar do aparato de repressão internacional para massacrar os internacionalistas, ou seja, os comunistas no mundo inteiro. Esse terrorismo contra os trabalhadores no mundo inteiro vem de antes de Winston Churchill em que proclama que o comunismo é a equidade da miséria – mas esquece esse indivíduo que a miséria que ele relata é a mesma que ele cria, desenvolve e faz propagar ao mundo inteiro, a desigualdade vil e asquerosa do capitalismo, defendida e propagandeada pela imprensa burguesa através de mentiras. Não obstante, podemos perceber o quanto a liberdade proclamada pelos então liberais e neoliberais é de fato não executada pelos monopolistas e colonialistas imperiais quando o embargo comercial a Cuba é hoje o maior da história escrita da humanidade.

A ONU, em 1992, votou em peso para o fim do embargo imposto pelos imperialistas, no entanto, apenas os EUA e Israel foram contra o fim do embargo. Posicionamento lógico dos Sionistas-Terroristas, uma vez que estão alinhados desde a declaração do Lord Arthur Balfour – Secretário Britânico dos negócios estrangeiros – em 1917 no qual viabilizaria apoio à formação do Estado de Israel na época patrocinado sua criação pela família de banqueiros mercenários e colonialistas “Os Rothschilds” encabeçado então à época pelo Barão Lionel Walter Rothschild, proclamaram pacto de sangue entre os Sionistas no mundo inteiro para apoiarem os aliados na guerra e também apoiarem em contrapartida a base do terrorismo Sionista imperialista no Oriente Médio, ou seja, o Estado de Israel.

No final das contas o que de fato é o embargo contra Cuba? O embargo é o impedimento do comércio dos países “livres” no mundo pressionados pelos Estados Unidos a não comercializarem com Cuba. Na prática, isso é ação de promoção de miséria e fome para destruir um país com toda sua população e ao final do processo de tortura, a ação esperada pelos capitalistas é que o País atacado se ajoelhe e implore pela entrada no comércio. Essa é a liberdade Capitalista, de promover a miséria a quem não compactuar com a ordem mundial de comércio e para quem compactuar deverá ajoelhar-se ao imperialismo e aceitar a escravidão de bom grado.

São mais de 60 anos de embargos a Cuba que desde a Revolução Cubana de 1959 até a data de hoje Cuba não tem o acesso comum ao mercado mundial, ficando literalmente dependente dos países internacionalistas, dos países livres e amigos dos amigos do povo cubano.

Assim sendo, Cuba teve que limitar quase tudo relacionado ao consumo devido à própria limitação de compras no comércio mundial e em contrapartida fortalecer nacional aquilo que podia controlar, como a educação, a saúde, moradia e demais garantias que fazem do Povo Cubano uma estrela de esperança e ira contra os terroristas internacionais. Os imperialistas articularam para que nem remédios, nem alimentos, nem materiais de saúde fossem adquiridos por Cuba no comércio mundial, o que teria resultado num genocídio do Povo Cubano se não fosse os altos investimentos do Governo Cubano em Saúde primária e preventiva. Apesar da suposta retirada dos embargos desde 2014 no governo de Barack Obama nada de concreto houve para facilitar o comércio com a ilha e, hoje a realidade pós governo de Donald Trump que endureceu as restrições comerciais a Cuba é que nada mudou desde 1959 e o Povo ainda vive sob o signo do terrorismo Sionista mundial na forma de OTAN.

Os direitos democráticos do Povo Trabalhador, dos oprimidos pela falta de trabalho, dos reprimidos pelo trabalho indigno e de todos que lutam por uma humanidade justa que use os meios de produção existente para suprir as necessidades da sociedade humana e não apenas ao interesse da mais-valia devem ser a bandeira de luta dos Povos. Não aceitaremos a fome como moeda de troca em acordos comerciais entre os colonialistas. A luta deve ser pela libertação dos povos das garras do império e, Cuba é um grande exemplo dessa luta por liberdade de acessar ao comércio para ter direitos básicos atendidos e fornecidos aos seus cidadãos.

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Europa

Mensagem por Chapolin Gremista » 03 Jun 2022, 01:23

Crise Rússia x Otan
Imperialismo procura saída honrosa para vexame na Ucrânia
O imperialismo está encontrando enorme dificuldade em lidar com o avanço russo na Ucrânia. O exército ucraniano está se esfacelando e pode colocar em risco o próprio regime.

ImagemRússia faz exercícios com mísseis balísticos intercontinentais após EUA anunciarem armas para Ucrânia – Reprodução

A situação da Ucrânia se deteriora a passos largos, o país já deve ter perdido algo em torno de 50 mil soldados. Os feridos, de um modo geral, são quatro vezes o número de mortos. No exército têm sido registradas deserções, brigas dentro das tropas e recusa de se cumprir ordens.

Para os ucranianos, infelizmente, um governo fantoche como o de Zelensky serve para defender os interesses do imperialismo. O país foi lançado em uma aventura e está pagando um preço altíssimo. Além das perdas em vidas humanas, ficará sem boa parte do território e, provavelmente, sem saída para o mar.

Enfraquecimento do imperialismo

O imperialismo foi vergonhosamente derrotado no Afeganistão, o que gerou uma enorme crise com a porção imperialista europeia que reclamou do fato de terem ficado sem nenhuma posição importante dentro da Ásia Central. China e Rússia se aproximaram rapidamente do governo afegão e podem controlar o país que é crucial para o estabelecimento de uma rota comercial.

A revista The Econominst, à época, alertou que esse sinal de fraqueza poderia encorajar países oprimidos a se rebelarem e é efetivamente isso que se observa. A Índia, por exemplo, que compõe o QUAD, uma espécie de mini-Otan na região do Indo-Pacífico que conta ainda com Austrália, Japão e EUA, tem resistido às pressões e continua comprando energia da Rússia.

Aqui no Continente, o México praticamente fez naufragar a Cúpula das Américas, disse que não participaria se fossem barrados países como Cuba, Venezuela e Nicarágua. O presidente, López Obrador, afirmou que mandaria no máximo um representante. O Brasil, tem intensificado o comércio com os russos e a China, com a crise na Ucrânia, quebrou um tabu e passou a comprar milho brasileiro.

A Turquia, a segunda maior força da Otan, recentemente procurou impedir a entrada no bloco de Finlândia e Suécia, o que gerou uma enorme crise. Há quem diga que a Turquia, de certo modo, responde aos interesses da Alemanha, embora não seja tão simples, o país tem suas próprias ambições territoriais no norte da Síria e em 2016 Erdogan por pouco não foi apeado do cargo por um golpe orquestrado pelo imperialismo.

Com a rebeldia dos turcos, os EUA ameaçam passar por cima do veto e, para aumentar a pressão, ocuparão três novas bases na Grécia, além da que já possui. Usar os gregos para pressionar a Turquia é uma tática conhecida e Ancara não deve estar nada satisfeita com essa movimentação.

Rachas no imperialismo

Países secundários do imperialismo, como a Itália, já estão anunciando que terão retração econômica se não tiverem acesso ao gás russo. A Alemanha, a maior economia da Europa, depende enormemente da Rússia, sua economia pode entrar em colapso no caso do corte de fornecimento de gás. O país esteve no centro da tensão envolvendo EUA e Rússia no caso do gasoduto Nord Stream2, o segundo gasoduto que liga o oste russo com o nordeste alemão passando pelo Báltico. Foram gastos 9,5 bilhões de euros e ainda não pôde ser inaugurado.

Na Europa existe uma grande insatisfação com esse conflito que, todos sabem, é entre EUA e Rússia, a Ucrânia apenas faz uma guerra por procuração. O problema que todos vêm é que uma guerra generalizada fará com que os europeus paguem com o próprio sangue uma briga que não é deles. Alemães têm feitos protestos contra o envio de armas aos ucranianos, a juventude sueca também já protestou contra uma eventual entrada na Otan, de modo que o clima político pode se voltar rapidamente contra os governos.

Os países imperialistas não têm problemas e atacar outras nações, basta ver o estrago que a Otan tem feito no Oriente Médio. A questão é a insegurança, não se pode confiar nos EUA, o maior interessado em uma guerra, sendo que o país foi expulso do Afeganistão pelo Talibã. Quem não conseguiu enfrentar uma guerrilha, o que poderá fazer contra a Rússia, uma força infinitamente superior?

A Otan é muito superior à Rússia em poderio militar, mas a operação na Ucrânia já demonstrou do que os russos são capazes e, pior, nem estão usando sua força máxima. Mesmo que a Otan vença uma possível guerra, há um temor de que a desestabilização da Rússia gere um problema ainda maior. Thomas Friedman, em uma matéria no New York Times, lembrou que foi a guerra no Líbano que gestou o Hezbollah, com a diferença de que na Rússia um grupo insurgente teria possivelmente acesso ao arsenal atômico, o país tem mais de 9 mil ogivas.

O que fazer?

Os embargos contra a economia russa têm falhado e os EUA sabem que se não unirem o mundo todo contra a Rússia dificilmente terá uma chance de vitória. Unificar o mundo, até agora, tem sido uma tarefa infrutífera, existem pontas soltas por toda parte.

Um dos planos do imperialismo é fazer uma guerra de desgaste contra a Rússia, mas a Ucrânia já deu sinais de fadiga. Biden havia anunciado que enviaria mísseis de médio alcance para Zelensky, com alcance de até 80 quilômetros. Putin alertou que esse tipo de armamento poderia atingir cidades russas e prometeu retaliação. O presidente dos EUA voltou atrás e afirmou que não mandaria esse tipo de armamento. Hoje, no entanto, provavelmente pressionado, disse que sim, que enviará sistemas de mísseis. Em resposta, a Rússia realizou uma série de exercícios militares utilizando mísseis balísticos intercontinentais Yars. Esses misseis podem viajar até 12 mil quilômetros e transportar de seis a dez ogivas de 100 a 300 quilotons.

Biden sabe que se não agir perderá sua autoridade perante o bloco imperialista. Por outro lado, não se deve acreditar que esses mísseis possam mudar substancialmente o curso dos acontecimentos. Todo o leste ucraniano está tomado, o Donbass praticamente se livrou dos nazistas e a própria grande imprensa se vê obrigada a noticiar os avanços como o de agora, em Severedonetsk, uma cidade-chave ucraniana.

Saída honrosa?

Aos poucos, a palavra ‘paz’ vem aparecendo nos noticiários. Nesta segunda-feira, dia 31, Volodimir Zelensky e o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan conversaram por telefone e ambos concordaram sobre a necessidade de se restaurar a paz na Ucrânia, segundo o Global Times.

Valentia Matviyenko, presidente do Câmara Alta (senado) da Rússia, em uma visita a Moçambique, disse que seu país está aberto à assinatura de acordos que levem à paz.

Ainda é cedo para dizer que não haverá uma guerra, o próprio imperialismo está dividido quanto a essa questão. A própria dificuldade de escoar a produção ucraniana está gerando uma grande instabilidade nos preços dos alimentos mundialmente. Se eclodir uma guerra, a crise será muito mais grave e poderá gerar convulsões sociais por todos os países.

Caso optarem pelo fim das hostilidades, seguramente o imperialismo arranjará alguma boa desculpa para não admitir a derrota. Falará em nome da preservação do povo ucraniano ou alguma demagogia desse tipo.

O imperialismo é ótimo em não admitir derrotas. Foi assim no caso do Iraque, Síria, Afeganistão. Mas, o que importa são os fatos. E o mínimo que se pode dizer é que está aberta uma crise sem precedentes na dominação imperialista.

https://www.causaoperaria.org.br/rede/i ... a-ucrania/
Adquirir conhecimento e experiencia e ao mesmo tempo não dissipar o espirito lutador, o auto-sacrificio revolucionário e a disposição de ir até o final, esta é a tarefa da educação e da auto-educação da juventude revolucionária. '' LEON TROTSKI

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Mensagem por Teawine Chavinho » 03 Jun 2022, 16:42

Que bom saber que a Esquerda reconhece que embargos econômicos são ruins e que qualquer país (inclusive Cuba) precisa de livre-mercado para se desenvolver. :P
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Mensagem por Chapolin Gremista » 03 Jun 2022, 17:24

Lembrando que a fase atual do capitalismo (imperialismo) é literalmente o fim do livre mercado pela criação dos monopólios. Já existiu esse período, mas foi quando o sistema econômico era uma evolução em relação ao anterior modo de produção (feudalismo). Agora caducou.

Identitarismo
Boric defende o indígena no discurso e o reprime na prática
As demagogias identitárias são ótimas para campanhas eleitorais, Boric se aproveitou bem do tema. Mas, na vida real, persegue os indígenas como fazia Piñera.

ImagemGabriel Boric – Reprodução

Gabriel Boric, o louvado presidente eleito no Chile tido como de esquerda, tem mostrado atualmente a sua real face. Boric, aclamado no Brasil como um exemplo de que a esquerda estava em ascensão na América Latina, em apenas poucos meses após tomar posse, revelou sua verdadeira inclinação política.

Contra as manifestações populares que ganham volume no país, agiu de forma exatamente igual ao presidente anterior: Usou a força da repressão estatal e mandou a polícia e as forças armadas pra cima dos movimentos populares. Além disso, ainda decretou estado de sítio, o qual começou a vigorar no mês de maio na região onde habita o povo indígena Mapuche que se encontra novamente em rebelião contra o governo.


Lembremos que já na campanha eleitoral, Boric emitia indícios de que não era um candidato tão à esquerda como fazia muitos acreditarem. Um desses indícios diz respeito aos presos nas intensas manifestações contra o ditatorial governo de Sebastián Piñera. Este, à época, reprimiu violentamente as mobilizações resultando em dezenas de manifestantes mortos e milhares feridos. Boric não levantou nenhuma palavra de ordem, nenhum compromisso, pela libertação das pessoas presas. Após eleito ele manteve a mesma postura contra a anistia aos manifestantes. Algo que não condiz com o que se esperaria de um político que seja realmente de esquerda.

Além disso, outro aspecto de sua campanha foi a adoção de posições identitárias bem ao gosto da moda atual. O perigo dessa ideologia é que a mesma é amplamente estimulada pelo imperialismo justamente para confundir e impedir que a verdadeira luta da esquerda e da classe trabalhadora avance. Boric é o resultado no Chile também dessa política. Faz os mais desavisados acreditarem que quem usa essa retórica é alguém de esquerda.

Nesse sentido, Boric nada mais é que um governo burguês de direita que se passa por esquerdista. Sua eleição se deve na verdade à manipulação e ao fomento de ilusões no movimento popular e assim evitar outra situação como a que abalou a estrutura política do Chile em 2019.

Atualmente as manifestações têm ganhado corpo novamente no país. Assim como a repressão das forças policiais. Ao mesmo estilo do governo anterior, Boric tem lançado com violência as instituições de segurança do Estado contra a população.

Nas regiões do povo indígena Mapuche, ao sul do país, onde os protestos contra a tomada de suas terras tem se intensificado, Boric resolveu enviar as forças armadas chilenas para ocupar o local. Além disso, resolveu também fazer uso da ferramenta muito utilizada por governos de direita: O estado de exceção, onde qualquer direito individual é revogado em nome da “ordem pública”. Um governo de esquerda não decreta estado de exceção contra a luta popular.

Antes de ser eleito, quando ainda estava em campanha, Boric prometeu que promoveria uma abertura às demandas dos Mapuche. Mas, em apenas dois meses depois da posse, enviou forças militares a região a fim de acuar a população que agora se vê sufocada pela intensificação da força repressiva do Estado. Nesse sentido, a atitude de Boric é exatamente igual à de seu antecessor. Para quem esperava um governo totalmente oposto ao de Piñera, é uma verdadeira decepção, ou um choque de realidade. E nada melhor que um “tapa” da realidade para ensinar algumas lições importantes.

Nessa questão com os Mapuche, o que se esperaria de um governo de esquerda seria o diálogo e a negociação, não a violência da força de repressão estatal. Em comparação com outros governos como os de Lula, Dilma, Evo Morales ou Hugo Chaves, as ações do governo Boric vão totalmente em sentido oposto. Nenhum dos citados governos de esquerda usou a repressão do estado em nível nacional com tamanha violência contra a população.

A queda vertiginosa nos índices de popularidade do governo mostra bem os efeitos que ações de Boric estão tendo sobre a opinião pública chilena. Ao se chocar tão cedo contra os movimentos populares, ele está perdendo rapidamente sua base social. Tal situação tende a levar o governo para uma situação crítica ao mesmo tempo em que a mobilização popular tende a crescer e talvez alcançar o tamanho que teve durante o governo Piñera. Ao colocar a polícia violentamente para cima do povo, ele certamente terá enormes dificuldades para se manter no poder, uma vez que perderá também o apoio da burguesia.

Outro risco está no perigo da esquerda chilena perder todo o apoio popular juntamente com Boric. E a extrema direita tem crescido uma vez que se coloca como oposição oficial ao governo, o que a leva a ganhar um crescente apoio popular. No Brasil, nossa esquerda identitária, que está voltada apenas para as eleições sem campanha popular de rua, deveria colocar um olhar também sobre o desenvolvimento da situação chilena e no exemplo concreto que nos mostra para que serve o identitarismo.

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Mensagem por Chapolin Gremista » 04 Jun 2022, 12:53

Análise Internacional
As eleições na Colômbia e a decomposição do exército ucraniano
Imperialismo segue firme na Colômbia mas não evita fracasso das forças ucranianas.

ImagemRodolfo Hernandez: ” à direita da extrema direita” – Foto: Reprodução

Para o entendimento mais concreto da realidade política brasileira, é necessário também uma compreensão do desenvolvimento político mundial. Analisar seus principais temas na perspectiva marxista é, justamente, a proposta do programa Análise Internacional, que vai ao ar todas as terças- feiras a partir das 17:30.

No programa, o companheiro Rui Costa Pimenta faz a sua tradicional análise de conjuntura dos principais acontecimentos políticos internacionais, tais como: o avanço russo e a libertação do povo do Donbass na guerra da Ucrânia; e o caráter neoliberal e pró imperialista da chamada “nova esquerda” no Chile, liderada por Gabriel Boric, festejado após sua eleição pela esquerda pequeno-burguesa no Brasil, que agora fecha os olhos para sua política repressora contra sua população.

Esses e diversos outros temas são analisados de maneira profunda, sempre alertando sobre os reflexos que podem afetar o desenvolvimento político no Brasil. Afinal, o país passa por um momento muito conturbado na campanha por Lula presidente, com a sua candidatura sendo atacada tanto à esquerda quanto à direita, defendida de maneira consciente somente pelo PCO. Os demais partidos procuram somente se apoiar na popularidade do ex-presidente para fins eleitorais, sem apoiá-lo de fato.

Sem dúvida nenhuma, essa perspectiva dos fatos jamais será encontrada na imprensa golpista brasileira, pois esta serve aos interesses imperialistas no País e trazem os fatos internacionais sempre de maneira enganosa, assim como fazem com os nacionais. Basta acompanhar a cobertura do conflito entre Rússia e Ucrânia para constatar esse fato. Segundo a imprensa burguesa, Zelensky, apoiado pela OTAN, fazem o exército russo recuar e os integrantes das tropas nazistas são classificados como nacionalistas fervorosos.

A cobertura dos fatos pela imprensa golpista pode ser muito eficiente em enganar a direita e iludir a esquerda pequeno-burguesa. Porém, para quem procura uma perspectiva concreta dos fatos, o programa Analise Internacional é mais do que necessário.

Na ultima terça-feira (31), os destaques da Análise Internacional ficaram por conta das eleições na Colômbia, cujo desenvolvimento serve de alerta para o Brasil. Além desse tema, o companheiro Rui também comentou sobre a recente decomposição do exército ucraniano devido ao desenrolar do enfrentamento com os russos.

Quanto aos acontecimentos na Colômbia, o resultado parcial do primeiro turno, no qual passaram para o segundo turno o suposto esquerdista Gustavo Petro e Rodolfo Hernandez, classificado pelo companheiro Pimenta como “à direita da extrema direita” não é tão simples.

Para entendermos como a situação chegou a tal ponto, Rui elucidou o contexto pelo qual o país em questão passa, que possui algumas peculiaridades em relação aos demais países da região. Afinal, a Colômbia ocupa um lugar geográfico em meio a áreas de intensa conturbação política, pois é vizinho da Venezuela e está muito próximo ao Caribe. Dessa maneira, o principal interesse imperialista é manter suas posições no país, mesmo que para isso seja necessário intensificar o regime de extrema direita que já apoia por lá. Nesse contexto, Hernandez se mostra como uma opção ainda mais radical que o atual presidente Iván Duque.

O resultado parcial das eleições colombianas se assemelham ao ocorrido no Chile, onde os candidatos tidos como pertencentes ao regime político vigente entraram em crise. Gustavo Petro, esquerdista moderado, porém não descaradamente pró-imperialista como o chileno Boric, já era esperado no segundo turno. A surpresa ficou por conta de Hernandez, que tem chances de se tornar presidente no caso da somatória do eleitorado desses candidatos derrotados se reverterem em seu favor. De qualquer forma, a dominação imperialista não corre riscos.

O atual regime colombiano se apoia não somente na repressão da oposição através de suas próprias forças armadas, mas também na atuação de grupos paramilitares. Somente no ano passado foram mortos mais de 100 opositores políticos. No passado, os partidos de esquerda foram colocados na ilegalidade, formando as FARC (forças armadas revolucionárias da Colômbia). Sendo assim, a esquerda tradicional colombiana está fora do regime, que está dominado pela direita em sua totalidade.

Outro destaque a respeito da situação da Colômbia e a candidatura de Rodolfo Hernandez, está no fato de que ele é também desconhecido do grande público, sendo isso algo que o favorece. No Brasil, temos a atual candidata da terceira via Simone Tebet, que se encontra na mesma condição: desconhecida e apoiada pelo imperialismo. Fica então o alerta àqueles otimistas em relação à eleição de Lula no Brasil.

Quanto a Gustavo Petro, o destaque fica pelo fato de sua vice: uma mulher negra identitária, representante de ONGs financiadas pela Fundação Ford, notório órgão imperialista que também atua no Brasil, como foi demonstrado por este Diário no caso Boulos-Warde.

Em relação à Ucrânia, houve no programa a análise da situação calamitosa em que se encontram suas forças armadas devido ao número de baixas sofridas no enfrentamento com os russos. A situação chegou a tal ponto que é necessário, no momento, pavimentar uma nova área nos cemitérios de Kiev para abrigar esses mortos.

Essa crise vem gerando diversos motins no exército ucraniano, diversos soldados desertaram e outros vários se recusam a cumprir ordens. A dramaticidade da situação abre precedente para mobilizações populares no país, algo que já ocorreu no passado na Rússia no contexto da primeira guerra mundial, um dos motivos que levou à revolução de 1917.

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