Educação

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Re: Educação

Mensagem por Antonio Felipe » 17 Mar 2012, 10:33

Quem nunca viu uma citação do Ab'Saber em seus livros de geografia? Enorme perda para o país...
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Re: Educação

Mensagem por E.R » 17 Mar 2012, 13:39

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Re: Educação

Mensagem por E.R » 29 Mar 2012, 11:14

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Re: Educação

Mensagem por E.R » 09 Abr 2012, 11:45

http://oglobo.globo.com/educacao/fraude ... so-4525931

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar o que o reitor Luiz Pedro San Gil Jutuca chama de "grave fraude" na Escola de Medicina e Cirurgia (EMC), que comemora cem anos amanhã.

A instituição apura o uso indevido de números de matrículas canceladas em 2011. Segundo a Unirio, cinco alunos utilizaram os números para se matricular, irregularmente, este ano.

Eles estão assistindo às aulas, e seus nomes constam das listas de presença dos professores, apesar de não estarem na relação de convocados com base no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), única forma de acesso à universidade. Há suspeitas de existência de um esquema de compra de vagas.

Na última quinta-feira, Jutuca enviou um ofício à PF pedindo o indiciamento dos alunos. Os cinco foram convocados a depor hoje numa comissão de sindicância instaurada pela Unirio.

— Os nomes desses estudantes entraram no sistema de forma totalmente irregular. Houve uma grave fraude. Não sei se foi compra de vagas ou outro processo ilícito. A direção vai afastar os estudantes, e eles deverão ser indiciados pela PF. Paralelamente, vamos abrir um processo administrativo na universidade — explica Jutuca.

Na semana passada, O GLOBO recebeu uma denúncia de que uma candidata que havia ficado na posição 2.217 na lista de espera por vagas para o curso de Medicina estava assistindo às aulas do 1 período. A Unirio confirmou que ela e os outros quatro alunos estão inscritos no Sistema de Informações para o Ensino (SIE), apesar de seus nomes não constarem em qualquer chamada pública do Sistema Único de Seleção Unificada (Sisu), que classifica os alunos pelo Enem.

A irregularidade foi descoberta por meio de um relatório de evasão elaborado no dia 15 de março, quando se notou que a quantidade de matrículas canceladas em 2011 caiu, inexplicavelmente, de 15 para dez. Ao analisar as divergências, a EMC verificou a inclusão dos cinco estudantes no sistema e informou o caso à reitoria, que consultou a procuradoria-geral. O órgão recomendou a abertura de uma sindicância. No último dia 27 foi instaurada uma comissão, cujos trabalhos têm até um mês para serem concluídos.

Informado pelo GLOBO sobre o caso, o Ministério da Educação (MEC) enviou uma nota na qual informa que está "à disposição do reitor da Unirio para auxiliar e supervisionar as investigações relativas à grave denúncia de presença de estudantes irregulares matriculados no curso de Medicina da instituição". O ministro Aloizio Mercadante foi enérgico:

"Essa situação é inaceitável. Não podemos tolerar fraudes. Vamos exigir uma apuração rigorosa", disse ele, por meio de sua assessoria.

Além da sindicância instaurada pela reitoria, cujo resultado preliminar está previsto para quarta-feira, o MEC orientou a direção da Unirio a solicitar a abertura de um inquérito na PF. Se for comprovada a fraude, os responsáveis serão processados nas esferas cível e criminal, segundo o ministério.

Presidente da comissão de sindicância, o diretor do Instituto Biomédico da Unirio, Antonio Brisolla Diuna, já colheu depoimentos da diretora da Escola de Medicina e Cirurgia, Maria Lucia Pires, e da decana do Centro de Ciências da Saúde, Lucia Marques Viana. Hoje, serão ouvidos integrantes da comissão de matrícula e servidores da EMC envolvidos no processo de cadastramento de alunos. Ao ser procurada pelo GLOBO para comentar o assunto, uma estudante que faz parte do grupo suspeito de fraude se mostrou surpresa.

— Não entendo o que você está falando. Fui chamada e tenho um comprovante da matrícula. Recebi um telegrama da Unirio, estou matriculada e cursando a faculdade — disse ela, por telefone.

A Unirio informou que não envia telegramas aos candidatos aprovados. O GLOBO não conseguiu localizar os outros estudantes supostamente envolvidos na fraude. Segundo o MEC, nenhum desses quatro fez o Enem.

Os cinco números de inscrição usados irregularmente foram cancelados no ano passado. Ao que tudo indica, essas matrículas seriam oriundas de vagas de 2011 que não foram preenchidas. Este ano, apesar de haver 77 vagas para o 1 semestre da EMC, existem apenas 60 nomes numa lista de chamada à qual O GLOBO teve acesso. Como três alunos dessa relação são de intercâmbio e dois, repetentes, ficariam faltando preencher 22 vagas.

A quarta e última convocação para candidatos de Medicina foi feita pela Coordenação de Seleção e Acesso (Cosea) no dia 29 de fevereiro. No entanto, o diretor da Cosea, Roberto Vianna, informou que há apenas 11 vagas remanescentes.

— O quantitativo de vagas ociosas na graduação é apurado mediante relatório do sistema acadêmico no semestre anterior para oferta no processo seletivo seguinte. Para o segundo semestre de 2012, ao receber esses relatórios, nossa tarefa inicial é dialogar com cada gestor das unidades acadêmicas para, se for o caso, distribuir essa oferta nas modalidades de acesso já informadas e, logo após, publicar o edital do certame — explicou Vianna, por e-mail.

De acordo com alunos de diferentes períodos, o problema com vagas ociosas na EMC não é novo. Um deles, que preferiu não se identificar, disse que acompanhou todo o processo seletivo do ano passado, inclusive as matrículas dos calouros. Segundo o estudante, sobraram quatro vagas no segundo semestre de 2011, mas ele e alguns colegas foram desaconselhado a cobrar seu preenchimento:

— Ouvi de uma funcionária do alto escalão da direção: "Vocês não podem se meter nessa história, que já está fedendo demais. Não batam de frente com o bonde. Ainda há muita água para passar embaixo dessa ponte".
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Re: Educação

Mensagem por Daniel Brito » 11 Abr 2012, 11:38

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/ ... bahia.html

Professores decretam greve por tempo indeterminado na Bahia

Assembleia foi realizada na manhã desta quarta-feira (11), em Salvador.
Após a reunião, categoria seguiu em passeata pelo centro da cidade.

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (11), em Salvador, professores da rede estadual de ensino da Bahia decretaram greve por tempo indeterminado no estado. A categoria alega que o governo do estado não cumpriu o acordo de reajuste de 22,22% no piso nacional.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), professor Rui Costa, informou que pouco depois das 10h, ao final da reunião, os profissionais seguiram em passeata pelo centro da cidade, partindo do bairro de Nazaré. Segundo o sindicalista, representantes de 80 municípios participaram da assembleia. As aulas devem ser suspensas a partir de quinta-feira (12).

Os professores marcaram para quarta-feira (18) uma manifestação na sede da governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
F*deu...
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Re: Educação

Mensagem por Daniel Brito » 10 Mai 2012, 18:18

http://www.correio24horas.com.br/notici ... em-acordo/

Greve dos professores da rede estadual completa um mês sem acordo

A greve dos professores da rede estadual de ensino completou um mês nesta quinta-feira (10). Os docentes se reuniram em assembleia na manhã de hoje e decidiram pela continuidade da paralisação. Mais de 1 milhão de estudantes estão sem aula em toda a Bahia.

Duas reuniões do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil Dom Murilo Krieger com representantes dos professores e do governo do estado estão programadas para a tarde desta quinta. O arcebispo tentará mediar um acordo entre as duas partes.

Durante a greve parcial de policiais militares, em fevereiro deste ano, Dom Murilo Krieger também ajudou na mediação das negociações entre os grevistas e o governo do estado. A paralisação da categoria durou 12 dias.

Na próxima sexta-feira (11), dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se reúnem com representantes do Ministério da Educação, em Brasília, para discutir a greve na Bahia.

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Professores estão acampados na Assembleia Legislativa desde o dia 18

Os professores não queriam que o Projeto de Lei 19.776/2012 fosse aprovado pelos deputados estaduais. O documento assegura o cumprimento do Piso Nacional da Educação para os professores de ensino médio e aumenta a remuneração destes professores para R$ 1.659,70 (40 horas semanais).

Apesar do aumento, o projeto não é bem visto entre os docentes porque torna a remuneração fixa, sem possibilidade de melhorar o salário com gratificações.

Corte de salários
A Secretaria Estadual de Educação suspendeu o pagamento dos grevistas com base na decisão do desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Gesivaldo Britto, que classifica a greve como ilegal e determina o retorno imediato dos professores. O corte dos salários é considerado pelo sindicato um “ato de crueldade e fora da lei”.

Até mesmo os professores aposentados tiverem seus pontos cortados e não receberam o pagamento referente ao período da greve, iniciada no dia 11 de abril. A Secretaria da Educação do estado informou que o erro foi identificado em alguns casos e que haverá ressarcimento do pagamento em folha complementar nos dias 5 e 11

Indignados com o corte dos salários, professores da rede estadual também promoveram um ato de protesto na semana passada na Praça da Piedade, onde venderam frutas, para arrecadar dinheiro e manter a greve.
O governo diz que está aberto ao diálogo, mas o que eu tô vendo até agora é uma afobação pra que cortem o ponto dos professores e que façam eles voltarem às aulas de qualquer jeito... (se bem que isso já fizeram).
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Re: Educação

Mensagem por CarneSeca » 10 Mai 2012, 18:53

Bom eu não sei se na região de vocês isso está acontecendo mais aqui em SBC já faz duas semanas que algumas escolas estaduais não tem aula sendo que muitos professores nem querem ir dar aula <_<
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Re: Educação

Mensagem por E.R » 09 Jul 2012, 01:55

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/


O Colégio Santo Agostinho, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro , fundado há 66 anos, terá mais uma unidade no Leblon.

Um prédio na Rua General San Martin, cuja reforma, pela Lafem, custou R$ 8,8 milhões, vai receber 760 dos 2.300 alunos.
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Re: Educação

Mensagem por Cavallari » 09 Jul 2012, 16:35

Texto bom do Alberto Carlos Almeida para a Revista Época:
A greve remunerada dos professores universitários
Você, leitor, provavelmente nunca teve o privilégio de parar de trabalhar e, mesmo assim, continuar recebendo o salário integral na data correta. É o que acontece agora com os professores das universidades federais. Desde 17 de maio, eles estão em greve. Pararam de dar aulas e continuam recebendo seus salários. Igualmente grave é sermos nós, contribuintes, que pagamos o salário de quem não trabalha.É um absurdo em cima de outro absurdo. Os professores grevistas, em sua maioria, concluíram o doutorado, ao passo que a grande maioria dos brasileiros jamais pôs os pés num curso de graduação. Os doutores são uma minoria ínfima de nossa população adulta. A minoria mais qualificada do ponto de vista formal e, portanto, mais preparada para obter recursos com o próprio mérito. Mas não querem isso.

Preferem mais impostos. Sim, pois, caso o governo ceda às reivindicações dos grevistas remunerados, terá de aumentar os impostos, uma vez que elas resultariam em mais gastos. Parece piada: aumentar impostos para destinar mais recursos a uma minoria que tem o doutorado completo e reivindica por meio de greves remuneradas.

Fui professor da Universidade Federal Fluminense entre 1992 e 2005 e nunca fiz greve. Aprendi na própria universidade federal que as greves são inúteis. Não pressionam o governo, não atingem seus objetivos e apenas prejudicam os alunos. A greve é só de aulas. Os professores não param de fazer suas pesquisas, não deixam de ir a seminários científicos – nunca recusam viagens pagas pelo contribuinte – nem deixam de enviar seus relatórios de pesquisa aos órgãos de financiamento. Se fizerem isso, podem perder a bolsa de produtividade em pesquisa, o que é equivalente ao ponto cortado. Só há um prejudicado com a greve: o estudante.

Greves são situações de conflito em que os trabalhadores param com a finalidade de pressionar os patrões a negociar. Obviamente, toda greve precisa impor prejuízos aos patrões. É o que ocorre em qualquer empresa privada. Quando os operários do setor automobilístico param, a produção de carros despenca e, com ela, cai a capacidade de vendas da empresa, sinônimo de prejuízo. Os patrões sentam-se então à mesa para negociar. A disposição de ceder aumenta à medida que os prejuízos crescem.

Os professores doutores grevistas remunerados não impõem nenhum prejuízo ao governo federal. Pararam de dar aulas, e isso não reduz a arrecadação, não leva à queda da popularidade de Dilma nem faz cócegas em Brasília. Os responsáveis por aumentar nossos impostos para atender à reivindicação dos grevistas apenas ouviram falar que os estudantes das federais estão sem aula. Não há poder de pressão.

Exatamente por isso, e porque o governo não corta o ponto, trata-se de um movimento que tende a se alongar. Já se passaram 45 dias. No passado, as greves começavam anualmente com data marcada, sempre em maio. O único limite é o tempo de reposição das aulas. Como há aproximadamente três meses anuais de férias universitárias, elas não duram muito mais que três meses. Tampouco alcançam seus objetivos. Antes de 2005, houve mais de dez anos consecutivos de greves remuneradas com data marcada. Em dez anos, não houve melhora visível das universidades federais.

Entre 2005 e 2010, o orçamento das 57 universidades federais aumentou 120%, sem contar os gastos com aposentados e pensionistas. Elas receberam quase R$ 20 bilhões em 2010, de acordo com o Ministério da Fazenda. No mesmo período, as vagas para estudantes de graduação cresceram somente 58%, segundo o Ministério da Educação.

Os professores grevistas têm a obrigação de prestar contas a nós, contribuintes, acerca das razões do descompasso entre o aumento de 120% no orçamento e de 58% das vagas. Dados do Ministério da Educação revelam que, em 2010, as federais ofereceram 938 mil vagas para graduação. Entre 2001 e 2010, as federais não conseguiram dobrar as vagas em cursos de graduação, ao passo que as privadas saíram de 2 milhões de vagas para 4,7 milhões.

Os professores das federais são contra salas de aula com 100 ou 200 alunos. Defendem poucos alunos, sob o argumento elitista de que, para treinar bem, é preciso poucos estudantes em sala. Mas o Brasil precisa massificar o ensino universitário, não elitizá-lo. Estudei na London School of Economics (LSE) e frequentei salas de aula com mais de 100 alunos. A LSE forma melhor que qualquer uma de nossas federais e suas salas com poucos alunos.

Os professores doutores grevistas remunerados também afirmam que os tais 120% a mais foram destinados à pesquisa. Mas os principais centros de pesquisa das universidades públicas não entram em greve e obtêm recursos adicionais por meio de contratos com empresas. Os professores grevistas atacam os professores que buscam vender pesquisas para empresas, acusando-os de “privatistas” e “neoliberais”. Para os grevistas, só um tipo de recurso não é pecaminoso e assegura a independência acadêmica: aquele que vem do Tesouro nacional – do nosso bolso.

A greve remunerada é sinal de que nossos governantes não têm ainda a coragem necessária para enfrentar o professor funcionário público. O governo optou pela solução tipicamente brasileira: não entrar em conflito com os grevistas remunerados e deixar o sistema universitário privado crescer. Vai demorar um pouco, mas é inevitável: as universidades privadas passarão a atuar também em pesquisas científicas de ponta. Já tomaram o lugar das federais na formação de alunos, tomarão também na pesquisa científica. O contribuinte agradecerá.
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Re: Educação

Mensagem por E.R » 15 Jul 2012, 13:48

http://oglobo.globo.com/educacao/govern ... is-5469167

O governo federal propôs na semana passada um plano de carreira, a vigorar a partir de 2013, às entidades sindicais dos professores dos institutos e das universidades federais, com o objetivo de acabar com a greve que já ultrapassa 60 dias.

A proposta reduz de 17 para 13 os níveis da carreira, como forma de incentivar o avanço mais rápido, a busca da qualificação profissional e dos títulos acadêmicos.

O reajuste pode chegar a 47,7% para professores de institutos federais e 45% para professores de universidades com doutorado e dedicação exclusiva, ao longo de três anos, e custará R$ 3,9 bilhões aos cofres públicos.

De acordo com o plano, todos os docentes federais de nível superior terão reajustes salariais, além dos 4% concedidos pela MP 568 retroativo a março, ao longo dos próximos três anos.

O salário inicial do professor com doutorado e com dedicação exclusiva será de R$ 8,4 mil. Os salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva passarão de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil. Ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva passará de R$ 11,8 mil para R$ 17,1 mil.

Representante do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), William Carvalho, que está presente na reunião com o governo federal, diz que a proposta precisa ser mais bem avaliada.

— O governo está divulgando que os professores terão aumento de 45% nos próximos três anos, mas esse percentual é o máximo que um mínimo de docentes terá de reajuste. Vai depender de titulação e dedicação exclusiva, e não vão dar o mesmo valor para os aposentados. Há uma série de questões que contrariam o que o governo está divulgando. Vamos nos reunir com os representates dos sindicatos para discutir, mesmo porque até agora não apresentaram o documento por escrito e já começamos a identificar algumas contradições na fala do governo — disse Carvalho.

A presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), Marinalva Oliveira, também criticou a proposta do governo. Segundo informações da Agência Brasil, a categoria grevista terá nova reunião com governo federal no dia 23 de julho. Até lá, a paralisação continua.

— A proposta do jeito que está não contempla nossas reivindicações, que é a reestruturação da carreira, considerando uma carreira atrativa para todos os níveis. Do jeito que está não contempla desde o professor graduado até o professor com doutorado. Atende apenas uma minoria — reclamou Marinalva. — Hoje estamos com quase 100% da base em greve. Vamos levar a proposta às nossas bases, realizar assembleias para que retornemos ao governo com nossa contraproposta. Esperamos que o diálogo possa acontecer — disse.

A greve dos professores já dura 60 dias e atinge 56 das 59 universidades federais além de 34 institutos federais de educação tecnológica. No Rio de Janeiro, UFRJ, UFF, Unirio e UFRRJ estão paradas, além do Cefet-RJ e do Colégio Pedro II.

Segundo o Ministério do Planejamento, a proposta permite visualizar uma mudança na concepção das universidades e dos institutos federais, na medida em que estimula a titulação, a dedicação exclusiva e a certificação de conhecimentos.

No caso dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, além da possibilidade de progressão pela titulação, haverá um novo processo de certificação do conhecimento tecnológico e experiência acumulados ao longo da atividade profissional de cada docente.
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Re: Educação

Mensagem por bebida com metanol CH » 16 Jul 2012, 19:04

Que coisa, 5 mil reais é uma mixaria, hein. Os professores tão mais que certos em se manifestar, quem consegue viver com miseros 5 mil? pffff, chatiadissimo aqui, governo mão de vaca, n consegue pagar essa mixaria pra um professor.....

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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 16 Jul 2012, 21:00

Cavallari escreveu:Texto bom do Alberto Carlos Almeida para a Revista Época:
A greve remunerada dos professores universitários
Você, leitor, provavelmente nunca teve o privilégio de parar de trabalhar e, mesmo assim, continuar recebendo o salário integral na data correta. É o que acontece agora com os professores das universidades federais. Desde 17 de maio, eles estão em greve. Pararam de dar aulas e continuam recebendo seus salários. Igualmente grave é sermos nós, contribuintes, que pagamos o salário de quem não trabalha.É um absurdo em cima de outro absurdo. Os professores grevistas, em sua maioria, concluíram o doutorado, ao passo que a grande maioria dos brasileiros jamais pôs os pés num curso de graduação. Os doutores são uma minoria ínfima de nossa população adulta. A minoria mais qualificada do ponto de vista formal e, portanto, mais preparada para obter recursos com o próprio mérito. Mas não querem isso.

Preferem mais impostos. Sim, pois, caso o governo ceda às reivindicações dos grevistas remunerados, terá de aumentar os impostos, uma vez que elas resultariam em mais gastos. Parece piada: aumentar impostos para destinar mais recursos a uma minoria que tem o doutorado completo e reivindica por meio de greves remuneradas.

Fui professor da Universidade Federal Fluminense entre 1992 e 2005 e nunca fiz greve. Aprendi na própria universidade federal que as greves são inúteis. Não pressionam o governo, não atingem seus objetivos e apenas prejudicam os alunos. A greve é só de aulas. Os professores não param de fazer suas pesquisas, não deixam de ir a seminários científicos – nunca recusam viagens pagas pelo contribuinte – nem deixam de enviar seus relatórios de pesquisa aos órgãos de financiamento. Se fizerem isso, podem perder a bolsa de produtividade em pesquisa, o que é equivalente ao ponto cortado. Só há um prejudicado com a greve: o estudante.

Greves são situações de conflito em que os trabalhadores param com a finalidade de pressionar os patrões a negociar. Obviamente, toda greve precisa impor prejuízos aos patrões. É o que ocorre em qualquer empresa privada. Quando os operários do setor automobilístico param, a produção de carros despenca e, com ela, cai a capacidade de vendas da empresa, sinônimo de prejuízo. Os patrões sentam-se então à mesa para negociar. A disposição de ceder aumenta à medida que os prejuízos crescem.

Os professores doutores grevistas remunerados não impõem nenhum prejuízo ao governo federal. Pararam de dar aulas, e isso não reduz a arrecadação, não leva à queda da popularidade de Dilma nem faz cócegas em Brasília. Os responsáveis por aumentar nossos impostos para atender à reivindicação dos grevistas apenas ouviram falar que os estudantes das federais estão sem aula. Não há poder de pressão.

Exatamente por isso, e porque o governo não corta o ponto, trata-se de um movimento que tende a se alongar. Já se passaram 45 dias. No passado, as greves começavam anualmente com data marcada, sempre em maio. O único limite é o tempo de reposição das aulas. Como há aproximadamente três meses anuais de férias universitárias, elas não duram muito mais que três meses. Tampouco alcançam seus objetivos. Antes de 2005, houve mais de dez anos consecutivos de greves remuneradas com data marcada. Em dez anos, não houve melhora visível das universidades federais.

Entre 2005 e 2010, o orçamento das 57 universidades federais aumentou 120%, sem contar os gastos com aposentados e pensionistas. Elas receberam quase R$ 20 bilhões em 2010, de acordo com o Ministério da Fazenda. No mesmo período, as vagas para estudantes de graduação cresceram somente 58%, segundo o Ministério da Educação.

Os professores grevistas têm a obrigação de prestar contas a nós, contribuintes, acerca das razões do descompasso entre o aumento de 120% no orçamento e de 58% das vagas. Dados do Ministério da Educação revelam que, em 2010, as federais ofereceram 938 mil vagas para graduação. Entre 2001 e 2010, as federais não conseguiram dobrar as vagas em cursos de graduação, ao passo que as privadas saíram de 2 milhões de vagas para 4,7 milhões.

Os professores das federais são contra salas de aula com 100 ou 200 alunos. Defendem poucos alunos, sob o argumento elitista de que, para treinar bem, é preciso poucos estudantes em sala. Mas o Brasil precisa massificar o ensino universitário, não elitizá-lo. Estudei na London School of Economics (LSE) e frequentei salas de aula com mais de 100 alunos. A LSE forma melhor que qualquer uma de nossas federais e suas salas com poucos alunos.

Os professores doutores grevistas remunerados também afirmam que os tais 120% a mais foram destinados à pesquisa. Mas os principais centros de pesquisa das universidades públicas não entram em greve e obtêm recursos adicionais por meio de contratos com empresas. Os professores grevistas atacam os professores que buscam vender pesquisas para empresas, acusando-os de “privatistas” e “neoliberais”. Para os grevistas, só um tipo de recurso não é pecaminoso e assegura a independência acadêmica: aquele que vem do Tesouro nacional – do nosso bolso.

A greve remunerada é sinal de que nossos governantes não têm ainda a coragem necessária para enfrentar o professor funcionário público. O governo optou pela solução tipicamente brasileira: não entrar em conflito com os grevistas remunerados e deixar o sistema universitário privado crescer. Vai demorar um pouco, mas é inevitável: as universidades privadas passarão a atuar também em pesquisas científicas de ponta. Já tomaram o lugar das federais na formação de alunos, tomarão também na pesquisa científica. O contribuinte agradecerá.
Parei de ler no título [mentira]. Convido qualquer um a conhecer a estrutura e as condições de trabalho na maioria das universidades brasileiras. Aí depois vocês me falam o que pensam.

Para o senhor autor do texto, acho que deveria dar uma olhada no Orçamento Geral da União. Assim ele perceberia que mais de 50% do PIB tem sido usado para pagar juros e encargos da dívida pública. Por que esse assunto é sempre ignorado? Por que nunca questionam? Na verdade, governo nenhum se financia diretamente com impostos, mas sim com a emissão de papeis públicos. Isso que dá o dinheiro na mão do governo. A arrecadação serve propriamente para pagar os encargos desses papeis. Por isso que quando aperta, o governo corta custos ou juros ao invés de aumentar impostos.

"O único limite é o tempo de reposição das aulas. Como há aproximadamente três meses anuais de férias universitárias, elas não duram muito mais que três meses. Tampouco alcançam seus objetivos"

Ou talvez seja porque o governo fecha o orçamento para o ano seguinte no mês de agosto. Quem sabe, né?

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Re: Educação

Mensagem por Cavallari » 30 Jul 2012, 22:12

Tu fala isso por que tá na cara que queres seguir essa vida boa de professor universitário, infelizmente aqui na FURG são uma cambada de vagabundos que dão umas aulas muquiranas. Os caras são doutores,m formados no exterior, e tão ai choramingando?!
Na boa velho, eles são os caras mais bem capacitados que um pais tem, podiam ser mais do que isso.
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Re: Educação

Mensagem por Scopel » 31 Jul 2012, 00:10

Se for ser professor vai ser por amor [e se passar num mestrado eu vou mesmo], porque eu tenho capacidade de passar em concurso que paga muito mais. Os que já estou aprovado já pagam quase o salário de um professor universitário nível mestre e eu nem terminei a graduação.

Sobre os professores universitários: são quase dois anos sem reajuste; último reajuste prometido não cumprido; desvalorização salarial de quase 25%.

A nova proposta do governo, para cumprimento em três anos, ainda fará cair o salário de mestre em uns 8%, segundo cálculos que levam em conta a projeção de inflação.

O cara passa 15 anos estudando, vira doutor, vai dar aula e seu salário é de pouco mais de 5.000 líquidos. O mesmo valor de um funcionário nível médio do INSS. Na minha universidade os cursos de Engenharia penam para conseguir professores, pois no mercado qualquer engenheiro júnior com graduação tira muito mais que um doutor. Ninguém quer se meter com dedicação exclusiva.


O povo tem que parar de brigar entre si e se unir. Temos que apoiar a causa de nossos semelhantes, os trabalhadores, não a dos magnatas e políticos. Porra, 75 dias de greve e nada é dito na tv. Que porra é essa? Temos que mais valor a nossos companheiros assalariados, todos eles. Se ficarmos reproduzindo as bobagens da Globo e do senso comum continuaremos caindo no fosso: aposentadoria com 80 anos, sem saúde, sem educação, com um salário miserável num país violento. Que porra de vida é essa que estamos levando? É difícil de enxergar isso?

Eu estou tranquilo. Daqui dois anos meto um concurso melhor e vou ganhar meus 7.000. Mas eu penso nos outros, penso nos rumos do mundo em que vou ter de viver e ver meus filhos crescerem.

Cavallari escreveu:Na boa velho, eles são os caras mais bem capacitados que um pais tem, podiam ser mais do que isso.
Sim, eu digo mesmo, mereciam muito mais.

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Re: Educação

Mensagem por Barbano » 31 Jul 2012, 09:10

Scopel escreveu:O cara passa 15 anos estudando, vira doutor, vai dar aula e seu salário é de pouco mais de 5.000 líquidos. O mesmo valor de um funcionário nível médio do INSS.
O que está desproporcional nesse caso é o salário em alguns órgãos federais, como Senado, Receita, INSS, etc.

Vai ver se no mercado pagam quase 10 mil reais para funcionários de nivel técnico... Ou ainda em órgãos estaduais ou municipais. Nem a pau...
Scopel escreveu:Na minha universidade os cursos de Engenharia penam para conseguir professores, pois no mercado qualquer engenheiro júnior com graduação tira muito mais que um doutor. Ninguém quer se meter com dedicação exclusiva.
Qualquer engenheiro júnior tira 9, 10 mil reais brutos por mês? Tá quente o mercado por aí, heim?

Em algumas áreas, como a medicina, deve ser bem complicado. Dá para conseguir uma remuneração bem maior fora do meio acadêmico.

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