Educação
- Scopel
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Re: Educação
Para ser efetivo em universidade pública é preciso ter no mínimo mestrado, e tem vários cursos que só abrem concurso para doutor. A dedicação é exclusiva.
Conheço alguns engenheiros formados em faculdades privadas que ganham de 6 a 8 mil reais. São jovens com menos de 30 anos com apenas graduação. Só que trabalham com contrato. Não sei se todos são assim, mas pelo menos esses que conheço não pensam em sair de onde estão. Logicamente trabalham em grandes empresas, não construindo barracos.
Conheço alguns engenheiros formados em faculdades privadas que ganham de 6 a 8 mil reais. São jovens com menos de 30 anos com apenas graduação. Só que trabalham com contrato. Não sei se todos são assim, mas pelo menos esses que conheço não pensam em sair de onde estão. Logicamente trabalham em grandes empresas, não construindo barracos.
- Barbano
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Re: Educação
Bom, você disse qualquer engenheiro júnior. Mas não é por aí. Esse pessoal conseguiu uma ótima remuneração, acima da média. Mérito deles, claro.
O salário médio de Engenheiros recém-formados (Júnior) é na faixa de R$ 4.000,00:
http://noticias.r7.com/educacao/noticia ... 11110.html
Mas sim, é uma carreira com boa remuneração. A longo prazo dá para ganhar tanto quanto ou até mais que um professor universitário. Mas o tempo que ele leva para chegar lá provavelmente é até maior do que um professor leva para concluir seu doutorado.
O salário médio de Engenheiros recém-formados (Júnior) é na faixa de R$ 4.000,00:
http://noticias.r7.com/educacao/noticia ... 11110.html
Mas sim, é uma carreira com boa remuneração. A longo prazo dá para ganhar tanto quanto ou até mais que um professor universitário. Mas o tempo que ele leva para chegar lá provavelmente é até maior do que um professor leva para concluir seu doutorado.
- Scopel
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Re: Educação
Sim, é isso que digo. Penso que os bons, os bem formados, não vão querer dar aula. Ser professor deveria ser tarefa dos melhores, não dos que sobram.
Além do mais, chegar ao doutorado é para poucos, além de ser demorado, há muito poucas bolsas de estudo nas universidades públicas (creio que doutorado geralmente tem para todos, mas não para mestre). Ou você é rico para ser sustentado ou se mata para ocupar as poucas vagas oferecidas (nem todas com bolsa).
Lembremos que estamos falando de professores, os que vão ensinar a todos nós as nossas profissões.
Além do mais, chegar ao doutorado é para poucos, além de ser demorado, há muito poucas bolsas de estudo nas universidades públicas (creio que doutorado geralmente tem para todos, mas não para mestre). Ou você é rico para ser sustentado ou se mata para ocupar as poucas vagas oferecidas (nem todas com bolsa).
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- Barbano
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Re: Educação
Ser professor deveria ser tarefa dos melhores, assim como ser engenheiro, ser médico, ser advogado, etc. Afinal, ninguém quer morrer em um edifício desabando, nem sendo operado por um médico carniceiro.
Essa é uma seleção que as próprias instituições de ensino deveriam fazer. Os melhores passam. O resto não. E remuneração quem cuida é o mercado...
Essa é uma seleção que as próprias instituições de ensino deveriam fazer. Os melhores passam. O resto não. E remuneração quem cuida é o mercado...
- Scopel
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Re: Educação
Esse é o erro, pautar tudo no mercado. O mercado é uma anarquia de interesses privados que não concorrem para o bem comum porque a concorrência não é perfeita, existem monopólios e privilégios que desequilibram a determinação dos preços e salários, além da correlação de forças desigual entre trabalho e capital. O mercado regulador é uma falácia.
De todo modo, o que eu digo é que a remuneração pública afasta bons profissionais das salas de aula. Acredito que se os melhores se tornarem professores, certamente teremos melhores profissionais. É uma relação direta.
É só fazer as contas: o salário mínimo ideal do Dieese seria a remuneração básica do trabalhador desqualificado.
Um médico não ganha o que ganha apenas porque existem poucos médicos, mas porque o custo social de formação desse profissional é bastante elevado. Claro que o número de profissionais influencia, mas se os salários não fossem atraentes, poucos perderiam sua juventude para se tornar bons profissionais.
De todo modo, o que eu digo é que a remuneração pública afasta bons profissionais das salas de aula. Acredito que se os melhores se tornarem professores, certamente teremos melhores profissionais. É uma relação direta.
É só fazer as contas: o salário mínimo ideal do Dieese seria a remuneração básica do trabalhador desqualificado.
Um médico não ganha o que ganha apenas porque existem poucos médicos, mas porque o custo social de formação desse profissional é bastante elevado. Claro que o número de profissionais influencia, mas se os salários não fossem atraentes, poucos perderiam sua juventude para se tornar bons profissionais.
- Barbano
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Re: Educação
Não sei se é tão direta...Scopel escreveu:De todo modo, o que eu digo é que a remuneração pública afasta bons profissionais das salas de aula. Acredito que se os melhores se tornarem professores, certamente teremos melhores profissionais. É uma relação direta.
Depende muito. Tem profissional que manja demais de uma área, mas não tem uma didática tão boa para atuar como professor.
Professor universitário normalmente é um profissional bem completo, pois dá aulas, trabalha em pesquisas, publicações, etc. Tem que gostar, não basta ser bom na área.
- Scopel
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Re: Educação
Exato. Pode ter certeza de que a maioria na minha universidade tem condições de passar em concursos muito bons, mas dão aula porque gostam. Aliás, é das poucas profissões em que o crescimento profissional está ligado ao crescimento e realização intelectual.
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Re: Educação
Alguns professores meus falam que nas universidades existem péssimos professores. Professores com péssima dicção ou que dão aula praticamente em outro idioma, ou que não desenvolvem consistentemente sobre a matéria. Ou seja, tu tem que se virar, ser autodidata.
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Re: Educação
Pode crer. Tem professor que só vai duas ou três vezes no semestre. Outros aparecem por lá e tentam obrigar a gente a comprar o livro que ele escreveu. Por que será?
Claro que também tem excelentes professores. O problema é que muitos professores nas universidades só querem a grana e a gente que corra atrás se quiser passar na matéria.
Claro que também tem excelentes professores. O problema é que muitos professores nas universidades só querem a grana e a gente que corra atrás se quiser passar na matéria.
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Re: Educação
Greve dos professores da rede estadual de ensino da Bahia foi suspensa hoje, após 115 dias.
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Re: Educação
Os professores do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro decidiram sair da greve.
No dia 1 de agosto de 2012, reuniram-se 19 professores (com a adesão eletrônica de 6 professores), de um corpo docente de 43 membros, que concordaram com a necessidade de agir de forma urgente perante o atual impasse nas negociações em torno da greve nacional de docentes das IFES.
Os professores reunidos, por unanimidade, concluíram:
1. que os resultados alcançados pelas lideranças do movimento grevista são substantivos e permitem a avaliação positiva do movimento, com seu encaminhamento claro para o retorno às atividades docentes, de extensão e pesquisa interrompidas pela greve;
2. alguns temas que ainda dificultam o encerramento do movimento grevista – envolvendo a carreira docente, a avaliação de profissionais e a promoção e titulação de docentes e pesquisadores – não são de natureza sindical e devem ser colocados para debate no âmbito das universidades, respeitando a autonomia universitária;
Em seguida, ainda por unanimidade, decidiram consultar os colegas do IH/UFRJ, num “plebiscito eletrônico”, visando abalizar uma indicação de saída imediata da greve.
Em nova reunião, no dia 8 de agosto de 2012, com a presença de 21 professores, foi informado o resultado obtido na consulta eletrônica: 26 votos a favor e 9 contra a saída imediata da greve; e 8 abstenções.
A seguir, decidiu-se em votação, por 17 votos favoráveis, o retorno imediato às atividades de docência e pesquisa no Instituto de História da UFRJ, de modo a concluir o calendário letivo do primeiro semestre de 2012.
Para esse fim, são indicados os seguintes procedimentos:
1. O retorno às aulas se fará na segunda-feira, dia 13 de agosto, nos horários e locais previstos no calendário do primeiro semestre letivo de 2012.
2. Um aviso de “retorno às atividades docentes” será lançado no site do IH/UFRJ, de modo que os alunos possam ter acesso à informação. Pedimos a todos que a divulguem através de redes sociais ou de endereços eletrônicos de que disponham.
3. A AdUFRJ deverá ser comunicada, através de documento escrito, da decisão tomada pelo corpo docente do IH/UFRJ.
4. A Coordenação de Graduação do IH/UFRJ solicitará ao CEG da UFRJ a emissão de novo calendário letivo, de modo a viabilizar o retorno às atividades docentes e garantir assim o pleno uso do direito ao seu exercício.
5. A Direção do IH/UFRJ deverá divulgar a todos os professores as informações técnicas relativas aos procedimentos de lançamento de notas, prazos etc., lembrando a impossibilidade de reprovação por faltas ou por ausência de avaliação de alunos regularmente inscritos no primeiro semestre de 2012 neste Instituto.
6. Os professores que não desejarem retornar às atividades docentes na segunda-feira, dia 13 de agosto, deverão informar a sua decisão por email à Direção do IH/UFRJ, de modo que os alunos inscritos nas disciplinas por eles ministradas sejam devidamente informados.
Comissão de Docentes do IH/UFRJ
Os professores reunidos, por unanimidade, concluíram:
1. que os resultados alcançados pelas lideranças do movimento grevista são substantivos e permitem a avaliação positiva do movimento, com seu encaminhamento claro para o retorno às atividades docentes, de extensão e pesquisa interrompidas pela greve;
2. alguns temas que ainda dificultam o encerramento do movimento grevista – envolvendo a carreira docente, a avaliação de profissionais e a promoção e titulação de docentes e pesquisadores – não são de natureza sindical e devem ser colocados para debate no âmbito das universidades, respeitando a autonomia universitária;
Em seguida, ainda por unanimidade, decidiram consultar os colegas do IH/UFRJ, num “plebiscito eletrônico”, visando abalizar uma indicação de saída imediata da greve.
Em nova reunião, no dia 8 de agosto de 2012, com a presença de 21 professores, foi informado o resultado obtido na consulta eletrônica: 26 votos a favor e 9 contra a saída imediata da greve; e 8 abstenções.
A seguir, decidiu-se em votação, por 17 votos favoráveis, o retorno imediato às atividades de docência e pesquisa no Instituto de História da UFRJ, de modo a concluir o calendário letivo do primeiro semestre de 2012.
Para esse fim, são indicados os seguintes procedimentos:
1. O retorno às aulas se fará na segunda-feira, dia 13 de agosto, nos horários e locais previstos no calendário do primeiro semestre letivo de 2012.
2. Um aviso de “retorno às atividades docentes” será lançado no site do IH/UFRJ, de modo que os alunos possam ter acesso à informação. Pedimos a todos que a divulguem através de redes sociais ou de endereços eletrônicos de que disponham.
3. A AdUFRJ deverá ser comunicada, através de documento escrito, da decisão tomada pelo corpo docente do IH/UFRJ.
4. A Coordenação de Graduação do IH/UFRJ solicitará ao CEG da UFRJ a emissão de novo calendário letivo, de modo a viabilizar o retorno às atividades docentes e garantir assim o pleno uso do direito ao seu exercício.
5. A Direção do IH/UFRJ deverá divulgar a todos os professores as informações técnicas relativas aos procedimentos de lançamento de notas, prazos etc., lembrando a impossibilidade de reprovação por faltas ou por ausência de avaliação de alunos regularmente inscritos no primeiro semestre de 2012 neste Instituto.
6. Os professores que não desejarem retornar às atividades docentes na segunda-feira, dia 13 de agosto, deverão informar a sua decisão por email à Direção do IH/UFRJ, de modo que os alunos inscritos nas disciplinas por eles ministradas sejam devidamente informados.
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Re: Educação
Acabei de ouvir no rádio que quem estuda em federal não irá ter reposição e irá perder o ano.
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Re: Educação
Na UFSCar, campus de São Carlos, os professores entraram em greve em 15 de julho, e encerraram a greve no começo dessa semana.
Ou seja, quando muito vão ter que repor uma ou duas semanas de aula. Entraram de greve nas férias...
Acho muito difícil que alguém chegue a perder o ano. Já vi greves até mais extensas, e houve reposição. Já vi semestre terminando em fevereiro...
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Re: Educação
E enquanto isso, a greve continua na UFBA. Na última assembleia realizada terça (08), foram 310 votos a favor da continuidade da greve, 29 contra e 3 abstenções.
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